A África do Sul está a solicitar a vários países africanos o reembolso dos custos relacionados com o repatriamento de dezenas de milhares de cidadãos estrangeiros, depois de o país ter deportado ou ajudado no regresso de mais de 80 mil migrantes aos seus países de origem.
Segundo o Ministério dos Assuntos Internos da África do Sul, o Governo gastou cerca de 18 milhões de dólares norte-americanos para acomodar e transportar migrantes que regressaram aos seus países. Pedidos formais de compensação foram já enviados ao Malawi, Etiópia e Nigéria.
Os custos incluem transporte em autocarros, instalação de centros temporários de repatriamento e pagamento de horas extraordinárias aos funcionários envolvidos nas operações. O director-geral do Departamento de Assuntos Internos, Tommy Makhode, classificou as despesas como “imprevistas e inevitáveis”.
O ministro dos Assuntos Internos, Leon Schreiber, considerou sem precedentes o actual volume de deportações e repatriamentos, realizados num contexto de crescente tensão em torno da imigração ilegal na África do Sul.
Grupos que se opõem à imigração ilegal têm promovido protestos e, em alguns casos, registaram-se ataques contra cidadãos estrangeiros. Os manifestantes acusam os imigrantes de contribuírem para o desemprego, o aumento da criminalidade e a sobrecarga dos serviços públicos.
Alguns países africanos acusaram o Governo sul-africano de não proteger devidamente os seus cidadãos, acusação rejeitada pelas autoridades de Pretória. O Gana chegou recentemente a defender a inclusão da situação dos migrantes na África do Sul na agenda de uma próxima reunião da União Africana, proposta que acabou por ser rejeitada.
Dados do Governo sul-africano indicam que 82.875 pessoas foram voluntariamente repatriadas ou deportadas desde o início do actual período de tensão migratória. Contudo, números apresentados pelos países de origem apontam para cerca de 178 mil pessoas que terão regressado.
Entre Abril e Julho, 16.078 cidadãos estrangeiros, sobretudo do Lesotho, Malawi, Tanzânia, Zimbabwe e Moçambique, foram deportados através do Centro de Repatriamento de Lindela.
As autoridades policiais sul-africanas anunciaram ainda o reforço das operações contra a imigração ilegal e crimes associados. Quase 60 mil pessoas em situação irregular foram detidas, das quais 16.208 apenas durante o mês de Julho.
A questão migratória continua, assim, a gerar tensão entre a África do Sul e outros países africanos, ao mesmo tempo que o Governo sul-africano procura fazer face aos elevados custos das operações de deportação e repatriamento.
O Pavilhão do Ferroviário da Beira irá sediar, no seu bojo, de 17 a 22 de Outubro, a série “B” da fase de apuramento da da Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal. Seis equipas, nomeadamente Ferroviário da Beira, Ferroviário de Maputo, Maxaquene, Academia New Vision e Núcleo Desportivo Expansão (Pemba) e Academia de Basquetebol de Sofala irão disputar a prova.
24 de Agosto de 2018. Pavilhão do Ferroviário da Beira! Público em extâse! Para uns, e na sua maioria, era possível que o Ferroviário da Beira, em desvantagem de 2-0 no “play-off” da final da Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal, vencesse o seu homónimo de Maputo e prolongasse a final até à negra.
Para outros, o Ferroviário de Maputo tinha tudo para “chancelar” este registo: três jogos, três vitórias e…”xeque mate”.
A verdade é que os “locomotivas” da capital foram ao reabilitado pavilhão do Ferroviário da Beira voltar a vencer (75-82) e sagraram-se campeões nacionais. Este foi, de resto, o último grande momento de elevadas emoções da modalidade da bola ao cesto vividas no pavilhão do Ferroviário da Beira, porquanto o ciclone Idai devastou a infra-estrutura em Março de 2019.
Três anos depois, e com algumas intervenções no piso que nos últimos tempos revelava-se escorregadio, o pavilhão volta a abrir as suas portas para acolher jogos da série “B” da fase de apuramento da Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal. A iluminação foi igualmente intervencionada para que se possam realizar jogos no período nocturno.
Será um momento para o sempre efervescente público da Beira voltar a testemunhar jornadas de basquetebol.
Será um momento, salvo a diferença dos dois plantéis quando comparados ao passado, para reavivar a rivalidade entre os ferroviários de Maputo e Beira, conjuntos que dividiram entre si os louros em 2016, 2017, 2018 e 2022.
