As fraudes nas telecomunicações em Moçambique reduziram 64% em 2025, passando para 195.045 ocorrências. Apesar da diminuição, as práticas fraudulentas tornaram-se mais sofisticadas e continuam a representar riscos para a segurança das redes e a protecção dos consumidores, segundo o Instituto Nacional das Comunicações de Moçambique (INCM).
De acordo com o Relatório de Segurança e Resiliência das Telecomunicações 2025, os incidentes registados provocaram prejuízos financeiros estimados em 128,31 milhões de meticais.
O documento, apresentado esta terça-feira aos operadores do sector, analisa a segurança e a capacidade de resposta das empresas perante fraudes, ameaças, falhas técnicas e outros incidentes nos serviços de telefonia móvel, Internet e radiodifusão televisiva.
Entre as práticas mais frequentes estão a fraude denominada “Wangiri”, que consiste na realização de chamadas curtas para levar os destinatários a devolver a ligação, geralmente para números internacionais ou de valor acrescentado. O relatório identifica igualmente esquemas de SIMBOX, associados ao encaminhamento irregular de chamadas internacionais, e SMS Phishing, através do envio de mensagens falsas para obter dados pessoais, bancários e códigos de acesso.
A presidente do Conselho de Administração do INCM, Helena Fernandes, considera que a redução das ocorrências constitui um sinal positivo, mas alerta para a necessidade de reforçar os mecanismos de prevenção e controlo.
“Embora a redução registada constitua um sinal positivo, importa reconhecer que estas e outras modalidades de fraude continuam a representar um desafio significativo para a segurança do sector e para a protecção dos consumidores. Isso exige que continuemos atentos e a modernizar os nossos sistemas de prevenção, detecção e controlo”, afirmou a responsável.
O relatório destaca também os impactos dos fenómenos climáticos extremos sobre as infra-estruturas de telecomunicações. Os ciclones Dikeledi e Jude provocaram a inoperacionalidade de 174 estações, evidenciando vulnerabilidades na rede e a necessidade de reforçar os mecanismos de continuidade dos serviços.
Perante os desafios identificados, o INCM defende uma maior cooperação entre os operadores e as instituições do sector, através da partilha de informações, do reporte de incidentes, da promoção da literacia digital e do reforço dos mecanismos de denúncia e prevenção de fraudes.
Na próxima terça-feira, às 17h00, por ocasião do Dia da Mulher Moçambicana, o Camões – Centro Cultural Português em Maputo acolhe o Sarau Cultural Palavras são Palavras, dinamizado e apresentado pela poetisa Énia Lipanga.
Segundo Palavra & Palavras Eventos, responsáveis pela organização desta iniciativa: “Comemoramos o dia 7 de Abril, dia dedicado à Mulher Moçambicana, pelo seu papel preponderante na preservação e transmissão de valores cívicos e morais, assim como no fortalecimento da coesão e unidade das famílias, enquanto núcleo fundamental da sociedade. Nesta ocasião as mulheres celebram as conquistas e lutas pelos direitos humanos e pela igualdade de direitos. Mulheres artistas estão presentes na história das resistências feministas e populares ao redor do país, e do mundo. Através das suas vozes, palavras e criatividade irreverente, essas mulheres tratam das histórias e da realidade de luta dos povos e das outras mulheres ao seu redor. As mulheres são uma das maiores forças criativas por trás da indústria cultural. Mas, assim como em outros segmentos da sociedade, muitas mulheres não recebem o crédito merecido, seja a título de reconhecimento ou formalmente”.
Sob o tema “Desabafo de Mulher”, o evento tem como objectivo promover um momento de partilha e manifestação artística. O sarau pode acolher poesia falada, leitura de livros, música acústica, cinema, fotografia, dança e também outras formas de arte como pintura, artesanato e teatro, sempre de uma perspectiva de tributo à mulher moçambicana. Nesta perspectiva, trata-se de uma iniciativa que visa resgatar a cultura de contar e ouvir histórias, recitar e escrever poesia, despertar o gosto pela leitura, pela música e teatro, desenvolvendo assim o interesse pelos(as) criadores(as) e, principalmente, motivar as pessoas a conhecer a diversidade cultural presente em Moçambique.
