O partido PODEMOS pretende reforçar a sua implantação em todo o território nacional até 2027, com a criação e consolidação de estruturas em todos os distritos, postos administrativos e bairros do País. O objectivo foi reiterado durante uma sessão do Conselho Político, considerada pela direcção como decisiva para a definição das prioridades do partido para os próximos seis meses.
Na abertura dos trabalhos, a liderança do PODEMOS defendeu que o fortalecimento da organização interna constitui um requisito essencial para que o partido possa responder às expectativas dos moçambicanos e concretizar os objectivos políticos a que se propõe.
Segundo o dirigente, a sessão irá aprovar o plano de actividades para o segundo semestre do ano, definindo as linhas de actuação dos órgãos centrais, provinciais e distritais, bem como os mecanismos de coordenação e monitoria das acções do partido.
A direcção explicou que a planificação semestral permite avaliar a execução das actividades, corrigir eventuais falhas e ajustar as estratégias em função dos resultados alcançados. Neste contexto, considerou positiva a avaliação do plano anterior e defendeu a necessidade de aprofundar o processo de capacitação das estruturas distritais para assegurar uma maior presença do partido junto das comunidades.
O PODEMOS reafirmou igualmente a intenção de consolidar a sua organização de base, sustentando que a implementação das orientações políticas depende da existência de estruturas activas em todos os níveis da administração territorial.
Durante a intervenção, a liderança saudou o desempenho da bancada parlamentar, destacando o trabalho de fiscalização desenvolvido na Assembleia da República, e enalteceu igualmente o papel das estruturas distritais na interpretação e resposta aos desafios políticos.
Reconhecendo tratar-se de um partido ainda jovem, a direcção admitiu a existência de dificuldades próprias do processo de crescimento, mas defendeu que os desafios enfrentados devem servir de aprendizagem e contribuir para o amadurecimento da organização.
A liderança manifestou confiança de que o PODEMOS continuará a consolidar-se como uma das principais forças políticas do País, apelando aos membros para manterem o espírito de unidade, reforçarem os mecanismos internos de trabalho e prosseguirem o processo de implantação das estruturas em todo o território nacional.
Angola registou uma inflação média de 28,1% em 2024, terminando o ano com uma subida de 1,7% dos preços em Dezembro, face ao registado em Novembro, e um aumento homólogo de 27,5%.
De acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística de Angola, divulgados na segunda-feira, ao final do dia, os angolanos enfrentaram uma subida de 27,5% dos preços em Dezembro do ano passado, face aos valores de Dezembro de 2023, ao passo que o índice que mede os preços subiu 1,7% em Dezembro do ano passado, face ao registado no mês anterior.
“A variação homóloga em Dezembro situa-se em 27,50%, registando um acréscimo de 7,49 pontos percentuais em relação à observada em igual período do ano anterior”, lê-se no relatório sobre a evolução dos preços em Angola, em que se salienta que, “comparando a variação homóloga actual [Dezembro de 2024] com a registada no mês anterior, verifica-se uma desaceleração de 0,91 pontos percentuais”.
Em Luanda, a província onde os preços mais subiram em 2024, em Dezembro do ano passado, os preços estavam 32,18% mais caros do que em Dezembro de 2023, de acordo com os dados do INE, que dão conta de um “acréscimo de 6,16 pontos percentuais em relação à observada em igual período do ano anterior”.
Várias famílias vivem em casas completamente inundadas nos bairros de Hulene “A” e Maxaquene “B”, na cidade de Maputo. Alguns moradores abandonaram as suas residências, e vivem, agora, em casas arrendadas.
Dois bairros que vivem a mesma realidade. No bairro de Maxaquene, testemunhas dizem que a situação agrava-se pelo facto de não aparecer nenhuma viatura do município para fazer a retirada da água, o que obriga as famílias que não tem condições para arrendar uma casa a viver em casas inundadas, expondo-se a várias doenças.
Quanto ao bairro de Maxaquene “B”, até foi construída uma bacia de retenção de águas, como forma de minimizar o impacto das chuvas naquele lugar. Entretanto, munícipes dizem que a situação piorou, pois a bacia não tem a capacidade necessária.
INAMAR monitora ciclone Dikeledi na Zambézia
O Instituto Nacional do Mar águas interiores e pescas da delegação da Zambézia está a monitorar o ciclone Dikeledi. Augusto Dongo, administrador marítimo, diz que está reforçada a navegação nas águas do interior, para evitar infortúnios.
A situação está calma, embora o céu apresente sinais de mau tempo. Os ventos são moderados entre 40 a 50 km/h . Entretanto, as autoridades estão preocupadas com o distrito de Pebane, no norte da província de Zambézia, onde se espera que a situação fique complicada nas próximas horas.
