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O Presidente da República,  Daniel Chapo, endereçou uma mensagem de  condolências à Igreja Católica em Moçambique, à Diocese de  Xai-Xai, aos familiares e a todos os fiéis pela morte de Sua  Eminência Reverendíssima Cardeal Dom Júlio Duarte Langa, o 2.º  Cardeal de Moçambique, ocorrida na madrugada de hoje. 

Na sua mensagem, o Chefe do Estado destaca o percurso de  Dom Júlio Duarte Langa como uma figura de grande referência  espiritual e humana, que dedicou a sua vida ao serviço da Igreja  e do povo moçambicano.

O Presidente da República recorda que o Cardeal Dom Júlio  Duarte Langa exerceu o cargo de Bispo Emérito de Xai-Xai  durante quase trinta anos, com total dedicação às comunidades  sob sua liderança pastoral, tendo-se distinguido pelo apoio às  populações mais vulneráveis e pelo seu compromisso com a  promoção da paz e da reconciliação nacional. 

A mensagem presidencial enaltece, igualmente, o seu contributo  na aproximação da Palavra de Deus às comunidades, através do  trabalho de tradução de textos do Concílio Vaticano II para  línguas nativas, valorizando a diversidade cultural e linguística de  Moçambique. 

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A Associação Nacional dos Professores nega que a classe esteja a exigir horas extras que não correspondem à verdade, como diz o Ministério da Economia e Finanças. O grupo ameaça não trabalhar fora do horário de expediente, caso não haja pagamento até ao início do ano lectivo.

Na quinta-feira, o Ministério da Economia e Finanças revelou, em comunicado, ter constatado que não há evidências de que os professores realizaram horas extras que os leve a exigir subsídio.

A informação surge depois de os professores terem marchado dias antes como forma de exigir o cumprimento dos seus direitos e terem dito que a ministra da Educação teria mentido quando disse que o subsídio de horas extras estava a ser pago.

Uma vez mais, este sábado, os professores vieram a público rebater a posição do Ministério da Economia e Finanças.

Os professores entendem não haver espaço para negociações.

A Associação Nacional dos Professores queixa-se também de problemas na mudança de categorias devido à aplicação da nova Tabela Salarial Única.

Padres católicos na Espanha lançaram uma petição a pedir ao Papa que anule a declaração que permite aos clérigos dar bênção a casais do mesmo sexo ou divorciados que voltaram a casar.

A petição dos padres baseados na Espanha já arrecadou mais de 2.400 assinaturas. Os seus autores argumentam que os fiéis “têm direito, e às vezes até o dever, competência e prestígio, de manifestar aos clérigos a sua opinião sobre aquilo que pertence ao bem da Igreja”.

Os padres defendem, na sua petição, que abençoar casais em situação irregular ou em convivência homossexual contradiz o plano de Deus e que em boa consciência, não podem aceitar o reconhecimento deste tipo de bênçãos.

Os clérigos pedem, por isso, ao Papa Francisco que anule a declaração que permite casamentos homossexuais ou de divorciados.
A declaração do Papa tem criado divergências no mundo, com alguns clérigos a questionar a validade da permissão, por ir, alegadamente, contra a doutrina da Igreja Católica.

Daúto Faquirá é o novo treinador do Ferroviário da Beira para a temporada 2024. O luso-moçambicano vai substituir no cargo o português Hélder Duarte, técnico que conduziu os “locomotivas” do Chiveve à conquista do Moçambola no ano passado.

Daúto Faquirá tem a missão de revalidar o título nacional e chegar o mais longe possível na Liga dos Campeões Africanos. Faquirá, técnico com uma larga experiência, já teve passagens por muitos clubes portugueses e africanos, com destaque para o Vitória de Setúbal e Primeiro de Agosto, este último que milita na primeira liga angolana (Girabola).

