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O partido PODEMOS pretende reforçar a sua implantação em todo o território nacional até 2027, com a criação e consolidação de estruturas em todos os distritos, postos administrativos e bairros do País. O objectivo foi reiterado durante uma sessão do Conselho Político, considerada pela direcção como decisiva para a definição das prioridades do partido para os próximos seis meses.

Na abertura dos trabalhos, a liderança do PODEMOS defendeu que o fortalecimento da organização interna constitui um requisito essencial para que o partido possa responder às expectativas dos moçambicanos e concretizar os objectivos políticos a que se propõe.

Segundo o dirigente, a sessão irá aprovar o plano de actividades para o segundo semestre do ano, definindo as linhas de actuação dos órgãos centrais, provinciais e distritais, bem como os mecanismos de coordenação e monitoria das acções do partido.

A direcção explicou que a planificação semestral permite avaliar a execução das actividades, corrigir eventuais falhas e ajustar as estratégias em função dos resultados alcançados. Neste contexto, considerou positiva a avaliação do plano anterior e defendeu a necessidade de aprofundar o processo de capacitação das estruturas distritais para assegurar uma maior presença do partido junto das comunidades.

O PODEMOS reafirmou igualmente a intenção de consolidar a sua organização de base, sustentando que a implementação das orientações políticas depende da existência de estruturas activas em todos os níveis da administração territorial.

Durante a intervenção, a liderança saudou o desempenho da bancada parlamentar, destacando o trabalho de fiscalização desenvolvido na Assembleia da República, e enalteceu igualmente o papel das estruturas distritais na interpretação e resposta aos desafios políticos.

Reconhecendo tratar-se de um partido ainda jovem, a direcção admitiu a existência de dificuldades próprias do processo de crescimento, mas defendeu que os desafios enfrentados devem servir de aprendizagem e contribuir para o amadurecimento da organização.

A liderança manifestou confiança de que o PODEMOS continuará a consolidar-se como uma das principais forças políticas do País, apelando aos membros para manterem o espírito de unidade, reforçarem os mecanismos internos de trabalho e prosseguirem o processo de implantação das estruturas em todo o território nacional.

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A antiga Chefe da Bancada da Frelimo, e mais recentemente Ministra do Trabalho e Segurança Social, Margarida Talapa, foi eleita Presidente da Assembleia da República com 169 votos.

Na votação da manhã desta segunda-feira, na Assembleia da República, Cidade de Maputo, votaram 210 deputados, dos quais 171 da Frelimo e 39 do PODEMOS. O que quer dizer que dois deputados da Frelimo não votaram em Margarida Talapa para a função de Presidente da Assembleia da República.  Pelo que, ao invés de pelo  menos 171 votos esperados, Margarida Talapa, visivelmente emocionada, foi eleita com 169 votos, suficientes para exercer as novas funções.

No seu primeiro discurso como Presidente da Assembleia da República, Margarida Talapa começou por agradecer aos seus pares e ao povo pela confiança para dirigir o parlamento. Segundo disse, tem a consciência de estar a assumir a presidência da Assembleia da República num momento desafiante. Ainda assim, Talapa quer mostrar resultados diferentes e garantiu que tudo vai fazer para que a Assembleia da República continue digna representante de todos os moçambicanos, independentemente da cor da raça, do sexo, da origem, do estado social ou estatuto social.

Margarida Talapa promete fazer da Assembleia da República um palco de excelência no debate político, para, assim, garantir consensos que a sociedade espera, com harmonia e tolerância.

“Nós, os investidos de hoje e os que, por qualquer razão, serão investidos mais tarde, prometemos colaboração com outros órgãos de soberania do Estado e prometemos obediência à Constituição. Vamos trabalhar com todas as forças vivas para pacificar a sociedade, com unidade nacional e reforço da democracia, tolerância e cultura de paz. Independentemente de sermos de bancadas parlamentares diferentes, devemos olhar para o povo, apelou a Presidente da Assembleia da República”.

Ao chegar à Assembleia da República, na manhã desta segunda-feira, o presidente eleito nas eleições de 9 de Outubro, Daniel Chapo, disse estar expectante em relação a uma excelente colaboração entre os deputados no parlamento. 

Segundo disse Daniel Chapo, os partidos Frelimo, PODEMOS, Renamo e MDM representam anseios dos moçambicanos, daí que debates francos, que permitam a aprovação de leis que beneficiem a todos, do Rovuma ao Maputo, sejam necessários. 

Para Chapo, a Assembleia da República desempenha uma função fundamental na vida dos moçambicanos porque intervém no desenvolvimento nacional.

