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O partido PODEMOS pretende reforçar a sua implantação em todo o território nacional até 2027, com a criação e consolidação de estruturas em todos os distritos, postos administrativos e bairros do País. O objectivo foi reiterado durante uma sessão do Conselho Político, considerada pela direcção como decisiva para a definição das prioridades do partido para os próximos seis meses.

Na abertura dos trabalhos, a liderança do PODEMOS defendeu que o fortalecimento da organização interna constitui um requisito essencial para que o partido possa responder às expectativas dos moçambicanos e concretizar os objectivos políticos a que se propõe.

Segundo o dirigente, a sessão irá aprovar o plano de actividades para o segundo semestre do ano, definindo as linhas de actuação dos órgãos centrais, provinciais e distritais, bem como os mecanismos de coordenação e monitoria das acções do partido.

A direcção explicou que a planificação semestral permite avaliar a execução das actividades, corrigir eventuais falhas e ajustar as estratégias em função dos resultados alcançados. Neste contexto, considerou positiva a avaliação do plano anterior e defendeu a necessidade de aprofundar o processo de capacitação das estruturas distritais para assegurar uma maior presença do partido junto das comunidades.

O PODEMOS reafirmou igualmente a intenção de consolidar a sua organização de base, sustentando que a implementação das orientações políticas depende da existência de estruturas activas em todos os níveis da administração territorial.

Durante a intervenção, a liderança saudou o desempenho da bancada parlamentar, destacando o trabalho de fiscalização desenvolvido na Assembleia da República, e enalteceu igualmente o papel das estruturas distritais na interpretação e resposta aos desafios políticos.

Reconhecendo tratar-se de um partido ainda jovem, a direcção admitiu a existência de dificuldades próprias do processo de crescimento, mas defendeu que os desafios enfrentados devem servir de aprendizagem e contribuir para o amadurecimento da organização.

A liderança manifestou confiança de que o PODEMOS continuará a consolidar-se como uma das principais forças políticas do País, apelando aos membros para manterem o espírito de unidade, reforçarem os mecanismos internos de trabalho e prosseguirem o processo de implantação das estruturas em todo o território nacional.

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Portugal vai estar representado, na tomada de posse de Daniel Chapo, esta quarta-feira, como novo Presidente da República de Moçambique, pelo ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel. O chefe da diplomacia portuguesa chega a Maputo no dia 15 de Janeiro. 

Pela primeira vez em anos, Portugal vai enviar um ministro, e não o Presidente da República, à cerimónia de tomada de posse do novo Presidente de Moçambique, Daniel Chapo, nesta quarta-feira.

Segundo escreve a imprensa portuguesa, a hipótese de ir o Presidente da República foi posta de lado nas últimas horas, chegou a ser pedida a autorização de sobrevoo em nome de Marcelo Rebelo de Sousa, ficando a escolha a ser feita entre Rangel e, mais abaixo e na versão mais minimalista possível, o embaixador em Maputo, António Costa Moura. 

Outra hipótese seria o ministro da Presidência, abaixo de Rangel, que é ministro de Estado e número dois do Governo, mas esse cenário não terá estado em cima da mesa. 

Fiscais do Parque Nacional do Limpopo, em Massingir, decidiram paralisar as actividades, como forma de contestar a falta de contratos, cortes salariais e condições precárias de trabalho. O grupo diz que só volta ao trabalho com a reposição dos seus direitos.

São mais de 60 fiscais do Parque Nacional do Limpopo, no extremo norte de Massingir, na província de Gaza, que resolveram, na manhã desta segunda-feira, paralisar por completo as actividades, em contestação à não renovação de contratos, mesmo quando continuam em actividades, além de cortes salariais desde 2019.

Os grevistas falam de condições de trabalho adversas num contexto de risco de ataques por animais selvagens e caçadores furtivos.

Sobre a paralisação de actividades e as reclamações dos fiscais, o administrador do Parque Nacional do Limpopo diz que se vai pronunciar nos próximos dias.

Em meio à violência crescente nas regiões orientais da República Democrática do Congo (RDC), o exército congolês anunciou ganhos militares significativos contra o grupo rebelde M23. 

No fim de semana, o exército congolês relatou que havia repelido com sucesso as forças do M23 de Kivu do Sul e recapturado várias cidades-chave nas províncias de Kivu do Norte e do Sul.