Para além destes dois candidatos ao título, assinale-se, da capital do país, a ida do Maxaquene, conjunto orientado por Hermínio “Rasta” Changule. Os “tricolores” levam para a competição a sua aguerrida juventude que chegou mesmo a surpreender o Ferrovíário de Maputo na fase de qualificação disputada na “catedral” do basquetebol moçambicano. Mauro Gino (irmão de Fernado Gino, também conhecido por “Nandex”), Joaquim Chuma, Turdivales Nhatumbo, Ronaldo Geneto, Malik Conceição, entre outros, personificam a pleiade “tricolor”.
De Pemba, há a destacar a formação da Academia New Vision e Núcleo Desportivo Expansão que ocuparam a 2ª e 3ª posições na fase de qualificação da zona norte para a Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal, prova cujo pano caiu no passado dia 3 de Setembro no pavilhão do Ferroviário de Nampula.
New Vision teve um registo de quatro vitórias e uma derrota, enquanto o Núcleo Desportivo Expansão de Pemba veceu três jogos e perdeu dois.
A Academia de Basquetebol de Sofala completa o leque de equipas alinhadas para esta competição que dá acesso à 14ª edição da Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal.
As equipas participantes têm até 10 de Outubro para fazerem às inscrições para esta prova, sendo que as mesmas estão fixadas em 70, 000, 00 (setenta mil meticais).
NAMPULA ACOLHE SÉRIE “A”
Após a intervenção feita, que permitiu a infra-estrutura voltar a acolher jogos dois meses depois, o pavilhão do Ferroviário de Maputo irá acolher, de 3 a 8 de Outubro, a série “B” da fase de apuramento da zona centro para a Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal.
Ferroviário de Nampula, vencedor da fase de qualificação da zona norte para Liga Mozal com cinco vitórias em igual número de jogos, Costa do Sol, conjunto que terminou em primeiro ao nível das qualificativas da zona sul invicto, Sporting de Quelimane, terceiro classificado da última edição da Liga Mozal, Academia New Vision de Nampula, quarta classificada da fase de apuramento da zona norte, A Politécnica e Município da Beira irão dar corpo ao certame.
A Liga Moçambicana de Basquetebol determinou que as delegações devem ser constituídas por 17 membros no máximo, sendo que esta agremiação deverá responsabilizar-se pelo transporte de cada equipa do local de origem e retorno, transporte interno e alojamento.
Entretanto, refere em comunicado, as equipas têm a liberdade de compor as suas delegações com um número maior que o estipulado, sendo que os custos serão arcados pelas mesmas colectividades.
Esta fase será disputada num sistema de todos contra todos numa única volta, sendo que os quatro primeiros classificados apuram-se para a fase regular a ser disputada em Maputo entre Novembro e Dezembro.
O vencedor da edição 2023 da Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal irá representar o país na Basketball Africa League (BAL) no próximo ano.
Dois terços dos indicadores dos Objetivos de Desenvolvimento (ODS) de 2030 relacionados com os direitos e bem-estar das crianças estão atrasados, colocando em risco 1,9 mil milhões de menores em 140 países, alertou ontem o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), no seu mais recente relatório, divulgado nas vésperas da Cimeira dos ODS, que se inicia na segunda-feira, em Nova Iorque.
O documento, intitulado “Progressos no bem-estar das crianças: Centrar os direitos da criança na Agenda 2030”, indica a necessidade de “uma aceleração histórica” para cumprir os ODS, “só possível se o mundo colocar as crianças no centro das agendas nacionais”.
Segundo o UNICEF, até à data apenas 6% da população infantil em 11 países têm contempladas 50% das metas, o que corresponde ao nível mais alto de realização a nível global.
O relatório adverte que “se os progressos previstos se mantiverem, apenas um total de 60 países, que abrigam apenas 25% da população infantil, terão alcançado as suas metas até 2030, deixando para trás cerca de 1,9 mil milhões de crianças em 140 países”.
Os critérios dos ODS foram adoptados pelos estados-membros da ONU em 2015 com o objectivo de acabar com a pobreza, reduzir as desigualdades e construir sociedades mais pacíficas e prósperas até 2030, mas, no capítulo destinado às crianças, a análise a mais de vinte anos de dados mostra “um cenário variado de progressos e retrocessos”.
