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Antigo porta-voz da RENAMO intensifica contestação à liderança de Ossufo Momade e defende que o partido não pode chegar a Novembro mergulhado na actual indefinição. António Muchanga quer a convocação urgente do Conselho Nacional e um congresso extraordinário para eleger uma nova liderança.

A crise interna na RENAMO ganhou um novo capítulo, desta vez a partir de Vilankulo, na província de Inhambane, onde António Muchanga voltou a subir o tom contra Ossufo Momade e defendeu mudanças urgentes na direcção do partido, considerando que a maior força da oposição durante décadas está a perder espaço político e, nas suas palavras, a “morrer aos poucos”. O antigo porta-voz da RENAMO quer que o partido convoque o Conselho Nacional e avance para um congresso extraordinário que permita eleger uma nova liderança, colocando Novembro como limite político para a resolução da actual crise e argumentando que qualquer adiamento poderá comprometer a preparação da formação para o próximo ciclo eleitoral.

A passagem por Vilankulo integra uma movimentação que Muchanga diz estar a realizar por diferentes pontos da província de Inhambane para mobilizar membros em torno da necessidade de reformas internas, depois de ter passado por Zavala, Morrumbene e Massinga. Em Vilankulo, município actualmente governado pela RENAMO, o antigo deputado procurou usar os resultados eleitorais alcançados pelo partido em diferentes autarquias como argumento para sustentar que existe uma distância entre aquilo que considera ser a força eleitoral da organização e o estado actual da sua liderança, afirmando que a RENAMO conquistou municípios onde acabou por não assumir a governação e que esse percurso não pode ser ignorado quando se discute o futuro da formação política.

“Viemos despertar os colegas sobre a necessidade de haver reformas que vão culminar com a realização do congresso extraordinário, onde vamos eleger nova liderança do partido”, afirmou Muchanga, defendendo que a RENAMO precisa primeiro de colocar os seus órgãos internos a funcionar regularmente e, depois, resolver a disputa em torno da liderança através dos mecanismos estatutários. Segundo o político, o Conselho Nacional deveria reunir com maior regularidade e a ausência desses encontros está a contribuir para prolongar uma crise que, no seu entendimento, já começa a afectar a capacidade do partido de se posicionar perante os principais assuntos nacionais.

A pressão de António Muchanga sobre Ossufo Momade não começou em Inhambane. O antigo deputado tem sido uma das vozes mais críticas da actual direcção e, nos últimos meses, intensificou a exigência de saída do presidente da RENAMO, acusando-o de ser responsável pelo enfraquecimento da formação. Em Maio, Muchanga voltou publicamente a defender a retirada de Momade da liderança, enquanto em Julho anunciou que pretendia recorrer à Justiça para viabilizar a realização de um congresso, acusando a direcção de atrasar o funcionamento dos órgãos internos. A disputa chegou igualmente aos tribunais depois de Muchanga ter sido suspenso pelo partido, decisão que viria a ser anulada judicialmente.

Em Vilankulo, Muchanga acrescentou agora um elemento novo à pressão política: o calendário. Na sua leitura, a RENAMO não pode entrar em Novembro sem uma definição sobre quem conduzirá o partido, porque precisa de tempo para reorganizar as estruturas e preparar-se para as próximas eleições autárquicas. O político invocou os prazos eleitorais para justificar a urgência e sustenta que prolongar a disputa interna reduzirá a margem disponível para uma nova liderança reconstruir o partido e preparar a máquina eleitoral.

É neste contexto que Muchanga dirige uma das mensagens mais duras a Ossufo Momade, defendendo que o presidente deve reconhecer que perdeu apoio dentro da organização e facilitar uma transição antes que a crise se agrave. O antigo porta-voz chegou a pedir aos membros da RENAMO em Inhambane que “orem” para que Momade reconheça aquilo que considera serem erros cometidos durante a sua liderança e aceite uma reconciliação interna, mas deixa claro que, na sua perspectiva, essa reconciliação deve passar necessariamente pela mudança no topo do partido.

