Um mês depois da última revolta, cerca de 400 famílias de quatro comunidades de Chibuto voltaram a manifestar-se e ameaçam ocupar a área de exploração de areias pesadas, caso o Governo e a empresa chinesa Dingsheng Minerals não encontrem uma solução para as compensações e outras reivindicações que se arrastam desde 2016.Um mês depois da última revolta, a tensão voltou a tomar conta do distrito de Chibuto. Desde o fim da tarde de terça-feira, famílias de quatro comunidades desencadearam uma nova onda de protestos, que chegou à sede do Governo distrital, exigindo respostas concretas sobre o pagamento das compensações decorrentes da instalação do projecto de exploração de areias pesadas.
As famílias dizem que continuam sem receber, na totalidade, os valores referentes às árvores cortadas nas áreas ocupadas pelo projecto, além de denunciarem o incumprimento de responsabilidades sociais assumidas no processo de reassentamento.
“Queremos o nosso dinheiro, que foi cortado pela empresa chinesa, no valor de 6.800 meticais por árvore”, reclamam os manifestantes.
A administradora de Chibuto, Cacilda Banze, confirma ter recebido o novo caderno reivindicativo apresentado pelos reassentados, mas diz haver elementos estranhos ao movimento, o que, na sua leitura, dificulta a resolução do conflito.
“Confirmo ter recebido o documento, mas há infiltrados que apresentam novas reivindicações e, assim, fica difícil resolver o problema”, afirma Cacilda Banze, administradora de Chibuto.
A revolta, entretanto, já não se limita aos valores que as famílias dizem estar por receber. Os reassentados acusam o Governo de não pressionar a empresa de capitais chineses responsável pelo projecto a cumprir as responsabilidades sociais assumidas no âmbito do reassentamento.
“Não recebemos todo o dinheiro por cada árvore. Governo, pedimos o nosso dinheiro. Se a empresa chinesa recebeu, que seja orientada a pagar o que é nosso e a cuidar das populações”, exige Litosl, residente em Mutsikuane.
Nos locais de reassentamento, as famílias denunciam condições precárias de habitação e falta de infra-estruturas básicas. Dizem que, apesar das sucessivas reivindicações, continuam sem respostas concretas e, por isso, ameaçam regressar às antigas terras, actualmente ocupadas pela actividade mineira.
“Queremos que saiam. Queremos voltar para as nossas terras”, afirma Anal, representante do grupo de reassentados.
Perante a pressão das comunidades, a administradora diz que existem processos em curso para tentar resolver um problema que se arrasta há cerca de uma década. Segundo Cacilda Banze, seriam necessários três milhões de dólares para responder às reivindicações apresentadas.
“São necessários três milhões de dólares para resolver o problema todo. E exigimos o cumprimento da responsabilidade social”, explica Banze.
As organizações da sociedade civil consideram urgente corrigir as falhas no processo de reassentamento iniciado em 2016 e alertam que a tensão poderá agravar-se enquanto as obrigações sociais e as reivindicações das comunidades não forem efectivamente atendidas.
“É urgente resolver as falhas graves que existem no processo de reassentamento. Enquanto as comunidades continuarem sem respostas, a tensão vai continuar”, alerta Gisela Zunguze, da sociedade civil em Chibuto.
E, desta vez, as famílias dizem estar dispostas a prolongar os protestos. Ameaçam permanecer nas ruas durante os próximos 30 dias e admitem avançar para a ocupação da área de exploração mineira, caso não sejam encontradas soluções para o conflito.
Moradores do bairro Picoco, no distrito de Boane, dizem ter visto elefantes a circularem no bairro. A edilidade diz que é recorrente ter este tipo de cenários perigoso naquela zona.
Uma imagem mostra o momento em que os elefantes circulavam numa zona residencial, no último domingo, no bairro Picoco, distrito de Boane.
Os moradores confirmam e falam de momentos de agitação.
