Cerca de 1,3 milhões de pessoas foram forçadas a abandonar as suas zonas de origem em Moçambique desde 2017, devido à violência armada no norte do país. Deste total, 661.532 continuam deslocadas internamente, enquanto 721.691 regressaram aos seus distritos de origem, segundo dados do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).
No relatório operacional referente ao primeiro semestre de 2026, a agência indica que os ataques de grupos armados provocaram 26.184 novos deslocados entre Janeiro e Junho, em vários distritos da província de Cabo Delgado. Muitos dos afectados foram obrigados a deslocar-se mais de uma vez.
O ACNUR considera que a situação humanitária continua complexa, devido à persistência da violência em distritos como Ancuabe, Chiúre, Macomia, Mocímboa da Praia, Palma, Quissanga, Muidumbe e Nangade.
Para além dos ataques contra civis e infra-estruturas, a agência assinala que os grupos armados têm visado cada vez mais os meios de subsistência das populações, incluindo campos agrícolas, actividades pesqueiras e locais de exploração mineira, agravando a vulnerabilidade das comunidades.
O relatório indica ainda que Moçambique acolhe 24.217 refugiados e requerentes de asilo, provenientes sobretudo de países da África Central e Oriental.
Entre Janeiro e Junho deste ano, o ACNUR prestou assistência directa a 39.699 pessoas, incluindo deslocados internos, refugiados e famílias vulneráveis, através da distribuição de bens essenciais e apoio monetário. A agência apoiou igualmente 15.804 pessoas com assistência jurídica e 8.637 na obtenção de documentos de identificação.
No âmbito do reforço dos serviços de protecção, está em curso um projecto de 34 meses, lançado em Março, em parceria com os Governos de Moçambique e do Japão. A iniciativa prevê a construção ou reabilitação de 27 postos de atendimento em Cabo Delgado, com o objectivo de facilitar o acesso à documentação civil de mais de 100 mil pessoas e prestar assistência jurídica a outras 45 mil.
Para 2026, o ACNUR solicitou 61,3 milhões de dólares para financiar as suas operações em Moçambique e Angola. Contudo, até Junho, apenas 38% do montante tinha sido disponibilizado, deixando um défice de financiamento de 38,2 milhões de dólares.
O Tribunal Judicial da Província de Maputo deu aval à empresa Milhulamete para explorar plenamente os 765.5 hectares de terra, em Marracuene, onde a empresa pretende implantar um projecto habitacional. A empresa diz que serão demolidas todas as construções ilegais feitas no local, por supostos nativos.
A empresa Milhulamete falou, hoje, à imprensa, dizendo ter posse do Direito de Uso e Aproveitamento de Terra (DUAT) dos cerca de 700 hectares de terra, no distrito de Marracuene. A empresa disse ter ganho o caso, que estava em julgamento no Tribunal Judicial da Província de Maputo, que opunha a empresa e supostos nativos, que implantaram no mesmo espaço moradias.
O caso remota de 2016, opondo supostos nativos que tinham as suas casas no mesmo espaço onde a empresa Milhulamete pretende implantar um projecto habitacional, que poderá arrancar em 2025. Abdul Nordino, porta-voz do projecto, afirmou que todas as implantações ilegais existentes naquele espaço serão demolidas. Entretanto, a empresa diz estar aberta a negociar com os donos das habitações.
“Vamos analisar caso a caso.Vamos demolir algumas moradias e outras vão permanecer dentro do projecto em função das negociações”, explicou o porta-voz.
A empresa Milhalamete esclareceu que nunca houve, antes, nenhum tipo de negociações com supostos nativos.
Foi anunciada, hoje, a nomeação do novo vice-presidente queniano, depois de um processo de impeachment do antigo vice-presidente, Rigathi Gachagua. William Ruto nomeou o ministro do interior, Kithure Kindiki, como o número dois do país.
