O partido PODEMOS pretende reforçar a sua implantação em todo o território nacional até 2027, com a criação e consolidação de estruturas em todos os distritos, postos administrativos e bairros do País. O objectivo foi reiterado durante uma sessão do Conselho Político, considerada pela direcção como decisiva para a definição das prioridades do partido para os próximos seis meses.
Na abertura dos trabalhos, a liderança do PODEMOS defendeu que o fortalecimento da organização interna constitui um requisito essencial para que o partido possa responder às expectativas dos moçambicanos e concretizar os objectivos políticos a que se propõe.
Segundo o dirigente, a sessão irá aprovar o plano de actividades para o segundo semestre do ano, definindo as linhas de actuação dos órgãos centrais, provinciais e distritais, bem como os mecanismos de coordenação e monitoria das acções do partido.
A direcção explicou que a planificação semestral permite avaliar a execução das actividades, corrigir eventuais falhas e ajustar as estratégias em função dos resultados alcançados. Neste contexto, considerou positiva a avaliação do plano anterior e defendeu a necessidade de aprofundar o processo de capacitação das estruturas distritais para assegurar uma maior presença do partido junto das comunidades.
O PODEMOS reafirmou igualmente a intenção de consolidar a sua organização de base, sustentando que a implementação das orientações políticas depende da existência de estruturas activas em todos os níveis da administração territorial.
Durante a intervenção, a liderança saudou o desempenho da bancada parlamentar, destacando o trabalho de fiscalização desenvolvido na Assembleia da República, e enalteceu igualmente o papel das estruturas distritais na interpretação e resposta aos desafios políticos.
Reconhecendo tratar-se de um partido ainda jovem, a direcção admitiu a existência de dificuldades próprias do processo de crescimento, mas defendeu que os desafios enfrentados devem servir de aprendizagem e contribuir para o amadurecimento da organização.
A liderança manifestou confiança de que o PODEMOS continuará a consolidar-se como uma das principais forças políticas do País, apelando aos membros para manterem o espírito de unidade, reforçarem os mecanismos internos de trabalho e prosseguirem o processo de implantação das estruturas em todo o território nacional.
O Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal aterrou na Cidade de Maputo para representar o seu país na tomada de posse de Daniel Chapo, Presidente eleito nas eleições de 9 de Outubro.
Na Praça da Independência, Paulo Rangel falou da relação histórica entre Moçambique e Portugal, que precisa ser aprofundada.
Igualmente, Paulo Rangel disse que o destino de desenvolvimento e prosperidade que se almeja para Moçambique é uma realização que também alegra Portugal.
Por conseguinte, o Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal lembrou que o Presidente da República de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, tem uma ligação íntima com Moçambique, como todos os portugueses. E ainda acrescentou, dizendo que, deixa uma mensagem calorosa e de esperança para os moçambicanos, de modo que possam alcançar condições de prosperidade e um futuro decente para as crianças e para os jovens.
O acadêmico Hélder Jauana não tem dúvidas. Daniel Chapo vai herdar um país com muita dificuldade. Por isso mesmo, do novo Presidente da República, o comentador da Stv
espera que a governação seja de ruptura necessária do passado, pois isso é o que o povo clama.
De igual modo, Hélder Jauana espera que Daniel Chapo seja capaz de responder aos anseios do povo e dialogar com todos os sectores da sociedade. “Isso é importante numa sociedade popularizada”, disse, esta manhã, durante o especial sobre a Tomada de Posse, da Stv.
Jauna lembrou ainda que a unidade nacional foi sempre o que permitiu aos moçambicanos resolver muitos conflitos. Estando os moçambicanos polarizados, disse, Chapo também herda um país em que jovens clamam por melhores condições de vida e oportunidades, em que 40%% da população é analfabeta. Portanto, o analista político revelou a sua expectativa em relação a um discurso de ruptura da tomada de posse de Daniel Chapo, ao anúncio do seu Governo, a sua acção como Presidente da República e do Governo.
