O partido PODEMOS pretende reforçar a sua implantação em todo o território nacional até 2027, com a criação e consolidação de estruturas em todos os distritos, postos administrativos e bairros do País. O objectivo foi reiterado durante uma sessão do Conselho Político, considerada pela direcção como decisiva para a definição das prioridades do partido para os próximos seis meses.
Na abertura dos trabalhos, a liderança do PODEMOS defendeu que o fortalecimento da organização interna constitui um requisito essencial para que o partido possa responder às expectativas dos moçambicanos e concretizar os objectivos políticos a que se propõe.
Segundo o dirigente, a sessão irá aprovar o plano de actividades para o segundo semestre do ano, definindo as linhas de actuação dos órgãos centrais, provinciais e distritais, bem como os mecanismos de coordenação e monitoria das acções do partido.
A direcção explicou que a planificação semestral permite avaliar a execução das actividades, corrigir eventuais falhas e ajustar as estratégias em função dos resultados alcançados. Neste contexto, considerou positiva a avaliação do plano anterior e defendeu a necessidade de aprofundar o processo de capacitação das estruturas distritais para assegurar uma maior presença do partido junto das comunidades.
O PODEMOS reafirmou igualmente a intenção de consolidar a sua organização de base, sustentando que a implementação das orientações políticas depende da existência de estruturas activas em todos os níveis da administração territorial.
Durante a intervenção, a liderança saudou o desempenho da bancada parlamentar, destacando o trabalho de fiscalização desenvolvido na Assembleia da República, e enalteceu igualmente o papel das estruturas distritais na interpretação e resposta aos desafios políticos.
Reconhecendo tratar-se de um partido ainda jovem, a direcção admitiu a existência de dificuldades próprias do processo de crescimento, mas defendeu que os desafios enfrentados devem servir de aprendizagem e contribuir para o amadurecimento da organização.
A liderança manifestou confiança de que o PODEMOS continuará a consolidar-se como uma das principais forças políticas do País, apelando aos membros para manterem o espírito de unidade, reforçarem os mecanismos internos de trabalho e prosseguirem o processo de implantação das estruturas em todo o território nacional.
Um grupo de 17 pessoas em Nampula diz-se burlado por um cidadão paquistanês que adquiriu 510 toneladas de milho e passou um cheque sem cobertura, no valor de mais de 6 milhões de meticais. O caso já está na Justiça.
São parte de um grupo de 17 pessoas que se sentem burladas por um cidadão paquistanês que se dedica à compra e venda de milho, na província de Nampula. Do grupo constam agricultores de Nampula e Niassa e alguns intermediários na cadeia do agronegócio.
“Solicitou-nos e disse que precisava de uma quantidade de milho de quase mil toneladas. Numa primeira fase, nós fornecemos 245 toneladas, e deste número, ele passou-nos um cheque no valor combinado. E depois disso, seguiu-se para a segunda fase que era de mais ou menos duzentas e tal toneladas, quase trezentos e acabamos fornecendo. Mas o que acontece é que o cheque que fomos passados, que era para poder levantar no dia 16, ele ligou para mim e disse que não podíamos ter o cheque e que devíamos esperar para o dia seguinte, porque não tinha fundo nenhum na conta”, narrou Marcelino Alberto, um dos lesados.
O milho foi descarregado em dois armazéns na cidade de Nampula. Além da falta de cobertura do cheque passado, o mesmo milho foi vendido pelo cidadão paquistanês a uma fábrica de produção de farinha de milho, antes do pagamento aos donos do produto.
“Um dos nossos colegas, que estava a descarregar o milho, que era também amigo daquele senhor que nós fornecemos, ligou para ele para pedir reforços de mais camiões, que era para poder transportar o mesmo milho que nós estávamos a descarregar para uma fábrica de farinha, que segundo ele (o cidadão paquistanês) era para fazer farinha, porque tinha contrato com outras empresas”, continuou a explicar.
Com a burla consumada, os lesados levaram o caso ao SERNIC e por decisão do tribunal provincial de Nampula, o milho foi apreendido e foi constituído o dono de um dos armazéns como fiel depositário. Para a estranheza dos lesados, o milho continuou a ser retirado do armazém.
