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As bancadas da oposição na Assembleia Provincial de Gaza exigem uma investigação aprofundada à gestão do Governo de Margarida Mapandzene nos últimos seis anos, com especial enfoque na alegada má aplicação da ajuda humanitária e dos 37 milhões de meticais disponibilizados pela empresa de areias pesadas de Chibuto.

A posição foi defendida durante a sessão extraordinária que apreciou a renúncia de Margarida Mapandzene Chongo ao cargo de governadora da província. Para a oposição, a saída da dirigente não deve encerrar o debate sobre a governação dos últimos anos, mas abrir espaço para o esclarecimento de eventuais responsabilidades.

O chefe da bancada do Movimento Democrático de Moçambique, Aquerdino Mavie, considera que a renúncia deve ser encarada como o início de um processo de averiguação, defendendo que os órgãos de justiça devem apurar todos os factos.

“Esta sessão não pode terminar só na renúncia, e esta renúncia não pode ser considerada como ponto final. É sim o começo da limpeza”, afirmou Aquerdino Mavie.

A bancada do MDM exige que a Procuradoria-Geral da República, o Gabinete Central de Combate à Corrupção e o Tribunal Administrativo investiguem quem terá autorizado, beneficiado ou participado em eventuais irregularidades.

“Quem desviou, quem assinou, quem se beneficiou, todos devem responder, pois a lei é para todos e ninguém está acima da lei”, disse.

Segundo Mavie, a população de Gaza tem o direito de conhecer o destino dos recursos canalizados para responder às necessidades das comunidades, incluindo os donativos destinados às vítimas das calamidades e os valores disponibilizados pela mineradora de Chibuto.

“Temos o direito de saber onde foi parar cada metical, especialmente os donativos destinados às vítimas das calamidades. Temos o direito de saber para onde foram parar um pouco mais de 37 milhões de meticais doados pela mineradora de Chibuto”, declarou.

A oposição questiona ainda a situação dos serviços públicos na província, apontando dificuldades no sector da saúde como um dos sinais de problemas na gestão governamental.

“Gaza precisa de um Executivo que preste contas, que dialogue com esta Assembleia e que coloque o cidadão no centro das suas atenções”, defendeu o chefe da bancada do MDM.

Já o delegado provincial da Renamo, Félix Tivane, entende que a saída de Margarida Mapandzene acontece num contexto marcado por problemas estruturais dentro do funcionamento do Governo provincial.

“Para a Renamo, a renúncia não deve ser interpretada apenas como uma decisão pessoal, defendendo que existem questões políticas e administrativas que precisam de esclarecimento”

A oposição espera que o novo Executivo provincial adopte uma postura diferente, baseada na transparência, prestação de contas e maior aproximação aos cidadãos.

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Cinco pessoas estão detidas, no distrito de Vilankulo, em Inhambane, indiciados de terem assassinado uma pessoas supostamente por ter roubado 200 Meticais.

Segundo a Polícia, na sexta-feira os jovens foram à casa da vítima para cobrar os 200 Meticais que a mesma supostamente teria levado e que se destinava a compra de bebidas. Chegados lá, os jovens agrediram a vítima até à morte.

Já no distrito de Mabote, um homem está também detido, por ter assassinado a esposa por ciúmes.

Nos últimos tempos, aumentaram os casos de assassinatos na província de Inhambane. Um dos mais recentes é de um jovem que matou o pai e a mãe acusando-os de feitiçaria.

 

O presidente da Comissão Nacional de Árbitros de Futebol (CNAF), Francisco Machel, diz que será criado um grupo de árbitros de elite para dirigir os jogos do Moçambola, de modo a garantir mais qualidade e menos polémicas.

O Moçambola 2024 arranca na segunda quinzena do próximo mês de Abril e  uma das maiores preocupações é a questão dos árbitros que, vezes sem conta, têm sido o centro das atenções, devido às más actuações e que, por vezes, têm prejudicado algumas equipas.

