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A 61.ª edição da Feira Agro-Comercial e Industrial de Moçambique (FACIM), que encerra já este domingo, tem na exposição da pecuária um dos seus pontos de maior destaque. O certame serviu de palco para o anúncio, por parte do Ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas, da importação de 800 touros com o objectivo de melhorar a raça de gado bovino no país.

O certame, que decorre desde segunda-feira, permitiu aos criadores exibir exemplares de genética melhorada, animais de crescimento precoce e elevada qualidade de carne. Este esforço colectivo tem como meta estratégica reduzir a dependência das importações e fortalecer a soberania alimentar. 

O Governo reiterou, na ocasião, que acompanha de perto o movimento, garantindo que esta iniciativa será acompanhada pela transferência de tecnologia e pela implementação de boas práticas junto dos produtores.

Para os pecuaristas, que aproveitaram o leilão realizado no sábado para transaccionar os seus melhores animais, começa a consolidar-se uma mudança de paradigma. A consciência de criar gado de corte, vocacionado para o mercado, ganha terreno face ao modelo tradicional de acumulação de cabeças de gado por longos períodos. 

O apelo aos investidores nacionais é claro: existe um vasto mercado por explorar, uma vez que a oferta interna se revela ainda deficitária face às necessidades de consumo.

A modernização estende-se, igualmente, a outros sectores. Além dos bovinos, a feira exibiu aves de elevada produtividade, demonstrando que a procura pela qualidade se alastra a toda a produção pecuária. 

Moçambique enfrenta agora o desafio de fazer crescer os efectivos exponencialmente, aproveitando as oportunidades de negócio que a FACIM, uma vez mais, evidenciou como motores para o desenvolvimento económico do país. 

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Dois navios destinados ao fortalecimento da cabotagem marítima ao longo da costa moçambicana são inaugurados hoje, pelo Presidente da República, no porto de Maputo. 

As novas embarcações compreendem um navio de carga geral, com 120 metros de comprimento e capacidade para transportar até nove mil toneladas de mercadorias, e um navio porta contentores, com cerca de 80 metros de comprimento e capacidade para aproximadamente 144 TEUs (o equivalente a 20 pés).

Segundo o comunicado da Presidência da República, as unidades flutuantes foram devidamente inspecionadas, licenciadas e autorizadas para operação pelo Governo, através da Autoridade Reguladora do Transporte Marítimo (TRANSMAR). 

 

O Presidente da República, Daniel Chapo, endereçou uma mensagem de saudação em comemoração aos 47 anos do Sindicato Nacional de Jornalistas (SNJ), destacando a liderança firme e visionária da direcção do SNJ, que tem guiado a instituição ao longo das últimas décadas. O estadista ressaltou a importância histórica e contínua do sindicato como defensor da liberdade de imprensa e da dignidade da profissão jornalística no país.

Na sua mensagem, o Presidente Chapo destaca o importante papel do SNJ na defesa dos direitos dos jornalistas, na promoção da liberdade de imprensa e na dignificação da profissão. O Chefe de Estado sublinhou, ainda, a importância do Jornalismo como pilar fundamental da democracia, da coesão social e da promoção da cidadania, ressaltando os valores de coragem, compromisso e profissionalismo dos jornalistas, que continuam a sustentar a profissão.

“Sob o lema ‘SNJ, 47 anos celebrando a coragem, compromisso e profissionalismo dos jornalistas’, rendemos justa homenagem à bravura, à dedicação e ao sentido de missão dos nossos profissionais da comunicação social. São estes valores que continuam a sustentar o papel do jornalismo como um dos pilares fundamentais da democracia, da coesão social e da promoção da cidadania.”

O Presidente da República reafirmou o compromisso do Governo em trabalhar em estreita colaboração com o SNJ para promover um ambiente seguro, livre e profissional para o exercício da comunicação social no país.

“Neste percurso histórico, o SNJ tem sido um parceiro estratégico do Estado na defesa dos direitos dos jornalistas, na promoção da liberdade de imprensa e na dignificação da profissão.  Reafirmo, por isso, o compromisso do Governo de Moçambique em continuar a trabalhar em estreita colaboração com o Sindicato Nacional de Jornalistas, num espírito de diálogo, respeito mútuo e construção conjunta de um ambiente mais seguro, livre e profissional para o exercício da comunicação social no nosso país”.

