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O Ministério da Educação e Cultura admite que pode haver livro de distribuição gratuita à venda nas livrarias e papelarias por eventuais erros das editoras de livros. Sobre a falta de manuais escolares para a nona classe, o ministério diz que já disponibilizou conteúdo em formato digital.

Através deste despacho de sete de Maio de 2026, o Ministério da Educação e Cultura orientou as direcções provinciais de educação e as respectivas representações nos distritos, a recolher imediatamente todos os livros de distribuição gratuita encontrados em estabelecimentos de ensino particular.  

O despacho cujo conteúdo não é novo, agitou pais e encarregados de educação com filhos no ensino particular, e pelo menos na cidade de Maputo, muitos acorrem às livrarias para a substituição dos livros.

“Nas províncias nós sabemos que há muitos desafios. Nas livrarias, compram não sei de onde, mas nós compramos também livros que vêm escritos de distribuição gratuita”, denunciou Constantino Jr, encarregado de Educação que tem um filho a frequentar ensino primário em uma escola particular na cidade de Chimoio. 

O Ministério da Educação reagiu à denúncia em uma entrevista, admite que pode haver livro de distribuição gratuita à venda nas livrarias, mas tal eventualidade resulta de erros das editoras.

“Penso na eventualidade  de distração por parte das reprografias dessas livrarias, que imprimiram o livro com a etiqueta de venda proibida e distribuição gratuita. Pode ser que tenha havido este lapso de imprimirem a capa com esta etiqueta”, argumentou Silvestre Dava, porta-voz do MEC.

Entretanto, nas escolas privadas, a recolha dos manuais de distribuição gratuita já começou como  forma de desincentivar a circulação do livro gratuito nos mercados paralelos, justificou o ministério.

Enquanto decorre a recolha dos manuais, há outro problema que preocupa gestores escolares, encarregados de educação e livrarias. A meio do ano lectivo, as escolas, públicas e privadas continuam sem o manual físico no ensino secundário, particularmente da sétima classe.

“Em termos de material didático, recebemos o mínimo possível para iniciar o arranque. Livro disponível ainda não há, mas sempre a Direcção Distrital nos disponibilizou de forma digital os manuais que nós devemos utilizar no ensino secundário. Só que não temos manuais para os alunos utilizarem, mas temos manuais para o professor utilizar neste momento ainda não há venda para o aluno”, explicou Hortência Cossa, Directora do Instituto Fundhane.

A situação está a obrigar professores e alunos a recorrerem a apontamentos, fotocópias e conteúdos improvisados para manter as aulas. Gestores escolares temem que os arranjos impactem os resultado.

“Essa questão do manual escolar da sétima classe, principalmente no início do ano lectivo, foi um dilema, mas tem sido nesses últimos anos também, porque faz falta aos alunos terem o manual disponível, aquele manual tradicional que podem encontrar em qualquer papelaria. Encontrou-se uma solução, tem as tais fichas que são impressas, encadernadas, que funcionam como manual, mas é completamente diferente”, lamentou Isara Mussagi, do Lápis Mágico

Nas papelarias, a preocupação também é a mesma: o livro esperado desde 2023, nunca chegou.

“Nós aqui nas livrarias nunca vendemos o livro, o que apareceu foram fichas que lá tratam como brochuras. Mas de lá para cá, isso foi há dois anos atrás, nunca mais tivemos acesso, porque o ministério proibiu”, revelou uma uma fonte ligada à Papelaria Maputo.

Sem reconhecer a falta, o porta-voz do Ministério da Educação e Cultura disse ter dado orientação às escolas sobre o procedimento com a sétima classe.

“As escolas foram orientadas a ceder ou a instruírem os alunos a ceder os materiais pedagógicos no site do IEDA, o nosso Instituto de Educação Aberta e à Distância. Temos lá todos os materiais para todas as classes, para que os alunos e professores possam utilizar”, concluiu Silvestre Dava.

Entre livros retirados e livros que nunca chegaram ao mercado, o segundo trimestre segue para o fim e pais, alunos e escolas aguardam pela disponibilização dos manuais.

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A Secretária de Estado na província de Inhambane, Bendita Lopes, reagiu à greve dos funcionários do Município de Quissico, admitindo que o Governo não tinha a real dimensão da crise, mas criticando a forma como o protesto foi conduzido.

Os trabalhadores municipais encontram-se em greve há mais de uma semana, tendo decidido encerrar as portas da instituição como forma de exigir o pagamento de salários em atraso, que já somam mais de quatro meses. 

