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O Presidente da República, Daniel Chapo, exige que as recomendações apresentadas pelos deputados do Parlamento Infantil sejam efectivamente respondidas e acompanhadas de resultados concretos, defendendo que não basta garantir o acesso das crianças à escola.

Daniel Chapo falava esta quinta-feira, em Maputo, durante o encerramento da VIII Sessão do Parlamento Infantil, onde se mostrou disponível para responder às preocupações levantadas pelos deputados, relacionadas com áreas como saúde, educação e segurança.

O Chefe do Estado chamou a atenção para a responsabilidade das escolas, das famílias e das instituições do Estado na protecção e desenvolvimento das crianças, defendendo que nenhuma deve ser silenciada ou privada do direito de expor as suas preocupações.

Entre os problemas levantados pelos deputados estiveram as gravidezes precoces e as uniões prematuras. Sobre a matéria, Chapo recordou que estas práticas são puníveis por lei, mas reconheceu que persistem dificuldades na denúncia, sobretudo em determinadas comunidades e ambientes sociais.

O Presidente da República destacou igualmente a necessidade de combater a insegurança em Cabo Delgado, apontando o terrorismo como um dos principais obstáculos ao desenvolvimento e à continuidade da educação das crianças afectadas pelos deslocamentos.

“A primeira coisa que eu gostaria de fazer […] é resolver o terrorismo em Cabo Delgado”, afirmou Daniel Chapo, sublinhando que muitas crianças são obrigadas a deslocar-se constantemente, o que compromete a sua permanência na escola.

No encerramento da sessão, o Chefe do Estado determinou ainda que, antes da realização da IX Sessão do Parlamento Infantil, seja apresentado um balanço das recomendações feitas pelas crianças, indicando claramente o que foi cumprido e o que permanece por concretizar.

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A segunda edição de um estudo sobre as preocupações dos cidadãos dos países lusófonos pretende cobrir também a Guiné Equatorial e a região chinesa de Macau, disse esta quarta-feira à Lusa o director executivo da iniciativa.

O Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Económicas, com sede em São Paulo, no Brasil, divulgou o primeiro Barómetro da Lusofonia no final de Janeiro, em Lisboa, na sede da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

O estudo bienal, coordenado pelo cientista político brasileiro Antonio Lavareda, reuniu as percepções dos cidadãos de oito dos nove Estados-membros da CPLP sobre 25 indicadores.

A Guiné Equatorial foi a excepção, explicou o director executivo do Barómetro da Lusofonia, Marcelo Pimentel, devido aos “problemas de democracia que existem lá” e a “um problema logístico”.

“A gente não conseguiu um instituto de pesquisas que pudesse abraçar o projecto”, lamentou o brasileiro, que é também professor da Universidade de Taubaté, no estado de São Paulo.

Pimentel recordou que questões políticas também obrigaram ao cancelamento da apresentação dos resultados do inquérito na Guiné-Bissau: “Logo em seguida houve o golpe de Estado e nós cancelámos a pedido da CPLP”.

A Guiné-Bissau está suspensa da CPLP desde o golpe militar de 26 de Novembro de 2025, que interrompeu as eleições, depôs o Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, e levou à detenção do líder da oposição, Domingos Simões Pereira.

A recolha de inquéritos para a segunda edição do Barómetro da Lusofonia deve arrancar na segunda metade de 2027, para ser apresentada no ano seguinte, e Marcelo Pimentel disse que pretende incluir a Guiné Equatorial e Macau.

O académico falava à margem do último dos três dias do 35.º Encontro da Associação das Universidades de Língua Portuguesa (AULP), que decorreu na região chinesa.

“Acredito que a pesquisa pode, inclusive, trazer alguns elementos importantes que possam servir de parâmetro, tanto para o Governo de Macau, como para a CPLP olhar para Macau com outros olhos”, disse Pimentel.

“Macau reveste-se de um elemento fundamental da integração da China com os países de língua portuguesa”, acrescentou o investigador.

A China estabeleceu a Região Administrativa Especial de Macau como plataforma para o reforço da cooperação económica e comercial com os países de língua portuguesa em 2003 e, nesse mesmo ano, criou o Fórum de Macau.

