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As bancadas da oposição na Assembleia Provincial de Gaza exigem uma investigação aprofundada à gestão do Governo de Margarida Mapandzene nos últimos seis anos, com especial enfoque na alegada má aplicação da ajuda humanitária e dos 37 milhões de meticais disponibilizados pela empresa de areias pesadas de Chibuto.

A posição foi defendida durante a sessão extraordinária que apreciou a renúncia de Margarida Mapandzene Chongo ao cargo de governadora da província. Para a oposição, a saída da dirigente não deve encerrar o debate sobre a governação dos últimos anos, mas abrir espaço para o esclarecimento de eventuais responsabilidades.

O chefe da bancada do Movimento Democrático de Moçambique, Aquerdino Mavie, considera que a renúncia deve ser encarada como o início de um processo de averiguação, defendendo que os órgãos de justiça devem apurar todos os factos.

“Esta sessão não pode terminar só na renúncia, e esta renúncia não pode ser considerada como ponto final. É sim o começo da limpeza”, afirmou Aquerdino Mavie.

A bancada do MDM exige que a Procuradoria-Geral da República, o Gabinete Central de Combate à Corrupção e o Tribunal Administrativo investiguem quem terá autorizado, beneficiado ou participado em eventuais irregularidades.

“Quem desviou, quem assinou, quem se beneficiou, todos devem responder, pois a lei é para todos e ninguém está acima da lei”, disse.

Segundo Mavie, a população de Gaza tem o direito de conhecer o destino dos recursos canalizados para responder às necessidades das comunidades, incluindo os donativos destinados às vítimas das calamidades e os valores disponibilizados pela mineradora de Chibuto.

“Temos o direito de saber onde foi parar cada metical, especialmente os donativos destinados às vítimas das calamidades. Temos o direito de saber para onde foram parar um pouco mais de 37 milhões de meticais doados pela mineradora de Chibuto”, declarou.

A oposição questiona ainda a situação dos serviços públicos na província, apontando dificuldades no sector da saúde como um dos sinais de problemas na gestão governamental.

“Gaza precisa de um Executivo que preste contas, que dialogue com esta Assembleia e que coloque o cidadão no centro das suas atenções”, defendeu o chefe da bancada do MDM.

Já o delegado provincial da Renamo, Félix Tivane, entende que a saída de Margarida Mapandzene acontece num contexto marcado por problemas estruturais dentro do funcionamento do Governo provincial.

“Para a Renamo, a renúncia não deve ser interpretada apenas como uma decisão pessoal, defendendo que existem questões políticas e administrativas que precisam de esclarecimento”

A oposição espera que o novo Executivo provincial adopte uma postura diferente, baseada na transparência, prestação de contas e maior aproximação aos cidadãos.

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O Produto Interno Bruto (PIB) apresentou um ligeiro abrandamento em relação ao último trimestre do ano 2023. O desempenho da economia no IV trimestre foi de 5,36%, e a queda é explicada pelo crescimento menos acentuado da indústria extractiva e desempenho negativo da indústria transformadora.

Dados do relatório de Contas Nacionais, do Instituto Nacional de Estatísticas, referente ao IV trimestre de 2023, divulgado esta semana, indicam uma desaceleração no crescimento da economia, no IV trimestre, comparativamente ao III trimestre.

A desaceleração da actividade económica é explicada, essencialmente, pelo crescimento menos acentuado da indústria extractiva, relativamente ao trimestre anterior, e pelo desempenho negativo da indústria transformadora.

O desempenho da actividade económica de 5,36% é atribuído, em primeiro lugar, ao sector primário, que cresceu 11,25%, com maior destaque para o ramo da indústria de extracção mineira, com uma variação de 25,91%, seguido pelo ramo da pesca com variação de 20,99%, mas também pelo subsector da agricultura, pecuária, caça, silvicultura, exploração florestal, que teve uma variação de 4,71%.

Segundo o INE, o sector terciário ocupa a segunda posição, com variação de 3,57%, com destaque para o ramo de transportes, armazenagem e actividades auxiliares dos transportes e informação e comunicações, com variação de 4,89%, seguido pelo ramo dos serviços financeiros, com variação de 4,19%. “O ramo de hotelaria e restauração com variação de 11,77%, e, por último, o ramo de comércio e serviços de reparação teve uma variação de 2,10%”, sustenta o documento.

