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Há cada vez mais pacientes com cancro da mama a desistir da quimioterapia devido às reações do tratamento. O Cancro da mama é a segunda maior causa de morte por cancro em mulheres no país, depois do colo de útero.

Dados do Ministério da Saúde indicam que anualmente, pelo menos 800 mulheres perdem a vida por cancro da mama no país. Parte da estatística, até chega a diagnosticar a doença, mas mas abandona o tratamento. O fenómeno foi apresentado por activistas em uma palestra sobre a doença, promovida pelo Instituto Nacional de Saúde.

“Muitas param pelo caminho porque fizeram uma ou duas sessões de quimioterapia. Aquele processo do tratamento, as reacções e as pessoas acabam ficando com aquele peso e desanimam pensando que podem morrer no meio. A pessoa não pode desistir só porque está com as reacções do tratamento, reconhecemos que são fortes”, contou uma activista, que venceu a doença

O Observatório Nacional de Saúde diz haver condições técnicas para o país registar avanços significativos no combate à doença, mas deve ser conjugado com estratégias de comunicação para a saúde.

“Percebemos que cancro ainda é uma questão que carece de explicação e de apresentação à comunidade no geral. Então, há um nível de conhecimento, mas a maior parte da população ainda não tem um conhecimento de forma geral.”

O cancro da mama é considerado a segunda maior causa de morte por cancro em mulheres no país, sendo que a chegada aos hospitais em estágios avançados, é um dos principais desafios.

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Mais de 200 mil famílias de oito distritos da província  de Tete, estão em situação de  insegurança alimentar devido ao fenómeno El Niño. Para mitigar a situação, o executivo provincial, garante  estar a mobilizar apoios para atender os casos mais críticos.

O fenómeno El Niño  já provocou a destruição de  257 754,7 hectares com culturas diversas, na província de Tete, este ano. Seca, estiagem, pragas e doenças fizeram com que houvesse pouca produção, deixando mais de 230 mil famílias camponesas  de oito distritos, em situação de  insegurança alimentar.

“Destas áreas que nós havíamos planificado, por conta da seca e estiagem, que, até então, embora tenhamos lançado a campanha, ainda não temos chuvas, senão no planalto. Nós perdemos cerca de 257 754 hectares e esses hectares afectaram cerca de  231 920 famílias, que ficaram com estas áreas perdidas, ao longo desta campanha”, avançou Odete Naftal, directora provincial da agricultura.

Naftal fez saber que face à iminente crise alimentar, já estão em curso diversas medidas, para mitigar a situação nos oito distritos.

“Nós alocamos lá alguns insumos, como é o caso do milho e semente de feijão, junto com os nossos parceiros também. E temos quantificado cerca de 17 toneladas de sementes de feijão (…)”, acrescentou.

Marara, Changara, Doa e Mutarara foram classificados como  sendo os distritos com casos  mais críticos de insegurança alimentar.

Subiu de 15 para 34 o número de mortes, na consequência do ciclone CHIDO, nas províncias de Nampula, Cabo Delgado e Niassa.  Do total de 34 óbitos, 28 ocorreram em Cabo Delgado, segundo dados do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres.

A Associação Black Bulls vai jogar com o Enyimba da Nigéria no dia 2 de Janeiro, na cidade de Uyo, Estado de Akwa Ibom. Este jogo conta para a terceira jornada do grupo D da fase de grupos da Taça CAF.

O representante moçambicano nas competições africanas segue viagem para a Nigéria no dia 2 de Janeiro, devendo cumprir três escalas nesta deslocação.

A partida entre o Enyimba e a Associação Black Bulls está marcada para o Godswill Akpabio International Stadium, infraestrutura com capacidade para 30 000 mil espectadores.

Os touros ocupam a segunda posição com quatro pontos, os mesmos que o Al Masry do Egipto. O Zamalek lidera o grupo com sete pontos. Lanterna vermelha, o Enyimba da Nigéria soma apenas um ponto.

A Black Bulls encerra a primeira volta da fase de grupos da Taça de CAF, também conhecida como Taça Nelson Mandela, na segunda posição e na luta por um lugar na outra fase da competição.

Os “touros” são segundo colocados com quatro pontos, os mesmos do Al-Masry do Egipto, frutos de todos resultados possíveis num jogo de futebol, nomeadamente a derrota, na primeira jornada, o empate na segunda jornada e a vitória, a fechar a primeira volta.