O senado queniano votou, nesta quinta-feira, pela destituição do vice-presidente, Rigathi Gachagua, num processo de impeachment, em que o mesmo era acusado de 11 crimes, porém foram provados apenas cinco: o de corrupção, abuso de poder, peculato, tráfico de influência e aquisições fraudulentas de hotéis e apartamentos.
O processo de impeachment, pois fim à uma relação conturbada entre William Ruto e Rigathi Gachagua.
Rigathi Gachagua desempenhou um papel crucial na vitória de William Ruto sobre o seu rival Raila Odinga, na corrida à presidência do país. Entretanto, a relação entre os dois homens à frente do Estado deteriorou-se, especialmente, desde um movimento de protesto antigovernamental, que abalou o país em Junho e Julho.
Após a destituição de Gachanga, William Ruto nomeou, esta sexta-feira, o ministro do Interior, Kithure Kindiki, como novo vice-presidente do Quénia.
“Esta manhã, recebi uma mensagem de Sua Excelência o Presidente, a propósito da nomeação do Professor Kithure Kindiki, para preencher o cargo vago de Vice-Presidente da República do Quénia , na sequência do impeachment do anterior titular do posição”, anunciou o presidente da Assembleia Nacional queniana, Moses Wetangula, citado pelo Notícias ao Minuto.
Rigathi Gachagua, de 59 anos, é o primeiro vice-presidente destituído do poder por via de um impeachment, um mecanismo previsto pela Constituição de 2010.
Terá lugar em Kazan, na Rússia, de 22 a 24 de Outubro, a XVI Cúpula dos BRICS. Trata-se da primeira reunião de chefes de Estado do grupo após a expansão decidida durante a última cúpula, ocorrida em Agosto de 2023, em Joanesburgo, na África do Sul, escreve o Diplomacia Business.
Foram admitidos como membros plenos: Arábia Saudita, Egipto, Emirados Árabes Unidos, Etiópia e Irão. O convite para a Argentina integrar os BRICS foi declinado pelo presidente Javier Milei, por meio de carta dirigida aos líderes do grupo em Dezembro passado. A Arábia Saudita ainda não aceitou formalmente o convite.
Na noite do dia 22, o Presidente Vladimir Putin será anfitrião da cerimónia e de jantar de boas-vindas aos líderes; No dia 23, pela manhã, ocorrerá a sessão plenária restrita, com a presença dos líderes dos países membros dos BRICS. À tarde, haverá a sessão plenária aberta, na qual está prevista a leitura de relatórios anuais de trabalho do Novo Banco de Desenvolvimento, do Conselho Empresarial dos BRICS e do Mecanismo de Cooperação Interbancária.
No dia 24, ocorrerá a reunião do segmento ampliado “outreach/BRICS+”, com o tema “BRICS e Sul Global: construindo juntos um mundo melhor”, para a qual cerca de 30 países e organizações internacionais estão convidados.
Na sessão com convidados, haverá debate sobre questões internacionais, incluindo a crise no Oriente Médio, e sobre a cooperação para desenvolvimento inclusivo.
Durante os três dias de cúpula, estão previstas reuniões bilaterais entre os líderes dos países-membros dos BRICS e dos países convidados.
O Presidente do Brasil, Lula da Silva, o único líder dos BRICS que esteve presente na cúpula inaugural do agrupamento, em Ecaterimburgo, também na Rússia, em 2009, participará da XVI Cúpula dos BRICS.
A cúpula será precedida pela reunião de sherpas dos BRICS, que ocorrerá também em Kazan, de 16 a 22 de Outubro, com o objectivo de negociar a declaração a ser emanada da cúpula, intitulada “Fortalecendo o Multilateralismo para um Desenvolvimento Global Justo e Seguro”.
A Reserva Especial de Niassa celebrou 70 anos de existência e o Governo destaca a redução significativa da caça furtiva do elefante.
