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A oposição acusa a Comunidade Económica de Estados da África Ocidental de “inadmissível ingerência” nos assuntos internos da Guiné-Bissau ao pronunciar-se sobre a possibilidade de referendo sobre a nova Constituição.

Num comunicado divulgado pela comunicação social guineense, a diretoria da candidatura de Fernando Dias da Costa, que reclama a vitória nas eleições presidenciais de 23 de novembro passado, manifesta a “sua mais profunda indignação e o seu firme repudio” pelas declarações do chefe da diplomacia da Serra-Leoa, no âmbito de uma missão da Comunidade Económica de Estados da África Ocidental (CEDEAO) a Bissau.

Timothy Kabba anunciou, no passado dia 26 e citando as autoridades de transição guineense, que a nova Constituição do país, aprovada pelo Conselho Nacional de Transição (CNT), órgão que substitui o parlamento, será submetida a referendo, sem mais pormenores.

“É politicamente inaceitável que um representante de um estado irmão da sub-região se tenha arrogado a iniciativa de anunciar a realização de um referendo para a aprovação de uma Constituição promovida pelas atuais autoridades de transição, assumindo um papel que não lhe pertence e que constitui uma inadmissível ingerência num assunto que diz exclusivamente respeito ao povo guineense”, lê-se no comunicado.

A diretora da campanha de Fernando Dias da Costa considera aquelas declarações do emissário da CEDEAO “incompatíveis com os princípios democráticos proclamados” pela organização e que “contradizem frontalmente” as decisões da cimeira de chefes de Estado e de governo de dezembro passado, em relação ao golpe de Estado na Guiné-Bissau.

“A soberania da Guiné-Bissau não se negoceia, não se delega e não pode ser substituída pela vontade de qualquer emissário estrangeiro. Nenhum representante internacional detém legitimidade para anunciar ou validar processos constitucionais em nome do povo guineense”, critica ainda a oposição.

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A mineradora Montepuez Ruby Mining (MRM) transferiu ao Estado moçambicano o equivalente a 23% das suas receitas totais em 2025, segundo dados divulgados pela Gemfields, responsável pela operação mineira em Namanhumbir, distrito de Montepuez, na província de Cabo Delgado.

A informação foi divulgada esta quinta-feira, no relatório do indicador “G-Factor para Recursos Naturais”, mecanismo adoptado pela Gemfields para medir a proporção das receitas geradas pela exploração de recursos naturais que é efectivamente canalizada para os governos dos países anfitriões, sob a forma de impostos, royalties e outras contribuições fiscais.

De acordo com os dados apresentados, a MRM gerou receitas totais avaliadas em 49,9 milhões de dólares norte-americanos em 2025, tendo transferido 11,3 milhões de dólares ao Estado moçambicano. Este montante inclui, essencialmente, o pagamento de royalties minerais e do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas (IRPC).

No acumulado de dez anos, entre 2016 e 2025, o “G-Factor” da MRM fixa-se em 26%, o que significa que, em média, mais de um quarto das receitas obtidas pela empresa neste período foram canalizadas para os cofres públicos moçambicanos. Já no horizonte de cinco anos (2021–2025), o indicador mantém-se nos 23%.

O CEO da Gemfields, Sean Gilbertson, destacou que o desempenho da MRM reflecte tanto o contexto operacional quanto às dinâmicas do mercado internacional de pedras preciosas.“Os resultados de 2025 do ‘G-Factor for Natural Resources’ da Montepuez Ruby Mining (MRM) evidenciam como as contribuições para os países anfitriões variam em função das condições de mercado e operacionais. Em Moçambique, a Montepuez Ruby Mining pagou 23% das suas receitas ao Governo de Moçambique em 2025.”