Guillaume Ndjike Kaiko, um porta-voz do exército congolês, confirmou esses desenvolvimentos em uma declaração à imprensa. Ele enfatizou que os militares haviam recuperado o controle de várias localidades que estavam sob ocupação do M23.

O M23, um grupo rebelde predominantemente tutsi, surgiu pela primeira vez em 2012 e logo tomou a cidade de Goma, que fica na fronteira com Ruanda. O nome do grupo deriva de um acordo de paz assinado em março de 2009, que o M23 alega que o governo congolês não implementou.

Após um período de dormência, o M23 ressurgiu no final de 2021, avançando rapidamente e capturando grandes faixas de território no leste do Congo. As Nações Unidas acusaram Ruanda de apoiar os rebeldes do M23, uma alegação que Ruanda tem negado consistentemente. Em resposta ao conflito em andamento, o presidente ruandês Paul Kagame recentemente pediu negociações entre o governo congolês e os rebeldes do M23, pedindo uma resolução pacífica para a crise.

Momentos depois de terminar a sessão de investidura dos deputados da Assembleia da República, na capital do país, esta segunda-feira, o Alto Comissariado Britânico Maputo fez uma publicação na sua página Facebook. 

A presença do  Alto Comissariado Britânico Maputo, representado por Helen Lewis, na cerimónia de tomada de posse dos deputados eleitos nas eleições legislativas de 9 de Outubro, segundo se pode ler na publicação daquela instituição, reflecte o apoio do Reino Unido às instituições políticas moçambicanas, bem como as ligações históricas entre os parlamentos de Moçambique e do Reino Unido.

Para o Alto Comissariado Britânico Maputo, as ligações políticas existentes entre Moçambique e Reino Unido são essenciais para promover um diálogo significativo e credível, que avança as reformas políticas necessárias, e é para todos os actores políticos, pelo que o Reino Unido está pronto para continuar a apoiar esse processo. 

As províncias de Nampula e Zambézia poderão ser afectadas, amanhã, pelo ciclone “DIKELEDI”. O INAM avisa que o fenômeno vai provocar chuvas acima de 200 milímetros e ventos muito fortes. O epicentro do ciclone “DIKELEDI” poderá ser o distrito de Mossuril, em Nampula.

O Instituto Nacional de Meteorologia alerta que o sistema vai provocar chuvas de acima de 200 mm/24h com trovoadas, ventos fortes com rajadas até 160Km/h nos distritos de Mossuril, Mogincual, Liupo,Angoche Larde, Moma, Mogovolas, Meconta, Monapo, Muecate e cidade de Nampula, na província de Nampula.

Já na Zambézia,  “DIKELEDI” poderá perder forças provocando chuvas entre 100 e 150 mm/24h,acompanhadas de trovoadas e ventos fortes nos distritos de Pebane, Gilé, Mocuba, Mocubela, Maganja da Costa, Mulevala, Nicoadala, Maquival, Namacurra e cidade de Quelimane.

O INAM alerta para a tomada de medidas de precaução e segurança, face ao risco associado a ventos e chuvas fortes, bem como trovoadas severas.

A Associação Black Bulls perdeu, ontem, diante do Zamalek do Egipto, por 1-3, em jogo da quinta jornada do Grupo D da fase de grupos da Taça CAF. Os “touros” precisam vencer o Al Masry no próximo domingo para continuarem a sonhar com os quartos-de-final da prova.

Kadre e Nené, duas ausências de peso. A Black Bulls partia em busca de um resultado positivo contra o Zamalek, depois da derrota na jornada anterior diante do Enyimba da Nigéria. 

Boa entrada para os touros, que conseguiram controlar o jogo e as investidas do Zamalek. Essa postura permitiu que a partida terminasse a primeira parte sem abertura de contagem. Na segunda metade da partida, os egípcios voltaram fortes e determinados. 

Hossan Ashraf abriu o activo aos 50 minutos, numa jogada em que a defensiva do representante moçambicano esteve mal. Três minutos depois, o mesmo jogador voltou a balançar as redes defendidas por Ernani Siluane, dilatando o marcador. 

A missão da Black Bulls ficou ainda mais complicada. Os “touros” esboçaram uma reacção, na tentativa de reduzir a desvantagem, mas sem a pontaria necessária para violar a baliza adversária. 

O Zamalek continuava mais pressionante e com oportunidades claras de golo. 