A reserva foi criada a 9 de Outubro de 1954 e abrange oito distritos, sendo seis de Niassa e dois de Cabo Delgado. A caça furtiva, ao longo dos anos, reduziu o número de elefantes no local, de aproximadamente 12 mil para pouco mais de 3 mil, em 2016.
Em 2021, o Governo assinou um acordo de cogestão com a organização norte-americana de conservação, Wildlife Conservation Society, e intensificou a presença de fiscais, com meios operacionais, e o resultado já se faz sentir, fez saber o Presidente da República, Filipe Nyusi.
A caça furtiva já foi um grande problema nas áreas de conservação em Moçambique, segundo explicou a ministra da Terra e Ambiente, Ivete Maibaze.
A celebrar os 70 anos da Reserva Especial de Niassa, o Presidente da República colocou um colar-satélite a um leopardo para monitorizar os movimentos dos animais, evitando, assim, ataques de animais a seres humanos.
O clube catalão está a acompanhar de perto a situação de Reinildo Mandava no Atlético Madrid, uma vez que é um jogador em fim de contrato, e pode ser uma aposta para o seu lado esquerdo. A informação é avançada pelo jornal espanhol Mundo Deportivo, que indica ainda mais três jogadores a serem seguidos pelo Barcelona.
Um início de temporada de luxo do Barcelona que começa a dar esperanças de títulos esta temporada futebolística, depois de ter terminado em branco a época 2023/24. É um trabalho que está a ser feito pelo actual treinador da colectividade, Hansi Flick, que começa a dar nas vistas, não só nos seus adeptos, mas também nos seus adversários.
E Hansi Flick trabalha com uma equipa de jogadores jovens, com uma margem de progressão muito alta em todos os aspectos, daí que o pensamento dos catalães não seja apenas para esta época, mas também para o futuro.
Por esse motivo, já está no mercado à procura de potenciar a equipa para as próximas temporadas, a começar pela próxima. E há jogadores na mira, que têm estado a ser observados, não só dentro das quatro linhas, mas também os seus contratos.
O Barcelona quer potenciar todos os sectores da sua equipa e a ala esquerda é um desses sectores. A contar, agora, apenas com o um titular indiscutível, Alejandro Balde, o Barcelona busca outros jogadores que façam frente ao espanhol.
De acordo com o Mundo Deportivo, jornal espanhol, o moçambicano Reinildo Mandava é um desses jogadores que estão a ser observados pelo Barcelona. O lateral-esquerdo moçambicano de 30 anos, do Atlético de Madrid, seria uma opção pela qualidade e experiência, mas também pelo facto de o jogador estar em fim de contrato e poder sair a custo zero.
Reinildo Mandava tem-se notabilizado no Atlético Madrid, onde chegou, vindo do Lille da França, para “agarrar” a titularidade, logo no seu primeiro ano de contrato. Mesmo depois de ter ficado um ano sem jogar devido a lesão, o internacional moçambicano continuou a merecer a confiança de Diego Simeone, que o colocou a jogar.
Depois de se recuperar da lesão, em Janeiro deste ano, Reinildo disputou 34 jogos, sendo 23 na segunda metade da época passada, entre jogos da LaLiga, Taça do Rei e Liga dos Campeões, e outros 11 jogos esta época, sendo dois para a Liga dos Campeões, onde fez a totalidade dos 90 minutos, e nove para a LaLiga, três deles na sua totalidade, dois jogos substituído na segunda parte, e os restantes quatro a entrar na segunda parte.
Na última actualização do seu valor de mercado, em Junho deste ano, o lateral-esquerdo moçambicano tinha o seu passe a valer nove milhões de euros.
Mas não é somente Reinildo Mandava na mira do Barcelona. De acordo com o Mundo Deportivo, o Barça não esqueceu Alphonso Davies, lateral do Bayern procurado pelo Real Madrid, mas que, segundo fontes da entidade Barça, ainda não foi contratado. No Barça, acreditam que Davies daria um impulso de qualidade ao plantel actual e não desistem dele. Além disso, o factor Flick (Hansi o teve no triunfante Bayern) é um trunfo que o clube do Barça acredita que pode ter peso.
