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O antigo internacional inglês Rio Ferdinand saiu esta segunda-feira em defesa de Cristiano Ronaldo, após a onda de críticas dirigida ao capitão da selecção portuguesa na sequência da sua exibição no empate (1-1) diante da República Democrática do Congo, na estreia de Portugal no Campeonato do Mundo de 2026.

Falando no seu canal de YouTube, “Rio Ferdinand Presents”, o antigo defesa do Manchester United considerou natural que Ronaldo esteja constantemente sob escrutínio devido à dimensão da sua carreira e ao estatuto que construiu ao longo dos anos.

“Não esperaria que Cristiano Ronaldo jogasse bem, mal ou indiferente e não recebesse enormes manchetes. Ele sabe o quão grande é e aceita que será sempre alvo de atenção quando as coisas não correm como esperado”, afirmou Ferdinand.

O ex-jogador recordou ainda o papel decisivo do avançado português na qualificação para o Mundial, rejeitando as opiniões que defendem a sua saída do onze inicial.

“Está toda a gente a dizer que ele não deve jogar e que está a prejudicar a equipa. Mas eu diria que, sem os golos dele durante a fase de qualificação, Portugal provavelmente nem estaria no Mundial”, sustentou.

Ferdinand mostrou-se igualmente convicto de que o seleccionador Roberto Martínez continuará a apostar em Ronaldo nas próximas partidas.

“Se um jogador teve um papel tão importante no apuramento para um torneio, é difícil imaginar que, quando a competição começa, passe subitamente a não ser necessário”, acrescentou.

Para Ferdinand, a personalidade competitiva do capitão português continua a ser uma das suas maiores características, mesmo aos 41 anos, e não deve ser encarada como algo negativo.

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A Missão de Assistência Militar da União Europeia em Moçambique (EUMAM MOZ) recebeu a visita do Chefe de Operações do Exército Finlandês, Brigadeiro-General Sami-Antti Takamaa, acompanhado pela sua delegação. 

 A visita teve como objectivo proporcionar uma visão directa sobre a situação actual da Missão, com especial enfoque nas condições em que a EUMAM MOZ opera, nos principais desafios operacionais e estruturais que enfrenta, e no trabalho em curso no âmbito dos Programas de Regeneração das Forças de Reação Rápida (QRFs) das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM). 

 Durante a visita, a delegação finlandesa teve oportunidade de se reunir com o Comandante da Força da EUMAM MOZ, Comodoro César Pires Correia, receber uma apresentação sobre a Missão e conhecer de perto as actividades desenvolvidas nas áreas de mentoria e assistência militar. A deslocação ao Campo de Treino de Katembe permitiu ainda observar os padrões de treino assistido atualmente em curso, com a 3.ª QRF de Fuzileiros. 

 A presença de destacados representantes militares dos Estados-Membros da União Europeia (UE) reforça a importância da cooperação contínua no seio da UE e evidencia o compromisso conjunto com o reforço das capacidades das FADM. 

 Enquanto Missão não executiva da União Europeia, a EUMAM MOZ centra-se no ciclo de formação operacional, na manutenção e na formação especializada, contribuindo para a profissionalização, autonomia e prontidão operacional das FADM. A Missão reúne militares e civis de várias nacionalidades europeias, incluindo quatro militares do contingente finlandês.

O Presidente da República, Daniel  Chapo, reafirmou, esta sexta-feira, em Malabo (Guiné  Equatorial), o compromisso do seu Governo com a  protecção dos moçambicanos no estrangeiro e a consolidação da  paz e unidade nacional. 

Durante um encontro emotivo com a comunidade residente na Guiné  Equatorial, o Chefe do Estado destacou a criação inédita da  Secretaria de Estado das Comunidades para responder às  necessidades da diáspora e assegurou que a abertura de uma  representação diplomática no país está sob análise prioritária. O  governante aproveitou a ocasião para apelar à preservação dos  valores de reconciliação, distanciando a identidade moçambicana  de discursos de ódio ou atos de violência.