Por isso mesmo, a Comissão Nacional de Árbitros de Futebol (CNAF) vai trabalhar com o pessoal de arbitragem no combate a este mal, que não dignifica a classe. Francisco Machel diz que, no seu primeiro ano de mandato na instituição, vai trabalhar no sentido de repor a ordem com vista a evitar confusões nos campos e vai apostar na sensibilização e na escolha daqueles que estão mais aptos a fazer um trabalho positivo.

A este grupo de juízes, Francisco Machel chamou de “árbitros de elite”, o que vai permitir uma redução do número dos árbitros que dirigem jogos do Moçambola. Este grupo será criteriosamente seleccionado do conjunto de cerca de 180 árbitros de categoria nacional.

“Temos tido aqui confusões, mas, no nosso primeiro ano de liderança, vamos procurar repor aquilo que é a ordem, conversando com os árbitros no sentido de fazerem um bom trabalho”, defendeu Francisco Machel, que confirmou a redução do número de árbitros que são indicados para dirigir os jogos do Moçambola.

Ademais, de acordo com o líder máximo da Comissão Nacional de Árbitros de Futebol, “vamos definir um grupo restrito e de elite. Dentro em breve indicaremos quantos precisaremos para trabalhar com eles na principal competição, que é o Moçambola”, frisou, realçando que já há um número pré-definido, mas não avançou os nomes.

Francisco Machel defendeu esta teoria durante a entrega das insígnias aos árbitros internacionais da FIFA para este ano 2024, numa lista que inclui dois novos juízes nacionais que ascendem à categoria internacional.

“É um grande orgulho que nós temos como CNAF e, neste âmbito em que nós estamos apenas aqui a entregar as insígnias aos árbitros internacionais que nós temos aqui em Moçambique, temos dois novos, uma é mulher, árbitra central, de Lichinga. Portanto, isso representa um orgulho para o país”, disse Francisco Machel na ocasião.

Para a Federação Moçambicana de Futebol, representada no acto pelo respectivo secretário-geral, Hilário Madeira, a entrega de insígnias aos árbitros que estão capacitados para ajuizar jogos internacionais é um orgulho para o país.

“Esta classe é uma das mais sacrificadas e, nos últimos anos, temos sido solicitados em várias provas do mundo, e é sinal de que temos estado a fazer um bom trabalho e o desafio é estarmos em mais provas e termos mais quartetos para árbitros do sexo feminino e acreditamos que vamos ter sucessos nas provas que vão ser realizadas nos próximos dias”, disse Madeira.

Sabe-se que, nos últimos dias, a Comissão Nacional de Árbitros de Futebol tem estado a realizar testes médicos e físicos aos árbitros moçambicanos, como forma de filtrar os melhores para o Moçambola.

 

CELSO ALVAÇÃO ÚNICO APROVADO EM INHAMBANE

Em Inhambane, os árbitros foram submetidos a testes de aptidão física este fim-de-semana e apenas três foram aprovados, entre eles um árbitro do centro e dois assistentes.

Ao todo, foram 23 árbitros das categorias nacional e provincial testados neste sábado no Campo Municipal Valdemar de Oliveira Fernandes, na cidade de Maxixe. Destes, apenas Celso Alvação passou nos testes que incluíam corrida de resistência. Andílo Mamudo e Eugénio Nhatave não aguentaram, caíram na corrida de resistência e ficaram em terra.

Nos testes envolvendo as árbitras, todas foram chumbadas, incluindo Luísa Brisilão, única juíza assistente em Inhambane que era chamada a jogos do Moçambola.

Castro Betane e Inocêncio Virgílio, árbitros assistentes de categoria nacional, ficaram aprovados nos testes de aptidão física.

Para já, os árbitros reprovados serão submetidos a outros testes que vão decorrer ao longo da época, depois da primeira volta do Moçambola. As próximas escaladas da CNAF para testes aos árbitros serão no Centro e Norte do país.

