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Residentes dos bairros Patrice Lumumba e Praia, na cidade de Xai-Xai, denunciam o recrudescimento de esquemas de venda múltipla de terrenos, por valores que variam entre 20 e 50 mil meticais, e apontam o alegado envolvimento de algumas autoridades locais. Os moradores exigem medidas para travar o fenómeno. O presidente do município revela que há cerca de 20 casos em investigação e anuncia a prorrogação do prazo de regularização de terrenos até ao final de agosto.

Moradores dos bairros Patrice Lumumba e Praia, na cidade de Xai-Xai, voltam a denunciar alegados esquemas de venda ilegal de terrenos, envolvendo suspeitas de participação de algumas autoridades locais. Segundo os denunciantes, a mesma parcela chega a ser comercializada para duas ou três pessoas diferentes, com valores que variam entre 20 e 50 mil meticais.

Os residentes afirmam que a prática tem gerado conflitos entre compradores e disputas pela posse de terrenos, um problema que, segundo dizem, persiste há vários anos sem uma solução definitiva. Perante o cenário, exigem uma intervenção mais firme das autoridades para travar o fenómeno e responsabilizar os envolvidos.

“Há pessoas que compram um espaço, pagam o dinheiro, começam a construir e depois aparece outra pessoa com documentos a dizer que também comprou o mesmo terreno. Isso tem criado muitos problemas nos bairros”, denuncia um morador.

Confrontado com as acusações, o chefe do Posto Administrativo de Patrice Lumumba, Pedro Sitoe, reconhece que a venda ilegal de terrenos é uma preocupação das autoridades locais. Segundo explica, quatro indivíduos já foram neutralizados no âmbito das ações de combate a esta prática.

“Nós temos conhecimento dessas situações e estamos a trabalhar para travar este fenómeno. Já conseguimos neutralizar quatro indivíduos envolvidos na venda ilegal de terrenos. Em relação ao suposto envolvimento de líderes locais, até ao momento não temos elementos que confirmem essas acusações, mas qualquer denúncia será investigada”, esclarece Pedro Sitoe.

Também chamado a pronunciar-se sobre o assunto, o presidente do Conselho Municipal de Xai-Xai, Ossemane Adamo, revela que a autarquia acompanha cerca de 20 processos relacionados com conflitos de terrenos.

“Temos cerca de 20 casos em investigação e estamos a seguir os procedimentos administrativos e legais para responsabilizar quem estiver envolvido. A população deve continuar a denunciar situações de ocupação e comercialização ilegal de terrenos”, afirma o edil.

Face à persistência dos conflitos fundiários, o município decidiu prolongar por mais 30 dias o prazo para a regularização de cinco mil terrenos considerados ociosos. Segundo Ossemane Adamo, terminado o período, as parcelas que permanecerem sem regularização poderão reverter para o património municipal.

“Estamos a dar mais uma oportunidade aos titulares para regularizarem a situação. Depois deste prazo, os terrenos que continuarem sem qualquer procedimento de regularização serão tratados de acordo com a legislação em vigor”, explica.

Até ao momento, pelo menos  1.800 parcelas já foram regularizadas, de um universo de cinco mil abrangidas pelo processo. As autoridades municipais apelam aos titulares para concluírem a regularização até ao final de agosto, alertando que o incumprimento poderá resultar na perda do direito sobre os respetivos terrenos.

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Um dos maiores e mais antigos hotéis do país, cartão de visita de Quelimane, o hotel Chuabo, está abandonado e a degradar-se sob olhar de quem devia cuidar dele. Pessoas mal intencionadas estão a vandalizar a infraestrutura.

O empreendimento tem uma beleza natural e vista ao mar de dar inveja.  Seu interior coberto de madeira de primeira classe, fazia daquele lugar um cartão obrigatório para quem entrasse na cidade de Quelimane. O Hotel Chuabo é do Estado e está sob a gestão do Instituto Nacional do Turismo ( INATUR). Faz parte do conjunto dos  primeiros hotéis 4 estrelas do país. Foi um verdadeiro patrimônio turístico da província da Zambézia. 

