Um tribunal superior da África do Sul concedeu, na sexta-feira, uma liminar ao Presidente Cyril Ramaphosa, suspendendo temporariamente o processo de impeachment que tramita no Parlamento.
Ramaphosa solicitara a suspensão do inquérito parlamentar até que fosse concluída a revisão judicial do relatório elaborado, em 2022, por um painel independente.
Esse relatório concluiu que o Presidente poderá ter violado a Constituição, no âmbito do chamado escândalo “Farmgate”, relacionado com o roubo de 580 mil dólares em moeda estrangeira não declarada, alegadamente escondida num sofá da sua fazenda de caça Phala Phala, na província de Limpopo.
O assalto ocorreu em 2020, mas só se tornou público dois anos depois. Ramaphosa foi acusado de ter ocultado o arrombamento e o roubo tanto da polícia como das autoridades fiscais.
O Presidente negou qualquer irregularidade, afirmando que o dinheiro resultava da venda de búfalos, e afastou a hipótese de renunciar ao cargo devido ao incidente.
Em 2022, o relatório do painel foi rejeitado pela Assembleia Nacional, onde o Congresso Nacional Africano (ANC), partido no poder, detinha maioria, impedindo então a abertura do processo de impeachment.
Entretanto, o Ministério Público retirou as acusações em 2024.
Contudo, em Maio deste ano, o Tribunal Constitucional anulou a votação parlamentar, o que levou à criação de uma comissão parlamentar para apreciar a eventual abertura do processo de impeachment.
Ramaphosa iniciou então um processo de revisão judicial, questionando a legalidade do relatório. O caso deverá ser apreciado em Setembro.
O advogado do Presidente argumentou que submetê-lo a um processo de impeachment com base num relatório alegadamente falho constituiria uma forma de “humilhação”.
A decisão do tribunal evita, para já, novos constrangimentos políticos para Ramaphosa relacionados com o escândalo, até que a revisão judicial seja concluída.
Analistas consideram, porém, que mesmo que o processo de impeachment venha a avançar, é pouco provável que o Presidente seja destituído do cargo.
Após a decisão judicial, Ramaphosa afirmou que “reafirma o seu respeito pela independência judicial e pela separação de poderes consagradas na nossa Constituição”.
“O Presidente continuará a cooperar e a respeitar os processos de responsabilização”, refere um comunicado.
Caso o processo venha a prosseguir, será o primeiro processo de impeachment contra um Presidente sul-africano em exercício.
A atleta paralímpica moçambicana, Edmilsa Governo, foi suspensa de todas as actividades desportivas promovidas pelo Comité Paralímpico de Moçambique por um período de seis anos, por ter simulado uma lesão para não disputar os Jogos Paralímpicos de Paris deste ano. O seu treinador, Narciso Faquir, foi suspenso por um período de cinco anos, por conivência na decisão de não competir.
Foi com base na Lei do Desporto em vigor em Moçambique, e nos Estatutos do Comité Paralímpico de Moçambique, nos artigos que abordam a suspensão temporária da actividade desportiva, que foi tomada a decisão de suspender Edmilsa Governo, por ter faltado com a verdade aquando da sua participação nos Jogos Paralímpicos de Paris.
Sérgio Miguel foi o representante do Comité Paralímpico de Moçambique que deu a informação em conferência de imprensa. “Suspender a atleta Edmilsa Luciano Governo por um período não inferior a seis anos, impossibilitando-a de participar em qualquer competição dirigida ou organizada dentro do movimento paralímpico”, sentenciou.
A mesma sanção foi aplicada a Narcísio Faquir, seu treinador, “por um período de cinco anos, impossibilitando-o de exercer funções de treinador dentro das actividades do Comité Paralímpico de Moçambique”.
A decisão foi tomada depois de a atleta especialista nos 100 e 400 metros na classe T13, (limitações visuais) ter desistido da participação em Paris, alegadamente por ter contraído uma lesão na coxa esquerda.
Ademais, a atleta terá acusado os dirigentes da delegação de terem a obrigado a realizar uma falsa partida para que fosse desqualificada da prova. Foram acontecimentos que obrigaram o Comité Paralímpico de Moçambique a abrir um inquérito para averiguar as reais causas da desistência da atleta.