Já o sector secundário registou uma variação de 0,30%, induzido pelo ramo da construção, com variação de 5,31%, seguido pelo ramo da electricidade, gás e distribuição de água, com variação de 3,16%, e, por fim, temos o ramo da indústria manufactureira com variação negativa de menos 1,76%.

“Agricultura, pecuária, caça, silvicultura, exploração florestal e actividades relacionadas tiveram uma maior participação na economia com peso conjunto no PIB de 19,08%”

Já no que toca à sua contribuição no PIB, o documento em alusão aponta que os ramos da agricultura, pecuária, caça, silvicultura, exploração florestal e actividades relacionadas tiveram uma maior participação na economia, com peso conjunto no pib de 19,08%, seguido pelo ramo de transportes, armazenagem e actividades auxiliares dos transportes e informação e comunicações, com peso de 11,83%.

Na terceira posição, está o ramo de comércio e serviços de reparação, com peso de 10,28%, e em quarto, o de indústria de extração mineira, com peso de 9,07%.

A finalizar, os ramos de indústria transformadora, administração pública, educação, aluguer de imóveis e serviços prestados às empresas, electricidade e água, hotéis e restaurantes, pesca e aquacultura, com pesos de 7,74%, 5,85%, 5,52%, 4,91%, 2,65%, 1,83% e 1,72%, respectivamente. Os restantes ramos de actividade tiveram em conjunto um peso de 19,52%.

No geral, denota-se que o gráfico do PIB, revela um desempenho positivo do primeiro até ao terceiro trimestre para uma posterior queda ligeira no último trimestre. No primeiro trimestre, o  desempenho da economia foi de 4,17%, no segundo trimestre, de 4,67%, no terceiro trimestre atingiu 5,92%, e no último caiu para 5,36%.

Analisando os dados, o economista Arsénio Zunguze entende que o sector primário, da indústria extractiva, apontado como causa da queda, pode ter algum impacto, mas julga que não é essa a principal causa da desaceleração no quarto trimestre.

“Seria interessante olhar para a tendência do incoming que tivemos com a exportação da indústria do petróleo e gás. Nós tivemos as primeiras exportações no segundo semestre do ano passado e, a partir daí, começámos a registar um crescimento. Se fizermos uma análise global, veremos que este não foi o principal causador desta redução.

Zunguze entende que o sector do comércio foi dos mais afectados, devido a alguma timidez no consumo, relacionada a incertezas quanto ao futuro, devido aos atrasos de pagamentos de salários na função pública e incertezas em relação ao pagamento do décimo terceiro salário pelo Estado.

“A procura não foi suficiente para estimular a produção, e isto tem impacto na produção global”, explicou.
“Não podemos sair da crise numa dinâmica em que não resulte de reformas próprias do Governo para tornar resiliente a nossa economia a factores externos.”

Aliado à conjuntura económica, o país registou, no ano passado, um crescimento económico de cinco por cento, contra 4,4 por cento de 2022.
Sobre este sinal de recuperação, uma das grandes dúvidas é se Moçambique estará efectivamente livre das crises geradas por pressões externas, como os factores derivados da COVID-19, oscilação nos combustíveis e preços de cereais?

Arsénio Zunguze entende que há sinais de que as crises estão a ficar para a história, mas invoca uma questão: “Estamos a sair bem ou mal?”
“Não podemos sair da crise numa dinâmica em que não resulte de reformas próprias do governo para tornar resiliente a nossa economia a factores externos”, explicou.

Por julgar que não houve criatividade interna, para encontrar formas de sair dessa crise, o economista recomenda que o Governo crie essa capacidade de se defender desses choques para não perder as conquistas da economia e criar relações mais sustentáveis com pressões inflacionárias.

Uma das medidas concretas que o economista propõe, por exemplo, quanto à crise dos cereais, é que o país crie alternativas de prover esses bens internamente com um aproveitamento do potencial agroecológico, até porque “há uma potencial cadeia de valor” nesse sentido.

“O que estamos a fazer? No passado, o presidente Guebuza propôs a produção de pão com recurso à farinha de mandioca. É de iniciativas como que o país precisa, um exercício criativo. É preciso haver um compromisso, e não se verificou”, argumentou.

