O Presidente da República, Daniel Chapo, endereçou uma mensagem de condolências à Igreja Católica em Moçambique, à Diocese de Xai-Xai, aos familiares e a todos os fiéis pela morte de Sua Eminência Reverendíssima Cardeal Dom Júlio Duarte Langa, o 2.º Cardeal de Moçambique, ocorrida na madrugada de hoje.
Na sua mensagem, o Chefe do Estado destaca o percurso de Dom Júlio Duarte Langa como uma figura de grande referência espiritual e humana, que dedicou a sua vida ao serviço da Igreja e do povo moçambicano.
O Presidente da República recorda que o Cardeal Dom Júlio Duarte Langa exerceu o cargo de Bispo Emérito de Xai-Xai durante quase trinta anos, com total dedicação às comunidades sob sua liderança pastoral, tendo-se distinguido pelo apoio às populações mais vulneráveis e pelo seu compromisso com a promoção da paz e da reconciliação nacional.
A mensagem presidencial enaltece, igualmente, o seu contributo na aproximação da Palavra de Deus às comunidades, através do trabalho de tradução de textos do Concílio Vaticano II para línguas nativas, valorizando a diversidade cultural e linguística de Moçambique.
A Presidente da Assembleia da República de Moçambique (PAR), Esperança Bias, defende o acesso ao financiamento, no âmbito do mercado de carbono aos países em desenvolvimento, por serem os mais vulneráveis, possibilitando a criação de infra-estruturas resistentes ao impacto das mudanças climáticas.
Falando durante o debate sobre o tema ” Meio Ambiente, Mudanças Climáticas e o Papel do Parlamento”, em Kampala, República de Uganda, Esperança Bias deu a conhecer aos participantes do encontro que Moçambique já aprovou a Estratégia Nacional de Transição Energética ( ENTE) que vai permitir a aplicação dos recursos de forma sustentável na prevenção e combate aos efeitos das mudanças climáticas.
No âmbito da gestão do Risco de Desastres e da Iniciativa de Aviso Prévio para todos, a PAR fez saber que, em 2022, o País aprovou o Regulamento de operacionalização da Plataforma integrada de Disseminação e comunicação de informação de Aviso Prévio de cheias e ciclones.
No que diz respeito aos compromissos de Moçambique com relação às mudanças climáticas, a Presidente do Parlamento moçambicano enumerou alguns, com destaque para a integração das mudanças climáticas nas políticas, estratégias e planos de desenvolvimento socioeconômico;a promoção da educação, sensibilização e divulgação em matérias relacionadas com às mudanças climáticas; adesão à iniciativa africana do mercado de carbono.
Neste contexto, segundo a PAR, o Parlamento moçambicano aprovou vários instrumentos dos quais a ratificação, em 2017 do Acordo de Pária sobre as mudanças climáticas;a adesão da República de Moçambique ao Protocolo de Kyoto à Convenção das Nações Unidas sobre às mudanças climáticas; e a emenda de Kigali relativa ao Protocolo de Montteal sobre substâncias químicas do anexo F – devido ao alto potencial de aquecimento global (GWP) causador das mudanças.“A nível do Governo, foi criado o Mistério da Terra e Ambiente, cuja função é dirigir, planificar, coordenar a concepção de política, entre outras, de gestão do ambiente e mudanças climáticas”, explicou a PAR.
O governador do estado de Gedaref, no leste do Sudão, disse hoje que o exército sudanês vai fornecer armas a civis para defender a província do grupo paramilitar Forças de Apoio Rápido.
Depois do assalto à cidade de Wad Madani, em Dezembro, pelo grupo paramilitar opositor ao Governo conhecido como Forças de Apoio Rápido, o Governador do estado de Gedaref decidiu armar civis para defender a cidade.
Mohamed Mahgoub, que discursava na cidade de Al Fao, apelou aos civis para pegarem “nas suas armas e veículos privados, licenciados e não licenciados, para proteger a terra, honrar e combater até ao último soldado e recruta dos paramilitares, que ocupam grande parte do sul e oeste do Sudão.