O primeiro Presidente de Moçambique independente, Samora Mache,l entregou a gestão privada aquela infraestrutura, por forma a garantir a melhor manutenção e funcionalidade do hotel, oque viria acontecer até pelo menos 2010. Daí seguiu uma outra gestão até meados de 2017. A referida gestão devolveu o patrimônio ao Estado  que por sua vez concessionou o empreendimento a Muhimbe África.

Consta que a Muhimbe África devia seguir para reabilitação da infraestrutura. Para isso, solicitou ao Estado que retirasse todos os móveis nos 65 quartos e respectivas salas, o que aconteceu em 2019.  

Há cerca de cinco anos nem água vem, nem água vai para o desespero de pelo menos 28 trabalhadores do hotel Chuabo que estão sem salários a 2 anos e 2 meses. 

“ Já estamos a fazer 26 meses sem salários, fomos informados pela Muhimbe África a ficar em casa para dar lugar a reabilitação, com promessa de pagamento de salários. Nos primeiros meses, apesar de ser com complicações, recebíamos os nossos ordenados. Passaram dois a quatro meses, fizemos barulhos e recebíamos gota a gota o nosso salário. Através do ministério do turismo, fomos orientados a levar o caso ao centro de mediação de conflito laboral, junto da Muhimbe África. Na acta do encontro, a Muhimbe África se comprometeu a pagar o salário até o dia 30 de Julho, quando somamos 19 meses de salários em atraso, o que não veio a acontecer” disse Manuel Sicaleta trabalhador e membro do comitê sindical da empresa. 

Sicatela disse que na sequência  os trabalhadores fizeram uma nova ginástica para que as instituições ajudassem a pressionar a Muhimbe África para honrar o compromisso feito. 

“Foi nisto que escrevemos para o governador e Secretária de Estado da província da Zambézia, ministra do Turismo, INATUR cujo os documentos estão devidamente assinados e comprovados o recebimento, mas até aqui não existe nenhum avanço” disse. 

O certo é que o hotel está a atingir níveis assustadores de degradação, aliás está voltado ao abandono e os amigos do alheio estão a vandalizar dia após dia. Já removeram a instalação eléctrica, toda tubagem de canalização de água entre outros bens.

O governador da província da Zambézia, Pio Matos, reagiu com preocupação ao actual estágio desta infraestrutura. 

“Nós temos grande patrimônio ao nível da cidade de Quelimane, um dos hotéis que no país era de referência, mas com a mudança da gestão para o Instituto Nacional do Turismo, nunca mais se encontrou caminho certo para dar continuidade uma exploração devida. Acreditamos nós que o INATUR já tentou contactar melhores operadores, mas que nunca honraram com compromissos, infelizmente os anos não param e a infraestrutura degrada-se. Provavelmente, se os tempos continuarem deste jeito e sem ninguém tomar conta, a reabilitação poderá ser mais cara que a construção de um novo hotel. É necessário que o Governo central por via do Ministério do Turismo e o INATUR pegue a peito a matéria e ponha a andar o projecto” disse o governador da Zambézia. 

Pio Matos foi categórico ao afirmar que “ se entenderem que de facto está difícil, o único conselho que posso dar é que devolvam o patrimônio a Zambézia, e o governo local encontrará parceiros para juntos reparar ou reconstruir o patrimônio que muito nos dói olhar para o estado em que está” disse Pio Matos.

Só para se ter uma ideia da história do referido hotel, foi dos preferidos do primeiro presidente de Moçambique independente Samora Machel. 

O Presidente Joaquim Chissano sempre que visitasse a Zambézia, por vezes se hospedava naquele hotel. Consta, também, que o falecido presidente da República do Malawi, Kamuzu Banda, também se hospedava no hotel Chuabo, das vezes que entrava no país. 

O gráfico da inflação observa uma queda desde finais do ano passado. A tendência manteve-se no início de 2024 visto que no primeiro mês do ano, a subida generalizada de preços situou-se em 4,19%. Entretanto, o economista Dimas Sinoia alerta para a necessidade de prudência na política fiscal para não colocar em causa os ganhos alcançados e adverte que o terrorismo e a realização de eleições configuram grandes riscos para a estabilidade de preços.

