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Um automobilista morreu carbonizado na madrugada deste sábado, na sequência de uma colisão entre uma viatura ligeira e um camião, na Estrada Nacional Número Um (EN1), no Distrito Municipal da Katembe, Cidade de Maputo. O acidente provocou ainda dois feridos.

O sinistro ocorreu nas primeiras horas da manhã e destruiu completamente a viatura ligeira, que se incendiou após o embate, impossibilitando o condutor de escapar às chamas.

No camião seguiam duas pessoas. Uma sofreu ferimentos graves e a outra contraiu ferimentos ligeiros. Ambas foram socorridas e transportadas para uma unidade hospitalar, onde recebem assistência médica.

O proprietário do camião afirmou que, de acordo com as informações que lhe foram transmitidas, o veículo seguia normalmente no seu percurso quando ocorreu a colisão.

As circunstâncias em que o acidente se deu continuam por esclarecer. Contudo, a Polícia de Trânsito admite, como hipótese preliminar, que o sinistro tenha resultado de uma alegada circulação em contramão por parte do condutor da viatura ligeira. As investigações prosseguem para o apuramento das causas do acidente.

Até ao fecho desta edição, as viaturas sinistradas permaneciam no local do embate, enquanto decorriam os trabalhos das autoridades competentes.

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Nesta sexta-feira, pelas 10h30, será apresentado aos leitores o livro “Os três corações de Ndawina”, da autoria de Pedro Pereira Lopes, e ilustrado por Maurício Negro, integrada na Semana da Leitura. 

A apresentação foi preparada pelos alunos do quarto ano da Escola Portuguesa de Moçambique,  com o professor Pedro Camarinha, e terá como destinatários todos os alunos do quarto ano daquela instituição, bem como os alunos da Escola Portuguesa de Moçambique – polo da Beira e Escola Portuguesa de Cabo Verde, que assistirão à distância. 

“Ndawina, a menina que descobre a magia de um livro em “Porque é um livro mágico” volta a encantar-nos ao descobrir os dilemas que teria de enfrentar se fosse como um polvo e tivesse três corações. Um texto que se lê com um sorriso sempre presente e um livro que se desfruta pela combinação do enredo e das imagens belíssimas de Maurício Negro”, adianta a nota de imprensa da Escola Portuguesa. 

Pedro Pereira Lopes nasceu na Zambézia, em 1987. É professor e investigador em Ciências Políticas. Escreve poesia, contos, ensaios, relatos de viagem e autor de um romance. Escreveu vários livros para o público infanto-juvenil, vários dos quais editados pela EPM-CELP. Tem vários prémios literários e foi finalista do Prémio Oceanos. Realiza um importante trabalho na divulgação da literatura e dirige a editora Gala Gala.

 Maurício Negro nasceu em São Paulo, Brasil, em 1968. Além de ilustrador, é escritor, designer, investigador, curador e gestor cultural. Ilustrou dezenas de títulos brasileiros e africanos e tem muitas obras de autoria afro-brasileira. É defensor das causas do ambiente e das minorias étnicas. Tem inúmeros prémios de todo o mundo no seu currículo e muitos dos livros por si ilustrados têm o selo do Clube de Leitura ODS.  

Uma equipa conjunta do Conselho Municipal de Maputo e do Ministério da Juventude e Desporto, liderada pelo respectivo Ministro, Caifadine Manasse, efectuou uma visita, ao Estádio Nacional do Zimpeto, no início desta semana, para aferir de perto a situação de saneamento e meio que o recinto desportivo apresenta.

No local a equipa conjunta se deparou com enorme quantidade de lixo nos arredores da vedação do estádio, principalmente do lado onde se localiza o mercado, o que periga a saúde dos utentes da Piscina Olímpica que se localiza no espaço adjacente ao estádio, bem como dos utentes directos e indirectos do local.

Caifadine Manasse, que falava durante a visita ao Estádio da Machava, disse que o plano conjunto é resolver os problemas das águas residuais que danificam a infraestrutura desportiva.