No mesmo painel do programa, o analista político Alberto da Cruz falou da ausência dos presidentes dos outros países, que, no seu entender, tem a ver com o actual estado de insegurança em Moçambique. “Nenhum Presidente da República ousaria vir a um país com tamanha instabilidade”, defendeu Alberto da Cruz.
Para Cruz, formar um Governo de pessoas comprometidas, focado no bem-estar social, e trabalhar para o povo e não para servir os seus próprios interesses, é outro aspecto importante a considerar.
O académico Luís Covane defende que Daniel Chapo deve priorizar, no seu Governo, a estabilização do país e a busca da paz efectiva. Para Covane, é fundamental que se busquem soluções definitivas para a situação que se vive no país.
É investido, hoje, o quinto Presidente de Moçambique, eleito nas eleições gerais de 9 de Outubro. Daniel Chapo vai assumir a presidência num momento em que o país é dos mais pobres do mundo, com quase 20 milhões de moçambicanos a viverem abaixo da linha da pobreza.
Luís Covane reconhece a instabilidade que se vive no país, no entanto, reconhece que é um momento importante para os moçambicanos e acredita que é uma cerimónia que mostra o desenvolvimento de práticas democráticas em Moçambique.
Quanto aos desafios de Daniel Chapo, Covane destaca a urgência da estabilização do país, desafiando o novo Governo a aconselhar o novo Presidente, para que encontre uma solução definitiva para a situação que se vive no país. “Há muito que se fala de diálogo, mas é preciso que se encontre uma plataforma de entendimento entre os moçambicanos”, explicou.
Marina Pachinuapa, antiga combatente, por sua vez, diz acreditar que Chapo vai responder aos anseios da sociedade, pois “é um presidente jovem e conhece as necessidades dos jovens”. Acrescenta ainda que há necessidade de trabalho conjunto para o desenvolvimento do país.
Nove corpo e 34 pessoas foram resgatadas nas ultimas duas semanas em uma mina ilegal e abandonada em Stilfontein, no Noroeste da Africa do Sul. Para além destes, 1500 pessoas foram presas após terem sido resgatadas desde novembro até está partes, das quais 997 são moçambicanos.
Uma operação de 16 dias, financiada pelo Departamento de Recursos Minerais e Energia e pelo Conselho de Minerais Sul Africano, já resgatou 34 trabalhadores ilegais, incluindo nove corpos em uma mina abandonada em Stilfontein, no Noroeste do país.
Foram destacados para a missão, 180 agentes da polícia que se juntaram a um grupo de voluntários locais que nos últimos dias permanecem no local para além das famílias dos desaparecidos. Em entrevista a NewsRoom, um líder comunitário disse que parte dos corpos recuperados são de moçambicanos.
“Os líderes vão até à comunidade para informar os membros das famílias sobre o que está a acontecer. Recentemente, por exemplo, dos corpos que recuperámos, alguns já foram enterrados em Moçambique, e a autópsia mostra que a causa da morte foi a fome” disse Thembile Botman, Líder comunitário.
Para este grupo, o governo deveria acelerar os trabalhos e incluir mais pessoas para que o resgate seja feito em menos tempo. Segundo a mesma fonte “há uma situação como esta. Porque não operamos das seis às seis do dia seguinte? Porque paramos às seis? Quero dizer, cada mente que está a operar aqui… a máquina não pára. Você apenas muda as pessoas. Então, se há uma situação aqui, onde as pessoas estão a morrer diariamente, e você tem 10 dias para resgatar todas essas pessoas, parece impossível” questionou Thembile Botman.
O ministro da Polícia Sul Africano, Senzo Mchunu, disse à imprensa durante uma visita a Stilfontein que mais de 1 500 mineiros ilegais foram detidos antes do início da extração dos quais 997 são moçambicanos.
Pelo segundo dia consecutivo, várias pessoas tiveram de caminhar por falta de transporte, na Cidade de Maputo devido aos protestos pós-eleitorais. Ainda que de forma tímida, os vendedores informais são os que mais estavam nas ruas.
No interior do terminal de passageiros da Praça dos Combatentes, vulgo “Xiquelene”, não havia nenhum carro estacionado, mas o local não estava vazio. O movimento era de pessoas que aguardavam pelo transporte.
