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A população reclusória da Cadeia Central da Beira  considera a liberdade provisória após o cumprimento de três quartos da pena, uma medida excessiva e  pedem ajuda às autoridades judiciais para acelerar processos que estão parados há anos.  

Os condenados e detidos que estão na cadeia central da Beira mostraram-se preocupados  nesta terça-feira,  às autoridades judiciais, em relação à entrada em vigor do instrumento relativo a benefícios de liberdade provisória após o cumprimento de três quartos da pena.

Para eles, a medida é pesada e deveria ser aplicada em casos específicos. Os detidos e condenados que se  dirigiam ao Procurador-geral da República, durante uma visita a estas instalações, no âmbito da visita de monitoria que efectua em Sofala, pediram por outro lado ajuda para as autoridades judiciais acelerarem os processos de liberdade provisória. 

O procurador-geral prometeu analisar as preocupações apresentadas, começando por fazer o levantamento de todos os processos aparentemente duvidosos.  

Os reclusos  esperam agora por respostas que possam aliviar a sua situação processual. A cadeia central da Beira tem capacidade para 190 pessoas, mas neste momento estão aqui 650 pessoas, entre elas 360 condenados e 290 detidas.

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O ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Paulo Rangel, defendeu, hoje, que a disponibilidade do novo Presidente da República, Daniel Chapo, para o diálogo e para fazer reformas deve ser aproveitada.

Segundo a Lusa, Rangel respondia aos deputados da Comissão de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas, durante uma audição regimental. Na ocasião, sublinhou a importância de todas as partes estabelecerem um caminho para a saída desta crise e instabilidade no país.

A Lusa escreve ainda que Rangel destacou a importância da disponibilidade de Mondlane para entrar no diálogo, “coisa que tem mostrado ter”, adiantou.

Para Paulo Rangel, é importante que todas as partes estabeleçam um caminho para a saída desta crise e instabilidade. Por isso, garantiu: “estamos dispostos a colaborar. É fundamental que haja diálogo. É muito importante abrir canais de diálogo, para criar estabilidade e prosperidade”, indicou.

O bastonário da Ordem dos Engenheiros, Feliciano Dias, considera perda de tempo e de dinheiro a montagem de sistemas de bombeamento de água em alguns bairros com problema de inundações da cidade de Maputo. 

Alguns bairros da cidade de Maputo continuam a enfrentar o problema das inundações urbanas, como é o caso de Magoanine e Hulene. Para minimizar o problema o Conselho Municipal de Maputo, alocou, há duas semanas,  sistemas de bombeamento de água, solução que para o bastonário da Ordem dos Engenheiros não é a mais acertada.

“Tenho muitas reservas de que o sistema de bombeamento de água funciona se nós não levarmos essa água para um rio, para onde depois escorre para o mar”, duvida o bastonário, que explica que o bombeamento em nada resulta, pois a água permanece no solo. 

Feliciano Dias alerta que a solução mais económica é impedir a construção de habitações nas zonas consideradas de depressão. 

“A outra solução é que o município faca sistemas de drenagem naquela zona”. Segundo o bastonário, o referido sistema de drenagem deve levar a água para um rio ou para o  mar,  pois, tal como explica, drenar a água de um ponto baixo para o alto por propiciar que a mesma a qualquer momento retorne. 

Esse facto pode ter mais implicações para o município, que poderá fazer o mesmo trabalho sempre. 

Em relação às obras do prolongamento da avenida Dom Alexandre, o bastonário da Ordem dos Engenheiros adverte que podem trazer problemas sérios às pessoas que vivem ao longo da estrada e justifica.

“Pode até pavimentar-se a estrada, mas a água que se infiltrava pela estrada vai correr pela estrada até encontrar um ponto em que ela vai sair”. Ao sair, segundo explica, a água vai inundar as construções que estão ao longo da estrada. 

Para evitar que tal aconteça, Feliciano Dias alerta que se devem colocar sistemas de drenagem, que poderão escoar a água para algumas lagoas à volta daquele local. 

O estilista moçambicano, Taibo Bacar, vestiu a atriz britânica Charlotte Carroll, na 82.ªedição dos Globos de Ouro 2025, nos Estados Unidos que decorreu na Califórnia. Trata-se de um dos maiores eventos da industria cinematografica do mundo.

Taibo Bacar desfilou a sua classe, fora de portas, e fez com que uma marca moçambicana fosse exibida em um dos eventos mais prestigiados no cinema mundial. 

O estilista moçambicano vestiu a atriz britânica, Charlotte Carroll, na 82.ª edição dos Globos de Ouro 2025, evento que se realizou em princípios de Janeiro em Los Angeles, nos Estados Unidos da América. 