O Chefe de Estado também reconheceu os desafios que a classe jornalística enfrenta e a responsabilidade colectiva de garantir condições para que o jornalismo continue a florescer com integridade, isenção e responsabilidade. Concluindo a sua mensagem, o Presidente Daniel Chapo dirigiu palavras de incentivo aos jornalistas moçambicanos, renovando os seus votos de perseverança, coragem e renovado profissionalismo. 

“Que o SNJ continue a ser farol de unidade, ética e desenvolvimento no seio da classe jornalística. Parabéns pelos 47 anos de conquistas e resiliência!”

Moçambique já possui laboratórios de saúde pública em todas as províncias, com o último sendo inaugurado em Gaza no final deste mês. O ministro da Saúde, Ussene Isse, destacou, durante a reunião anual da Associação Internacional dos Institutos Nacionais de Saúde Pública (IANPHI) em Maputo, o papel do Instituto Nacional de Saúde (INS) de Moçambique, que foi recentemente eleito como centro de excelência para a África pelo África CDC.

O ministro também abordou os desafios globais de saúde, incluindo mudanças climáticas, conflitos armados e o aumento de desigualdades, que agravam surtos e epidemias, especialmente em países de baixa renda. Ele defendeu reformas nas agendas globais de saúde para fortalecer os sistemas nacionais e promover a cooperação multilateral.

A reunião, com o tema “O papel dos institutos nacionais de saúde pública na promoção de sociedades saudáveis e resilientes”, foca na identificação de soluções científicas para melhorar a saúde pública, além de discutir doenças com potencial para futuras pandemias, como a gripe H5N1.

A Confederação das Associações de Futebol da África Austral (COSAFA) realizou, na manhã desta quinta-feira, o sorteio oficial do Campeonato Feminino Sub-17 da região para a presente temporada.

A competição, que contará com a participação de nove selecções, coloca Moçambique no exigente Grupo B, ao lado da poderosa Zâmbia e das Ilhas Maurícias.

Depois de uma estreia impressionante em 2024, as “Nyeletinhas” chegam com ambições renovadas. Venceram todos os jogos da fase de grupos no ano passado e alcançaram as meias-finais, onde foram eliminadas pelo Lesotho.

Já a Zâmbia, adversária directa nesta fase, é a actual campeã e também vencedora da edição de 2021, o que a torna uma das selecções mais fortes da região. Por sua vez, as Maurícias, que acolheram a primeira edição da prova em 2019 e regressaram em 2024, apresentam uma equipa competitiva e experiente.

Segundo o regulamento da prova, apuram-se para as meias-finais os primeiros classificados de cada grupo e o melhor segundo classificado entre os três grupos.

A competição terá lugar pela primeira vez em Windhoek, capital da Namíbia, entre os dias 10 e 17 de Maio.

Há agravamento de preços dos produtos de primeira necessidade Xai-Xai, desde o passado mês de Fevereiro. O óleo, tomate e cebola, por exemplo, são os que tiveram maior subida. A Inspecção Nacional de Atividades Económicas em Gaza confirma a tendência e diz que a situação deriva dos protestos populares que culminaram com ruptura de stock.

“19 kg de cebola, que antes eram comprados por 400 Meticais, passaram para 550. A batata reno, que custava 350 meticais, agora está a ser vendida por 550 meticais, um aumento de 200 meticais. Os consumidores não têm grande motivo para alívio, visto que outros produtos essenciais, também, tornaram-se mais caros. O óleo alimentar, por exemplo, sofreu um aumento subindo de 600 para 750 meticais, enquanto o caldo da cozinha aumentou de 165 para 200 meticais, o tomate teve, igualmente, o seu preço agravado, com a caixa a disparar de 1000 para 2300 Meticais”, disse  David Macamo, vendedor do mercado grossista da cidade de Xai-Xai.

Melita Mubai, vendedeira de produtos frescos há mais de 10 anos, no mercado grossista de Xai-Xai  admite que a situação é preocupante, mas afirma que os lucros são insignificantes. “Compramos uma caixa de tomate por 2200 meticais e, após pagar transporte desde Chókwè, o nosso lucro é de apenas 50 ou 100 meticais. Sem contar com as taxas que pagamos ao Município,” lamenta. 

