Deputados da Bancada Parlamentar do PODEMOS foram impedidos de aceder e fiscalizar o Armazém Central de Medicamentos do Zimpeto na Cidade de Maputo por alegada ausência dos responsáveis em gozo de licença disciplinar. Os deputados dizem haver um esquema de desvio de medicamentos no armazém.
Outra vez, a bancada parlamentar do PODEMOS visou instituições ligadas ao sector da saúde. O grupo parlamentar visitou de surpresa o Armazém Central de Medicamentos no Zimpeto para fiscalização parlamentar, mas as suas intenções foram frustradas. “Simplesmente, a direção do armazém não aceita que nós entremos como deputados para fiscalizar.” Disse Ivandro Massingue, porta-voz da Bancada, explicando as razões: “todos os funcionários responsáveis do armazém estão de férias.”
“O Estado tem que parar, o país tem que parar, o governo não funciona, as instituições não funcionam porque todos os directores estão de férias?” Questionou o deputado
Os deputados dizem que a visita tinha por objectivo desmantelar um alegado esquema de desvio de medicamento denunciado por pessoas devidamente posicionadas na instituição.
“A denúncia que nós recebemos dá indicações de que tem muitos lotes, muitas caixas de medicamentos que já foram declaradas fora do prazo e que, legalmente, serão retiradas para abastecer o mercado paralelo e nós queríamos ver isso em flagra”
Assim, uma vez frustrada a intenção, o porta-voz diz que o grupo parlamentar vai preterir o convite da direção para fiscalizar o centro, assim que os responsáveis regressarem de férias.
Mia Couto diz que as escolas não devem ser usadas como centros de acolhimento, para vítimas de inundações e outras intempéries, no país. O escritor, que falava durante a aula inaugural, na Universidade Pedagógica de Maputo, critica a exposição de riqueza, pelas elites e diz ser sinônimo de arrogância.
Centenas de escolas têm servido de centros de acolhimento para as vítimas de inundações, que tiveram as suas casas destruídas ou inundadas.
O facto contribuiu, em parte, para que, este ano, o arranque do ano lectivo fosse adiado. Mesmo com a retoma das aulas, há escolas que continuam a servir de moradia para os afectados.
Esta segunda-feira, Mia Couto levantou o tom e criticou o facto das escolas servirem de centros de acolhimento.
“A escola não deve servir para isso, na verdade serve porque não temos outra alternativa. Temos que acabar com esta situação em que não temos mais alternativa. É preciso construir centros de acolhimento apropriados de maneira que a escola não seja sacrificada, de maneira que os alunos não tenham de ser sacrificados por causa de uma situação séria que se varga porque nós vamos ter mais sérios. E esses centros de acolhimento podem ser centros, podem ser lugares que podem valer a necessidade. Não ficam à espera que não tão muitos, à espera que hajam sérios”, disse Mia Couto.
Para o escritor, é urgente priorizar a construção de locais destinados a acolher as vítimas de das intempéries.
“Faça um centro, faça uma construção que sirva, que seja rentável, por exemplo, que sirva cultura, que sirva arte, que sirva de entretenimento, de joga, etc. Durante todo o ano, aquele centro está vivo, não à espera que haja sérios”, disse.
Outra crítica é relativa à importação, até de produtos alimentares, que é ainda uma realidade no país.
“Como é que é depois de 50 anos de independência deste país? Não somos capazes de produzir comida para o nosso próprio? Será que é por falta de engenheiros? Provavelmente não. E estou descobrindo agora que uma das coisas que eu percebi há poucas semanas é que não há interesse em que se produza, mas há interesses maiores em que se importe comida. Porque há uma pequena gangue que o Presidente da República chamou de cartel que nunca mais, com a importação de comida, duvidasse de haver produção suficiente para o nosso país. Acho que é uma coisa que dá atitude também, que se fundou em um sentido que é uma certa arrogância de exibir o poder. De se demonstrar que eu não sou como os outros.”
O escritor falava diante de centenas de estudantes e acadêmicos, na aula inaugural da Universidade Pedagógica de Maputo, onde foi o orador principal e convidou as universidades a serem mais interventivas.
“Uma universidade pode fazer uma coisa aqui, que é discutir isso, por exemplo. E tentar encontrar maneiras de sair da sua própria bolha, onde estas nossas universidades não têm direito, nem as nossas em qualquer outro lado do mundo, de viver para si próprias. Há um investimento enorme que o Senhor está a fazer, na esperança de que estes alunos vão resolver o assunto como sabem. Mas não basta fazer seminário, não basta fazer conferência, não basta fazer workshops. É preciso fazer algo mais, mais criativo, que envolva o setor produtivo, que envolve as comunidades, que faça centros de debate desses assuntos”, esclareceu.