A visita do estadista moçambicano a Malabo ocorre no âmbito da sua  participação na 11ª Cimeira dos Chefes de Estado e de Governo da  Organização dos Estados da África, Caraíbas e Pacífico (OEACP).  Logo à chegada, priorizou o contacto directo com os compatriotas,  sublinhando que não poderia passar pela capital equato-guineense  sem saudar os “filhos da nossa pátria amada”. O Presidente Chapo  expressou gratidão pela receção fraterna, afirmando ser um motivo  de orgulho ver que, mesmo longe, os cidadãos mantêm “viva a  chama da moçambicanidade”. 

No diálogo com a comunidade, o governante abordou com  transparência a vulnerabilidade climática que Moçambique enfrenta,  explicando detalhadamente os impactos das cheias e ciclones. Por  conseguinte, recordou que o país é atravessado por nove bacias  hidrográficas, o que o coloca entre os dez mais afetados no mundo. 

“Mesmo que não esteja a chover em Moçambique, basta estar a  chover na África do Sul, no Zimbabwe ou noutros países do interior  toda a água tende a correr para o mar, e passa pelos nossos rios,  transborda e provoca cheias e inundações”, elucidou o governante. 

Sobre a segurança nacional, o Chefe do Estado partilhou a  indignação face ao terrorismo em Cabo Delgado, mas garantiu que o  combate permanece firme. Segundo disse, o Executivo está focado  em restaurar a estabilidade para garantir o desenvolvimento inclusivo. 

“Queremos assegurar-vos que o nosso Governo continua firme e  empenhado no combate ao terrorismo, em restaurar a paz, garantir a  segurança das populações e criar melhores condições de vida”,  declarou, agradecendo a solidariedade interna e internacional  recebida desde o início do conflito. 

O Presidente da República destacou ainda que a sua gestão está  focada na diplomacia económica para atrair investimentos e  dinamizar a economia nacional. Respondendo ao incentivo dos  moçambicanos na diáspora, sublinhou que a determinação do  Governo visa melhorar a vida do povo “dentro e fora do país”. O  estadista apontou o Diálogo Nacional Inclusivo, que conta com a 

participação de partidos parlamentares e extraparlamentares, como  um pilar essencial para a estabilidade política e social. 

Um dos pontos altos da intervenção foi o anúncio de medidas  institucionais para apoiar os cidadãos no exterior. O Chefe do Estado  lembrou que, pela primeira vez na história do país, foi criada a figura  da Secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e Comunidades  Moçambicanas no Exterior para cuidar especificamente destes  interesses. 

“Ela tem a missão de colaborar convosco diante das vossas  preocupações legítimas, desafios e iniciativas, sempre na busca de  soluções eficazes”, explicou, reforçando que a diáspora é parte  integrante e essencial da nação. 

Respondendo directamente a uma das principais reivindicações da  comunidade em Guiné Equatorial, o Presidente Chapo prometeu  analisar a instalação de uma representação consular em território  equato-guineense. Reconheceu que esta é uma “aspiração justa”  face à crescente presença de moçambicanos no país. “Queremos  assegurar-vos que esta questão será analisada com responsabilidade  e sentido de prioridade de Estado”, afirmou, garantindo que o  objectivo é aproximar os serviços do Estado aos cidadãos que vivem  além-fronteiras. 

Apelando à coesão social, o Estadista exortou os presentes a  continuarem a agir como embaixadores dos valores tradicionais do  país, baseados na humildade e no trabalho. 

Ademais, foi incisivo ao separar a identidade nacional de  comportamentos de instabilidade, afirmando que o povo  moçambicano não se define pelo conflito. “Moçambicano não é um  povo de ódio, moçambicano não é um povo de violência,  moçambicano não é um povo de guerra, moçambicano não é um  povo de manifestações violentas, ilegais e criminosas”, vincou. 

