Skip to main content

O País – A verdade como notícia


ÚLTIMAS

Destaques

NOTÍCIAS

Um automobilista morreu carbonizado na madrugada deste sábado, na sequência de uma colisão entre uma viatura ligeira e um camião, na Estrada Nacional Número Um (EN1), no Distrito Municipal da Katembe, Cidade de Maputo. O acidente provocou ainda dois feridos.

O sinistro ocorreu nas primeiras horas da manhã e destruiu completamente a viatura ligeira, que se incendiou após o embate, impossibilitando o condutor de escapar às chamas.

No camião seguiam duas pessoas. Uma sofreu ferimentos graves e a outra contraiu ferimentos ligeiros. Ambas foram socorridas e transportadas para uma unidade hospitalar, onde recebem assistência médica.

O proprietário do camião afirmou que, de acordo com as informações que lhe foram transmitidas, o veículo seguia normalmente no seu percurso quando ocorreu a colisão.

As circunstâncias em que o acidente se deu continuam por esclarecer. Contudo, a Polícia de Trânsito admite, como hipótese preliminar, que o sinistro tenha resultado de uma alegada circulação em contramão por parte do condutor da viatura ligeira. As investigações prosseguem para o apuramento das causas do acidente.

Até ao fecho desta edição, as viaturas sinistradas permaneciam no local do embate, enquanto decorriam os trabalhos das autoridades competentes.

Vídeos

NOTÍCIAS

A Sala Grande do Centro Cultural Franco-Moçambicano, na Cidade de Maputo, acolhe, Sexta-feira, às 20h, o espectáculo multidisciplinar “Só Elas”, da cantora e compositora Tchakaze. 

Acompanhada por uma banda feminina que dá nome ao projecto, Só Elas, a performance contará com a participação especial de Delta Acácio, Kayena Xihiwa e Sizaquel Matlombe na música, Dorcas Tamele e Cecília Rodrigues na poesia, Dina Francisco na dança, e Juliana de Sousa como Mestre de Cerimonia.

Para o Franco, focada em destacar o talento e a expressão artística feminina, em “Só Elas” Tchakaze promove o autoconhecimento e incentiva uma maior participação das mulheres no panorama cultural e social, reforçando a sua presença no mercado das artes e da cultura. 

A iniciativa baseia-se na ideia de que o empoderamento, a motivação e a inspiração transformam o indivíduo num agente activo, colocando a mulher no centro desse processo. Ao longo deste percurso, ganha autonomia para enfrentar barreiras e desafios, como a violência doméstica, enquanto desenvolve o autocuidado físico e mental e a sua expressão criativa.

Tchakaze, 34 anos de idade, natural de Maputo, é uma artista multifacetada: cantora, actriz, compositora, coreógrafa e activista social.

Formada em Psiquiatria e Saúde Mental pelo Instituto de Ciências de Saúde de Maputo, iniciou a sua carreira artística aos 17 anos, quando subiu ao palco pela primeira vez como corista do músico Penny Penny, na companhia das irmãs Belita e Domingas, e também como integrante da banda Omba Mô.

Em 2014, Tchakaze gravou as canções Nkata e Donguissa, que se tornaram grandes sucessos. Ao longo da sua carreira, recebeu diversos prémios, incluindo Artista Revelação e Melhor Voz no Ngoma Moçambique, e Melhor Canção pela 99FM. Ganhou grande destaque através do programa Super Tardes da STV, mas já se destacava antes como bailarina do grupo sénior Maxaqueninha e actriz em várias peças teatrais.

Com um estilo que mistura Pop e Soul com influências tradicionais, já partilhou o palco com grandes artistas nacionais e internacionais, como Penny Penny, Zahara, Nomcebo, Aniano Tamele, Yolanda Kakana e Deltino Guerreiro.

