O antigo internacional inglês Rio Ferdinand saiu esta segunda-feira em defesa de Cristiano Ronaldo, após a onda de críticas dirigida ao capitão da selecção portuguesa na sequência da sua exibição no empate (1-1) diante da República Democrática do Congo, na estreia de Portugal no Campeonato do Mundo de 2026.
Falando no seu canal de YouTube, “Rio Ferdinand Presents”, o antigo defesa do Manchester United considerou natural que Ronaldo esteja constantemente sob escrutínio devido à dimensão da sua carreira e ao estatuto que construiu ao longo dos anos.
“Não esperaria que Cristiano Ronaldo jogasse bem, mal ou indiferente e não recebesse enormes manchetes. Ele sabe o quão grande é e aceita que será sempre alvo de atenção quando as coisas não correm como esperado”, afirmou Ferdinand.
O ex-jogador recordou ainda o papel decisivo do avançado português na qualificação para o Mundial, rejeitando as opiniões que defendem a sua saída do onze inicial.
“Está toda a gente a dizer que ele não deve jogar e que está a prejudicar a equipa. Mas eu diria que, sem os golos dele durante a fase de qualificação, Portugal provavelmente nem estaria no Mundial”, sustentou.
Ferdinand mostrou-se igualmente convicto de que o seleccionador Roberto Martínez continuará a apostar em Ronaldo nas próximas partidas.
“Se um jogador teve um papel tão importante no apuramento para um torneio, é difícil imaginar que, quando a competição começa, passe subitamente a não ser necessário”, acrescentou.
Para Ferdinand, a personalidade competitiva do capitão português continua a ser uma das suas maiores características, mesmo aos 41 anos, e não deve ser encarada como algo negativo.
A tensão no Médio Oriente volta a escalar depois de o parlamento do Irão aprovar um plano que prevê a cobrança de portagens a navios que atravessem o estratégico Estreito de Ormuz, uma das principais rotas energéticas do mundo.
A proposta inclui mecanismos financeiros em moeda local e cooperação com Omã, país que partilha o controlo da via marítima.
O plano vai mais longe e estabelece a proibição de passagem para embarcações associadas aos Estados Unidos e a Israel, bem como a outros países que tenham imposto sanções a Teerão. A medida surge num contexto de forte escalada militar, após ataques registados a 28 de Fevereiro, que levaram o Irão a declarar o encerramento da rota.
Desde então, o tráfego marítimo caiu drasticamente, com uma redução estimada em cerca de 95%, afectando directamente exportadores como a Arábia Saudita e o Qatar. As consequências já se fazem sentir nos mercados globais, com pressão sobre os preços e risco crescente de instabilidade energética à escala mundial.
Ainda assim, Washington garante que a situação tende a normalizar. Enquanto isso, o Presidente norte-americano, Donald Trump fala em progressos diplomáticos, mas mantém ameaças de novas acções caso não haja acordo com Teerão.
O parlamento de Israel aprovou uma lei que prevê a aplicação da pena de morte a palestinianos condenados por ataques considerados terroristas, uma decisão que está a gerar forte contestação internacional e a intensificar as tensões na região.
A proposta foi aprovada com maioria parlamentar, com apoio do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e do ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir.
A legislação estabelece o enforcamento como método de execução e define prazos curtos para a sua aplicação, podendo ocorrer até 90 dias após a sentença.
A reacção foi imediata. O movimento Hamas prometeu uma resposta proporcional, enquanto a Autoridade Palestiniana acusou Israel de tentar legitimar execuções extrajudiciais.
Organizações de direitos humanos já avançaram com recursos judiciais, alertando que a decisão pode agravar ainda mais o conflito e comprometer a estabilidade no Médio Oriente.
A deportação do antigo ministro das Finanças, Manuel Chang, voltou a falhar, devido à falta de articulação entre a Embaixada de Moçambique nos Estados Unidos e a transportadora aérea TAP Air Portugal.
Em causa está um problema relacionado com o documento de viagem de emergência emitido pela missão diplomática moçambicana, que não terá sido previamente validado pelas autoridades portuguesas, condição obrigatória para a escala em Lisboa.