Fora a indústria extractiva, outro subsector apontado como causa da queda do desempenho da economia do IV trimestre é a indústria transformadora, cujo crescimento foi de 7,74%. Zunguze, esclarece que a indústria nacional tem grandes défices de tecnologia e financiamento para que tenha maior escala de produção, e seus níveis de rendimento passam cada vez mais se consolidar no mercado.

“Boa parte dos actores da indústria transformadora sofre com os mesmos problemas. Boa parte da matéria prima tem de ser importada. Quando há alteração de preços no mercado externo, ela sofre, quando há oscilação cambial ela sofre. Moçambique tem de sair do discurso político para acções concretas, para que ela (a indústria) tenha um papel na transformação do país, e para que tenhamos um consumo significativo longe das pressões inflacionarias”, disse a finalizar.

Selecção nacional de basquetebol sénior masculino disputa, de 17 a 25 de Fevereiro, no Pavilhão do Maxaquene, a primeira janela de acesso ao Campeonato Africano de Basquetebol, “Afrobasket” 2025.

De sábado, 17 de Fevereiro, até ao próximo domingo, 25, Moçambique terá de provar, na quadra do Pavilhão do Maxaquene, que tem força no basquetebol masculino no contexto da zona VI. Sem a maior força da modalidade integrada na primeira janela de acesso ao “Afrobasket”, Angola, a selecção nacional terá, naturalmente, de mostrar os seus argumentos na região e que tem um lugar no concerto das Nações africanas, com um passado revelador disso com presenças constantes nas fases finais do Campeonato Africano.

Uma coisa é real: na zona VI, houve registo de evolução de outras nações que apostaram na modalidade, pelo que os nomes e o histórico do país na modalidade não serão arrolados ao sinal da “bola ao ar”.

Com a base da equipa a ser constituída por um naipe de jogadores que actuam internamente, o seleccionador nacional, Milagre “Mila” Macome procura apresentar um conjunto com uma estrutura defensiva muito forte, mas também com maior clarividência ofensiva.

Com o experiente Pio “Lingras” Matos e o motivados e em forma Baggio Chimonzo a recuperarem de lesões contraídas durante a fase de preparação,  Nilton Seifane e Hilário Malale podem, em caso de indisponibilidade de Matos e Chimonzo, ser  a  solução para posição 1.

Espera-se, de qualquer das formas,  que os jogadores eleitos para a armação do jogo tenham a capacidade de dar consistência, quer nos ataques de posição (pausados) quer nos contra-ataques.

Defensivamente, jogadores como Elves “Stam” Honwana podem emprestar muita agressividade à selecção nacional de basquetebol nesta primeira janela de acesso ao “Afrobasket” 2025.

Apesar de não ter disputado a última Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal, em Dezembro do ano passado, Elves Honwana é um jogador experiente e talhado para este tipo de missões. O seu tiro exterior é também uma das armas a serem usadas para desequilibrar.

Aliás, o conjunto de Milagre “Mila” Macome deve potenciar o jogo exterior para fazer a diferença diante dos seus oponentes.   Na zona restritiva, Elton Ubisse, Turdivales Nhatumbo e outros jogadores chamados por Milagre Macome terão de fazer a diferença no jogo interior, ganhando a luta das tabelas e jogando, igualmente, em situações de “pick and rol”.

Outro aspecto trabalhado, desde o arranque da preparação, é a eficácia na linha de lances, determinante na definição dos resultados dos jogos.
A verdade é que, se no passado as estatísticas indicaram um aproveitamento não muito bom, agora é fundamental que a percentagem seja positiva em todos os jogos desta primeira janela de qualificação para o “Afrobasket” 2025.

Posicionar-se em primeiro, e garantir uma vaga no Grupo A da segunda fase de apuramento para o “Afrobasket” , é objectivo traçado pela Federação Moçambicana de Basquetebol, elenco dirigido por Paulo Salvador Mazivila.

A primeira janela de qualificação para o “Afrobasket”, a realizar-se em Maputo, deve movimentar as selecções nacionais de Moçambique, anfitrião; Zimbabwe e Botswana (ndr: haviam solicitado à FIBA-África para subsidiar a sua participação na prov em 30 USD por pessoa, no lugar dos 90 USD definidos pela FMB)  África do Sul, Maurícias e Comores.