A guerra no Sudão já matou cerca de 12 mil pessoas e criou sete milhões de deslocados.
A Comissão Nacional de Eleições (CNE) reúne-se hoje com partidos políticos para apresentar o calendário das sétimas eleições gerais e das quartas dos membros das assembleias provinciais de 2024.
Um comunicado da CNE enviado ao nosso jornal refere que o calendário eleitoral foi aprovado na última quinta-feira.
As eleições gerais estão marcadas para 9 de Outubro do ano corrente.
Pelo menos 17 pessoas morreram e vinte ficaram feridas na sequência de ataques militares em Myanmar numa localidade controlada pela resistência pró-democracia, foi anunciado ontem.
Segundo testemunhos de habitantes locais e de um grupo de defesa de direitos humanos citados pela Associated Press (AP), e segundo a BBC, os ataques aéreos ocorreram na localidade de Kanan, na região de Sagain, próxima da fronteira com a Índia.
Um habitante local contou à AP que um caça lançou três bombas em Kanan, matando 17 civis que estavam em prédios próximos à escola da aldeia.
Segundo a AP, entre os 17 mortos há nove crianças.
Mais de 600 doentes e a maioria do pessoal de saúde foram obrigados a abandonar um hospital em Gaza na sequência de ordens do exército israelita, sem que saibam onde se encontram, denunciou ontem o director-geral da Organização Mundial da Saúde.
O hospital Al-Aqsa, localizado no sector central da Faixa de Gaza é considerado vital no meio da destruição da rede de saúde, foi afectado no âmbito do conflito este fim de semana, escreve o Notícias ao minuto.
“O centro de saúde relatou imensas necessidades, especialmente pessoal de saúde, suprimentos médicos e camas, embora os funcionários tenham dito que a maior necessidade era que aqueles que ali trabalham, os pacientes e as famílias fossem protegidos dos ataques”, sublinhou o director-geral da OMS, Tedros Adhanom.
Segundo as informações, restam cinco médicos e os profissionais de saúde não têm alimentação.
Organizações humanitárias que oferecem ajuda na área médica, como MedicalAidPal ou Médicos Sem Fronteiras, anunciaram a cessação das operações neste hospital devido ao aumento da actividade militar na zona envolvente e às ordens de retirada.
O presidente da Câmara dos Representantes dos EUA, Mike Johnson, convidou o Presidente dos EUA, Joe Biden, a proferir o seu discurso anual sobre o Estado da União em 7 de Março.
Numa carta enviada à Casa Branca, Johnson fez o convite formal a Biden para falar na sessão conjunta do Congresso, salientando que o convite acontece num momento “de grande desafio” para o país.
Este será o primeiro Estado da União para Johnson como presidente da Câmara dos Representantes, que tradicionalmente se senta atrás e à esquerda do Presidente dos EUA durante o discurso do Estado da União.
O discurso deste ano constituirá uma oportunidade para Biden apresentar em pormenor a sua visão mais alargada e as suas prioridades políticas no âmbito da sua campanha para uma reeleição em Novembro próximo.
Em particular, o discurso de Biden está agendado para depois de dois prazos críticos para o Governo norte-americano.
O financiamento das agências federais que supervisionam os programas para veteranos e para os setores dos transportes, habitação, agricultura e energia deverá expirar em 19 de Janeiro.
Já o prazo de financiamento para o resto do Governo federal, incluindo o Pentágono, o Departamento de Estado e a Segurança Interna, terminará em 02 de fevereiro.
No Estado da União do ano passado, Biden declarou repetidamente que iria “terminar o trabalho” em assuntos críticos da sua agenda e que permaneciam incompletos, tais como a limitação dos custos da insulina para todos os norte-americanos, a adoção de medidas mais agressivas em relação às alterações climáticas, a proibição das chamadas armas de assalto e a promoção de impostos mais elevados sobre as empresas e os ricos.