Por : Daniel da Costa

 

Assim não, senhor Presidente, de Ungulani Ba Ka Khosa, foi a minha última leitura de 2023.
Um livro surpreendentemente cáustico, um autêntico manifesto. Livro premonitório de um autor preocupadíssimo com o seu tempo, com o rumo dos acontecimentos em Moçambique.
As vozes que se encontram nesta obra de ficção narrativa (bastante porosa, diga-se de passagem) dialogam, de forma áspera, desencantada e contundente, com as vozes que transportamos dentro de nós, espicaçando a apatia dos ‘João Merda’ e ‘Catarina Punheta’ desta vida, nomes de baptismo passíveis de se encontrar num país “que já nasceu fodido”, com uma moçambicanidade “hipócrita” e sem raízes.

A obra indaga o nosso destino colectivo, como nação política, nação cultural, nação económica, prenhe de debates estruturantes constantemente adiados.

Passa em revista a questão identitária sublinhando a matriz Bantu, o complexo de inferioridade em relação ao europeu, a aventura socialista, os campos de reeducação, a miragem da cidade de Unango que estava a ser construída “com enxadas e machados”, as execuções sumárias, a fome, a guerra, a paz sem reconciliação, o capitalismo selvagem, as talácuas, essas formigas “verdadeiramente vorazes” que “formam um tapete à medida que devassam a floresta, devorando tudo à sua passagem”, os “esquadrões da morte”, o “desnorte” governativo, as eleições como “legitimação” de “novas trapaças”, enfim, a necessidade de reavaliar as nossas utopias de sociedade e de progresso. Dedicado à geração 8 de Março, é um livro intenso, actual, que vale a pena ser debatido.

 

A hora maconde

Foi arriscado ler A hora maconde, de Marcelo Panguana, a seguir ao romance Assim não, senhor Presidente, da autoria de Ungulani Ba Ka Khosa. Um título estava a seguir ao outro na cabeceira e caí na tentação de fazer comparações. Não estava no plano.

Ambos os livros exploram à partida uma boa matéria-prima: a História de Moçambique como colónia portuguesa (Panguana) e como país independente (Ba Ka Khosa). Mas os livros têm personalidades diferentes, à luz das estratégias discursivas usadas por cada um dos autores para tecnicamente nos apresentarem uma prosa com entrosamento, ritmo e clímax bem delineado.
Objectivamente, a proposta de Panguana não tem um início tão arrebatador quanto à de Ba Ka Khosa. Enquanto este autor agarra o leitor à primeira e usa técnicas que prolongam o seu interesse até ao fim, com o texto a evoluir em forma de espiral em direcção ao desfecho, a voz do narrador de Panguana só se encontra consigo lá mais para o meio da história e perde alguma assertividade na busca do clímax.

Entretanto, o romance de Marcelo Panguana é um relato da guerra numa perspectiva bem interessante: a de um oficial negro do exército colonial português em conflito com a sua consciência por estar a combater guerrilheiros nacionalistas.
A proposta literária de Marcelo Panguana faz um notável retrato do perfil psicológico da tropa colonial na frente de combate.

De permeio, exalta a paradoxal beleza das paisagens no teatro das operações em Cabo Delgado e enaltece a cultura maconde que, coincidentemente, este ano viu o mapiko consagrado como património universal pela UNESCO.

(Um aparte castrense: achei interessante a revisitação feita à eficiência logística do exército colonial que conseguia assegurar serviços de socorro e regularmente distribuir correio, vinho e mantimentos nos lugares mais recônditos onde estivesse um soldado português, um assunto com bastante actualidade quando se discute a relação entre a logística e o moral combativo das nossas forças armadas no presente).

Voltemos à técnica. A composição das personagens em A hora maconde poderia ter sido favorecida por algum barro adicional, por forma a que os níveis de verosimilhança conseguissem estar à altura do ângulo escolhido pelo autor para contar a história dos últimos anos da guerra colonial e prender o leitor do princípio ao fim, sem oscilações acentuadas de interesse.
A minha expectativa pode ter sido inflacionada pela força do título, extraordinariamente bem conseguido, e pela trajectória do autor, recheada de distinções.
Para terminar esta brevíssima nota de leitura, não vá alguém pensar que tenho a veleidade de esgotar a complexidade deste livro nestes parcos parágrafos, subscrevo as observações que Nelson Saúte fez do trabalho bastante confrangedor de revisão.

