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O desporto nacional esteve em destaque esta quarta-feira, no Circuito de Manutenção Física António Repinga, na Cidade de Maputo, com a realização de uma cerimónia de homenagem ao pugilista profissional moçambicano Tiago Muxanga. Promovido pela Amaramba Capital Dealer, o evento serviu para enaltecer e premiar o mérito, a dedicação e o impacto internacional das recentes vitórias do atleta.

A sociedade financeira reuniu dirigentes desportivos e a imprensa para celebrar o trajecto invicto do pugilista moçambicano e reforçar o seu compromisso com a responsabilidade social.

Tiago Muxanga ostenta actualmente um percurso invicto no boxe profissional, impulsionado pela conquista de dois títulos de prestígio global, obtendo como palmarés o título de Campeão Africano da International Boxing Organization (IBO All Africa), sendo igualmente detentor do Cinturão de Prata da Commonwealth (Commonwealth Silver Belt).

Estes marcos não só elevam o estatuto do pugilista, como colocam Moçambique no mapa das grandes decisões do boxe internacional. Durante a cerimónia, o Director Financeiro da Amaramba Capital Dealer,

Baptista Machava, destacou a necessidade de apoiar referências nacionais que inspiram a juventude e projectam o país no panorama internacional.

“Tiago Muxanga demonstra que, com disciplina, foco e determinação, é possível alcançar o topo do mundo. Na Amaramba Capital Dealer, acreditamos que a nossa missão ultrapassa os mercados financeiros e o investimento de capital. O nosso compromisso social exige que sejamos catalisadores do desenvolvimento humano e da excelência moçambicana. Homenagear o Tiago é reconhecer um símbolo de superação e investir no orgulho de toda uma nação.”, disse Baptista Machava, em representação de Joaquim Bazar, PCA da Amaramba Capital Dealer.

A direcção da Federação Moçambicana de Boxe (FMBoxe) marcou presença no evento e enalteceu a iniciativa da Amaramba Capital Dealer, sublinhando que o envolvimento do sector privado é determinante para a sustentabilidade do desporto de alta competição.

“A trajectória do Tiago Muxanga no boxe profissional é fruto de anos de entrega, mas consolida-se de forma muito mais sólida quando o sector empresarial se junta à causa desportiva. Agradecemos à Amaramba Capital Dealer por este gesto exemplar de reconhecimento. Esperamos que esta acção sirva de inspiração para que mais instituições financeiras e empresariais apostem nos nossos atletas.”, disse Gabriel Júnior, Presidente da Federação Moçambicana de Boxe.

O pugilista reiterou a sua determinação em continuar a defender as cores do país nos ringues internacionais.

“Receber esta homenagem da Amaramba Capital Dealer dá-me ainda mais força para continuar a trabalhar no duro. Estes títulos não são apenas meus, pertencem a Moçambique, à minha equipa e a todos os que acreditam no nosso boxe. O meu objectivo é continuar invicto e trazer mais cinturões para a nossa terra.”, promete Tiago Muxanga.

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Naquela manhã, Geremias Mendoso chegou ao estúdio da Stv meio tímido. Mal nos conhecíamos, mas tínhamos a mínima ideia um do outro. A primeira vez que li os seus textos foi na quarta edição do Prémio Literário Fernando Leite Couto, no qual tive o privilégio de ser um dos membros do júri. Apaixonei-me pela sua escrita trágica e hilariante, simples e densa, sensível e acutilante. Também por isso, foi difícil encontrar apenas um vencedor do concurso. Para se desembaraçar da situação, o júri escolheu dois vencedores: Maya Ângela Macuácua e Geremias Mendoso, um jovem simpático, mas sereno, com alma de escritor, mas humilde. Quando chegou ao estúdio, naquele nosso último encontro, mal acreditava que tinha vencido mais um prémio literário. Pelo contrário, caminhava como se pedisse autorização para pisar o chão. Parece que foi ontem, mas, de repente, eis que uma mensagem do seu editor, Celso Muianga, chega a informar-me: “Cumpre-me o doloroso dever de anunciar a morte do escritor Geremias Mendoso, vítima de acidente de viação”. Nunca mais nos encontraremos com Geremias Mendoso, nunca mais falaremos de literatura e destas coisas que escolhemos fazer com ele. A mim cabe lembrá-lo com a seguinte entrevista, feita nos estúdios do programa Artes e Letras, a propósito do livro laureado no Prémio Literário Fernando Leite Couto, em 2022.