Libertado a 26 de Março, Manuel Chang continua a enfrentar dificuldades para regressar ao País, sendo que, desta vez, o impasse envolve directamente a transportadora aérea portuguesa.
Segundo uma carta dos advogados do ex-governante, dirigida ao juiz Nicholas G. Garaufis, a viagem estava prevista para o mesmo dia da sua libertação, com partida do Aeroporto Logan, em Boston, com destino a Maputo, via Lisboa.
O que parecia um plano definido acabou por falhar no último momento. A defesa refere que a TAP recusou o embarque por falta de validação do documento de viagem pelas autoridades portuguesas.
“Infelizmente, quando o Sr. Chang chegou ao aeroporto, foi informado que a TAP Air Portugal não permitiria o seu embarque porque o documento de viagem de emergência não tinha sido previamente aprovado pelas autoridades em Portugal”, lê-se na carta.
Sem autorização para viajar, Chang voltou à custódia das autoridades norte-americanas, sob responsabilidade da ICE.
“Como resultado, o Sr. Chang não foi autorizado a embarcar, permaneceu sob custódia da ICE e encontra-se detido no Estabelecimento Correcional do Condado de Plymouth, em Plymouth, Massachusetts, há cerca de 24 horas à data desta comunicação”, escreve.
Desde então, os advogados dizem estar a enfrentar dificuldades para viabilizar a deportação, incluindo limitações no acesso a informações junto das autoridades migratórias.
“Desde que o Sr. Chang foi colocado sob custódia da ICE, os seus advogados têm envidado inúmeros esforços para coordenar com o escritório da ICE em Boston, com vista a permitir a sua deportação imediata para Moçambique, conforme previamente acordado e aprovado”, destaca.
Outras dificuldades relatadas pelos defensores de Chang têm a ver com a ausência de informações para compreender que documentos adicionais são necessários para a sua deslocação. Face a esta situação, os advogados de Manuel Chang temem pela saúde do seu cliente, que se tem vindo a tornar crítica.
Extraditado para os Estados Unidos a 12 de Julho de 2023, Manuel Chang foi condenado a mais de oito anos de prisão, no âmbito do escândalo das dívidas ocultas, por crimes de fraude e branqueamento de capitais.
O Governo vai financiar com mais de 11 milhões de dólares, iniciativas rurais de desenvolvimento econômico no país. A informação foi partilhada, esta segunda-feira, após a assinatura de um memorando de entendimento entre o Ministério da Planificação e Desenvolvimento e o Moza Banco.
A assinatura deste acordo, entre o Ministério da Planificação e Desenvolvimento e o Moza Banco visa estabelecer uma Linha de Financiamento para apoiar iniciativas dos sectores agrícola e agro-industrial como forma de impulsionar a economia.
“E estes recursos são para dar o suporte financeiro a empresas, a empreendimentos rurais, e nós sabemos ainda que em Moçambique 65% da população vive nas áreas rurais, e é lá onde existe o grande potencial de desenvolvimento econômico do nosso país. Mas esta iniciativa também está orientada para as micro, pequenas e médias empresas.Elas hoje em Moçambique representam mais de 95% da paisagem económica moçambicana”, explicou Salim Valá, ministro da Planificação e Desenvolvimento.O Moza Banco, gestor financeiro, explica que os beneficiários do crédito têm a missão de garantir a continuidade da linha, por meio dos reembolsos.
“Sabemos que o acesso a financiamento é um dos maiores constrangimentos ao crescimento das micro, pequenas e médias empresas, às cadeias agrícolas e aos empreendedores rurais.É precisamente para responder a este desafio que nasce a Linha de Financiamento de Empreendimentos Rurais, a LFER. Com ela, queremos garantir que o crédito chegue de forma estruturada, transparente e sustentável, permitindo que projetos produtivos floresçam e que o impacto positivo se espalhe por toda a comunidade. Mas não podemos deixar de referir que os beneficiários têm um papel importantíssimo no sucesso desta linha. Sem o reembolso, não será possível expandir para outros beneficiários. O Moza Banco assume com orgulho a responsabilidade de gestor financeiro da linha, intermediário entre os recursos disponibilizados e os beneficiários finais, e garante que cada metical aplicado esteja alinhado com critérios técnicos rigorosos e com os mais altos padrões de integridade e transparência”, explicou Manuel Soares, representante da comissão Executiva do Moza Banco.