Com 10 anos de carreira, Tchakaze lançou um álbum e vários singles, disponíveis tanto em formato físico quanto digital. Actuou em festivais internacionais em Macau, África do Sul e eSwatini, e realiza apresentações em eventos de diferentes dimensões, desde festivais a celebrações privadas. Recentemente, integrou o elenco da série A Infiltrada, do grupo Multichoice, no papel de Janete.

“So elas” vai encerrar o programa de actividades do Mês dos Direitos da Mulher, uma iniciativa promovida pela Embaixada de França em Moçambique. 

O autor Liodêngua vai estreia-se em livro com “Lamúrias Para o Meu Amor”, chancelado 

pela Mapeta Editora. O lançamento do  livro está agendado para a cidade da Beira, dia 10 de Abril, no Centro Cultural Português, a partir das 18 horas. 

“Lamúrias Para o Meu Amor” é uma colectânea de poemas que aborda a violência baseada no género. Através de versos que expõem cicatrizes invisíveis e gritos sufocados, a obra literária mergulha na intimidade das vítimas, denunciando a brutalidade do silêncio imposto e a urgência de mudança.

Liodêngua é pseudónimo de Virgílio Teixeira Dêngua, nascido a 15 de Fevereiro de 1993, na cidade de Nampula. O autor iniciou a sua carreira artística muito cedo, ainda petiz, inspirado por seus irmãos. É escritor, artista plástico, artista gráfico, retratista, requalificador urbano, jornalista cultural e profissional de informática.

Luís Taiado Vasco Jone é Mestre em Gestão de Média Digital pela Universidade Eduardo Mondlane e Licenciado em História com Habilitação em Geografia pela Universidade Pedagógica. A sua carreira abrange comunicação, jornalismo, radiodifusão e produção multimédia, destacando-se em projectos de impacto social.

A apresentação estará a cargo do comunicólogo Luís Taiado.

 

Paulina Chiziane defende que a mulher deve voltar às raízes de modo a resgatar a identidade moçambicana. A escritora critica o excesso de uso de cabelos importados e considera importante exaltar a cultura.

Na palestra realizada na Universidade Pedagogica de Maputo, Paulina Chiziane foi directa e categórica ao criticar o que considera “auto colonização da mulher”, que se verifica de forma crescente, nos últimos tempos.  

“Eu não sei se estamos a evoluir, nem para onde vamos nós mulheres. As mulheres de hoje desprezam-se. Comprar cabelos e pôr na cabeça, porque? Eu também comprava cabelos, até descobrir a história do meu próprio corpo … e percebi que quando faço essas coisas, estou a colonizar-me, a mim mesma…África tem valores para dar”, explicou Paulina Chiziane. 

De mulher para mulheres, a escritora explicou que tal facto coloca em causa a verdadeira essência cultural da mulher moçambicana e a História.

“O cabelo da mulher negra salvou gente, mas vocês acham que ele não presta. Respeitem o vosso cabelo, reconheçam o papel histórico para a libertação humana através do vosso cabelo”.   

Na palestra subordinada ao tema “Educação da Mulher em Moçambique”, Paulina Chiziane interagiu com as participantes. 

A autora de Balada de amor ao vento entende, igualmente, que a mulher deve contribuir, por meio da academia, para que a História do país seja bem escrita, de modo a que a identidade não se perca. 

“Podemos juntos fazer este juramento, dizendo que com o conhecimento recebido na universidade, iremos mostrar ao mundo que a mulher tem história”.

Paulina Chiziane dirigiu a palestra no âmbito do Dia da Mulher Moçambicana, que se assinala na próxima segunda-feira.

A crise na Renamo já não pode ser ignorada. O partido, que durante décadas simbolizou a resistência política e militar em Moçambique, enfrenta uma contestação interna que cresce a olhos vistos. Em Massinga, província de Inhambane, o descontentamento atingiu um novo patamar, com membros do partido a fecharem a sede local e a queimarem cartazes com a imagem de Ossufo Momade, num claro sinal de rejeição à sua liderança.