A partir das 16h00 do dia 9 de Abril, estarão abertas inscrições para a participação neste evento. Na área da poesia, as duas melhores prestações garantirão vaga na 2ª eliminatória da 6ª edição do Moz Slam – Batalha de Poesia Falada.
A bancada da Frelimo na Assembleia Municipal de Quelimane convocou, ontem, a imprensa para apresentar o seu “desagrado” com a ausência de Manuel de Araújo, Edil, na primeira sessão do órgão. O presidente da Assembleia Municipal de Quelimane, Manuel José, diz que a presença do edil não era relevante.
A sessão da Assembleia Municipal de Quelimane estava agendada para o passado dia 13 de Março, tendo sido adiada para 28 do mesmo mês e, depois, remarcada para 1 de Abril.
A sessão teve lugar sem a presença do edil de Quelimane, Manuel de Araújo, que foi representado por Maria Moreno, Vereadora de Planificação.
A ausência de Araújo criou um descontentamento por parte da Frelimo que, ontem, em conferência de imprensa, acusou Manuel de Araújo de faltar respeito a Assembleia Municipal e aos munícipes.
O presidente da Assembleia Municipal de Quelimane, Manuel José, diz que a realização da primeira sessão foi por conta de uma decisão da mesa deste órgão composto por sete membros. No entanto, diz ainda que a presença do edil não era relevante.
O presidente da Assembleia Municipal anunciou ainda que os quatro meses de salários em atraso aos funcionários do Conselho Municipal de Quelimane já foram pagos.
Uma pessoa morreu vítima de cólera e foram 13 estão internadas, na última semana, na província de Maputo. A doença infectou 60 pessoas, em pouco mais de um mês na mesma província.
Segundo as autoridades hospitalares, todos os casos estão concentrados no distrito de Moamba, com maior peso em Ressano Garcia. Para todos os casos, a explicação médica é aliada a má higiene e incidências de chuvas que fustigaram a província de Maputo nos últimos dias.
A médica chefe provincial, Celestina da Conceição, explica que “cólera é resultado de forma grosseira de nós colocarmos fezes na boca. Quando nós temos higiene individual e colectiva, dificlmente podemos ter o surto de cólera”, explicou.
Apesar da doença atingir todas as faixas etárias, o grupo de pessoas com 29 anos é o mais efectado pela em Moamba, um dado que preocupa as autoridades de saúde.
“Neste momento, a província de Maputo está preparada para atender em qualquer eventualidade de doença. Estes pacientes estão a ser cuidados no Hospital Provincial de Ressano Garcia”, assegurou.
O governo provincial ainda não fez soar nenhum alarme devido à cólera mas nem com isso o sector de saúde minimiza a situação.
Neste momento, a província mais afectada pelo surto de cólera é a de Nampula com mais de 2.9 mil casos, seguido de Tete com mais de 1.8 mil infectados.
Vinte e oito mil hectares de produção agrícola foram afectados pelas últimas chuvas na província de Maputo, tendo, neste cenário, sido perdidos 38 mil produtos.
A Direcção Provincial de Agricultura considera, por isso, como perdida a primeira época agrícola 2023/2024.
A instituíção avança ainda que 51 mil hectares ficaram totalmente inundados e, neste momento, decorre o plano de recuperação do pouco que sobrou nas machambas, incluindo assistência aos pequenos produtores.
“Esta informação ainda é preliminar. Estamos ainda a fazer o levantamento de dados e os campos ainda estão inundados. Não foi só a chuva que destruiu as plantações, a seca também contribuiu,” explica a Directora Provincial de Agricultura, Mariamo José.
“Neste momento, não temos muita esperança. Quase toda a primeira época ficou comprometida com as chuvas, conjugadas com os efeitos do O El Niño caracterizado por uma grande seca. O nosso desafio passa, actualmente, por nos concentrar na segunda época agrária. Estamos a procurar recompor as infraestruturas agrárias com ajuda do Instituto Nacional de Gestão de Desastres”, afirmou.
As chuvas poderão agravar a situação alimentar já considerada crítica, desde 2018, na zona Sul do país.