O feito foi comunicado pelo estilista nas suas redes sociais. E, em reacção, através de um comununicado, o Instituto Nacional das Indústrias Culturais e Criativas  destacou que é a primeira vez que um estilista moçambicano leva uma marca nacional, a arena internacional, onde várias estrelas do cinema se cruzam, o que é uma conquista para o sector da moda. 

“Ao marcar a sua presença num dos maiores palcos internacionais do cinema e do entretenimento, Taibo Bacar eleva o trabalho dos estilistas nacionais, prova a qualidade do trabalho produzido em Moçambique, evidencia o talento dos moçambicanos e demonstra ao mundo que a produção nacional está ao nível de competir com estilistas de outros quadrantes do mundo”, refere.

As colecções de Bacar descrevem a beleza das mulheres e da cultura moçambicana. 

Em Tete, três indivíduos, dois deles estrangeiros, foram detidos pela Polícia, suspeitos de fazerem parte de uma rede de tráfico de drogas. 

Na sequência da detenção, foram apreendidos 1.2 quilogramas de cannabis sativa e 830 gramas de heroína, localmente conhecida por zombo. A droga foi apreendida no sábado, e estava disfarçada em caixas de produtos alimentares e embalagens de fraldas para bebés. 

Estes dois indivíduos de nacionalidade nigeriana, cuja a tarefa, segundo as autoridades, era receber a droga e  contactar os potenciais compradores, alegam que não sabiam o que continham as caixas e embalagens apreendidas. 

Os indivíduos são proprietários de estabelecimentos comerciais e a Polícia não descarta a possibilidade de os mesmos estarem  a usar suas lojas para distribuir a droga.

De acordo com a PRM, os dois cidadãos nigerianos, não têm antecedentes criminais, mas residem ilegalmente no país há cerca de cinco anos.

O Brera FC pode desistir do Moçambola, principal escalão do futebol moçambicano. A saída do maior patrocinador deixou o clube insustentável, enfrentando, agora, sérios problemas financeiros. 

Em apenas três anos de existência, um dos quais no principal escalão do futebol moçambicano, Moçambola, o sonho do Brera FC pode terminar de forma precoce. 

O clube fez soar o alarme no começo desta semana, anunciando uma crise financeira motivada pela retirada do maior patrocinador do emblema da Matola. 

O Brera está, neste momento, sem soluções à vista para evitar o pior, que é a desistência, cenário que, contactado pela Stv, o presidente do clube, Simão Cossa, descreve como nefasto. 

O dirigente fala de uma enorme ginástica na busca de saídas para manter o clube na alta roda do futebol moçambicano. Para que tal aconteça, o Brera  está a bater todas as portas possíveis, na esperança de que uma delas se abra para um bem maior. 

Caso nenhuma se abra, o clube poderá, nos próximos dias, formalizar a decisão da desistência junto à Liga Moçambicana de Futebol, Federação Moçambicana de Futebol e Associação Provincial de Futebol. 

Na edição passada do Moçambola, o Brera terminou a prova na décima primeira posição com 18 pontos. 

A selecção sénior feminina de basquetebol pode confirmar, hoje à noite, a presença no Afrobasket 2015, cuja fase final será de 25 de Julho a  3 de Agosto, na Costa do Marfim. Moçambique venceu, ontem, a sua congénere de Angola por 50-44, resultado que coloca o conjunto nacional em vantagem. 

Para chegar a prestigiada competição, a selecção nacional precisa vencer o jogo de hoje ou no mínimo perder com uma diferença de cinco pontos em relação ao resultado de segunda-feira. 

Já Angola precisa vencer por uma margem de mais de sete pontos de diferença, de modo a garantir a qualificação para o Afrobasket. Angola e Moçambique são os únicos países que disputam o acesso à prova ao nível da África Austral.

O grupo rebelde Movimento 23 de Março (M23) declarou que vai observar um cessar-fogo humanitário, no leste da República Democrática do Congo (RDC), a partir desta terça-feira. O anúncio ocorre uma semana depois de o M23 ter tomado a cidade estratégica de Goma, após dias de intensos combates com o exército democrático-congolês.

“Em resposta à crise humanitária provocada pelo regime de Kinshasa, declara um cessar-fogo a partir de 04 de Fevereiro de 2025, por razões humanitárias”, afirmou a Aliança do Rio Congo (AFC-M23, na sigla em francês), a coligação político-militar da RDC, que inclui o M23, através de um comunicado. 

Depois de ter conquistado Goma, capital da província do Kivu Norte, o AFC-M23 garantiu que o grupo rebelde não tem intenção de tomar Bukavu, capital da vizinha província do Kivu Sul, na direção da qual avançou na semana passada.

Pelo menos 900 corpos foram recuperados após dias de combates na cidade de Goma, segundo as Nações Unidas.