 

Como é que se explica que os seus primeiros dois livros tenham logo conquistado prémios literários?
Foi uma surpresa, para mim, não esperava… Eu escrevi esses dois livros da mesma maneira. Ambos têm umas sequências entre o trágico e o hilariante. A ideia de escrever Quando os mochos piam está ligada a outro livro, O gato que chora como pessoa. Em África, esses dois animais, o mocho e o gato, anunciam tragédias. Por exemplo, a morte de um parente ou de alguém que conhecemos. Neste livro, Quando os mochos piam, uso o mocho como narrador dessas histórias.

Escrveu Quando os mochos piam para concorrer ao Prémio Fernando Leite Couto?
Não, não fiz isso. Não costumo escrever para concorrer a um prémio. É o que sempre digo. Os prémios são acidentes de percurso.

Mas no seu caso não parece um acidente de percurso, mas uma regra, já que venceu dois prémios com os seus dois primeiros livros…
Eu escrevi Quando os mochos piam em 2020, depois de ter publicado O gato que chora como pessoa, o que aconteceu em pouco tempo. Depois guardei, como tenho feito. Este livro, praticamente, estava em baixo da almofada.

Porquê?
As possibilidades de publicação, muitas vezes, são difícies e, em Nampula, até onde sei, não há uma editora a funcionar. Então, escrevi esse livro e guardei, mas sempre que pudesse, fazia a revisão ortográfica e gramatical, eliminando as inconsistências e algumas coisas que eu achava pertinente. Só depois é que soube, pela internet, que havia o concurso literário. Aí a primeira coisa que fiz foi revisitar o livro, e vi que reunia os requesitos exigidos pelo concurso. E submeti o livro.

Como é que o livro acontece?
Quando os mochos piam acontece de uma forma triste e alegre ao mesmo tempo. Escrevi este livro na margem da mágoa.

Como se estivesse a rir das nossas próprias desgraças?
Exactamente! Temos a parte da diversão e da tristeza. Mas o que eu pretendo é dar a conhecer aos moçambicanos e ao mundo a nossa tradição e aquilo que as pessoas não sabem sobre Moçambique. Gostaria que este livro viajasse pelo mundo e fosse lido por aqueles que não sabem que Moçambique existe.

Tal como no seu primeiro livro, neste Quando os mochos piam também temos um conto com um gato na origem da personificação…
Dá-me muito prazer fazer isso e acho que é uma forma de dizer que os animais estão muito presentes na minha criação.

E Quando os mochos piam é uma forma de mergulhar na alma humana, de modo a retirar de lá algumas virtudes e algumas imperfeições. Como é trabalhar o espírito humano nesse sentido e o que isso exige de si?
Eu quis fazer com que, nos que lêem, a maldade deixasse de fazer sentido. Essa minha pretensão se evidencia, sobretudo, no conto “O vizinho”, que retrata um homem pobre e que, de repente, enriquece. A certa altura, há uma personagem que diz: “Não se pode combater a riqueza absoluta isolando os pobres”.

Isso faz-me lembrar o texto “Sapatos do outro homem”, sobre desconfianças entre casais e coisas assim. Temos um homem que encontra sapatos masculinos no quarto e conclui que a mulher o traiu. Não se conforma com isso, mas nada pergunta à mulher. Mais tarde, a personagem experimenta grandes reviravoltas por causa da sua desconfiança. O que quis fazer desse conto?
Quis retratar essa mania que temos de não gostarmos de perguntar certas coisas. A dúvida é importante e, como dizia um certo filósofo, a dúvida é o princípio da sabedoria. Então, sempre que tivermos uma dúvida, é importante perguntarmos àqueles que estão perto de nós. É muito importante saber.

