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O Governo declara ter cumprido satisfatoriamente 80% dos 158 indicadores avaliados no âmbito do Plano Económico e Social e Orçamento do Estado (PESOE) de 2026, no balanço referente ao terceiro trimestre. O resultado representa um desempenho favorável na execução das metas planificadas, mas deixa também em evidência os desafios que persistem na implementação das acções públicas, sobretudo devido às limitações de financiamento. 

Dos 158 indicadores avaliados, cerca de oito em cada dez tiveram um desempenho considerado satisfatório pelo Executivo. Os restantes 20%, porém, continuam a enfrentar dificuldades, sobretudo devido a constrangimentos financeiros. O dado expõe uma das principais dificuldades da execução do plano: ter metas definidas não significa, necessariamente, dispor dos meios para as concretizar.

O resultado deixa uma questão no centro do debate sobre a gestão das contas públicas: até que ponto o Governo conseguirá cumprir os compromissos que ainda estão pendentes, tendo em conta os recursos disponíveis? O balanço apresentado não esclarece, por si só, quanto dinheiro falta para concluir as acções previstas nem quais os indicadores mais afectados pelas limitações financeiras.

Há também uma diferença importante entre cumprir uma meta no papel e produzir mudanças na vida das pessoas. A percentagem apresentada pelo Governo permite perceber o nível de cumprimento dos indicadores avaliados, mas não revela, isoladamente, a dimensão dos resultados alcançados, a qualidade dos serviços prestados ou o impacto das medidas sobre as famílias e as empresas.

É nessa passagem dos números para os resultados concretos que se mede, em última análise, o alcance de um plano económico e social.

ECONOMIA VOLTA A CRESCER, MAS A RECUPERAÇÃO EXIGE CAUTELA

No desempenho da economia, o balanço aponta para um crescimento de 1,7%, depois de uma contracção de 2,9% registada no período anterior, segundo os dados apresentados.

A passagem de uma variação negativa para uma positiva representa uma mudança de tendência. Ainda assim, o crescimento anunciado não permite concluir que a economia tenha recuperado plenamente das perdas anteriores, muito menos que a melhoria já esteja a ser sentida de forma generalizada pela população.

O que importa perceber é de onde vem esse crescimento e até que ponto está a criar novas oportunidades. A evolução da actividade económica ganha maior significado quando se traduz em mais negócios para as empresas, empregos, rendimentos para as famílias e maior capacidade de consumo.

Sem essa ligação, o crescimento corre o risco de permanecer sobretudo nos indicadores macroeconómicos, sem produzir melhorias proporcionais nas condições de vida dos cidadãos.

Por isso, a evolução de 1,7% constitui um sinal a acompanhar, mas não encerra a discussão sobre a recuperação económica. O desafio passa por consolidar a tendência e garantir que os seus efeitos cheguem à economia real.

RECEITAS DO ESTADO FICAM AQUÉM DO PREVISTO

Nas contas públicas, outro número merece atenção: a cobrança de receitas do Estado atingiu 71,1% do montante previsto para o período em análise.

O resultado mostra que a arrecadação ficou abaixo da previsão estabelecida para esse período. Contudo, sem conhecer o calendário de cobrança e a distribuição das receitas ao longo do ano, não é possível afirmar que a meta anual esteja definitivamente comprometida.

Ainda assim, a diferença entre o valor previsto e o arrecadado ajuda a perceber a pressão que pode existir sobre a execução do orçamento. É com as receitas públicas, complementadas por outras fontes de financiamento, que o Estado assegura o funcionamento das instituições, realiza investimentos e financia programas destinados à população.

Quando entram menos receitas do que o previsto para determinado período, a capacidade de financiar as despesas pode ficar condicionada. A dimensão desse efeito depende, porém, dos recursos disponíveis, do acesso a outras fontes de financiamento e das decisões tomadas na gestão das despesas.

É aqui que os dois dados do balanço se cruzam: enquanto o Governo reconhece dificuldades financeiras na execução de parte dos indicadores, a cobrança de receitas ainda não atingiu o montante previsto para o período. Os números não demonstram, por si só, uma relação directa de causa e efeito, mas colocam a mobilização de recursos no centro das questões sobre a execução do PESOE.