A Linha de Financiamento é de mais de 11 milhões de dólares e o Fundo Internacional para o Desenvolvimento agrícola promete continuar a mobilizar fundos para cofinanciar outras iniciativas.
“Neste projeto, o governo, com base na experiência de projetos anteriores na área de finanças rurais, inovou, adaptou-se e criou um veículo especial para assegurar o financiamento para os empreendedores rurais de uma forma adaptada, ajustada e sustentável” , explicou Jaana Keitaanranta , representante do IFAD em Moçambique
Com esta iniciativa pretende-se promover o empreendedorismo rural, criar mais fontes de emprego e a inclusão financeira.
Os seis detidos são dos distritos de Muembe e Mandimba, com o administrador deste último a avançar que os funcionários em causa forneciam os fármacos a proprietários de farmácias privadas.
As autoridades da província de Niassa, no norte de Moçambique, detiveram seis funcionários da saúde por suspeitas de envolvimento no desvio de medicamentos e material médico-cirúrgico.
“O ponto mais alto foi a captura de dois indivíduos que, neste momento, aguardam julgamento”, disse Cássimo Abudo, administrador de Muembe, citado pela imprensa nacional, apontando os antimaláricos como os fármacos mais desviados naquele distrito.
Os seis detidos são dos distritos de Muembe e Mandimba, com o administrador deste último a avançar que os funcionários em causa forneciam os fármacos a proprietários de farmácias privadas.
Emídio Xavier apontou os centros de saúde de Mitande e Mississi, em Mandimba, como os que registam frequentemente casos de desvio de medicamentos, tendo também relatado desvio de bolsas de recolha de sangue, o que obrigou ao reforço de medidas de segurança nas unidades de saúde do distrito.
Em Janeiro, uma técnica de farmácia foi condenada em Sofala, centro de Moçambique, a 10 meses de prisão por furto agravado de medicamentos, num contexto em que o Governo declarou ‘guerra’ ao contrabando de fármacos.
No mesmo mês, bem como este mês de Março, o ministro da Saúde, Ussene Isse, voltou a declarar “tolerância zero” ao contrabando de fármacos no país, numa menção aos recentes casos conhecidos de roubos de medicamentos nas unidades sanitárias.
Profissionais de saúde acusam Governo de incumprimento
Os profissionais de saúde, em greve desde Janeiro, acusaram esta segunda-feira o Governo de não cumprir as recomendações acordadas nas negociações e ameaçaram paralisar totalmente as actividades numa nova fase da greve, que já fez 1.872 mortes.
“A greve continua e o diálogo nada está a trazer de avanços. As recomendações acordadas com o Governo não foram cumpridas e a situação nacional do Sistema Nacional de Saúde está catastrófica”, disse em conferência de imprensa o presidente da Associação dos Profissionais de Saúde Unidos e Solidários de Moçambique (APSUSM).
Segundo Anselmo Muchave, actualmente, pacientes estão a morrer nas unidades de saúde nacionais por falta de oxigénio, medicamentos e equipamentos básicos, e outros perdem membros por infecções causadas por falta de material médico esterilizado.
“As consultas de uma simples doença é marcada para nove meses e quando o Governo decide mandar cobrar, cobra os pacientes que praticamente têm doenças do foro cirúrgico nos hospitais centrais. Isto é um genocídio silencioso”, avançou o representante, acrescentando que os profissionais de saúde trabalham em condições desumanas, sem recursos e sem apoio.
Quando passam quase três meses desde o início da greve da classe, iniciada a 16 de Janeiro, em reivindicação do pagamento completo do 13.º salário de 2025 e melhores condições de trabalho no sector, Muchave aponta para milhares de mortes causadas pela escassez de materiais médicos, associados a falta de atendimento nas unidades sanitárias moçambicanas.