Por fim, o Presidente Daniel Chapo reiterou a necessidade de  combater discursos divisionistas para proteger a soberania e a  integridade territorial. Para si, o futuro de Moçambique depende da 

promoção de mensagens de amor e unidade nacional em detrimento  da destruição. “A guerra destrói, a paz constrói, o ódio destrói, o amor  constrói, a violência destrói, a reconciliação constrói”, concluiu,  despedindo-se com a garantia de que a comunidade pode contar  com o apoio contínuo da sua governação.

Um funcionário do Estado, de 38 anos, perdeu a vida ao tentar atravessar a via que liga os distritos de Guijá e Chókwè, na província de Gaza, arrastado pela forte corrente de água que há duas semanas condiciona a circulação naquele troço. Os residentes desta via reclamam das péssimas condições de travessia e falam dos perigos que assombram a via.

O caso reacende críticas das populações à falta de alternativas seguras de travessia e à demora no cumprimento de promessas governamentais.

Segundo testemunhas, o homem tentava alcançar o município de Chókwè quando foi surpreendido pela força das águas. O corpo foi recuperado no dia seguinte à sua morte.

“O jovem é de Guijá e perdeu a vida aqui. Ele tentou passar por aqui, mas não conseguiu. A água puxou e ele perdeu a vida”, relatou Lucas, residente local, frisando ainda que “ninguém está bem, mesmo eu não estou bem, mas é para fazer o que? Ninguém mandou isso aqui”.

A estrada, considerada estratégica por ligar Chókwè, Guijá e a vila de Caniçado, permanece parcialmente submersa desde as últimas cheias, dificultando a mobilidade de pessoas e bens. A situação tem forçado a população a recorrer a pequenas embarcações artesanais, muitas vezes em condições precárias.

Dias antes do incidente, a governadora da província de Gaza, Margarida Mapandzene, havia reconhecido o risco e apelado à prudência, além de prometer reforço nos meios de travessia.

“Esta via é de capital importância. Queremos apelar àqueles que continuam a arriscar a atravessar esta água com muita corrente que não o façam. Tivemos situações não muito agradáveis nas cheias de Janeiro, com carros arrastados, pessoas arrastadas”, disse Mapandzene a 20 de Março. 

Na ocasião, a Governadora realçava que a interrupção da mesma era preciso haver alguma alternativa para a comunicabilidade dos dois locais, e que “neste momento, estamos a ver aqui umas embarcações que ajudam a travessia da nossa população, e também temos uma embarcação movida a motor que vamos meter nesta via para ajudar cada vez mais a nossa população”.

No entanto, moradores dizem que as medidas ainda não se concretizaram. A ausência de fiscalização e de transporte público seguro agrava o cenário, segundo os utentes.

“Quem quer passar tem que pagar o barco. E nem todos têm dinheiro”, lamentou Lino Manuel.
“São barcos com infiltrações, mesmo assim as pessoas arriscam a vida por necessidade”, acrescentou Januário, outro utente.

No local, embarcações chegam a transportar até oito passageiros por viagem, além de mercadorias, sem controlo das autoridades. O custo da travessia varia entre 50 e 100 meticais, valor considerado elevado para muitas famílias num contexto de desemprego e dificuldades económicas.

Apesar dos riscos evidentes, muitos continuam a atravessar diariamente, pressionados pela necessidade de trabalho e acesso a serviços. Outros, por falta de recursos, ficam retidos.

A situação insere-se num quadro mais amplo de cheias na província de Gaza. Na cidade de Xai-Xai, autoridades mantêm alerta máximo devido à interrupção recorrente da circulação na Estrada Nacional Número Um (N1) nos últimos dias. Pelo menos 10 bairros estão inundados, afectando mais de 6.100 pessoas, segundo dados preliminares.

Enquanto isso, a travessia entre Chókwè e Guijá permanece um ponto crítico, onde a urgência por soluções seguras se torna cada vez mais evidente após mais uma vida perdida.

