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O Presidente do Conselho Municipal de Chimoio, entidade responsável pela gestão da Casa Mortuária da cidade, pediu desculpas à família de uma mulher cujo cadáver foi encontrado com uma das orelhas removida. O edil garantiu que o caso está a ser investigado pelas autoridades competentes, devendo ser responsabilizado quem estiver na origem do sucedido.

Falando sobre o caso, o Presidente do Conselho Municipal de Chimoio reconheceu a gravidade da situação e manifestou solidariedade à família enlutada. “Muito humildemente, pedi desculpa à família pelo ocorrido. Vamos apurar realmente o que aconteceu e, se houver algum responsável, será punido”, afirmou, admitindo que o autor poderá ser um funcionário municipal, um profissional do hospital ou alguém estranho às duas instituições.

O edil afastou, entretanto, a possibilidade de o caso estar relacionado com tráfico de órgãos, argumentando que, segundo as informações de que dispõe, nenhuma outra parte do corpo da vítima terá sido retirada.

Na sequência do incidente, o Conselho Municipal de Chimoio anunciou o reforço das medidas de controlo na Casa Mortuária. Entre as medidas previstas está a coordenação com o hospital para que a entrada de cadáveres seja feita, sempre que possível, durante o período diurno. Em casos de falecimento durante a noite, deverá ser estabelecido um horário e um procedimento específico para a recepção dos corpos, garantindo a presença de um funcionário responsável.

Entretanto, o sector de Medicina Legal esteve, na manhã desta segunda-feira, a analisar os cortes encontrados no cadáver, com o objectivo de determinar a sua origem e esclarecer se foram provocados por intervenção humana ou por animais roedores.

As autoridades aguardam pelos resultados das investigações para determinar as circunstâncias exactas em que ocorreu a remoção da orelha e apurar eventuais responsabilidades.

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Artistas de vários cantos do mundo, em especial da CPLP, lamentam a morte de Sara Tavares. De Moçambique, por exemplo, Stewart Sukuma escreve, na sua conta Instagram: “Perdemos hoje uma das intérpretes mais expressivas da lusofonia e do mundo. Puro talento, alma pura, genuína, Sara Tavares vai ser sempre uma referência incontornável na vida de quem realmente preza a música e a poesia. Uma amiga com que partilhei momentos inesquecíveis. Hoje é um dia triste para a comunidade artística que fica mais pobre com o seu desaparecimento físico. A tua música estará sempre presente nos nossos corações e os teus ideais sempre respeitados. Até sempre Mana Sara”.
Na conta de Sukuma, o texto segue acompanhado de um vídeo em que o músico moçambicano e a cantora portuguesa aparecem a improvisar um tema.

Entre as várias colaborações de Sara Tavares, encontra-se uma com Selma Uamusse, para quem: “Acordar ou melhor não dormir e constatar o que vários desejamos negar desde ontem… Dói realizar que para tudo há mesmo um tempo. A Sara mana partilhou muitas orações. A Sara tia deu colinho bom. ASara amiga deu muitos conselhos, silêncios, gargalhadas, ouviu e partilhou confidências, dissemos várias vezes que nos amávamos. A Sara colega ensinou-me tanto, deu-me muitos sim’s quando outros disseram não, abraçou o meu ‘Mati’ como se dela fosse. A Sara música, compositora, cantora, pessoa deu-nos a todos um mundo indescritível de emoções, legado e ensinamentos, que privilegiados somos por termos vivido no seu tempo e por para tantos fãs, amigos e colegas ser Casa, ser ponto de Luz. Voa voa borboleta para os braços de amor do Abba Pa”.

Na mesma rede Instagram, a cantora angolana, Aline Frazão, escreve o seguinte: “Obrigada, mana Sara. Pelas canções que são banda sonora da minha vida, que são a única escola por onde passei. Pelos abraços, pela amizade desde o primeiro momento. Diante da notícia insuportável da tua partida, há ainda muita coisa para elaborar sobre o teu imenso legado na música. Mas hoje só queria poder chorar junto dos amigos e colegas com quem partilhei a tua presença, a tua voz de vento e sentido de humor tão caboverdiano, a tua paixão pela vida e pelo teu Takamine, os palcos por aí e as confidências na Graça. És eterna, mana. Serás eterna em todas e todos nós”.