O medo dos protestos pós-eleitorais repelia os transportadores e, ainda que escassos, alguns saíram à rua para carregar passageiros.
No centro da Cidade de Maputo, não se viu agitação. Quase todas as lojas estavam fechadas e, nas paragens, a espera pelo transporte era longa.
Ainda no centro da Cidade de Maputo, algumas instituições públicas estiveram abertas ao público, como é o caso do Instituto Nacional dos Transportes Rodoviários.
Nelson Santos pode deixar o comando técnico dos “canarinhos” um mês depois da sua apresentação, para abraçar um novo projecto como adjunto de Ivo Vieira no Marítimo de Portugal. O Costa do Sol ainda não se pronunciou, mas o Marítimo já confirmou Santos como treinador-adjunto.
Foi a 4 de Dezembro quando Nelson Santos foi apresentado ao Costa do Sol como treinador principal para ocupar o lugar deixado vago pelo compatriota Horácio Gonçalves. Com um contrato de dois anos, Nelson Santos mostrou-se feliz e encorajado para iniciar os trabalhos num clube que disse “conhecer muito bem”, não fosse o mesmo que o lançou na ribalta do futebol moçambicano.
Com as oficinas marcadas para iniciar a 20 de Janeiro corrente, Nelson Santos regressou a Portugal para a quadra festiva e ainda não se apresentou no ninho do canário.
De Portugal chegam “bombas” em relação à situação do técnico, que pode não comandar mais os “canarinhos”, por conta de uma outra ligação que vai assumir com um clube português.
Trata-se do Marítimo de Portugal, equipa que milita na segunda divisão e que já foi casa do internacional moçambicano Zainadine Jr., que chamou o técnico para auxiliar Ivo Vieira, contratado como treinador principal na semana passada.
Ainda sem confirmação do Costa do Sol, o nome de Nelson Santos já consta dos sites especializados em matérias de desporto, casos de zerozero, transfermarkt e outros, como treinador adjunto do Marítimo, comandado por Ivo Vieira.
Assim, o Costa do Sol terá de voltar ao mercado para procurar um novo treinador para a sua equipa principal, numa altura em que se cogita o dia 20 de Janeiro para a abertura das oficinas.
Jimmy e Estêvão são “canarinhos”
No âmbito da preparação para a temporada 2025, o Costa do Sol começa a formar o seu plantel para enfrentar as provas a que estará inserido, nomeadamente o Moçambola, Taça de Moçambique e Campeonato Provincial, esta última prova que será a primeira a ser disputada.
Para tal aproveitou a dispensa de Jimmy Ukonde, da União Desportiva de Songo, para levar o jogador para o seu ninho, numa tentativa de cobrir algumas saídas que teve no fim da época passada.
Jimmy, que teve passagem pelo Clube de Chibuto e ENH de Vilankulo, esteve nos “hidroeléctricos” por oito anos, sendo que agora procura novos ares para encher o seu currículo de futebolista.
Também para Matchiki Tchiki está confirmada a chegada de Estêvão Novela, jogador que se notabilizou como jogador da Liga Desportiva de Maputo, enquanto na primeira divisão, tendo depois de transferido para a União Desportiva de Songo, onde foi campeão nacional em 2022.
Estêvão Novela esteve a representar o Ferroviário da Beira na época passada e regressou à capital do país pela porta dos “canarinhos”.
Sabe-se, também, que o Costa do Sol está a “namorar” o apadrinhamento do regresso de Zainadine Jr. ao país, depois de muitos anos no futebol profissional português e asiático.
Para já, nem o Costa do Sol nem Zainadine Jr. confirmaram a informação, sabendo-se apenas que o central moçambicano se encontra no país. Zainadine não representa nenhum clube desde que deixou o Marítimo de Portugal no fim da temporada passada.
Os Presidentes da África do Sul, Cyril Ramaphosa, e da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, são os únicos chefes de Estado que confirmaram a sua presença na tomada de posse de Daniel Chapo, esta quarta-feira.