A Alcance Editores devia ter um maior controlo da qualidade dos seus produtos. É imperativo que a editora proteja a sua marca, a dignidade das suas colecções e o prestígio de autores da estirpe de Marcelo Panguana e Ungulani Ba Ka Khosa.

 

* Título do editor.

 

Já começa a haver procura por material escolar na cidade de Maputo. Alguns pais e encarregados de educação estão a optar por priorizar o uniforme nestes primeiros dias do mês. Já os vendedores do material falam de fraca adesão de clientes.

As cores do uniforme escolar já começam a enfeitar as montras,na antiga Lourenço Marques. Faltam só algumas semanas para o início do ano lectivo e os preparativos já começaram na capital do país.

Pais e encarregados de educação, acompanhados ou não pelos seus filhos procuram evitar as enchentes que caracterizam, todos os anos, às vésperas do início das aulas.

“Eu acho sempre melhor antecipar as compras”, disse uma encarregada, que procurava uniforme.

“A partir de Fevereiro já estará muito cheio, então é melhor começar  a comprar agora”, disse outra.

No mercado Xipamanine, as máquinas já estão a todo vapor, mas faltam clientes, dizem os vendedores.

“Os clientes ainda não começaram a afluir, mas acredito que nos próximos dias a situação melhore”, disse um alfaiate.

“Este ano parece pior em relação aos primeiros dias do ano passado, as coisas não andam bem”, reclamou um vendedor de uniforme escolar.

Da pesquisa, que a reportagem do O Pas fez esta sexta-feira, conclui-se que nem os cadernos estão a ter saída. Muitos pais e encarregados de Educação priorizam a compra de uniforme em relação a outros materiais escolares.

A abertura oficial do ano lectivo 2024 está agendada para 31 de Janeiro, isto é, daqui a pouco mais de 20 dias. Neste momento decorre o processo de matrículas do ensino primário e secundário.

É já esta sexta-feira que a selecção nacional de basquetebol do nosso país inicia a sua preparação com vista à participação na fase de qualificação para o Afrobasket 2025.

De acordo com o programa traçado pelo seleccionador nacional, Milagre Macome, os jogadores convocados concentram-se esta sexta-feira para dar início à maratona que os levará à fase de qualificação, em Fevereiro próximo.

Nesta primeira fase de trabalhos, o coach Mila vai contar com grosso dos atletas que actuam internamente e que parte deles esteve no encontro com o presidente da Federação Moçambicana de Basquetebol, Paulo Mazivila, nos últimos dias do ano passado.

Ainda sem um programa concluído sobre todo o processo, os primeiros dias vão cingir-se na recuperação física dos jogadores depois da pausa, após o término do campeonato nacional e da quadra festiva do Natal e transição do ano.

Para esta empreitada o seleccionador nacional, Milagre Macome, chamou 28 jogadores, dentre os que actuam internamente e no estrangeiro.

O campeão nacional de 2023, Costa do Sol, é o clube que contribuiu com maior número de atletas convocados, sendo ao todo sete, com destaque para o jogador mais valioso da Liga Mozal 2023, Danilo Cumbe, bem como o jogador revelação Azénio Cossa.

Para além destes, vêm dos “canarinhos” Nilton Seifane, Klaus Bunguele, Daniel Maveure, Milton Caifaz e Egídio Zandamela, enquanto do vice-campeão nacional, o Ferroviário de Maputo, foram chamados Baggio Chimonzo, Ermelindo Novela, Hugo Martins, Stelio Rodrigues e Inélcio Chire.

Do terceiro classificado, vêm Ayad Munguambe, Esmael Noormomade, Hilário Malale, Célio Chirombe, Elves Houana e Helton Ubisse, sendo que Turdivales Nhantumbo e Calus Zualo são do Maxaquene e Pio Augusto Matos do Sporting Quelimane.

Do estrangeiro, vêm Jeremias Manjate, Dário Manhanga, Uwami Chongo, Nelson Jossias, Geovanny Uamba e Ivan Mutombene, todos de Portugal, e Malik Camal vindo da Espanha.