O responsável acrescentou que, apesar da redução dos pagamentos totais em termos absolutos, a contribuição proporcional manteve-se sólida:

“Embora os pagamentos totais em numerário tenham sido inferiores aos de anos anteriores, por consequência da redução da produção de rubis premium, adiamento do leilão de rubis de dezembro e as incursões de mineração ilegal, a contribuição fiscal proporcional manteve-se robusta.”

Gilbertson reforçou ainda o compromisso da empresa com a transparência no sector extractivo, “mantemo-nos comprometidos com a transparência proporcionada pelo ‘G-Factor para Recursos Naturais’ e continuamos a incentivar uma adopção mais ampla na indústria, para que os governos anfitriões e os seus cidadãos possam avaliar melhor a gestão dos seus recursos.”

Os dados surgem num contexto de crescimento significativo da produção de rubis em Moçambique. Informações oficiais do Ministério dos Recursos Minerais e Energia indicam que o país produziu mais de cinco milhões de quilates em 2025, representando um aumento de cerca de 29% em relação ao ano anterior.

Este desempenho reflecte a forte procura internacional e o reforço da actividade das empresas mineiras. No entanto, o sector continua a enfrentar constrangimentos relevantes, com destaque para a mineração ilegal, que tem afectado operações, infra-estruturas e receitas.

A própria MRM já havia alertado recentemente, para a necessidade de medidas mais firmes contra redes que financiam e incentivam a exploração ilícita de rubis, após incidentes registados na sua concessão em Cabo Delgado.

Além disso, o adiamento de leilões internacionais e atrasos operacionais, incluindo dificuldades na entrada em funcionamento pleno de novas infra-estruturas de processamento, também condicionaram o desempenho financeiro da empresa ao longo de 2025.

O “G-Factor para Recursos Naturais” é calculado com base na relação entre o total de pagamentos efectuados ao governo, incluindo royalties, impostos sobre lucros, dividendos e taxas de exportação e as receitas totais da empresa num determinado período.

Trata-se de um indicador de referência que permite aferir, de forma simplificada, o grau de retorno financeiro que os países anfitriões obtêm da exploração dos seus recursos naturais. Contudo, a própria Gemfields reconhece que o mecanismo não capta a totalidade das contribuições fiscais, uma vez que exclui impostos indirectos, contribuições sociais e outras taxas relevantes.

Doze pessoas morreram, incluindo seis crianças, na quarta-feira, num ataque com drones numa cidade controlada por paramilitares no estado do Darfur do Norte, no Sudão, noticiou ontem a agência France-Presse (AFP) citando uma fonte médica e ativistas locais.

Doze corpos foram levados para o hospital, 16 pessoas ficaram feridas, incluindo mulheres e crianças, e estão a receber cuidados médicos, segundo a fonte médica. O comité de resistência de Al-Fashir, um grupo pró-democracia, precisou que o ataque atingiu o bairro de Al-Salama, perto de uma escola para raparigas, atribuindo a responsabilidade pelo ataque ao exército, em guerra com os paramilitares das Forças de Apoio Rápido desde Abril de 2023.

No dia 24 de Março, as Nações Unidas indicaram que os ataques com drones mataram mais de 500 civis entre Janeiro e meados de Março, alertando para o “impacto devastador” destas armas em zonas povoadas.

Na sexta-feira, a organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) confirmou a morte de pelo menos 10 pessoas, incluindo sete profissionais de saúde, também num ataque com drone contra um hospital no estado do Nilo Branco, no sul do Sudão.

A guerra civil no Sudão, que eclodiu em Abril de 2023 devido a desacordos em torno da integração do grupo paramilitar nas Forças Armadas, resultou já na morte de dezenas de milhares de pessoas.

O número pode ultrapassar 400 mil, segundo os Estados Unidos. Este conflito, que mergulhou o país numa crise humanitária considerada das piores do mundo, interrompeu a transição que havia começado após a queda do regime de Omar al-Bashir, em 2019, que já estava enfraquecido após o golpe que depôs o então primeiro-ministro Abdalla Hamdok.