Uma das testemunhas disse que os elefantes apareceram nas primeiras horas do sábado. “Quando os animais apareceram, havia muita gente aqui, neste local, e os animais começaram a derrubar plantas e uma pequena residência”, contou.
Neste momento, é desconhecido o paradeiro dos elefantes.
De acordo com o presidente do Município de Boane, os casos são recorrentes naquele bairro.
Suspeita-se que os elefantes sejam provenientes da África do Sul ou do Parque Nacional de Maputo, no distrito de Matutuine.
Vários partidos políticos, nomeadamente Frelimo, Renamo, MDM e Nova Democracia, fizeram-se presentes na Praça dos Heróis Nacionais, empunhando as suas bandeiras durante a comemoração dos 81 anos da cidade de Quelimane. Do resto foi uma festa marcada igualmente por repúdio aos actos de pancadaria que ocorreram na cidade da Beira.
A cidade de Quelimane assinalou, hoje, 81 anos de elevação à categoria de cidade, com discursos de paz e repúdio às atitudes dos membros da Frelimo e do MDM na cidade da Beira aquando da passagem dos 116 anos.
Em Quelimane, depois da deposição da coroa de flores, viu-se um ambiente raro, na urbe. É que, ao som do jovem músico Cornélio, Manuel de Araújo, Governador da província, Secretária de Estado, delegado político da Renamo e cabeças-de-lista da Frelimo e da Renamo na pista de dança.
Seguiram-se, depois, os discursos. O Governador e a Secretária de Estado na província defenderam o crescimento da cidade com melhores casas para os munícipes, condições de vida e desenvolvimento da urbe no geral.
Pio Matos disse, na ocasião, que não havia espaço para pancadaria entre os partidos, “porque somos todos irmãos desta cidade. Aquilo que aconteceu na Beira só acontece lá mesmo; aqui, em Quelimane, não acontece, porque somos um povo irmão que nos abraçamos, nos amamos e temos de continuar assim”, disse Pio Matos, para quem o ambiente de paz deve prevalecer no seio dos munícipes. “Só juntos de mãos dadas é que podemos criar as melhores condições para todos nós, munícipes de Quelimane, e cidadãos da Zambézia, no geral.”
Cristina Mafumo, Secretária de Estado na província da Zambézia, defendeu a necessidade de a edilidade continuar a trabalhar na remoção de resíduos sólidos e na edificação de uma cidade cada vez mais próspera.
“O Governo municipal tem o desafio de continuar a olhar para a gestão dos resíduos sólidos, vias de acesso, urbanização e ordenamento. Juntos poderemos aprimorar cada vez mais as questões de ordenamento, tendo em conta as mudanças climáticas”, disse Cristina Mafumo.
Quando tudo parecia estar bem, eis que, na vez de Manuel de Araújo discursar, os membros do MDM abandonaram o local. De Araújo não poupou palavras: “ Aquele que sai na hora de almoço está connosco? Questionou Manuel de Araújo aos presentes no comício que prontamente responderam: “Não”.
Por isso, imediatamente, defendeu Quelimane como o centro da tolerância política, democracia e reconciliação. “ Democracia é isto, meus irmãos. Democracia é isto que nós estamos a fazer aqui, na cidade de Quelimane. Temos aqui as bandeiras da Frelimo, da Renamo e da Nova Democracia”, precisou o edil.
De seguida, Manuel de Araújo convidou o cabeça-de-lista da Frelimo, Lourenço Gani, para as eleições autárquicas de 11 de Outubro, para se sentar no pódio. Gani levantou-se e foi sentar-se no lugar indicado pelo edil. Convidou, igualmente, o cabeça-de-lista do MDM, mas, porque este já tinha saído do local, o edil lamentou o comportamento deste e de seus correligionários. “Quanto ao Dramusse, cabeça-de-lista do MDM, eu pensei que, como é professor universitário, tinha outro nível de civismo, mas não está e abandonou a festa da cidade”, lamentou.