“Tivemos uma audiência com o presidente do Município de Maputo, a quem agradecemos, porque um dos pontos que fomos lá colocar era a questão do Zimpeto. Nós temos um mercado ali ao lado em que também temos problema de águas que estão a sair da Vila Olímpica, que estão a criar algum problema ali dentro. Estivemos com técnicos do Município lá no Zimpeto para fazer avaliação e para trabalharmos para a melhoria daquela zona”, esclareceu Manasse.

O Ministro da Juventude e Desporto assegurou que o acompanhamento das obras que decorrem no Estádio Nacional do Zimpeto será permanente e semanal. “Estaremos lá todos os dias, estaremos por cima dos acontecimentos e trabalharemos para que o Zimpeto dos moçambicanos, o estádio dos moçambicanos, volte à sua normalidade”, disse, frisando ainda que “se eu não estiver lá, irá um quadro da direcção nacional, nesse caso o Diretor Nacional do Desporto, Secretário Permanente ou outro. A verdade é que o Zimpeto será visitado todas as semanas pela direcção do ministério até que esteja em condições”. 

Caifadine Manasse assume o compromisso e a responsabilidade de colocar as infraestruturas desportivas nacionais em condições de serem utilizadas para o bem do desporto e dos moçambicanos. “É uma infraestrutura do governo que nós temos que trabalhar e para nos responsabilizarmos no sentido de que aquilo que é do povo esteja em condições. E nós estamos lá para isso”, finalizou. 

As obras do Estádio Nacional do Zimpeto decorrem desde o mês de Fevereiro e não acolheu o jogo dos Mambas, em Março, devido a má qualidade da relva, sendo que os trabalhos acontecem em vários compartimentos, desde as casas de banho, vedação, bancadas, iluminação, torniquetes e balneários.

O Presidente da República, Daniel Chapo, reafirmou esta quarta-feira o compromisso do governo moçambicano com o desenvolvimento do sector energético ao receber, em audiência, o presidente da multinacional sul-africana Sasol, Simon Baloy. O encontro serviu para avaliar o progresso do Contrato de Partilha de Produção (PSA), um investimento de um bilião de dólares norte-americanos que se aproxima da sua conclusão e promete fortalecer a economia nacional através da produção de gás e electricidade.

À saída do encontro, Simon Baloy destacou a importância do projecto PSA para Moçambique, sublinhando que se trata de “um projecto maravilhoso que fizemos com o projecto moçambicano”. O investimento permitirá a produção de gás natural e o fornecimento de energia à Central Térmica de Temane (CTT), que também está em fase de conclusão.

O presidente da Sasol revelou ainda que o projecto contribuirá para a produção de gás de petróleo liquefeito (LPG), reduzindo, assim, a dependência de importações desta fonte energética. “Também produziremos LPG, que será usado para reduzir a quantidade de gás importado para Moçambique”, afirmou Baloy, ressaltando o impacto positivo para a segurança energética do país.

A Sasol, que opera em Moçambique há mais de duas décadas, reafirmou seu compromisso de longo prazo com o país. “Estamos neste país há mais de 20 anos e estaremos aqui até os próximos 20 anos e mais”, declarou Baloy, evidenciando a continuidade dos investimentos e parcerias estratégicas com o governo moçambicano.

O executivo da Sasol destacou ainda o ambiente favorável para os negócios proporcionado pela actual governação, apesar dos desafios enfrentados. “Mesmo que tivéssemos alguns desafios, estamos animados com a estabilidade que o Presidente está trazendo para o país, junto de todos os parceiros, para criar um lugar conjuntivo para o negócio”, afirmou.

A Central Térmica de Temane, que utilizará o gás fornecido pela Sasol, deverá elevar para o dobro a capacidade de produção energética com gás moçambicano, atingindo 900 megawatts. Este reforço na produção de electricidade é um passo fundamental para garantir a estabilidade energética do país e impulsionar o crescimento industrial. 

Simon Baloy manifestou entusiasmo com a continuidade da presença da Sasol em Moçambique e com o impacto positivo que os seus investimentos trarão para o país. “Estamos animados para continuar contribuindo para o desenvolvimento da Sasol em Moçambique”, finalizou. 

 

O Presidente da Frelimo, Daniel Chapo, visitou, esta quarta-feira, a Associação dos Combatentes da Luta de Libertação Nacional  (ACLIN), para a escolha do secretariado, depois da morte do secretário-geral da instituição, Fernando Faustino. 