Entretanto, de acordo com os relatórios feitos pelo departamento médico da delegação e da Comissão de Inquérito do Comité Paralímpico de Moçambique, para além da ressonância magnética feita em Paris, a realidade é outra e a conclusão é clara.
De acordo com Sérgio Miguel, a atleta “nunca teve lesão na zona indicada, assim como não foi obrigada, nem aconselhada a fazer falsa partida por parte dos dirigentes da delegação”.
Para além disso, ficou também demonstrado, segundo Sérgio Miguel, “que a falta de comparência na câmara de chamada foi premeditada e motivada por um acto de má-fé, sem qualquer influência externa”.
De acordo com o Comité Paralímpico de Moçambique, a organização despendeu esforços e finanças para garantir uma boa prestação da Edmilsa Governo, única atleta paralímpica para os jogos de Paris, que entretanto não competiu por alegada lesão.
É que, de acordo com o Comité Paralímpico de Moçambique, conseguiu fundos de quase um milhão e meio de meticais para custear despesas da qualificação, preparação e participação nos Jogos de Paris, sentido-se, assim, lesado no seu esforço.
Sérgio Miguel, representante do CPM, esclareceu ainda que a sanção e o processo que culminou com os resultados da Comissão de Inquérito foram acompanhados pela Inspecção-Geral do Desporto.
O Presidente da República, Filipe Nyusi, exortou, hoje, os moçambicanos a afluírem às urnas nas eleições gerais que se realizam esta quarta-feira, em todo o território nacional.
Nyusi apelou, por outro lado, aos eleitores para pautarem pelo civismo e serem responsáveis durante o acto.
“Exortamos todos os cidadãos eleitores a exercerem o seu direito de voto, afluindo às mesas de votação, criadas para o efeito. As assembleias de voto abrem-se pontualmente às 7 horas e encerram-se às 18 horas no território nacional e às 21 horas na diáspora. Após a votação, os eleitores deverão retirar-se dos locais e aguardar serenamente o decurso da contagem dos votos e anúncio dos resultados preliminares”, apelou Nyusi.
Aos órgãos da administração eleitoral, Filipe Nyusi pediu para que os mesmos assegurem a criação de todas as condições para que o processo decorra da melhor forma.
“Aos órgãos de administração eleitoral, apelamos para a garantia de toda a logística eleitoral, e que o processo seja conduzido com transparência, eficácia e eficiência, para que os resultados sejam a expressão inequívoca da vontade do povo moçambicano.”
Nyusi apelou à Polícia da República de Moçambique para que garanta a ordem e tranquilidade públicas, assegurando, ainda, a protecção dos eleitores e aos órgãos de administração eleitoral. “Aos agentes da Lei e Ordem, recordamos o seu papel fundamental na manutenção da ordem e protecção dos eleitores e dos órgãos de administração eleitoral, encorajando-os a agir dentro dos parâmetros da Lei. A todos intervenientes directos no processo eleitoral, incluindo, os órgãos de comunicação social, organizações da sociedade civil, observadores nacionais e internacionais e a população eleitoral em geral, entre outros, apelamos para uma participação activa, exemplar, íntegra, sempre guiada pelos princípios previstos na Lei, e a pautarem pelo civismo, rumo ao reforço da nossa jovem democracia, da paz, tolerância e convivência pacífica e espirito de reconciliação entre os moçambicanos.”
Foi lançado, esta segunda-feira, o terceiro volume da trilogia “O eco da sua voz”, obra que contém cartas de correspondência entre Eduardo Mondlane e sua esposa, Janet Mondlane, durante os 13 anos de convivência. Na obra, a viúva de Mondlane descreve o marido como um lutador pela causa do seu país e pelo mundo.
Janet Rene Mondlane foi casada com Eduardo Mondlane entre 1956 e 1969 e guarda memórias dos 13 anos de convivência com o arquitecto da unidade nacional e fundador da Frente de Libertação de Moçambique.
Aos 89 anos de idade, Janet Mondlane decidiu voltar a abrir os anais da história familiar e dar a conhecer ao mundo através das cartas de correspondência entre o casal. No terceiro volume da trilogia “O eco da sua voz”, a viúva de Mondlane traz memórias vividas entre 1953 e 1957, com a figura tida como quem detinha perspectiva própria e futurista para o bem dos povos.