Há registo de milhões de deslocados e refugiados, bem como alarme internacional devido à propagação de doenças e aos danos em infraestruturas críticas, o que dificulta o atendimento a centenas de milhares de pessoas afectadas.

O edil de Nampula fez mexidas no seu governo e avisa que haverá mais exonerações até acertar a dinâmica que precisa. Num contexto de problemas de mobilidade devido aos buracos nas estradas, Luís Giquira promete intervir, à medida da disponibilidade de meios e dinheiro.

A primeira mexida foi no dia 4 de Março e cessaram funções, dentre outros, os vereadores dos pelouros de Finanças, Planificação e Património e da Educação, Cultura, Juventude e Desportos. Esta quarta-feira, Luís Giquira voltou a fazer mexidas, tendo movimentado o vereador de Salubridade que passa a assumir a pasta de Administração e Recursos Humanos.

O edil de Nampula justifica a medida com a necessidade de imprimir uma nova dinâmica no funcionamento do município, até porque, segundo afirma, alguns funcionários exonerados já estavam cansados. 

“Queremos ter um município que responda a visão do presidente e o compromisso que nós assumimos com a nossa população de tudo fazermos para termos uma cidade melhor, com mais água e desenvolvimento”, afirma Giquira, que garante que ainda haverá mais mexidas nos próximos dias.  

Enquanto procura calibrar a sua equipa, o dia-a-dia na cidade é um dos maiores desafios. A avenida 25 de Setembro estava muito esburacada e já está em obras, mas há mais vias na cidade esburacadas. 

Sobre o problema, Giquira assegura que a edilidade já tem um plano de reabilitação de algumas vias que já foram identificadas. Para essa empreitada, a edilidade está a trabalhar na busca de parceiros para aquisição de equipamentos. 

Esta quinta-feira o Município de Nampula e a Universidade Rovuma assinaram um memorando para passarem a trabalhar em conjunto para o desenvolvimento da cidade, sobretudo na área de Engenharia Civil. A UniRovuma tem cursos de engenharias que poderão ser a base desta relação com o Município de Nampula.

Os membros do Comité Central da Frelimo dizem que, sem comprometer a agenda da reunião do partido, a Sessão do Comité Central deve fazer uma análise realista da situação económica e social de Moçambique.

Entrevistado pouco antes do início da Sessão, Eliseu Machava, antigo Secretário-geral da Frelimo, não ignorou os pontos da agenda publicamente apresentados, mas exortou para que os trabalhos não se limitem à vida interna do partido.

“O Comité Central, como sempre, faz a melhor análise da situação política, econômica e social, e projecta para o futuro aquilo que é o desejo de muitos moçambicanos, que é de ver o país a progredir, ver o país a enfrentar positivamente os problemas, ver o país unido e ver o país a pensar no futuro risonho dos nossos filhos e dos nossos netos.”

Membro do Comitê Central e Chefe da Bancada Parlamentar do Partido na Assembleia da República, Feliz Sílvia, espera que a sessão seja incisiva na estruturação da reunião de quadros.

“O Comitê Central antecede a Reunião Nacional de Quadros, onde já há um debate muito grande sobre o futuro econômico, político, mas também social do nosso país. Nós achamos que este Comitê Central vai se debruçar profundamente sobre a vida econômica, política e social. Em termos de perspectivas nossas, é que saíamos daqui mais focados nos resultados que pretendemos alcançar, mesmo a nível da independência econômica.”

Já o porta-voz do partido, Pedro Guiliche, diz que a quinta sessão é o ponto de partida para a Frelimo começar a perspectivar os resultados almejados nos próximos pleitos eleitorais.