Os objetivos relacionados com a protecção, aprendizagem e uma vida sem pobreza são os mais distantes das suas metas, indica o relatório, recordando a interrupção ou reversão de anos de progressos devido aos efeitos de crises como a pandemia de COVID-19, que contribuiu directamente para uma quebra histórica nos serviços de imunização e na aprendizagem nos países de baixo rendimento, as alterações climáticas e crises económicas.
Para a directora-executiva do UNICEF, Catherine Russell, a meio da Agenda 2030, o mundo está a ficar “sem tempo para transformar a promessa dos ODS em realidade” e as consequências do incumprimento dos objectivos “serão medidas na vida das crianças e na sustentabilidade do planeta”.
Vários países de baixo e médio-baixo rendimento mostraram porém que “o desenvolvimento acelerado é possível com um forte compromisso nacional, políticas eficazes e financiamento adequado”, caso do Camboja, Índia, Marrocos, Ruanda e Uganda.
Mesmo assim, prossegue, “estes países ainda têm muito caminho a percorrer para alcançar as metas e devem manter o seu ritmo ou acelerar ainda mais”.
O relatório, citado pelo Notícias ao Minuto, deixa claro que, para alcançar as metas de 2030, os países atrasados terão de acelerar o progresso para níveis “historicamente sem precedentes”.
“Os dados mostram que investir nos direitos das crianças impulsiona e sustenta resultados para todas as sociedades, pessoas e planeta, uma vez que as intervenções nos primeiros anos de vida das crianças são as que mais contribuem para erradicar a fome, pobreza, falta de saúde e desigualdades”, observa.
Em concreto, o UNICEF elenca, no caminho do cumprimento da Agenda 2030, compromissos políticos e aumento significativo da despesa em áreas como a saúde, a educação e a proteção social, metas ambiciosas, realistas e adaptadas aos contextos locais, prioridade ao conhecimento e estabelecimento de parcerias sólidas.
A organização aponta ainda o investimento na mitigação das alterações climáticas e construção de um planeta habitável e inovação em opções inovadoras em sistemas financeiros que funcionem.
“Muito pode acontecer em sete anos”, sustenta Catherine Russell, mas, para o conseguir, “os líderes mundiais têm de se tornar defensores das crianças e colocar os direitos da criança no centro das suas agendas políticas e orçamentais nacionais”.
No próximo dia 28, a partir das 17h30, o poeta Rudêncio Morais irá lançar a sua mais recente obra literária, no Instituto Guimarães Rosa, na Cidade de Maputo. A ser apresentada por Aurélio Ginja, O ecoar musical da gente – a música e o amor imprime nos textos o ritmo e as sonoridades moçambicanas. Para o efeito, o autor explorou as vozes, os lugares e os instrumentos tradicionais na definição da essência do que escreve.
Para o autor, O ecoar musical da gente – a música e o amor “é também uma homenagem aos fazedores da nossa música nacional. O livro percorre os vários lugares deste país, fazendo-se tradutor dos nossos silêncios, no amor e na forma com a qual encontramos na música um espaço para exteriorizar o que se nos vai à alma, com pureza e autenticidade”.
Com 110 páginas, O ecoar musical da gente – a música e o amor é resultado de um exercício de escrita bastante interactivo, tendo como ponto de partida a escuta atenta dos trabalhos dos músicos homenageados no livro e entrevistas que os mesmos foram dando em diferentes programas televisivos e radiofónicos.
Na sequência da escuta, houve um trabalho poético de Rudêncio Morais, buscando trazer as suas interpretações sobre o que as músicas tramitem, revestindo-as de uma significação que apalpa o íntimo dos lugares em que as mesmas foram concebidas, e estabelecendo uma ponte entre a música e o silêncio, para depois categorizar a música como um veículo no qual as línguas locais emolduram o amor, “cimentando partidas seguras para uma vida de profunda gratuidade”.
Entre os vários autores homenageados no livro, encontram-se Mr.Nhungue, Isaú Meneses, Grupo Primeiro de Maio, Fafitine, Carlos Gove, Saldicos, Elcides Carlos, Mandjolo, Matchume Zango, Duas Caras e Dudas.
“No final, este trabalho marca uma clara separação entre Falso Poeta e Rudêncio Morais, fechando, assim, um ciclo de convivência repartida, e, pavimentando, assim, um futuro em que o escritor se define plenamente como Rudêncio Morais”. Ou seja, ao contrário do que vinha acontencendo nos livros anteriores, em que o autor assinava Rudêncio Morais e Falso Poeta, nos próximos, o autor passará a assinar apenas com o seu próprio nome.