Outros alvos da equipa de Hansi Flick são Jonathan Tah, defesa-central de 28 anos do Leverkusen, e por quem o Barça, segundo revelou o Mundo Deportivo, apresentou uma oferta ao clube alemão nos últimos dias de mercado, para além do jovem atacante do Lille, Jonathan David. O internacional canadense de 24 anos é procurado pelo PSG, mas o jogador tem o sonho de vestir a camisa do Barça e está disposto a aguardar pelo clube do Barça.
Neste momento, até 1 de Janeiro, o Barça não poderá negociar directamente com nenhum jogador, mas a direcção desportiva do Barça tem as suas prioridades sob controlo, até porque há alguns que poderão estar de saída do clube culé, no próximo mercado de transferência.
Há tira-teimas no Complexo Desportivo de Tchumene, na Arena Lalgy. Black Bulls e Costa do Sol voltam a defrontar-se num confronto de titãs, já com uma certa tendência, para o lado dos “touros”, e que os “canarinhos” vão procurar contrariar. É o jogo da segunda mão dos quartos-de-final da Taça de Moçambique ZAP, a realizar-se no sábado, quando forem 15h00, com o Costa do Sol à procura de contrariar a tendência do confronto directo e o favoritismo da Black Bulls, depois do empate a um golo na primeira mão.
Sem dúvidas, haverá muita poeira na Arena de Tchumene, este sábado, quando a Black Bulls e o Costa do Sol se defrontarem para a segunda mão da Taça de Moçambique ZAP. Depois do empate na primeira mão, a uma bola, as duas equipas procuram um lugar na final four da prova, que terá lugar em Nampula, onde se vão disputar os jogos das meias-finais e da final.
A poeira será levantada nessa luta, onde o canário vai tentar derrubar o touro, ou o touro vai querer depenar o canário, num embate sempre apetecível entre as duas equipas, tanto dentro como fora das quatro linhas.
A Black Bulls parte como favorita para este jogo, não só pelo resultado alcançado na primeira mão, mas principalmente pelos resultados no confronto directo entre as duas equipas.
Só este ano, nas três partidas já disputadas, os “touros” venceram dois, um deles de forma categórica, por 3-1, no seu reduto, e outro com alguma polémica à mistura, por 2-3 no ninho do canário, para além do referido empate a um golo, no Matchiki Tchiki.
São, ao todo, 10 jogos disputados entre Black Bulls e Costa do Sol, com os “touros” a terem vencido oito jogos, e os “canarinhos” a conseguirem apenas dois empates.
Para a Taça de Moçambique, será o tira-teimas, uma vez que será o terceiro jogo entre ambos, com a Black Bulls a vencer o primeiro deles, em 2023, por claros e categóricos 5-2, e este ano um empate a um golo. O Costa do Sol vai procurar equilibrar, pelo menos nesta prova, o confronto directo.
Porém, há mais: os “canarinhos” ainda não venceram nenhum jogo diante da Black Bulls e esta pode ser a primeira vez deles. Seria uma verdadeira festa no ninho do canário.
Mas atenção que a Black Bulls é detentora do troféu e quer chegar o mais longe possível, nomeadamente a revalidação da Taça conquistada no ano passado às custas da União Desportiva de Songo, no “Caldeirão” do Chiveve.
Wilson Muianga é o árbitro escolhido para ajuizar o único embate de sábado e será auxiliado por Arsénio Maringule e Eugénio Machaieie, tendo Ema Novo como o quarto árbitro.
Mais dois semi-finalistas serão encontrados no domingo
Os quartos-de-final prosseguem no domingo com mais dois jogos, fora da capital, envolvendo equipas que disputam o Moçambola 2024. Na vila de Songo, em Tete, a União Desportiva de Songo recebe o Desportivo de Nacala.
