Um automobilista morreu carbonizado na madrugada deste sábado, na sequência de uma colisão entre uma viatura ligeira e um camião, na Estrada Nacional Número Um (EN1), no Distrito Municipal da Katembe, Cidade de Maputo. O acidente provocou ainda dois feridos.
O sinistro ocorreu nas primeiras horas da manhã e destruiu completamente a viatura ligeira, que se incendiou após o embate, impossibilitando o condutor de escapar às chamas.
No camião seguiam duas pessoas. Uma sofreu ferimentos graves e a outra contraiu ferimentos ligeiros. Ambas foram socorridas e transportadas para uma unidade hospitalar, onde recebem assistência médica.
O proprietário do camião afirmou que, de acordo com as informações que lhe foram transmitidas, o veículo seguia normalmente no seu percurso quando ocorreu a colisão.
As circunstâncias em que o acidente se deu continuam por esclarecer. Contudo, a Polícia de Trânsito admite, como hipótese preliminar, que o sinistro tenha resultado de uma alegada circulação em contramão por parte do condutor da viatura ligeira. As investigações prosseguem para o apuramento das causas do acidente.
Até ao fecho desta edição, as viaturas sinistradas permaneciam no local do embate, enquanto decorriam os trabalhos das autoridades competentes.
Milhares de haitianos foram às ruas da capital, Porto Príncipe, na quarta-feira, para exigir que o Governo os mantenha seguros da violência de gangues em andamento, naquele país.
Muitos manifestantes seguravam galhos de árvores ou folhas de palmeira, enquanto alguns carregavam facões e armas de fogo, já que escolas, bancos e outros negócios permaneciam fechados na cidade, segundo escreveu o portal noticioso African News.
Os protestos começaram pacificamente, mas mais tarde naquele dia houve tiroteios, fazendo com que a multidão fugisse, enquanto os manifestantes entravam em confronto com a polícia.
Segundo o site noticioso sul africano, pneus em chamas bloquearam estradas enquanto os manifestantes gritavam.
É o primeiro grande protesto a atingir o Governo de Alix Didier Fils-Aimé, nomeado primeiro-ministro em Novembro.
Gangues armadas controlam quase toda a capital e áreas vizinhas. A violência forçou mais de um milhão de pessoas a deixarem suas casas, contribuindo para o congelamento da economia e alimentando a fome em massa.
O Banco de Moçambique, na qualidade de autoridade cambial, aprovou os instrumentos normativos com o objectivo de proporcionar maior flexibilização na gestão de divisas por parte dos bancos intermediários, em face da actual conjuntura socioeconómicа.
De acordo com uma nota de imprensa do Banco Central, a aprovação em causa inclui, primeiro, o Aviso que incrementa, dos actuais 30% para 50 %, a taxa de conversão decorrente das receitas de exportação de bens, serviços e rendimentos de investimento no exterior. Este regime vigorará pelo período de 18 meses.
Em segundo lugar, a aprovação do Banco Central inclui: o Aviso que versa sobre o regime de repatriamento e conversão de receitas de reexportação de produtos petrolíferos, onde os bancos passarão a converter integralmente as receitas de reexportação de produtos petrolíferos.
Adicionalmente, o Banco de Moçambique, na qualidade de supervisor das instituições de crédito e sociedades financeiras, aprovou o Aviso que estabelece o regime excepcional concernente às percentagens das provisões regulamentares mínimas sobre o crédito vencido, que vigorará por um período de 12 meses. Esta medida promoverá o alargamento da capacidade dos bancos de concederem crédito.
O sociólogo Rildo Rafael defende que a violência baseada no género (VBG) em Moçambique, que tende a subir ano após ano, tem origens nas profundezas da sociedade, na qual são inculcados valores sobre a masculinidade e feminilidade. Desde muito cedo a mulher aprende que é “um objecto do homem”.
“No seio deste processo de aprendizagem social é onde se inculcam esses valores ligados à virilidade e a violência, daí os homens terem essa pretensão de acharem as mulheres como objectos, em que eles a qualquer momento podem exercer esse controle sobre as mulheres, cometendo vários tipos de atrocidade”, explicou o sociólogo.
O sociólogo Rildo Rafael falava ao “O País” sobre as causas que estão por detrás da crescente violência contra as mulheres no país e, de forma particular, na província de Sofala. Rafael indicou que o modelo patriarcal, que é o processo de inculcação de valores, subalterniza as mulheres e eleva os homens.