A vice-presidente da Comissão Interministerial para Grandes Eventos, Eldevina Materula falou também da presença de três vice-Presidentes, nomeadamente da Tanzânia, Malawi e Quénia, bem como dos primeiros-ministros de Eswatini e do Ruanda.
Eldevina Materula acrescentou que oito ministros de diversos países estarão no evento, incluindo o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Paulo Rangel.
Questionada se foi convidado o candidato Venâncio Mondlane, Eldevina Materula explicou que “esta é uma cerimónia aberta e está aberta para o candidato presidencial Venâncio Mondlane como também para a mamã do mercado (…). Venâncio Mondlane é um cidadão moçambicano e está convidado”.
São esperadas 2.500 pessoas para a cerimónia de tomada de posse de Daniel Chapo.
Mais de 100 famílias foram desalojadas pela forte chuva que cai desde sexta-feira, em Xai-Xai, província de Gaza. Parte das vítimas recorre a casas de familiares para se acomodar.
A chuva que cai desde sexta-feira, na capital de Gaza, Xai-Xai, tem estado a criar danos indisfarçáveis. As vítimas dizem viver um verdadeiro drama.
Para além de deixar quintais alagados, o mau tempo destruiu algumas propriedades e deixou algumas ruas intransitáveis.
O município de Xai-Xai iniciou, na manhã desta terça-feira, a transferência das famílias afectadas para zonas mais seguras.
Em Xai-Xai, há cerca de 7 mil pessoas que vivem em zonas propensas a inundações.
A indicação de Américo Ramos pelo Presidente de São Tomé e Príncipe para o cargo de primeiro-ministro está a gerar conflitos entre o partido com maioria no parlamento e o Chefe do Estado, depois de este ter rejeitado as duas propostas do partido Acção Democrática Independente.
Parece estar muito longe a possibilidade de se alcançar consenso entre o partido vencedor das legislativas de 2022 e o Chefe do Estado de São Tomé e Príncipe, sobre a criação de um novo governo, após a demissão do elenco chefiado por Patrice Trovoada.
É que, após a rejeição da figura indicada pelo partido Acção Democrática Independente, Carlos Vila Nova decidiu nomear Américo Ramos, que, apesar de ser membro do ADI, não é visto com bons olhos pelos seus pares.
“A nomeação está ferida de grosseira e irreparável inconstitucionalidade, não tendo por isso qualquer validade ou efeito na ordem jurídico-constitucional são-tomense. Não se está perante um primeiro-ministro chefe de governo do ADI ou por outro, o perigo indicado, bem como o governo eventualmente constituído não será jamais um governo do partido ADI”, disse em conferência de imprensa o porta-voz do partido, Alexandre Guadalupe.
Com esta decisão, o partido ADI acusa o Chefe do Estado de estar a liderar um golpe palaciano, o que afecta a democracia do país. “A nossa democracia atravessa um dos seus piores momentos, dada a complexidade da situação e o seu impacto, tanto interno como externo. O ADI apela à solidariedade indefectível a todos os seus militantes e simpatizantes, bem como à serenidade de todos em busca de uma rápida solução, sem juntar mais estragos à nossa democracia”, disse.
Entretanto, alguns partidos da oposição já manifestaram apoio à escolha do Chefe do Estado.
A indicação do actual governador do banco central, Américo Ramos, ao cargo de primeiro-ministro, é por iniciativa presidencial, após chumbar Adelino Pereira proposto pela Acção Democrática Independente.
Diante de toda contestação, Américo Ramos tomou posse esta terça-feira, numa cerimónia marcada pela ausência de parte dos membros do ADI convidados pela presidência da República. O novo chefe do governo jurou respeitar a constituição de São Tomé e Príncipe para além de buscar mecanismos para a melhoria da situação económica e social em que o país se encontra mergulhado.
“Juro por minha honra, cumprir e fazer cumprir a Constituição e as leis, defender a independência nacional, promover o progresso económico, social e cultural do povo santomense, e desempenhar com toda lealdade e dedicação as funções que me são confiadas”, jurou Américo Ramos no salão nobre do Palácio do Povo.