Este livro também tem uma componente comunitária. Conseguimos sentir as pessoas, os casais, os vizinhos e etc. Isto exige muita capacidade na activação dos seus sentidos?
Exacto. Eu escrevo histórias e gosto de tratar dos factos dessas histórias com sensibilidade. É isso que me caracteriza. Sobre os vizinhos, acabo por me aperceber de alguns acontecimentos que marcam a minha vida e que os registo em forma de histórias. As histórias já existem, o que importa é o que vem depois disso. Afinal a ficção é feita com base na realidade e a realidade também pode existir com base na ficção.

No dia em que foi anunciado como um dos vencedores do Prémio Fernando Leite Couto, esteve na fundação que organiza o concurso. O que lhe ocorreu minutos antes e depois que o presidente do júri, Francisco Noa, pronunciou o seu nome?
Foi uma surpresa, porque eu não esperava. Às vezes, fazemos as coisas e não esperamos pelo resultado. Quando a organização me ligou para comparacer na cerimónia, na altura, disse-me que eu era um dos finalistas. Então, julguei que iria participar na cerimónia nessa condição de finalista.

E ter sido pago uma passagem de Nampula para Maputo não lhe sugeriu nada?
Nada. Foi mesmo uma surpresa e gostei ainda do facto de sermos dois vencedores. A Maya [Ângela Macuácua] me salvou dessa turbulência e gosto do romance dela. Ela escrve muito bem!

O livro foi mais escrito a chorar ou a sorrir?
Escrevi a sorrir e a chorar ao mesmo tempo. Nada pesou amais. O que faço é, sempre que escrevo um livro, depois encontro um momento para rever. E quando falo de revisão, não é algo apenas linguístico, pois não devemos fazer com o texto aquilo que não é bom. Então, temos que retirar ou incluir alguma coisa.

O que espera de Quando os mochos piam?
Espero que, como todos os livros, que seja lido e viaje para todo o país e as pessoas conheçam a cultura através do livro.

A cultura pode continuar a ser essa ponte que nos leva a algum horizonte?
Pois, porque o autor pode não estar em algum lugar, mas o livro lá chegar.

Neste livro temos Nampula muito presente. Como é que a sua cidade tem contribuído para a sua escrita?
É uma agrande referência porque foi de lá que comcei tudo. Em Nampula há muita coisa que não é conhecida. A Ilha de Moçambique é mais conhecida do que Nampula. A cidade, na verdade, passa a ser conhecida, um bocado, porque as pessoas têm de passar de lá quando vão a Ilha. Nampula me construiu, como pessoa, e deu-me uma visão diferente de Moçambique e de África. Sempre será um lugar de referência e é por isso que a cidade está na minha escrita, mas com uma preocupação universal.

Quer construir-se como contista?
O conto não é o primeiro género literário que explorei, mas a poesia. Eu tenho um livro de poesia que ainda não foi lançado. Comecei a escrever poesia e, depois, migrei para outros géneros, incluindo romance e crónica. Então, não quero fazer apenas uma coisa. É preciso fazer muitas coisas para não fazer nada.

É esse o seu lugar, a literatura na sua pluralidade?
Exactamente! A literatura na sua pluralidade.

Sugestões artísticas para os leitores do jornal O País?
Sugiro Terra sonâmbula, de Mia Couto, Orgia dos loucos, de Ungulani ba ka Khosa, Novos contos da montanha, de Miguel Torga, O meu pé de laranja Lima, de José Mauro de Vasconcelos.