De Araújo disse aos presentes na ocasião que o edifício onde funciona o Conselho Municipal é de todos, razão pela qual todos são convidados a fazer-se presente. De seguida, abraçou Lourenço e Gani e agradeceu por responder favoravelmente ao seu convite de se sentar no pódio.
Já no pilar das realizações, Manuel de Araújo disse que, nos últimos cinco anos, a edilidade trabalhou incansavelmente para a construção e reabilitação das vias de acesso na urbe. Falou da construção de 50 quilómetros de estradas, num investimento de mais de 200 milhões de Meticais. Reconheceu que o processo não foi cumprido a 100% e apontou a COVID-19 como o grande factor que minou, durante dois anos da sua vigência, o desenvolvimento da cidade e demais áreas.
O presidente da primeira comissão do Parlamento esclarece que a lei não impede os secretários de Estado provinciais de se candidatarem como cabeças-de-lista para as autárquicas. António Boene explica que só secretários de Estado titulares do órgão central têm esta proibição.
Foi sobre a suposta incompatibilidade legal que afecta os secretários de Estado, que o presidente da Primeira Comissão da Assembleia da República esclareceu que não há razões para a suspensão de funções por parte de Stella Zeca, secretária de Estado em Sofala e cabeça-de-lista da Frelimo na cidade da Beira.
Segundo António Boene, a incompatibilidade afecta apenas os secretários de Estado titulares do órgão central. “A lei eleitoral considera como incompatível a função de Secretário de Estado e concorrente como membro a cabeça-de-lista de um partido para as eleições autárquicas. Relativamente ao Secretário de Estado na província, porque são figuras totalmente diferentes, aliás, a própria Constituição no artigo 159, número 2, na alínea D, diz que o Presidente da República, na qualidade de Chefe do Governo, pode nomear ou exonerar o secretário de Estado”, esclareceu António Boene.
Para melhor esclarecer, António Boene deu alguns exemplos de quem é incompatível: “O Secretário de Estado da Juventude e Emprego, o Secretário de Estado do Desporto e o Secretário de Estado do Ensino Técnico-Profissional”, explicou.
A maior unidade sanitária da província de Inhambane estava agitada na manhã desta segunda-feira. Enquanto os profissionais de saúde que se fizeram ao posto de trabalho regressavam à casa devido à greve, os pacientes estavam entregues à própria sorte.
O jornal O País encontrou, no local, pacientes que estavam, uns sentados, outro deitados, à espera de assistência médica desde as primeiras horas.
É o caso de uma mãe que conversou com a nossa equipa de reportagem, e revelou que o seu filho padecia de dores de cabeça, mas, quando chegou ao hospital, disseram que deveria regressar no dia 09 do próximo mês, devido à falta de pessoal para o atendimento.
O laboratório do hospital esteve fechado na manhã desta segunda-feira e quem tinha análises por fazer ou resultados por levantar não tinha outra saída senão voltar para casa.
A pediatria do hospital estava quase vazia, com apenas uma médica a atender, por sinal cubana.
As enfermarias também estavam vazias, uma vez que os pacientes internados foram dispensados, ficando apenas os que estão em estado grave.
No Centro de Saúde Urbano, as pessoas eram atendidas apenas nas consultas externas, mas um serviço considerado lento.
O laboratório e a farmácia estavam fechados, como também não havia atendimento para mulheres e crianças para as vacinações e controlo de peso.
O jornal O País está, desde as primeiras horas desta segunda-feira, a tentar falar com a Direcção Provincial de Saúde para reagir em torno da situação.
A selecção nacional de hóquei em patins desistiu do campeonato africano da modalidade, por falta de dinheiro para custear as despesas da sua participação nesta prova. O valor necessário era estimado em cinco milhões de Meticais.
A selecção nacional de hóquei em patins, com um histórico de participações internacionais acima da média, vai, sim, falhar o “africano”, prova que arrancou esta segunda-feira, no Cairo, Egipto.