Para esta empreitada, este organismo fez algumas obras de melhoria na quadra e nos balneários do Pavilhão do Maxaquene.
A organização do certame está orçada em MZM 15 milhões, valores que a FMB procurou colectar de vários parceiros.

 

JOGADORES MOTIVADOS

Pio “Lingras” Matos deu a cara, há dias, para perspectivar a primeira janela de qualificação para o “Afrobasket” 2025.

“A expectativa é alta e é de nos qualificarmos para o “Afrobasket”. Estamos firmes nos nossos objectivos. Estamos cientes de que, mais do que cumprirmos esse desiderato, temos de agradar ao nosso público, fazendo um bom espectáculo”, disse em entrevista ao “Lance”.

Ubisse passou por uma cirurgia, regressou e disputou a “Road to Bal”, na vizinha África do Sul, e a Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal, prova na qual o Ferroviário da Beira ficou na terceira posição.

Sem aquela prestação de outros tempos, nas referidas provas, Ubisse espera, agora, ao serviço da selecção nacional, estar no seu melhor nível.
“Vão ser jogos muito aguerridos e nós temos noção disso. As equipas evoluíram muito nos últimos anos. Nesse sentido, devemos estar bem preparados para enfrentar esta competição”

O presidente do Brasil critica a Organização das Nações Unidas pela alegada inércia em relação ao conflito na Faixa de Gaza. Lula da Silva diz que a ONU não tem força suficiente para evitar que as guerras aconteçam no mundo.

Falando a jornalistas, no Egito, onde se encontra de vista oficial, Lula da Silva disse que, por mais que procure explicação, não entende porque razão as Nações Unidas não têm força suficiente para evitar guerras no mundo.

O Presidente brasileiro defendeu que a guerra não traz benefício a ninguém, e só traz morte, destruição e sofrimento.
Lula da Silva acreditava ser a ONU o órgão com poder para pôr fim ao conflito que já matou cerca de 30 mil pessoas na Faixa de Gaza, na sua maioria crianças e civis.

Lula da Silva considerou a situação em Gaza trágica e criticou o ataque protagonizado pelo Hamas e Israel no dia 7 de Outubro do ano passado.

Da Silva não deixou de condenar, igualmente, Israel pelos ataques que já protagonizou e explicou que não vê nenhuma explicação no comportamento de Israel, que, a pretexto de derrotar o Hamas, está a matar mulheres e crianças.

Para o presidente brasileiro, está-se perante uma coisa jamais vista em qualquer guerra de que ele tenha conhecimento, e lamentou a incapacidade das instituições multilaterais de solucionar esses problemas.

De qualquer ângulo que se olhe a escalada da violência cometida contra os dois milhões de palestinianos que vivem em Gaza, não se encontra justificação, afirmou Lula, salientando que considera o Egipto um actor essencial na procura de uma solução para esse conflito, que se alastra desde Outubro de 2023.

O Grupo do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) aprovou investimento de até 10 milhões de dólares na Aliança para Infra-estruturas Verdes em África-Desenvolvimento de Projectos (AGIA-PD), uma iniciativa de 10 bilhões de dólares.

O Conselho de Administração do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), em Abidjan em 24 de Janeiro de 2024, avançou com a proposta de financiamento ao fundo que visa acelerar a transição verde do continente, a Aliança para Infra-estruturas Verdes em África-Desenvolvimento de Projetos (AGIA-PD).

A AGIA-PD tem como objectivo preparar e desenvolver projectos de infra-estruturas verdes resilientes em parceria com países africanos e o sector privado, tanto local quanto internacionalmente. Estruturada em três pilares, a AGIA inclui a preparação de projectos, o desenvolvimento dos mesmos e investimento ou financiamento.

O fundo AGIA-PD, com duração de 15 anos, espera atingir sua capitalização em três anos. A estrutura de capital misto combina doações e acções do tesouro, totalizando 400 milhões de dólares. Na COP 28, em Dubai, foram anunciados compromissos iniciais, incluindo uma contribuição potencial de 40 milhões de dólares do BAD, elevando o total actual para cerca de 215 milhões de dólares.