No outro lado mundo, a cantora brasileira, Maria Gadu, também reagiu pela rede Instagram: “Mana, que te recebam na luz infinita. hoje se despediu de nós essa maravilha chamada Sara Taraves. Que tristeza. Que tristeza. Sempre nos dizendo coisas bonitas. Muito triste. Quem não conhece, aconselho ouvir suas músicas lindas, porque a obra fica. Uma obra linda de uma pessoa guerreira e muito amorosa. Lisboa sem nossos papos nunca mais será a mesma”.
A cantora luso-caboverdiana, Lura, foi mais breve: “Não encontro palavras para descrever o que sinto… Obrigada pela tua música amorosa…”
Elida Almeida, cantora cabo-verdiana, sublinhou: “Uma lembrança da primeira vez que fiquei fascinada com a tua energia no Livity and friends e ganhaste o meu coração, ManaSara. Buaaaaaa, Voaaaaaa alto Borboleta”.

Além no universo musical, no literário, a escritora portuguesa Cláudia Lucas Chéu, que recentemente teve uma residência literária em Maputo, escreve na mesma rede social: “A Sara. Ainda ontem estávamos a brincar com as nossas Barbies falsas e a comer leite em pó à colherada directamente da lata, até nos doer a barriga. Foi no telhado da minha casa no Pragal que te ouvi cantar pela primeira vez. Com o cabo da vassoura a fazer de microfone. Éramos mesmo pobres. Devíamos ter uns 7 anos e a nossa amizade, alheia aos problemas que nos rodeavam, era tão alegre. Como é que é possível? Podia jurar que isto foi ontem”.

Já para José Eduardo Agualusa, “Há notícias que nos tiram toda a música”, escreve o autor na mesma rede Instagram, colocando na imagem da publicação de Sara Tavares a cantar, em sua casa, com o cantor angolano Toty Sa’Med”.
Sara Tavares morreu este domingo, vítima de doença.

Uma delegação do Comissariado-Geral de Moçambique para a EXPO 2025 Osaka, chefiada pelo Comissário-Geral, Riduan Adamo, esteve, de 14 a 16 de Novembro corrente, em Osaka, a participar na Primeira Reunião Internacional dos Países e Organizações Participantes da EXPO 2025 Osaka, a realizar-se de Abril a Outubro de 2025, no Japão.

A reunião constitui uma das melhores oportunidades para o Comissariado-Geral de Moçambique se informar dos detalhes da EXPO 2025 Osaka, discutir, partilhar experiências sobre a preparação em curso no país e encontrar soluções conjuntas sobre os desafios encarados neste processo, para garantir a abertura oficial da Exposição a 13 de Abril de 2025.

A EXPO 2025 Osaka, organizada pela Associação Japonesa para a Exposição Mundial, vai decorrer sob o tema “Criando a sociedade do futuro para as nossas vidas”, subdividido em três subtemas, designadamente, “Salvando vidas”; “Empoderando vidas” e “Conectando vidas”, como forma de contribuir para o alcance dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), pois, o mundo estará a apenas cinco anos de 2030, ano que as Nações Unidas estabeleceram como meta para os alcançar, tornando-se crucial, por conseguinte, a intensificação dos esforços para os atingir.

A participação de Moçambique estará subordinada ao subtema: “Empoderando vidas (educação e trabalho utilizando a inteligência artificial e robótica).

O Objectivo geral da participação de Moçambique na EXPO 2025 Osaka é partilhar, com o mundo, as experiências de sucesso, os desafios e adversidades que o país enfrenta na realização dos ODS.
O principal resultado esperado da participação do país na EXPO 2025 Osaka é a mobilização de parceiros estratégicos para a prossecução dos objectivos e medidas transformacionais identificadas como prioritárias para conferir ímpeto ao processo de desenvolvimento sustentável no contexto da Agenda 2030 da Nações Unidas.

O Presidente da República efectua, hoje, uma visita de trabalho à província de Niassa, indica um comunicado da Presidência da República.

Durante a visita, Filipe Nyusi vai inaugurar o Edifício do Tribunal Judicial do Distrito de Nipepe.