“A juíza, a Dra Esmeralda, indeferiu o nosso requerimento de pedido de devolução do produto e, pronto, nós ficamos já sem saber o que estava a acontecer. Então, enquanto estávamos no tribunal, acabamos recebendo ligações de que diziam que o milho que descarregamos está a ser novamente levado para aquele ponto de venda”.
A empresa que recebeu parte das 510 toneladas de milho é esta, pertencente a empresários chineses. Tentamos contacto com os donos da mesma para sabermos dos contornos do negócio, mas sem sucesso.
O Costa do Sol vai ter um novo presidente a partir de 8 de Fevereiro, dia em que está marcada a assembleia-geral do clube para a eleição de novos corpos gerentes. Até aqui ainda não há candidatos assumidos para o escrutínio.
O Costa do Sol poderá conhecer uma nova era a partir do próximo mês. Através de um comunicado, tornado público este sábado, o clube anunciou a realização da assembleia-geral no dia 8 de Fevereiro, com três pontos de agenda.
O momento mais alto da assembleia será a eleição dos novos corpos gerentes do Costa do Sol para os próximos quatro anos. Faltando um mês para a realização do escrutínio, ainda não há candidatos assumidos na corrida à presidência da colectividade.
O “O PAÍS” sabe, através de uma fonte do clube, que o actual presidente dos “canarinhos”, Alberto Banze, não se vai recandidatar ao cargo, que assumiu em Maio de 2023m, cujo término seria em 2027.
Os próximos dias serão determinantes, tendo em conta que algumas figuras deverão anunciar as suas candidaturas à presidência do emblema canarinho.
O novo presidente da colectividade a ser eleito em Fevereiro terá o desafio de devolver o clube às conquistas, sobretudo na equipa sénior de futebol e de basquetebol, depois do fracasso no ano passado nessas modalidades.
A companhia sul-africana Airlink está a ser processada por uma família de moçambicanos que diz ter sido maltratada ao embarcar num voo daquela companhia em Dezembro último. O tribunal de Nampula decretou uma providência cautelar de arresto dos aviões da Airlink que forem a aterrar em Nampula.
Tudo começou com uma viagem que devia ter acontecido no dia 7 de Dezembro findo, de Joanesburgo, África do Sul, para Nampula, num voo operado pela companhia aérea sul-africana Airlink.
No voo em causa viajaria o empresário moçambicano Aquil Rajahussen e mais nove membros da sua família, incluíndo o pai que é doente e cadeirante.
Em entrevista exclusiva, o empresário denunciou maus tratos que o pai sofreu por parte de uma assistente de bordo quando tentava embarcar.
Já dentro do avião, mas ainda em terra, terá havido outros episódios de maus tratos praticados pela mesma assistente de bordo, o que gerou uma confusão. Por decisão do comandante do voo, os 10 passageiros da mesma famílias foram retirados do avião.
E para viagem de Joanesburgo para Nampula, o empresário diz que fretou um avião. Uma vez em Nampula, o pai teve um agravamento da sua saúde e foi necessário alugar-se um avião-ambulância para levá-lo para a África do Sul, onde se encontra internado.
Perante a situação, a família recorreu ao Tribunal Judicial da Província de Nampula e pediu que decretasse uma providência cautelar de arresto dos aviões da Airlink que aterrassem em Nampula, como forma de garantir a cobertura da indemnização que a família pede na acção principal, cujo valor não nos foi revelado. A provídência cautelar foi decretada pela juíza Melú Inácio.
Sobre o processo judicial, a Airlink emitiu um comunicado, no qual, dentre vários aspectos, questiona a competência do tribunal de Moçambique para dirrimir factos ocorridos na África do Sul.
“Por compromisso solene do Estado de Moçambique com diversas convenções internacionais, os tribunais moçambicanos não têm jurisdição para apreender ou prender aeronaves registadas no estrangeiro como garantia de reclamações cíveis”
A ordem judicial foi obtida sem que tenha sido entregue uma declaração de reivindicação à Airlink ou que a Airlink, enquanto demandada, tivesse tido a oportunidade de ser ouvida.
Os tribunais de Moçambique não têm competência para apreciar a reclamação, uma vez que o incidente ocorreu na África do Sul e os termos e condições de transporte da Airlink, que é um contrato aceite por todos os clientes como pré-requisito para a compra, foram celebrados na África do Sul e são regidos pela lei sul-africana.