Fazendo uma apreciação ao actual contexto social, Daniel Chapo disse que espera que, nos próximos dias, o país continue registando um ambiente calmo, porque o acto da toma de posse do Presidente da República, como o acto da tomada de posse dos deputados, enriquece a democracia moçambicana.

Chapo acredita que o protocolo do Estado está a fazer dtudo o que é necessário para que se inicie um novo mandato, feito de unidade.

Por fim, o presidente eleito nas eleições de 9 de Outubro apelou à necessidade de se manter a paz e a estabilidade económica e política no país.  

Alguns deputados do Podemos dizem que, quando se inscreveram, tinha pouca expectativa de serem eleitos e o que os moviam eram a fé e a vontade de ver e operar mudança, fosse como fosse.

São deputados da nova bancada da Assembleia da República. Alguns deles vêem-se pela pela primeira vez. Reconhecem inexperiência sobre o trabalho parlamentar. Ainda assim, querem escrever história.

Mangaze Felizardo, por exemplo, nunca tinha estado em Maputo. Tem 27 anos de idade, é do círculo eleitoral de Manica e é formando em contabilidade financeira. Sem muita expectativa de ser eleito deputado, Mangaze diz que só queria fazer uma coisa: mudar…

Embora, às vezes, olhe para baixo, o pastor Carlos Tembe vai se estrear no Parlamento com um olhar para cima. Aliás, é de lá onde buscou a fé de que seria desta vez. 

Tembe já tem uma experiência legislativa a nível municipal. Teve quatro eleições consecutivas para aquela função através do Juntos Pela Cidade.

Quem também não quer cruzar os braços é Atija Mussa. Comerciante, proveniente do círculo eleitoral de Nampula e que poderá fazer parte da Comissão Permanente. Atija tem clareza daquilo sobre que gostaria de legislar. Emprego e habitação.

No total, são 43 deputados que deverão compor a segunda maior força bancada na Assembleia da República, nesta décima legislatura.

Os deputados da Renamo não vão tomar posse, esta segunda-feira, na Assembleia da República. O partido justifica que não reconhece os resultados eleitorais

A poucas horas da data marcada para a cerimónia de tomada de posse dos deputados eleitos ao parlamento, os partidos Renamo e MDM convocaram a imprensa para anunciar que não irão participar do evento solene.

O porta-voz da Renamo, Marciel Macome, justificou que “esta cerimónia está desprovida de qualquer valor solene e constitui desrespeito à vontade dos moçambicanos, pelo que a Renamo não fará parte desta cerimónia. A vontade do povo passa necessariamente pela realização de eleições livres, justas e transparentes e não em eleições administrativas”.

O partido dirigido por Ossufo Momade justifica que o não empossamento dos seus deputados se deve ao não reconhecimento dos resultados da eleições gerais, realizadas a 09 de Outubro último.

“A Renamo responde pelas suas próprias acções. Não temos estrutura formada para um processo pelo qual não nos identificamos, pelo que não faremos parte. A Renamo não reconhece ninguém que tenha saído nestes resultados como presidente da República”, justificou Macome, porta-voz da Renamo.

Apesar de dizer não às manifestações violentas, a perdiz diz que vai usar todos os meios, para que o que chama de verdade eleitoral seja reposta.

Por sua vez, o Movimento Democrático de Moçambique (MDM) também convocou a imprensa, este domingo, para informar que os seus deputados não irão tomar posse na Assembleia da República, esta segunda-feira. Através do seu presidente, Lutero Simango, o partido justifica que não reconhece os resultados eleitorais e insiste que a verdade  eleitoral deve ser reposta.

 

Um indivíduo de 50 anos de idade assassinou sua esposa e depois se suicidou, no distrito de Chongoene, na província de Gaza. Familiares afirmam que o casal tinha uma relação conflituosa. 

Um caso que chocou o distrito de Chongoene. Familiares e amigos choram a morte de um casal, cujo marido teria, na madrugada deste sábado, matado, com recurso a uma faca, a própria esposa, e depois teria tirado a sua própria vida. 

A família conta que o casal vivia uma relação conflituosa, e que se agravou por conta de supostos ciúmes do marido.

A criminalidade em Gaza não para por aí, há também dois jovens detidos, no distrito de Bilene, acusados do roubo de duas viaturas. Residentes das zonas comerciais estão preocupados com a onda de roubos. 

Mário Filipe e Carlos Matusse foram agredidos na noite de quinta-feira, após desobedecer o comando de um grupo criminoso, que tentava retirar os seus bens.