O organismo integra, além da China, os membros da CPLP: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste e, desde 2022, Guiné Equatorial.

A saúde, a educação e o desemprego foram considerados os principais problemas pelos cidadãos dos países de língua portuguesa, na primeira edição do Barómetro da Lusofonia.

“A saúde lidera as preocupações dos cidadãos da lusofonia, com 53% das respostas, seguida da educação, com 43%, e do desemprego, com 34%”, de acordo com os dados.

Os agentes da carteira móvel M-Pesa passam a contar com uma rede mais alargada para assegurar a liquidez necessária às suas operações, uma medida que deverá contribuir para a melhoria dos serviços financeiros digitais e para o fortalecimento da inclusão financeira em Moçambique.

A iniciativa permitirá que os operadores M-Pesa possam efectuar o recarregamento das suas contas em diversos pontos do país, reduzindo situações de indisponibilidade de fundos que, por vezes, condicionam operações de levantamento, depósito e transferência de dinheiro.

Segundo o director executivo da Vodafone M-Pesa, Sérgio Gomes, o reforço da liquidez constitui um passo importante para garantir maior eficiência e fiabilidade dos serviços prestados aos utilizadores.

“O essencial é garantir que os operadores M-Pesa tenham sempre acesso ao seu dinheiro de forma simples, rápida e fiável”, afirmou, acrescentando que a medida contribui para consolidar o papel dos serviços financeiros digitais na economia nacional.

De acordo com a fonte, a expansão da rede de apoio aos agentes deverá também facilitar o funcionamento de pequenos negócios e ampliar o acesso das comunidades a soluções financeiras modernas.

Para viabilizar esta iniciativa, a Vodafone M-Pesa assinou um memorando de entendimento com as Lojas PEP, que passam a actuar como super-agente da plataforma, assegurando a disponibilidade permanente de liquidez em numerário e dinheiro electrónico nas suas unidades distribuídas pelo país.

O director financeiro da PEP, Rodolph Prinsloo, afirmou que os testes realizados no âmbito da implementação do mecanismo registaram resultados positivos, manifestando confiança no seu contributo para o desenvolvimento do sistema financeiro nacional.

A PEP opera em Moçambique há cerca de duas décadas e possui estabelecimentos em várias cidades do país, incluindo Maputo, Beira, Xai-Xai, Chimoio e Pemba.

A medida surge num contexto de crescente adopção de soluções de pagamento móvel e integra os esforços de expansão da infra-estrutura financeira digital, considerada fundamental para aumentar o acesso da população aos serviços financeiros formais.

A Frelimo esclareceu que o processo em curso de revitalização dos órgãos do partido na província de Gaza e na Cidade de Maputo não constitui uma destituição de primeiros-secretários, mas sim uma reorganização destinada a reforçar a dinâmica interna da organização.

Segundo explicou a direcção do partido, a decisão resulta de uma avaliação regular ao funcionamento dos órgãos partidários a todos os níveis, uma prerrogativa atribuída à Comissão Política pelos estatutos da Frelimo.

A formação política refere que a revitalização visa conferir maior vitalidade às estruturas partidárias, reforçar a sua contribuição para o funcionamento do Governo e promover uma acção governativa mais participativa na resolução dos problemas da população.

De acordo com a explicação avançada, o processo abrangerá todas as estruturas do partido, desde as células até aos níveis provincial e da cidade. Por isso, poderão surgir mudanças não apenas nos cargos de primeiros-secretários provinciais, mas também nos níveis distrital, de zona, localidade, círculo e célula.

A Frelimo sublinha que a medida tem carácter específico e aplica-se apenas à província de Gaza e à Cidade de Maputo, não constituindo um processo de âmbito nacional.

O partido considera que esta reorganização permitirá fortalecer e consolidar a sua acção junto das bases e melhorar o desempenho das suas estruturas nos dois territórios abrangidos.

 

A Frelimo considera que os actos de xenofobia registados na África do Sul não reflectem a posição oficial do Governo sul-africano, nem do povo daquele país, defendendo o aprofundamento do diálogo entre os dois Estados para evitar o agravamento das tensões.