“Muitas vezes, o que ocorre também (…) é exactamente a dramatização da violência, a espetacularização da violência por parte dos homens. É preciso começar a problematizar isso: como é que essa violência ocorre por meio da desigualdade de género. O que se dá entender, muitas das vezes, é que as situações ocorrem por questões passionais, o que dá a sensação que há um histórico de traição que envolve as mulheres, mas, o que na verdade sustenta esse tipo de violência é a reprodução do modelo patriarcal”, explicou.
O nosso entrevistado indicou que ultimamente o nível de violência contra as mulheres tende a crescer porque há um esvaziamento dos valores que são transmitidos na sociedade.
“Sobretudo, na família. Nós olhamos para a família como um sítio de paz, mas é na família onde grande parte das relações de poder são inculcadas nas crianças, sobretudo nas mulheres e nos homens. Então, é no âmbito da família e na escola, onde devem começar a se transmitir valores de equidade de género”, recomendou a fonte
Rildo Rafael terminou exortando a sociedade a reforçar a transmissão de valores ligados a igualdade de género, sobretudo na divisão dos papeis sociais, que para ele é o cerne do problema.
Um parceiro-chave da coligação, o partido Aliança Democrática (DA), votou contra o orçamento de 2025, na África do Sul, junto dos partidos da oposição o UMkhonto we Sizwe e os Combatentes pela Liberdade Económica.
Os legisladores aprovaram a estrutura fiscal na quarta-feira. A Aliança Democrática (DA) rejeitou o quadro fiscal, juntamente com os partidos de oposição uMkhonto we Sizwe e os Combatentes pela Liberdade Económica.
O controverso orçamento aumentará o imposto sobre valor agregado (IVA) do país, a partir do próximo mês.
O valor será aumentado em mais meio ponto percentual, no ano seguinte, colocando a taxa de
De acordo com o último orçamento, mais de 20 milhões de pessoas na África do Sul dependem de auxílios sociais, com a taxa de desemprego do país em pouco mais de 32%.
Em meio ao lento crescimento econômico e às altas taxas de desemprego, estima-se que o aumento de 0,5% gere cerca de 800 milhões de dólares em receita anualmente.
Isso poderia ser usado para financiar programas governamentais de saúde, educação e serviços sociais.
O promotor público pediu que o Tesouro fizesse mais para reanimar a economia lenta e revisasse os gastos do governo. Após a votação, o governo disse que contestaria o resultado do orçamento na justiça.
O DA juntou-se ao governo de unidade depois que o partido Congresso Nacional Africano (CNA) perdeu sua maioria parlamentar no ano passado.
A Associação dos Combatentes da Luta de Libertação Nacional, ACLLN, expressou, na abertura da Quarta Sessão do Comité Central da Frelimo, o reconhecimento e o empenho de todos os que têm conseguido acatar as orientações do Governo, que, de forma cautelosa e pragmática, está a guiar o país rumo à estabilidade política, social e económica.
Na percepção da Associação dos Combatentes da Luta de Libertação Nacional, Chapo está a saber, de forma firme, conduzir os destinos do país, minimizando os impactos negativos das adversidades que o Estado enfrenta.
Para a ACLLN, Chapo inspira confiança ao povo e a comunidade internacional, pois, nas suas abordagens, demonstra que é líder pacifista e democrático. Pelo que, solicitou a ACLLN, que Chapo continue a granjear simpatia e segurança ao povo, para que se tenha um espaço em que crianças, adolescentes e jovens compreendam que a estabilidade reside na união de todo o povo moçambicano e, por isso, foi possível alcançar-se a independência nacional.
A Quarta Sessão do Comité Central da Frelimo foi convocada pela Comissão Política do partido, e, no dia da abertura, contou com a presença de 241 membros, dos 251 efectivos.
Cidália Chaúque disse que é essencial que seja encontrado um programa de governação que olhe para a realidade do país, e que tenha em conta a estabilidade social. A política moçambicana falava, hoje, à margem da sessão extraordinária do Comité Central da Frelimo.
Como membro do Comité Central, Cidália Chaúque disse esperar uma sessão de muita discussão, e ver a aprovação de um programa com o qual o Governo vai poder trabalhar e que tenha em conta a realidade social.
“Neste plano de governação, o principal que não pode faltar é a componente da realidade do país. Temos que encontrar um plano que transmita a realidade (…) um plano que o governo vai poder executar na sua máxima força, mas tendo em conta a estabilidade social e a paz do país”, disse Chaúque.