Falta, entretanto, informação para perceber quais as categorias de receitas que mais contribuíram para o resultado, qual foi o montante efectivamente arrecadado e em que medida a cobrança condicionou as despesas programadas.

O TESTE ESTÁ NO QUE AINDA FALTA FAZER

O balanço do terceiro trimestre apresenta dois sinais favoráveis: o Governo considera satisfatório o cumprimento da maioria dos indicadores avaliados e a economia voltou a registar crescimento positivo. Mas os constrangimentos financeiros e a cobrança de receitas abaixo do previsto mostram que continuam a existir desafios na execução do plano.

A questão já não é apenas saber quantas metas foram cumpridas. É perceber quais continuam por alcançar, o que impede a sua execução e que medidas o Executivo prevê adoptar para ultrapassar os obstáculos.

Essa informação é importante para avaliar se os indicadores ainda pendentes poderão ser concretizados dentro do calendário previsto e se os recursos disponíveis serão suficientes para sustentar as prioridades definidas.

O balanço deixa, assim, uma avaliação que vai além dos 80% anunciados. O desempenho do PESOE dependerá também da capacidade de financiar as acções em falta, consolidar a recuperação económica e converter os objectivos inscritos no plano em resultados que os cidadãos consigam sentir no seu quotidiano.

 

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O parlamento europeu é a favor da entrega de mísseis alemães Taurus à Ucrânia para fazer face ao combate a Rússia. A posição foi revelada por Roberta Metsola, líder do parlamento europeu que espera também pelo “sim” do Parlamento Federal Alemão.

Foi em uma entrevista, concedida este sábado, ao grupo de comunicação social alemão Funke, que o líder do Parlamento Europeu disse “Sim” que a entrega de armas de longo alcance há muito solicitada por Kiev, e garantiu que o parlamento europeu é também a favor.

Metsola apontou “um amplo apoio e consenso” em relação a esta exigência e espera ver alterações a este respeito em Berlim caso haja “uma mudança política correspondente após as eleições para o Bundestag (Parlamento Federal Alemão)” no início do próximo ano.

A presidente do Parlamento Europeu observou que a existência de “posições divergentes dentro da coligação de Berlim relativamente ao envio do Taurus” poderá significar que a mudança na recusa alemã em enviar estes sistemas para a Ucrânia poderá já ter ocorrido.

O chanceler alemão, o social-democrata Olaf Scholz, opôs-se firmemente a esta opção, embora os seus parceiros de coligação, os Democratas Livres e os Verdes, tenham manifestado a sua aprovação.

O debate foi reavivado nos últimos dias depois de o Presidente cessante dos Estados Unidos, Joe Biden, ter autorizado o uso de mísseis norte-americanos ATACMS com um alcance até 300 quilómetros, cerca de metade dos Taurus.

Na semana passada, o líder do Kremlin, Vladimir Putin, confirmou ataques com ATACMS e mísseis britânicos Storm Shadow, dirigidos contra infraestruturas militares das regiões fronteiriças de Bryansk e Kursk, numa mudança sem precedentes, em quase três anos de conflito, das posições de Washington e Londres em relação à utilização do seu armamento pelas forças ucranianas em território russo.

Num breve discurso à nação na quinta-feira, Vladimir Putin confirmou igualmente que a Rússia lançou no mesmo dia um novo míssil balístico hipersónico sem carga nuclear contra a região de Dnipro, no centro da Ucrânia.

O líder russo defendeu que o uso de armas ocidentais pelas forças ucranianas para atingir o seu país transformou a guerra na Ucrânia num “conflito global” e admitiu atacar os aliados de Kiev envolvidos.

Em resposta, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, instou a comunidade internacional a reagir, avisando para o aumento da “escala e brutalidade” do conflito, iniciado em 24 de fevereiro de 2022 com a invasão russa da Ucrânia, e insistiu no seu pedido a Berlim, sobretudo após a ratificação da nova doutrina nuclear de Moscovo, que aumenta as possibilidades de uso de armas atómicas.