O Chefe do Estado vai também escalar o distrito de Lago, onde irá inaugurar uma instância hoteleira.

Ainda na província de Niassa, o Presidente Nyusi vai dirigir na Cidade de Lichinga, a cerimónia de inauguração dos Edifícios do Governo Distrital de Lichinga e da Direcção Provincial de Agricultura e Pescas.

A República do Zimbabwe está sob estado de emergência, desde a última quinta-feira, na capital Harare, devido a um novo surto de cólera.
O surto de coléra no Zimbawe tem causado preocupações entre os residentes locais, principalmente depois de o país ter declarado estado de emergência na sua capital, Harare, no dia 17 de Novembro.

De acordo com o Ministério da Saúde e Cuidados Infantis do Zimbabwe, até 17 de Novembro, o país já tinha registado 51 mortes confirmadas por cólera, desde que o surto foi relatado em Fevereiro.

Autoridades de saúde dizem que o governo tomou medidas para conter a propagação da doença, que é contraída por uma bactéria geralmente transmitida por alimentos ou água contaminados.

De acordo com autoridades locais, citadas pela BBC, há mais de 7.000 casos suspeitos, no surto que tende à espalhar-se, cujas características trazem aos zimababweanos, memórias do surto mortal havido em 2008 causando a morte de milhares de pessoas.

Os Mambas perderam por 0-2 ao receberem a Argélia, em jogo da segunda jornada do grupo G de qualificação para o Campeonato do Mundo de 2026, cuja fase final vai ter lugar nos Estados Unidos de América, México e Canadá.

A selecção nacional tinha tudo para dar certo. Enfim… é mais um daqueles filmes de ficção cujo desfecho pode ser previsível. O início até foi tranquilo para os Mambas, que mostraram sinais de organização nos três sectores da equipa (defesa, meio-campo e ataque).

Destemida, a selecção da Argélia assumiu o protagonismo do jogo, ainda que não conseguisse traduzir o caul ofensivo em golos. Os argelinos sofreram uma contrariedade nos minutos iniciais do jogo com a saída, por lesão, de Aissa Mandi e Islam Slimani. Parecia que os deuses estivessem a favor do conjunto moçambicano. Boa leitura do jogo por parte dos Mambas.

Ratifo teve o golo nos pés. Rotação perfeita, remate colocado. Mandrea esteve atento evitando o pior com os punhos numa, diga-se, defesa de recurso.  Momento de controlo do jogo.

Mexer subiu uns degraus da sua área de jurisdição. Remate intenso. E a muralha que se chama Mandrea estava lá. Mais uma defesa. Ernani também quis mostrar os seus reflexos.

Malembana aborda mal o lance e o guarda-redes moçambicano evitou o pior, naquele que poderia ter sido o primeiro golo dos argelinos. Ernani volta a ser solicitado.

Num remate à meia distância, o guardião moçambicano teve de se esticar à moda “homem elástico” para, com os punhos, evitar o golo da selecção do Norte de África.

DESASTROSO
Entrada segura na segunda parte. Os Mambas num dos seus melhores momentos. Mais esclarecido e com um jogo balançado ao ataque, o combinado nacional criava e recriava. Ainda assim, parecia ser uma missão utópica trilhar o caminho para a baliza.

Jogo de inteligência da Argélia, que não se tendo mostrado uma selecção perigosa jogava, às vezes, no limite do erro dos Mambas. Perda de bola de Shaquille na zona intermediária.

Fares Chaibi surgiu no momento certo. O atacante argelino não perdoou. Intranquilos! Mambas em crise de ideias. Tudo dava errado. Enfim, momento de total descaracterização.

Recém-lançado ao jogo, Zerrouk ampliou a vantagem, em mais uma perda de bola moçambicana, desta feita de David Malembana. Se perdendo com uma bola era difícil virar a partida, com dois ficou ainda complicado. Apesar da desvantagem, os Mambas não baixaram os braços.

Chiquinho Conde lançou novas unidades em campo na expectativa de dar outra frescura ao jogo. Debalde. A história já estava escrita. Não havia mais nada para fazer. Não foi desta.

Os Mambas somam três pontos na tabela classificativa do Grupo G, fruto da vitória, na última quinta-feira, no arranque da fase de qualificação para o mundial, diante do Botswana, por 3-2.


