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Um automobilista morreu carbonizado na madrugada deste sábado, na sequência de uma colisão entre uma viatura ligeira e um camião, na Estrada Nacional Número Um (EN1), no Distrito Municipal da Katembe, Cidade de Maputo. O acidente provocou ainda dois feridos.

O sinistro ocorreu nas primeiras horas da manhã e destruiu completamente a viatura ligeira, que se incendiou após o embate, impossibilitando o condutor de escapar às chamas.

No camião seguiam duas pessoas. Uma sofreu ferimentos graves e a outra contraiu ferimentos ligeiros. Ambas foram socorridas e transportadas para uma unidade hospitalar, onde recebem assistência médica.

O proprietário do camião afirmou que, de acordo com as informações que lhe foram transmitidas, o veículo seguia normalmente no seu percurso quando ocorreu a colisão.

As circunstâncias em que o acidente se deu continuam por esclarecer. Contudo, a Polícia de Trânsito admite, como hipótese preliminar, que o sinistro tenha resultado de uma alegada circulação em contramão por parte do condutor da viatura ligeira. As investigações prosseguem para o apuramento das causas do acidente.

Até ao fecho desta edição, as viaturas sinistradas permaneciam no local do embate, enquanto decorriam os trabalhos das autoridades competentes.

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Pelo menos quatro pessoas morreram e outras 35 ficaram feridas em ataques de drones russos contra a cidade de Kharkiv, no leste da Ucrânia, de acordo com um novo balanço divulgado, nesta sexta-feira, pelas autoridades ucranianas.

Um primeiro balanço apontava para a morte de três pessoas, cujos corpos foram encontrados sob os escombros de edifícios residenciais e comerciais em Kharkiv, informaram os serviços de emergência ucranianos, em comunicado, citado por Lusa.

Mais tarde, a mesma fonte avançou que o corpo de uma quarta pessoa foi retirado das ruínas. Um total de 35 pessoas, incluindo uma criança, ficaram também feridas nos ataques atribuídos a drones russos durante a madrugada e que causaram incêndios na zona residencial e de escritórios.

Outras cinco pessoas ficaram feridas nas regiões ucranianas de Dnipro, Zaporizhzhia e Kiev, avançaram as autoridades locais, que também responsabilizaram Moscovo.

Do lado russo, ataques de drones ucranianos mataram uma pessoa na aldeia de Belaya Berezka, na região fronteiriça de Bryansk, disse o governador Alexander Bogomaz, que acusava Kiev de “ataques direcionados contra civis”.

A troca de ataques aconteceu horas depois da Rússia e a Ucrânia terem voltado a acusar-se mutuamente de quebrar a trégua energética que declararam após negociações com os Estados Unidos, com as duas partes a denunciarem ataques quase diários.

Na quinta-feira, o Ministério da Defesa russo acusou as forças ucranianas de terem atacado quatro infraestruturas energéticas nas regiões fronteiriças russas de Kursk e Belgorod em quatro ocasiões nas 24 horas anteriores, deixando milhares de pessoas sem eletricidade.

Donald Trump disse, na quinta-feira, que Elon Musk, que tem dirigido os cortes na despesa e nos funcionários públicos, vai sair do governo dentro de “uns meses”.

Questionado por jornalistas a bordo do Air Force One sobre Musk, Trump respondeu que: “Elon é genial. Mas também tem de dirigir um grande número de empresas”, disse Trump sobre Musk, que é administrador da Tesla e SpaceX e proprietário da X.

Segundo Lusa, depois de dizer que “em algum momento, Elon vai ter de sair”, Trump especificou que isso poderia acontecer “dentro de uns meses”, acrescentando que desejava que permanecesse “o maior tempo possível”.

Na quarta-feira, o portal Político e a televisão ABC, avançaram que Trump tinha adiantado aos seus colaboradores, incluindo membros do Governo, que Musk deixaria “nas próximas semanas” o designado Departamento de Eficiência Governamental, que foi criado para ele.