“Não podemos chegar a Novembro com esta situação de indefinição dentro do partido”, advertiu Muchanga, acrescentando que é Ossufo Momade quem deve assumir responsabilidades pelo actual ambiente interno. A posição representa mais um endurecimento de uma contestação que vem sendo protagonizada por diferentes sectores da RENAMO e que já envolveu antigos guerrilheiros, quadros seniores e estruturas locais. Em Fevereiro, Muchanga e Alfredo Magumisse já tinham exigido publicamente a renúncia de Momade, acusando a liderança de estar a hipotecar o futuro da organização.

Para sustentar a necessidade de mudança, António Muchanga não limita as críticas à organização interna e acusa Ossufo Momade de manter silêncio perante alguns dos principais problemas que afectam o país. No discurso feito em Vilankulo, enumerou a violência terrorista em Cabo Delgado, a situação de moçambicanos na África do Sul, o custo de vida e o descontentamento manifestado por diferentes grupos profissionais, entre professores, profissionais de saúde e magistrados, para questionar a capacidade do actual presidente da RENAMO de se afirmar como voz da oposição.

Na avaliação de Muchanga, um partido que durante décadas ocupou o lugar de principal força de oposição precisa de ter posições claras sobre os grandes debates nacionais e o silêncio que atribui a Ossufo Momade está a contribuir para aquilo que descreve como perda de relevância política. “O nosso chefe tornou-se mudo, tornou-se surdo”, disparou o antigo porta-voz, depois de questionar a ausência de pronunciamentos públicos do líder sobre vários assuntos que considera determinantes para a vida dos moçambicanos.

A crítica ganha peso num momento particularmente delicado para a RENAMO. Depois das eleições gerais de 2024, o partido perdeu o estatuto de principal força da oposição parlamentar, mudança que aprofundou o debate interno sobre liderança, estratégia e futuro político da organização. A contestação a Momade cresceu desde então e passou a envolver manifestações de antigos combatentes e ocupações de instalações partidárias, enquanto Muchanga se consolidou como uma das figuras mais visíveis da frente que exige mudanças.

Em Inhambane, a contestação já conheceu episódios de maior tensão, com membros do partido a protagonizarem acções contra a liderança e a exigirem a saída de Ossufo Momade. É neste ambiente que Muchanga percorre a província procurando apoio para uma agenda que pretende transformar a insatisfação dispersa numa pressão organizada pela convocação dos órgãos partidários e, posteriormente, de um congresso extraordinário.

Ossufo Momade lidera a RENAMO desde a morte de Afonso Dhlakama, em Maio de 2018, tendo sido eleito presidente do partido no congresso realizado em Janeiro de 2019. Desde então, conduziu a formação em dois ciclos de eleições gerais e esteve à frente do partido durante a implementação do processo de paz e desarmamento que se seguiu ao acordo assinado com o Governo em 2019.

É precisamente o legado político da RENAMO que Muchanga coloca agora no centro da disputa. O antigo porta-voz entende que a organização corre o risco de continuar a perder influência se não renovar rapidamente a liderança, enquanto os seus pronunciamentos mostram que a contestação deixou de estar concentrada apenas na exigência de saída de Ossufo Momade e passou a apresentar uma proposta concreta de transição: Conselho Nacional, reformas internas e congresso extraordinário para escolher quem deverá conduzir o partido.

A batalha que se desenha dentro da RENAMO será, por isso, tanto sobre Ossufo Momade quanto sobre o modelo de partido que emergirá da actual crise. Muchanga quer uma decisão antes de Novembro e percorre estruturas partidárias à procura de apoio para forçar essa mudança, enquanto o calendário político continua a avançar e reduz o tempo disponível para a reorganização pretendida pelos contestatários.

Em Vilankulo, a mensagem foi inequívoca: para António Muchanga, a RENAMO já não tem tempo apenas para discutir a crise, precisa de decidir quem a vai liderar para sair dela.