O AGIA-PD visa investidores diversos, desde bancos multilaterais de desenvolvimento até filantropos. O vice-presidente do Banco Africano de Desenvolvimento, Solomon Quaynor, afirma que o fundo é um investimento estratégico para transformar conceitos em projectos financeiramente viáveis.

“O AGIA-PD é um investimento estratégico, co-gerido pelo Banco, que visa transformar conceitos em projectos de infra-estruturas verdes financiáveis rapidamente e em grande escala. Investirá no desenvolvimento de projectos de infra-estruturas verdes que produzam um rendimento financeiro e tenham um impacto no desenvolvimento. Procurará o apoio do sector privado para desenvolver projectos transformadores, ecológicos e resilientes que preencham a lacuna de infra-estruturas de África a longo prazo”, declarou Solomon Quaynor.

Amadou Hott, enviado especial do Presidente do BAD e embaixador mundial da AGIA, enfatiza a importância de acelerar a implementação de projectos de infra-estrutura verde, alinhados com as prioridades estratégicas do Banco e os objectivos de desenvolvimento sustentável.

“A visão da AGIA é acelerar a implementação de projectos de infra-estruturas verdes transformadoras, criando uma parceria sólida entre os diferentes actores e visando todo o ecossistema de preparação, desenvolvimento e financiamento de projectos de infra-estruturas verdes, trabalhando com actores emergentes e estabelecidos. O objetivo final é acelerar a transição ecológica do continente, reduzindo ao mesmo tempo drasticamente a escassez de infra-estruturas”, explicou Amadou Hott.

Os sectores-alvo e os investimentos em projectos de mitigação das mudanças climáticas estão alinhados com as prioridades estratégicas do BAD e os compromissos nacionais dos países beneficiários, bem como com o Quadro Estratégico do Banco para as Alterações Climáticas e o Crescimento Verde 2021-2030.

O sindicato dos trabalhadores da LAM exige a responsabilização de todos que tenham se envolvido no alegado desvio de fundos na companhia aérea. Outrossim, lamenta por não ter sido informado ainda sobre o problema.

Dois dias após a Fly Modern Ark, entidade responsável pela salvação da LAM, ter denunciado um alegado rombo de cerca de três milhões de dólares na companhia aérea, o sindicato dos trabalhadores lamenta em carta por ter ouvido o assunto apenas pela imprensa.

“O sindicato é o órgão que por direito deve ser informado em primeira instância de todas as matérias ligadas ao trabalhador, e neste assunto não teve esta informação, nem da parte da Fly Modern Ark – FMA, nem da direcção geral”, lê-se na carta.

Mesmo assim, o órgão que tem por missão defender os interesses dos trabalhadores da LAM entende que havendo prevaricadores na empresa, estes devem ser punidos exemplarmente.

“O sindicato não é a favor e nem apadrinha os trabalhadores, gestores de base ao topo que dilapidam e se apropriam de forma indevida do património da LAM e encoraja a responsabilização exemplar de qualquer que seja o prevaricador pelos competentes órgãos internos e externos”, disse o sindicato.

E porque não foram apenas denunciados de desvios de fundos, o sindicato falou também da alegada sabotagem da gestão da Fly. No seu entender, a ser verdade, devem ser tomadas medidas com base na lei e nos regulamentos internos.

“O sindicato demarca-se dessas acusações, pois é do seu entendimento de que havendo provas materiais de um ou grupo de trabalhadores presumíveis sabotadores, estes devem ser identificados, investigados e responsabilizados de acordo com a Lei do Trabalho e regulamento interno da empresa” , refere a carta .

Contudo, o órgão sindical sublinha que não concorda que problemas da LAM sejam tratados, recorrentemente, na imprensa e mostra-se aberto a ajudar nas soluções. Por outro lado, entende que o nome dos trabalhadores ficou beliscado e descredibilizado na sociedade.

A Assembleia da República já criou um grupo de trabalho para a elaboração dos anteprojectos de revisão da legislação eleitoral, que, no período de 6 de Fevereiro a 22 de Março do ano em curso, deverá produzir matéria a levar a debate para que se produza uma Lei Eleitoral consensual.