Daniel Chapo disse à imprensa que é importante que sejam preenchidas as vagas do secretariados da Associação dos Combatentes da Luta de Libertação Nacional. “Como sabem, a nível da ACLIN, perdemos o Camarada Fernando Faustino, o nosso secretário-geral da ACLIN, que Deus o tenha, e nós vamos ter que sentar como ACLIN, para ver como é que realmente podemos organizar este processo das eleições do nosso secretário-geral”, disse Daniel Chapo, reiterando a necessidade de “preencher as vacaturas a nível do secretariado da ACLIN” 

Além desta associação, Chapo mencionou outros órgãos da Frelimo, que também carecem de novas eleições, para eleger o secretariado, pois os seus secretários-gerais ocupam outros cargos. 

“Temos também a mesma situação a nível da OMM, a secretária-geral da nossa Organização da Mulher Moçambicana, que é a organização social do nosso partido, foi eleita para deputada da Assembleia da República, e achamos que também, ao nível da OMM, precisamos de fazer eleições (…). Ao nível da nossa OJM, também temos o nosso secretário-geral, que foi nomeado secretário de Estado na província de Niassa”, explicou. 

O Presidente da República, Daniel Chapo, no uso das competências que lhe são conferidas Constituição da República, nomeou, através de Despachos Presidenciais separados, Elias Jaime Zimba para o cargo de Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário da República de Moçambique junto da Hungria, da República da Áustria e da República da Polónia.

Segundo um comunicado de imprensa da Presidência da República, Elias Zimba ascendeu à categoria de embaixador em 2015 e, ao longo da sua carreira diplomática, desempenhou diversas funções de relevo. 

Em 2023, foi nomeado Embaixador de Moçambique junto da República Federal da Alemanha, cargo que continua a exercer. 

Em 2024, passou igualmente a representar Moçambique como Embaixador junto da República Checa, acumulando estas funções com a sua nova missão.

O diplomata continuará a exercer as suas funções com residência em Berlim, Alemanha.

A implementação da Tabela Salarial Única (TSU) trouxe prejuízos para os magistrados que deixaram de auferir o subsídio de exclusividade e reduziram drasticamente o de risco. A classe diz ser urgente a alteração da Lei da TSU.

A Lei 5/2022, que aprova os critérios de remuneração de servidores públicos, vulgarmente conhecida por Tabela Salarial Única, TSU, vem sendo contestada desde a sua entrada em vigor em Outubro de 2022. Os magistrados, por exemplo, viram, com base na TSU, retirado o subsídio de exclusividade, que estava fixado em 50 por cento do salário base. Já o subsídio de risco foi reduzido de 40 para apenas 5 por cento, o que os deixa indignados, uma vez que é de Lei que um direito adquirido não pode ser suprimido, extinguido ou modificado.

Outra preocupação tem que ver com a sua segurança. Aliás, Manica foi palco, no ano passado, de série de assaltos a residências de magistrados e instituições da justiça.

O juiz da Quinta Secção do Tribunal Judicial de Chimoio diz que o problema também afecta a esta classe e começa a acreditar na solução.

Os magistrados falaram à margem do processo de eleição do presidente da Associação dos Magistrados do Ministério Público, havida na manhã desta quarta-feira à escala nacional. Na província de Manica, apenas dois procuradores votaram dos 40 existentes na província, porque os restantes 38 não pagam quotas.

O Gabinete provincial de combate à corrupção em Sofala emitiu um ofício ao sector da Educação a solicitar a base legal, que leva a cobrança de valores aos alunos e encarregados de educação, para pagamento de guardas, nas escolas públicas. A educação já respondeu e o Ministério Público diz  não estar  satisfeito com a resposta, por isso foi iniciada uma investigação. 

Inúmeras escolas públicas da província de Sofala têm efectuado cobranças aos alunos e encarregados de educação, para supostamente pagarem aos guardas. O caso é antigo e a legalidade do mesmo  já foi questionada em vários fóruns.

Recentemente, depois de uma denúncia no Ministério Público, dando conta que as cobranças eram ilícitas e, nalgumas escolas, não era destinadas ao pagamentos dos guardas, mas serviam para proveito de gestores da escolas, o Gabinete Provincial de Combate à Corrupção em Sofala decidiu clarificar o caso.