“Há mais de 1.872 mortes por três meses por falta de medicamentos, material médico-cirúrgico e de atendimento nas unidades sanitárias”, referiu o responsável.
A APSUSM exigiu do Governo “acção imediata” para resolver a crise na saúde, garantindo o fornecimento de medicamentos e material médico cirúrgico, melhoria das condições de trabalho dos profissionais de saúde e justiça para as vítimas das pessoas que estão a morrer nos hospitais, por falta de medicamentos.
“A APSUSM não vai recuar. A luta é pela vida, pela dignidade e pelos direitos na saúde, não vamos permitir que o Governo negligencie o Sistema Nacional de Saúde e coloque em risco a vida dos profissionais de saúde e dos moçambicanos”, reiterou Anselmo Muchave.
O presidente daquela associação, que abrange cerca de 65.000 profissionais de saúde de diferentes departamentos, garantiu que a classe continuará a lutar “até que a justiça seja feita”, assinalando também que a próxima etapa da greve, que será lançada em alguns dias, caso não se chegue a um consenso com o Governo, vai paralisar na totalidade as actividades nas unidades hospitalares nacionais.
Recorde-se que foi a 16 de Março que os profissionais de saúde prolongaram por mais 30 dias a greve, alegando falta de responsabilidade do Governo nos compromissos assumidos.
Uma família do distrito de Balama, no sul de Cabo Delgado, denuncia a soltura de um suposto assassino, que teria esfaqueado a sua mulher. Os queixosos exigem respostas por parte das autoridades da justiça.
Segundo relatos da família, o homem matou a esposa na machamba com recurso a uma faca, mas, para fugir da responsabilidade, teria dito que foi incidente que ocorreu quando cortavam estacas para a construção de uma casa
“Estamos tristes e desgostosos porque, além de perdermos a nossa filha, as autoridades soltaram um homem que matou uma pessoa antes mesmo da realização do funeral, quando normalmente vemos pessoas que roubam patos e galinhas a serem presos e transferidos para Montepuez, Nampula”, reclamou Raquima Blihari, avô da vítima.
Além da família, a soltura do suposto assassino deixou a comunidade indignada com a situação, e exigem da justiça uma explicação.
O “O País” procurou ouvir a Polícia e as autoridades da justiça sobre o Caso da Morte da mulher de 30 anos de idade, no entanto, apesar das insistência, não foi possível obter resposta.
A Confederação Africana de Futebol (CAF) está a implementar mudanças e melhorias nos seus Estatutos e Regulamentos que fortalecerão a confiança nos árbitros, operadores de VAR e órgãos judiciais do órgão. Essas mudanças e melhorias também garantirão que os incidentes ocorridos na final da Copa Africana de Nações em Marrocos 2025 não se repitam.
Em um comunicado publicado na página oficial do organismo que gere o futebol africano, a CAF informa que manterá o procedimento e a prática de nomear os melhores e mais respeitados juízes e advogados africanos para o Conselho Disciplinar e o Conselho de Apelação.
“Esses juízes e advogados são nomeados pelo Comité Executivo da CAF e pela Assembleia Geral Ordinária, a partir de nomes propostos e recomendados por 54 Associações Membro e Uniões Zonais. A independência e a imparcialidade dos Órgãos Judiciais da CAF são imprescindíveis”, lê-se no documento.
Sobre o assunto, o Presidente da CAF, Patrice Motsepe, afirmou que “o órgão está a receber uma ampla assessoria jurídica de renomados advogados e especialistas em futebol africano e internacionais para garantir que os seus Estatutos e Regulamentos estejam em conformidade com as melhores práticas globais do futebol, dentro e fora de campo”, disse.
Motsepe acredita que isso é fundamental para o respeito, a integridade e a credibilidade dos árbitros africanos, operadores de VAR e do Conselho Disciplinar e do Conselho de Apelação da CAF.