O arranque comprometedor não fez estremecer a equipa moçambicana, que sofreu uma derrota de duas bolas sem resposta na primeira jornada, diante do detentor da Taça CAF, o Zamalek do Egipto, mas acreditando que o sonho ainda é possível de acontecer.

Com dois jogos em casa, a obrigação de vencer era maior, ainda que a defrontar equipa já talhadas nas competições africanas. O empate diante do Al-Masry, também do Egipto, abriu ainda as esperanças de dias melhores e, no jogo do último domingo, diante do Enyimba da Nigéria, duas vezes vencedor da Liga dos Campeões africanos e duas vezes vencedor da Supertaça africana, foi o tirar do todo medo.

Assim, são quatro pontos somados, que colocam a equipa na segunda posição, a beneficiar dos quatro golos marcados e três sofridos, contra os três marcados e dois sofridos do Al-Masry.

Na segunda volta, a Black Bulls pretende fazer cada vez melhor, nomeadamente ir a Nigéria para vencer e somar mais três pontos e se colocar ainda mais nos lugares de apuramento.

“Dia 5 de Janeiro é mais um capítulo dessa jornada. Vamos entrar em campo com a determinação de vencer, porque não jogamos apenas por nós, jogamos pelo orgulho e pela esperança de uma nação”, escrevem os “touros” na sua página do facebook.

Para esta empreitada, a equipa treinada por Hélder Duarte vai deixar Maputo no dia 02 de Janeiro, devendo realizar duas sessões de treinos em Abuja, antes do embate do dia 05, a contar para a quarta jornada.

No outro jogo, as duas equipas do Egipto, Al-Masry e Zamalek, jogam entre si.

A Liga Moçambicana de Futebol (LMF) cancelou a realização da Gala de Premiação dos melhores do Moçambola, evento que estava agendado para este mês, em Maputo. Segundo a LMF, a decisão deve-se à actual situação que o país atravessa, marcada por protestos pós-eleitorais

A crise pós-eleitoral que se vive em Moçambique continua a parar muitas actividades públicas e privadas, agora com destaque para actividades desportivas. Depois do cancelamento da Gala Awards da Federação Moçambicana de Futebol, que iria galardoar e reconhecer os que mais se destacaram ao nível da modalidade, desta vez é a Liga Moçambicana de Futebol a cancelar a sua Gala.

Trata-se de uma gala que iria galardoar os melhores do Moçambola 2024, desde o campeão nacional, vice-campeão e o terceiro lugar, ao nível colectivo, bem como as premiações individuais.

No nível colectivo serão premiados a Black Bulls, campeão nacional, que vai receber uma taça, medalhas e um prémio monetário de 7.5 milhões de meticais, a União Desportiva de Songo, vice-campeão nacional, que vai receber 3 milhões de meticais, e o Costa do Sol, terceiro classificado, que vai receber um prémio monetário de 1.5 milhões de meticais.

No capítulo individual, as categorias da premiação serão do Melhor Jogador, que deve ser Kadre, oito vezes eleito melhor em campo (Man of the Match), Melhor Marcador, no caso Kadre, que teve 14 golos apontados, Guarda-redes Menos Batido, que poderá ser Germano, que em 16 jogos sofreu 10 golos, ou Joaquim Tsambe, que em 20 jogos sofreu 16 golos, quase com a mesma média, o Melhor Treinador, que poderá ser o português ao serviço da Black Bulls, Hélder Duarte, e o Melhor Árbitro, a ser nomeado pela Comissão Nacional dos Árbitros de Futebol, CNAF, dentro das suas análises.

Mas há, também, a premiação para os jornalistas que cobriram as emoções do Moçambola, nomeadamente imprensa escrita, rádio, televisão, digital e fotojornalista. 

A informação foi dada ao nosso Jornal pelo presidente da LMF, Alberto Simango Júnior, que reconhece que o momento de instabilidade social provocada pelas manifestações violentas que acontecem depois das eleições de 9 de Outubro forçam o organismo que dirige a ser contido em actos de celebrações.