Na primeira mão, os “canarinhos” de Nacala contrariaram o favoritismo dos “hidrocarbonetos” e venceram em casa por 2-1, com Macamito e Macaime a serem os autores dos golos da equipa da casa, e Dominguez a reduzir, para lá dos 90 minutos.
Será um jogo onde a União Desportiva de Songo é claro favorito a vencer, mas com a atenção de saber que os jogos da Taça são sempre uma caixinha de surpresas.
O confronto entre as duas equipas pende para o lado dos “hidroeléctricos”, que em 15 jogos disputados venceram oito e perderam quatro, para além de três empates. Esta época, defrontaram-se duas vezes, uma para o Moçambola, em Songo, com vitória dos anfitriões (2-0) e outra para a Taça de Moçambique, em Nacala, que terminou com o 2-1 para a turma da casa.
Os últimos resultados são animadores para as duas equipas e, por isso, este domingo, também pode ser uma incógnita o resultado final. Berton Lifiando vai ajuizar a partida, sendo auxiliado por Bismuldo Lucas e Omar João. Chinai Jairosse será o quarto árbitro.
Já no “Caldeirão” de Chiveve haverá um jogo quase com um vencedor à vista. O Ferroviário da Beira recebe o Textáfrica com todas as condições de sorrir, não só pelo resultado trazido da primeira mão, mas pelo momento das duas equipas.
Na Soalpo, na primeira mão, os “locomotivas” venceram à tangente e querem repetir a proeza e chegarem à final four de Nampula. Certamente, o Textáfrica vai tentar surpreender e contrariar o favoritismo dos “locomotivas”, o que se afigura tarefa difícil. Mas na Taça de Moçambique tudo é possível.
Para este jogo, a Comissão Nacional de Árbitros de Futebol, CNAF, nomeou Nelson Valdez para ser o árbitro principal, enquanto Isac Domingo e Dorival Liquitiwa serão os auxiliares. Gomes Amisse é o quarto árbitro.
Entretanto, os jogos da segunda mão dos quartos-de-final Taça de Moçambique não acontecem todos este fim-de-semana, uma vez que o último semi-finalista só será conhecido a 17 de Novembro próximo, quando o Ferroviário de Maputo receber a Associação Desportiva de Vilankulo.
O embate devia acontecer este domingo, mas, devido a questões logísticas, ficou remarcado para o dia 17 de Novembro próximo.
CONFRONTOS ENTRE BLACK BULLS E COSTA DO SOL
Data Visitado Res. Visitante Competição
03/08/2024 Costa do Sol 1-1 Black Bulls Taça de Moç.
10/08/2024 Black Bulls 3-1 Costa do Sol Moçambola
21/04/2024 Costa do Sol 2-3 Black Bulls Moçambola
03/09/2023 Black Bulls 5-2 Costa do Sol Taça de Moç.
29/07/2023 Black Bulls 3-1 Costa do Sol Moçambola
23/04/2023 Costa do Sol 0-1 Black Bulls Moçambola
04/12/2022 Black Bulls 3-0 Costa do Sol Moçambola
19/10/2022 Costa do Sol 0-1 Black Bulls Moçambola
17/10/2021 Black Bulls 1-0 Costa do Sol Moçambola
20/06/2021 Costa do Sol 2-2 Black Bulls Moçambola
DADOS GERAIS
Jogos Totais 10
Vitórias Costa do Sol 0
Vitórias Black Bulls 8
Empates entre Ambos 2
Golos do Costa do Sol 9
Golos da Black Bulls 23
QUARTOS-DE-FINAL DA TAÇA DE MOÇAMBIQUE
JOGOS DA SEGUNDA MÃO
DATA VISITADO VISITANTE 1ª MAO
Sábado Black Bulls vs Costa do Sol 1-1
Domingo Fer. Beira vs Textáfrica de Chimoio 1-0
Domingo UD Songo vs Desportivo de Nacala 1-2
17/11/2024 Fer. Maputo vs AD de Vilankulo 0-0
O artista plástico Butcheca inaugurou, esta quarta-feira, a sua mais recente exposição individual. Intitulada “Abraçar o caos”, a mostra pode ser visitada até 16 de Novembro, no Camões, Cidade de Maputo.