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O Presidente da República diz que os deputados devem ser capazes de identificar, discutir e resolver os problemas do povo, como seus representantes na Assembleia da República. Filipe Nyusi falava, ontem, durante o lançamento da coletânea da constituição da república, que contém os três instrumentos legislativos de 1975, 1990, 2004 e a actualização de 2018.

É uma obra da responsabilidade da Assembleia da República e contém os textos das quatro constituições de Moçambique, desde 1975 a 2018.

Para além de facilitar a compreensão da evolução histórica da legislação mãe Moçambicana, para Filipe Nyusi, a compilação demonstra a evolução da democracia do país.

A evolução da lei no país é fruto das discussões entre bancadas parlamentares, por isso, o estadista desafia os deputados a serem mais atentos aos problemas do povo.

“É nossa convicção de que as coisas nunca serão perfeitas no país, mas a harmonia no diálogo poderá permitir a criação de resposta para os problemas do povo. Os Deputados não são pessoas quaisquer, são figuras escolhidas pelo povo, por isso, devem estar atentos a todos os problemas das pessoas que os elegeram, e, posteriormente, terem a sensibilidade de debaterem com profundidade os problemas na Assembleia da República”, desafia Filipe Nyusi.

O antigo chefe de Estado, Joaquim Chissano, acompanhou toda a evolução da lei mãe, quando presidente e ministro em várias pastas. Para Chissano, a paz e tranquilidade foi um contributo para evolução legislativa no país.

Chissano diz que “as inúmeras circunstâncias e passos dados rumo a mais ampla democratização do país, tinha repercussão sobre o processo de pacificação e vice-versa.”

Já a Assembleia da República caracteriza a consumação do projecto da coletânea como um ganho político. Esta iniciativa da casa do povo insere-se nas celebrações dos 50 anos da proclamação da independência nacional.  Disse Esperança Bias, Presidente da Assembleia da República.

Os representantes dos partidos políticos com assento na Assembleia da República divergem quanto aos avanços na democracia e cumprimento da lei. Enquanto a Renamo e MDM dizem haver atropelos claros da constituição, a Frelimo fala de um avanço na democracia.

Nos 49 anos da independência nacional, dos quais 32 são de liberdades e implementação contínua da democracia. Entretanto, os partidos políticos com assentos no parlamento têm visões divergentes.

O Movimento Democrático de Moçambique admite ter havido avanços ao avaliar pela abertura e inclusão de mais partidos na casa do povo, porém, há ainda a permanência da dominação do que chama de partido estado dominante.

“A história é sempre história, é importante que o percurso seja acompanhado por acções. É verdade que o país tenha mudado de curso no cenário parlamentar com a introdução de mais partidos para além da FRELIMO. Se houve ou não avanços é uma discussão, o certo é que há sinais mas ainda é o suficiente”, disse Lutero Simango, Deputado e presidente do MDM

Ivone Soares é também confessa de que o Estado de direito democrático caminhou alguns passos, mas a falta de comprometimento da lei por parte dos governantes é uma anomalia visível.

A deputada da RENAMO espera que “seja respeitada a constituição como também a vontade do legislador que é a vontade do povo moçambicano em todos os domingos. A constituição é uma bússola do povo. Se cada um fizesse a sua parte, com certeza o cenário seria melhorado”, desafia Ivone Soares, Deputada da RENAMO

Já o partido Frelimo fala de um percurso de mudanças ocorridos durante os 49 anos, incluindo o novo cenário de multipartidarismo. Um processo que deve ser contínuo. “ A constituição não é um fim é um processo contínuo e que precisa ser aprimorado por muitos. Com certeza haver alturas em divergências virão a tona, mas há necessidade de todos continuarmos focados”, concretiza Sérgio Pantie- Deputado e chefe da bancada da  FRELIMO

O evento que teve lugar na cidade de Maputo, contou com a presença de membros do governo, deputados e corpo diplomático acreditado em Moçambique.

O presidente da República, Filipe Nyusi, disse que recebeu com grande pesar a notícia da morte de Salimo Muhamad. Nyusi entende que o músico contribuiu para tornar as artes moçambicanas uma referência no pós-independência.