Segundo o relatório da Organização das Nações Unidas, no período de Outubro de 2023 a Março de 2024, cerca de 3,3 milhões de pessoas enfrentam insegurança alimentar aguda ou superior em Moçambique. Isto equivale à fase 3 dos quais 220.000 pessoas na fase 4, de emergência
O Presidente da República endereçou uma mensagem de condolências ao seu homólogo da República do Botswana, Mokgweetsi Masisi, na sequência de um acidente de viação que ocorreu no dia 28 de Março ultimo, na província sul-africana de Limpopo, provocando a morte de 45 cidadãos tswanas.
No documento, Filipe Nyusi diz que o povo e Governo tomaram conhecimento com “profunda tristeza” do trágico acidente de autocarro na véspera da celebração Pascal, causando a morte de cidadãos do Botswana.
“Neste momento difícil, partilhamos com Vossa Excelência a dor pela partida inesperada desses fiéis, rogando que encontrem forças para suportar a severa dor e encontrem conforto na sua fé e contribuição exemplar que deram à sociedade tswana. Que as suas almas descansem em paz eterna”, lê-se na referida mensagem.
Um autocarro despenhou-se e caiu de uma altura de cerca de 50 metros entre Mokopane e Marken, na região sul-africana de Limpopo, causando a morte de 45 pessoas.
Além dos mortos, uma criança de oito anos teve de ser transportada para uma unidade hospitalar com ferimentos graves, de acordo com a imprensa internacional.
Os passageiros eram peregrinos que viajavam desde Gaborone, capital do vizinho Botswana, para um serviço religioso de Páscoa na cidade sul-africana de Moria.
O Camões – Centro Cultural Português em Maputo e os dois Centros de Língua Portuguesa situados na Universidade Pedagógica de Maputo e na Universidade Eduardo Mondlane promovem um ciclo de conversas que contam com a participação de Ungulani Ba Ka Khosa, Joaquim Furtado, João Paulo Borges Coelho e Luís Loforte, por ocasião da celebração dos 50 anos do dia 25 de Abril de 1974.
A data representa um ponto de inflexão na História de Portugal e dos países africanos de língua oficial portuguesa, um momento em que, há 50 anos, a resistência à opressão se encontrou com a liberdade individual e colectiva.
Ao longo do mês de Abril, será dinamizado um Ciclo de Conversas e outras actividades subordinadas ao tema “Memórias do 25 de Abril de 1974”, tendo como pano de fundo a exposição “50 Passos para a Liberdade – Portugal, da Ditadura ao 25 de Abril”, a qual ficará patente na galeria do CCP Maputo até dia 1 de Junho. Os convidados do Ciclo de Conversas são personalidades do mundo da literatura, do jornalismo e da História que viveram o 25 de Abril e que, sob diferentes perspectivas, partilharão as suas vivências e reflexões.
A iniciativa pretende também recordar a vida e a obra de Leite de Vasconcelos, jornalista e escritor moçambicano que, às 00h20 do dia 25 de Abril de 1974, transmitiu, no programa Limite da Rádio Renascença, em Portugal, a canção Grândola, Vila Morena de Zeca Afonso, a senha esperada pelos militares para dar início às operações que poriam fim ao regime ditatorial em Portugal. O jornalista português Joaquim Furtado, um dos convidados deste Ciclo, leu o primeiro comunicado do Movimento das Forças Armadas, na Rádio Clube Português, também na madrugada do dia 25 de Abril de 1974.
Durante esta iniciativa que decorrerá nos dias 4, 11, 18 e 25 deste mês, será também exibido o filme “Capitães de Abril”, de Maria de Medeiros, como documento audiovisual dos acontecimentos que ocorreram naquele dia 25 de Abril de 1974.
A sessão com Ungulani Ba Ka Khosa e Joaquim Furtado, com moderação de Eduardo Quive, será esta quinta-feira, às 18h, na Galeria do Camões.
A sessão com João Paulo Borges Coelho e Luís Loforte, com moderação de Eduardo Quive, será a 11 de Abril, 18h00, igualmente, na Galeria do Camões – CCP Maputo.