A grande influência de Musk sobre Trump e os fortes cortes que tem promovido, com despedimentos de funcionários públicos e encerramento de agências federais, têm suscitado apreensões e críticas mesmo nas fileiras republicanas.

A Rússia e os países que compõem a Confederação da Aliança dos Estados do Sahel (AES), Mali, Burkina Faso e Níger, acordaram estabelecer uma parceria estratégica nas áreas da segurança e da defesa.

O anúncio foi feito após uma reunião organizada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Lavrov, com os homólogos dos três países africanos governados por juntas militares.

Segundo Lusa, numa declaração conjunta, as partes manifestaram o empenho em intensificar a luta contra o terrorismo e a insegurança. Os quatro países chegaram também a um consenso sobre a cooperação económica com base numa parceria mutuamente benéfica e concordaram em reforçar os contactos comerciais, bem como um mecanismo para monitorizar as consultas nesta área.

Os ministros concordaram realizar reuniões anuais em países alternados. A segunda sessão será realizada num dos países africanos, em data ainda a definir.

RÚSSIA AVANÇA COM APOIO MILITAR

No início da reunião, Lavrov declarou que o país está pronto para cooperar militarmente com a AES, organização que a Rússia foi a primeira a reconhecer internacionalmente.

“Saliento a disponibilidade de Moscovo para contribuir com todos os meios possíveis para o potencial das forças unidas dos países do Sahel para reforçar as suas capacidades militares, as forças armadas de cada um dos três países e o treino de soldados e forças de segurança”, afirmou Lavrov, citado por Lusa, acrescentando que a Ucrânia “apoia os grupos terroristas nesta parte de África”.

O chefe da diplomacia do Mali, Abdoulaye Diop, disse aos jornalistas em Moscovo que o seu Governo considerava “a Ucrânia um Estado terrorista”.

O Mali, o Níger e o Burkina Faso retiraram-se da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) em Janeiro, após sanções impostas pela organização aos três países, devido aos golpes que levaram os actuais líderes ao poder.

 

Já voltou ao normal o fornecimento de combustível nas bombas de abastecimento da cidade de Tete. Os automobilistas dizem-se aliviados  e esperam que a retoma seja permanente.

Há cerca de duas semanas, a cidade de Tete registou escassez de combustíveis nas bombas de abastecimento, particularmente da gasolina. A situação criou enchentes e  obrigou os automobilistas a  permanecer mais de duas horas nas filas para abastecer. 

No entanto, o problema tende a voltar a normalidade e em quase todas as bombas sob gestão privada, já começaram a vender a gasolina. 

Proprietários das bombas de abastecimento no centro da cidade garantem haver disponibilidade de gasolina  e quantidades  suficientes para abastecer até pelo menos duas semanas.

Apesar da disponibilidade de combustível,  há quem ainda usa recipientes como garrafas de plástico, com o objectivo de revender nas casas. 

As bombas da Galp e Petromoc são as únicas que até então não tem gasolina disponível .

Suposta feitiçaria volta a ser, uma vez mais, desculpa para um assassinato na província de Gaza. O episódio deu-se no distrito de Chongoene, na comunidade de Comine. Um enteado de 42 anos de idade desferiu ao seu padrasto 12 golpes fatais com recurso a uma arma branca. 

Três dias depois de ter sido assassinado na localidade de Maciene, o corpo de um curandeiro de 63 anos de idade foi encontrado com sinais de agressão. Mais de 12 perfurações na região da cabeça, tórax bem como, nos órgãos genitais. Um crime que chocou a todos.

Moradores e autoridades de Comine suspeitam que indiciado tenha praticado o crime sob efeito de drogas e exigem justiça. “Não impossível que um pai possa fazer isto para um filho. A causa maior destes tipos de comportamento está aliada às bebidas. Há falta de controlo na sociedade. O Governo deve agir em assuntos desta natureza. Ainda que o filho tenha cinco ou seis anos de idade, é crime e deve ser responsabilizado. Pecado é pecado, mas ele deve cumprir. É doloroso”, disse Agostinho Mboa, Secretário do bairro.