Os partidos políticos com representação parlamentar já depositaram as suas contribuições na Assembleia da República para a revisão da legislação eleitoral. A bancada parlamentar da Frelimo convocou a imprensa, na tarde desta quinta-feira, para falar dos trabalhos em curso e diz esperar uma lei mais abrangente.

“Achamos que vale a pena continuarmos a trabalhar com a devida calma e serenidade para, na verdade, termos uma legislação mais abrangente e que seja efectivamente da competência da Assembleia da República – a sua revisão -, e não das bancadas parlamentares.”

O porta-voz da bancada parlamentar do MDM, Fernando Bismarque, diz que se espera um debate alargado e profundo no processo da revisão da legislação eleitoral e que deve haver a clarificação das competências dos tribunais judiciais distritais.

“Entendemos que este trabalho deste grupo que foi criado visa um olhar do pacote eleitoral, para ver os aspectos gritantes, nomeadamente o papel dos tribunais judiciais do distrito.”

A nossa sessão ordinária da Assembleia da República arranca já no próximo dia 28 de Fevereiro e vai até 23 de Maio, e tem 18 matérias por discutir, e um dos pontos é mesmo a revisão da legislação eleitoral.

O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse, esta quarta-feira, que preferia ver Joe Biden reeleito, por ser mais experiente do que Donald Trump.

Vladimir Putin falava em entrevista à televisão estatal russa e garantiu que o seu país iria trabalhar com quem quer que seja, mas afirmou que preferia que Biden ganhasse, porque seria uma melhor escolha do ponto de vista russo.

“Biden é mais experiente, mais previsível. É um político da velha escola. Mas trabalharemos com quem o povo americano escolher”, explicou.

Sobre o estado de saúde de Biden, Putin referiu que as alegações sobre os problemas de saúde de Biden também estavam em circulação quando se encontraram na Suíça, em Junho de 2021, mas que testemunhou o contrário e viu o líder norte-americano em boa forma.

Relativamente às políticas do governo dos EUA, Putin disse que as considera erradas. “Acredito que a posição da actual administração está errada e disse isso ao Presidente Biden”, acrescentou Putin, citado pela imprensa internacional.

O Chefe da Diplomacia Portuguesa, João Gomes Cravinho, disse que Portugal vai propor à União Europeia a renovação da missão de formação militar das forças armadas moçambicanas, que termina em Setembro deste ano.

Numa entrevista à Lusa, à margem da 44.ª sessão ordinária do Conselho Executivo da União Africana, o ministro português dos Negócios Estrangeiros de Portugal João explicou que “Portugal tem se empenhado bastante no reforço da capacitação das Forças Armadas de Defesa de Moçambique”.

A continuidade da Missão de Treino da União Europeia em Moçambique já tinha sido defendida pelo Ministério da Defesa de Portugal. Numa visita realizada em Dezembro último ao país, Helena Carreiras considerou fundamentais as relações de trabalho já realizadas nos mesmos “moldes ou em moldes revistos”.

O ministro dos Negócios Estrangeiros, citado pela DW, afirmou que a missão vai terminar o seu mandato em Setembro e que, actualmente, está a ser planeado o que vai acontecer a seguir, sendo que Portugal defende que ‘tem de ter três componentes”.

Em primeiro lugar trata-se da continuidade do treino militar que tem sido assegurado e que já foi comprovado na formação de 11 companhias. Em segundo lugar, e porque “tem de haver uma melhor ligação entre a formação e a realidade no terreno”, importa subir o nível da formação dos militares moçambicanos, explicou a fonte.

“E em terceiro lugar, acreditamos que é fundamental também apoiar as necessidades de equipamento  das forças armadas moçambicanas, porque as forças armadas precisam de equipamento”, adiantou.

O ministro disse esperar que nas “próximas semanas” a proposta de Portugal seja bem-sucedida.

A formação actual é fornecida por um contingente de 117 pessoas, 65 das quais de Portugal, país que também herdou o comando da EUTM-MOZ.

O embate entre Ferroviário de Maputo e Costa de Sol marca a abertura do Campeonato Provincial da Cidade de Maputo, que arranca na próxima semana e vai contar com 16 equipas divididas em duas séries. O sorteio, que decorreu na tarde desta terça-feira, na sede da Associação de Futebol da Cidade de Maputo, ditou ainda que os eternos rivais e vizinhos, Maxaquene e Desportivo, estivessem no mesmo grupo.