 

Um total de 28 soldados foram mortos em Benin, durante um ataque terrorista na fronteira com o Níger e o Burkina Faso. O ataque ocorreu numa base criada para o combate ao terrorismo. O governo não se pronunciou oficialmente sobre o assunto, contudo, o presidente da Assembleia e os partidos políticos do país expressaram solidariedade, além de pedir luto nacional pelo sucedido. 

O ataque terrorista ocorreu numa zona conhecida como Ponto triplo, perto da fronteira com o Níger e o Burkina Faso, onde 28 militares morreram vítimas dos jihadista e ainda não houve reacções oficiais por parte do Governo ou das forças armadas do Benim.

A base militar, criada em 2022 para combater o terrorismo, sofreu a maior perda de soldados desde a sua criação. Os 28 soldados faziam parte de uma operação que contou com cerca de 3 000 militares. 

O local atacado, uma base fortificada, foi incendiado após a investida com armas de fogo. O exército está a informar as famílias das vítimas, cujos corpos foram transportados para a cidade de Kandi.

Há já uma resposta militar, que inclui ataques aéreos e terrestres, resultando na neutralização de vários jihadistas.

O ataque foi condenado pelo presidente do Parlamento de Benin e o principal partido da oposição pediu ao Presidente Patrice Talon um luto nacional de três dias, além de um reforço regional no combate ao terrorismo, sugerindo uma maior colaboração com o Níger e o Burkina Faso.

A chuva que se tem registado nos últimos dias deixou o Centro de Saúde da Matola Santos inundado, forçando a paralisação de todas as actividades, naquela unidade hospitalar. O centro de saúde, que assistia a mais de 65 mil pacientes,  tem enfrentado o problema de inundações desde a sua inauguração

Sem médicos e sem pacientes. Essa imagem que se assiste no Centro de Saúde da Matola Santos, devido às inundações provocadas pelas últimas chuvas. O PCA da empresa de saneamento na Matola, Bernardo Dramos, explica que, desde a sua inauguração o problema de inundações tem sido recorrente naquela unidade hospitalar. 

“Tem enfrentado desafios cada vez que a chuva tem estado acima do normal, esta situação é vivida nesses termos. É de reconhecer que este facto ocorre devido a sua localização, em primeiro plano, que esta localização não é das melhores, porque aqui é uma zona que sempre foi uma bacia”, esclareceu. 

O município diz que para fazer frente a este problema foi reaproveitado um emissário. “Fizemos uma conexão, no caso uma valeta, que liga a parte central da bacia a este emissário. É verdade que o emissário funciona, mas não foi desenhado para esta capacidade. E, neste caso em particular, os munícipes têm tido o desafio de, quando não está a chover,  não cuidar devidamente do emissário e das caixas”. 

Bernardo Dramos disse não poder afirmar se há dinheiro ou não para as obras necessárias, devido a situação que o país vive, mas garante que existe um projecto na perspectiva de trabalhar com os munícipes, para permitir que cedam espaço para a ampliação do colector. “O que está a acontecer, hoje em dia, é que temos algumas das caixas de visita de limpeza, que estão dentro do quintal das pessoas. As pessoas vieram construir e engoliram essas caixas”.  

Um empresário de 60 anos, supostamente de origem asiática, foi raptado, na tarde deste sábado, na avenida Albert Lithule, na cidade de Maputo, por indivíduos desconhecidos. De acordo com testemunhas no local, o rapto aconteceu no momento em que a vítima tentava entrar na sua casa. 

Câmaras de vigilância mostram o momento exacto em que a vítima foi abordada por um jovem que o arrastou até o carro, enquanto o outro indivíduo empunhava uma pistola. 

O porta-voz da Polícia da República de Moçambique (PRM) a nível da cidade, Leonel Muchina, garantiu pronunciar-se sobre o caso nas próximas horas. 

Seis pessoas morreram a tiros, na madrugada deste sábado, numa tasca em Mpumalanga, na África do Sul. Em conexão com o crime, duas pessoas foram detidas para interrogatório.

O porta-voz da polícia de Mpumalanga, brigadeiro Donald Mdhluli, disse que um número não confirmado de vítimas feridas foi levada ao hospital. O motivo do tiroteio está ainda sob investigação.

O sector de Segurança, Protecção e Ligação da Comunidade de Mpumalanga disse que o incidente é chocante e considerou que uma vida perdida é demais. 

As autoridades pediram às testemunhas que alertassem a polícia sobre o paradeiro dos atiradores.

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