Filipe Nyusi reagiu à morte do artista moçambicano Salimo Mohammad, durante a abertura da Feira Internacional de Turismo, onde afirmou que a morte do artista deixa um vazio na cultura nacional.

“Enquanto terminava a noite de ontem, tomei conhecimento, com imenso pesar,  do desaparecimento físico de uma célebre figura da cultura e do turismo, portanto, das artes moçambicanas, trata-se do músico Salimo Muhamad, também conhecido por Simião Mazuze.

O Chefe de Estado acrescentou ainda que “Salimo Muhamad contribuiu para a construção de uma referência sobre as artes moçambicanas do pós-independência, tendo sido um dos primeiros integrantes da banda RM, com a participação deste artista no desenvolvimento cultural nacional e a sua diferença em criar sons e ritmos que identificassem a cultura nacional, por isso deixa um enorme vazio nas artes moçambicanas”.

 

A Ordem dos Advogados de Moçambique diz que o Conselho Constitucional devia ter-se abstido de apreciar e anular a inscrição da CAD para as eleições legislativas e provinciais, porque não é da sua competência nem jurisdição. A agremiação entende que o averbamento da coligação 15 dias após o previsto na lei não pode justificar a sua exclusão. A OAM termina alertando que os órgãos de soberania devem munir-se de competência para se consolidar o Estado de Direito Democrático no país.

Através de um comunicado, a Ordem dos Advogados de Moçambique dá a conhecer a sua reflexão em torno do acórdão do Conselho Constitucional, que anula a inscrição da Coligação Aliança Democrática para as eleições legislativas e provinciais de 9 de Outubro.

A Ordem identificou no acórdão várias incongruências, a começar pela rejeição das listas plurinominais fechadas de candidatura da CAD:
“Esta situação concreta (não reunir os requisitos legais estatuídos para a apresentação de candidaturas) não configura qualquer das situações elencadas nos artigos 179o (Rejeição definitiva da lista) e 180o (Verificação das candidaturas e publicação das listas aceites e rejeitadas) do diploma legal retromencionado, tendo andado mal a CNE e o próprio Conselho Constitucional (CC) quando falam de rejeição de candidaturas, por inaplicável, tendo por isso, sido usada terminologia totalmente incongruente com a previsão legal.”

Por outro lado, a OAM entende que o Conselho Constitucional não tem competência primária nem exclusiva para declarar a legalidade ou não dos partidos políticos e/ou coligações: “Não havendo norma legal que atribui ao CC a competência primária (exclusiva) para apreciar recursos relativos à legalidade da constituição de partidos políticos e suas coligações, pelo princípio da tipicidade, do vertido nos artigos 8º n.º 1 e 193º n.º 1, ambos da Lei n.º 2/2019, de 31 de Maio e ainda pelo critério residual, no sentido de que cabe aos tribunais judiciais, por regra, julgar todas as causas que não estejam atribuídas a outra jurisdição, o CC não devia ter declarado nula a Deliberação n.º 59/CNE/2024, de 9 de Maio, que aceita a inscrição da CAD para fins eleitorais. Ou seja, devia ter-se abstido de conhecer sobre os vícios dessa Deliberação (n.º 59/CNE/2024, de 9 de Maio), por falta de competência em razão da hierarquia, cujas consequências se assemelham à incompetência absoluta do tribunal.”

A Ordem entende haver exagero por parte do Conselho Constitucional ao considerar o não averbamento da CAD no prazo de 15 dias previsto na lei como Irregularidade Invalidade Absoluta, porque, no seu entender: “Este prazo (15 dias) não é preclusivo, podendo ser efectuado sempre e a qualquer momento. Feito o averbamento da coligação posteriormente ao prazo de quinze dias, a questão da personalidade judiciária consolida-se com a aquisição da personalidade jurídica, nos termos do artigo 5º (Conceito e medida da personalidade judiciária) do Código de Processo Civil (CPC)”.