As últimas estatísticas sobre a inflação, apontam para uma queda na subida generalizada do preço comparativamente a igual período do ano anterior. No primeiro mês do ano (Janeiro), a subida generalizada de preços foi de 4,19%. Entretanto, para o economista Dimas Sinoia, a queda da inflação e sua manutenção abaixo de dois dígitos não é o suficiente para estimular a economia, a olhar para a manutenção da taxa de reservas obrigatórias que “sufocam os bancos comerciais”.

O Economista explica que “ainda que o Banco de Moçambique prossiga com a redução da taxa MIMO, não vai impactar directamente nas concessões de empréstimos, porque, se olharmos para o que está acontecer, os bancos comerciais não têm falta de liquidez, mas não tem preferência de ceder este financiamento para famílias e empresas, optando por bilhetes de tesouro”.

A esta equação, o economista soma outros factores tais como a estabilidade de preços no panorama internacional, cuja oscilação pode impactar directa ou indiretamente a economia. E no contexto interno, aponta factores que podem impactar de forma mais agravante, por exemplo, a instabilidade militar que afecta o norte do país como um dos elevados riscos que ameaçam a inflação.

Fora estes aspectos, a conjuntura orçamental evidencia que há elevadas despesas a serem realizadas pelo Estado este ano, com destaque para as eleições que vão custar cerca de 19 mil milhões de meticais, para além da contínua pressão resultante da reforma salarial.

“Este é um risco elevado para a inflação. Se observarmos, a inflação de janeiro foi de cerca de 4%, mas com perspectivas de que até finais do ano, atinja cerca de 6%, e estes factores podem estar entre os que podem trazer mudanças no nível dos preços”, acrescentou.

De acordo com a nota de imprensa divulgada na semana finda pelo Instituto Nacional de Estatísticas, a redução da inflação anual é explicada, fundamentalmente, pelo comportamento favorável dos preços dos serviços de Educação e de Saúde, comparativamente a igual período do ano anterior.

Os dados indicam que as divisões de Educação e de Alimentação e bebidas não alcoólicas, foram as que tiveram maior subida de preços ao variarem com 13,85%, 7,05%, respectivamente.

A subida do nível geral de preços foi registada em todos os centros de recolha, com maior destaque para a Cidade de Quelimane, seguida das Cidades da Beira, Chimoio, Maputo, Província de Inhambane, das cidades de Nampula, de Xai-Xai, Tete.

Comparado ao mês anterior, a variação foi de 0,93%. Nesta comparação, “as divisões de alimentação, bebidas não alcoólicas, restaurantes, hotéis, cafés, e similares foram as de maior destaque, ao contribuírem no total da variação mensal com cerca de 0,65 e 0,17 pontos percentuais (pp) positivos”.

Dos produtos que se tornaram mais caros para os consumidores, o destaque vai para a subida de preços do tomate (17,5%), de refeições completas em restaurantes (3,1%), do peixe seco (7,4%), da couve (10,3%), do açúcar castanho (9,7%), do óleo alimentar (2,5%) e da alface (17,3%).

A actividade económica global continua a enfrentar obstáculos significativos, devido a políticas monetárias restritivas, condições financeiras apertadas e um crescimento fraco do comércio mundial, desempenhando um papel crucial nesse cenário desafiador. As perspectivas do Banco Mundial variam consideravelmente entre diferentes regiões.

O cenário económico global continua a enfrentar desafios significativos, de acordo com o Banco Mundial. Em relatório, a instituição financeira avança que, embora as perspectivas a curto prazo mostrem uma divergência entre diferentes regiões, há preocupações sobre o impacto a longo prazo dessas tendências.

Segundo análises, é projectado que o crescimento das economias avançadas, em conjunto com a China, desacelere em 2024, atingindo um ritmo mais próximo da média registada entre 2010 e 2019. Enquanto isso, espera-se que o crescimento agregado permaneça estável nos Países em Desenvolvimento com Economias Emergentes (EMDE) que possuem classificações de crédito sólidas, mantendo-se próximo das taxas médias pré-pandémicas.