O prefácio de O ecoar musical da gente – a música e o amor é assinado por Aurélio Ginja, para quem “Há algo de divino na música, que a torna inseparável da voz sagrada da poesia! Por isso, Falso Poeta, vestindo a alma de Rudêncio Morais, cidadão mundano apaixonado pela música e Rudêncio Morais encarnado em Falso Poeta, lavrador da palavra, decidiram juntos e com identidades distintas, mas em comunhão fraternal, embarcar nesta aventura lírica em que a pena literária e a tecla musical de diversos autores se juntam, a beira da paisagem de letras e sons que este livro sugere”.
Empresários asiáticos prometeram, na sexta-feira, financiar a construção de 200 mil casas resilientes às mudanças climáticas na cidade da Beira, na base de aço reforçado. O arranque da iniciativa está dependente de um encontro, no próximo mês, entre financiadores, o município e o empresariado nacional.
Tudo começou em Março deste ano, quando uma delegação do Conselho Municipal da Beira, encabeçada pelo edil, Albano Carige, se deslocou à Arábia Saudita, em busca de parcerias para a construção de diversas infra-estruturas no Chiveve, com destaque para 25 mil casas resilientes e uma estrada que dê acesso directo ao Porto da Beira, a partir do bairro da Cerâmica, com vista a fazer face ao congestionamento na zona da Munhava, de camiões com destino ao porto.
O contacto efectuado com os investidores daquele país asiático culminou com a vinda, na passada sexta-feira, à cidade da Beira, de um grupo de empresários sauditas, que pretendiam inteirar-se “in loco” da iniciativa da Beira, que consta do master plan 2018-2035.
Foram realizados encontros entre a edilidade, os empresários daquele país e locais e a Cornelder de Moçambique, actual gestora do Porto da Beira, e, no final dos mesmos, o edil da Beira era um homem feliz.
“Estou feliz, porque os resultados esperados superaram em mais de 200 por cento as nossas expectativas. Ou seja, o município pediu financiamento para a construção de 25 mil casas resilientes e, em resposta, os investidores sauditas garantiram-nos que irão financiar a construção de mais de 100 mil casas. O posicionamento dos investidores alegra-nos ainda mais porque garantiram financiamento à estrada que dá acesso directo ao porto da Beira, que continua a ser a nossa prioridade, pois, dentro de três a quatro anos, vai ser muito moroso circular pela EN6, na zona da Munhava, devido ao engarrafamento causado por camiões de carga com destino ao Porto, atrasando a economia”, afirmou Albano Carige.
O representante dos empresários sauditas afirmou que irá mobilizar recursos técnicos, financeiros e materiais de várias partes do mundo, para que o projecto de construção das casas, não 100 mil, mas sim 200 mil, seja uma realidade e que as mesmas sejam modernas e construídas na base de aço reforçado, para fazer face às mudanças climáticas.
“Abraçamos o projecto e o plano para edificar as casas, como também temos soluções de parcerias nas quais tomaremos manufacturas locais capazes de construir uma casa em duas semanas. Com isso, significa que as duzentas mil casas poderão ser edificadas em pouco tempo, pode ser em um ano ou dois, dependendo das condições locais”, afirmou Farzam Kamalabadi, chefe da missão dos investidores.
Os sauditas garantiram, igualmente, que irão financiar a construção da badalada estrada que dá acesso directo ao Porto da Beira.
Os empresários de Sofala estavam radiantes no final do encontro, porque “percebemos que a ideia deles não é “matar” o sector privado nacional, à semelhança dos projectos que nós temos visto a vir ultimamente para Moçambique, onde as multinacionais se instalam e eliminam as pequenas e médias empresas locais e eles continuam a crescer, deixando-nos sempre pobres. Eles trazem um cometimento de parcerias”, afirmou Félix Machado, presidente da Associação Comercial da Beira.
Em finais do próximo mês, uma delegação composta por mais de 50 empresários sauditas vai regressar à Beira para encontros locais com vista a viabilizar os memorandos assassinados e aprimorar os projectos para a construção das referidas 100 mil casas e a estrada que dá acesso directo ao Porto da Beira.
O antigo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a garantir, na sexta-feira, que a guerra na Ucrânia nunca teria acontecido caso estivesse no poder.