Amélia Macamo, outra vendedeira, alerta ainda que, se o cenário persistir, os preços podem subir ainda mais nos próximos dias, colocando a população em situação crítica.

Por sua vez, Afra Mula, utente do mercado, refere que os preços em vigor são sufocantes. “A cidade de Xai-Xai enfrenta, assim, uma realidade cada vez mais sombria, onde a combinação de escassez de produtos e aumento de preços está a conduzir a uma crise alimentar severa. Para comprar uma caixa de tomate, cebola, óleo é praticamente uma missão impossível a vida está muito cara” lamenta.

Entretanto, a chefe do mercado grossista, Alda Ngale, esclarece que de Janeiro até aqui os preços dos produtos básicos mantêm uma tendência crescente devido aos elevados custos de transporte, bem como  a influencia cambial nos preços dos produtos. E admitem que os vendedores estão a acumular muitos prejuízos.

Raimundo Chiconela, Chefe das operações, na Delegação provincial, da  inspeção Nacional de Atividades Económicas em Gaza confirma a subida de preços de produtos básicos à escala provincial.

“Regista-se uma tendência de subida do preço do tomate, dada as inundações que afetaram os campos de produção, notando-se uma variação média de 15 meticais acima do preço inicial.E nota-se também uma tendência de subida de farinha de trigo, dada que as moageiras agora estão sem matéria-prima para a produção de farinha de trigo, tendo-se agravado para um preço médio de 75 meticais contra 60 que eram praticados anteriormente. O óleo alimentar também registrou um ajuste acima de 100 meticais numa unidade de 5 litros. O que gravou mais o custo da vida é que há muitas unidades econômicas que acabaram fechando as portas, dada a insegurança. E também houve um momento em que havia mesmo ruptura de estoque no verdadeiro” concluiu.

Os mercados Grossista e Limpopo em Xai-Xai movimentavam, cada, três mil pessoas por dia, número que caiu para metade nos últimos três 

A Ordem dos Médicos de Moçambique vai criar uma comissão de inquérito para apurar o que fez com que um pano fosse deixado no interior do abdômen do paciente. O bastonário da agremiação avança, entretanto, que o mecanismo pode ter sido usado como única alternativa para estancar a hemorragia.

A Ordem dos Médicos é a entidade responsável pelo licenciamento do exercício de medicina em Moçambique e reagiu ao caso do pano deixado no abdómen de um paciente, através de um comunicado. 

Já em entrevista ao nosso jornal, o bastonário da agremiação disse tratar-se de um caso anormal ao qual pode ter recorrido em situação extrema.

O bastonário avança ainda que será criada uma comissão de inquérito para apurar o caso, mas para já, precisa do processo do paciente e do apoio da família.  

Mais estranho ainda para Gilberto Manhiça, é que o protocolo normal de todos os objectos que entram no campo operatório, são verificados no acto da entrada e saída, o que torna mais reduzidas as especulações sobre possível erro médico. 

O Autódromo Internacional de Maputo acolhe neste sábado a primeira corrida da temporada 2025 e a quarta da época do Super Picanto e Bluetech Group M. Os pilotos dizem estar ansiosos por disputar esta prova, enquanto a organização garante segurança dentro e fora das pistas.

Novo ano, nova temporada, mesma prova. É o regresso do roncar dos motores nas pistas do ATCM, na cidade de Maputo, com a disputa da primeira prova anual, mas a quarta da época, do Super Picanto e Blutech Grupo M.

Uma competição que vai contar com mais de 50 pilotos das várias especialidades e provas, que vão procurar ser mais rápidos na pista, apesar da ansiedade que os caracteriza, depois de terem disputado a última prova no ano passado.

É o caso de Mauro Costa, que ano passado travou inúmeras batalhas pelo pódio, que espera que seja uma prova bem disputada. “A expectativa é grande, o desejo de voltar à pista e sentir o cheiro de gasolina e cheiro de borracha do pneu é enorme. Estamos com os preparativos, estamos ansiosos de rever os velhos rivais e os novos rivais para um campeonato, uma nova temporada que esperemos que seja brilhante como a passada”, disse. 

Já Nico Banze, piloto que ano passado conquistou provas internacionais, assegura estar preparado para mais conquistas este ano, internamente.