O Gabinete Parlamentar da  Assembleia da República manifestou hoje o seu reconhecimento pelo  empenho humanitário da Primeira-Dama da República, Gueta  Selemane Chapo, no auxílio às famílias afectadas pelas recentes  inundações na província de Gaza. 

Durante um encontro de trabalho com a equipa liderada pela  presidente da estrutura técnica, Maria Marta, foi destacada a  prontidão da Primeira-Dama em unir esforços com as deputadas para  garantir que a assistência chegue de forma célere e digna às  populações vulneráveis, reforçando o papel da fiscalização e do  apoio social em tempos de crise nacional.

A presidente do Gabinete Parlamentar sublinhou a relevância da  colaboração interinstitucional no terreno, enfatizando que a união de  esforços tem sido determinante para mitigar o sofrimento das  comunidades atingidas. Segundo a responsável, a presença estatal e  o suporte do Gabinete da Primeira-Dama são pilares que sustentam a  eficácia das operações de socorro em curso nas zonas mais críticas do  sul do país. 

Ao detalhar a experiência da missão conjunta, Maria Marta fez  questão de pontuar a importância da iniciativa da esposa do  Presidente da República ao incluir a estrutura parlamentar na linha da  frente. “Queremos enaltecer o convite que a Primeira-Dama fez ao  Gabinete da Mulher Parlamentar na sua deslocação à província de  Gaza, em apoio às vítimas das cheias”, afirmou a presidente, em  declaracoes à imprensa, destacando o impacto positivo desta  sinergia. 

A actuação no terreno não se limitou ao protocolo, envolvendo um  trabalho directo de assistência e levantamento de necessidades das  populações que perderam bens e meios de subsistência devido à fúria  das águas. “O gabinete esteve lá, trabalhou junta e prontamente com  a Primeira-Dama, ela que esteve a apoiar as populações, esteve a dar  o ombro àquelas populações que estão sofrendo neste momento”,  declarou Maria Marta. 

A presidente contextualizou a gravidade da situação climática que  Moçambique atravessa, lembrando que o país enfrenta um período  cíclico de desafios ambientais extremos. “Nós sabemos que o país está  a ser assolado pelas cheias e inundações, e a Primeira-Dama tem  estado a fazer tudo para esta população”, observou, reiterando a  necessidade de uma vigilância contínua pelas autoridades. 

O foco da actuação do Gabinete da Primeira-Dama e parlamentar,  conforme descrito pela responsável, assenta na inclusão e na garantia  de que nenhum moçambicano seja esquecido durante o processo de  realocação e assistência humanitária. Maria Marta reforçou que o  objetivo é “fazer tudo para que todos se sintam acomodados, todos se  sintam apoiados e que nenhuma pessoa fique para trás”.

No encerramento das suas declarações, Maria Marta reiterou o  agradecimento institucional pela postura proactiva da Esposa do  Chefe do Estado, validando o impacto das suas acções na coesão  social do país. “Portanto, agradecer mais uma vez à Primeira-Dama do  país por tudo que tem feito para o povo moçambicano”, concluiu a  presidente do Gabinete Parlamentar. 

A Primeira-Dama da República, Gueta Chapo, enalteceu hoje, em Maputo, o desempenho da equipa feminina de voleibol da Universidade Pedagógica de Maputo (UP-Maputo), classificando-a como um dos maiores orgulhos nacionais na modalidade.

A distinção ocorreu no quadro das celebrações do 40.º aniversário da instituição, durante uma cerimónia em que foram homenageadas as atletas, tricampeãs regionais da África Austral, pelo seu percurso de excelência no desporto universitário.

Na ocasião, Gueta Chapo destacou que a trajectória da UP-Maputo, ao longo de quatro décadas, tem sido determinante na formação de quadros para o país, sobretudo professores que sustentam o Sistema Nacional de Educação, bem como profissionais que integram diversas instituições de ensino superior.