Com o fim do mês de Março, a situação agrava-se, atingindo cerca de cinco meses sem remuneração, enquanto a edilidade acumula sete meses sem receber transferências do Fundo de Compensação Autárquica.

Em reacção, Bendita Lopes defendeu que os funcionários deveriam ter recorrido ao diálogo antes de avançarem para medidas mais drásticas. 

“Eles são funcionários do município, sim, mas são funcionários que estão a gerir aquilo que é a governação descentralizada ao nível da província. Às vezes, uma paciência é melhor, porque eles, para além de expor o município, estão a expor a eles próprios como funcionários. Acho que essa atitude também não é muito boa”, afirmou.

A governante apelou à contenção, sublinhando que existem canais próprios para a resolução de conflitos laborais. “Apelar aos funcionários, quando têm problemas, há sítios, há lugares próprios de tratamento desses problemas, do que fechar a instituição, porque quando se fecha a instituição também é uma perda. É uma perda que se tem e queríamos apelar para amainarmos um pouco os ânimos, termos paciência, porque vão receber os valores que eles têm”, acrescentou.

Bendita Lopes reconheceu ainda que o Governo foi surpreendido pela paralisação, afirmando que não houve comunicação prévia por parte dos grevistas, frisando a atitudes deste foi um erro. 

“Se falassem, por exemplo, a nós, nós não sabíamos, surpreenderam-nos, ninguém veio ao gabinete. Eu penso que a sua Excelência, o Governador, também não sabia, surpreenderam-nos a todos. Então, eles também correram o erro de tomarem decisões sozinhos e fazerem aquilo que estão a fazer”, declarou.

A Secretária de Estado destacou, entretanto, que a situação vivida em Quissico não é isolada, mas reflecte dificuldades financeiras mais amplas enfrentadas por vários municípios e pela função pública em geral. 

“Os nossos municípios estão com, não só municípios, toda função pública estamos com a situação financeira não muito boa, mas não é por isso que temos que deixar de trabalhar. O município de Quissico está há quatro meses sem salário, não é o único, há muitos ao nível do País”, explicou.

Segundo a governante, um dos desafios passa pela fraca capacidade de arrecadação de receitas locais, o que limita a autonomia financeira de alguns municípios. 

“Há municípios que vão tendo a capacidade de se autossustentarem, mas o município de Quissico tem desvantagem porque não há muitos mercados, não há muita margem de arrecadação de receitas”, concluiu.

A situação continua a gerar preocupação entre os trabalhadores, enquanto se aguardam soluções concretas para o pagamento dos salários em atraso e a normalização do funcionamento da edilidade.

A piloto moçambicana Teresa Bettencourt destacou-se na 1.ª corrida do Campeonato Nacional Sul-Africano Rotax 2026 na classe Micro Max disputada no circuito de Killarney, na Cidade do Cabo. 

Na 1ª corrida, Teresa Bettencourt enfrentou uma grelha competitiva de 17 pilotos. Na sessão de qualificação, Bettencourt envolveu-se em algumas lutas em pista, o que acabou por comprometer a possibilidade de alcançar um resultado ainda melhor. 

Ainda assim, garantiu o 9.º lugar, com a volta mais rápida em 46.354 segundos, mostrando desde cedo andamento para discutir posições mais avançadas. 

A 1ª corrida ficou marcada por vários incidentes e interrupções. Depois de partir da 9ª posição, Teresa Bettencourt esteve inserida num pelotão muito disputado e terminou a manga em pista, mas uma penalização de 5 segundos por “nose cone infringement”, numa corrida que teve também bandeira vermelha, atirou-a para o 14.º lugar final. 

Ainda assim, registou uma melhor volta de 45.960 segundos, um sinal claro de competitividade apesar das contrariedades. 

Na segunda manga, a jovem piloto voltou a enfrentar uma corrida exigente e com vários momentos de luta direta, terminando na 12.ª posição, com a sua melhor volta em 46.062 segundos. 

Já na terceira e última corrida, Teresa conseguiu recuperar terreno e fechar o dia com um resultado mais sólido, terminando em 10.º lugar, após mais uma prestação combativa num grupo muito equilibrado. Nessa corrida, assinou a melhor volta pessoal do fim de semana em prova: 46.092 segundos. 

No cômputo geral da jornada, Teresa Bettencourt terminou em 13.º lugar da classificação final, com 63 pontos, num fim-de-semana marcado por vários incidentes, lutas intensas em pista e alguma falta de sorte, mas também por uma postura resiliente e uma evolução constante ao longo das corridas. 