“Estamos muito bem colocados como Five Star, para aquilo que é nos lugares do pódio, e a nível de modificados, Grupo M, Bluetech, também os nossos dois carros da Five Star estão muito bem colocados nas respectivas classes, portanto vamos tentar dar continuidade daquilo que é o trabalho que temos feito, e como tinha dito antes, a retoma vai ser difícil, mas vamos tentar o possível”, assegura. 

Mas a expectativa não é somente para os mais experientes. Rúben Duvale saltou dos karts para os carros grandes de velocidade e também quer singrar na sua primeira prova. “Vir do kart para os carros é um salto grande, os karts é bem mais pequeno, e nos carros já tem muitas outras componentes que têm que se adicionar à condução, e eu acho que o final do ano passado deu para iniciar, para ganhar experiência, e a expectativa para este ano vai ser a mesma, ganhar experiência como condutor de carro de velocidade, para nas provas futuras sempre estar a melhorar e apanhar mais oportunidades em geral”, disse o jovem piloto.

A organização das provas no ATCM diz que tudo está garantido para que a segurança dos pilotos e dos assistentes seja efectiva, para que a festa dos motores não tenha nenhum incidente, segundo garantias de Nuno de Sousa.

“Devemos ser os primeiros a implementar toda a segurança disponível, e querendo com isto dizer, vai desde os carros aos espectadores, à segurança dos espectadores, à segurança das crianças dentro do recinto do ATCM”, disse destacando ainda a festa que se quer celebrar.

“É uma festa para ser vivida, é uma festa para a gente vir de manhã e sair à noite, e sair à noite com os olhos cheios de carros, de barulho, de pilotos a celebrar e de festa. Isso é o que a gente quer. E cada vez mais nos nossos eventos, todos eles, na velocidade, no drift, no drag, nos karts, em todos eles, nós queremos cada vez mais crianças envolvidas. Não queremos pessoas a fazer corridas fora do circuito do ATCM”, frisou Nuno de Sousa. 

Já a ZAP, principal parceiro na transmissão do Super Picanto e Blutech Grupo M, quer continuar a manter sua presença nos grandes eventos desportivos nacionais.

“A ZAP é uma empresa moçambicana e como tal, está comprometida em desenvolver a sociedade moçambicana, portanto, o desporto é um dos pilares da ZAP, tanto a ZAP como o desporto”, realçou Vanda Langa, directora de Marketing da ZAP. 

Para Vanda Langa, com o apoio que a ZAP presta nas provas do Super Picanto, “estamos a reafirmar o nosso compromisso com o desporto. Na medida em que nós estamos a apoiar a massificação, o apoio e a divulgação do desporto”.

A primeira prova do Super Picanto deste ano terá lugar este sábado no ATCM e com transmissão em directo na Stv Notícias.

A tensão interna na Renamo atingiu novos contornos, com a recente manifestação de antigos guerrilheiros no distrito de Vilankulo, província de Inhambane. Em um acto de protesto, os veteranos encerraram a sede distrital do partido e queimaram cartazes com a imagem de Ossufo Momade, expressando sua insatisfação com a actual liderança.

Alberto Julai, um dos antigos guerrilheiros envolvidos na manifestação, expressou sua frustração com a direção actual do partido. Ele mencionou que, após anos de dedicação e sacrifício pela causa da Renamo, sente que os ideais pelos quais lutaram estão sendo negligenciados. Julai enfatizou que a liderança de Ossufo Momade não tem representado adequadamente os interesses dos membros de base e dos combatentes que estiveram na linha de frente durante os anos de conflito.

André Afonso, outro veterano presente no protesto, compartilhou sentimentos semelhantes. Ele destacou que a decisão de encerrar a sede e queimar os cartazes foi tomada após várias tentativas infrutíferas de diálogo com a liderança do partido. Afonso ressaltou que, se não houver mudanças significativas na direção da Renamo, ações de protesto como essa poderão se repetir em outras regiões do país.

João Tangune, Delegado Político Distrital da Renamo em Vilankulo, minimizou a gravidade das ações dos antigos guerrilheiros. Ele afirmou que, embora reconheça o direito dos membros de expressarem suas preocupações, existem canais internos apropriados para tal. Tangune enfatizou que comportamentos como o encerramento de sedes e a destruição de material do partido vão contra os princípios democráticos que a Renamo sempre defendeu.