Pelo que a decisão que foi tomada deveria ter outro sentido: “Tratava-se aqui de aplicar a regra da actualidade material da decisão, nos termos do artigo 663º (Atendibilidade dos factos jurídicos supervenientes), n.º 1, do CPC, por via do qual as decisões devem tomar em consideração todos os factos constitutivos, modificativos ou extintivos do direito que se produzam após o decurso do processo, de modo a corresponder à situação existente no momento do encerramento da decisão, no caso da Deliberação n.º 82/CNE/2024, de 17 de Julho, pois nesta data o averbamento já tinha sido feito no dia 18 de Junho de 2024. Comprovado o averbamento superveniente da coligação, verifica-se a assunção retroactiva dos actos praticados pela mesma, pois a irregularidade foi sanada. A irregularidade invalidante em causa era relativa, que só se colocaria se não tivesse havido sanção da irregularidade à data da Deliberação n.º 82/CNE/2024, de 17 de Julho, o que não é, nem foi o caso”.

Os advogados terminam a sua reflexão alertando que o Estado de Direito Democrático não se consolida apenas com a independência dos poderes de soberania, mas também com competência. E lembram ainda que não se pode citar jurisprudência que apenas descreve os procedimentos que devem ser observados para a constituição de coligações partidárias para efeitos eleitorais, mas que não aborda a questão das consequências da inobservância de formalismos legais. Essa citação assim feita representa “uma mão cheia de nada”.

O projecto de interligação de energia eléctrica Moçambique–Malawi conheceu um novo avanço, podendo estar concluído em Dezembro deste ano.

Depois de sucessivos adiamentos do prazo da entrega da empreitada, devido a dificuldades de vária ordem, eis que uma garantia veio do empreiteiro da obra sobre a finalização dos trabalhos em curso, escreve a Rádio Moçambique.

Neste momento, as obras de construção da subestação de Matambo estão a cerca de 60% de execução, acreditando-se que, nos próximos dois a três meses, será feito o comissionamento da mesma para posterior entrega.

Para o lançamento da linha de transporte da corrente eléctrica nos 141 quilómetros que compreendem o território moçambicano, estão já erguidas 100 das 304 torres previstas.

Foi Yang Yanlong, representante da empresa SINO HYDRO, encarregada pela construção da subestação de Matambo, que nesta terça-feira deu a garantia deste novo prazo, a missão da imprensa malawiana que está a trabalhar nas regiões Centro e Norte do país.

“O prazo do término da empreitada foi reiterado pelo fiscal das obras civis, Firmino Langa, quem faz votos para que o fornecimento do material seja feito na actual dinâmica, para que esta nova data limite não seja mais uma vez ultrapassada”, disse.

Trata-se de uma empreitada que emprega cerca de mil trabalhadores, entre moçambicanos, chineses, zimbabweanos e zambianos.

A subestação em construção terá uma capacidade instalada de 400 Megawatts e, destes, Malawi irá apenas importar 120 Megawatts.

A União Desportiva de Almería, conjunto onde evolui o internacional moçambicano Bruno Langa, defronta, esta quinta-feira, 8 de Agosto, o Al Nassr de Cristiano Ronaldo, em jogo inserido no Troféu Memorial Juan Rojas. A partida, inserida na pré-temporada das duas equipas, está agendada para o Estádio Mediterrâneo, às 21h00 locais.

O Troféu Memorial Juan Rojas é um torneio amistoso de futebol organizado pelo Almería, fazendo menção a Juan Rojas, atleta desta colectividade que comandou o AD Almería, levando-o a disputar duas temporadas na Primeira Divisão no final dos anos 70 e início dos 80, e que faleceu em 14 de Agosto de 2000 devido a um ataque cardíaco, sem poder ver o resultado de seus esforços.

 

SPORTING PREPARA JOGO COM RIO AVE

O Sporting de Geny Catamo já projecta a estreia do campeonato contra o Rio Ave na próxima sexta-feira, dia 9, no Estádio José Alvalade.