O presidente da Liga Moçambicana de Futebol, Alberto Simango Jr., citado pelo Jornal Notícias, disse que foi uma decisão tomada após analisar a crise que se vive no país. “A LMF e a HCB chegaram ao entendimento de que o momento que o país vive não nos permite fazer uma festa que tenha música e que incida sobre a distribuição de cheques gigantes mostrando somas de dinheiro. Não é que queremos esconder qualquer coisa que seja. Apenas julgamos que é preciso sermos contidos”, disse.

Simango Jr. diz ainda que este é um momento sensível que todos atravessam, enquanto país e, por isso, “optamos pela contenção. A Gala dos prémios foi cancelada e julgamos ser uma decisão acertada”, frisou.

Para o dirigente, a LMF, em parceria com a Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), empresa que financia os prémios, estão a finalizar o processo burocrático para que todos os contemplados nos prémios recebam os valores devidos.

Assim, os vencedores da maior prova futebolística nacional, tanto colectivos como individuais, em diversas categorias, poderão receber os valores nas suas respectivas contas. 

“O patrocinador, HCB, garantiu que, assim que receber da LMF a lista dos nomes e contas bancárias de todos os atletas e clubes premiados, procederá com as transferências dos valores”, disse Simango Jr., para depois realçar que a medida de deixar tudo com a HCB é para “salvaguardar a flexibilidade do processo de pagamento dos premiados”, por isso que desde o início do campeonato deixou-se a tarefa com o patrocinador.

Deste modo, ainda de acordo com o presidente da Liga Moçambicana de Futebol, “assim que terminar o processo de certificação de quem venceu nas diversas categorias, a LMF vai enviar os nomes e contas bancárias à HCB para fazer os pagamentos”, disse, ainda citado pelo Jornal Notícias.

Em setembro, a Liga Moçambicana de Futebol realizou a gala de premiação da primeira volta, em que foram distinguidos o melhor jogador, marcador, guarda-redes, treinador e árbitro. 

No entanto, o acto será feito sem que seja num evento solene, projectado desde o início do campeonato.

Recorde-se que o Moçambola 2024 teve a participação de 12 equipas, tendo descido uma equipa para a segunda divisão, e subido três equipas a prova do próximo ano, que será disputado por 14 equipas.

O activista político, membro do MDM e antigo presidente da Assembleia Municipal da Beira, Ricardo Lang, foi sequestrado  por homens armados, até agora desconhecidos,  na noite de sábado. Lang conta que foi espancado numa mata e depois abandonado na berma de uma rua. A vítima foi socorrida por pessoas conhecidas, já teve alta hospitalar e está no convívio familiar. 

O antigo presidente da Assembleia Municipal da Beira, Ricardo Lang, membro do MDM, ficou ferido, depois de ter sido espancado por indivíduos até agora desconhecidos, na noite do passado sábado. Lang contou que saía de uma padaria, quando, por volta das 22 horas, foi obrigado a parar, próximo a sua casa, quando um  automobilista de uma viatura que embateu na parte traseira da sua.

“A primeira coisa que fiz foi manter-me na viatura e observar. Vi que o condutor da viatura desceu na companhia de mais uma pessoa, simulando verificar se não houve nenhum dano  na própria viatura. Depois vi que ele deu sinal com a luz e eu acabei descendo (…) verificando que não houve nenhum dano a minha viatura, quis seguir avante”, contou a vítima. 

O activista político contou ainda que, no instante em quis continuar a marcha,  notou movimento de mais duas pessoas saindo da outra viatura e agrediram-no, enquanto exigiam explicações sobre o acidente. Depois arrastaram a vítima para a viatura que se faziam transportar. 

“Foi quando um dos rapazes tirou uma arma, uma pistola, e não me restou mais nada, além de gritar por socorro”, disse.

Os vizinhos contam que tentaram socorrer a vítima, mas sem sucesso. “Tentamos seguir, mas quando seguimos as pessoas atiraram contra nós e tivemos que recuar”. 

Ricardo Lang contou ainda que a viatura pôs-se em movimento, e durante o percurso continuou a ser espancado. 

A vítima foi depois abandonada na berma de uma estrada, onde foi socorrida por pessoas conhecidas  e levado para a sua residência. Ele foi levado pelos familiares ao hospital, recebeu tratamentos e já está no convívio familiar. Lang disse que a violência que sofreu tem motivações políticas. 

Lang é actualmente membro da Assembleia Municipal da Beira e o  edil do Chiveve foi solidarizar-se com ele.  A polícia já está a investigar este caso.