O seu melhor tempo absoluto em corrida foi 45.960 segundos. Apesar de o resultado final não traduzir totalmente o potencial demonstrado, a participação de Teresa Bettencourt deixa sinais encorajadores para as próximas corridas do campeonato. 

Num contexto altamente competitivo, a piloto moçambicana mostrou determinação, capacidade de recuperação e velocidade para continuar a crescer entre os melhores pilotos da classe Micro Max do Campeonato sul-africano.

O mercado do final da época na Europa já mexe e o internacional moçambicano já está a ser sondado por clubes de todas as grandes ligas daquele continente. Em Janeiro era o Nápoles e Lyon que perguntavam pelo camisola 10 do Sporting, mas agora surgem outros clubes interessados.

A temporada entra para os últimos dois meses, as definições desportivas centram atenções mas o mercado também já mexe. E Geny Catamo já é alvo de abordagens que chegam de todas as ‘big-5’. Apesar da recente renovação de contrato com o Sporting, saída no verão pode ganhar forma e já há clubes a posicionarem-se.

Quando em Dezembro de 2023 Geny Catamo prolongou o vínculo com os verdes-e-brancos até Junho de 2028, ficou acautelada nova renovação por mais uma época, até 2029, que foi accionada já neste ano. Indicação de que o camisola 10 dos leões conta e muito nas contas do clube mas isso não invalida abertura para negociar no verão, ainda para mais quando o jogador vive um dos melhores momentos da carreira.

Em Janeiro, já houve abordagens, nomeadamente de França e Itália, Lyon e Nápoles, com os italianos a perguntarem pelo moçambicano antes de avançarem para Alisson, por empréstimo, com taxa de 3,5 milhões de euros, e opção de 16,5 milhões que deve ser accionada devido às boas exibições do brasileiro.

Agora novas abordagens de clubes das cinco principais ligas, a inglesa, a espanhola e a alemã, além da italiana e da francesa.

Para levar o extremo de 25 anos, os interessados sabem que há um preço balizado entre os 20 e os 30 milhões de euros. O valor mais baixo deste intervalo não chegou para, no verão de 2025, tanto Aston Villa como Fenerbahçe levarem o atacante de Alvalade.

 

Os números de Geny Catamo

O internacional moçambicano, recorde-se, assinou contrato profissional com o Sporting em Setembro de 2020, oriundo do Amora, depois de ter passado a época 2019/2020 na Academia Cristiano Ronaldo em regime de empréstimo. 

Já leão, foi também cedido a Vitória de Guimarães e Marítimo e na pré-temporada de 2023 convenceu o treinador, então Ruben Amorim, a ficar com ele no plantel. E convenceu também a administração a renovar-lhe o contrato uma primeira vez.

Já em Julho de 2025 os verdes-e-brancos investiram 2,25 milhões de euros para passar a ter 90 por cento do passe do extremo junto do Amora, porta de entrada do moçambicano em Portugal em 2019, clube que reservava ainda 75 por cento dos direitos económicos, com o Black Bulls, clube de formação do jogador, a deter nessa altura 85 por cento da percentagem do emblema da Margem Sul.

Esta temporada, Geny Catamo começou por dividir a titularidade no lado esquerdo do ataque dos verdes-e-brancos com Geovany Quenda. A fratura do quinto metatarso do pé direito do português, que o impediu de competir durante quatro meses, fez o moçambicano agarrar lugar cativo no onze de Rui Borges e justifica o estatuto com números.

No somatório de golos, com oito, esta é já a melhor temporada de Catamo, que em 22 jogos tem ainda quatro assistências e está a uma de igualar o melhor registo, que data de 2023/2024. No total, são já 2248 minutos nas pernas em 2025/2026.

Com contrato válido até Junho de 2029, Geny Catamo tem cláusula de rescisão de 60 milhões de euros.

Pelo menos 30 pessoas morreram após terem sido atacadas por um grupo criminoso na localidade de Jean-Denis, no Haiti. A informação foi partilhada por fonte oficial na capital daquele país, Porto Príncipe.

População haitiana continua a ser vítima de massacres perpetrados por gangues criminosos, denuncia a porta-voz da Comissão de Diálogo, Reconciliação e Sensibilização de Haiti, citada pela African News.