Uma posição que é rebatida por Aquil Rajahussen.
Com a providência cautelar decretada, a Ailink suspendeu voos para Nampula desde o dia 7 e só voltou a voar esta quinta-feira, mediante um acordo entre as partes, mas o processo de pedido de indemnização está em curso.
Grupo de pescadores artesanais destruiu, na manhã de quinta-feira, uma embarcação de fiscalização marítima e vandalizou armazém de equipamentos de trabalho. Os prejuízos estão avaliados em 5 milhões de meticais.
Tudo começou quando a equipa de fiscalização marítima se fez ao mar e aborda dois grupos de pescadores que, em pleno período de veda, faziam pesca com rede de arrasto. Foram informados para se retirarem das águas, mas estes recusaram. Os fiscais puxaram as redes de arrasto para a margem como forma de remover a rede mosquiteira.
Insatisfeitos com a medida, os pescadores accionaram os seus colegas, que partiram para o Porto de Pescas, onde retiraram a embarcação de fiscalização, vandalizaram e, de seguida, queimaram. Igualmente, partiram para o armazém onde vandalizaram e saquearam bens.
O responsável máximo do INAMAR fala de prejuízos a volta de 5 milhões de meticais.
As autoridades estão a trabalhar no sentido de responsabilizar os pescadores que destruíram a embarcação e vandalizaram.
Os moradores dos bairros das Mahotas e de Magoanine A, na cidade de Maputo, usam canoas improvisadas para se locomover no interior do bairro, devido às inundações. Os mesmos dizem-se agastados e pedem que as águas da chuva sejam removidas com urgência.
A canoa é um dos meios improvisados para se fazer às ruas, no bairro das Mahota, na Cidade de Maputo. Trata-se de uma realidade que perdura há muito tempo, no quarteirão 16, e que é revivida sempre que chove.
Se, por um lado, as casas foram quase engolidas pelas águas da chuva, por outro, as ruas que dão acesso às residências estão também inundadas.
Entre pequenas pontes de chapas de zinco e até de troncos de árvores, sacos de areia nas entradas das casas, é tudo improvisado na tentativa de permitir que os moradores do bairro façam a rua.
A água é tanta que os quintais das residências transformaram-se em locais propícios à pesca.
Mas, a preocupação mesmo é que há uma ameaça contra à saúde e à vida dos moradores do bairro.
Já no bairro de Magoanine “A”, o exercício é feito quase todos os dias, por Agostinho Vilanculos, para avaliar se o nível das águas já o permite regressar à sua casa, abandonada depois das inundações, em 2023.
Algo que o deixa sem esperança, pois o resultado é sempre negativo.
Enquanto a água da chuva não seca, dezenas de famílias vêem-se obrigadas a arrendar.
Sobre o assunto, o município de Maputo prometeu pronunciar-se oportunamente.
Os bairros de Magoanine, Mahotas e Hulene são os mais vulneráveis às inundações urbanas na capital do país.
Os moradores dos bairros Francisco Manyanga, Samora Machel e Mateus Sansão Muthemba, no município de Tete, vivem dias difíceis devido ao fraco escoamento das águas da chuva desta segunda semana de Janeiro. Os munícipes, alegam que a situação dificulta a mobilidade de pessoas e bens e acusam a edilidade de inoperante .
Actualmente, é muito difícil circular pelas vias que dão acesso às zonas urbanas e suburbanas na capital da província de Tete. Ruas alagadas, muita lama e erosão dos solos são problemas que caracterizam os bairros Francisco Manyanga, Samora Machel e Mateus Sansão Muthemba, no município de Tete. A situação, dificulta a transitabilidade de pessoas e bens.
Os residentes afectados contam que o problema é antigo e alegam que, devido ao drama, não se pode sair à vontade à rua, muito menos receber visitas. Aliás, também explicam que a maior parte dos moradores não podem trazer os seus veículos por conta das más condições das vias.
Os munícipes acusam a edilidade de nada fazer para melhorar a transitabilidade nas principais ruas. Explicam que sempre que chove, o drama das inundações agrava-se devido ao fraco sistema de escoamento.