Recorde-se que o coach Milla vai trabalhar nesta campanha com Amarildo Taquidir e Paulo Sambo como adjuntos, Octávio Magoliço, como assistente do seleccionador, e Custódio Muchate, que será o coordenador da selecção.

A Confederação Africana de Futebol, CAF, anunciou, esta quinta-feira, um aumento de 40% no prémio monetário para o vencedor da edição deste ano do Campeonato Africano das Nações, CAN 2023, da Costa do Marfim.

O vencedor da competição que arranca já próxima semana vai receber USD sete milhões de dólares, o equivalente a quase 455 milhões de Meticais.

O vice-campeão da competição vai receber, agora, USD 4.000.000 (milhões de dólares), equivalente a 260 milhões de Meticais. Cada um dos dois semi-finalistas que terminarem na terceira e quarta posições receberá USD 2.500.000, perto de 162.500.000 (cento e sessenta e dois milhões e quinhentos mil de Meticais) e cada uma das quatro selecções que perderem nos quartos-de-final, USD 1.300.000, quase 84.500.000 (oitenta e quatro milhões e quinhentos mil) Meticais.

O Presidente da CAF, Patrice Motsepe, falou deste incremento da Confederação Africana de Futebol, tendo dito que “a CAF fez progressos significativos nos últimos dois anos no aumento do prémio em dinheiro do CAN e de todas as suas outras competições importantes. Aumentamos o prémio em dinheiro do vencedor do CAN para USD 7.000.000, o que representa um aumento de 40% em relação ao prémio em dinheiro anterior da prova”.

Patrice Motsepe mostrou-se confiante que uma parte do prémio monetário vai contribuir para o desenvolvimento do futebol e também “beneficiará todas as partes interessadas do futebol, bem como ajudará as nossas federações-membro nas suas administrações”.

Na edição passada, nos Camarões, o Senegal, vencedor da prova, recebeu como prémio monetário o valor de cinco milhões de dólares, equivalentes a 325 milhões de Meticais, enquanto o Egipto, finalista vencido, recebeu 2,75 milhões de dólares, perto de 178.750.000 (cento e setenta e oito milhões e setecentos e cinquenta mil) Meticais, naquele que tinha sido um incremento de 10% em relação à prova que decorreu em 2019.

Um dia depois de professores terem saído à rua, na cidade da Matola, Província de Maputo, para reivindicar o pagamento de subsídios atrasados há 13 meses, o Ministério da Economia e Finanças emitiu um comunicado a explicar a situação.

Na nota de imprensa, o Ministério da Economia e Finanças refere que recebeu uma informação do sector da educação de um valor de horas extraordinárias por pagar de mais de  230 milhões de Meticais dos meses de Outubro e Novembro de 2022.

Do montante, segundo o comunicado, foram validados mais de 150 milhões de Meticais referentes a 5,404 funcionários, tendo sido, até ao momento, pagos mais de 70 milhões de Meticais a 2474 funcionários de 137 escolas.

O referido pagamento terá coberto escolas da Cidade e Província de Maputo, cidades de Quelimane e de Nampula, estando em falta o pagamento de mais de 80 milhões de Meticais correspondente a 2930 funcionários. 

“Por conta da implementação da TSU, em Outubro e Novembro de 2022, as horas extraordinárias não foram processadas, tendo sido instituído o procedimento de validação pela Inspecção Geral de Finanças”, explica o Ministério da Economia e Finanças.

O trabalho de aferição da informação relativa às horas extras nas restantes escolas retoma no corrente mês, o que inclui a dívida referente ao ano de 2023. 

O Ministério das Finanças diz que  já foram validados mais de 330 milhões de Meticais referentes a 3235 funcionários de 149 escolas. 

No entanto, os professores dizem estar cansados de esperar já há muito tempo e ameaçam boicotar o arranque do ano lectivo, trocando as salas de aula pelas ruas, onde irão protagonizar protestos em reivindicação dos  “seus direitos roubados”.

Em Novembro do ano passado, a ministra da Educação e Desenvolvimento Humano admitiu haver problemas e disse que o mesmo estava em processo de resolução, ou seja, depois da inspecção, os pagamentos seriam feitos gradualmente.