A revolta é liderada pelos antigos guerrilheiros da Renamo, aqueles que, com armas na mão, sustentaram a guerra civil e, mais tarde, garantiram a presença do partido na arena política, mas que, agora, sentem-se traídos. Acreditam que Momade perdeu o rumo e conduziu a Renamo à inércia. Jovens e mulheres do partido também engrossam as fileiras da contestação, num movimento que já não se restringe apenas a uma ala específica, mas que atravessa gerações dentro da organização.

Alexandre Nucumba, desmobilizado da Renamo, é uma das vozes mais críticas da actual liderança. Para ele, o que está a acontecer não é apenas uma insatisfação passageira, mas um reflexo de anos de promessas não cumpridas e de uma gestão desastrosa do partido. 

“Ossufo Momade traiu os ideais da Renamo. O partido pelo qual lutamos e arriscamos a vida já não existe. Ele vendeu a nossa luta, entregou tudo de bandeja, e nós não vamos aceitar isso calados”, denunciou, visivelmente revoltado.

A indignação de Nucumba não é isolada. O sentimento de traição ecoa entre vários membros que, nas eleições passadas, viram a Renamo ser esmagada nas urnas sem uma reação à altura.

 “O que nos doi é que ele se calou depois das eleições. Sofremos uma das maiores derrotas da nossa história e, em vez de lutar pelos nossos votos, Momade ficou em silêncio e o partido parou desde lá. O que mais precisamos para perceber que ele já não nos representa?”, questiona.

Para muitos, o líder da Renamo tornou-se um nome associado à passividade. A sua postura frente às negociações políticas, sua incapacidade de mobilizar o partido e a ausência de uma estratégia clara para recuperar o espaço perdido são apontadas como as razões para o desmoronamento da confiança dentro da Renamo.

Se antes a contestação era dominada pelos antigos combatentes, agora o cenário mudou. Jovens e mulheres do partido, que outrora viam em Momade um líder de transição, após a morte de Afonso Dhlakama, agora também exigem a sua saída. José Armindo, representante da Liga Juvenil da Renamo, não esconde a frustração. “A juventude quer um líder com visão, com capacidade de nos inspirar e de enfrentar a Frelimo sem medo. Momade não tem nada disso. Ele acomodou-se, aceitou migalhas, enquanto nós ficamos sem direção”, critica.

A Liga Feminina da Renamo também se posicionou contra a actual liderança. Glória Damião, uma das vozes femininas mais influentes dentro do partido em Inhambane, reforça o coro de críticas. “As mulheres da Renamo sempre estiveram na linha da frente, mas hoje sentimos que o partido perdeu a sua essência. Não podemos continuar com um líder que não escuta, que não reage e que só nos enfraquece”, afirma.

O clamor por mudança não é apenas uma expressão de descontentamento – é um pedido formal. Os antigos guerrilheiros e as novas gerações dentro do partido querem a convocação imediata de um Conselho Nacional, onde possa ser eleita uma nova liderança capaz de revitalizar a Renamo e resgatar o partido da apatia em que se encontra.

Alexandre Nucumba é categórico: “Não estamos aqui para negociar. Exigimos um Conselho Nacional agora. A Renamo não pode esperar mais, ou vai acabar de vez. Precisamos de um líder forte, que saiba para onde estamos a ir. Momade já demonstrou que não é esse líder”.

A pressão por uma mudança no topo do partido tem crescido em várias províncias, e a crise que agora explode em Massinga é apenas um dos muitos focos de insatisfação. No início do ano, delegados distritais da Renamo em Inhambane já haviam marchado até à sede provincial para exigir a destituição do delegado político de Inhambane. Agora, a revolta escalou para um nível mais agressivo, tornando insustentável a permanência de Ossufo Momade sem enfrentar resistência interna.

A grande questão que paira sobre a Renamo neste momento não é se haverá mudanças, mas sim quando e de que forma elas ocorrerão. Se a liderança insistir em ignorar os sinais claros de colapso interno, a crise pode aprofundar-se ainda mais, levando o partido a um ponto sem retorno.