“Eduardo Mondlane, com algum punhado de indivíduos que faziam uma guerrilha, tinha a ousadia de querer ter um ponto de vista que fosse próprio. Nós, na maneira como vivemos, como nos relacionamos com as instituições internacionais, com o mundo exterior, parece que nós não temos um ponto de vista nosso. Não temos nenhuma base moçambicana a partir da qual reivindicar o diálogo com os outros. E me parece que esta ousadia, este auge, para dizer em latim, é uma das características mais importantes que a gente pode descelar na Frelimo de então e trazido à volta de Eduardo Mondlane como personalidade”, afirma Severino Ngoenha.
A escritora esteve ausente, porém retratada pelo apresentador da obra na sua locução. O reitor da Universidade Eduardo Mondlane, Manuel Guilherme, carregava a mensagem da Janet Mondlane.
“Os milagres são acontecimentos que não têm uma explicação lógica. A existência de Mondlane foi um milagre porque, sob o ponto de vista lógico, não se compreende como é que um pequeno rapaz africano, nascido com uma herança de opressão e de pobreza, podia estar tão determinado a ter uma formação académica e, posteriormente, libertar o seu povo ao ponto de dar a sua vida por esse povo”, lê-se em algumas das cartas de correspondência do casal.
Várias figuras acompanharam atentamente a cerimónia.
Para o antigo Presidente da República e presidente honorário da Frelimo, Joaquim Chissano, as memórias de Mondlane inspiram força.
“É um livro que terá que ser lido várias vezes, porque em cada página, em cada carta, encontramos uma história e encontramos uma força”, disse Chissano na saída do local do evento.
Para os filhos, a obra traduz-se numa oportunidade para dar a conhecer ao mundo a história dos seus progenitores. Nyeleti lembra que “Não havia WhatsApp na altura, portanto tivemos a sorte da mamãe Janete ter recolhido e guardado todas as cartas, a maior parte das cartas que trocaram entre si durante o tempo que estiveram nos Estados Unidos da América e além. O que a família regozija-se a dizer neste.”
Na sequência do lançamento das obras, que decorreu na Cidade de Maputo, houve vários painéis de debate sobre a vida e obra do casal Mondlane.
O Costa do Sol, campeão nacional da Liga de Basquetebol sénior masculino, vai entrar em campo entre os dias 22 a 27 de Outubro corrente, para participar do Torneio de Qualificação à Liga Africana de Basquetebol de 2025, que vai decorrer em Harare, no Zimbabwe.
A equipa moçambicana está no Grupo “E” da Divisão Leste e vai lutar por uma vaga na quinta edição da BAL, com o Bravehearts Basketball do Malawi ,Matero Magic da Zâmbia e Basket Hounds do Zimbabwe
Os Bravehearts foram coroados campeões da categoria masculina da Central Zone Basketball League de 2023 pela sexta vez consecutiva, um detalhe a ter em conta pelos canarinhos
O ferroviário da Beira defrontou os Matero Magic da Zâmbia, em 2021 e 2022, o que faz com que não sejam desconhecidos do basquetebol moçambicano
A prova vai decorrer num modelo de todos contra todos, apurando-se as equipas classificadas em primeiro e segundo lugares de cada grupo. Algumas equipas poderão entrar na competição através dos resultados desportivos, assim como a equipa da NBA Academy e os clubes que participaram do último torneio BAL e são campeões nos seus respectivos países, totalizando, deste modo, 16 equipas classificadas para a segunda fase.
Recordar que o atual campeão da BAL é o Petro De Luanda
Seis pessoas morreram e outras cinco ficaram gravemente feridas num acidente de viação que ocorreu na noite de domingo, na cidade da Matola. Testemunhas apontam o consumo de álcool e o excesso de velocidade como as causas do sinistro.
A noite de domingo foi trágica na cidade da Matola. Um acidente de viação matou e feriu pessoas no bairro Matola “A”, na paragem conhecida como BIC.
O sinistro resultou do embate entre duas viaturas, que faziam o sentido Cidade de Maputo-Cidade da Matola, e uma delas despistou-se, tendo colhido de surpresa as pessoas que se encontravam a vender e à espera de transporte público.
Com um profundo suspiro, voz trémula e ainda em choque, Celeste António descreve o que viu no local do acidente.