A edilidade considera legítima a reclamação dos moradores, e promete melhorar a transitabilidade nos bairros afectados.
Matundo, Samora Machel, Franscisco Manyanga e Mateus Sansão Mutemba são bairros tidos, pela edilidade, como críticos na cidade de Tete.
A Palavra e Palavras Eventos vai realizar a sexta edição do Moz Slam – Campeonato Moçambicano de Poesia Falada. O evento, que se realizará de 23 a 25 deste mês, no Gil Vicente Café e Bar, e, na final, no Centro Cultural Moçambique-China, em Maputo, pretende ser um marco na promoção da arte da poesia falada em Moçambique.
“O Moz Slam se configura como um espaço de celebração, resistência e valorização da palavra, reunindo 22 poetas, sendo 12 da cidade de Maputo e 10 da cidade de Quelimane, que irão competir por um lugar de destaque nos maiores palcos internacionais”, afirma a organização, que entende que a poesia falada vai além da expressão de sentimentos, igualmente, denuncia, questiona e transforma.
Ainda para a organização, o Moz Slam é uma plataforma de resistência que dá voz às lutas e histórias do povo moçambicano, ao mesmo tempo em que promove a cultura e a arte da poesia falada no país.
A edição deste mês, além da participação de 22 poetas – 12 de Maputo e 10 de Quelimane – que irão mostrar ao mundo a força de suas palavras, vai contar com a participação internacional. E o vencedor desta edição do Moz Slam terá a oportunidade de representar Moçambique em eventos de renome mundial, a destacar: Campeonato Africano de Poesia Falada (Fevereiro), o evento irá seleccionar os 10 maiores poetas africanos, que irão representar seus países e o continente africano no Mundial de Poesia Falada, que vai ocorrer no México, em Novembro de 2025; o Campeonato Mundial de Slam Poetry (Maio, em Paris), em que o vencedor terá a oportunidade de representar Moçambique na competição internacional de poesia falada, designadamente Campeonato Mundial de Slam Poetry, em Paris.
A competição será realizada em três dias intensos de apresentações e batalhas poéticas: Semifinais (23 e 24 de Janeiro), no Gil Vicente Café e Bar, em Maputo, das 16h às 19h.
A grande final (25 de Janeiro), vai acontecer no Centro Cultural Moçambique-China, das 16h às 20h.
O julgamento das apresentações será feito por um júri composto por 5 pessoas. Nesta edição, duas personalidades serão convidadas para compor o júri nas semifinais e três entre a plateia. Para a grande final, três jurados convidados e dois jurados da plateia irão avaliar os participantes.
O Presidente da República, Filipe Nyusi, procedeu, hoje, com a entrega de 15 casas ao Ministério dos Combatentes, cujos beneficiários são combatentes com deficiência profunda igual ou superior a 80% e os residentes do distrito de Moeda. Filipe Nyusi explicou que o objectivo do projecto é “devolver ao combatente a dignidade por si conquistada por mérito próprio”.
Filipe Nyusi esteve, esta sexta-feira, em Cabo Delgado, onde fez a entrega de 15 casas tipo três Ministério dos Combatentes. Para Nyusi “a entrega das casas é a resposta concreta do Estado moçambicano ao imperativo constitucional e moral de garantir uma vida digna àqueles que estiveram dispostos a perder as suas vidas para que todos vivêssemos em um país independente e livre”.
O Chefe de Estado acredita também que a pequena aldeia constituída por 15 casas, vai funcionar como dinamizador para o surgimento de outras casas ou outras aldeias “com uma arquitectura apreciável”.
A Tempestade Tropical Moderada DIKELEDI evoluiu para o estágio de Tempestade Tropical Severa e poderá atingir o canal de Moçambique este domingo, segundo informações do Instituto Nacional de Meteorologia (INAM).
Segundo informações do INAM a Tempestade Tropical Severa tem potencial para atingir o estágio de Ciclone Tropical nas próximas horas.
Neste momento, “DIKELEDI continua movendo-se em direcção à Ilha de Madagascar, e prevalecem as projecções de que esse sistema meteorológico poderá entrar no canal de Moçambique no dia 12 de Janeiro de 2025”.
Contudo, o INAM, assegura que o fenómeno ainda não constitui perigo nem para a costa, nem para parte continental do país.