A Federação Moçambicana de Patinagem já tinha, há dias, soado o alarme.
O organismo que gere o hóquei nacional disse, na altura, que precisava de cinco milhões de Meticais para custear as despesas da participação da selecção moçambicana na prova.
Nem os patrocinadores nem o Fundo de Promoção Desportiva, instituição a qual a federação solicitou um financiamento de 60 por cento do valor, abriram os cordões à bolsa.
Sem soluções à vista, a Federação Moçambicana de Patinagem, que até esta segunda-feira tinha esperança de que um possível milagre poderia acontecer, optou pela desistência. E com a desistência vêm as consequências. Moçambique corre o risco, como manda o regulamento, de ser suspenso por quatro anos pelo organismo regulador mundial para desportos sobre patins.
Além da selecção principal, que é actual vice-campeã africana, Moçambique participaria nesta competição com a selecção Sub-19.
Numa partida em que Bruno Langa e Guima foram titulares, a sua equipa Chaves perdeu, domingo, no terreno do Sporting Braga, por 4-2, em desafio da 2ª jornada da Liga Portuguesa. Com Geny Catamo a ser lançado na segunda parte, o Sporting venceu o Casa Pia por 2-1 na sexta-feira.
O SC Braga procurava o primeiro triunfo na Liga, depois da derrota caseira com o Famalicão, e conseguiu-o em Chaves, mas teve de sofrer para conseguir os três pontos. Os minhotos até entraram bem e Bruma deu vantagem ao SC Braga com um belo remate. A reação dos flavienses chegou pouco antes do intervalo com uma cabeçada certeira de Héctor Hernández. O ponta de lança espanhol, no início da segunda parte, repetiu o gesto e conseguiu a reviravolta no marcador. O empate não era do agrado dos guerreiros e foi nesse momento que o capitão Ricardo Horta voltou a ser decisivo ao aparecer no jogo para voltar a empatar o desafio e dar novo alento à sua equipa. Aos 81 minutos, o árbitro, depois de analisar as imagens no VAR, entendeu trocar o cartão amarelo por vermelho a Ygor Nogueira e na sequência do livre Banza, em voo, voltou a dar vantagem ao SC Braga.O quarto e último golo dos minhotos foi já no período de compensação com Pizzi a aproveitar um ressalto de bola e a ficar isolado na cara do guarda-redes Hugo Souza.
SPORTING DE GENY ALCANÇA SEGUNDA VITÓRIA
Com Geny Catamo a ser lançado na segunda parte, o Sporting venceu o Casa Pia por 2-1 na sexta-feira. Paulinho, que já tinha sido decisivo frente ao Vizela (3-2), ao marcar o golo da vitória, voltou a ser o herói da noite, ao apontar os dois tentos leoninos, o primeiro bem cedo, logo ao minuto 3, o segundo aos 62’. Isto tudo no dia em que celebrava o seu 100.º jogo de verde e branco. Os casapianos ainda sonharam quando Clayton igualou aos 58’, mas o conjunto de Rúben Amorim reporia logo de imediato a vantagem. Ao quarto jogo na época (dois na Taça da Liga), chega a primeira derrota do Casa Pia e os primeiros golos sofridos. Soube-se já após o final do encontro que o primeiro golo do Sporting carecia de validade, uma vez que Paulinho estava fora de jogo, por 9 centímetros. A equipa do VAR terá errado ao marcar como ponto de referência o ombro do atacante leonino e não o pé do jogador, que era precisamente a parte do corpo que deveria ter sido marcada para definir a invalidade do lance. Uma bronca que fará correr muita tinta…Quanto ao jogo, o Sporting teve o jogo quase sempre controlado e sempre que acelerou criou perigo. Os leões criaram mais oportunidades, tiveram mais posse e, até final, conseguiram também anular os fogachos com lances de perigo do conjunto anfitrião.