“A Frelimo, desde que termina um processo eleitoral, a sua tradição e a sua prática é preparar-se com vista aos próximos pleitos eleitorais. Portanto, este Comitê Central vai servir para fazer um balanço geral de todo o grau de preparação da Frelimo com vista aos desafios não só eleitorais em 2028 e 2029, mas sobretudo os desafios de como melhor servir o povo moçambicano”

A reunião do Comitê Central iniciou esta Quinta-feira e termina no dia 12 de Maio, Domingo.

O  ministério da Saúde libanês actualizou esta quinta-feira para 182 o número de mortos e 890 feridos por uma série de bombardeamentos sem precedentes por parte de Israel, um dia após o cessar-fogo entre Estados Unidos e Irão.

O Líbano passou a noite de quinta-feira a remover escombros depois de ataques israelitas terem atingido zonas comerciais e residenciais no centro de Beirute, matando pelo menos 182 pessoas e  ferindo outras centenas .

O ataque, é considerado um dos mais fortes desde o início do conflito israelita com o Irão, a 28 de fevereiro, e levou o primeiro-ministro libanes , Nawaf Salam, a anunciar um dia de luto nacional pelas vítimas, nesta quinta-feira.

O bombardeamento ocorreu apenas algumas horas depois de ter sido anunciado um cessar-fogo no conflito entre os Estados Unidos e o Irão.

Devido ao sucedido, os meios de comunicação social iranianos anunciaram novamente o encerramento do Estreito de Ormuz na quarta-feira, em resposta aos ataques israelitas contra o grupo militante Hezbollah no Líbano.

De acordo com o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, o fim da guerra no Líbano fazia parte do acordo de cessar-fogo, uma afirmação que o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e o presidente norte-americano, Donald Trump, rejeitaram.

O Senado do Congresso Nacional do Brasil aprovou, esta terça-feira, a autorização para a reestruturação de uma dívida de 143 milhões de dólares de Moçambique junto ao Estado brasileiro, num passo considerado determinante para o alívio da pressão financeira externa e para o reforço das relações económicas entre os dois países.

O Acordo insere-se no quadro da cooperação bilateral entre Moçambique e o Brasil, bem como dos esforços internacionais coordenados no âmbito do Clube de Paris e das instituições financeiras multilaterais, visando reforçar a sustentabilidade da dívida dos países em desenvolvimento. 

O reescalonamento da dívida consiste na renegociação dos prazos e condições  de pagamento, criando condições para que Moçambique cumpra as suas obrigações em períodos mais alargados e com prestações ajustadas à sua capacidade financeira. 

Segundo o comunicado do Ministério das Finanças, o acordo de reestruturação traz benefícios mútuos, de entre outros aspectos, prevê o pagamento de uma parcela no prazo de 60 dias após a assinatura do Acordo, seguindo-se o remanescente em dez prestações semestrais, a uma taxa de juro anual fixa de 3,625%, criando, deste modo, condições favoráveis para a gestão das finanças públicas e continuidade dos investimentos prioritários em Moçambique. 

“A aprovação, pelo Senado Brasileiro, da proposta de reestruturação da dívida, representa um passo importante no aprofundamento das relações de amizade, solidariedade e cooperação entre Moçambique e o Brasil, contribuindo para a estabilidade macroeconómica, о reforço da confiança dos parceiros internacionais e a promoção do desenvolvimento económico e social sustentável do país”. 

Velhos rivais voltam a defrontar-se e há novos confrontos em vista com o início dos quartos-de-final da Liga Europa em futebol. Braga e FC Porto procuram ganhar vantagem nesta primeira mão, por forma a encarrar a segunda mão com alguma tranquilidade.

A Liga Europa também entra para a fase crucial, com a disputa dos jogos da primeira mão dos quartos-de-final. São quatro jogos que vão definir os semi-finalistas, onde Portugal conta com duas equipas, tal como Espanha e Inglaterra, com Itália e Alemanha a colocarem uma equipa cada nesta fase.