“Eu estava sentada na minha banca a conversar com o meu filho mais velho e vimos dois carros a virem em alta velocidade e colidiram. Um deles perdeu a direcção e, na paragem, havia dois vendedores. As outras pessoas, que ficaram feridas, estavam a caminho da paragem e a acompanharem-se”, contou Celeste António, uma das vendedeiras que escapou do acidente.
Depois disso, ela só viu pessoas estateladas no chão, algumas mortas e outras feridas. Celeste escapou por um golpe de sorte. “Depois de verem o carro a seguir para a direcção de onde eu estava sentada, algumas pessoas tentaram fugir para salvarem as suas vidas, mas morreram. O facto mesmo é que o carro perdeu a direcção e, pelo que vi, eram 11 pessoas”, revelou Celeste António.
Quem também escapou por um golpe de sorte foi uma adolescente que fala na condição de anonimato. “De repente, ouvi barulho de carro quando quer travar e, quando olho para frente, só vejo pessoas a correrem. Eu levantei e comecei a correr, também, e caí no chão. Quando me levanto, vejo pessoas ao redor. Vi muitas pessoas caídas e feridas. Tentam levantar uma senhora e a perna dela caiu. Muita gente estava gravemente ferida”, narrou a adolescente.
Segundo testemunhas no local do acidente, houve mais mortes porque o socorro chegou tarde. “Nós tentamos ligar para as linhas de apoio, mas não houve sucesso. Quando pensamos em ligar para TRAC, atendeu a nossa ligação e trouxe-nos uma ambulância, mas era pequena para o número de feridos. Conseguiram levar os que estavam gravemente feridos. Depois, chegaram carros da polícia e levaram as outras pessoas, mas muita gente morreu porque não houve socorro”, observou Edilson, testemunha no local do acidente.
Presume-se que o consumo de álcool e excesso de velocidade estejam na origem do acidente.
“Houve um despiste, porque o carro estava em alta velocidade. Tudo dava a entender que os jovens estavam sob efeito de álcool. Tinham garrafas de cerveja no carro. A viatura tentou evitar o embate, mas falhou e deu umas reviradas e foi parar numa árvore”, referiu Arnaldo Mathe, também testemunha.
No local, há uma placa que proíbe a venda e nunca fez muito sentido como agora.
“Vamos tentar encaixar-nos noutro lado. O acidente que aconteceu foi muito grave. Nós perdemos os nossos produtos. Já não temos nada. Ainda não sabemos quando é que voltaremos”, avançou uma vendedeira.
As vítimas do acidente de viação deram entrada no Hospital Provincial da Matola.
“Foram, no total, 11 pacientes, dentre os quais, há seis óbitos. Três óbitos foram extra-hospitalares e três foram intra-hospitalares, pelo seu estado de gravidade. Foi feita a tentativa de reanimação e todas as medidas estavam ao nosso alcance, mas sem sucesso. Temos três internamentos no Hospital Provincial da Matola e duas transferências para o Hospital Central de Maputo”, revelou Vinício Muchave, médico do Hospital Provincial da Matola.
O jornal O País sabe que o condutor da viatura causadora do acidente é um jovem de 20 anos de idade, que fugiu, depois do ocorrido, sem prestar socorro às vítimas.
O combinado nacional de futebol, os Mambas, iniciou a sua preparação para o duplo confronto com Eswatini, marcado para os dias 11 e 14 deste mês de Outubro, em Maputo e Nelspriut (África do Sul), respectivamente. Chiquinho Conde e Elias Macamo estão convencidos de que serão dois jogos para vencer, mas é preciso ter respeito pelo adversário, que consideram que cresceu bastante nos últimos tempos.
Foram 13 jogadores que corporizaram o primeiro treino dos Mambas nesta segunda-feira, com destaque para oito jogadores que actuam intramuros, nomeadamente os três guarda-redes (Ernan, Ivan e Fazito), os quatro defesas (Mexer Macandza, Infren Matola, Martinho Thauzene, Nené), o médio Aly Abudo e os dois avançados (Elias Macamo e Domingues), para além dos “estrangeiros” já chegados e que se juntaram aos trabalhos, nomeadamente, Amadou, Malembane, Gildo, Geny Catamo e Bruno Langa.