Centenas de manifestantes exigiram, este sábado, na capital do Senegal, a realização das eleições presidenciais antes de 02 de Abril, data em que termina o mandato do actual Presidente, Macky Sall.

A pedido da “Frente de Resistência”, uma união da sociedade civil e de organizações da oposição criada na quinta-feira, várias pessoas reuniram-se num vasto terreno num bairro da classe trabalhadora da capital senegalesa.

Muitos deles usavam as cores do Senegal e agitavam fotos do opositor Ousmane Sonko, detido desde o final de Julho, por “apelar à insurreição”, e privado de concorrer às eleições presidenciais, depois de a sua candidatura ter sido considerada inválida. Sonko apoia agora a eleição de Bassirou Diomaye Faye, também detido, mas cuja candidatura foi aceite, escreve a Lusa

Senegal está mergulhado numa grave crise política desde que o Chefe de Estado adiou as eleições presidenciais, inicialmente marcadas para 25 de Fevereiro.

Este adiamento, denunciado como um “golpe de Estado constitucional” pela oposição, causou a indignação na opinião pública e manifestações que já provocaram quatro mortos. 

O Conselho Constitucional, por sua vez, anulou a decisão de Sall e o país tem estado desde então à espera de uma nova data para as eleições.

Um diálogo nacional, organizado no início da semana pelo Presidente e boicotado pela oposição, recomendou a organização das eleições no dia 02 de Junho. O chefe de Estado indicou que iria encaminhar estas recomendações “para parecer” ao Conselho Constitucional.

Há uma campanha massiva de atribuição de DUAT, no Município da Matola. A iniciativa, que decorre no último sábado de cada mês, visa legalizar a ocupação da terra e evitar conflitos. Só hoje, foram entregues mais 150 DUAT.

Muitos munícipes lotaram, este sábado, uma sala do edifício do Conselho Municipal da Matola, munícipes que ocupam parcelas de terra naquela autarquia, mas sem documentação.

Arlinda Alberto adquiriu um terreno em Muhalaze em 2013. De lá para cá vinha pedindo o título de uso e aproveitamento da terra, mas sem sucesso. “Dancei muito.Cansei-me, descansei e voltei a levantar”, disse Arlinda Alberto, num tom, cuja revolta já foi ultrapassada.

Não só levantou para insistir com o DUAT, como também para assegurar que ninguém de má-fé lhe arrancasse o espaço.
“Eu encho os pés lá quase todos os dias para ver se alguém iria ocupar o meu espaço”, contou Arlinda, de forma cômica.

Há quem nunca se sentiu refém do documento do município para começar a fazer o uso da parcela de terra que adquiriu. Anselmo vive há sete anos num terreno sem DUAT. “Viver num espaço que não esteja regularizado não é fácil”, lamentou Anselmo Gabriel.

A partir deste sábado, estes constrangimentos passaram para a história. “Agora estou muito feliz porque já tenho os documentos em mãos e poderei avançar com a obra. Vou começar a descarregar blocos”, afirmou Arlinda Alberto, com semblante visivelmente feliz e secundado por Anselmo Gabriel: “Estou muito feliz porque já tenho a certeza que o espaço me pertence. Ninguém vai me atrapalhar”.

Este sábado, foram mais de 150 munícipes que entraram e saíram do edifício do Município da Matola com a certeza de que os espaços que ocupam lhes pertencem.

“Esta é uma iniciativa com vista a garantir, primeiro, a segurança de posse dos nossos munícipes e, também, reduzir a situação de conflitos por terra e a questão da duplicação de registo. Esta é uma iniciativa que a cada final do mês reservamos um sábado para aproximar os munícipes que não têm disponibilidade ao longo da semana de trabalho para virem tratar os seus documentos”, explicou Aurélio Salomão, vereador do Planeamento Territorial no Município da Matola.

A campanha, segundo avança o Município da Matola, é desburocratizar o processo de atribuição de DUAT.