Mia Couto desafiou as universidades que continuem a investir na formação de Homens com pensamento crítico e atitudes, capazes de solucionar os problemas do país.
Os comentadores Alberto da Cruz e Hélder Jauana defenderam, este domingo, o posicionamento da Procuradoria-Geral da República (PGR) em relação ao processo envolvendo a Mozal, considerando legítima a decisão de intimar a empresa por alegado incumprimento da legislação nacional.
As declarações foram feitas durante o programa televisivo Pontos de Vista, onde o analista Alberto da Cruz elogiou a actuação da PGR, sublinhando a necessidade de cumprimento rigoroso da lei por parte da multinacional.
“Várias vezes criticamos a PGR, mas desta vez o posicionamento está correcto. A mensagem é clara: cumpra o que a lei estabelece e depois tomem as vossas decisões. O que não se pode é colaborar com ilegalidades”, afirmou Alberto da Cruz.
O comentador acrescentou que qualquer decisão empresarial deve respeitar os dispositivos legais em vigor no país, sob pena de configurar violação da lei.
Por sua vez, Hélder Jauana considerou que a postura da empresa revela falta de transparência, defendendo que a Mozal deve clarificar as suas intenções em relação à continuidade das operações em Moçambique.
“A Mozal ainda tem interesse em continuar a operar em Moçambique e está a usar estratégias de pressão sobre o Governo. Mas, no contexto actual, não se pode aceitar condições que prejudiquem o país, nomeadamente no fornecimento de energia”, disse Hélder Jauana.
O analista alertou ainda que, caso a empresa não pretenda permanecer no país, essa posição deve ser assumida de forma clara, permitindo ao Estado tomar decisões sobre o futuro das infraestruturas.
“Se a Mozal já não tem interesse em continuar, isso deve ser comunicado de forma transparente, para que o Estado saiba o que fazer com aquelas infraestruturas”, acrescentou.
Durante o programa, os comentadores abordaram também a questão do redimensionamento das universidades em Moçambique, defendendo uma reforma baseada na qualidade do ensino e na valorização do ensino técnico-profissional.
“Investir apenas no ensino superior, sem fortalecer a base, compromete todo o sistema. O redimensionamento deve ser sustentado por estudos e apostar na qualidade, para que o ensino superior deixe de ser uma fábrica de diplomas e passe a ser um verdadeiro motor de desenvolvimento”, referiram.
A reforma do sector da educação, segundo foi destacado, visa melhorar a qualidade do ensino, reduzir custos e otimizar recursos, num contexto em que o país enfrenta desafios estruturais no sistema educativo.
A vila-sede do distrito de Machanga, na província de Sofala, começa a registar um regresso progressivo à normalidade, depois de vários dias de inundações provocadas pelo transbordo do rio Save, que afectou mais de 39 mil pessoas.
Após cerca de seis dias com extensas áreas submersas, as águas já recuaram para níveis abaixo do alerta, permitindo a reabertura gradual de espaços e a retoma de algumas actividades.
Ainda assim, o cenário continua marcado por danos significativos, com milhares de residências afectadas, infra-estruturas destruídas e serviços públicos interrompidos.
Durante o pico da inundação, o transbordo do rio Save atingiu níveis de cerca de dois metros acima do limite de alerta, deixando um rasto de destruição que inclui mais de sete mil casas, das quais cerca de mil foram totalmente destruídas, além de 17 escolas inundadas, o que obrigou à suspensão das aulas.
Apesar da melhoria das condições, as autoridades mantêm uma postura de precaução. Os seis centros de acomodação continuam activos, acolhendo famílias desalojadas, numa altura em que ainda se prevê a continuidade das chuvas.
“Esta chuva vai perdurar até ao fim do mês de Março. Por isso, é importante que as pessoas permaneçam em zonas seguras. Precisamos continuar vigilantes e viver em harmonia nos centros de acomodação, porque, embora sejamos famílias diferentes, aqui somos uma só”, afirmou o ministro das Obras Públicas, Fernando Rafael, durante uma visita às vítimas.
O governante garantiu ainda que o Executivo está a trabalhar em medidas para minimizar os impactos no sector da educação, uma vez que milhares de alunos estão sem aulas há cerca de uma semana.
“O Governo, através do Ministério da Educação, está a actualizar o plano para garantir a recuperação das aulas perdidas, não só aqui em Machanga, mas também noutras regiões afectadas pelas chuvas”, acrescentou o dirigente.