O indicado é confesso, e conta que cometeu crime porque a sua vida não progride devido a práticas ocultas, alegadamente feitas pelo padrasto.

A Polícia esclareceu que indiciado e a vítima tinham um histórico de desentendimento familiar com agressões recorrentes, devido a supostas práticas de feitiçaria.

Este ano, mais 6 pessoas foram assassinadas e mais da metade destes por suposta feitiçaria.

A ministra do Trabalho, Género e Acção Social diz que já retomou o pagamento regular do subsídio social básico aos cerca de 600 mil beneficiários em todo o país. Ivete Alane reconhece que o valor pago está desajustado do actual custo de vida. A previsão é que seja pago, este ano, cinco mil milhões de Meticais.

Um pouco por todo o país, os idosos e outros grupos considerados vulneráveis tem se queixado da falta de pagamento do subsídio social básico, a que tem direito.

O Governo reconhece o problema e justifica o que está por trás da demora do pagamento do subsídio social básico.

“São vários os motivos, são várias as causas e nós já estamos a trabalhar no processo de digitalização dos pagamentos. Portanto, todo este processo de reforma leva a que as coisas não aconteçam quando deve acontecer. Mas agora estamos a trabalhar para a retoma gradual”, justificou a ministra do Trabalho, Género e Acção Social, Ivete Alane.

E esta retoma, segundo a ministra do Trabalho, Género e Acção Social será gradual para os mais de 600 mil beneficiários em todo o país. “Já a algumas províncias e alguns distritos que já estão a pagar os subsídios. Em função da disponibilidade orçamental, nós vamos pagando. Portanto, já a retoma. Naturalmente que não vai ser de uma única vez. Estamos a fazer parcialmente, de forma gradual e os idosos vão receber os seus subsídios. Todo este ano, vamos pagar cerca de cinco mil milhões de Meticais”, revelou Ivete Alane.

O subsídio social básico varia entre 540 e 1000 Meticais, dinheiro que Ivete Alane admite estar desajustado ao actual custo de vida. “Obviamente que não é suficiente, mas é o que se pode pagar neste momento e nós temos que trabalhar para ir melhorando, gradualmente, o valor que nós pagamos aos nossos beneficiários. Portanto, isto é um processo que, em função das condições financeiras do nosso país, nós vamos melhorando. Estamos conscientes de que é necessário fazer-se melhor, que ainda não responde às necessidades da cesta básica. Então, é um trabalho que deve ser feito para isso”, assegurou a ministra do Trabalho, Género e Acção Social.  

A governante falava, esta quinta-feira, à margem da quarta sessão ordinária do Comité Central do partido Frelimo, que decorre na Cidade da Matola.

Estatísticas das instituições financeiras do II semestre de 2024 apontam que houve 528 reclamações contra BCI e BIM, de um total de 809

O BCI e BIM são as instituições financeiras moçambicanas que cometem mais irregularidades aos olhos dos clientes. No segundo semestre de 2024, o Banco de Moçambique recebeu 528 reclamações contra os dois bancos comerciais.

No total das reclamações feitas pelos clientes ao regulador do sistema financeiro nacional, 37,6% foram contra o Banco Comercial e de Investimentos (BCI) e 27,7% pesam sobre o Banco Internacional de Moçambique (BIM).

O elevado número de reclamações contra as duas instituições bancárias, que são as maiores no sistema financeiro, pode ser explicado pelo número de clientes que possuem, ou seja, apenas elas têm mais de um milhão de clientes. 

Do total de 809 reclamações contra 20 instituições financeiras que operam no país, grande parte, ou seja, 418 foram contra os serviços de ATM, 141 estão ligadas aos créditos concedidos, 112 contra contas bancárias e 53 contra POS.