De acordo com a organização denunciante, o grupo Gran Grif, cujos membros já estiveram envolvidos em outros ataques deste tipo, é responsável pelo ataque. Segundo um jornal local, há cinco pessoas da mesma família que foram mortas.

Os atacantes incendiaram também casas e estabelecimentos comerciais. Duas pessoas morreram carbonizadas no interior das suas casas, enquanto outras em consequência de ferimentos provocados por disparos e enquanto fugiam.

Os atacantes tentaram assumir o controlo da localidade de Jean-Denis, mas depararam-se com a resistência de grupos de autodefesa da zona, que acusaram a Polícia de intervir demasiado tarde, após os confrontos terem terminado.

Os ataques foram protagonizados na madrugada do último domingo e, segundo activistas de direitos humanos citados pela African News, o grupo de criminosos voltou a atacar na última segunda-feira.

52 anos depois, a República Democrática do Congo garantiu a segunda qualificação para o Campeonato do Mundo de Futebol, ao derrotar a Jamaica por uma bola sem resposta no jogo dos playoffs de acesso à competição. 

Marcou presença na maior montra do futebol mundial em 1974, na Alemanha. Depois seguiram-se mais de cinco décadas de tentativa, queda e superação. O mundo deu muitas voltas e a República Democrática do Congo voltou a sorrir, esta terça-feira. 

Sem o seu icónico adepto estátua, Kuka Muladinga, impedido de viajar para o México por questões burocráticas, a RDC transformou o Estádio de Guadalajara num palco de realização de um sonho. 

Perante a Jamaica, a selecção congolesa mostrou-se destemida e pronto para o embate. Golo anulado ainda na alvorada do jogo. Era, afinal, um aviso de que o perigo rondava na baliza jamaicana. Seguiram-se outras tentativas que não deram em nada. 

A Jamaica, sem a velocidade de Usain Bolt, mas com vontade de vencer e fazer história, também tentou um lugar ao sol. No fim, lá mesmo no fim, a República Democrática do Congo usou o martelo para sentenciar o jogo. 

É a segunda qualificação para o Mundial da RDC, que completa a lista de 10 selecções africanas na prova, e está inserida no Grupo K juntamente com Portugal, Colômbia e Uzbequistão. Assim, ficam completas as 48 selecções que se vão exibir ao mundo nos Estados Unidos da América , Canadá e México.

O Papa Leão XIV afirmou esperar que o presidente norte-americano, Donald Trump, “procure uma saída” para a guerra no Médio Oriente, reiterando o seu apelo à paz a poucos dias da Páscoa.

“Disseram-me que o presidente Trump declarou recentemente que quer pôr fim à guerra, espero que ele procure uma saída”, afirmou o papa aos jornalistas no início da noite, à saída da residência papal de Castel Gandolfo, perto de Roma.

 “Espero que ele procure uma forma de reduzir a violência e os bombardeamentos, o que contribuiria grandemente para apaziguar o ódio que se cria e não cessa de crescer no Médio Oriente e noutros locais”, acrescentou.

“Continuarei, sem dúvida, a apelar a todos os líderes mundiais para que regressem à mesa das negociações para dialogar e encontrar soluções para os problemas”, prosseguiu o papa.

Com a aproximação das festividades da Páscoa, “este deveria ser o momento mais santo e sagrado de todo o ano”, insistiu.

“É um tempo de paz, um tempo de recolhimento, mas, como todos sabemos, em muitos lugares do mundo, constatamos novamente tanto sofrimento, tantas mortes, até mesmo de crianças inocentes, lançamos incessantemente um apelo à paz, mas, infelizmente, muitos procuram promover o ódio, a violência e a guerra”, acrescentou Leão XIV, que se prepara para celebrar a Páscoa pela primeira vez como soberano pontífice no domingo.

O exército do Mali negou, nesta segunda-feira, que tivesse libertado cerca de 200 suspeitos de serem jihadistas em meados de Março para garantir o fim dos ataques a comboios de combustível que estão a paralisar a economia da Nação.

Fontes de segurança e políticas citadas pela imprensa internacional tinham inicialmente reportado a libertação de mais de 100 jihadistas, e posteriormente houve confirmação de que cerca de 200 tinham sido libertados.

Estas declarações, segundo o exército do Mali, têm como objectivo manchar a imagem do pais e minar a confiança entre o povo e as suas instituições, e particularmente entre o povo maliano e as suas forças de defesa e segurança.

Desde Setembro, jihadistas do Grupo de Apoio ao Islão e aos Muçulmanos, um grupo filiado da Al-Qaeda, têm atacado comboios de camiões-tanque. 

