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O País – A verdade como notícia

Tensão no Estreito de Ormuz faz disparar preços do petróleo

As tensões em torno do destino do Estreito de Ormuz mantêm-se elevadas, com os Estados Unidos e o Irão a reclamarem o controlo desta via navegável estratégica. 

Foram avistados navios no Estreito, ao mesmo tempo que a administração Trump continua a afirmar, de forma activa, que a Marinha norte-americana detém o controlo da passagem por onde circulava cerca de 20% do petróleo comercializado mundialmente antes da eclosão do conflito.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e os seus assessores têm insistido que o volume de crude do Golfo a transitar pela via se aproxima, presentemente, dos níveis pré-guerra. 

Na passada quinta-feira, o vice-presidente JD Vance declarou, em conferência de imprensa, que os Estados Unidos escoltaram cerca de 15 milhões de barris de petróleo na quarta-feira. Estes números surgem na sequência de declarações do secretário da Energia, Chris Wright, que na quarta-feira referiu à CNBC a passagem de 17 milhões de barris na segunda-feira, com o apoio da Marinha norte-americana. Antes do início das hostilidades, o Estreito registava um fluxo de cerca de 20 milhões de barris diários.

Contudo, empresas independentes de monitorização de tráfego marítimo sublinham que o movimento de navios permanece significativamente abaixo dos níveis anteriores ao conflito. A recuperação do tráfego tem sido igualmente dificultada pelos ataques renovados dos Estados Unidos contra alvos no Irão e pelas consequentes acções de retaliação de Teerão na região.

No plano económico, o impacto é sentido globalmente. Os preços dos combustíveis em diversos países continuam a atingir máximos históricos, impulsionados pela recente escalada de tensão. Nos Estados Unidos, o gasóleo atingiu uma média de 5,85 dólares por galão, valor nunca antes registado desde o início do conflito. No Reino Unido, os preços da gasolina atingiram o ponto mais alto dos últimos seis meses, fixando-se nos 163 pence por litro. 

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