“Os munícipes têm documento na hora, pagando a devida taxa ou imposto. Nós não segregamos se a pessoa vive ou não na parcela de terra. Estamos, primeiro, a garantir que a pessoa que já está no seu lote ou talhão tenha documentos do espaço que está a ocupar, desde o momento que não tenha conflitos com terceiros. Há munícipes que estão a receber comunicações e que ainda não fizeram nenhuma infraestrutura. Mas não separamos os pedidos de DUAT”, esclareceu Aurélio Salomão.

Uma das metas da edilidade da Matola é reduzir o tempo de espera pelo DUAT dos actuais 90 dias para 45. De resto, esta campanha veio para ficar.

A cidade da Matola vai ter, em 100 dias, um estaleiro municipal que vai se dedicar à manutenção das estradas e tapamento de buracos. Ainda neste período, a edilidade promete reabilitar três troços de estradas.

Circular de carro em muitas zonas do Município da Matola é desgastante, frustrante, irritante e aborrecedor devido às péssimas condições das vias de acesso.

Já lá se foram os últimos dois mandatos de governação municipal, mas as estradas esburacadas continuam a ser o cartão de visita, por estarem cada vez piores.

Júlio Parruque é o novo edil da Matola e sabe que herdou as estradas esburacadas, mas em 100 dias promete dar o primeiro passo para ultrapassar o problema.

“Estamos a construir uma base sólida para a implantação do nosso estaleiro municipal de obras para dar mais valor e importância ao investimento muito grande das estradas que nós fazemos na nossa Matola”, revelou Júlio Parruque, presidente do Município da Matola.

De forma detalhada, explica Parruque, “o nosso estaleiro terá a vocação de tapar os buracos, reparar as estradas e fazer manutenção a custos controlados porque será capacidade do município. Entretanto, não queremos substituir o sector privado, as empresas que façam e reparam as estradas”.

As empresas que façam e reparem as estradas, porque Parruque promete ser intolerante a má qualidade das vias de acesso.
“Não iremos admitir que os empreiteiros façam-nos estradas de baixa qualidade, que durem muito pouco, que em pouquíssimo tempo, elas se transformem em farinha, praticamente. Não queremos. Os empreiteiros, também, serão expostos no sentido de os munícipes saberem quem é o empreiteiro que está a fazer uma determinada obra de forma muito visível para que comecemos a preencher uma lista cinzenta, caso haja empreiteiros que não correspondem àquilo que desejamos”, avisou Júlio Parruque.

Ainda no plano de governação dos primeiros 100 dias, o presidente do município de Matola promete reabilitar algumas vias de acesso.

“Nós temos uma grande perspectiva, que está à beira do início de execução, que é de reparação de algumas estradas que sofreram, profundamente, com as chuvas. Por exemplo, a estrada que sai do quilômetro 15 até Nkobe é uma das vias que vai inter intervencionada, a estrada que sai de Dom Bosco, no Bairro, até ao Patrice. É uma estrada antiga que precisa de intervenção.

Temos, igualmente, a estrada velha, também, vai merecer uma intervenção”, revelou o edil da Matola.

Júlio Parruque garante que já existem 250 milhões de meticais desembolsados pelo Banco Mundial, em coordenação com a Administração Nacional de Estradas.

A melhoria da recolha de lixo e transporte público no Município da Matola são outras prioridades da governação do actual executivo municipal.

Este pedido do público de Assa Matusse pode se concretizar dado que a cantora disse estar a estudar possíveis colaborações com seus colegas nacionais. A cantora uniu, assim, o útil ao agradável, pois brindou ontem à noite o seu público com um concerto intitulado Mutcangana.

Não podia ser menos do que foi. Mesmo depois de muito tempo longe da terra natal, a menina do bairro não perdeu a sua essência. Mutcangana de etnia, Assa Matusse  elevou todas as etnias do país no seu concerto, sexta-feira à noite.