Apesar de vários meses de calma, os habitantes de Bamako enfrentaram uma escassez de gasóleo no início de Março, com o combustível a ser prioritariamente destinado ao sector energético.

O académico moçambicano Elísio Macamo reagiu ao relatório do Banco Mundial que coloca Moçambique na segunda posição entre os países mais pobres do mundo, responsabilizando também a instituição internacional pelo fracasso na redução da pobreza no País.

Segundo Macamo, não faz sentido que, passados mais de quarenta anos de apoio financeiro e técnico do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional, Moçambique continue a enfrentar elevados níveis de pobreza.

“Eu acho engraçado que o Banco Mundial não diga que há 40 anos está a ajudar-nos a ficarmos pobres. Há 40 anos que nós estamos com este programa de assistência do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional. Então, o falhanço de Moçambique é também o falhanço do Banco Mundial. Se eu ajudo você há 40 anos a deixar de ser pobre e você continua pobre, a culpa não pode ser só sua, é também de quem está a ajudar”, afirmou Elísio Macamo, em declarações feitas na cidade de Nampula.

O académico criticou ainda a falta de transparência nas negociações entre o Governo moçambicano e as instituições financeiras internacionais, apontando que os processos muitas vezes ocorrem sem o escrutínio do parlamento ou consulta à sociedade civil.

“Há uma diferença muito grande entre o nosso governo negociar com o Fundo Monetário Internacional quando o Fundo Monetário Internacional sabe que o nosso Governo não fala com ninguém, não fala com o parlamento, não submete esses projectos de negociações, esses programas de negociações, não submete isso ao escrutínio do parlamento, pura e simplesmente vai conversar lá, em Washington, com essas instituições e ir lá sabendo que as pessoas disseram ‘olha, isso nós não queremos fazer’”, declarou.

Para Elísio Macamo, enquanto persistir o secretismo e a ausência de mecanismos de responsabilização, o País continuará a enfrentar dificuldades para encontrar soluções estruturais que reduzam a pobreza.

“O mais grave é que isso não tenha consequências imediatas na forma como a gente faz política em Moçambique, não tenha quem responsabilizar por isso, que não haja nenhuma possibilidade de alterar o tipo de política que nós estamos a fazer”, concluiu.

As chuvas que têm caído nos últimos dias na cidade de Chimoio estão a agravar o estado das estradas, criando crateras que dificultam a circulação de pessoas e o transporte de bens. Em vários pontos da cidade, a situação é considerada crítica, sobretudo para viaturas, e levanta preocupações quanto à segurança dos munícipes.

Em alguns troços da cidade de Chimoio as chuvas estão a agravar o estado das estradas, criando crateras que dificultam a circulação de pessoas e o transporte de bens. Os buracos condicionam seriamente a transitabilidade e representam risco não apenas para os automobilistas, mas também para os peões. 

Há ainda relatos de danos que ameaçam infraestruturas, como postes de energia eléctrica, que podem desabar devido à erosão do solo.

Os bairros 16 de Junho, Josina Machel e Nhamaonha estão entre os mais afectados. Mesmo a estrada alcatroada que liga o centro urbano a estas zonas não resistiu à força das águas, apresentando sinais visíveis de degradação.

Os residentes mostram-se preocupados e pedem uma intervenção urgente por parte das autoridades municipais. “Há muitos buracos, a estrada está muito mal. Durante algum tempo, nem os carros vão conseguir passar por aqui”, lamentou o munícipe Hermenegildo Armando.

Perante a situação, o município de Chimoio garante que já tem em curso medidas para reabilitar as vias. O edil João Ferreira afirmou que está a ser preparado um trabalho conjunto com uma empresa chinesa, com vista à melhoria das estradas da cidade.

“Vamos trabalhar para ter mais estradas asfaltadas e também melhorar as de terra batida, com sistemas de drenagem adequados para garantir maior durabilidade”, explicou. Segundo o edil, a estrada de Nhamaonha será uma das prioridades, devendo ser parcialmente asfaltada e requalificada.

Apesar das garantias, o arranque das obras ainda depende da melhoria das condições climáticas. A edilidade apela à compreensão dos munícipes, sublinhando que as chuvas contínuas têm condicionado o avanço dos trabalhos.

Com o contrato já rubricado, as autoridades asseguram que as intervenções terão início nos próximos dias, com o objectivo de melhorar a mobilidade urbana e garantir maior segurança para os cidadãos.

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