A noite fresca de quarta-feira foi uma excelente oportunidade para artistas, curadores, professores, diplomatas e apreciadores de diferentes expressões culturais juntarem-se na sala de exposições do Camões – Centro Cultural Português em Maputo. Logo à entrada, uma azáfama.
Por todo o lado, viam-se interessados em apreciar as telas Butcheca, não obstante o espaço diminuto para o efeito, devido à adesão do público.
Bem antes de a sessão (formal) de inauguração se iniciar, amigos que não se viam há muito tempo aproveitaram a ocasião para abraçar o caos de Butcheca, entre sorrisos e muita interpretação. Também por isso, os discursos tardaram a iniciar-se. Afinal, a todo o instante, as pessoas não paravam de chegar. No entanto, bem perto das 19 horas, a conversa entre os visitantes da nova individual do artista plástico foi adiada para mais tarde, pois o embaixador de Portugal em Moçambique, António Costa Moura, tomou o microfone para partilhar com os convidados o que a mostra naquela sala do Camões significa para si.
Em primeiro lugar, António Costa Moura sublinhou que a arte não reconhece fronteiras. Pelo contrário, é das coisas que mais aproximam as pessoas, independentemente do lugar onde se encontram. E sugeriu mais, uma individual como “Abraçar o caos”, de Butcheca, tem um papel fundamental no desenvolvimento social, até porque estimula a criatividade e a empatia. Por isso, o Camões apoia a arte por também encontrar nessa manifestação uma forma de desenvolver o Homem ao nível intelectual e emocional.
Para o embaixador de Portugal em Moçambique, Butcheca é um artista cuja obra facilmente atrai os apreciadores de arte, porque a sua pintura é cativante e provoca emoções que só a arte de grandes artistas é capaz.
Na sua breve intervenção, Butcheca explicou que “Abraçar o caos” é uma exposição que resulta de inquietações constantes. Há 14 anos que o artista projectou fazer uma exposição do género. No entanto, só quando, ano passado, recebeu uma visita, no seu atelier, em KaTembe, do embaixador de Portugal em Moçambique, do então conselheiro cultural João Pignatelli e do antigo Ministro das Finanças de Portugal é que se fez luz. Nessa visita, Butcheca foi convidado a expor no Camões e o artista aproveitou a proposta para recuperar uma ideia de exposição antiga.
Sem facilidades, o artista começou a trabalhar na individual este ano, esmerando-se em apresentar propostas diferentes ao público que, esta quarta-feira, encheu a sala de exposições do Camões.
Quem também interveio na sessão de inauguração foi o professor universitário Régio Conrado, para quem a obra de Butcheca se destaca em termos filosóficos e com as máscaras como importantes elementos de representação. Segundo disse, o artista é disruptivo e consegue estimular as pessoas a questionarem sobre o sentido do Homem com os problemas do seu tempo.
“Abraçar o caos”, de Butcheca, pode ser visitada até 16 de Novembro, de segunda a sábado, entre as 10h e as 17h.
A Polícia da República de Moçambique (PRM) capturou o suposto assassino que baleou dois jovens da cidade de Pemba, que apreendeu uma arma de fogo do tipo pistola e bens pertencentes às vítimas, entre os quais uma motorizada e dois telemóveis.
O suposto autor do duplo assassinato registado na cidade de Pemba, capital da província de Cabo Delgado, foi apresentado pela Polícia da República de Moçambique, que, além de uma arma de fogo, com as respectivas munições, recuperou dois telemóveis supostamete pertencentes às duas vítimas, explicou Eugénia Nhamussua, porta-voz da Polícia da República de Moçambique.