Falando sobre os recentes episódios de hostilidade contra cidadãos estrangeiros, o Secretário-Geral da Frelimo afirmou que tanto o Governo sul-africano como o Congresso Nacional Africano (ANC) manifestaram, desde o início, a sua oposição a atitudes de carácter xenófobo.

Segundo a Frelimo, os actos de violência são promovidos por grupos específicos que actuam contra os princípios dos direitos humanos e em contradição com a legislação sul-africana.

O partido entende que a situação deve ser acompanhada com atenção, de modo a evitar que a questão venha a criar crispação nas relações históricas de amizade e cooperação entre Moçambique e a África do Sul.

A Frelimo destacou ainda a colaboração existente entre os dois países na busca de soluções para os desafios associados à imigração ilegal, sublinhando que o fenómeno não é exclusivo da África Austral.

“A imigração ilegal é um problema global e deve ser tratada como tal”, defendeu o partido, acrescentando que as respostas ao fenómeno devem privilegiar mecanismos que promovam a convivência pacífica e respeitem a dignidade humana.

A formação política reiterou a necessidade de encontrar soluções que não incentivem a violência contra cidadãos nacionais ou estrangeiros, defendendo uma abordagem assente no diálogo, na cooperação e no respeito pelos direitos fundamentais.

 

O presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, pediu aos cidadãos que não culpem os imigrantes pelos desafios do país, alertando contra tentativas de explorar a frustração pública em meio a uma recente onda de protestos e violência contra imigrantes.

Em seu discurso durante as comemorações do dia da Juventude, que marcaram o levante de Soweto de 1976, Ramaphosa prestou homenagem aos mais de 200 estudantes mortos pela polícia do apartheid enquanto protestavam contra o sistema educacional imposto pelo governo da minoria branca.

Ao abordar as recentes manifestações anti-imigração, Ramaphosa afirmou que parecia haver esforços para desestabilizar o país, explorando queixas legítimas da população.

“Não vamos permitir que as queixas e preocupações do nosso povo sejam usadas indevidamente e abusadas por aqueles que têm intenções nefastas”, disse Ramaphosa.

A comemoração anual ocorre em um momento em que se aproxima o prazo de 30 de junho para que imigrantes sem documentos deixem a África do Sul, prazo este promovido pelo partido de oposição.

Ramaphosa também rejeitou as alegações de que os sul-africanos são xenófobos, acusando alguns grupos de espalhar desinformação sobre o país. “Há muita desinformação com o objetivo de manchar a imagem da África do Sul”.

Quase cinco décadas após o levante de Soweto, muitos jovens sul-africanos continuam a enfrentar alto desemprego, pobreza, desigualdade e crescentes problemas sociais, incluindo o abuso de drogas e álcool.

A Argentina iniciou a defesa do título goleando a Argélia por três bolas sem resposta. Lionel Messi foi a figura do jogo ao apontar os três golos. Já a França derrotou o Senegal, por 3-1. 

Quatro anos depois de erguer o maior título mundial ao nível do futebol, no Qatar, a Argentina voltou aos grandes palcos para defender a glória. Tapete perfeito e luzes acesas para o brilho das estrelas. 

Lionel Messi não é só para o mundo, mas também para os argentinos. O que mente pensa, o seu pé esquerdo executa. Livro aberto, numa noite destinada aos génios. 

Zona perigosa para a Argélia e, mais uma vez, Messi foi oportuno. Por um tempo as luzes pareciam estar apagadas, mas, como sempre, Messi voltou a brilhar e assinou o primeiro “hat-trick” da prova. 

Noutro jogo, o Senegal até assustou a França, tal como o fez no Mundial de 2002 realizado no Japão e Coreia. Mbappe, outro génio contemporâneo, também abriu o seu livro. 

Sadio Mané comandou a orquestra dos senegales, mas não o suficiente para mudar o curso da história.  Barcola mostrou-se para o mundo e marcou o segundo golo da França. Reacção rápida do Senegal, através de Mbaye, que reduziu a desvantagem.  Só existe um Mbappe na França. Golo para ver e rever!

E porque era uma noite para os génios, Halland carregou a Noruega na goleada frente ao Iraque. É a magia do futebol.