“É com enorme satisfação que me junto a dirigentes, atletas, docentes, estudantes e parceiros desta universidade que celebra 40 anos de existência”, afirmou, sublinhando o contributo da instituição para o desenvolvimento social e humano de Moçambique.

Referindo-se ao voleibol feminino, a Primeira-Dama considerou que a equipa representa um exemplo de disciplina, ética e patriotismo, afirmando que o seu sucesso ultrapassa fronteiras. Segundo disse, não é exagero classificá-la como a melhor formação da Zona 6 da África Austral.

Gueta Chapo recordou o palmarés recente da equipa, com destaque para as medalhas de ouro conquistadas em competições regionais realizadas no Malawi (2019), Lesoto (2023) e Botswana (2024), além da prata alcançada em Maputo (2022) e o bronze obtido em Polokwane (2025). A nível interno, salientou, a equipa mantém-se campeã invicta desde 2018.

A Primeira-Dama descreveu a premiação como um gesto de reconhecimento e incentivo, sobretudo para as jovens moçambicanas, defendendo que as atletas da UP-Maputo constituem uma referência para a juventude, ao aliarem formação académica e prática desportiva.

Por seu turno, as atletas manifestaram gratidão pelo apoio recebido, atribuindo os resultados alcançados à disciplina e ao acompanhamento da direcção da universidade e do Governo. Aproveitaram a ocasião para encorajar os jovens à prática do desporto como forma de promoção da saúde, da convivência e do respeito mútuo.

A cerimónia culminou com a entrega simbólica de uma medalha à Primeira-Dama, em reconhecimento pelo apoio demonstrado ao desporto nacional.

A missão de paz da ONU na República Democrática do Congo alertou, esta quinta-feira que as hostilidades entre o governo estão a espalhar-se para além do epicentro tradicional de Kivu do Norte e do Sul, atingindo a província de Tshopo, longe das linhas de frente.

Em declarações ao Conselho de Segurança, Vivian van de Perre, vice-chefe da MONUSCO, citada pelo Africanews, afirmou que os recentes combates têm sido marcados pelo uso crescente de drones ofensivos e pela interferência sistemática em sinais de GPS em áreas urbanas.

Ela citou incidentes que afetaram o Aeroporto de Bangoka em Kisangani e localidades em Goma, levantando “sérias preocupações sobre os riscos para civis e infraestrutura civil”.

Van de Perre também observou que as restrições de acesso dificultam a capacidade da ONU de monitorar abusos, enquanto jornalistas e defensores dos direitos humanos em áreas controladas pelo M23 enfrentam intimidação e detenção arbitrária.

Prevê-se que a insegurança alimentar afete 26,6 milhões de pessoas este ano – aproximadamente um quarto da população.

O embaixador da República Democrática do Congo, Zénon Ngay Mukongo, disse ao Conselho que as ofensivas do M23 continuam com o apoio das Forças de Defesa de Ruanda, classificando-as como “uma grave violação da soberania e integridade territorial” de seu país.

A África do Sul foi retirada da lista de convidados da próxima cimeira do G7, após pressão dos Estados Unidos, num episódio que evidencia o aumento das tensões diplomáticas.

De acordo com a presidência sul-africana, o convite foi retirado pela França, anfitriã do encontro, marcado para 15 e 17 de Junho deste ano.

O governo sul-africano afirma que Washington terá ameaçado boicotar a reunião caso Pretória mantivesse a sua participação.

As relações entre o presidente Donald Trump e o governo sul-africano deterioraram-se nos últimos meses, sobretudo devido a disputas comerciais e críticas às políticas internas de redistribuição económica, consideradas discriminatórias pelos Estados Unidos.

As divergências estendem-se ao plano internacional, após a África do Sul levar Israel ao Tribunal Internacional de Justiça.

Apesar da exclusão, Pretória reafirma o compromisso com o diálogo e garante que continuará a defender os seus interesses no cenário global.