Assim, o gabinete, através de documento, que “O País” teve acesso, solicitou ao sector de Educação o diploma legal que prevê a cobrança dos referidos valores.

“Efectivamente, nós temos o processo crime que corre atinente a estas cobranças ilícitas que são efectuadas nas escolas públicas, alegando pagamento do Guarda. O processo está agora em fase de instrução, e nesta fase, o processo está em segredo de justiça”, avançou Saquina Jenga, do Ministério Público em Sofala. 

O Ministério Público disse que com este ofício pretendia ter a lista oficial das escolas envolvidas neste caso. O “O País” sabe que o sector de Educação em Sofala já respondeu a solicitação do Ministério Público.

“Relativamente a resposta, não vou avançar nada, porque já tinha dito que o processo está em fase de instrução e vigora o princípio de segredo de justiça”, reiterou a porta-voz do  Ministério Público

Uma fonte da Educação disse ao “O País”, sem gravar entrevista,  que a iniciativa de cobrar valores para pagar aos guardas partiu do conselho das escolas, numa reunião que envolveu os pais e encarregados de educação.   

O Gabinete Provincial de Combate à Corrupção em Sofala terminou garantindo que, oportunamente, vai se pronunciar para dar mais detalhes sobre as cobranças de pagamento de guardas nas escolas, mas só depois do encerramento do processo. 

O Estádio da Machava só estará pronto para acolher jogos de futebol entre Outubro e Novembro deste ano, segundo garantia dada pelo PCA do CFM, dono do campo. Agostinho Langa falava durante a visita teleguiada do Ministro da Juventude e Desporto e do Presidente da Federação Moçambicana de Futebol, esta quarta-feira. Caifadine Manasse ainda visitou, esta semana, o recinto do Estádio Nacional do Zimpeto, onde esteve acompanhado pelos técnicos do Conselho Municipal da Cidade de Maputo, para acompanhar os trabalhos, mas também para olhar para questões de saneamento de meio

A visita do Ministro da Juventude e Desportos, Caifadine Manasse, acompanhado pelo Presidente da Federação Moçambicana de Futebol, inseriu-se na fiscalização para se inteirar do estágio das obras, convista a acolher jogos de futebol, quer das selecções nacionais, bem como dos clubes para jogos do Moçambola.

Na ocasião, os dois dirigentes ficaram a saber do PCA do CFM, Agostinho Langa, dos trabalhos que estão em curso, nomeadamente as intervenções na zona dos balneários, no túnel de acesso, na zona de imprensa, na tribuna, nas bancadas, no piso e na iluminação.

Quanto às bancadas, Agostinho Langa explicou que as mesmas vão ganhar cadeiras plásticas, como forma de fazer melhor aproveitamento do espaço, o que vai permitir que a sua capacidade aumente para 45 mil espectadores, enquanto o piso voltará a ser de relva natural, depois da retirada da relva sintéctica que era usada até 2022.

Relativamente à iluminação, o Estádio da Machava será totalmente remodelado e montado para permitir com que o recinto volte a acolher jogos de noite.

Por outro lado, no recinto desportivo remodelado será montado um sistema de vídeo-vigilância e um espaço para o vídeo-árbitro, bem como uma pista de atletismo de tartan que permita acolher provas nacionais e internacionais.

Entretanto, as obras não são de curto prazo para a sua conclusão, mesmo estando já em 70% d execução, havendo apenas perspectivas de que volte a acolher jogos entre Outubro e Novembro, em alturas em que a colectividade estará nas celebrações dos 101 anos de existência, de acordo com o líder dos verde-e-branco.

Para já, a maior perspectiva é que o recinto desportivo seja utilizado já em Junho, no âmbito das comemorações dos 50 anos da independência nacional, mas sem nenhuma possibilidade de acolher jogo nessa data.

“Se for essa a intenção, de se vir celebrar aqui os 50 anos, sim, o campo estará em condições. Mas para o futebol, não, porque se se concretizar a celebração dos 50 anos, nós não podemos pôr a relva, por razões óbvias. Só depois disso. E colocando-se a relva, precisamos de três meses para ela se consolidar. Portanto, não podemos considerar que a 25 de Junho o campo esteja pronto para o jogo. Não voltamos para a relva sintética, seria um investimento a retroceder-nos para o passado”, frisou o presidente dos “locomotivas” da capital.