No entanto, para os EMDE com classificações de crédito mais baixas, as perspectivas continuam incertas, com altos custos de dívida e financiamento, além de desafios como conflitos.

“Embora se preveja também que o crescimento global se espere também que o crescimento global se firme um pouco em relação ao seu mínimo de 2023 nos EMDE com notações de crédito fracas, as perspectivas para muitos desses países continuam precárias, dados os elevados custos da dívida e do financiamento, bem como de factores adversos idiossincráticos, como os conflitos”, refere o Banco Mundial.

Embora tenha havido uma diminuição na inflação global e na inflação subjacente desde os picos de 2022, a inflação permanece acima das metas em muitas economias avançadas e cerca de metade dos EMDE que têm como alvo a inflação. Prevê-se que a inflação mundial permaneça acima dos níveis de 2015-19 para além de 2024.

O crescimento do comércio mundial em 2023 foi o mais lento fora dos períodos de recessão global nos últimos 50 anos, reflectindo uma contração no comércio de mercadorias em meio a uma produção industrial global enfraquecida. Embora haja expectativas de aumento no crescimento do comércio global para 2024, atingindo 2,3%, isso ainda representa uma recuperação modesta, especialmente considerando que a recuperação projectada para o período de 2021 a 2024 é a mais fraca após uma recessão global em décadas.

“O comércio de serviços continuou a recuperar dos efeitos da pandemia, mas a um ritmo mais lento do que o anteriormente previsto. Prevê-se que o crescimento do comércio mundial global aumente para 2,3 por cento em 2024, reflectindo em parte uma recuperação da procura de bens e, de um modo mais geral, do comércio das economias avançadas. A continuação do recente aumento da utilização de políticas comerciais restritivas poderá resultar numa maior fragmentação de  cadeias de abastecimento mais fragmentadas e um crescimento do comércio mais lento do que o projectado na base de referência”, avança a instituição financeira.

Além dos desafios económicos, recentes ataques a navios comerciais no Mar Vermelho já estão a causar perturbações nas principais rotas marítimas, reduzindo a capacidade das redes de abastecimento e aumentando as pressões inflacionárias.

“A maioria dos preços das matérias-primas enfraqueceu em graus variáveis a par de uma oferta robusta e de uma procura moderada; no entanto permanecem acima dos níveis pré-pandémicos. O recente conflito no Médio Oriente teve, até à data, apenas um impacto moderado nos preços dos produtos de base”, afirma o BM.

Enquanto os preços das commodities têm sido variáveis, permanecendo acima dos níveis pré-pandémicos, o recente conflito no Oriente Médio teve um impacto moderado nos preços das commodities até o momento. Prevê-se que os preços do petróleo em 2024 diminuam para cerca de 81 dólares por barril, devido à oferta adequada e ao abrandamento da atividade global.

Apesar da recente volatilidade desencadeada principalmente pelo conflito e pelas hostilidades em curso, prevê-se que os preços médios do petróleo em 2024 desçam para 81 dólares por barril em 2024, tendo em conta a oferta adequada de petróleo, bem como o abrandamento da actividade mundial e a continuação da desaceleração da economia chinesa.

Ademais, segundo reporta o Banco Mundial, os preços dos metais caíram 10 por cento em 2023, devido à fraca procura das principais economias – nomeadamente a China, que representa mais de 60% do consumo mundial de metais, no meio de uma prolongada  fraqueza no sector imobiliário do país.

“Os preços dos metais devem cair novamente, uma vez que o crescimento mais lento na China procura de metais. Os preços dos géneros alimentícios, em especial os dos cereais, caíram 9 por cento em 2023”, revela o Banco Mundial.

Nos Estados Unidos, espera-se que o crescimento diminua para 1,6% em 2024, com a diminuição da poupança e taxas de juros ainda elevadas. A escassez de mão de obra e incertezas económicas e políticas também devem afectar o investimento empresarial.

Na zona euro, prevê-se que o crescimento em 2024 se estabilize em 0,7%, com efeitos contínuos da política monetária restritiva e uma recuperação lenta do investimento empresarial. Espera-se que o crescimento aumente para 1,6% em 2025, apoiado pelo aumento do investimento público.