Os dados constam das Estatísticas das Instituições Mais Reclamadas – Segundo Semestre de 2024 do banco central. Nas ATM, há mais irregularidades sobre dinheiro não disponibilizado, moeda electrónica e débito em conta bancária.

No crédito bancário, tem havido divergências na execução do contrato de crédito, cobrança de prestações após liquidação do crédito e imputação indevida de crédito. Na conta bancária, tem havido débitos indevidos.

No peso total das reclamações, há instituições com menos de 1% das reclamações, nomeadamente: Vista Bank (0,2%), Fast Capital Bank (0,9%), UBA (0,4%), BNI (0,2%), Socremo Microbanco e Microbanco de Apoio aos Investimentos (ambas com 0,4%) e Confiança Mcb (0,1%).

Em Novembro de 2024, um escândalo financeiro abalou o Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE) na província de Inhambane. Discrepâncias nas folhas salariais revelaram um esquema de desvio de fundos públicos que perdurou por mais de dois anos, resultando num prejuízo superior a 5,5 milhões de meticais. Dois funcionários seniores foram identificados como os principais responsáveis: o então chefe da Repartição de Recursos Humanos e um técnico de contabilidade.

O esquema veio à tona quando, durante uma revisão rotineira em novembro de 2024, foram detectadas inconsistências nos mapas de efetividade dos funcionários. Essas discrepâncias indicavam manipulações nos pagamentos finais, onde valores eram desviados para contas de terceiros alheios à instituição. Surpreendentemente, auditorias anteriores não haviam identificado essas irregularidades, apenas recomendando a observância de normas de boa gestão financeira.

Diante da gravidade da situação, o STAE instaurou processos disciplinares contra os envolvidos, culminando na sua expulsão. Paralelamente, o Gabinete Provincial de Combate à Corrupção (GPCC) iniciou uma investigação criminal para apurar os detalhes do desfalque. A porta-voz do GPCC, Kátia Mussá, expressou preocupação com a recorrência de casos de corrupção envolvendo servidores públicos na região. Ela destacou que, além de lesar o Estado, tais práticas comprometem a provisão de serviços essenciais à população. 

A descoberta do esquema teve impactos significativos nas operações do STAE. Houve dificuldades nos pagamentos de colaboradores que participaram no processo eleitoral, gerando atrasos e insatisfação. A manipulação dos valores nos mapas de pagamento causava constrangimentos no e-SISTAFE, sistema utilizado para processar os pagamentos, evidenciando a profundidade das irregularidades.

Este caso não é isolado em Moçambique. Em outubro de 2024, cinco funcionários do STAE no distrito de Nampula foram detidos por suspeita de desvio de 1,3 milhões de meticais destinados ao pagamento de subsídios a membros das mesas de voto. Entre os detidos estava o diretor distrital do STAE, Evaristo Vilela. 

As autoridades enfatizam a necessidade de medidas rigorosas para combater a corrupção no setor público. A responsabilização dos envolvidos é vista como essencial para restaurar a confiança nas instituições e assegurar a integridade na gestão dos recursos públicos. A sociedade civil também é chamada a desempenhar um papel ativo, denunciando práticas corruptas e exigindo transparência dos gestores públicos.

A luta contra a corrupção em Moçambique é contínua e exige o compromisso de todos os setores da sociedade. Casos como o do STAE em Inhambane servem como lembrete da importância de sistemas de controle eficazes e da necessidade de uma cultura de integridade e responsabilidade na administração pública.

A selecção nacional de futebol, Mambas, manteve-se na na 96ª posição no ranking da FIFA, somando agora 1239,34 pontos, segundo a actualização divulgada esta quinta-feira.

A manutenção dos Mambas nesta posição está relacionada com os dois jogos que disputaram na fase de apuramento para o Mundial 2026, tendo vencido o Uganda, por 3-1, e perdido com a  Argélia, por 5-1.

Os Mambas seguem na segunda posição do grupo G com 12 pontos,  continuando, neste sentido, na corrida ao Campeonato do Mundo.

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