“Pouco depois de ganhar a presidência, terei resolvido a horrível guerra entre a Rússia e a Ucrânia. Nunca teria acontecido se eu lá estivesse”, referiu Trump, citado pela CNN Internacional.
O antigo presidente dos EUA disse, ainda, que costumava falar com Putin sobre o assunto e que lhe disse para não invadir a Ucrânia. “Assim que saí, começaram a formar-se, e tivemos o desastre do Afeganistão, que penso ter sido o momento mais embaraçoso da história do nosso país”, lamentou.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro de 2022 pela Rússia na Ucrânia causou, de acordo com os mais recentes dados da ONU, a pior crise de refugiados na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
O Ferroviária de Maputo venceu, sábado, o Sagrada Esperança de Angola (1-0) em jogo da primeira mão da última eliminatória de acesso à fase de grupos da Taça das Confederações, também conhecida como Taça Nelson Mandela.
Em pleno Estádio Nacional do Zimpeto, e num jogo em que o Ferroviário de Maputo podia e devia, muito bem, sair com uma vantagem confortável, Mário, aos 89’, deu a vantagem mínima com a qual os “locomotivas” da capital partem para o duelo da segunda “mão” a realizar-se no dia 30 de Setembro, no Estádio da Tundavala, no Lubango.
Com uma equipa formada maioritariamente por jogadores sem muita experiência em competições africanas, o Ferroviário de Maputo teve uma abordagem inicial cautelosa, tendo chegado pela primeira vez com perigo ao último adversário numa jogada em que Celso fez um centro, mas Shelton não deu a melhor sequência ao mesmo.
Os angolanos, igualmente cautelosos, responderam com contra-ataques sem, no entanto, criarem calafrios junto à defensiva “locomotiva”.
A meio da primeira parte, Ezequiel serviu Celso que não teve calma suficiente para desenhar uma jogada que pudesse finalizar com grande perigo para os visitantes.
O Sagrada Esperança acordou e, num lance em que Lau King esteve em destaque, Diallo endossa para Da Banda que errou no alvo.
A fechar a primeira parte, sempre influente no miolo do terreno, Ezequiel coloca a bola em Kito que encheu o pé e obrigou o guarda-redes angolano Leo a uma defesa de recurso. Com o nulo a prevalecer, as duas formações recolheram aos balneários! Voltaram melhor ao jogo os angolanos que viram, aos 49’, Diallo rematar forte mas com a bola a passar ao lado.
O Ferroviário de Maputo, a jogar “em casa”, precisava de marcar. E João Chissano foi mesmo forçado a alterar o seu xadrez, lançando para o jogo o avançado Mário para o lugar de Shelton. Aposta acertada. Porque, perto do final da partida, Nelson desceu pela direita e colocou a bola à mercê de Mário que encostou para o fundo das malhas.
Antes mesmo, Mário, de forma atabalhoada, errou no alvo. Sem grande capacidade de reacção, os angolanos limitaram-se a fazer um jogo sem grande intensidade. Mas conseguiram, a espaços, incomodar o seu adversário. O resultado não se alterou e o Ferroviário de Maputo parte com uma vantagem mínima para o encontro da segunda “mão” em Angola. As duas formações alinharam-se da seguinte forma: Ferroviário de Maputo: Manuel, Nelson M, Ezequiel, Celso, Shelton (Mário 64′), Maxwell (Fortinho 86′), Jeitoso, Huga, Kito, Shaquille, Tununo. Sagrada Esperança: Leo, Luis Tati, Alexandre, Fabricio, Muenho, Lepuo, Celso, Da Banda (Cáchi 68′), Lau King (Kaporal 68′),Diallo (Água Doce 68′).
Rodrigo Almeida, talentoso piloto moçambicano, enfrentou um desafio incrível e emocionante na 5ª ronda do Campeonato DTM ADAC GT4, que decorreu no famoso circuito de Sachsenring, na Alemanha, no último fim-de-semana, dias 9 e 10 de Setembro.
O piloto, que correu pela primeira vez em Sachsenring, deparou-se com uma pista que ele próprio descreveu como “tão incrível quanto difícil”. No entanto, demonstrou o seu talento e determinação, conquistando um resultado notável.
No sábado, primeiro dia de corrida, Rodrigo Almeida conquistou a 2ª posição na classe Júnior e também foi o melhor piloto a bordo de um Mercedes AMG. O seu desempenho impressionante foi um tributo à sua habilidade e paixão pelo desporto automobilístico.