 

Perfil
Geremias José Mendoso nasceu no dia 22 de Agosto de 1996, na Cidade de Nampula. É enfermeiro licenciado pela Faculdade de Ciências de Saúde da Universidade Lúrio. Tem também uma formação em Primeiros Socorros e em Epidemiologia de parasitas oportunistas. Publicou O gato que chora como pessoa e Quando os mochos piam.

 

 

 

 

O Presidente da República, Filipe Nyusi, felicitou, hoje, o primeiro-ministro da República Portuguesa, Luís Filipe Montenegro Cardoso de Morais Esteves, pela indigitação para o cargo de Primeiro-Ministro da República Portuguesa.

Na sua mensagem, o Chefe do Estado afirma que a indigitação de Luís Montenegro para a nobre função de primeiro-ministro daquele país, evidencia a confiança que o povo e a direcção máxima da República Portuguesa depositou nele para conduzir os destinos da nação portuguesa nos esforços visando a prossecução da agenda de desenvolvimento.

“Estou certo, que durante o vosso mandato continuaremos a consolidar as nossas relações de amizade e cooperação, abrindo novas perspectivas e prioridades em áreas de interesse mútuo para o bem-estar dos nossos povos”, diz a mensagem do estadista moçambicano.

O Presidente Nyusi demonstra, na sua carta, a sua disponibilidade para trabalhar com Portugal e, particularmente, com o seu governo, quer no aprofundamento das relações bilaterais, quer das relações multilaterais no âmbito das organizações internacionais.

Com Carla Covane (12 pontos e 10 ressaltos) e Odélia “Mafa” Mafanela (10 pontos e 11 ressaltos) a fazerem sociedade, na área restritiva, o Ferroviário de Maputo voltou a vencer o Costa do Sol (50-46), em jogo da jornada 1 do Torneio de Abertura. Sem operador de 24 segundos, e jogar-se 12 minutos por cada quarto, houve resultado apertado por conta de um Costa do Sol que deu luta mesmo limitado.

Foi, feitas as contas, a segunda vitória do conjunto de Nasir “Nelito” Salé diante das “canarinhas”, num espaço de uma semana. É verdade, até porque o Ferroviário conquistara semana passada a Supertaça Jogabets, superiorindo-se às vice-campeãs nacionais.

Sem Ingvild “Inga” Mucauro, com contratado expirado e as duas partes a não se entederem para a sua renovação (ndr: a atleta esteve a assistir ao jogo) e Eleutéria “Formiga” Lhavanguane, o Costa do Sol esteve condicionado nos instantes iniciais do primeiro quarto tanto ofensiva como defensivamente.

E o resultado? Com um jogo interior mais forte, onde se destacou Carla Covane a jogar bem de caras e costas para o cesto e ganhar as segundas bolas, as campeãs nacionais fizeram um parcial de 8-0. Desconto de tempo solicitado por Loenel Manhique para fazer os ajustes. Reagiu, depois, o Costa do Sol com Nilza Chiziane e Deonilde Cuamba a desequilibrarem na área restritiva. O parcial de 15-11, no final do primeiro quarto, era um claro indicativo de que o jogo não seria tão fácil para o Ferroviário de Maputo, que se apresentou com maior clarividência ofensiva no primeiro quarto.

Com o segundo quarto, veio um Costa do Sol que tinha, para não variar, no seu jogo interior a grande arma. Pois, com tiros curtos (jump shot), Nilza Chiziane revelava-se mortífera.  Com dificuldades, em alguns ataques para fazer os bloqueios, o Ferroviário de Maputo permtiu que o Costa do Sol ganhasse as sgundas bolas. Mas, em stuações de ataques posicionais e contra-ataques, a equipa de Nelito manteve o resultado sempre favorável. No final do segundo quarto, o parcial era de 17-16, e o marcador indicava 32-27 ao intervalo.