Os Estados-membros das Nações Unidas adoptaram, por consenso, uma resolução que visa dar início a negociações formais para a criação de uma convenção sobre crimes contra a humanidade. A Rússia, depois de reservas, também concordou.

Depois de extensas consultas e discussões informais, foram incluídos planos para a convocação de uma conferência diplomática destinada a elaborar uma convenção sobre crimes contra a humanidade na sede das Nações Unidas, a ter lugar em Nova Iorque, a ter entre 2028 e 2029.

A adopção foi alcançada numa sessão da Sexta Comissão da Assembleia-Geral da ONU, presidida pelo embaixador português junto às Nações Unidas, Rui Vinhas, e que foi marcada por vários períodos de negociação, após vários entraves levantados pela Rússia.

O  instrumento surge num contexto em que, ao contrário de outros crimes de direito internacional, como o genocídio e os crimes de guerra, não existe actualmente uma convenção específica e autónoma para os crimes contra a humanidade.

Uma convenção sobre crimes contra a humanidade permitirá punir, também, crimes baseados no género, que têm recebido muito pouca atenção internacional, como o casamento e aborto forçado.

Nas últimas semanas, a Amnistia Internacional e a Human Rights Watch vinham apelando aos Estados-membros para que aprovassem a resolução.

Empresários em Gaza estimam ter perdido cerca de 250 milhões de Meticais desde que começaram as manifestações. Os sectores comercial e do turismo são os mais afectados e a receita diária baixou em 40 por cento.

Em Gaza, pelo menos 15 estabelecimentos comerciais fecharam definitivamente as portas, desde o início das manifestações em contestação dos resultados eleitorais. A informação é do pelouro de agronegócio na CTA em Gaza.

“Os prejuízos registados na sequência das manifestações em curso, já  atingem a fasquia de 250 milhões de meticais”, revelou Caetano Valente.

Falando à margem de um encontro entre os empresários, para reflectir sobre o impacto dos protestos violentos contras os resultados eleitorais, Caetano Valente alertou que se a situação prevalecer, cerca de 500 trabalhadores podem perder o emprego.

“Se o cenário se mantiver agressivo nos próximos 30 dias,  não teremos outra alternativa senão fechar as portas. E, cerca de 500 famílias poderão  ser afectadas”, alertou..

Os efeitos negativos dos protestos afectaram, também, o sector do turismo, que registou mais de 3000 reservas canceladas.

Os empresários alertam ainda para as escassez de produtos, sobretudo de primeira necessidade, e especulação de preços se a paralisação de actividades continuar por conta das manifestações pós-eleitorais.

Buzinas de carros, apitos e pessoas a entoarem o hino nacional foram alguns dos cenários que marcaram os protestos pós-eleitorais, esta sexta-feira. A Cidade de Maputo parou por mais de 15 minutos e Xai-Xai teve o trânsito bloqueado por aproximadamente duas horas.

Hoje, uma vez mais, a capital do país, ficou praticamente parada para dar lugar às manifestações. A Avenida Guerra Popular ficou repleta de manifestantes, assim, os carros tiveram de estacionar pelo massivo número de pessoas na via pública. Estava tudo parado e houve até quem abandonou  o carro no meio da via pública. 

Mesmo depois das 12h e 15 minutos, os manifestantes continuavam a ocupar as duas faixas da Guerra Popular. Pela primeira vez, ao que aparentemente fosse “uma brincadeira”, mulheres, homens, adultos e idosos, que estavam na Guerra Popular, puseram-se em uníssono para entoar o Hino Nacional.

Na Praça dos Combatentes e na Avenida Julius Nyerere e em alguns supermercados, ainda na cidade capital, o cenário foi igual.

Na Cidade de Xai-Xai, província de Gaza, a circulação de veículos esteve condicionada das 12 às 14 horas, concretamente na Baixa da cidade, o que acabou por afectar vias alternativas como o Mercado Limpopo e Estrada Wenela que também ficaram bloqueadas.