Ossufo Momade está sob cerco. As vozes que pedem a sua saída já não podem ser abafadas, e a pressão para que renuncie ou convoque um Conselho Nacional pode tornar-se insustentável nos próximos meses.

O Atlético de Madrid defronta, esta noite, o Barcelona, em partida da segunda mão das meias-finais da Taça do Rei da Espanha. A equipa de Reinildo Mandava empatou na primeira mão a quatro bolas. Real Madrid venceu Real Sociedad e está na final da prova.

Jogo de todas as decisões entre Atlético de Madrid e Barcelona para a Taça do Rei. Depois da vitória dos culés sobre os colchoneros para o campeonato por 4-2 há duas semanas, e do empate a quatro golos na primeira mão da Taça do Rei, o jogo desta noite será do tira-teimas.

Com Reinildo a titular nos dois jogos, a equipa de Diego Simeone quer repetir a proeza da vitória na primeira volta do campeonato, por 2-1, e alcançar a final da prova, à busca do 11º título.

Por outro lado, o Barcelona, Rei da Taça com 31 títulos, quer regressar a uma final quatro anos depois, e tentar o 32º troféu.

O vencedor da partida desta quarta-feira, a partir das 21:30, defronta o Real Madrid, que, na meia-final diante da Real Sociedad, venceu por 5-4 no agregado, com Rudiger a ser o herói madrileno.

A final da Taça do Rei está marcada para 26 de Abril corrente.

Detida estudante de 17 anos de idade, acusada de roubo de  recém-nascido, no Hospital Provincial de Xai-Xai, em Gaza. A indiciada confessa, e diz ter cometido o crime por medo de contar ao seu namorado que perdeu o bebé. 

A PRM avança que a jovem teria ido ao Hospital Provincial de Gaza, por razões ainda desconhecidas, mas “simpatizou-se com a mãe do recém-nascido, que lhe passou o bebé”, e depois disso a jovem teria abandonado o Hospital.

A polícia foi imediatamente acionada e conseguiu comunicar-se com a jovem, através do número de telefone deixado na senha.

 “Já acionada a Polícia, já que ela havia pedido que a mãe do recém-nascido fosse comprar a senha, e no processo de compra deve-se deixar o contacto do paciente, foi possível contactar a ela [a jovem indiciada] a partir do número de telefone que havia deixado”, disse Carlos Macuácua, porta-voz da PRM.  

Já a acusada confessou o crime e disse ter cometido o acto porque sofreu um aborto há alguns meses. “Eu estou detida porque roubei bebé ontem, no hospital provincial. Eu estava grávida e a minha gravidez saiu há quatro meses, e tive medo de dizer ao meu namorado que a minha gravidez já saiu, porque ele sabia que eu estava grávida”, conta a indiciada. 

A jovem disse que não tinha a intenção de roubar o bebé, foi ao hospital para marcar uma consulta. “Eu estou constipada, fui marcar uma consulta. Então pedi a ela [a mãe do bebé] para comprar senha, então ela depois me entregou o bebé. Não sei como é que depois eu pensei em sair com o bebé dela”. 

A jovem conta ainda que assim que chegou a casa, recebeu uma chamada do pai, ordenando que voltasse ao hospital para devolver o bebé. E diz estar muito arrependida.

O Edil de Maputo, Rasaque Manhique, desafia o novo Presidente do Conselho de Administração da Empresa Municipal de Infra-estruturas de Maputo a acabar com a onda de destruição de ruas e passeios por interesses privados. Manhique falava, esta terça-feira, no empossamento de novas lideranças das áreas de infra-estruturas, mobilidade, transporte e trânsito.

Trata-se de Elias Machava, empossado para o cargo de Presidente do Conselho de Administração da Empresa Municipal de Infra-estruturas de Maputo, e Nora Aloi, como Directora de Mobilidade, Transporte e Trânsito.