Rúben Amorim teve quase todo o plantel à sua disposição, com Nuno Santos, Rafael Nel e St. Juste, os três a contas com lesões, a serem os únicos nomes ausentes da sessão de trabalho.

Os leões trabalharam na Academia Cristiano Ronaldo, depois de um dia de folga, e têm novo treino marcado para a manhã de quarta-feira.

Guardião está seguro em Alvalade e preparado para lutar por um lugar na baliza com reforço bósnio. O Sporting também não está disposto a perder o uruguaio para manter forte competitividade.

João Gonçalves, da AF Porto, será o árbitro do jogo de abertura da Liga, esta sexta-feira, às 20h15, no duelo entre o Sporting e o Rio Ave, no Estádio José de Alvalade.

Ainda há pessoas que recorrem a poços artesanais para terem poços artesanaispara uso doméstico na cidade de Maxixe, província de Inhambane.

Além de a água ser imprópria, as mulheres percorrem longas distâncias para ter o precioso líquido.

“Sofremos muito, porque temos de ir para muito longe para buscar água”, reclamou Hortência Raimundo, residente em Maxixe.

Aurélia Venâncio vive o mesmo dilema e reclama ainda do facto de, devido ao problema, serem obrigados a acordar muito cedo para procurar água.

“Acordamos às 4h00 para a zona baixa. Não dormimos. A nossa vida é buscar água. Só depois disso é que vamos à ‘machamba'”, manifestou-se agastada.

O edil de Maxixe reconhece o problema e diz que o município pretende construir, ainda este ano, mais cinco pequenos sistemas de abastecimento de água em igual número de bairros.

Em Maxixe, há relatos de fontes de água que estão a ser vandalizadas e o governador de Inhambane, Eduardo Mussanhane, diz que esse fenómeno tem de acabar.

Os governantes falavam à imprensa depois de inaugurar três pequenos sistemas de abastecimento de água para prover o precioso líquido a um total de 4500 pessoas.

O consenso entre as bancadas parlamentares em retirar o poder dos tribunais distritais de ordenar a recontagem de votos é um claro sinal das incertezas no país em relação às regras eleitorais que se pretendem. Quem defende o pensamento são os analistas políticos, Custódio Duma e Esaú Cossa.

Sem tempo nem manobras, um grupo de trabalho da Assembleia da República reuniu-se, na tarde de segunda-feira, e decidiu, em consenso, voltar a mexer na Lei Eleitoral, retirando a alínea que atribui poderes aos tribunais distritais para ordenar a recontagem de votos.

A Lei n.º 8/2013 de 27 de Fevereiro foi revista e aprovada em consenso pelo Parlamento, mas foi devolvida pelo Chefe do Estado, por entender haver atropelos, porém, sem fundamentos. Na visão do analista Custódio Duma, a decisão de Filipe Nyusi é uma contradição ao que se pretende como Estado.

“Esta reviravolta mostra, mais uma vez, as incertezas que existem em relação ao que nós pretendemos como regras fundamentais para aquilo que vão ser as eleições que se avizinham. Já são eleições que estão a criar algum barulho, não só na interpretação da lei em vigor, mas também na forma como se tratou o último processo”, afirma Duma.

A mesma percepção tem o analista Esaú Cossa que, na sua abordagem, afirmou que “ao voltarem para uma posição que já tem consenso, demonstram que realmente este poder legislativo está a reboque do poder Executivo”.

No novo cenário da legislação eleitoral, o Conselho Constitucional passa a ser a única instituição decisória, o que poderá diminuir a credibilidade do processo.

“Agora, vamos às eleições gerais e nós sabemos que é muita subrecarga para um Conselho Constitucional para lidar com o país inteiro. Aqui não vai haver legitimidade. A legitimidade vai ser uma legitimidade roubada e sequestrada”, acrescenta Esaú Cossa.

De acordo com Custódio Duma, a retirada do poder aos tribunais distritais é um sinónimo de sufoco à democracia.