O embaixador dos EUA em Moçambique diz que continua a acompanhar atentamente o desenrolar de todo o processo eleitoral, incluindo os contenciosos eleitorais, e espera que a homologação do Conselho Constitucional  seja justa.
O processo eleitoral continua a suscitar as mais diversas opiniões e intervenções. Logo depois da votação, a Embaixada dos Estados Unidos da América emitiu um comunicado de imprensa a indicar que acompanhava atentamente o processo e a apelar ao bom senso. E este domingo, numa declaração breve, o embaixador dos EUA voltou a abordar o processo eleitoral moçambicano, olhando para a votação de 11 de Outubro.
“Neste momento, o assunto está no Conselho Constitucional, que está a julgar os recursos submetidos pelos partidos políticos, cabendo a homologação final ao Conselho Constitucional, e todos nós, sobretudo os moçambicanos, esperamos que a homologação seja justa e transparente, e é essa a nossa esperança.”
Em 21 autarquias, a Renamo diz ter sido prejudicada, por isso continua a fazer manifestações em diferentes cidades, e essas manifestações, em alguns casos, terminam em violência, onde há registo de detenções, baleamentos, mortes entre outras situações que preocupam a sociedade moçambicana.

Há agentes externos que tentam combater, fragilizar e tirar a Frelimo do poder, usando alguns moçambicanos. Quem afirma é Damião José, membro da Comissão Política, que sublinha que o partido não está em crise.

É mais uma voz de um membro da Comissão Política da Frelimo que se levanta para falar da saúde do partido. Chama-se Damião José, que, ao contrário das demais vozes internas, nega que a Frelimo esteja em crise e fala de uma tentativa de manchar a imagem do partido diante do povo.
“Há aspectos que nos preocupam… de haver cidadãos que violentam outros cidadãos só porque ostentam uma indumentária com o logotipo da Frelimo. Mas percebe-se que a intenção deste acto é tentar mostrar que afinal de contas a Frelimo não tem popularidade e aceitação”, lamentou-se Damião José, membro da Comissão Política da Frelimo.
De acordo com Damião José, “isto se subscreve num plano que não é novo, num plano antigo de fragilizar a Frelimo, de combater a Frelimo”.
E combater e fragilizar a Frelimo, segundo Damião José, é uma agenda de agentes externos que usam os moçambicanos. “O partido Frelimo é o partido do povo. Não conseguem alcançar esse objectivo. Agora, naturalmente, o que se faz é trabalhar com alguns dos nossos concidadãos para irem implementando esse plano que não é novo, que é o de tirar o partido Frelimo do poder”, revelou Damião José.
Sobre as eleições autárquicas, o membro da Comissão Política da Frelimo diz que o partido se organizou para ganhar em todos os municípios.
“A decisão que o comité central tomou, por uma resolução, era que todos nós devíamos empenhar-nos em trabalhar para vencermos as eleições nos 65 municípios. Portanto, significa que, na próxima sessão do comité central, nós teremos de justificar porque é que não ganhámos num único município, que é o da cidade da Beira”, esclareceu o membro da Comissão Política da Frelimo.
O partido Frelimo diz ter reconquistado os nove municípios que eram governados pela oposição.

Numa celebração da excelência musical e da diversidade cultural, o álbum “Sounds of Peace”, de Moreira Chonguiça, que chegou ao público em Novembro de 2022, foi premiado, esta sexta-feira, com o South African Music Awards (SAMA) na categoria “Rest of Africa Award”. Concorreram, na categoria, com Moreira Chonguiça, autores como Ckay, Tim Lyre e Davido (Nigéria), Sha Sha (Zimbabwe) e Ferra Gola (RDC).

O prestigiado prémio reconhece a contribuição excepcional do álbum na superação de fronteiras e na promoção da unidade através da linguagem universal da música.

Produzido por Moreira Chonguiça, o álbum tece uma tapeçaria de linguagens, melodias, ritmos e vozes de Moçambique, criando uma experiência sonora harmoniosa que ressoa com o público em todo o mundo. O “Rest of Africa Award” no SAMA é um testemunho da mestria excepcional do álbum e sua capacidade de transcender as fronteiras geográficas.