Para a primeira sessão de treinos, esta segunda-feira, Chiquinho Conde reservou a tarde para a recuperação física dos jogadores, depois de um fim-de-semana de muita intensidade nos jogos que disputaram pelas suas equipas.
“Hoje vamos ter uma sessão de recuperação física, mas dentro daquilo que é nossa estrutura. Vamos incutir aqui um pouco da prevenção de lesão e mobilização geral, e, depois, dividimos em três equipas onde uns fazem futebol e outros fazem exercícios descontextualizados e vamos terminar com a organização ofensiva muito paulatino dentro da nossa estrutura de exercício padronizado”, disse o seleccionador nacional.
Com poucos jogadores ainda juntos, o técnico espera que os outros cheguem o mais rápido para que os trabalhos decorram sem sobressaltos.
Aliás, Conde destacou algumas ausências de última hora e as possíveis chegadas dos restantes jogadores.
“Neste momento, temos disponíveis 13 jogadores, e mais o Mexer que ainda não pode fazer o treino e tem de ser reavaliado, uma vez que teve um problema físico num jogo que fez no fim-de-semana. Em função disso, temos alguns que vão chegando a conta-gotas e estamos a aguardar o resto dos jogadores convocados”, disse.
Em termos de chegada dos jogadores, Chiquinho Conde deixou alguns cenários: “temos a situação do Shaquile, que por causa das ligações aéreas depois de ter jogado numa das províncias com problemas de ligações, só chega mais tarde. O Reinildo jogou domingo e embarca amanhã (hoje terça-feira), juntamente com o Pepo. O Alfonso chega ainda esta tarde (ontem)”.
“Caldos e galinhas não fazem mal a ninguém”
Eswatini é o adversário dos Mambas na próxima dupla jornada de qualificação para o CAN do Marrocos, em 2025. Chiquinho Conde não foge à sua mística e diz que é preciso haver respeito pelo adversário. “Teoricamente, Eswatini é das selecções mais acessíveis, mas isso só em teoria, e os nossos analistas verificaram o desenvolvimento do nosso adversário e temos a consciência de que Eswatini cresceu como selecção e como equipa”, disse.
Conde diz que, apesar de Eswatini ter perdido os dois jogos da fase de grupos, não deixa de ser um adversário a ter em conta, até porque “verificamos que houve um crescimento muito grande e não serão favas contadas. Nós temos de estar iguais a nós mesmos, entrarmos com muita humildade e não pensar que, de facto, serão favas contadas por ser uma Eswatini e que vamos ter os três pontos garantidos”, disse Conde.
E recorreu à sua velha máxima para dar ênfase as cautelas que o combinado nacional deve ter: “Caldos de galinhas nunca fizeram mal a ninguém”, até porque há contratempos que devem ser levados em conta. “Temos indisponibilidade do Ernan e do Guima pela suspensão, para o primeiro jogo, e, infelizmente, o Guima lesionou-se no seu jogo do fim-de-semana e está impossibilidade de fazer os dois jogos. Mas temos o regresso do Alfonso, que já começou a competir na Bulgária, embora sem o mesmo ritmo com os outros. Mas vamos aguardar para ver como ele estará e adaptarmos e ajustarmos aquilo que são as nossas potencialidades e condições que temos dentro do campo com jogadores versáteis”, frisou.
O respeito pelo adversário tem de estar sempre presente, segundo Conde, que refere que “o objetivo é sempre lutar para ganhar e diante do nosso público é ainda melhor porque temos o apoio do 12º jogador”.
Ou seja, “em casa teremos que jogar sempre a pressionar porque não há jogo de iguais e temos de aproveitar a força que temos do nosso público e fazer as coisas com muita serenidade, para que de facto possamos conseguir vencer a Eswatini”.
Elias pronto para marcar e dar alegrias aos moçambicanos
Quem falou em nome dos jogadores na primeira sessão de treinos, foi Elias Macamo, melhor marcador do Moçambola e que marcou no último jogo dos Mambas. Macamo promete “dar o meu máximo para marcar golos, mas sempre respeitando as orientações do mister”, disse.
O jogador diz mais: “Prometo trabalhar mais e dar alegrias aos moçambicanos”.
Para o jogador, o balneário está confortável e assegura que “está tudo a postos para começarmos a trabalhar, apesar de alguns jogadores ainda não terem chegado, mas esperamos por eles para podermos trabalhar juntos”.