“Neste momento, estamos a monitorar, tivemos que reforçar com algum pessoal (…) ainda não começamos a ressentir ondas vindas do oceano. Neste momento ainda há transitabilidade, mas estamos a monitorar, quando se intensificar o vento, uma vez que temos o vento entre 80 a 110 km/h. No momento em que vamos atingir esse vento, vamos paralisar a navegabilidade”, disse o representante do INAMAR.
As ondas da praia de Pebane atingiram, esta segunda-feira, quatro metros de altura, mas não houve nenhum incidente, devido à informação de precaução que está a fluir no seio dos pescadores e transportadores marítimos.
A Confederação Africana de Futebol, CAF, vai incrementar o valor do prémio do vencedor do CHAN, prova reservada para os jogadores que actuam nos campeonatos internos. O organismo vai desembolsar 3.5 milhões de dólares, equivalentes a 223 milhões de meticais.
No quadro geral da premiação, a CAF vai investir 10.5 milhões de dólares, pouco mais de 670 milhões de meticais. O organismo pretende com a medida tornar a competição mais atraente e competitiva a nível mundial, tendo em conta que tem contribuído para o crescimento dos jogadores.
A CAF entende ainda que o futebol africano precisa de mais investimentos, facto que poderá permitir que tanto os clubes, assim como selecções ganhem mais visibilidade. No último CAN, que teve lugar na Costa do Marfim, o organismo também incrementou o valor do vencedor, passando a receber sete milhões de dólares.
A CAF agendou para esta quarta-feira, a realização do sorteio da prova, evento que vai ter lugar no Centro Convencional Internacional Kenyatta, em Nairobi, Quénia, às 20h00 de Moçambique. A prova vai contar com a participação de 19 selecções, que vão procurar lutar pelo título.
Três antigos jogadores dos três países que vão acolher o CHAN 2025 foram confirmados na cerimónia, tal como avançou o organismo que gere o futebol africano.
O CHAN vai decorrer de 1 a 28 de Fevereiro em três países, Quénia, Tanzânia e Uganda. Recorde-se que Moçambique desistiu da eliminatória de acesso a prova, em que deveria defrontar a Zâmbia.
A Comunidade Mahometana celebra, esta quinta-feira, 90 anos de existência, momento que considera de “profunda alegria, reflexão e gratidão”. Entretanto, aponta os raptos como “desafio que afecta toda a sociedade” e compromete-se a envidar esforços, para a resolução do problema e garantir a “protecção da vida e da dignidade humana”. como “uma prioridade absoluta”.
Além de os 90 anos de existência serem um “momento de profunda alegria, reflexão e gratidão, em que honramos o legado de todos aqueles que, ao longo dos anos, deram o seu melhor para construir esta instituição, da qual tanto nos orgulhamos, a nossa comunidade tem desempenhado um papel crucial em várias áreas, sempre guiada pelos valores de união, solidariedade e progresso”.
Desse trabalho, destacam-se os nossos esforços na educação, “com a nossa escola e o centro infantil que, desde a sua criação, têm formado gerações de jovens, promovendo o conhecimento, os princípios éticos e a convivência pacífica”.
“A nossa mesquita continua a ser um pilar espiritual e um espaço de orientação religiosa e moral para todos os membros, enquanto a área funerária assegura que mantemos o respeito e a dignidade nas despedidas dos nossos entes queridos, preservando as tradições e rituais que nos definem”, refere o comunicado da instituição, destacando que, além disso, há investimento contínuo em actividades sociais e recreativas, criando espaços para fortalecer os laços entre os membros e integrar-los de forma harmoniosa com a sociedade em geral.
No campo do desporto, o Grupo Desportivo Iquebal tem sido uma fonte de inspiração, promovendo a saúde, o espírito de equipa e o orgulho comunitário, através de conquistas e eventos desportivos.
“Infelizmente, enfrentamos também desafios que afectam toda a sociedade. Reconhecendo a gravidade do problema dos raptos que têm abalado tantas famílias, temos feito esforços contínuos junto das autoridades, mobilizando recursos e vozes, em busca de soluções para garantir a segurança de todos. Este é um compromisso que não abandonaremos, pois a protecção da vida e da dignidade humana é uma prioridade absoluta”.
A Comunidade Mahometana salienta que os 90 anos que assinala não são apenas uma celebração do passado, mas um farol para o futuro. “Estamos empenhados em continuar a inovar e expandir as nossas iniciativas de carácter humanitário (…)” e “reafirmamos a nossa determinação em continuar a servir a nossa comunidade, sempre atentos às necessidades dos nossos membros e aos desafios do futuro”.
O escritor moçambicano Pedro Pereira Lopes é o grande vencedor do Prémio Imprensa Nacional/Vasco Graça Moura, em Portugal.