Houve luzes, som alto, mas foi só ao som da contagiante energia de Assa que o público, de várias partes do país, vibrou muito.

“Vim da cidade da Beira, cheguei hoje mesmo. A Assa em palco é sempre espetacular, sempre traz novodades”, disse uma espectadora.

A casa, ou melhor, o Centro Cultural Moçambique-China esteve cheio e teve uma noite, como nenhuma outra.

No cair do pano, fim do espetáculo, o público só tinha um pedido para a cantora “ Que ela volte mais vezes”.

Depois da actuação, Assa Matusse, que considerava o concerto uma dívida, falou de dívida paga.

“Senti muita energia do público. Acho que foi um show que vai ficar na minha memória”, afirmou o artista.

Sobre o pedido dos seus fãs, a cantora diz que “Depende muito da vossa demanda aqui. É preciso que Moçambique me queira de volta, mas se depender de mim eu posso voltar solo, mais uma vez, mas é preciso que haja demanda dos outros produceres”, declarou.

Assa Matusse vive em Paris, França, e revela que está em Moçambique também para estudar novas colaborações.

“Há muito trabalho pela frente, coisas novas que vem. era preciso antes fazer esta pesquisa antes de começar a trabalhar e ficar trancada, no estúdio”, explicou.

No “menu” do concerto de Assa e Deltino Guerreiro contribuiu com participação na música, que tem em comum, “Rokotxi”.

Apesar de não ser a primeira vez que actuam juntos, Deltino considera que desta vez foi “ épico, incrível, o público… estou sem palavras”, disse o músico.

Por outro lado, a artista e o músico renomado Antonio Marcos dividiram o palco pela primeira vez, momento que considerou o espetáculo “Esplêndido” e acrescentou que “foi uma grande honra ser convidado pela Assa Matusse”.

O Centro Cultural Moçambique-China teve uma noite, como nenhuma outra. Mesmo depois de encerrar as portas, o público continuava a festejar o regresso da “Mutchanga” do lado de fora do edifício.

O grupo armado instalado em Cabo Delgado desde 2017 está desde a manhã de hoje, 2 de Março, na sede do distrito de Quissanga. O facto foi confirmado pelos habitantes da vila que supostamente foram obrigados a participar numa reunião dirigida pelo grupo.

Eles chegaram por volta das oito horas, arrombaram uma loja e retiraram produtos alimentares que foram transportados por crianças para as matas”, contou um residente de Quissanga.

Depois de terem transportado os produtos em direção a aldeia Mussomero, segundo relatos, o grupo armado regressou à vila.
“Eles voltaram à vila com as crianças e voltaram retirar produtos alimentares das lojas, cozinharam e comeram aqui mesmo”, confirmou a fonte.

O grupo armado, de acordo com relatos da população, está desde a noite de ontem, 1 de Março na aldeia Mussomero, e devido ao medo, as FDS incluindo membros do Governo distrital acabaram se retirando da vila na manhã de hoje, pouco antes da chegada do grupo armado, que não chegou a fazer vítimas muito menos destruir infraestruturas.

“Quando eles chegaram disseram que só vinham à procura de comida por causa da fome, e pediram que ninguém fugisse porque não estavam para fazer mal a ninguém”, disse outro habitante de Quissanga.

Em contacto via telefone com o “O PAÍS”, o administrador do distrito recusou-se a prestar informações sobre o assunto.

“Senhor jornalista, eu não estou autorizado para falar sobre a situação de segurança no distrito e recomendo que entre em contacto com o comando da Polícia da República de Moçambique “, respondeu Sidónio José.

Esta é a terceira vez este ano que o grupo armado ocupa temporariamente a vila de de Quissanga, que fica a quase 100 quilômetros de Pemba, a capital de Cabo Delgado.

Um dos maiores e mais antigos hotéis do país, cartão de visita de Quelimane, o hotel Chuabo, está abandonado e a degradar-se sob olhar de quem devia cuidar dele. Pessoas mal intencionadas estão a vandalizar a infraestrutura.