A pensar na revalidar o título de campeão nacional e numa boa campanha na Liga dos Campeões, o Ferroviário da Beira assegurou, recentemente, a contratação de três jogadores estrangeiros, nomeadamente Edwin Ayiba (Nigéria), Gustavo Viera Lopes (Brasil) e Thomas Chideu (Zimbabwe).

Os reforços já se encontram na Beira, esperando-se, naturalmente, que consigam ter melhor enquadramento nos “locomotivas” do Chiveve.

Sabe-se que os contratos assinados são válidos por duas épocas, no caso do brasileiro e nigeriano, e uma temporada para o zimbwabweano.

Esta temporada, o Ferroviário da Beira será orientado pelo luso-moçambicano Daúto Faquirá, que projecta uma equipa competitiva.

O Ferroviário da Beira irá participar, fim-de-semana, num torneio quadrangular que contará com a presença do Textile do Pungue, União Desportiva do Songo e Textáfrica de Chimoio.

Munícipes da Cidade de Maputo queixam-se de embaraços à circulação e de cheiro nauseabundo no bairro Chamanculo “A”, com a reabilitação da rua Estácio Dias. O edil, Rasaque Manhique, visitou o local e exigiu celeridade do empreiteiro.

Não é novidade que a rua Estácio Dias, no bairro Chamanculo “A”, na Cidade de Maputo, é tomada pela água sempre que chove.

A solução foi reabilitar a via e as obras correm já há cerca de oito meses, para a insatisfação dos munícipes, que se queixam de prejuízos com o que consideram lentidão por parte do empreiteiro da obra.

Naquela via, as águas de esgoto tomaram parte dos 250 metros de extensão da rua Estácio Dias e o cheiro é nauseabundo, segundo contaram os munícipes à nossa equipa de reportagem.

Alguns residentes têm as entradas das suas casas condicionadas, devido à areia acumulada, e a passagem de viaturas é quase que impossível.

As queixas chegaram aos ouvidos da edilidade.

Esta quinta-feira, Rasaque Manhique efectuou uma visita ao local e não gostou do que viu.

Segundo o edil, há incumprimento dos prazos por parte do empreiteiro.

“Não é correcta a forma como estão a trabalhar. Como Conselho Municipal, não estamos satisfeitos, porque não estão a melhorar a vida das pessoas. Nós vamos pronunciar-nos depois de conversarmos com o empreiteiro para que sejam flexíveis e buscar soluções”, disse Manhique.

Entretanto, o empreiteiro rebateu.

“Esta obra tem as suas complexidades, e o sistema está a funcionar em todas as casas, então é normal que tenhamos água a circular”, explicou Ângelo Catruva.

As obras estão orçadas em cerca de 12 milhões de Meticais e devem ser concluídas até 3 de Abril.

Porque também tem havido queixas de demora na atribuição de DUAT, Manhique escalou a Direcção de Ordenamento Territorial e Construção para se inteirar da situação. O edil exigiu celeridade dos funcionários para travar construções ilegais e desordenadas.

A arbitragem moçambicana continua a destacar-se a nível internacional e, esta quinta-feira, 20 Árbitros de três categorias do futebol receberam reconhecimento através de insígnias. Destes, há árbitros que renovam o estatuto e aqueles que entram pela primeira vez.

Trata-se de seis árbitros centrais de futebol de 11, nomeadamente Celso Alvação, Simões Guambe, Wilson Muianga, Artur Alfinar e Ema Novo, para além da Cacilda Fernando, que entra pela primeira vez neste leque de árbitros internacionais, bem como dos assistentes Arsénio Maringule, Zacarias Baloi, Venestácio Cossa, Teófilo Mungoi, Olívio Saimone, Olinda Augusto e Roda Mondlane.

No Futsal, foram reconhecidos os árbitros Hilário Vicente, Santos Mahumane, Lúcio Namaroi e Alberto Júlio, enquanto no futebol de praia passam à categoria de internacionais os árbitros Ângelo Almeida, Dique Salvador e João Armindo, alguns deles que vão ajuizar jogos do torneio regional Cosafa, em Março próximo.