DESTAQUE NO JORNAL “RECORD”
Geny Catamo está a aproveitar da melhor forma o regresso ao Sporting após cedência ao Marítimo, onde ficou “mais adulto”, na visão de Amorim, tanto que foi opção na ala direita frente a Vizela (titular) e Casa Pia (suplente), escreve o jornal “Record”.
Num olhar ao passado, o moçambicano, de 22 anos, revela que na adolescência fez testes nos sul-africanos dos Sundowns, SuperSport e Bidvest, mas nenhum apostou nele. “Tinha 16/17 anos. O Sundowns ajudou-me, foi lá que fui convocado para a seleção de sub-17 [de Moçambique]. Mas, quando Deus fecha uma porta, abre outra, pois agora estou no Sporting”, disse ao ‘KickOff’.
Geny rumou ao Black Bulls, do seu país, até chegar em 2018 ao Amora. Em 2019 custou 150 mil euros por 20% do passe; a SAD tem até setembro para comprar o remanescente, por 600 mil.
Pelo menos 210 pessoas morreram vítimas da malária no país de Janeiro a Junho deste ano, menos 70 óbitos registados em igual período de 2022. Enquanto isso, não há datas para administrar a vacina no país.
Malária está entre as três doenças mais mortíferas no país. Só de Janeiro a Junho deste ano, as unidades sanitárias registaram cerca de 7,2 milhões de casos da doença que resultaram em 210 óbitos.
“Registamos um aumento de 22 por cento quando comparado com o igual período do ano passado. A tendência crescente dos casos de malária está associada a vários factores. Um deles é que fizemos a distribuição das redes mosquiteiras há dois ou três anos, e a população perdeu a protecção”, disse Baltazar Candrinho, director do Programa Nacional de Combate à Malária.
Sofala, Zambézia e Nampula são as províncias mais vulneráveis à doença, em parte devido ao deficiente sistema de saneamento.
“Moçambique tem sido afectado por desastres climáticos e isso favorece o crescimento da população de mosquito e tem desacelerado os nossos esforços de acabar com a doença.”
O director nacional do Programa Nacional de Combate à Malária diz que estão em curso, no país, medidas para eliminar o mosquito causador da malária.
“A aplicação de larvicida tem a ver com o olhar para um determinado lugar onde há o criador do mosquito, nas águas paradas e aplicar algum medicamento que permita que a larva morra e não se desenvolva mosquito. Estamos, agora, a fazer o mapeamento para ver se existem e em que locais há águas paradas para fazemos a devida aplicação.”
Outro mecanismo de combate à doença é a vacina, que, em Moçambique, se prevê que comece a ser administrada entre Janeiro e Março de 2024.
“É uma vacina que é administrada em crianças menores de cinco anos em três doses, durante um intervalo de um mês e, depois, administra-se uma dose de reforço, passando-se entre 12 e 18 meses”, explicou Pedro Aite, director científico no Centro de Investigação em Saúde da Manhiça.
Os intervenientes falavam, hoje, na Cidade de Maputo, à margem de um seminário alusivo ao Dia Mundial do Mosquito.
O Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, defendeu, ontem, durante a comunicação ao país, que o conflito na Ucrânia deve ser resolvido de forma pacífica.
“Acreditamos firmemente que o diálogo, a mediação e a diplomacia são o único caminho viável para acabar com o conflito actual e alcançar uma paz duradoura”, afirmou Cyril Ramaphosa, citado pelo Notícias ao Minuto.
O chefe de Estado sul-africano frisou que a África do Sul defende “o princípio do respeito à integridade territorial e à soberania de todos os Estados e povos”.
Segundo o líder sul-africano a África do Sul “resistiu” à pressão internacional para se “alinhar com qualquer uma das potências globais ou com blocos influentes de nações”, e sublinhou que “durante a Guerra Fria, a estabilidade e a soberania de muitos países africanos foram prejudicadas devido ao seu alinhamento com as grandes potências”.