Contudo, durante o tempo na pista, o piloto moçambicano enfrentou algumas colisões com outros carros, resultando em danos no seu veículo e na perda de algumas posições. Apesar destes contratempos, manteve-se focado e determinado.
No domingo, a história de superação continuou. Rodrigo Almeida recebeu o carro do seu colega Joseph Knopp no 24º lugar. O moçambicano enfrentou uma série de lutas emocionantes, mas, com determinação e muito esforço, conseguiu recuperar 14 posições, levando o seu carro para o top 10 da classificação geral e alcançando o 4º lugar na classe Júnior.
Após a corrida, o piloto moçambicano afirmou: “Estou muito feliz com o meu desempenho neste fim-de-semana. Sachsenring foi uma pista desafiante, mas não poderia estar mais satisfeito com os resultados. Continuo focado em alcançar bons resultados e já estou a pensar na próxima corrida, em Hockenheim, de 20 a 22 de Outubro”, disse Rodrigo Almeida.
A equipa da Mücke Motorsport, que apoia Rodrigo Almeida, enalteceu a performance do piloto moçambicano e expressou agradecimento nas redes sociais. “Os nossos jovens talentos terminaram a corrida II em P10 geral e P4 na classe Júnior. Obrigado pelo vosso apoio. Estaremos de volta com os nossos AMGs em Hockenheimring para a ronda final no dia 20 de Outubro”, lê-se na publicação.
O Secretário de Estado da Juventude e Desporto, Gilberto Mendes, congratulou também, nas redes sociais, o piloto moçambicano pelo seu desempenho notável.
A boa performance de Rodrigo Almeida em Sachsenring é um testemunho do talento e dedicação do piloto, que continua a elevar o nome de Moçambique no cenário internacional do automobilismo. A sua história de superação e sucesso inspira muitos e promete emocionantes corridas futuras.
O piloto e a sua equipa preparam-se agora para o desafio de Hockenheim de 20 a 22 de Outubro.
A Rússia afirmou esta sexta-feira que nenhum acordo foi assinado durante a visita ao país do líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, que provocou inquietação no Ocidente pela possibilidade de uma parceria no fornecimento de armas e tecnologia com aplicação militar entre os dois aliados. Vladimir Putin encontrou-se entretanto com o presidente da Bielorrússia, que propôs uma cooperação tripartida.
“Nenhum acordo foi assinado e não estava planeado assinar qualquer acordo”, afirmou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, ao ser questionado sobre um possível contrato militar ou de outro tipo.
Além dos armamentos que a Coreia do Norte poderia fornecer à Rússia, as potências ocidentais temem que Pyongyang busque adquirir tecnologia russa para seus programas nucleares e de mísseis.
As referências ao poderio militar permearam os encontros abertos para imagens entre os dois líderes, que estão hoje entre os mais isolados pela comunidade internacional.
Na reunião de quarta-feira no cosmódromo de Vostochni, no extremo leste do país, Kim Jong-un e o presidente russo, Vladimir Putin, trocaram rifles como presentes. Nesta sexta, Kim visitou uma fábrica de aviação militar no extremo leste russo.
Na quarta, o líder norte-coreano declarou que a aproximação com Moscovo é “prioridade absoluta” de sua política externa e prometeu apoio “incondicional”.
Putin retribui os afagos destacando o “fortalecimento” da cooperação entre os dois países. Na ocasião, o presidente russo citou “perspectivas” de cooperação militar, apesar das sanções internacionais que afectam Pyongyang.
Washington expressou “preocupação” com a possível compra de munições norte-coreanas por Moscou, enquanto Seul fez uma “advertência veemente” contra qualquer negociação do tipo.
Numa das 250 povoações onde se registaram vítimas, estima-se que 20% da população tenha ficado desalojada. Os sobreviventes, desalojados, abrigam-se agora em tendas “azuis” disponibilizadas pelo governo marroquino à espera de dias melhores.
As casas estão destruídas e tenta-se recuperar a vida, apesar das dificuldades. De acordo com uma das vítimas, citada pela SIC Notícias, a ajuda chega a conta-gotas.
Esta situação, de acordo com a fonte, traz claras ameaças à saúde pública.
O balanço mais recente das autoridades marroquinas apontam para mais de três mil mortos e o número de feridos ultrapassa os cinco mil.