Sobre os jogos com Eswatini, Elias Macamo diz que o grupo está a trabalhar para ganhar “mas sempre respeitando o nosso adversário”.
Para já, os internacionais moçambicanos Guima e Mexer são as grandes baixas para a dupla jornada da selecção nacional diante de Eswatini, partidas inseridas na terceira e quarta jornadas da fase de apuramento para o Campeonato Africano de Futebol, CAN 2025. Os dois jogadores encontram-se lesionados.
Para fechar o lugar de Guima, o seleccionador nacional, Chiquinho Conde, chamou o médio e capitão do Ferroviário da Beira, João Bonde. Em relação a Mexer, o técnico ainda não anunciou quem o irá substituir.
Recorde-se que, por mais que estivesse apto, Guima iria falhar o primeiro jogo contra os “swatis”, tendo em conta que, à semelhança de Ernani, estão castigados por acumulação de amarelos. Os Mambas têm mais três sessões de treinos antes do jogo da sexta-feira.
Os quenianos Wisley Kimeli e Rael Nguriatukel foram os vencedores da maratona de Lisboa. Na prova, que teve início na Avenida da República, em Cascais, e foi concluída na Praça do Comércio, em Lisboa, Wisley Kimeli efectuou o percurso em 2h08min33s, seguido pelos compatriotas Emanuel Kemboi (2h 09min 10s) e Edwin Tuitoek (2h09min48s).
Em femininos, Rael Nguriatukel levou a melhor em 2h27min11s, mais de três minutos abaixo da segunda classificada, Cynthia Kosgei (2h30min36s), com o pódio, mais uma vez 100 por cento, queniano a ser concluído por Sheila Chebet (2h33min48s).
Bruno Lourenço, do JFD Running, foi o primeiro português a concluir a maratona, com o 11.º tempo da geral masculina (2h26min44s) e Laura Grilo, a representar o Clube de Praças da Armada, a ser a melhor atleta feminina, no 8.º lugar, com 2h57min03s.
Na meia-maratona de Lisboa, com início na Ponte Vasco da Gama e final no mesmo sítio, o etíope Mosinet Geremew foi o primeiro em 1h03min09s, sendo acompanhado no pódio do queniano Peter Kipsirat (1h03min16s) e do ugandês Victor Kwemboi (1h03min23s).
Na vertente feminina, Faith Kiprotich, do Quénia, venceu com o tempo de 1h10min33s e a compatriota Faith Chepkoech ficou a apenas quatro segundos, em segundo, com a etíope Além Nigus a concluir no terceiro posto, em 1h10min46s.
Em relação aos portugueses, André Pereira (Benfica) foi quinto na tabela masculina, ao fechar o percurso em 1h05min51s, ao passo que Susana Godinho (RD Águeda) foi a sétima classificada na geral feminina da meia-maratona, em 1h13min24s.
As inscrições para a edição de 2024 da Maratona de Lisboa esgotaram a cerca de três meses da corrida, nos oito mil participantes, incluindo seis mil estrangeiros, de 90 nacionalidades diferentes, sendo dois mil portugueses, um recorde numa maratona.
Uma mulher está detida, acusada de tentar vender os próprios filhos, na cidade de Tete. As duas crianças seriam vendidas por um milhão de Meticais.
A acusada tem trinta e seis anos de idade e foi detida na semana passada, através de uma denúncia, quando, supostamente, pretendia negociar a venda dos menores. No entanto, a indiciada nega as acusações e alega que era apenas uma brincadeira.
O irmão da indiciada disse estar preocupado com a atitude da irmã e alega que a mesma nunca demonstrou comportamento desviante. “Esse tipo de negócio, ela nunca fez, mesmo lá na zona onde ela vivia. É uma senhora que está a sofrer e não tem nada, mas nunca fez isso”, afirmou.
O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) em Tete diz não haver dúvidas de que a mãe pretendia vender as duas crianças.
“Segundo ela, estava a sofrer, por causa da extrema pobreza que a assola. Uma vez conseguido este negócio de vender os seus filhos, poderia melhorar as suas condições de vida. Depois desta informação, o SERNIC accionou as suas linhas operativas, o que culminou com esta detenção, em flagrante e delito”, disse Celina Roque, porta-voz do SERNIC em Tete.