Reagindo à situação, os professores acusam a ministra da Educação de ser uma grande mentirosa e de não ter escrúpulos. Dizem os educadores que são 13 meses de horas extraordinárias não pagas pelo Estado.

Em termos gerais, o Ministério da Economia e Finanças, em coordenação com o Ministério da Educação, diz que tem vindo a trabalhar no processo de melhoria e controlo das horas extraordinárias realizadas pelo corpo docente. 

Outro sector agastado é o da saúde. Na cidade de Quelimane, 327 funcionários, caso de agentes de serviço e enfermeiros, dizem estar, desde Outubro de 2022, sem subsídios de diuturnidade e prometem suspender actividades.

Diante da reclamação, o sector da saúde diz ter recebido uma informação sobre as horas extras no valor total de mais de 60 milhões de Meticais referentes a 6358 funcionários do exercício económico de 2022, tendo sido validado e pago.

Outrossim, ainda no sector de saúde, para o exercício de 2023, o Ministério da Economia e Finanças diz que foram pagos 30 milhões de Meticais a 300 profissionais de saúde, devendo o processo de validação da restante dívida ser retomado no corrente mês. 

No caso reportado na província da Zambézia, o Ministério da Economia e Finanças diz tratar-se de despesas com salários que incluem o subsídio de turno, já processadas (cabimentação e liquidação), sendo mais de sete milhões de Meticais referentes a 327 funcionários no Hospital Central de Quelimane e mais de 830 mil Meticais que dizem respeito a 46 funcionários do Hospital Geral de Quelimane. 

“Estas despesas estão, neste momento, em processo de inscrição e serão pagas na rubrica orçamental de “Despesas por Pagar”, considerando que já tinham sido cabimentadas e liquidadas em 2023”, refere o Ministério da Economia e Finanças. 

Relativamente ao subsídio de turno, as autoridades governamentais sublinham ainda que decorrem trabalhos com vista ao apuramento e validação do valor da dívida para com 7937 funcionários de saúde, em todas as unidades sanitárias do país.

No processo de pagamento de salários e remunerações, o Governo explica que tem priorizado o pagamento do salário e de outros suplementos, ficando as horas extraordinárias condicionadas ao processo de verificação e validação. 

Nesse âmbito do processo de fiscalização prévia das despesas com horas extraordinárias, o Ministério da Economia e Finanças diz que têm vindo a ser constatadas as seguintes situações: apresentação pelas unidades orgânicas de horas extraordinárias sem evidência da sua realização;  cálculo de horas extraordinárias sem a realização das horas mínimas obrigatórias de trabalho;  marcação de horas extraordinárias sem ter sido assinado o livro de ponto e/ou de turma;  cálculo de horas extraordinárias nos dias de descanso semanal; e  empolamento das horas. 

Pelo menos 242 pessoas foram dadas como desaparecidas no centro do Japão, na sequência do sismo de segunda-feira, no qual foram registados 92 mortos.

O balanço anterior apontava para 78 mortos e 51 desaparecidos, com as autoridades a alertar que o número de vítimas podia aumentar, uma vez que centenas de edifícios ficaram destruídos, escreve o Notícias ao Minuto.

A chuva dificultou as buscas efectuadas por milhares de membros do exército, dos bombeiros e polícias de todo o país e o prazo de 72 horas, considerado crucial para encontrar sobreviventes depois de uma catástrofe natural, fechou-se na quinta-feira.

O sismo fez ruir centenas de edifícios e destruiu várias estradas na zona. Na cidade portuária de Wajima, no norte da península de Noto, uma das mais atingidas, são ainda visíveis colunas de fumo, na sequência de um incêndio, ocorrido depois do abalo de magnitude de 7,6 na escala aberta de Ritcher.

Na quinta-feira, o primeiro-ministro japonês, Fumio Kishida, considerou esta a mais grave catástrofe da era Reiwa.

O Japão situa-se no chamado “anel de fogo do Pacífico”, zona de grande actividade sísmica e vulcânica, onde são registados milhares de sismos por ano, na maioria de magnitude fraca a moderada, e com perto de 120 vulcões activos.

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