Antevia-se, tal como veio a acontecer, um terceiro quarto equilibrado com o Costa do Sol a procurar ir buscar cinco pontos de desvantagem. Mau grado o facto do seu “coach” Leonel Manhique (Mabê) ter sido sancionado com uma segunda falta técnica por reclamação ao trabalho de António Engless (que foi coadjuvado por Edmilson Lopes).
Clede Machava (jogadora que se transferiu da A Politécnica para o Costa do Sol) destacou-se, nesta etapa, com algumas penetrações pelo corredor central. Bom período do Costa do Sol que continuou a ter em Nilza Chiziane, igualmente, a sua jogadora desequilibradora. Nasir “Nelito” Salé fez a rotação da equipa, lançando Bruna Argélio para refresacar a posição 1, para além de Dulce Mabjaia, Rosa Cossa e Ornília Mulhui, mas a equipa verde-e-branca teve a pior pontuação do jogo: 8 pontos contra nove do Costa do Sol ao cabo desta etapa. À entrada do último quarto, o Ferroviário de Maputo vencia por 40-3. Havia jogo, no pavilhão do Desportivo, a avaliar pelos três pontos de diferença e reacç ão do Costa do Sol.

Mas foi mesmo expectativa, porquanto a pontuação do jogo baixou. O Costa do Sol viu Nilza Chiziane ser desqualificada com cinco faltas. Os dois conjuntos, com algum desgaste físico, não conseguiram fazer um quarto período intenso.

OUTROS RESULTADOS

Com uma equipa rejuvenscida, o Desportivo de Maputo entrou com o pé direito no Torneio de Abertura de Basquetebol em seniores femininos. O conjunto de Lourenço Buque derrotou, sábado, no seu pavilhão, as Águias Especiais por cinco pontos: 55-50. Bem ao lado, no pavilhão do Maxaquene, a equipa da casa perdeu com a A Politécnica por 60-39. Lázio ficou de fora devido ao número ímpar de equipas.

COSTA DO SOL INICIA DEFESA DO TÍTULO COM VITÓRIA

O Costa do Sol, detentor do título, arrancou a sua participação na prova com uma vitória diante das Águias Especiais, por  72-54.  Por sua vez,  o Ferroviário de Maputo bateu a New Vision (que está a ganhar rodagem para atacar à fase de acesso à Liga Moçambicana de Basquetebol) pela marca de 105-68.

Há ainda a assinalar as vitórias do Maxaquene “A” sobre a A Politécnica (58-46) e Universidade Pedagógica diante do Maxaquene “B” (73-60).

O Camões – Centro Cultural Português em Maputo, o Centro de Língua Portuguesa na Universidade Pedagógica de Maputo (UP-Maputo) e a Faculdade de Ciências da Linguagem, Comunicação e Artes da UP-Maputo promovem, entre os dias 20 deste mês e 03 de Maio a 21.ª Edição do Prémio Eloquência Camões.

“Dando continuidade ao modelo seguido nas edições anteriores, o Prémio Eloquência Camões 2024 desenvolver-se-á em três momentos. Numa primeira fase, que decorrerá entre os dias 20 de Março e 5 de Abril, serão aceites e seleccionados os melhores textos argumentativos/discursos produzidos por estudantes universitários inscritos em cursos de licenciatura. Numa segunda fase, que decorrerá entre os dias 26 de Abril e 02 de Maio, os autores dos dez melhores textos participarão numa Oficina de Oralidade dinamizada pela atriz Ana Magaia. No dia 03 de Maio, realizar-se-á, no Centro Cultural Português em Maputo, a grande Final do Prémio Eloquência Camões, onde serão apurados os discursos vencedores”, lê-se na nota de imprensa.

Os estudantes universitários que não tenham sido finalistas nas edições anteriores poderão concorrer através da apresentação de discursos que não ultrapassem 400 palavras e subordinados a temas como (i) a igualdade de géneros, (ii) o saneamento do meio e a preservação do ambiente, (iii) as redes sociais, as tecnologias e o seu papel na educação dos jovens e (iv) o contributo dos jovens para o desenvolvimento de Moçambique e para o bem-estar social.