Celina Roque acrescentou que o SERNIC está a trabalhar para localizar o suposto comprador e outros integrantes envolvidos na negociação.
Ainda nesta segunda-feira, o SERNIC apresentou agentes de uma empresa de segurança privada, acusados de roubar uma viatura da mineradora Vulcan. A viatura já foi localizada e entregue à empresa.
A Black Bulls está inserida no grupo G da fase de grupos da Taça CAF, juntamente com o Zamalek e o Al Masry, ambos do Egipto, e o Enyimba da Nigéria. A fase de grupos inicia-se em Novembro próximo.
Estava inserido no pote 4 do sorteio realizado na manhã desta segunda-feira, no Cairo, sede da Confederação Africana de Futebol. Estava avisado de que iria encontrar colossos do futebol africano e que estariam nos potes acima.
Pela mão de antigo internacional sul-africano Shabalala, a Black Bulls foi sorteada no grupo D da fase de grupos da Taça CAF.
Não tardou para que os grandes começassem a cair no grupo dos “touros”. Primeiro foi o Enyimba da Nigéria, nove vezes campeão nigeriano, duas vezes vencedor da Liga dos Campeões e outras duas vencedor da SuperTaça africana. Seguiu-se o Al Masry do Egipto, que tem uma taça egípcia e mais 20 troféus dos torneios de preparação no Egipto. Por fim, veio o Zamalek do Egipto, sempre candidato a conquistar a Taça CAF. 14 vezes vencedor da liga egípcia, 28 conquistas da Taça do Egipto e outros tantos títulos internos, o Zamalek é ainda detentor de cinco liga dos campeões, duas Taças CAF, cinco supertaças africanas e dois campeonatos afro-asiáticos de clubes. É, de longe, o principal candidato a chegar à fase do mata-mata.
Nos outros grupos, o Simba da Tanzânia é o cabeça-de-série do grupo A, onde estão ainda CS Sfaxien da Tunísia, CS Constantine da Argélia e Bravos de Maquis de Angola. O grupo B tem como cabeça-de-série o Berkane do Marrocos, integrando ainda o Stade Malien do Mali, Stellembosch da África do Sul e Clube Desportivo da Lunda Norte de Angola.
Já o grupo C é composto pelas equipas do USMA da Argélia, que é cabeça-de-série, Asec Mimosas da Costa do Marfim, ASC Jaraaf do Senegal e Orapa United do Botswana.
A fase de grupos das competições africanas arranca a 26 de Novembro, com a disputa da primeira jornada e termina a 18 de Janeiro, quando se jogar a última jornada. Os “touros” iniciam em Maputo a fase de grupos.
Sagrada Esperança, de Shaquile Nangy, no grupo D da Liga dos Campeões
No que à fase de grupos da Liga dos Campeões diz respeito, a equipa angolana em que actua o moçambicano Shaquile Nangy, o Sagrada Esperança, foi sorteado para o grupo D, juntamente com Esperance de Tunis da Tunísia, Pyramides do Egipto e Djoliba AC do Mali.
O Sagrada Esperança, única equipa dos PALOP na liga milionária africana, estava inserido no pote 3 do sorteio e na sorte calhou um grupo que é visto como acessível para as suas contas, tendo em conta que são adversários ao nível dos angolanos.
O grupo A da Liga dos Campeões é composto pelo TP Mazembe da República Democrática do Congo, cabeça-de-série, Young Africans da Tanzânia, Al Hilal do Sudão e MC Alger da Argélia.
O grupo B, por seu turno, tem no Mamelodi Sundowns, vencedor da Liga Africana de Futebol, no ano passado, e vencedor da Liga dos Campeões de 2026, o cabeça-de-série. A equipa 17 vezes campeã sul-africana vai ter como adversários o Raja Casablanca de Marrocos, adversário da final da Liga Africana de Futebol do ano passado, AS Far, também do Marrocos, e Maniema Union da República Democrática de Congo.
Já o grupo C tem no maior vencedor da Liga dos Campeões, o Al Ahly do Egipto, o cabeça-de-série, que vai defrontar o CR Belouzdad da Argélia, o Orlando Pirates da África do Sul e o Stade D’Abidjan da Costa do Marfim.