Para a Federação Moçambicana de Futebol, representada no acto pelo respectivo secretário-geral, Hilário Madeira, é um orgulho para o país continuar a ter muitos árbitros internacionais.

“Esta classe é uma das mais sacrificadas e nos últimos anos temos sido solicitados em várias provas do mundo, e é sinal de que temos estado a fazer um bom trabalho e o desafio é estarmos em mais provas e termos mais quartetos para árbitros de sexo feminino, e acreditamos que vamos ter sucessos nas provas que vão ser realizadas nos próximos dias”, disse Madeira.

O presidente da Comissão Nacional de Árbitros de Futebol (CNAF), Francisco Machel, diz que é mais um desafio que se coloca à arbitragem moçambicana, que deve ser representada pelos vinte árbitros que receberam insígnias da FIFA.

“É um desafio para eles, e esperamos que continuem a fazer um bom trabalho para dignificar a arbitragem moçambicana”, disse Machel, acrescentando que “o trabalho deles começa aqui dentro, onde devem mostrar um trabalho que evite situações em que a arbitragem é posta em causa”.

Já os árbitros que receberam o reconhecimento internacional mostraram-se satisfeitos e prometeram realizar um trabalho que evite situações que não abonam a classe.

20 Árbitros que receberam insígnias internacionais:
Árbitros centrais:
Celso Alvação (I’bane)
Artur Alfinar (Sofala)
Wilson Muianga Mapto
Simões Guambe Maputo
Cacilda Fernando (Niassa)
Ema Novo (Mapto Prv.)

Assistentes:
Arsénio Maringule (
Zacarias Baloi
Venestácio Cossa
Teófilo Mungoi
Olívio Saimone
Olinda Augusto
Roda Mondlane

Futsal:
Hilário Vicente
Santos Mahumane
Lúcio Namaroi
Alberto Júlio

Futebol de praia:
Ângelo Almeida
Dique Salvador
João Armindo

O processo de reconstrução de casas pós-ciclone Idai, em Sofala, está muito atrasado, tendo em conta o que estava previsto em termos de calendarização. Até Setembro deste ano, segundo dados apurados pelo “O País”, devem ser intervencionadas 15 mil casas em quatro distritos, mas, até ao momento, apenas 300 é que foram concluídas.

A passagem do ciclone Idai pela Beira, em Março de 2019, causou mais de 600 mortos, afectou um milhão e meio de pessoas e destruiu casas, escolas, unidades de saúde, rede eléctrica e a rede de comunicação.

O esforço do Governo e parceiros para contribuir na melhoria das condições de habitabilidade de milhares de pessoas que viram as suas residências serem destruídas parcial ou totalmente pelo ciclone Idai, há cinco anos, está longe de ser concluído.

Este facto foi revelado pelo Gabinete de Reconstrução pós-Idai, durante uma visita de monitoria do Banco Mundial, financiador do projecto. O gabinete explicou que a fase de preparação do projecto foi muito longa.

“Tivemos um processo de inquérito para seleccionar os 15 mil agregados. Tivemos, também, um processo longo para esclarecer as reclamações que são legítimas, porque a demanda que nós temos é superior à capacidade disponível em termos de recursos.

Então, isto levou o seu tempo. Contratámos ONG e agências das Nações Unidas que estão a trabalhar connosco. Foi um processo também logo, desde a preparação, contratação de artesãos até podermos iniciar a primeira casa. Foi um desafio bastante grande”, explicou Luís Mandlate, director do Gabinete de Reconstrução Pós-Idai.

Finais de Setembro é o prazo limite previsto para a reconstrução das 15 mil casas, um prazo que dificilmente será cumprido, dado o volume de trabalho.

“Para o volume de trabalho que temos de realizar, e olhando para onde estamos, é um desafio para o qual temos de encontrar repostas e estruturar, no sentido de trabalharmos até lá. Entretanto, estamos a trabalhar no sentido de maximizar a nossa produção.”

Lurdes Gamulange, uma das beneficiárias do projecto, recordou com tristeza o momento em que a sua casa foi destruída pelo Idai.