O empreendimento tem uma beleza natural e vista ao mar de dar inveja.  Seu interior coberto de madeira de primeira classe, fazia daquele lugar um cartão obrigatório para quem entrasse na cidade de Quelimane. O Hotel Chuabo é do Estado e está sob a gestão do Instituto Nacional do Turismo ( INATUR). Faz parte do conjunto dos  primeiros hotéis 4 estrelas do país. Foi um verdadeiro patrimônio turístico da província da Zambézia. 

O primeiro Presidente de Moçambique independente, Samora Mache,l entregou a gestão privada aquela infraestrutura, por forma a garantir a melhor manutenção e funcionalidade do hotel, oque viria acontecer até pelo menos 2010. Daí seguiu uma outra gestão até meados de 2017. A referida gestão devolveu o patrimônio ao Estado  que por sua vez concessionou o empreendimento a Muhimbe África.

Consta que a Muhimbe África devia seguir para reabilitação da infraestrutura. Para isso, solicitou ao Estado que retirasse todos os móveis nos 65 quartos e respectivas salas, o que aconteceu em 2019.  

Há cerca de cinco anos nem água vem, nem água vai para o desespero de pelo menos 28 trabalhadores do hotel Chuabo que estão sem salários a 2 anos e 2 meses. 

“ Já estamos a fazer 26 meses sem salários, fomos informados pela Muhimbe África a ficar em casa para dar lugar a reabilitação, com promessa de pagamento de salários. Nos primeiros meses, apesar de ser com complicações, recebíamos os nossos ordenados. Passaram dois a quatro meses, fizemos barulhos e recebíamos gota a gota o nosso salário. Através do ministério do turismo, fomos orientados a levar o caso ao centro de mediação de conflito laboral, junto da Muhimbe África. Na acta do encontro, a Muhimbe África se comprometeu a pagar o salário até o dia 30 de Julho, quando somamos 19 meses de salários em atraso, o que não veio a acontecer” disse Manuel Sicaleta trabalhador e membro do comitê sindical da empresa. 

Sicatela disse que na sequência  os trabalhadores fizeram uma nova ginástica para que as instituições ajudassem a pressionar a Muhimbe África para honrar o compromisso feito. 

“Foi nisto que escrevemos para o governador e Secretária de Estado da província da Zambézia, ministra do Turismo, INATUR cujo os documentos estão devidamente assinados e comprovados o recebimento, mas até aqui não existe nenhum avanço” disse. 

O certo é que o hotel está a atingir níveis assustadores de degradação, aliás está voltado ao abandono e os amigos do alheio estão a vandalizar dia após dia. Já removeram a instalação eléctrica, toda tubagem de canalização de água entre outros bens.

O governador da província da Zambézia, Pio Matos, reagiu com preocupação ao actual estágio desta infraestrutura. 

“Nós temos grande patrimônio ao nível da cidade de Quelimane, um dos hotéis que no país era de referência, mas com a mudança da gestão para o Instituto Nacional do Turismo, nunca mais se encontrou caminho certo para dar continuidade uma exploração devida. Acreditamos nós que o INATUR já tentou contactar melhores operadores, mas que nunca honraram com compromissos, infelizmente os anos não param e a infraestrutura degrada-se. Provavelmente, se os tempos continuarem deste jeito e sem ninguém tomar conta, a reabilitação poderá ser mais cara que a construção de um novo hotel. É necessário que o Governo central por via do Ministério do Turismo e o INATUR pegue a peito a matéria e ponha a andar o projecto” disse o governador da Zambézia. 

Pio Matos foi categórico ao afirmar que “ se entenderem que de facto está difícil, o único conselho que posso dar é que devolvam o patrimônio a Zambézia, e o governo local encontrará parceiros para juntos reparar ou reconstruir o patrimônio que muito nos dói olhar para o estado em que está” disse Pio Matos.