Entretanto, persistem desafios no terreno, sobretudo no que diz respeito à limpeza das áreas afectadas e à reabilitação de infra-estruturas públicas e privadas. Algumas residências continuam parcialmente inundadas, exigindo esforços adicionais das comunidades e das autoridades para restabelecer plenamente as condições de vida.
Embora o pior cenário pareça ter sido ultrapassado, as autoridades reforçam o apelo à cautela, sublinhando que a época chuvosa ainda não terminou e que o risco de novas cheias permanece.
Três pessoas perderam a vida na madrugada desta segunda-feira, na cidade de Pemba, província de Cabo Delgado, em consequência do desabamento de uma residência devido às chuvas intensas que se fazem sentir há quase uma semana.
A tragédia ocorreu na zona de Chibuabuari, no bairro Cariacó, um subúrbio da cidade, onde uma casa construída numa encosta acabou por ceder, supostamente devido à erosão provocada pela precipitação contínua. Entre as vítimas está uma mulher que, segundo relatos de vizinhos, estaria grávida de cerca de sete meses.
De acordo com testemunhas, o desabamento aconteceu durante a madrugada, apanhando os ocupantes desprevenidos. Um dos vizinhos, Eugénio João, contou que a família ainda tentou reagir ao perigo iminente.
“O homem estava no jogo, então a esposa ligou para ele a alertar que o risco ali era maior e que devia regressar. Depois de ele chegar, foi quando a casa desabou, atingindo o quarto onde estavam. Um dos filhos conseguiu sair e foi chamar a família, dizendo que os pais já não estavam ali. Começámos a cavar por volta das duas horas e só depois conseguimos retirar os corpos. Não foi possível salvá-los”, disse.
Outro residente, Ali Amade, relatou o momento em que ouviu o colapso da estrutura e tentou prestar socorro.
“Houve um grande ruído quando a casa caiu. Acordei a minha esposa e decidimos sair, porque não parecia seguro. As crianças que estavam na casa já choravam e disseram que a mãe tinha morrido. Quando chegámos, juntámo-nos a outros vizinhos para retirar a terra. Conseguimos tirar três corpos. Uma das vítimas era uma senhora grávida de sete meses”, contou.
Segundo os moradores, a área onde a casa estava implantada apresenta sinais visíveis de degradação do solo. A combinação de chuvas intensas e terreno instável terá contribuído para o desabamento.
“Quando chove, toda a área fica coberta de lama. A terra começou a mover-se e os paus que sustentavam a casa foram cedendo com a água até que tudo caiu”, explicou Ali Amade.
Perante o risco crescente, alguns residentes aceitam abandonar o local. “Para mim, devo sair daqui, porque o risco é muito grande. Como pode ver, a terra está a ceder. Preciso de encontrar outro espaço para viver”, afirmou Eugénio João.
Chibuabuari é considerada uma zona de protecção ambiental, mas actualmente se encontra densamente ocupada. De acordo com relatos locais, episódios de desabamento de casas e perda de vidas humanas são recorrentes sempre que se registam chuvas intensas, levantando preocupações sobre a ocupação desordenada e a vulnerabilidade das habitações naquela área.
O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, destacou esta segunda-feira, em Maputo, o papel imprescindível dos conservadores e notários na consolidação do Estado de Direito, sublinhando que esta classe profissional constitui um pilar fundamental para a boa governação, transparência e prevenção da corrupção.
Falando por ocasião da saudação alusiva ao Dia do Conservador e Notário, celebrado a 22 de Março, o Chefe do Estado enalteceu o empenho da classe na promoção de elevados padrões de profissionalismo, ética e integridade. “A função registral constitui um pilar fundamental da boa governação, da transparência e da prevenção da corrupção, assegurando confiança nas relações jurídicas e económicas”.
Na sua intervenção, o Presidente da República destacou que o fortalecimento das instituições passa necessariamente por serviços de registo e notariado eficazes e credíveis. Segundo afirmou, “não pode haver investimento sustentável, nacional ou estrangeiro, sem segurança jurídica. Não pode haver desenvolvimento económico sólido sem instituições confiáveis”.
O estadista referiu ainda que o Governo tem vindo a implementar medidas concretas para expandir e modernizar os serviços de registo e notariado, incluindo campanhas de registo de nascimento e emissão de documentos de identificação para cidadãos afectados por calamidades naturais, no âmbito da iniciativa “Identidade para Todos”.
Daniel Chapo defendeu a necessidade de continuar a investir na digitalização dos serviços, simplificação de procedimentos e formação contínua dos profissionais, sublinhando que “a modernização do registo e notariado deve caminhar lado a lado com o fortalecimento da ética profissional, integridade, transparência e responsabilidade institucional”.