Vários crentes foram às igrejas hoje, primeiro domingo do ano, para pedir que 2024 seja melhor que o ano passado. Os crentes pediram que haja paz e mais diálogo político para o bem-estar nacional.
Várias igrejas da Cidade de Maputo estiveram com todos os assentos preenchidos, neste primeiro domingo do ano, na Cidade de Maputo.
É que, em muitas delas, os crentes afluíram em massa e entoavam louvores de agradecimento, pelo início do ano novo e pediam que as bençãos sejam replicadas.
“Em primeiro lugar, eu vim agradecer a Deus por estarmos em 2024 e a perspectiva para este ano no nosso país é de ver a paz, que o povo esteja em paz e que Jesus, nosso Senhor, habite no coração de todos”, disse Marta Chivambo, uma das crentes que se encontrava na Igreja Evangélica Assembleia de Deus.
E porque houve, em 2023, vários desafios, para 2024, a mensagem de paz e reconciliação nacional foi a mais sonante entre os crentes ouvidos pela nossa equipa de reportagem, tal como frisou o padre António Maria: “É o amor que gera justiça e a paz, por isso o meu desejo para este ano é que tenhamos paz”.
A melhoria do actual ambiente político nacional é um dos pedidos dos crentes que clamam pela presença de Deus na vida dos dirigentes do país.
“É importante que os dirigentes façam uma análise do passado, porque isso vai fazer com que o hoje seja diferente. Não vamos cometer os mesmos erros. Que a paz habite no nosso povo e na vida dos nossos dirigentes.”
Para Jorge Chacate, há também que haver um olhar mais atento às crianças vulneráveis e que vivem nas ruas.
“Este é um cenário triste e que chama a atenção de cada um de nós repensar o que podemos fazer para ajudar o próximo.”
Os crentes defendem a intensificação do diálogo político.
A China anunciou, hoje, medidas restritivas contra cinco empresas norte-americanas do sector da defesa em resposta à venda de armas de Washington a Taipé e às sanções norte-americanas a empresas e indivíduos chineses.
Trata-se das empresas BAE Systems Land and Armament, a Alliant Techsystems Operation, a AeroVironment, a ViaSat e a Data Link Solutions.
Segundo um comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, as sanções vão congelar qualquer propriedade que as empresas tenham na China, além de proibirem organizações e indivíduos chineses de fazerem negócios com essas entidades.
A China alega que as medidas dos EUA prejudicaram a soberania e os interesses de segurança do país, minaram a paz e a estabilidade no Estreito de Taiwan e violaram os direitos e interesses das empresas e indivíduos chineses.
“O Governo chinês mantém-se inabalável na sua determinação de salvaguardar a soberania nacional, a segurança e a integridade territorial e de proteger os direitos e interesses legítimos das empresas e dos cidadãos chineses”, lê-se na nota, citada pelo Notícias ao Minuto.
As autoridades judiciais do Irão anunciaram, hoje, a detenção de todos os envolvidos no atentado suicida que matou, na quarta-feira, 91 pessoas na cidade de Kerman.
“Trinta e duas pessoas foram detidas em conexão com o crime de Kerman e estão a ser interrogadas”, disse o procurador da cidade onde ocorreu o ataque, Mehdi Bakhshi, citado pela Lusa.
Bakhshi revelou que os 32 detidos são todos os envolvidos no duplo atentado suicida perto do túmulo de Qasem Soleimani, comandante de uma força de elite da Guarda Revolucionária que morreu em 2020 num ataque aéreo dos Estados Unidos no Iraque.
De acordo com a agência de notícias oficial IRNA, o procurador afirmou ainda que, nos últimos dias, foram descobertas 16 outras bombas na província de Kerman, consideradas mais potentes do que as utilizadas na quarta-feira.
Nos últimos meses, foram detidos 23 membros do EI que estavam a preparar atentados suicidas na província.