De acordo com os peritos da ONU, o M23 é apoiado por cerca de quatro mil soldados do Ruanda, muito mais do que em 2012, quando capturaram Goma pela primeira vez.

O movimento rebelde é o mais poderoso dos mais de 100 grupos armados que disputam o controlo do leste da RDCongo, país vizinho de Angola rico em minerais, que possui vastos depósitos essenciais para grande parte da tecnologia mundial.

 

Os Presidentes da República Democrática do Congo (RDCongo) e do Ruanda participam sábado numa cimeira conjunta promovida por países da África Oriental e Austral, para discutir o conflito armado no leste da RDCongo, anunciou hoje a Presidência queniana.

A cimeira, que decorrerá em Dar es Salaam, na Tanzânia, e é organizada pela Comunidade da África Oriental (EAC, na sigla em inglês) e pela Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC, na sigla em inglês), juntará os presidentes dos dois países envolvidos no conflito que se agrava no leste da RDC.

O encontro ao mais alto nível vai decorrer num contexto de fortes tensões entre Kinshasa e Kigali, depois de o grupo armado M23 e os seus aliados das forças ruandesas terem tomado Goma, a principal cidade do leste da RDCongo, e continuado a avançar na região.

Antes da cimeira que juntará os chefes de Estado ou de Governo realiza-se, na sexta-feira, uma conferência de ministros dos Negócios Estrangeiros.

O Presidente do Quénia, William Ruto, divulgou nas redes sociais que tanto Tshisekedi como Kagame confirmaram a sua presença, depois de ambos terem nos últimos días evitado encontrar-se.

A agência EFE noticia que na cimeira participam também os Presidentes da Tanzânia, da África do Sul, do Uganda e da Somália, numa tentativa de reforçar o empenhamento regional para tentar desanuviar as tensões entre a RDCongo e o Ruanda.

A União Africana mandatou o Presidente de Angola, João Lourenço, para mediar o Ruanda e a RDCongo nos esforços de pacificação do leste da RDCongo, mas o conflito intensificou-se nas últimas semanas.

Uma ofensiva na semana passada do M23 – um grupo armado constituído maioritariamente por tutsis, a etnia vítima do genocídio ruandês de 1994 – aumentou as tensões com o vizinho Ruanda, com o Governo democrático-congolês a acusá-lo de apoiar os rebeldes, uma alegação confirmada pela ONU.

Desde 1998, o leste da RDCongo tem estado mergulhado num conflito alimentado por milícias rebeldes e pelo exército, apesar da presença da missão de manutenção da paz da ONU (Monusco).

O ministro da Juventude e Desportos, Caifadine Manasse, aponta para a atribuição de terrenos para jovens e comercialização de material de construção a um preço acessível como parte das propostas a levar à mesa de debate no Governo. O governante afirma que não se pode distrair a população com o que não acrescenta valor.

Caifadine Manasse assume um ministério que junta dois sectores, que, no antigo Governo, estiveram separados, o da juventude e do desporto. Como formas de aliviar os anseios da classe, Manasse tem algumas propostas a apresentar ao executivo, das quais, facilitar o processo de habitação para os jovens.

“Na área onde dirigimos, que é a área de juventude, faremos tudo o que está ao nosso alcance para trabalhar, para que haja um terreno para jovens construírem. Vamos trabalhar com o Governo para encontrar formas e alternativas de mitigar aquilo que são os efeitos de preços de material de construção e outras questões. Vamos submeter, vamos discutir e vamos fazer tudo para que a juventude continue a ser o centro da nossa governação”, apontou.

E para a materialização destas e outras propostas, Caifadine Manasse afirmou que o ambiente deve ser de paz e sem distração.

“É importante não distrairmos a população com aquilo que não vai acrescentar valor, nem na vida da população, nem na vida de Moçambique. Este é o momento de estarmos unidos e nós continuaremos a trabalhar para o diálogo permanente, para fazer compreender a todos os actores da sociedade que é importante olharmos Moçambique como um país nosso, como uma propriedade nossa e que deve ser acarinhada para o seu desenvolvimento. Hoje é mais um dia de reflexão para a unidade nacional, para juntos estarmos no caminho do desenvolvimento”, explicou o governante.

Caifadine Manasse, falava, esta segunda-feira, em Maputo, à margem do dia dos heróis nacionais, efeméride que sugere que seja usada para reflexão sobre a nação. Para Caifadine “Este ciclo de governação vai ser um ciclo que arranca com aquilo que é a independência económica do país. Pensar no desenvolvimento para que cada moçambicano tenha pão, cada moçambicano tenha algo para comer, cada moçambicano tenha pelo menos um sítio para dormir. Este é o desafio desta governação e nós, como ministros, vamos trabalhar para fazer com que aquilo que é a orientação e comando de Sua Excelência a Presidente da República  esteja lá.” apontou Manasse.

 

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