Chegou a hora da verdade para Portugal. A selecção portuguesa estreia-se nesta quarta-feira no Campeonato do Mundo 2026, enfrentando a República Democrática do Congo no Estádio de Houston, em partida referente à primeira jornada do Grupo K.

O encontro, agendado para as 19h00 de Moçambique, marca o início da caminhada da equipa orientada por Roberto Martínez na maior competição do futebol mundial, agora disputada num formato alargado e mais exigente.

Depois de várias semanas de preparação em solo norte-americano, marcadas por ajustes técnicos, trabalho físico intensivo e alguns constrangimentos provocados pelas condições meteorológicas, a equipa das quinas apresenta-se determinada a confirmar o estatuto de candidata ao apuramento para a fase seguinte.

Apesar do favoritismo atribuído aos portugueses, a mensagem transmitida internamente é de máxima concentração. A República Democrática do Congo regressa a um Campeonato do Mundo pela primeira vez desde 1974, quando competiu sob a designação de Zaire, e encara o desafio com a motivação de quem procura surpreender.

Na véspera do encontro, o capitão português, Cristiano Ronaldo, destacou a importância de uma entrada forte na competição e alertou para a necessidade de manter elevados níveis de exigência desde o primeiro minuto.

“Foi uma preparação intensa e exigente, mas estamos prontos. O verdadeiro Mundial começa agora e sabemos que não existe margem para facilitar. Temos de estar ao nosso melhor nível competitivo para alcançar os nossos objectivos”, afirmou o avançado, que poderá tornar-se o primeiro jogador da história a disputar seis fases finais de Campeonatos do Mundo.

O duelo desta quarta-feira será o primeiro encontro oficial entre Portugal e a República Democrática do Congo ao nível das selecções principais.

Embora nunca tenha enfrentado os congoleses, Portugal possui um longo histórico frente a selecções africanas. Este será o 26.º confronto da história da equipa nacional contra representantes da Confederação Africana de Futebol (CAF) e o sétimo realizado em fases finais de Campeonatos do Mundo.

A partida frente à República Democrática do Congo constitui apenas o primeiro passo de uma fase de grupos que se prevê competitiva.

A província de Inhambane intensifica os preparativos para acolher a fase nacional dos Jogos Desportivos Escolares 2026, um dos maiores eventos desportivos juvenis de Moçambique, que deverá reunir mais de 1600 estudantes provenientes de todas as províncias do País.

Com a competição agendada para os meses de Agosto e Setembro, as autoridades provinciais garantem que os trabalhos de preparação decorrem dentro dos prazos estabelecidos. 

Enquanto algumas infra-estruturas já estão prontas para receber as diferentes modalidades, outras continuam a beneficiar de intervenções destinadas a melhorar as condições técnicas, de segurança e funcionalidade.

Segundo o director provincial da Juventude e Desportos de Inhambane, Leonardo Bassanhane, a selecção dos recintos desportivos teve em conta o estado de conservação e a capacidade de resposta às exigências da competição.

“Na cidade da Maxixe, para o voleibol, foi escolhido o campo da Sagrada Família, que é uma infra-estrutura nova e não necessita de qualquer intervenção. Para o futebol masculino, a nossa previsão é utilizar o Estádio Municipal da Maxixe, um recinto que já acolhe jogos do Moçambola e que reúne as condições necessárias para o evento”, explicou.

No que respeita ao futebol feminino, a organização prevê utilizar o campo do Ferroviário de Inhambane. Contudo, Bassanhane reconhece que o recinto necessita de algumas melhorias antes da realização dos jogos.

“O piso não está nas melhores condições e há um trabalho que precisa de ser feito. Estamos a trabalhar em coordenação com os Caminhos de Ferro de Moçambique para garantir que as intervenções sejam realizadas atempadamente”, afirmou.

Entre os projectos considerados prioritários destaca-se a reabilitação da pista de atletismo 7 de Setembro, uma infra-estrutura fundamental para as provas da modalidade.

De acordo com o responsável provincial, a empreitada contempla a reconstrução de parte do muro, danificado ao longo dos anos, bem como a recuperação integral da pista.