“A CAF está trabalhando com a FIFA para o treinamento contínuo de árbitros, operadores de VAR e comissários de jogo africanos, para que estejam à altura dos melhores do mundo. Também precisamos profissionalizar o futebol africano”, explica.
Patrice Motsepe entende que os árbitros e operadores de VAR devem ser bem remunerados, daí que a CAF fez progressos significativos nos últimos cinco anos na implementação de governação, ética, transparência e melhores práticas de gestão.
“O nosso compromisso com a tolerância zero à corrupção e ao comportamento impróprio foi reconhecido e recompensado pelos inúmeros patrocinadores e parceiros que conquistamos”, afirma, sublinhando que “o que também é inegociável é o nosso compromisso e determinação em tratar todas as Associações Membro de forma igualitária e justa. Em nenhuma circunstância, qualquer Associação Membro receberá tratamento preferencial ou será favorecida em detrimento de qualquer outra”, anota Motsepe.
O presidente da CAF garante que o organismo irá rever e aprimorar constantemente essas melhores práticas globais de futebol e governação, fortalecendo a confiança e a competitividade global do futebol africano.
“As questões relativas aos incidentes ocorridos na final da Copa Africana de Nações da CAF Marrocos 2025 estão a ser pelo Tribunal Arbitral de Desporto, e o foco principal da nossa instituição no momento está na Copa das Confederações, na Liga dos Campeões Africanos e nas demais competições”, explica.
Além disso, a CAF também está focada em trabalhar em conjunto, cooperar e apoiar cada uma das nações africanas que participarão da Copa do Mundo da FIFA 2026 nos Estados Unidos.
“Temos certeza de que as nações africanas que participarão da Copa do Mundo da FIFA 2026 nos encherão de orgulho”, conclui Patrice Motsepe.
A Missão de Assistência Militar da União Europeia em Moçambique (EUMAM MOZ) recebeu a visita do Chefe de Operações do Exército Finlandês, Brigadeiro-General Sami-Antti Takamaa, acompanhado pela sua delegação.
A visita teve como objectivo proporcionar uma visão directa sobre a situação actual da Missão, com especial enfoque nas condições em que a EUMAM MOZ opera, nos principais desafios operacionais e estruturais que enfrenta, e no trabalho em curso no âmbito dos Programas de Regeneração das Forças de Reação Rápida (QRFs) das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM).
Durante a visita, a delegação finlandesa teve oportunidade de se reunir com o Comandante da Força da EUMAM MOZ, Comodoro César Pires Correia, receber uma apresentação sobre a Missão e conhecer de perto as actividades desenvolvidas nas áreas de mentoria e assistência militar. A deslocação ao Campo de Treino de Katembe permitiu ainda observar os padrões de treino assistido atualmente em curso, com a 3.ª QRF de Fuzileiros.
A presença de destacados representantes militares dos Estados-Membros da União Europeia (UE) reforça a importância da cooperação contínua no seio da UE e evidencia o compromisso conjunto com o reforço das capacidades das FADM.
Enquanto Missão não executiva da União Europeia, a EUMAM MOZ centra-se no ciclo de formação operacional, na manutenção e na formação especializada, contribuindo para a profissionalização, autonomia e prontidão operacional das FADM. A Missão reúne militares e civis de várias nacionalidades europeias, incluindo quatro militares do contingente finlandês.
O Presidente da República, Daniel Chapo, reafirmou, esta sexta-feira, em Malabo (Guiné Equatorial), o compromisso do seu Governo com a protecção dos moçambicanos no estrangeiro e a consolidação da paz e unidade nacional.
Durante um encontro emotivo com a comunidade residente na Guiné Equatorial, o Chefe do Estado destacou a criação inédita da Secretaria de Estado das Comunidades para responder às necessidades da diáspora e assegurou que a abertura de uma representação diplomática no país está sob análise prioritária. O governante aproveitou a ocasião para apelar à preservação dos valores de reconciliação, distanciando a identidade moçambicana de discursos de ódio ou atos de violência.