Veja a seguir a antevisão de cada jogo desta primeira mão, feita pela UEFA.com 

 

Braga vs Real Betis

As coisas não pareciam estar a correr bem para o Braga depois de ter perdido fora por 2-0 na primeira mão dos oitavos-de-final, contra o Ferencváros, mas a equipa de Carlos Vicens reagiu com pujança na partida do Minho, onde dois golos de Ricardo Horta inspiraram uma vitória por 4-0 que garantiu a qualificação. 

Finalista derrotado desta competição em 2011 (diante do Porto), o Braga começa a sonhar que, desta vez, pode chegar novamente ao jogo decisivo.

Tal como o seu adversário, o Betis também recuperou de uma desvantagem inicial e venceu a segunda mão dos oitavos-de-final por 4-0, derrotando o Panathinaikos por 4-1 no total. 

Os finalistas da Liga Conferência da época passada parecem estar em grande forma, e o médio Sofyan Amrabat já sonha com mais uma final: “Espero conseguir voltar a Istambul, porque joguei lá no ano passado com o Fenerbahçe; ir lá com a equipa, disputar a final e vencê-la – esse é o nosso sonho.”

Este é o primeiro confronto oficial entre as duas equipas.

 

Bologna vs Aston Villa

Estas duas equipas estão a ficar bem familiarizadas uma com a outra na Europa, uma vez que este é o seu terceiro confronto nas duas últimas temporadas. O Villa levou a melhor nas duas ocasiões anteriores, ao vencer o Bologna por 2-0 na fase de liga da Champions League de 2024/25, antes de triunfar por 1-0 na Jornada 1 da Liga Europa da presente época, com o capitão John McGinn a marcar nos dois jogos.

Os Rossoblù, no entanto, vão entrar em campo animados pela emocionante vitória por 5-4 no total das duas mãos, após prolongamento, sobre o rival italiano da Roma nos oitavos-de-final, um resultado que lhes permitiu qualificar-se para os quartos-de-final de uma grande competição europeia pela primeira vez.

O Bolonha não perde há 11 jogos na Liga Europa League, a série invicta mais longa da história do clube nas competições da UEFA.

 

Porto vs Nottingham Forest

Este confronto marca mais um reencontro da fase de liga, quando o Forest bateu em casa o Porto por 2-0 na Jornada 3, graças a golos de Morgan Gibbs-White e Igor Jesus, um dos melhores marcadores da competição, com sete golos. 

No entanto, a equipa de Francesco Farioli tem melhorado bastante desde aquela noite no City Ground e mantém-se invicta nos sete jogos disputados desde então na Liga Europa.

Enquanto o Porto rumou sem problemas aos quartos-de-final após uma vitória por 4-1 no total das duas mãos sobre o Stuttgart, o Forest precisou do desempate por penáltis para eliminar o Midtjylland, mantendo assim vivas as esperanças de conquistar um título na sua primeira campanha de regresso à Europa em 30 anos. 

O Porto perdeu apenas um dos seus últimos 13 jogos em casa na UEFA e ganhou os cinco disputados na presente época.

 

Freiburg vs Celta

O Freiburg teve uma exibição extraordinária para dar a volta a uma desvantagem de 1-0 do primeiro jogo e derrotar o Genk por 5-2 no total das duas mãos nos oitavos-de-final, com o avançado japonês Yuito Suzuki a marcar um grande golo após um contra-ataque fulminante. 

Depois de ter sido eliminada nesta fase em duas ocasiões nos últimos anos, a equipa alemã chegou finalmente aos quartos-de-final pela primeira vez.

O Celta, por sua vez, chega a esta fase pela quinta vez após afastar o Lyon, embora só tenha chegado às meias-finais uma vez. Uma boa exibição em França permitiu-lhe avançar com um total de 3-1, demonstrando que é capaz de conseguir o resultado que deseja.

Nenhuma equipa marcou mais golos do que os 21 que o Celta conseguiu até agora nesta competição.