Rasaque Manhique, que dirigiu o acto, desafiou, em particular, ao novo dirigente da área de infra-estruturas a acabar com a destruição de ruas e passeios por empresas privadas.

Ao sector dos transportes, o edil de Maputo recordou sobre o problema da corrupção, um mal que, segundo Rasaque Manhique, também deve ser combatido. 

O PCA da Empresa de Infra-estruturas, Elias Machava, promete dinamizar o seu novo sector.

Ainda sobre a Empresa Municipal de Infra-estruturas, o edil de Maputo apela à necessidade de contar com a mão-de-obra de jovens locais em cada bairro. 

O grupo Hollard Moçambique Seguros passa a deter 100 por cento das acções da Global Alliance Seguros, abrindo, assim, espaço para a sua expansão no mercado nacional. O anúncio foi feito, esta terça-feira, durante uma conferência de imprensa concedida pela direcção da empresa.

O grupo Hollard Moçambique está com uma cota de 21% no mercado nacional de seguros e este ano pretende alcançar mais. É que com a conclusão da aquisição a 100 por cento das acções da Global Alliance Seguros, a firma reforça a sua capacidade e tem, agora, a chance de estender a sua  actuação para 35 por cento.

“Não se trata apenas de uma fusão, esta aquisição é total. A partir de hoje, a Global Alliance será totalmente englobada na Hollard, um período de dezoito meses, uma vez que há aprovações regulamentares que precisam ser feitas. Esta mudança traz oportunidades para a expansão da nossa presença no mercado nacional, criação de novas soluções para os nossos clientes e tornar as nossas operações eficientes”, explicou Henri Mittermayer, CEO do grupo Hollard Moçambique.  

A nova visão do grupo, que rendeu no ano passado mais de 280 milhões de meticais, vai compreender quatro etapas, com destaque para a expansão do mercado, desenvolvimento de produtos e eficiência operacional.

“Chegados aqui, queremos assegurar mais opções de seguros personalizados intervenção em sinistros de forma rápida e eficiente, maior segurança financeira e gestão de riscos, melhor experiência digital para o entendimento mais fácil e conveniente, mas, acima de tudo, no centro desta aquisição, está o nosso compromisso”, conceituou.

A fusão das duas empresas significa reestruturação e a consequente extinção da Global Seguros, uma acção que só será concluída dentro de 18 meses, explicou Imran Esmael, Director de Recursos Humano da Holland. 

Fundada em 2001, a Hollard Moçambique opera, para além do seguro de saúde, em outras áreas, sendo que conta, neste momento, com  30 mil agricultores assegurados.

A ex-atleta moçambicana, recordista dos 800 metros femininos, Maria de Lurdes Mutola, vai ser homenageada em Eugene, Estado de Oregon, nos Estados Unidos da América. Esta será a segunda vez que a “menina do ouro” é homenageada na cidade que viveu mais de 16 anos.

A homenagem da Maria de Lurdes Mutola é uma forma de eternizar os seus feitos na Prefontaine Classic, uma prova anual em Oregon, que a moçambicana venceu todas as edições enquanto vivia naquela cidade.

Para homenagear a atleta mais vencedora do The Prefontaine Classic, os organizadores querem dedicar oficialmente as corridas femininas de 800 metros deste ano e de todos os anos futuros a Maria Mutola. O “Mutola 800m” no The Prefontaine Classic promete continuar a receber alguns dos atletas de meia distância mais rápidos do mundo a cada ano e homenageia o evento escolhido por Mutola.

Maria de Lurdes Mutola venceu 16 corridas no The Prefontaine Classic ao longo de sua carreira, com 12 dessas vitórias terem acontecido nas provas dos 800 metros. 

“Quando pensamos em domínio atlético no The Prefontaine Classic, Maria Mutola é sempre uma das primeiras atletas que vêm à mente”, disse o co-director do Pre Classic, Jody Smith, acrescentando ainda que “estamos honrados em continuar o legado que ela construiu como uma das maiores corredoras de meia distância da era por meio desta dedicação ao evento”.