Os vencedores do Prémio Eloquência Camões 2024 receberão, para além da formação em técnica oratória ministrada pela atriz Ana Magaia, prémios monetários e em material didático. Este Prémio conta com o apoio da Plural Editores Moçambique.

Esta quarta-feira, às 18h00, o Camões – Centro Cultural Português em Maputo acolhe a apresentação do Catálogo Digital da Residência Criativa Audiovisual UPCycles 2019-2022, projecto organizado pela Associação Amigos do Museu do Cinema em Moçambique (AAMCM).

De acordo com uma nota de imprensa, a Residência Artística UPCycles é uma iniciativa de incentivo à criação artística, à mobilidade e ao intercâmbio entre artistas emergentes dos PALOP, cuja primeira edição se realizou em 2019. Durante um período de dois meses, num regime de desenvolvimento à distância, seguido de dias intensivos de finalização e montagem, os participantes são orientados para a concepção e criação de obras multimédia que “reciclem” imagens do arquivo audiovisual destes países e proporcionem novas interpretações da História e da Memória, a elas associadas, criando novas narrativas.

Acrescenta a nota de imprensa, o catálogo resume os trabalhos e contextualiza as primeiras três edições da residência criativa, foi desenhado pela DEZAINE Talk. A sua apresentação contará com a presença e participação da curadora residente, Ângela Ferreira, a historiadora Alda Costa, membro permanente do comité de selecção UPCycles, o realizador João Ribeiro, os designers e vários artistas participantes nas edições 2019-2022.
A UPCycles é organizada pela Associação dos Amigos do Museu do Cinema em Moçambique, financiada pela Fundação Calouste Gulbenkian, e conta com o apoio da Fortaleza de Maputo – Direcção da Cultura da Universidade Eduardo Mondlane, Centro Cultural Franco-Moçambicano e Camões – Centro Cultural Português em Maputo.

A AAMCM é uma organização sem fins lucrativos fundada em 2016, que se dedica à pesquisa e comunicação sobre a(s) História(s) do Cinema em Moçambique.

Tribunal russo acusou oficialmente quatro jovens suspeitos do ataque terrorista que matou perto de 150 pessoas em Moscovo. Três deles declararam-se culpados das acusações e todos encontram-se em prisão preventiva.

Na sexta-feira, vários homens armados camuflados invadiram a Câmara Municipal de Crocus, em Moscovo, dispararam e lançaram explosivos provocando um incêndio que matou perto de 150 pessoas.

Os serviços de segurança tinham levantado uma lista de 11 suspeitos, desse número 4 deles foram apontados como sendo os principais suspeitos de provocar o ataque.

Os suspeitos foram acusados oficialmente pelo Tribunal Russo e colocados em prisão preventiva. As autoridades russas acusaram esses quatro homens, oriundos do Tadjiquistão e que se encontravam a viver na Rússia. Todos possuiam sinais de maus-tratos, tendo um deles aparecido de cadeira de rodas. Dentre os quatro suspeitos, três deles declararam-se culpados das acusações, o que lhes pode valer a prisão perpétua.

O Presidente russo, Vladimir Putin, disse, em comunicação à nação, que os quatro homens armados que mataram os russos numa sala de concertos em Moscovo irão receber uma dura represália.

O país esteve em luto nacional no domingo pelas vítimas da tragédia que levou à morte de 137 pessoas e 182 feridos. Putin ainda não visitou o local do sinistro, entretanto, fez uma oração na capela da residência privada, a uma dezena de quilómetros de Moscovo. O Gabinete de Medicina Legal de Moscovo iniciou oficialmente o processo de identificação dos corpos, que poderá demorar até duas semanas.

Um ramo do grupo terrorista Estado Islâmico reivindicou o ataque, mas o regime de Vladimir Putin diz que a Ucrânia é que é a responsável, isto apesar de o governo ucraniano negar qualquer tipo de envolvimento.