Judite Mussácula, por sua vez, diz ser essencial que os planos de governação tragam paz e reconciliação entre todos os moçambicanos. “Estes são elementos muito fortes, porque sem a paz teremos dificuldades de concretizar o nosso plano quinquenal. Então, os passos estão a ser dados muito bem, pelo presidente da Frelimo e Presidente da República, o camarada Daniel Chapo”, reiterou.
Há um local em Nampula onde os chamados “naparamas” impõem as suas vontades desde Dezembro do ano passado. A população convive com homens munidos de catanas, flechas e azagaias. O governador da província foi “devolver a autoridade do Estado”.
São 250 quilómetros que separam a cidade de Nampula do posto administrativo de Mutuale, mas a realidade entre os dois sítios é tão abismal que não parece ser o mesmo território. Falta ordem civil naquele posto administrativo, com os “naparamas” a passearem a sua classe, impondo as suas leis e circulando com catanas, flechas, azagaias e outros objectos perfurantes em plena luz do dia.
“Em honra da bandeira nacional, apresenta… arma” – ecoava assim a voz de uma militar, num ritual próprio, enquanto outros enrijavam os corpos numa pose de continência enquanto o outro protagonista militar içava a bandeira nacional.
“Nós viemos aqui para restabelecer a ordem pública e instalar toda a administração pública local”, diz Eduardo Abdula, governador de Nampula, explicando o sentido daquele acto simbólico que aconteceu na tarde desta quarta-feira, 02.04.
A forte presença de militares ajudava a compreender o ambiente social que se vive naquele território, e os edifícios do Estado vandalizados são o testemunho da violência que teve lugar num passado recente.
“Quero acreditar que isto aconteceu depois do início das manifestações violentas, de Dezembro a esta parte”, avançou o governante e precisou que durante esse período os serviços públicos não funcionavam em pleno porque a secretaria local foi incendiada, assim como outros edifícios onde funcionavam os diversos serviços, para além da residência oficial do chefe do posto que inclusivamente abandonou o seu território de jurisdição.
Mas a sede do posto administrativo não é o ponto central do problema neste momento. A mais ou menos um quilómetro e meio dali é onde os “naparamas” impõem as suas vontades e nem se deixam intimidar com a presença das Forças de Defesa e Segurança.
“Aquela situação de Venâncio é que provocou isto. Dali, eles se infiltraram e começaram a criar esta situação”, anotou Felismino Augusto Jorge, residente em Mutuale.
O comércio está fechado e os agentes económicos são extorquidos pelos “naparamas”. “Todos os dias levam catanas e mandam fechar as lojas. Assim, os ‘patrões’ não estão a vender. Hoje vieram às 13h00 e disseram para se fechar todas as lojas em todo o mercado e assim fecharam”, acrescentou Domingos Tomé, jovem de 25 anos residente em Mutuale.
O governador de Nampula ouviu o desabafo da população e tranquilizou assegurando que o Estado voltou a estar próximo do povo, três meses depois. “O que é proibido é pegar catanas e ameaçar pessoas; o que é proibido é queimar loja da população”, precisou, numa interação com um pequeno grupo de populares, a menos de dez metros de onde estavam os “naparama”.
Um assunto que desafia as Forças de Defesa e Segurança a evitar a continuação da violência, e por outro lado, cortar a existência de grupos que põem em causa a autoridade do Estado.
“Quero agradecer o vosso trabalho, o vosso desempenho e quero que continuemos firmes na defesa da nossa pátria e como acabais de dizer agora que a nossa moral combative está alta”, concluiu, numa breve comunicação com os militares que estão posicionados naquele local.
Nesta sexta-feira, pelas 10h30, será apresentado aos leitores o livro “Os três corações de Ndawina”, da autoria de Pedro Pereira Lopes, e ilustrado por Maurício Negro, integrada na Semana da Leitura.
A apresentação foi preparada pelos alunos do quarto ano da Escola Portuguesa de Moçambique, com o professor Pedro Camarinha, e terá como destinatários todos os alunos do quarto ano daquela instituição, bem como os alunos da Escola Portuguesa de Moçambique – polo da Beira e Escola Portuguesa de Cabo Verde, que assistirão à distância.
“Ndawina, a menina que descobre a magia de um livro em “Porque é um livro mágico” volta a encantar-nos ao descobrir os dilemas que teria de enfrentar se fosse como um polvo e tivesse três corações. Um texto que se lê com um sorriso sempre presente e um livro que se desfruta pela combinação do enredo e das imagens belíssimas de Maurício Negro”, adianta a nota de imprensa da Escola Portuguesa.