“Nós beneficiamo-nos da reabilitação da pista 7 de Setembro, que inclui a reconstrução das áreas do muro que ruíram e a recuperação da pista propriamente dita. O empreiteiro comprometeu-se a entregar a infra-estrutura até ao dia 15 de Julho em condições técnicas adequadas para a prática do atletismo”, garantiu.

Uma das maiores preocupações da organização continua a ser o futuro do Campo Municipal de Muelé, considerado um dos espaços desportivos mais emblemáticos da província e tradicional palco de importantes competições nacionais.

O recinto não foi inicialmente incluído na lista de infra-estruturas seleccionadas, devido às incertezas em torno da sua reabilitação. No entanto, as autoridades locais mantêm esforços para viabilizar a sua recuperação.

“Quando realizámos o processo de selecção dos campos ainda não existiam garantias de que o município conseguiria avançar com a reabilitação. Neste momento, estamos numa corrida contra o tempo, para que as obras avancem. Ainda não temos um calendário definitivo por parte do empreiteiro, mas nos próximos dias voltaremos a reunir-nos com o município para avaliar a situação”, explicou Bassanhane.

O dirigente destacou ainda o valor histórico do recinto para o desporto provincial.

“O Campo de Muelé é extremamente importante. Pela sua história, acolheu vários eventos desta dimensão e continua a ser uma referência para o desporto em Inhambane”, acrescentou.

Além das infra-estruturas desportivas, a organização trabalha igualmente na componente logística, considerada determinante para o sucesso do evento.

As autoridades asseguram que existem condições para acolher os mais de 1600 atletas, treinadores e oficiais previstos para a competição, estando a ser ultimados os planos de alojamento, alimentação, transporte e assistência aos participantes.

A fase nacional dos Jogos Desportivos Escolares constitui o ponto mais alto do calendário desportivo escolar moçambicano, promovendo a descoberta de talentos, a integração entre estudantes de diferentes regiões e a valorização do desporto como ferramenta de educação e desenvolvimento juvenil.

Com os preparativos a decorrerem em ritmo acelerado, Inhambane procura garantir que a edição de 2026 decorra em condições exemplares, reforçando a sua tradição como uma das principais referências nacionais na organização de grandes eventos desportivos.

Os troféus conquistados pela selecção nacional de hóquei em patins nos Jogos Africanos realizados recentemente em Luanda, Angola, foram apresentados nesta segunda-feira ao ministro da Juventude e Desporto, Caifadine Manasse, num encontro que serviu igualmente para traçar perspectivas para o futuro da modalidade no País.

A delegação da Federação Moçambicana de Patinagem foi recebida no gabinete do ministro, onde exibiu os prémios obtidos pelas equipas nacionais que alcançaram o segundo lugar na categoria de seniores e o terceiro lugar em Sub-19, resultados que reforçam a posição de Moçambique entre as principais potências africanas da modalidade.

Os desempenhos alcançados em Luanda representam mais um marco para o hóquei em patins moçambicano, modalidade que tem vindo a consolidar a sua competitividade a nível continental.

Além dos resultados desportivos, a federação aproveitou a ocasião para anunciar que o País garantiu a qualificação para o Campeonato do Mundo de Hóquei em Patins, marcado para Setembro deste ano, uma participação que abre novas expectativas para atletas, técnicos e adeptos.

Durante a audiência, os responsáveis federativos destacaram a necessidade de expandir a prática da patinagem em todo o território nacional, tornando-a mais inclusiva e acessível às novas gerações.

Entre os principais constrangimentos identificados figuram a insuficiência de infra-estruturas adequadas para a prática da modalidade e a escassez de equipamentos especializados, factores que continuam a limitar o crescimento da patinagem em várias províncias do País.

Ao reconhecer o mérito dos atletas e dirigentes, o ministro da Juventude e Desporto sublinhou que os resultados alcançados são fruto do empenho colectivo e da dedicação dos intervenientes da modalidade. 

Segundo Caifadine Manasse, a consolidação destes sucessos exige uma abordagem estratégica assente numa planificação antecipada, coordenação institucional e investimentos consistentes.

A qualificação para o Mundial surge num momento particularmente positivo para o hóquei em patins nacional, que procura transformar os recentes êxitos competitivos numa oportunidade para alargar a base de praticantes e fortalecer as estruturas de formação.

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