Arrancou esta quarta-feira em todo o país a campanha nacional de vacinação de animais, edição 2024. Durante o período serão administradas 2.2 milhões da vacina contra Carbúnculo Hemático, 457 mil contra sintomático e 42. 5 milhões contra Newcastle em aves.
As doenças de animais associadas às mudanças climáticas têm provocado perdas de gado bovino aos produtores em todo o país, e a província de Maputo não é excepção.
A presente campanha nacional, prevê a imunização de 80 por cento da população de gado nacional, que apesar das perdas cresceu em 4 por cento, segundo dados do governo.
Para o vice ministro da Agricultura e Desenvolvimento Humano, Olegário Banze, “ A campanha de vacinação animal constitui premissa incontornável para se garantir a defesa da Saúde Animal e da economia do País,” acrescentando que, “é através da imunização dos animais contra as doenças de declaração obrigatória que se assegura a protecção da Saúde Pública”.
O governo entende ser essencial o investimento no sub-sector pecuário para garantir a defesa da Saúde Pública e Animal, contribuindo para melhoria dos níveis de produção e produtividade.
Os produtores do distrito de Muamaba relatam perdas cíclicas da sua criação em situações inexplicáveis, uma vez que poucas vezes a sua criação é submetida a testes de diagnósticos de surtos.
Jossefa Mondhe, é líder comunitário, como muitos dos seus vizinhos, perdeu uma quantia significativa de gado durante o ano passado e para ele os casos podem levar os produtores a uma desistência. “Nós tínhamos uma boa criação de qualidade, mas a manada não sobrevive, quando pensamos que e desta vez, no dia seguinte averbamos perdas,eu em particular tive uma perda de 13 cabeças de gado”, lamentou.
A produção pecuária global em 2023 foi de 181.792 toneladas de carnes, contra 174.046 toneladas em 2022, o que corresponde a um aumento em 4%. Desta produção, a carne de bovinos cresceu de 20.051 toneladas em 2022 para 21.136 toneladas em 2023, o que representa um aumento de 4%.
GOVERNO GARANTE QUE A SITUAÇÃO DE VANDUZI JÁ FOI ULTRAPASSADA
O governo garante que já foram abatidos todos os animais e isolados os casos suspeitos de contaminação por Antrax reportados no dia 1 de março do presente ano em Vanduzi na província de Manica.
Face a este surto, foram tomadas medidas de emergência para protecção das populações, tais como: isolamento de animais doentes e suspeitos; Proibição de abates de animais doentes para o consumo; e Proibição da venda de carne nas zonas afectas;
Foram ainda comunicadas às autoridades de saúde, bem como o reforço das medidas de vigilância epidemiológica e vacinação.
COMBATE AO ROUBO DE GADO AINDA CONSTITUEM DESAFIOS NO PAÍS
Sem avançar dados, o vice-ministro da Agricultura e Desenvolvimento Humano, disse que os casos de roubo de gado continuam crescendo cada vez mais. Os produtores não filiados à associação são os que mais se ressentem do mal.
“Precisamos de encontrar soluções consistentes para a problemática da prevenção e controlo de doenças animais, operacionalização dos tanques carracicidas, roubo de gado e comercialização pecuária”, disse em discurso comunitário.
Outro desafio que coloca alarmados os produtores de gado, é o efeito da seca e estiagem em alguns distritos das províncias do centro e Sul de Moçambique que afecta a disponibilidade de pasto e água para alimentação e abeberamento do gado e o incremento do risco de ocorrência de doenças com ênfase para o Anthrax.
Atletas de várias modalidades pedem a intervenção do Presidente da República para o pagamento dos seus prémios pela conquista de medalhas nas provas internacionais. Os mesmos estiveram, ontem, na Secretaria de Estado do Desporto para se inteirarem do andamento do processo.
É um caso que se arrasta há sete anos e que ainda não tem uma solução à vista. No último encontro, em Fevereiro, a Secretaria de Estado do Desporto comprometeu-se a começar o pagamento da dívida de 16 milhões de Meticais no fim do mês passado. A promessa, que não é a primeira, não foi cumprida.