Pedro Pereira Lopes nasceu na Zambézia, em 1987. É professor e investigador em Ciências Políticas. Escreve poesia, contos, ensaios, relatos de viagem e autor de um romance. Escreveu vários livros para o público infanto-juvenil, vários dos quais editados pela EPM-CELP. Tem vários prémios literários e foi finalista do Prémio Oceanos. Realiza um importante trabalho na divulgação da literatura e dirige a editora Gala Gala.
Maurício Negro nasceu em São Paulo, Brasil, em 1968. Além de ilustrador, é escritor, designer, investigador, curador e gestor cultural. Ilustrou dezenas de títulos brasileiros e africanos e tem muitas obras de autoria afro-brasileira. É defensor das causas do ambiente e das minorias étnicas. Tem inúmeros prémios de todo o mundo no seu currículo e muitos dos livros por si ilustrados têm o selo do Clube de Leitura ODS.
Uma equipa conjunta do Conselho Municipal de Maputo e do Ministério da Juventude e Desporto, liderada pelo respectivo Ministro, Caifadine Manasse, efectuou uma visita, ao Estádio Nacional do Zimpeto, no início desta semana, para aferir de perto a situação de saneamento e meio que o recinto desportivo apresenta.
No local a equipa conjunta se deparou com enorme quantidade de lixo nos arredores da vedação do estádio, principalmente do lado onde se localiza o mercado, o que periga a saúde dos utentes da Piscina Olímpica que se localiza no espaço adjacente ao estádio, bem como dos utentes directos e indirectos do local.
Caifadine Manasse, que falava durante a visita ao Estádio da Machava, disse que o plano conjunto é resolver os problemas das águas residuais que danificam a infraestrutura desportiva.
“Tivemos uma audiência com o presidente do Município de Maputo, a quem agradecemos, porque um dos pontos que fomos lá colocar era a questão do Zimpeto. Nós temos um mercado ali ao lado em que também temos problema de águas que estão a sair da Vila Olímpica, que estão a criar algum problema ali dentro. Estivemos com técnicos do Município lá no Zimpeto para fazer avaliação e para trabalharmos para a melhoria daquela zona”, esclareceu Manasse.
O Ministro da Juventude e Desporto assegurou que o acompanhamento das obras que decorrem no Estádio Nacional do Zimpeto será permanente e semanal. “Estaremos lá todos os dias, estaremos por cima dos acontecimentos e trabalharemos para que o Zimpeto dos moçambicanos, o estádio dos moçambicanos, volte à sua normalidade”, disse, frisando ainda que “se eu não estiver lá, irá um quadro da direcção nacional, nesse caso o Diretor Nacional do Desporto, Secretário Permanente ou outro. A verdade é que o Zimpeto será visitado todas as semanas pela direcção do ministério até que esteja em condições”.
Caifadine Manasse assume o compromisso e a responsabilidade de colocar as infraestruturas desportivas nacionais em condições de serem utilizadas para o bem do desporto e dos moçambicanos. “É uma infraestrutura do governo que nós temos que trabalhar e para nos responsabilizarmos no sentido de que aquilo que é do povo esteja em condições. E nós estamos lá para isso”, finalizou.
As obras do Estádio Nacional do Zimpeto decorrem desde o mês de Fevereiro e não acolheu o jogo dos Mambas, em Março, devido a má qualidade da relva, sendo que os trabalhos acontecem em vários compartimentos, desde as casas de banho, vedação, bancadas, iluminação, torniquetes e balneários.

| Cookie | Duração | Descrição |
|---|---|---|
| cookielawinfo-checbox-analytics | 11 months | This cookie is set by GDPR Cookie Consent plugin. The cookie is used to store the user consent for the cookies in the category "Analytics". |
| cookielawinfo-checbox-functional | 11 months | The cookie is set by GDPR cookie consent to record the user consent for the cookies in the category "Functional". |
| cookielawinfo-checbox-others | 11 months | This cookie is set by GDPR Cookie Consent plugin. The cookie is used to store the user consent for the cookies in the category "Other. |
| cookielawinfo-checkbox-necessary | 11 months | This cookie is set by GDPR Cookie Consent plugin. The cookies is used to store the user consent for the cookies in the category "Necessary". |
| cookielawinfo-checkbox-performance | 11 months | This cookie is set by GDPR Cookie Consent plugin. The cookie is used to store the user consent for the cookies in the category "Performance". |
| viewed_cookie_policy | 11 months | The cookie is set by the GDPR Cookie Consent plugin and is used to store whether or not user has consented to the use of cookies. It does not store any personal data. |