O suposto assassino negou fazer parte das Forças de Defesa e Segurança, mas confessou ter sido o autor do crime.
Os dois jovens foram encontrados mortos no dia 11 de Outubro corrente, próximo de um quartel militar localizado em Maringanha, um subúrbio da cidade de Pemba, considerado calmo, mas que, desde o princípio deste ano, tem registado crimes que estão a deixar os moradores do bairro aterrorizados.
Arranca, este fim-de-semana, a segunda e decisiva volta da Poule e Apuramento ao Moçambola-2025, com as equipas a entrarem para o sprint final na tentativa de chegar à finalíssima de cada uma das zonas do país. Incomáti de Xinavane quer cimentar a sua posição e garantir logo um lugar na decisão final.
Ainda que não seja a jornada das decisões, mas é o início dos posicionamentos daquelas equipas que estão na disputa do primeiro lugar de cada série das respectivas zonas em disputa.
Uma jornada que vai começar a definir os possíveis vencedores das séries, que vão disputar as finalíssimas regionais para o apuramento ao Moçambola-2025.
Pela zona sul, Desportivo da Matola e Incomáti de Xinavane estão bem destacados nas suas séries. Mas terão que cumprir, este fim-de-semana, se quiserem, de facto, lutar pela vaga no próximo Moçambola.
Os “alvi-negros” da Matola deslocam-se so difícil terreno de Chibuto para defrontarem os “guerreiros” de Gaza. Relançados na disputa, a turma de Chibuto sabe que uma vitória coloca a equipa na frente da tabela classificativa e vinga-se da derrota da primeira volta. É, a esta altura, o jogo de destaque da série A da zona sul.
No outro jogo, o Estrela Vermelha vai a Massinga defrontar a, até agora, frágil formação do Temusa Costa do Sol, que somou por derrotas os três jogos disputados. Os “alaranjados” estão em melhores condições de vencer e podem chegar ao topo em função do resultado do outro jogo.
Na série B o Incomáti de Xinavane pode continuar a liderar e posicionar-se nessa luta, bastando vencer as Águias Especiais de Xai-xai. Aliás, é favorito a vencer em sua casa, e esperar pelo tropeço do Maxaquene na recepção ao Ferroviário de Inhambane.
Os resultados da primeira volta podem ser repetidos, mas tanto o Incomáti de Xinavane, que venceu por 0-1 em Gaza, bem como o Maxaquene, que foi a Inhanane vencer por 0-2, deverão mostrar em campo o seu favoritismo.
Está claro que na série B o Incomáti de Xinavane e o Maxaquene vão decidir o lugar na finalíssima zonal, provavelmente na última jornada.
Liga Desportiva de Sofala procura vingar-se da derrota na jornada passada
na zona centro ainda muito há por se disputar, nas duas séries, onde todas equipas ainda tem possibilidades de chegar à finalíssima. Na série A Liga Desportiva de Sofala tem oportunidade de se vingar da derrota caseira na semana passada, quando receber o Matchedje de Chimoio para a quarta jornada.
O Matchedje de Mocuba, embalado pela vitória fora de portas e no terreno do directo adversário, vai querer ampliar a sua pontuação quando receber o Ferroviário de Moatize, depois de ter derrotado o mesmo adversário na primeira volta.
Na série B o Chingale de Tete pode avançar na tabela classificativa, bastando para tal derrotar a Só Protecção de Quelimane este domingo. É um adversário que ainda não pontuou e, por isso, com favoritismo todo para os “canarinhos” de Tete, que podem aproveitar-se do resultado incógnito do jogo entre Trans SK Company de Chimoio e o FC da Beira.
Em caso de empate entre estas duas equipas e uma vitória do Chingale, tudo pode ficar claro no que diz respeito ao vencedor da série. Mas claro, tudo ainda pode acontecer nesta região do país.