Só para se ter uma ideia da história do referido hotel, foi dos preferidos do primeiro presidente de Moçambique independente Samora Machel. 

O Presidente Joaquim Chissano sempre que visitasse a Zambézia, por vezes se hospedava naquele hotel. Consta, também, que o falecido presidente da República do Malawi, Kamuzu Banda, também se hospedava no hotel Chuabo, das vezes que entrava no país. 

O gráfico da inflação observa uma queda desde finais do ano passado. A tendência manteve-se no início de 2024 visto que no primeiro mês do ano, a subida generalizada de preços situou-se em 4,19%. Entretanto, o economista Dimas Sinoia alerta para a necessidade de prudência na política fiscal para não colocar em causa os ganhos alcançados e adverte que o terrorismo e a realização de eleições configuram grandes riscos para a estabilidade de preços.

As últimas estatísticas sobre a inflação, apontam para uma queda na subida generalizada do preço comparativamente a igual período do ano anterior. No primeiro mês do ano (Janeiro), a subida generalizada de preços foi de 4,19%. Entretanto, para o economista Dimas Sinoia, a queda da inflação e sua manutenção abaixo de dois dígitos não é o suficiente para estimular a economia, a olhar para a manutenção da taxa de reservas obrigatórias que “sufocam os bancos comerciais”.

O Economista explica que “ainda que o Banco de Moçambique prossiga com a redução da taxa MIMO, não vai impactar directamente nas concessões de empréstimos, porque, se olharmos para o que está acontecer, os bancos comerciais não têm falta de liquidez, mas não tem preferência de ceder este financiamento para famílias e empresas, optando por bilhetes de tesouro”.

A esta equação, o economista soma outros factores tais como a estabilidade de preços no panorama internacional, cuja oscilação pode impactar directa ou indiretamente a economia. E no contexto interno, aponta factores que podem impactar de forma mais agravante, por exemplo, a instabilidade militar que afecta o norte do país como um dos elevados riscos que ameaçam a inflação.

Fora estes aspectos, a conjuntura orçamental evidencia que há elevadas despesas a serem realizadas pelo Estado este ano, com destaque para as eleições que vão custar cerca de 19 mil milhões de meticais, para além da contínua pressão resultante da reforma salarial.

“Este é um risco elevado para a inflação. Se observarmos, a inflação de janeiro foi de cerca de 4%, mas com perspectivas de que até finais do ano, atinja cerca de 6%, e estes factores podem estar entre os que podem trazer mudanças no nível dos preços”, acrescentou.

De acordo com a nota de imprensa divulgada na semana finda pelo Instituto Nacional de Estatísticas, a redução da inflação anual é explicada, fundamentalmente, pelo comportamento favorável dos preços dos serviços de Educação e de Saúde, comparativamente a igual período do ano anterior.

Os dados indicam que as divisões de Educação e de Alimentação e bebidas não alcoólicas, foram as que tiveram maior subida de preços ao variarem com 13,85%, 7,05%, respectivamente.

A subida do nível geral de preços foi registada em todos os centros de recolha, com maior destaque para a Cidade de Quelimane, seguida das Cidades da Beira, Chimoio, Maputo, Província de Inhambane, das cidades de Nampula, de Xai-Xai, Tete.

Comparado ao mês anterior, a variação foi de 0,93%. Nesta comparação, “as divisões de alimentação, bebidas não alcoólicas, restaurantes, hotéis, cafés, e similares foram as de maior destaque, ao contribuírem no total da variação mensal com cerca de 0,65 e 0,17 pontos percentuais (pp) positivos”.

Dos produtos que se tornaram mais caros para os consumidores, o destaque vai para a subida de preços do tomate (17,5%), de refeições completas em restaurantes (3,1%), do peixe seco (7,4%), da couve (10,3%), do açúcar castanho (9,7%), do óleo alimentar (2,5%) e da alface (17,3%).

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