A tempestade tropical severa “Chido” volta a enfraquecer, passando, agora, para tempestade tropical moderada. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (INAM), o epicentro da tempestade, até as 8 horas de hoje, estava localizado em Malawi, mas se prevê que, nas próximas horas, atinja  a província de Tete, entre os distritos de Doa e Moatize, com ventos de 70 quilómetros por hora e rajadas de até 100 quilómetros por hora.  

Depois de ter baixado de ciclone, para tempestade tropical severa, “Chido” volta, mais uma vez a enfraquecer, para tempestade tropical moderada.  Julio Langa, meteorologista no INAM, explicou que o atrito com a terra pode enfraquecer a magnitude da tempestade. 

Esses sistemas, quando entram no continente, devido ao atrito com a terra, eles enfraquecem, ou seja, a sua magnitude reduz (…) Depois de ter entrado como ciclone tropical, ontem, ele passou para o estágio de tempestade tropical severa. Continuando a sua entrada para o território moçambicano, ele atinge a província do Niassa, enfraquecendo ainda mais, tornando-se numa tempestade tropical moderada. Os ventos já são, cerca de 90 a 100 quilómetros por hora, e vai descarregando chuva abundante na zona do Niassa”, explicou o meteorologista.

Para as próximas horas, o INAM prevê que “esse sistema, com ventos que sopram com rajada até cerca de 90 a 100 km por hora, atravesse toda a província de Tete, dando chuva  abundante a alguns distritos daquela província, parte do ocidente da Zambézia, Manica e alguns distritos como Caia”. 

O INAM recomenda que as pessoas tomem medidas de precaução. 

Pelo menos 39 civis foram mortos em dois atentados no oeste do Níger. o anuncio foi feito este domingo, pelo  Ministério da Defesa do pais.

As autoridades afirmam que os ataques foram perpetrados por homens armados em motociclos, nas aldeias de aldeias de Kokorou e Libiri, zonas fronteiriças com o Burkina Faso, uma regiao de intensa actividade do grupo extremista Estado Islâmico e à rede terrorista Al-Qaeda.

O Ministério da Defesa local não especificava as datas dos ataques, mas uma fonte da região contactada pela agência de notícias EFE referiu que estes ocorreram entre sexta-feira e sábado, e que o número de mortos seria superior.

Os grupos extremistas islâmicos activos no Níger, que também actuam nos países vizinhos Mali e Burkina Faso, têm como alvo tanto as populações civis das aldeias como as posições militares.

O último ataque mortífero contra as forças de defesa e segurança do Níger foi há poucos dias, na mesma zona, matando 10 soldados.

De acordo com o Projeto de Dados sobre Localização e Eventos de Conflitos Armados, que monitoriza a violência em todo o mundo, entre Maio de 2023 e Maio de 2024, mais de 1.400 pessoas foram mortas no Níger em eventos violentos por grupos não estatais e 997 por forças estatais.

 

A Associação Black Bulls somou a sua primeira vitória na fase de grupos da Taça CAF, derrotando a Enyimba da Nigéria, por três bolas sem respostas, em jogo da terceira jornada do Grupo D da prova. 

Há sempre uma primeira vez. Depois do empate a uma bola, há uma semana, diante do Al Masry do Egipto, a Associação Black Bulls voltou mais forte. Trabalho de casa bem feito por Helder Duarte. 

Foram precisos apenas 17 minutos para a Black Bulls adiantar-se no marcador. Rume respondeu positivamente de cabeça  a um centro de Martinho, colocando a sua equipa em vantagem. 

O Enyimba até reagiu, mas sem encontrar espaço suficiente para violar a baliza de Ernani. Seria o representante moçambicano a ampliar o marcador, através de Fidel, que na cobrança de um pontapé de canto enviou a bola directamente para o fundo das malhas. Já não havia espaço para mais. 

No reatamento, o Enyimba tentou virar o curso da história. Em algumas ocasiões estremeceu a defensiva dos “touros”. Foram apenas perigos. Ainda houve espaço para Ayuba marcar o terceiro golo, fechando, assim, as contas.

“Tudo que foi o trabalho feito ao longo da semana foi bem cumprido, a equipa esteve bem em todos os capítulos, razão pela qual conseguimos fazer os golos que ditaram a história do jogo”, disse Custódio Gune, treinador da Black Bulls.  

A Black Bulls só volta a jogar no próximo ano.

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