Maria de Lurdes Mutola nasceu e passou a maior parte de sua criação em Moçambique e competiu por seu país natal nos Jogos Olímpicos de 1988 em Seul aos 15 anos.

Em 1990, mudou-se para Oregon como parte do Programa de Solidariedade Olímpica e frequentou a Springfield High School, localizada a três milhas e meia (pouco mais de sete corridas de 800m) de Hayward Field.

Mutola mudou-se de volta para a África do Sul no início dos anos 1990, mas ainda era treinada por Margo Jennings, sua treinadora do ensino médio enquanto corria para os Millers.

A medalhista de ouro dos 800 metros dos Jogos Olímpicos de Sydney de 2000 também tem três títulos do Campeonato Mundial de Atletismo no mesmo evento e detém sete medalhas de ouro do Campeonato Mundial de Atletismo Indoor.

Sua corrida de 1999 de 2:30.94 minutos, na prova dos 1000 metros, ainda permanece como o recorde mundial de pista curta.

Com todos os feitos de Maria de Lurdes Mutola, muitos são os depoimentos em torno das suas conquistas e do impacto que tiveram. É o caso do prefeito da cidade de Springfield, Sean VanGordon, que diz ter sido um privilégio ter tido a corredora durante muito tempo na sua cidade.

“O legado de Maria Mutola está entrelaçado no próprio tecido de Springfield. Sua jornada é uma prova da resiliência, dedicação e excelência que definem nossa comunidade”, disse Sean VanGordon, para quem “nomear a corrida feminina de 800 metros do Prefontaine Classic em sua homenagem é uma homenagem adequada a uma atleta que inspirou gerações e continua a moldar o futuro do atletismo”.

Por isso, de acordo com o prefeito da cidade de Springfield, “estamos orgulhosos de celebrar as incríveis contribuições de Maria ao desporto e ao lugar que ela chamava de lar”.

Na homenagem que teve lugar em Oregon, no ano 2022, Maria de Lurdes Mutola mostrou-se feliz e agradecida pelo reconhecimento, destacando os envolvidos na sua carreira como pessoas que muito contribuíram para o seu sucesso.

“Sou grata por ser nomeada e reconhecida assim. Gostaria de agradecer aos organizadores do encontro e a todos que estiveram envolvidos na minha carreira, desde meus professores no ensino médio até minha carreira profissional. Agradeço muito às pessoas de Eugene e Springfield por este momento, e estou animada para visitar em apenas alguns meses”, disse Mutola na homenagem de 2022.

A 50ª edição do The Prefontaine Classic será realizada a 5 de Julho, no Hayward Field na University of Oregon.

 

PROVAS GANHAS POR MUTOLA EM OREGON

ANO PROVA TEMPO

1992 800m 1:58.67 min.

1993 1000m 2:32.57 min.

1994 1000m 2:33.33 min.

1995 1000m 2:32.33 min.

1996 1500m 4:06.86 min.

1997 800m 1:57.57 min.

1998 800m 1:58.66 min.

1999 800m 2:00.30 min.

2000 800m 1:57.65 min.

2001 800m 1:58.90 min.

2003 800m 1:57.98 min.

2004 800m 1:57.78 min.

2005 800m 1:59.95 min.

2006 800m 1:58.86 min.

2007 800m 1:58.33 min.

2008 800m 1:59.24 min.

 

MAIORES VENCEDORES DAS PROVAS DE OREGON

NOME CONQUISTAS

Maria de Lurdes Mutola 16

Lance Deal 11

Matt Centrowitz 8

Henry Marsh 7

Justin Gatlin 6

Maurice Green 6

Suzy Hamilton 6

Faith Kipyegon 6

Lashawn Merritt 6

+ LIDAS

Siga nos

Galeria