Está em curso, na cidade da Beira, desde segundo semestre do ano passado, um projecto denominado MUDAR, que tem como objectivo promover o desenvolvimento integrado da urbe, através de construção de infra-estruturas resilientes face às mudanças climáticas.

A zona de expansão do primeiro bairro da cidade da Beira, com cerca de 17 mil habitantes, denominado Macúti-Miquejo, é a primeira zona a beneficiar da iniciativa, já em curso desde Junho deste ano.

O município, em parceria com a união europeia, está a construir, naquele bairro, duas vias de acesso, valas de drenagem e duas micro-bacias de retenção de águas pluviais.

As intervenções irão contribuir para a melhoria das condições de vida dos residentes, reduzindo os riscos de inundações, melhorando o acesso, as condições higiénicas e facilitando uma melhor colheita dos resíduos sólidos.

As iniciativas deixam os moradores do bairro bastante alegres, uma vez que irão contribuir na redução das inundações.

As obras deverão terminar em Abril do próximo ano.

No âmbito das requalificações em referência, todos os bairros terão um mini-parque infantil.

Os empresários, na Província de Gaza, estimam em 250 milhões de meticais os prejuizos decorrentes das manifestações. Os sectores comercial e do turismo são os mais afectados, com decréscimo diário da receita na ordem dos 40%.

Em Gaza, pelo menos 15 estabelecimentos comerciais encerraram definitivamente as portas, desde o início das manifestações a esta parte, refere o presidente do pelouro de Agro-negócio, junto da CTA na província.

Falando à margem de um encontro entre empresário, Caetano Valente alertou que a prevalecer nos próximos 30 dias, a situação poderá colocar em risco de despedimento cerca de 500 trabalhadores.
O sector do turismo também não escapa dos efeitos negativos por conta das manifestações em curso.

O sector empresarial em Gaza propõe a revisão do IVA, dos actuais 16 para 10% em produtos de primeira necessidade.

 

A província da Zambézia está com stock estáveis para abastecer a sua população, não obstante a situação das manifestações que preocupam os comerciantes locais. Algumas marcas de produtos de primeira necessidade estão escassas. O governo diz que está monitorar, sendo que, no momento, não há motivos de alarme.

O Director Provincial da Zambézia, Abel Júnior, diz que a paralização da fronteira com a África do Sul, há dias, na sequência das manifestações, preocupou o sector, mas que tudo está controlado.

Júnior diz que arroz e diversos produtos de primeira necessidade existem em abundância para abastecer a população. No entanto, o Director Provincial da Zambézia reconhece que algumas pessoas estão a correr para os supermercados para comprar produtos, como forma de evitar escassez nas suas famílias. Portanto, alguns estabelecimentos recentem-se da falta de produtos outros nem tanto.

O Governo Provincial da Zambézia diz que vai continuar a monitorar a situação, para ver qual será a evolução nos próximos dias.

A previsão meteorológica para a época chuvosa 2024–2025 aponta para a ocorrência de chuvas normais com tendência para acima do normal no período compreendido entre Outubro e Dezembro do ano corrente, com uma precipitação de cerca de 200 a 300 mm e, para o segundo período, Janeiro a Março, cerca de 300 a 400 mm, incluindo ciclones.

A informação foi partilhada nesta quarta-feira, em Maputo, pelo porta-voz da Comissão Técnico-Científica sobre Mudanças Climáticas (CTCMC), Amós Maúre, em conferência de imprensa para anunciar o nível de preparação do país para a época chuvosa 2024–2025.

Para fazer reduzir o impacto das mudanças climáticas, o Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) reuniu-se, esta quarta-feira, com a CTCMC, num evento que serviu para discutir o plano de contingência, com vista a reduzir o impacto na saúde, educação e agricultura, sectores que poderão ser os mais afectados durante a época chuvosa 2024–2025.

“Estamos num país que depende da agricultura de sequeiro e onde não temos uma agricultura industrializada. Por isso, podemos ter danos, dependendo da quantidade de chuva que cai”, disse Maúre.