O Presidente da República reconheceu igualmente os desafios enfrentados pela classe, apontando, entre outros aspectos, a necessidade de melhoria das condições de trabalho, valorização das carreiras e aprovação de um estatuto profissional que reforce o papel institucional dos conservadores e notários.
Na ocasião, encorajou a Associação dos Conservadores e Notários a continuar a desempenhar um papel activo na promoção do debate técnico e na valorização da profissão, reiterando que o contributo destes profissionais é essencial para o funcionamento eficaz do sistema jurídico e administrativo.
Dirigindo-se aos profissionais do sector, o Chefe do Estado afirmou que “cada acto registado com rigor, cada documento autenticado com responsabilidade, representa um passo importante na consolidação de um país mais justo, mais transparente e mais confiável”.
A concluir, Daniel Chapo felicitou os conservadores e notários pela celebração da efeméride e reiterou o compromisso do Governo em continuar a trabalhar para o fortalecimento das instituições e para a construção de um Moçambique mais justo, próspero e desenvolvido.
A Federação Moçambicana de Futebol procedeu à entrega de material informático às Associações Provinciais de Futebol, numa iniciativa que visa reforçar a modernização administrativa e o fortalecimento das estruturas locais.
O acto, realizado no Auditório Ferdinand Wilson, foi dirigido pelo Presidente da FMF, Feizal Sidat, que destacou o esforço contínuo da instituição na criação de melhores condições de trabalho para as associações.
Na sua intervenção, Feizal Sidat sublinhou que “para além de termos adquirido infraestruturas próprias para as 11 associações provinciais, temos trabalhado para garantir dignidade de trabalho em termos de materiais e equipamentos. Conhecemos a importância disso e a Direcção julgou necessário este apoio com material informático para dinamizar as suas actividades e permitir uma maior conexão com o mundo”.
Em representação das associações, Marisa do Rosário, Presidente da Associação Provincial de Futebol da Zambézia, manifestou o seu reconhecimento pela iniciativa, destacando a proximidade institucional da FMF e sublinhando que as associações já ressentiam a necessidade deste tipo de equipamento.
Por sua vez, Esmeraldo Mucache, Presidente da Associação Provincial de Futebol de Maputo, enalteceu o esforço da FMF, referindo que os materiais irão dinamizar significativamente as actividades das associações, “que constituem a base do movimento futebolístico nacional”. Na ocasião, agradeceu ainda a iniciativa de congregar todos os presidentes provinciais para o jogo oficial de abertura da época.
Com esta acção, a FMF dá mais um passo significativo rumo a uma gestão mais organizada, eficaz e alinhada com as exigências do futebol moderno, promovendo maior capacidade de resposta das Associações Provinciais no desenvolvimento das suas actividades.
O United Bank for Africa (UBA), em parceiros, anunciou a disponibilização de mais de 25 milhões de meticais para apoiar jovens empreendedores moçambicanos, no âmbito da 12.ª edição do Programa de Empreendedorismo da fundação.
No total, 80 jovens moçambicanos integram o grupo dos 3.200 empreendedores seleccionados em 54 países africanos, beneficiando de financiamento e de um pacote de capacitação destinado a impulsionar os seus negócios.
Segundo a fundação, “o investimento no empreendedorismo é um investimento directo no recurso mais sustentável de África: o seu povo”, sublinhando a aposta contínua na transformação económica do continente através da juventude.
Cada empreendedor seleccionado terá acesso a capital inicial não reembolsável, formação intensiva, mentoria especializada e à plataforma digital TEFConnect. “Mais do que financiamento, o programa oferece ferramentas completas para o desenvolvimento sustentável dos negócios”, refere a organização.
Desde a sua criação, em 2010, a TEF já desembolsou mais de 100 milhões de dólares para apoiar mais de 24 mil empreendedores africanos. Como resultado, mais de quatro milhões de famílias foram impactadas positivamente e cerca de 2,1 milhões de africanos saíram da pobreza.
A fundação destaca ainda que “cerca de 80% dos negócios apoiados ultrapassam a fase inicial”, um desempenho acima da média global, reforçando a eficácia do modelo implementado.
Outro dado de relevo nesta edição é o protagonismo feminino, com 51% dos empreendedores seleccionados a serem mulheres. De acordo com a TEF, “a selecção foi baseada exclusivamente no mérito, demonstrando que, quando têm acesso a oportunidades, as mulheres lideram processos de transformação económica”.