De acordo com a publicação da Imprensa Nacional de Portugal, o escritor distinguiu-se com Tratado das Coisas Sensíveis, num concurso que teve como menção honrosa A Vocação Nómada das Cidades, da autoria de André Craveiro.
Tratado das Coisas Sensíveis, de acordo com o próprio autor, é um original de poesia, duro, íntimo, sobre as coisas da vida e, em especial, destaca Pedro Pereira Lopes na sua página Facebook, um livro sobre as coisas do cultivo da palavra.
Ainda sem data para lançamento em Moçambique, Pedro Pereira Lopes dedica o prémio à antiga Leitora do Camões na Universidade Pedagógica de Maputo, de 1990 até 1997, Fernanda Angius, que faleceu, curiosamente, num mês de Janeiro, no caso, em 2021. “Dedico o prémio à Fernanda Angius, minha amiga e mentora, que mui feliz estaria com essa atribuição”, escreveu o autor.
A Imprensa Nacional‑Casa da Moeda criou o Prémio Imprensa Nacional/Vasco Graça Moura, dando continuidade à sua missão, enquanto editora pública, de promoção e preservação do património da língua e da cultura portuguesas e, simultaneamente, homenageando a figura de Vasco Graça Moura enquanto cidadão, intelectual e antigo administrador da empresa responsável pelo pelouro editorial.
O galardão tem uma periodicidade anual e visa distinguir, rotativamente, trabalhos inéditos nas áreas de actuação onde Vasco Graça Moura se destacou, nomeadamente, na Poesia, no Ensaio (no domínio das Humanidades) e na Tradução (obras no domínio público).
Centenas de pessoas tiveram de caminhar por falta de transporte, esta segunda-feira, na Cidade de Maputo, devido aos protestos. Em algumas unidades sanitárias, os pacientes tiveram de voltar para as suas casas por falta de profissionais de saúde.
A agitação que caracteriza a Cidade de Maputo não se viu, esta segunda-feira. Foi um dia calmo, marcado pelo receio de se fazer à rua por parte de muitas pessoas.
Em algumas avenidas do centro da capital do país, cruzavam-se algumas viaturas e poucas pessoas circulavam. Não havia transporte público e quase todas as lojas estavam fechadas.
Instituições públicas como o Ministério da Indústria e Comércio, Primeiro Cartório Notarial e as direcções de área fiscal também não abriram as portas para os utentes.
Ao sair do centro da Cidade de Maputo, centenas de pessoas circulando pela Avenida Vladimir Lenine saltavam à vista. O clima estava fresco, mas transpirar era inevitável para quem teve que percorrer longas distâncias.
Ao contrário do que foi nos dias anteriores de protestos pós-eleitorais, as Avenida FPLM e Acordos de Lusaka estavam livres para a circulação, mas com poucos carros a circular. Foi assim também na Avenida de Moçambique e Joaquim Chissano, tudo calmo.
No Hospital Geral José Macamo, todos os serviços estavam abertos, mas houve poucos pacientes comparativamente ao que tem sido o normal.
No terminal rodoviário interprovincial da Junta, o receio por conta dos protestos interrompeu viagens.
O Governo decretou tolerância de ponto, para quarta-feira, dia da tomada de posse do novo Presidente. O anúncio foi feito pelo Ministério do Trabalho, em comunicado.
A medida é extensiva ao sector público e privado, não abrangendo, contudo, trabalhadores “cujas actividades não podem sofrer interrupções”, lê-se no documento.
São esperadas 2.500 pessoas para a cerimónia de tomada de posse do novo Presidente.
A vice-presidente da Comissão Interministerial para Grandes Eventos, Eldevina Materula, disse, na sexta-feira, que foram enviados nesse dia os convites para organismos internacionais e que esperavam ter confirmações na segunda-feira.
Portugal vai estar representado, na tomada de posse de Daniel Chapo, esta quarta-feira, como novo Presidente da República de Moçambique, pelo ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel. O chefe da diplomacia portuguesa chega a Maputo no dia 15 de Janeiro.
Pela primeira vez em anos, Portugal vai enviar um ministro, e não o Presidente da República, à cerimónia de tomada de posse do novo Presidente de Moçambique, Daniel Chapo, nesta quarta-feira.
Segundo escreve a imprensa portuguesa, a hipótese de ir o Presidente da República foi posta de lado nas últimas horas, chegou a ser pedida a autorização de sobrevoo em nome de Marcelo Rebelo de Sousa, ficando a escolha a ser feita entre Rangel e, mais abaixo e na versão mais minimalista possível, o embaixador em Maputo, António Costa Moura.
Outra hipótese seria o ministro da Presidência, abaixo de Rangel, que é ministro de Estado e número dois do Governo, mas esse cenário não terá estado em cima da mesa.