Moreira Chonguiça agradeceu o reconhecimento nos seguintes termos: “Receber o Prémio SAMA na categoria “Rest of Africa Award” é uma tremenda honra. “Sounds of Peace” foi um trabalho de amor, com o objetivo de mostrar a rica tapeçaria musical de Moçambique e promover uma mensagem de unidade e compreensão. Este prémio não é apenas um reconhecimento do nosso trabalho, mas também uma celebração das diversas tradições musicais que compõem o belo continente africano.”

Refira-se que o álbum “Sounds of Peace” teve recentemente reconhecimento público e foi premiado como “Melhor Álbum/Artista de Jazz Internacional” na 7ª Edição do “Mzantsi Awards” a 26 de Agosto de 2023, em cerimónia realizada no Soweto Theatre em Johannesburg, na África do Sul.

The South African Music Awards (SAMA), um evento anual que celebra a excelência na indústria da música sul-africana, expandiu a sua premiação para incluir a categoria “Rest of Africa Award” em reconhecimento da vasta e variada contribuição musical do continente.

Esta é a quarta premiação de Moreira Chonguiça no SAMA. Moreira Chonguiça já ganhou o prémio como “Melhor Produtor” em 2005 pelo seu álbum “Vol 1: The Journey”, e como “Melhor Álbum de Jazz Contemporâneo” e “Melhor Capa de Álbum” em 2009 pelo “Vol 2: Citizen of the World”.

O álbum “Sounds of Peace”, de Moreira Chonguiça, destacou-se de entre os indicados por sua capacidade de transcender géneros e fronteiras culturais, ao mesmo tempo que transmite uma mensagem poderosa de união e paz. O álbum premiado apresenta alguns dos jovens talentos da música em Moçambique.

Como vencedor do “Rest of Africa Award”, “Sounds of Peace” junta-se às fileiras de álbuns influentes que deixaram uma marca indelével no panorama musical africano. O álbum serve como um lembrete do poder transformador da música para unir as pessoas, promovendo a compreensão e o apreço pela herança compartilhada do continente.

A equipa por trás do “Sounds of Peace” estende a sua gratidão ao South African Music Awards por este prestigiado reconhecimento e espera continuar sua jornada musical, promovendo a paz, harmonia e diplomacia cultural através da linguagem universal da música.

A Gala-Gala Edições vai lançar, às 17h30 do dia 24 deste mês, no Auditório do BCI, em Maputo,  o livro “A alma da água Moçambique depois dos ciclones de 2019”, uma antologia de prosa, poesia e fotografia.

O livro, previamente publicado pela Gala-Gala e pela Literatas em 2020 (IDAI: Marcas em prosa e verso) é uma edição bilingue (português-inglês) especialmente editada pelo Comissariado Geral para a Expo 2020 (COGEDU) no âmbito da Expo 2020, que decorreu em Dubai, entre Outubro de 2021 a Março de 2022.

Segundo uma nota de imprensa, “A Alma da água” reúne contribuições de 29 escritores moçambicanos, que vão desde renomados autores a emergentes, entre eles, Marcelo Panguana, Juvenal Bucuane, Teresa Noronha, Sónia Sultuane, Nelson Lineu e Sol Macie. Compõem ainda o livro oito fotografias de, nomeadamente, Rui Lamarques, Emídio Josine e Mário Macilau.

A antologia é um tributo comovente às regiões e famílias devastadas pelos ciclones Idai e Kenneth em 2019, e apresenta uma visão poderosa dos trágicos eventos. A obra é uma reflexão profunda sobre a importância da preservação e do respeito pela natureza, abordando diferentes nuances dos desastres naturais e enfatizando a necessidade de uma convivência harmoniosa entre os seres humanos e a natureza que nos cerca.

De acordo com o COGEDU, o livro, apesar de reflectir muita dor e angústia, reflecte, também, “a grande força interna e a esperança que une o povo”. Para Pedro Pereira Lopes, que organizou o livro, avança que a concepção do livro foi motivada pela percepção de um “estado de calamidade”, lê-se na nota de imprensa da editora.

A apresentação estará a cargo dos professores e escritores Cremildo Bahule e Dionísio Bahule.

O livro não estará à venda. Será oferecido gratuitamente no evento.

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