O programa assenta no conceito de Africapitalism, que defende que o sector privado africano deve liderar o desenvolvimento do continente. Neste contexto, a fundação reafirma o seu compromisso com um modelo de crescimento baseado na capacitação interna e na criação de oportunidades para os jovens africanos
A boa nova de que o país, através da Federação Moçambicana de Boxe foi aceite como membro do World Boxing, organismo que gere o boxe olímpico a nível mundial, foi avançada pelo Comité Olímpico de Moçambique, através de uma publicação na página oficial do Facebook.
O Comité Olímpico escreve que a decisão foi tomada numa reunião do Conselho Executivo realizada no dia 15 de Março, dia em que a Federação Moçambicana de Boxe foi aprovada como membro da World Boxing.
Assim, o País “passa agora a estar elegível para competir em eventos da World Boxing”, sendo que, “a vossa aceitação como membro pleno será incluída na agenda do Congresso no Panamá, em Novembro deste ano”.
Com esta entrada de Moçambique na World Boxing, “os vossos pugilistas também estão autorizados a registar-se, através do vosso CGA, para os próximos Jogos da Commonwealth”, lê-se no comunicado.
Ou seja, Moçambique está agora elegível e pode inscrever-se para disputar a próxima edição dos Jogos da Commonwealth, que estão inicialmente agendados para o mês de Julho em Glasgow, na Escócia.
A World Boxing substitui a antiga Federação Internacional de Boxe que parou com as actividades nos últimos anos devido a problemas de gestão, facto que chegou a colocar em causa o boxe nos Jogos Olímpicos.
Assim, os pugilistas moçambicanos regressam aos grandes palcos do boxe mundial, podendo ainda disputar a qualificação aos próximos Jogos Olímpicos de 2028, a partir desta edição dos Jogos da Commonwealth.
O internacional moçambicano atingiu a marca de oito golos, superando o seu melhor registo da temporada passada, quando apontou sete ao serviço do Sporting. Em mais uma noite mágica, Geny Catamo ajudou o Sporting a vencer e manter vivo o sonho de chegar ao tricampeonato português.
Ele fez de novo! Geny Catamo voltou a ter um momento de inspiração já habituado para marcar mais um golo de antologia. Foi o terceiro golo do Sporting diante do Alverca, na goleada por 1-4 imposta na noite deste domingo, mas o seu oitavo golo na temporada.
O internacional moçambicano chegou a uma marca que supera os sete golos apontados em toda a temporada passada, na partida que contava para a vigésima sétima jornada da competição.
Catamo voltou a assinar uma exibição assinalável, depois de ter participado na vitória épica, a meio da semana, na Liga dos Campeões. E mais uma vez levou a bola na direita, flectiu para a zona central e desferiu um remate que só parou no fundo das malhas: já nem festeja a nova marca de golos, apenas sorri.
O clube de Alvalade chegou ao 1-0 aos 22 minutos, por intermédio de Pedro Gonçalves, que aproveitou um mau corte do defensor, para atirar colocado para o lado esquerdo da baliza de André Gomes.
O 2-0 chegou na segunda parte por Luis Suárez, após ganhar no corpo-a-corpo com um adversário, ajeitar a bola para o pé direito e, de fora da área, rematar para o ângulo superior direito.
Marezi ainda reduziu para o Alverca aos 83 minutos, mas Pedro Gonçalves fixou o resultado final em 1-4 aos 86 minutos, a bisar na cobrança de um livre directo.
Com este resultado, o Sporting, ainda com menos um jogo, mantém-se na segunda posição, com 65 pontos, os mesmos que o Benfica, terceiro classificado. O campeonato é liderado pelo FC Porto, com 72 pontos, após vencer o Braga fora de portas por 1-2.
Ainda em Portugal, Bruno Langa e Diogo Calila estiveram em destaque na luta pela manutenção na I Liga ao verem as suas equipas vencerem nesta jornada. Bruno Langa esteve no onze do Estrela da Amadora e ajudou a equipa a vencer o Casa Pia por 4-0, consolidando a 12.ª posição com 28 pontos. Já Diogo Calila não saiu do banco de suplentes, de onde viu o Santa Clara derrotar o Gil Vicente à tangente, com golo apontado aos 90+5 minutos por Vinicios Lopes.
Já Witi Quembo entrou aos 76 minutos mas não conseguiu evitar a derrota do “seu” Nacional diante do Famalicão, por 1-0, estando mais próximo da zona de despromoção.
Destaque vai ainda para Reinildo Mandava, na Espanha, que entrou aos 92 minutos no jogo para ajudar o Sunderland a vencer o Newcastle, fora de portas, por 1-2. O internacional moçambicano ainda viu a cartolina amarela perto do fim, num lance em que evitou o perigo na sua baliza.

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