Maúre afirma que, em ambos os casos, escassez ou abundância de chuvas, provocam-se danos severos ao sector agrícola.

“Se chove menos, não conseguimos suprir as necessidades hídricas das culturas agrícolas e, se chove a mais, há destruição das próprias culturas agrícolas”, explicou.
Os danos são, também, notáveis no sector da saúde, “pois a propagação da malária se verifica durante a época chuvosa, devido à proliferação de mosquitos, porque são de fácil reprodução nas zonas húmidas”.

“Verifica-se, também nesta época, a destruição de infra-estruturas, como escolas, entre outras”.

Revelou ainda que o plano de contingência arrola as acções que deverão ser desenvolvidas para a redução do impacto das mudanças climáticas na época chuvosa 2024–2025, nos sectores-chave, incluindo nos sectores de estradas, energia e outros.

Maúre considera o plano “promissor, pois, para além de contemplar os deslocados, vítimas do terrorismo em Cabo Delgado, vai trazer melhorias resultantes das recomendações dadas pela CTCMC”.

A resposta à época chuvosa 2024–2025 está orçada em 43 356 797 Meticais. Serão alocados 17 742 808 Meticais ao INGD, 3 097 787 Meticais à área da saúde, 8 315 294 à educação, 11 007 907 Meticais à agricultura, bem como 3 199 000 Meticais para a Delegação do INAS.

Vale lembrar que, a época chuvosa e ciclónica 2023–2024 foi caracterizada por chuvas moderadas a fortes, acompanhadas de trovoadas, com precipitação pluviométrica acumulada acima do normal, tendo atingido o pico nos meses de Fevereiro, Março e Abril.

Manifestações e insuficiência de material condicionaram a conclusão das obras de melhoramento do sistema de saneamento e drenagem na cidade de Maputo. Quem o diz é a edilidade, que se recusa a fixar novos prazos afirmando que tudo vai depender do ambiente político nos próximos dias. 

A Empresa Municipal de Saneamento e Drenagem  precisou de apenas 24 horas para reagir à reportagem do O País, em torno do atraso das obras de escoamento das águas pluviais, que têm condicionado a transitabilidade em algumas avenidas no centro da cidade.

Coube ao Presidente do Conselho de Administração da Empresa Municipal de Saneamento e Drenagem, justificar o atraso, e começou por apontar que “na verdade, nós arrancamos um conjunto de obras de saneamento e, pelo tamanho e pela quantidade, eu pessoalmente acho que um mês de atraso é uma situação normal , principalmente porque são obras de engenharia e algumas são obras de grande envergadura”.    

Borges da Silva diz que as manifestações pós-eleitorais foram a principal causa que levou ao incumprimento dos prazos. 

“Os trabalhos no terreno tiveram ou sofreram alguma paralisação e esta paralisação também influenciou. Os empreiteiros não se fazem ao terreno porque temem a vandalização dos equipamentos e os trabalhadores das empresas, não se fazem ao terreno porque eles, também, vivem nos bairros e temem a situação que se vive ao nível da cidade de Maputo” disse Borges da Silva. 

A escassez do material usado é um outro factor da demora das obras. 

“Conforme podem saber, as anilhas são usadas para os coletores, aqui ao nível nacional só temos uma fábrica e não comportou a demanda que tivemos para estas obras. Tivemos que mobilizar, portanto, materiais nos países vizinhos, principalmente na Suazilândia e este processo levou algum tempo. Um fator principal foi a escassez de material no mercado nacional” explicou o PCA. 

Da Silva não quis comprometer-se com novos prazos. “A velocidade da obra no terreno depende muito das condições em que nos encontramos nesse momento, a situação política, as manifestações. Se o ambiente continuar nos termos em que está, teremos os constrangimentos que nós estamos a verificar ao longo deste mês. Se o ambiente estiver controlado, obviamente que nós iremos desenvolver as actividades no terreno e o nosso maior desejo é ver se conseguimos terminar as obras ainda neste ano, não gostaríamos de transitar com estas obras” concluiu. 

Segundo o responsável, quase todas as obras estão acima de 65% de execução.

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