A visita do estadista moçambicano a Malabo ocorre no âmbito da sua participação na 11ª Cimeira dos Chefes de Estado e de Governo da Organização dos Estados da África, Caraíbas e Pacífico (OEACP). Logo à chegada, priorizou o contacto directo com os compatriotas, sublinhando que não poderia passar pela capital equato-guineense sem saudar os “filhos da nossa pátria amada”. O Presidente Chapo expressou gratidão pela receção fraterna, afirmando ser um motivo de orgulho ver que, mesmo longe, os cidadãos mantêm “viva a chama da moçambicanidade”.
No diálogo com a comunidade, o governante abordou com transparência a vulnerabilidade climática que Moçambique enfrenta, explicando detalhadamente os impactos das cheias e ciclones. Por conseguinte, recordou que o país é atravessado por nove bacias hidrográficas, o que o coloca entre os dez mais afetados no mundo.
“Mesmo que não esteja a chover em Moçambique, basta estar a chover na África do Sul, no Zimbabwe ou noutros países do interior toda a água tende a correr para o mar, e passa pelos nossos rios, transborda e provoca cheias e inundações”, elucidou o governante.
Sobre a segurança nacional, o Chefe do Estado partilhou a indignação face ao terrorismo em Cabo Delgado, mas garantiu que o combate permanece firme. Segundo disse, o Executivo está focado em restaurar a estabilidade para garantir o desenvolvimento inclusivo.
“Queremos assegurar-vos que o nosso Governo continua firme e empenhado no combate ao terrorismo, em restaurar a paz, garantir a segurança das populações e criar melhores condições de vida”, declarou, agradecendo a solidariedade interna e internacional recebida desde o início do conflito.
O Presidente da República destacou ainda que a sua gestão está focada na diplomacia económica para atrair investimentos e dinamizar a economia nacional. Respondendo ao incentivo dos moçambicanos na diáspora, sublinhou que a determinação do Governo visa melhorar a vida do povo “dentro e fora do país”. O estadista apontou o Diálogo Nacional Inclusivo, que conta com a
participação de partidos parlamentares e extraparlamentares, como um pilar essencial para a estabilidade política e social.
Um dos pontos altos da intervenção foi o anúncio de medidas institucionais para apoiar os cidadãos no exterior. O Chefe do Estado lembrou que, pela primeira vez na história do país, foi criada a figura da Secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e Comunidades Moçambicanas no Exterior para cuidar especificamente destes interesses.
“Ela tem a missão de colaborar convosco diante das vossas preocupações legítimas, desafios e iniciativas, sempre na busca de soluções eficazes”, explicou, reforçando que a diáspora é parte integrante e essencial da nação.
Respondendo directamente a uma das principais reivindicações da comunidade em Guiné Equatorial, o Presidente Chapo prometeu analisar a instalação de uma representação consular em território equato-guineense. Reconheceu que esta é uma “aspiração justa” face à crescente presença de moçambicanos no país. “Queremos assegurar-vos que esta questão será analisada com responsabilidade e sentido de prioridade de Estado”, afirmou, garantindo que o objectivo é aproximar os serviços do Estado aos cidadãos que vivem além-fronteiras.
Apelando à coesão social, o Estadista exortou os presentes a continuarem a agir como embaixadores dos valores tradicionais do país, baseados na humildade e no trabalho.
Ademais, foi incisivo ao separar a identidade nacional de comportamentos de instabilidade, afirmando que o povo moçambicano não se define pelo conflito. “Moçambicano não é um povo de ódio, moçambicano não é um povo de violência, moçambicano não é um povo de guerra, moçambicano não é um povo de manifestações violentas, ilegais e criminosas”, vincou.
Por fim, o Presidente Daniel Chapo reiterou a necessidade de combater discursos divisionistas para proteger a soberania e a integridade territorial. Para si, o futuro de Moçambique depende da
promoção de mensagens de amor e unidade nacional em detrimento da destruição. “A guerra destrói, a paz constrói, o ódio destrói, o amor constrói, a violência destrói, a reconciliação constrói”, concluiu, despedindo-se com a garantia de que a comunidade pode contar com o apoio contínuo da sua governação.

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