A Coreia do Norte disse hoje ter recebido uma proposta do primeiro-ministro do Japão, Fumio Kishida, para a realização de uma cimeira com o líder norte-coreano, Kim Jong-un.

De acordo com a agência de notícias estatal de Pyongyang KCNA, a irmã do líder, Kim Yo-jong, disse que Kishida usou um canal diplomático para dizer que gostava de conhecer Kim Jong-un pessoalmente “o mais cedo possível”.

Kim Yo-jong disse que a melhoria dos laços bilaterais depende do Japão e acusou Tóquio de “tentar interferir no exercício dos direitos soberanos”, numa aparente referência aos testes de armamento feitos pela Coreia do Norte.

“Enquanto o Japão for hostil (…), iremos considerá-lo como um inimigo que está entre os nossos alvos, não como um amigo”, sublinhou a irmã do líder norte-coreano.

“Se o Japão (…) continuar preocupado com o assunto dos raptos, do qual não há mais nada para resolver ou investigar, então a [oferta] do primeiro-ministro será inevitavelmente rotulada como apenas uma tentativa de melhorar a sua popularidade”, acrescentou Kim.

Pouco depois, Fumio Kishida disse, quando questionado pelo anúncio de Pyongyang durante um debate parlamentar, que tem trabalhado “para dialogar com a Coreia do Norte”.

O primeiro-ministro japonês acrescentou que era importante encetar conversações com Pyongyang para “resolver disputas como a dos sequestros” de cidadãos japoneses por agentes norte-coreanos nos anos de 1970 e 1980.

Os eleitores no Senegal estão a votar numa corrida presidencial muito disputada, que se seguiu a meses de incerteza e agitação que puseram à prova a reputação do país.

Senegal era tido como uma democracia estável numa região que sofreu uma onda de golpes de Estado nos últimos anos.

As estradas estavam praticamente desertas no início da manhã deste domingo na capital do Senegal e a força policial de elite do país estava posicionada por toda a cidade em veículos blindados. 

As eleições realizam-se semanas depois de o Presidente Macky Sall ter tentado, sem sucesso, adiá-las até ao final do ano. Sall está impedido de se candidatar a um terceiro mandato devido aos limites constitucionais de mandatos. 

A eleição será a quarta transferência democrática de poder desde que o Senegal se tornou independente da França em 1960. O processo tem sido marcado pela violência e pela agitação, e centenas de manifestantes da oposição foram detidos e presos.

Há 19 candidatos na corrida, incluindo uma mulher, o maior número na história do país.

A selecção nacional de futebol de praia terminou a sua participação na edição 2024 do Torneio COSAFA com uma medalha de prata.

Moçambique perdeu na final diante da sua congénere do Marrocos, por 4-3, na transformação de grandes penalidades, após o empate a quatro bolas no tempo regulamentar.

Naquela que era a sua segunda final, o combinado nacional apresentou-se mais adulto a responsável, assumindo as despesas do jogo, perante um adversário calculista e que jogava no limite do erro de Moçambique.

O conjunto de Saidate Moveia soube sofrer nos momentos cruciais da partida, em que comandou o marcador por largos minutos.

Quanto ao Marrocos, adversário com quem a selecção nacional perdeu no jogo inaugural da prova, recorreu à experiência para “matar” o jogo de Moçambique.

Até aos últimos minutos da partida, o combinado nacional estava a vencer por 4-3, mas viu o desejo de erguer a taça pela segunda vez ruir, com o golo dos marroquinos.

O tento do Marrocos arrastou o jogo até às penalidades. A turma Moçambique converteu três penáltis, contra quatro dos marroquinos, que se sagraram campeões da prova.

A título individual, Moçambique viu o valioso jogador Figo a ser eleito o melhor da COSAFA e também melhor marcador da competição, sucedendo a Nelson Manuel, atleta que também já foi galardoado.

No quadro geral da participação moçambicana nesta prova regional, fica um saldo de três vitórias e duas derrotas, curiosamente contra o mesmo adversário, Marrocos.

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