Dezasseis equipas, três das quais que vão disputar o Moçambola 2024, juntam-se durante dois meses para disputar o Campeonato Provincial da Cidade de Maputo, a primeira prova futebolística do ano, dentro do calendário da Federação Moçambicana de Futebol.

De acordo com o sorteio realizado esta terça-feira, na sede da Associação de Futebol da Cidade de Maputo, AFCM, as equipas participantes e filiadas foram divididas em dois grupos de oito equipas cada, devendo disputar a prova num sistema de todos contra todos em uma única volta.

Até chegar à final da prova, os primeiros quatro de cada grupo apuram-se para quartos-de-final, num sistema cruzado, em que o primeiro do grupo A defronta o quarto do grupo B, o segundo do A joga com o terceiro do B, enquanto o terceiro do A defronta o segundo do B e o quarto do grupo A terá pela frente o primeiro do grupo B.

Assim, de acordo com o sorteio, a Série A terá as equipas da Black Bulls, Estrela Vermelha, Maxaquene, Liga Desportiva, Matchedje, Desportivo, Nacional e União Desportiva de Zimpeto, esta última filiada este ano e que vai fazer a sua estreia.

A Série B terá duas equipas do Moçambola, nomeadamente Ferroviário e Costa do Sol, que, curiosamente, vão disputar a jornada inaugural da prova, para além das Águias Especiais, 1.º de Maio, Mahafil, Vulcano, Ferroviário das Mahotas e Tsondzo, esta última que também marca a sua estreia na prova de seniores.

Os representantes das duas colectividades que abrem a prova mostraram-se felizes com a disputa da prova, tendo em conta que vai ajudar na preparação das duas equipas.

Isidro Amade, do Ferroviário de Maputo, disse que, apesar de ser uma prova que vai ajudar o treinador a avaliar os jogadores, é uma prova para ser ganha. “Está é a primeira competição do ano, que serve para avaliar atletas para estar bem no Moçambola, mas o Ferroviário, em todas as competições que entra, entra para ganhar”, disse Isidro Amade, acrescentado que o Costa do Sol “não é rival, é um clube da Cidade de Maputo como nós, e com mesmo número de títulos. Vai ser um bom jogo para os espectadores que estão ávidos para ver futebol”.

Já Hélder “Mano Mano” Muianga, do Costa do Sol, diz que iniciar a prova com os “locomotivas” vai dar oportunidade de preparar a equipa para competir ao mais alto nível. “O Costa do Sol estava à espera de um torneio desta magnitude, para aproveitarmos para preparar melhor a equipa com adversários como Ferroviário de Maputo. Estamos num grupo com equipas teoricamente fracas, da segunda liga, mas eu acho que é um grupo mais difícil, porque é sempre complicado jogar com equipas pequenas”, disse Mano Mano.

 

TRINTA MIL METICAIS PARA O VENCEDOR DA PROVA

A patrocinadora oficial da prova, JogaBets, assume a responsabilidade de todas as despesas, num investimento de cerca de 1 525 000 Meticais. Deste valor, 850 mil Meticais são destinados à Associação de Futebol da Cidade Maputo, para arcar com os custos de organização, e o restante do valor é destinado às premiações.

Vasco Jafa, representante da JogaBets, disse, na ocasião, que “estamos aqui para manifestar o nosso apoio na promoção do desporto nacional, e, nesta época, vamos apoiar a Associação de Futebol da Cidade de Maputo com um valor monetário para as operações, e também vamos fazer as premiações para os vencedores, que estão avaliadas em 675 mil Meticais, dos quais o campeão irá levar 300 mil, o vice-campeão 150 mil e o terceiro classificado 75 mil”.

No que diz respeito aos prémios individuais, Vasco Jafa esclareceu que “vamos dar 25 mil ao melhor marcador, 25 ao melhor guarda-redes… a equipa Fair-play vai levar 50 mil Meticais e o quarteto da arbitragem vai levar 20 mil”.

A prova arranca a 24 de Fevereiro e estende-se até 14 de Abril, dia em que será conhecido o campeão da Cidade de Maputo que vai substituir a Black Bulls ou a revalidação do título dos “touros”.

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