“Essa experiência convenceu-nos da necessidade de procurar parcerias estratégicas com outros países ao invés de sermos dominados por qualquer outro país”, referiu.
Ramaphosa reiterou que Pretória não será “arrastada” para uma disputa entre potências mundiais.
“Em vez disso, o nosso país esforça-se em trabalhar com todos os países em prol da paz e do desenvolvimento global”, avançou.
Nesse sentido, o chefe de Estado sul-africano vincou que Pretória está “totalmente comprometida’ com os princípios da Carta das Nações Unidas, incluindo “o princípio de que todos os membros devem resolver as suas disputas internacionais por meios pacíficos”.
“Através da iniciativa de Paz Africana, o nosso país continua envolvido em processos para garantir que as crianças que foram retiradas das suas casas na Ucrânia sejam devolvidas às suas famílias e que os prisioneiros de guerra sejam trocados”, salientou.
Ramaphosa referiu que Pretória continua envolvida nas negociações sobre a reabertura do mar Negro para facilitar o fluxo de cereais.
“A África do Sul, como país-membro da comunidade das nações, continuará a desempenhar um papel construtivo nos assuntos mundiais”, frisou.
O Presidente sul-africano anunciou que a África do Sul vai assumir em 2025 a presidência do grupo de nações do G20.
“A Cimeira do G20 em 2025 será uma oportunidade para a África do Sul liderar os desafios críticos enfrentados pela comunidade internacional”, declarou Cyril Ramaphosa.
Esta será a primeira vez que as reuniões do G20 serão realizadas em África.
eira celebrou, este domingo, 116 anos de elevação à categoria de cidade. Na ocasião, o edil da Beira, Albano Carige, queixou-se da falta de transferência de Fundos de Compensação Autárquica há mais de nove meses. Carige reiterou apelos para construção de infra-estruturas resilientes.
Depois da confusão instalada entre os membros do MDM e da Frelimo, a cerimónia de celebração dos 116 anos de elevação da Beira à categoria de cidade prosseguiu, normalmente, na Praça do Município. O evento foi marcado por um desfile, no qual os funcionários do Município exibiram aquilo que têm sido as suas actividades diárias.
Depois, o Governador de Sofala, Lourenço Bulha, fez o discurso de praxe, lembrando, durante a sua intervenção, que o maior desafio que a cidade da Beira tem são as mudanças climáticas, o que exige dos munícipes mudança de atitudes.
“É importante que os munícipes continuem a apostar em construções resilientes. Nós, como Conselho Executivo Provincial, dentro do leque da nossa actuação, pautamos pela mudança de abordagem no âmbito das construções resilientes pós-ciclone Idai.”
Por sua vez, o edil da Beira, Albano Carige, disse que, apesar de o Município estar há nove meses sem receber Fundos de Compensação Autárquica, as obras continuam na urbe. “Aqueles que dizem que nós não temos condições de fazer a gestão da educação e saúde primária, estamos a demonstrar que estão errados. Estamos a demonstrar que temos capacidade. O Albano Carige e a sua equipa estão a trabalhar arduamente mesmo com algumas dificuldades de Fundos de Compensação Autárquica. O nosso compromisso é com o bem-estar dos beirenses”, disse Albano Carige.
Carige destacou, ainda, as obras realizadas no sector de educação e saúde, nomeadamente a construção de uma escola primária e um centro de saúde primário, que serão entregues à administração do distrito da Beira na próxima semana.
A festa contou ainda com a entrega de prémios a vários atletas que participaram em diversas actividades desportivas ligadas ao dia da cidade, assim como o corte do bolo que simboliza os 116 anos da urbe.
A Beira tem o estatuto de cidade desde 20 de Agosto de 1907 e, do ponto de vista administrativo, é um Município com governo local eleito; e é também, desde Dezembro de 2013, um distrito, uma unidade local do Governo central, dirigido por um administrador.