Em termos orçamentais, Agostinho Langa revelou que o mesmo aumentou em perto de 50% devido aos reajustes efectuados, dentre eles para a iluminação eléctrica e para a modernização do túnel de acesso.

“Inicialmente estavam previstos 10 milhões de dólares como investimento. Algumas áreas, por exemplo, a área eléctrica, mesmo o túnel, aquilo que nós inicialmente tínhamos pensado, depois tivemos que evoluir para uma outra solução. Portanto, deslizou-se um bocado acima. Não vou dizer quanto é que vai ser, porque mais de 50% será, certamente”, esclareceu.

Caifadine Manasse satisfeito com execução das obras

O ministro da Juventude e Desportos mostrou-se satisfeito e impressionado com o projecto de requalificação do Estádio da Machava. Saudou a coragem da empresa CFM de melhorar o campo de forma a ter um perfil internacional. 

“O que nós sentimos é que o CFM tem uma direcção que olha o desporto como aquilo que tem que galvanizar cada vez mais a nossa economia, tem que fazer com que a juventude desta zona, assim como os moçambicanos, tenham a oportunidade de ter mais um campo com perfil de campos internacionais. Isto mostra que a decisão que o CFM tomou perante esta grande infraestrutura, que é uma infraestrutura que é aqui onde foi declarada a nossa independência pelo presidente Samora Machel, demonstra claramente que, ao pensar assim, a direcção do CFM merece a nossa saudação e merece o nosso agradecimento. Saímos daqui felizes porque temos tido problemas de infraestruturas desportivas”, disse o Ministro da Juventude e Desporto.

Aliás, o governante disse que o que viu mantém a sua visão de ver Machava como alternativa viva ao Estádio Nacional do Zimpeto para jogos internacionais dos Mambas e dos clubes nacionais envolvidos nas Afrotaças.

“Há de ver que há pouco tempo nós tivemos que jogar fora porque o nosso Estádio do Zimpeto não estava em condições. Nós sempre falamos que tem um campo alternativo que é este, que é o campo da Machava, e quando chegamos aqui hoje, vimos este grande trabalho que está sendo feito”, frisou Caifadine Manasse.

Já o Presidente da Federação Moçambicana de Futebol, Feizal Sidat, congratulou a empresa CFM pelo projecto que está a executar e frisou que a organização que lidera está a acompanhar de perto o desenvolvimento das obras, tanto mais que serve como conselheiro do empreendimento.

Ainda assim, Sidat alertou que ainda há muito trabalho por ser feito, para que se cumpram os requisitos necessários para que seja aprovado para acolher jogos internacionais.

“Mas pela abordagem que tivemos com os donos da obra, a previsão é que as obras sejam finalizadas entre Outubro e Novembro, pelo que até lá acreditamos que muita coisa será feita”, frisou Feizal Sidat.

Apesar das projecções indicarem Outubro ou Novembro para que o Estádio da Machava esteja pronto, o líder da Casa do Futebol descarta a possibilidade de acolher os jogos dos Mambas, em Setembro e Outubro deste ano, do apuramento ao Mundial-2026.

“Há bastante trabalho por fazer, pelo que temos de ter outra alternativa para que possamos receber o Botswana e a Guiné-Conacry”, disse.

Para já, o maior prémio que o Estádio da Machava pode ter é a disputa da final da Taça de Moçambique, em finais de Novembro ou princípios de Dezembro, em função do calendário de jogos do Moçambola-2025.

AGOSTINHO LANGA – PCA do CFM

É um grande investimento. É do CFM, mas é um investimento do Estado moçambicano. O Estádio é um património nacional e nós, na discussão sobre a requalificação, quisemos manter o traço inicial do Estádio. Portanto, como digo, é um grande investimento nacional de preservação daquilo que é o Estádio Nacional, por tudo o que representa, sobretudo em relação à celebração da independência nacional. Nós estamos à espera que em Outubro, aproveitando o aniversário do Ferroviário, o estádio esteja em condições de ser utilizado. Desde o primeiro dia que convidamos a federação para nos assessorar, porque nós sabemos que nós somos especialistas na matéria, e todas as correcções que eles levantaram e propuseram, nós vamos tomar em consideração e penso que sim, podemos.