A Missão do Banco Mundial, que não quis pronunciar-se sobre a execução dos projectos de reconstrução pós-Idai, visitando as obras dos edifícios estatais no centro da cidade e interagindo com os beneficiários do programa de subvenções equivalentes.

Depois de sucessivas promessas para pôr os autocarros articulados a circularem na área metropolitana do grande Maputo, a Agência Metropolitana de Transportes de Maputo havia garantido que os autocarros entrariam em circulação no mês de Fevereiro, que finda hoje.

Os autocarros articulados continuam parqueados, mais de dois meses depois da sua chegada ao país, sendo que a expectativa era que estes entrassem em circulação no mês de Fevereiro, transportando passageiros, mas até hoje tal não se verifica.

O presidente da Agência Metropolitana de Transportes de Maputo, António Matos, aponta a falta de experiência no manuseio deste tipo de autocarros como um dos motivos para os sucessivos adiamentos da sua entrada em circulação.

“Já antes falhámos outros prazos. As instruções e todo o trabalho que o Governo fez foram no sentido de se implementar em Fevereiro, mas tudo indica que vai ser em Março. Queria deixar aqui registado que todo o trabalho está feito. O Governo incentivou e participou do princípio ao fim. A agência e os municípios também. Os municípios e as empresas municipais estão a encontrar dificuldades com alguns processos, por ser uma experiência nova colocar um autocarro de 18 metros nos hangares. Não há espaço suficiente. Todo este processo, aliado a outras situações de falta de experiência neste ramo, levam a que as coisas se atrasem, não por má vontade das pessoas”, justifica.

Questões técnicas e de formação de motoristas já foram ultrapassadas, segundo disse o presidente da Agência Metropolitana de Transportes de Maputo. Matos ressalta, no entanto, que falta assinar contratos com a contraparte sul-africana.

“Mas há o aspecto do contrato, que também já está resolvido. Aguardamos, a qualquer momento, esse contrato para efeito de assinatura para beneficiar o nosso povo, que é com ele com quem passamos todos os dias esta amargura. (…) As pessoas estão a sofrer nas paragens, e acho que estamos a fazer um mau trabalho porque não estamos a ouvir o grito das pessoas.”

Ainda não está definido o modelo de gestão dos autocarros bem como a tarifa a ser praticada.

A Ilha de Zanzibar, na Tanzânia, acolheu de 9 a 11 de fevereiro, a 21.ª edição do Festival Sauti za Busara. O evento, um dos mais renomados do continente, reuniu mais de 400 artistas e 25 bandas africanas com performances ao vivo.

Stewart Sukuma e Banda NKhuvu tiveram a responsabilidade de encerrar a presente edição do festival, em meio a expectativas e curiosidades de uma audiência oriunda de diversos quadrantes do mundo. Aliás, já é uma tradição a mescla de público que todos os anos alia turismo e arte na umbrela do Sauti za Busara.

Stewart Sukuma & Banda NKhuvu protagonizaram uma das melhores performances do festival, fazendo uma resenha de sons tradicionais e modernos, com claras influências de Moçambique e do mundo.
“A fusão dos estilos tradicionais moçambicanos, Jazz e Afropop interpretada por Stewart Sukuma e Banda Nkuhvu elevou-nos a todos”, assim descreveu a direção do Festival Sauti za Busara em mensagem de reconhecimento e agradecimento a Sukuama e sua colectivo.

A energia, a abordagem musical e toda uma estética de palco conquistaram o coração da plateia que dançou e cantou as canções de Stewart Sukuma e Banda Nkuhvu desde o princípio ao fim do show.

A actuação de Stewart Sukuma no Sauti za Busara faz parte do conjunto de actividades que integram as celebrações dos 40 anos de carreira, que compreendem a presença em grandes palcos internacionais. E Sukuma confirmou, mais uma vez, a maturidade inquestionável, a maturidade e criatividade de um artista actual e atento aos sinais ou as tendências da arte em África.

Sukuma actuou no palco principal do Sauti za Busara, destinado aos maiores artistas africanos. Este facto confirma um lugar que já há anos Lusi Pereira, mais conhecido por Stewart Sukuma, alcançou com mérito e valência.

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