Ainda assim, foram os “touros” a chegarem ao golo por intermédio de Ejaita, que bem respondeu de cabeça um centro de Fidel. Abria-se, assim, uma janela de esperança.

Em mais um erro defensivo, Zizo acabou com todas as esperanças do representante moçambicano, marcando o terceiro golo. 

A Black Bulls volta a jogar no próximo domingo, diante do Al Masry, também do Egipto.

 

O analista político Anastácio Chembeze diz que a actual legislatura terá o grande desafio de representar, verdadeiramente, os anseios de uma juventude irreverente e inconformada. Chembeze critica ainda a existência de deputados com idades acima de 60 anos, período legalmente instituído para reforma, na administração pública. 

A Assembleia da República, nesta décima legislatura, será composta por muitas caras novas, algumas estreantes e outras regressadas, sendo que algumas delas despertam curiosidade para o analista político Anastácio Chembeze. Para Chembeze, o grande desafio será representar os verdadeiros anseios dos jovens. 

O analista político questiona a existência de deputados com idade acima do legal para reforma, tais são os casos de Eneas Comiche, de 86 anos de idade, e Eduardo Nihia, de 83 anos, ambos da bancada da Frelimo.

Anastácio Chembeze falava nesta segunda-feira, no especial “Tomada de posse e investidura da X legislatura da Assembleia da República”, da Stv Notícias. 

 

O Primeiro-Ministro, Adriano Maleiane, começou a falar à imprensa, na manhã desta segunda-feira, na Assembleia da República, em Maputo, dizendo que o dia era especial. 

Ao lembrar que a Assembleia da República é um órgão de soberania importante, e que os deputados devem tomar o seu lugar para desenvolver o país, Adriano Maleiane disse estar convencido de que uma das primeiras acções dos deputados deve ser tentar compreender a razão de as eleições, ao invés de serem um momento de alegria, sempre trazem problemas, desde 1994.

Para Adriano Maleaine, os deputados da Assembleia da República têm o papel importante de trazer respostas, porque as eleições devem ser momentos de festa. 

O Primeiro-Ministro  entende que os deputados da Assembleia da República devem ajudar os moçambicanos a terem paz e estabilidade, porque, sem isso, o Executivo não tem como funcionar bem.

Para o Ministro dos Transportes, Mateus Magala, todos os moçambicanos devem contribuir para o desenvolvimento do país. E deixou uma garantia, O Governo vai sempre trabalhar com o parlamento, os dois poderes se complementam. O propósito é o mesmo, tornar o trabalho mais eficiente e inclusivo, para que possam servir a nação e aos moçambicanos.

Por sua vez, o empresário Salimo Abdula, que foi deputado da Assembleia da República na primeira legislatura multipartidária, há muito trabalho pela frente, em termos de capacidade de legislar, por forma  a conseguir-se representar devidamente os interesses dos moçambicanos.

Salimo Abdula ainda lamentou o facto de o sector privado ter sido a grande vítima da disputa política resultantes das eleições de 9 de Outubro. “Temos colegas que ficaram em situação crítica, nesta disputa política, as famílias ficaram com empregos comprometidos e esperamos que os moçambicanos possam se reconciliar”, disse o empresário. 

Para Salimo Abdula, o próximo Governo tem grandes desafios, como investir mais na economia, porque isso vai trazer sustentabilidade ao país.

O antigo Presidente do Conselho Municipal de Maputo, Eneas Comiche, está de volta à Assembleia da República, onde já exerceu a função de deputado. 

Na manhã desta segunda-feira, na entrada do Parlamento, Comiche afirmou que crê que estará em condições de contribuir e partilhar conhecimentos com os mais novos. De seguida, acrescentou, Estamos em condições de resolver os problemas do país

Partes dos problemas referenciados por Eneas Comiche implicam o desemprego juvenil. Para Comiche, é importante que se faça entender aos jovens que eles podem fazer Mocambique desenvolver, cada um em função da sua capacidade. 

Queremos um Moçambique em paz, um Moçambique para todos e educação para todos

Na Assembleia da República, mesmo antes da sessão plenária iniciar, Sérgio Pantie, da Frelimo, disse que os novos deputados devem continuar comprometidos com o papel de legislar, aprovar leis, fazer fiscalização ao trabalho do Governo, representar o povo e trabalhar em prol da democracia. 

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