Este incidente em Vilankulo não é isolado. Em dezembro de 2024, um grupo de ex-guerrilheiros encerrou a sede nacional da Renamo em Maputo, exigindo a destituição de Ossufo Momade e a convocação de um Conselho Nacional para eleger uma nova liderança. Armindo Dimande, representante desse grupo, explicou que a decisão de encerrar a sede foi tomada após várias tentativas de diálogo com a direção do partido sem sucesso. Dimande enfatizou que a ação visava pressionar a liderança a ouvir as preocupações dos membros de base.

Além disso, em fevereiro de 2025, na cidade de Chimoio, província de Manica, antigos guerrilheiros amotinaram-se em frente à delegação política provincial da Renamo. Eles encerraram as portas do edifício e queimaram panfletos com imagens de Ossufo Momade, exigindo sua demissão imediata. Fernando Mafenhure, um dos líderes do protesto, acusou Momade de má liderança e de não representar adequadamente os interesses dos combatentes desmobilizados. 

A insatisfação crescente dentro da Renamo está intimamente ligada aos resultados das eleições gerais de outubro de 2024. Sob a liderança de Ossufo Momade, o partido obteve o pior desempenho desde a fundação da Renamo. Esse resultado levou muitos membros a questionarem a eficácia e a direção da atual liderança. 

João Machava, porta-voz de um grupo de ex-guerrilheiros, declarou que a liderança de Momade violou os estatutos do partido e não refletiu adequadamente os princípios pelos quais muitos membros lutaram. Machava e seu grupo exigiram a realização de um Conselho Nacional para eleger uma nova direção que represente verdadeiramente os interesses dos membros.

A sequência de protestos e manifestações por parte de antigos guerrilheiros e membros de base da Renamo destaca uma crise interna significativa dentro do partido. A insatisfação com a liderança de Ossufo Momade é evidente e tem levado a ações drásticas em várias regiões do país. A capacidade da Renamo de resolver essas tensões internas e de responder às preocupações de seus membros será crucial para determinar seu futuro no cenário político moçambicano.

Nas primeiras horas de terça-feira, um grupo composto por seis pessoas, munido de uma arma de fogo do tipo AK-47 e cinco catanas, aterrorizou automobilistas na EN1, incendiando sete viaturas ao longo da via, precisamente, no distrito de Marínguè, província de Sofala. 

Os atacantes roubaram vários bens de mais de 20 passageiros que seguiam numa viatura de transporte semi-colectivo de passageiros.

Na sequência deste acto, a Associação dos Transportadores de Passageiros e  Carga de Sofala decidiu paralisar as suas actividades a partir de Inchope para o norte do país, devido a questões de segurança.

“A mensagem que demos é que eles paralizassem as actividades até que haja segurança na via”, explicou o representante dos transportadores em Sofala.

Entretanto, o comandante provincial da Polícia em Sofala,  Ernesto Madungue, reiterou que não há razões para os transportadores e outros utentes da  EN1, no troço entre Inchope e Caia, terem receio de circular. A mensagem foi acatada e, os transportadores de Sofala, vão retomar as suas actividades. 

“De acordo com a informação do comandante provincial da PRM, vamos voltar a fluir normalmente”, disse um dos transportadores.

O comandante da Polícia, na sua primeira intervenção sobre o ataque, no mesmo dia, disse também que os autores do crime eram indivíduos com idades acima de 55 anos de idade.

Nesta quinta-feira, quando questionado se os autores  dos ataques podiam ser antigos guerrilheiros da Renamo, Ernesto Madungue foi bastante cauteloso. “Neste momento, posso dizer porque é prematuro. Tal como eu disse, os colegas estão a trabalhar.  Seria uma situação onde estaríamos a colocar a carroça em frente dos bois. Vamos deixar que os colegas trabalhem e, depois, possam se pronunciar exactamente de que grupo se trata.  Daí podemos, de facto,  afirmar com certeza e não especulações.”

O comandante da Polícia e o presidente da Associação dos Transportadores de Passageiros e Carga falavam à imprensa durante uma cerimónia de entrega de colectes reflectores e cones aos agentes da Polícia de Trânsito, uma acção anual que visa prevenir acidentes de viação.

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