CAIFADINE MANASSE – Ministro da Juventude e Desporto

Aqui mostra-se claramente que os moçambicanos estão a assumir de forma séria, aquilo que é o patriotismo, e na gestão das empresas estão a olhar que tem que também trabalhar para aquilo que é bom para os moçambicanos. O desporto é bom para os moçambicanos. O desporto junta moçambicanos, junta várias sensibilidades. Isto significa que o CFM está a olhar com muita responsabilidade esta questão do desporto. Saímos felizes e encorajamos que a direcção continue por cima deste grande projecto, trabalhe no sentido de rapidamente termos esta infraestrutura terminada, porque só assim estaremos a contribuir ou a fazer as coisas de forma diferente para ter resultados diferentes, como disse o nosso presidente. E também trabalharemos com a direção do CFM para que este campo seja alternativa nos próximos momentos. Sabemos que o Ferroviário de Maputo vai para as Afrotaças e nós gostaríamos que os moçambicanos assistam aos jogos aqui neste campo, que é importante.

 

A Sala Grande do Centro Cultural Franco-Moçambicano, na Cidade de Maputo, acolhe, Sexta-feira, às 20h, o espectáculo multidisciplinar “Só Elas”, da cantora e compositora Tchakaze. 

Acompanhada por uma banda feminina que dá nome ao projecto, Só Elas, a performance contará com a participação especial de Delta Acácio, Kayena Xihiwa e Sizaquel Matlombe na música, Dorcas Tamele e Cecília Rodrigues na poesia, Dina Francisco na dança, e Juliana de Sousa como Mestre de Cerimonia.

Para o Franco, focada em destacar o talento e a expressão artística feminina, em “Só Elas” Tchakaze promove o autoconhecimento e incentiva uma maior participação das mulheres no panorama cultural e social, reforçando a sua presença no mercado das artes e da cultura. 

A iniciativa baseia-se na ideia de que o empoderamento, a motivação e a inspiração transformam o indivíduo num agente activo, colocando a mulher no centro desse processo. Ao longo deste percurso, ganha autonomia para enfrentar barreiras e desafios, como a violência doméstica, enquanto desenvolve o autocuidado físico e mental e a sua expressão criativa.

Tchakaze, 34 anos de idade, natural de Maputo, é uma artista multifacetada: cantora, actriz, compositora, coreógrafa e activista social.

Formada em Psiquiatria e Saúde Mental pelo Instituto de Ciências de Saúde de Maputo, iniciou a sua carreira artística aos 17 anos, quando subiu ao palco pela primeira vez como corista do músico Penny Penny, na companhia das irmãs Belita e Domingas, e também como integrante da banda Omba Mô.

Em 2014, Tchakaze gravou as canções Nkata e Donguissa, que se tornaram grandes sucessos. Ao longo da sua carreira, recebeu diversos prémios, incluindo Artista Revelação e Melhor Voz no Ngoma Moçambique, e Melhor Canção pela 99FM. Ganhou grande destaque através do programa Super Tardes da STV, mas já se destacava antes como bailarina do grupo sénior Maxaqueninha e actriz em várias peças teatrais.

Com um estilo que mistura Pop e Soul com influências tradicionais, já partilhou o palco com grandes artistas nacionais e internacionais, como Penny Penny, Zahara, Nomcebo, Aniano Tamele, Yolanda Kakana e Deltino Guerreiro.

Com 10 anos de carreira, Tchakaze lançou um álbum e vários singles, disponíveis tanto em formato físico quanto digital. Actuou em festivais internacionais em Macau, África do Sul e eSwatini, e realiza apresentações em eventos de diferentes dimensões, desde festivais a celebrações privadas. Recentemente, integrou o elenco da série A Infiltrada, do grupo Multichoice, no papel de Janete.

“So elas” vai encerrar o programa de actividades do Mês dos Direitos da Mulher, uma iniciativa promovida pela Embaixada de França em Moçambique. 

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