“Houve um recuo na própria democracia e no jogo de forças dos três poderes. É atar a democracia moçambicana, quer dizer, é amarrar a democracia moçambicana para dar força àqueles que têm intenção de fazer mal ao processo de desenvolvimento deste país”, alertou.

Após a sessão desta quarta-feira, os parlamentares deverão reunir-se para a aprovação do instrumento em colectivo, antes de ser novamente enviado ao Presidente da República.

Ossufo Momade, presidente da Renamo, o maior partido da oposição em Moçambique, desafia os cidadãos a apostarem de forma mais séria e responsável na agricultura para acabar com a fome no país.

Falando durante o comício que orientou ontem, no posto administrativo de Dombe, distrito de Sussundenga, província central de Manica, Momade, citado pela Agência de Informação de Moçambique, assegurou que vai acabar com a agricultura de cabo curto em todos os distritos do país e fomentar um sector mecanizado e moderno.

O líder da Renamo efectua desde meados de Julho último num périplo da pré-campanha eleitoral que antecede o início, a 26 do mês corrente, da campanha propriamente dita, cujo lançamento vai ser a 24.

“A primeira coisa que nós queremos fazer em Moçambique é construir um Moçambique sem fome. Queremos um Moçambique rico, desenvolvido, através da agricultura”, disse.

Momade disse que, para o efeito, caso ganhe as eleições vai distribuir tractores aos camponeses como forma de fomentar uma agricultura mecanizada e, com isso, refinanciar um ciclo de produção e produtividade.

O presidente da Renamo deplora o estado do mercado de Dombe, que necessita de uma transformação profunda para se apresentar com o devido saneamento.

Diariamente, os vendedores pagam taxas de ocupação de espaços, mas Momade disse que o dinheiro não é destinado a criar melhorias para o mercado.

“Vocês diariamente são obrigados a pagar taxas aqui pelo Governo. E o que é que fizeram? Falta cimentar aqui. Cada comerciante fez a sua barraca. A função do Governo é só cobrar e meter dinheiro no bolso?”, questionou.

Momade concorre para as eleições presidenciais, apoiado pela Renamo. As eleições, incluindo as legislativas e de governadores, estão marcadas para 09 de Outubro próximo.

Mais uma trabalhadora de sexo foi assassinada, na cidade da Beira, totalizando seis desde Janeiro a esta parte, contra sete em igual período do ano passado. O suposto autor do crime foi detido e é um indivíduo com histórico de violência contra menores e mulheres.

Nem mesmo os intensos movimentos feministas e accões conjuntas dos vários órgãos ligados à justiça, em Sofala, conseguem travar o assassinato de mulheres naquele ponto do país.

Na madrugada do passado domingo, mais uma trabalhadora do sexo desapareceu depois de ter estado com um cliente. A mesma foi encontrada morta, terça-feira.

A amiga da vítima, igualmente trabalhadora de sexo, contou que a malograda saiu na companhia do indivíduo agora detido e que, pouco tempo depois, ela recorreu ao telefone do indiciado para falar com ela.

A mesma diz ainda que Tina, assassinada, e o jovem ora detido passariam a noite na sua residência.

Outrossim, diz que os números da amiga e do indiciado estavam desligados e que, dois dias depois, na terça-feira, ficou a saber que a amiga foi encontrada morta e decidiu colaborar com a polícia. O jovem foi detido por fortes suspeitas de ser o autor do crime, mas nega as acusações.

As cicatrizes que o indiciado tem no pescoço aumentam as suspeitas que levaram à sua detenção.

No decurso das diligências em torno deste crime, o SERNIC na Beira descobriu que corre um outro processo contra o detido, que andava fugitivo, indiciado de ter violado uma menor de dois anos de idade no distrito de Dondo.

Aliás, consta que estava na cadeia desde princípios do ano passado e que saiu em liberdade há menos de um mês por ter sido encontrado na posse de um telefone que pertencia a uma trabalhadora de sexo que sofreu violência sexual e foi assassinada no distrito de Dondo.

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