 

Moçambique acolhe, de 29 de Abril a 2 de Maio, a qualificação regional para o Campeonato Africano de Voleibol de Praia 2026. O evento reunirá várias duplas da região que procuram garantir o acesso à fase final da maior prova continental da modalidade.

A realização deste torneio em solo nacional destaca o papel do País no desenvolvimento do desporto em África. Para os atletas moçambicanos, esta é a oportunidade de competir com o apoio do público e lutar pelo apuramento num ambiente familiar, capitalizando o factor casa.

Espera-se que a competição seja marcada pelo equilíbrio e pela qualidade técnica, reforçando o prestígio de Moçambique na organização de grandes eventos desportivos.

Para já, os trabalhos das duplas nacionais continuam, tendo em vista a preparação para a qualificação para os Jogos Africanos. Por ora, os trabalhos das duplas nacionais são vistos, pelo gabinete técnico, como um passo importante para o desenvolvimento da modalidade e garantir o sucesso do País no continente.

Os mesmos decorrem no campo anexo à Escola Secundária Estrela Vermelha e na Arena da Costa do Sol, onde os atletas se focam na melhoria do rendimento desportivo.

O objectivo central desta preparação consiste na correcção de aspectos técnicos e tácticos importantes para elevar a competitividade das selecções nacionais perante os desafios internacionais que se aproximam.

A Federação Moçambicana de Voleibol reitera o compromisso em assegurar que as duplas se apresentem na sua melhor forma, focadas em superar os desempenhos anteriores.

Além do mais, a FMV acredita que todo o esforço feito neste ciclo de treinos será decisivo para garantir a qualificação de Moçambique para a fase final da competição continental, honrando a tradição de sucesso do voleibol de praia moçambicano e elevando o nome da nossa bandeira em toda a África.

Deputados do PODEMOS e da Renamo, na Assembleia da República, exigem regularização no pagamento dos salários e outros subsídios. As bancadas parlamentares exigem meios de transporte condignos e acusam o Governo de tentar enfraquecer a oposição.

“O deputado não foi eleito para disputar “chapa”, nem para circular de mototáxi, para chegar à plenária ou fiscalizar o seu círculo eleitoral.”

Foi com estas palavras que Elísio Muaquina, deputado do PODEMOS, começou por apresentar indignação em relação às condições de  trabalho.

Os parlamentares da oposição queixam-se de desigualdade material entre as bancadas.

“Na prática, cria-se uma desigualdade material entre bancadas, uns com todos os meios, outros sem condições básicas para exercer o seu mandato. Isto não é neutralidade institucional, isto é distorção do funcionamento democrático. Está-se a limitar a função fiscalizadora, está-se a enfraquecer a oposição e, consequentemente, a empobrecer a democracia”, acrescentou Muaquina.

A contestação veio também da bancada da Renamo, que fala de desrespeito aos órgãos de soberania.

“Este governo também não respeita os outros órgãos de soberania, como é o caso desta Assembleia da República, que está instalada desde Janeiro de 2025. No entanto, passado um ano e meio, os deputados andam pendurados em chapas e estão sujeitos a toda a situação deplorável, impedidos de fazer o seu trabalho fiscalizador e de representação. Vergonhosamente, cada membro do governo recebeu a sua frota de viaturas no dia da tomada de sua posse”, explicou Manteigas.

Outra preocupação é relativa ao pagamento dos salários.

“Senhora presidente, ainda é tempo de corrigir, regularizar com urgência salários subsídios, cumprir integralmente o Estatuto dos Deputados sem discriminação, porque um deputado sem condições não é apenas um deputado fragilizado, é o povo que fica mal representado. Não é favor algum, mas sim um direito instituído pelo artigo 19, o seu número 6, do Estatuto dos Deputados”, explicou Muaquina.

As preocupações foram apresentadas nesta quarta-feira, na Assembleia da República, durante a sessão plenária.

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