Foi nessa perspectiva que os atletas procuraram, mais uma vez, entender junto da Secretaria de Estado do Desporto sobre os motivos por detrás do não cumprimento das deliberações saídas do encontro de Fevereiro.
Na ocasião, os atletas ficaram a saber que as regras do jogo tinham mudado. Ou seja, a SED vai passar a interagir com as federações nacionais sobre o assunto e não com os atletas como vinha a ser.
“Depois de várias tentativas, depois de vários fracassos naquilo que nós acordamos sobre a forma de comunicação que teríamos com a Secretaria de Estado do Desporto em relação ao andamento do processo, tentamos contactar a SED por via de duas pessoas, em que nos foi dada a liberdade de interagir com elas. Estranhamente houve alteração no processo, pois ficamos a saber que temos de passar a marcar audiência, ao que fizemos. Sucede que até hoje ainda não temos a resposta do nosso pedido submetido há uma semana”, explica Osvaldo Machava.
Essa atitude, segundo Osvaldo Machava, é uma prova de que, afinal de contas, a Secretaria de Estado do Desporto não está a mover uma palha sequer para resolver o problema dos atletas.
“Não é só a questão da comunicação por via das federações, é o processo em si. Todo esse tempo nós viemos atrás do assunto e até esperamos um pouco mais daquilo que tínhamos acordado para sabermos em que ponto o processo está. O director nacional do Desporto para Alto Rendimento não nos conseguiu dizer com exatidão qual é o ponto de situação do processo. Isso nos faz perceber que não há nenhuma accção a ser desencadeada nesse sentido”, anota Machava.
SED: O PROCESSO ESTÁ EM ANDAMENTO
Na sua explicação Francisco da Conceição disse que o processo está em andamento, tal como já o fez em outras ocasiões em que a SED manteve encontros com os atletas. A explicação do dirigente não convenceu os atletas.
“Não existe o apoio aos atletas, mas sim aos interesses das instituições que dirigem o desporto para ter ganhos com as nossas participações em eventos internacionais. É uma série de coisas que são mais políticas que desportivas”, entende Aldevino Nuvunga.
A interacção entre a SED e os atletas teve momentos tensos.
“Quando há cinco anos decidi abandonar a selecção nacional foi por sentir que somos desvalorizados neste país e tinha razão nisso”, desabafou Délcio Soares, um dos renomados atletas de voleibol moçambicano.
Diante da situação, os atletas prometem mudar de estratégias na sua forma de reivindicar os seus prémios. Avançam que nos próximos dia haverá muito pano para manga em torno do assunto.
A Palestina retomou oficialmente, esta terça-feira, os procedimentos para se tornar um Estado-membro de pleno direito das Nações Unidas, apesar da guerra entre Israel e o movimento islamita palestiniano Hamas.
Palestina decidiu retomar um processo antigo para se tornar Estado-membro das Nações Unidas. Riyad Mansur, embaixador palestiniano junto das Nações Unidas, dirigiu uma carta a António Guterres, secretário-geral da ONU, pedindo ao Conselho de Segurança, do qual Moçambique faz parte, que analise, dentro deste mês, o pedido de adesão que foi apresentado em 2011. Disse, ainda, que foi a comunidade internacional que decidiu criar dois Estados na Palestina em 1947, e que, por isso, é seu dever, juntamente com o povo palestiniano, completar este processo, admitindo a Palestina como Estado-membro. Segundo a Agência France Press, a carta foi recebida pela presidência do Conselho de Segurança e estão a ser feitas consultas bilaterais para decidir o caminho a seguir.
Dos 193 Estados-membros da organização, 139 já reconhecem o estatuto da Palestina como observador nas Nações Unidas. Na semana passada, Espanha, Malta, Eslovénia e Irlanda anunciaram estar prontos para reconhecer o Estado da Palestina e insistiram num cessar-fogo imediato.
O primeiro-ministro de Espanha, Pedro Sánchez, revelou que o seu país prevê reconhecer o Estado palestiniano até Julho, antes de iniciar uma visita a três países do Médio Oriente para abordar a situação em Gaza e o conflito israelo-palestiniano.