A ministra das Finanças, Carla Louveira, defende que o desenvolvimento do País exige fontes de financiamento diversificadas, sustentáveis e crescentes, baseadas na mobilização da poupança interna e do investimento externo.

“O mercado de capitais é, neste contexto, um instrumento incontornável, não apenas como alternativa ao financiamento bancário, mas como mecanismo de democratização do acesso ao investimento”, referiu a governante.

Carla Louveira falava durante a cerimónia de premiações da Bolsa de Valores de Moçambique (BVM 2026), encontro que contou com a presença dos presidentes da Bolsa de Valores de Cabo-Verde, Angola, entre outras personalidades.

Por sua vez, o presidente da Bolsa de Valores, Pedro Cossa, explicou que a cerimónia visa reconhecer o papel de cada empresa cotada na Bolsa pela dinamização do mercado de capitais moçambicano para financiar a economia.

Já a presidente da Bolsa de Valores de Cabo-Verde, Júlia Alves da Cruz, justificou a sua presença no evento com a necessidade de renovar o compromisso dos dois países firmado em 2022 para a partilha de conhecimentos.

Segundo uma nota publicada na página electrónica do Ministério das Finanças, ao longo dos 27 anos de sua existência, a Bolsa de Valores foi marcada por uma trajectória de resiliência e um compromisso constante com a modernização.

O ministro da Saúde, Ussene Isse, afirmou que o sistema nacional de saúde enfrenta sérios desafios provocados por calamidades naturais e limitações estruturais, mas garantiu que o sector continua a funcionar e a prestar serviços à população.

Falando durante uma intervenção pública, o governante destacou que cheias e ciclones têm causado a destruição de várias infra-estruturas sanitárias, o que dificulta o acesso das comunidades aos serviços de saúde. Segundo explicou, essa realidade levou alguns indicadores do sistema a níveis críticos.

Apesar das dificuldades, o ministro assegurou que o Governo está empenhado em recuperar e fortalecer o sector. De acordo com Ussene Isse, a saúde foi definida como uma das prioridades pelo Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, o que permitiu acelerar processos de aquisição de medicamentos, equipamentos e outros meios essenciais para o funcionamento das unidades sanitárias.

O governante explicou que os processos de aquisição no sector público podem levar entre 12 e 18 meses, mas sublinhou que o Ministério está a trabalhar para responder às necessidades mais urgentes da população.

Durante a sua intervenção, o ministro também reagiu às preocupações levantadas por sectores políticos, incluindo o Movimento Democrático de Moçambique (MDM), afirmando que o debate é importante, mas apelou à colaboração de todos na busca de soluções para melhorar o sistema de saúde.

Mesmo perante os desafios, Ussene Isse afirmou que os serviços de saúde continuam a registar resultados positivos, com aumento no número de consultas, atendimentos de urgência e cirurgias realizadas nas unidades sanitárias do país. Acrescentou ainda que a taxa de mortalidade hospitalar em Moçambique está abaixo de 5 por cento, dentro dos padrões recomendados pela Organização Mundial da Saúde.

O ministro destacou igualmente o trabalho dos profissionais de saúde, que, segundo ele, continuam na linha da frente a prestar assistência à população. Em contextos recentes de emergência, mais de 16 mil pessoas foram atendidas, mesmo quando alguns profissionais também enfrentavam perdas pessoais causadas por desastres naturais.

Para reforçar o sistema, o Ministério da Saúde anunciou medidas como a revitalização do plano de manutenção de equipamentos médicos, aquisição de ambulâncias, motorizadas e bicicletas para apoio às equipas no terreno, além de um programa acelerado de formação de recursos humanos.

Ussene Isse afirmou que o sector continuará a apostar na qualidade e humanização dos serviços de saúde, com o objectivo de melhorar o atendimento nas unidades sanitárias e garantir maior acesso aos cuidados médicos para a população moçambicana.

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