As Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) contam, a partir de agora, com novos militares habilitados para integrar as forças de comandos, na sequência do encerramento do 31.º Curso de Comandos, realizado na cidade de Nacala, província de Nampula.
O curso teve como objectivo dotar os militares de conhecimentos e técnicas específicas para o cumprimento de missões que exigem elevado nível de preparação física, táctica e psicológica.
Durante a cerimónia, que contou com a presença de altas patentes militares e outras entidades, os formandos participaram em actos protocolares e demonstraram parte das competências desenvolvidas durante a formação.
A cerimónia de encerramento foi marcada por demonstrações de disciplina e preparação militar, com os novos comandos a exibirem as capacidades adquiridas ao longo do processo de formação.
A conclusão do 31.º Curso de Comandos representa mais uma etapa no processo de preparação das FADM para responder aos desafios de defesa e segurança do país, particularmente em contextos que exigem unidades com capacidade de actuação especializada.
O Misa Moçambique receia que a lei de protecção de dados pessoais limite alguns direitos fundamentais dos cidadãos. Embora reconheça a pertinência da legislação apela que a sua aprovação seja antecedida por um largo debate.
O executivo já submeteu ao parlamento a primeira proposta de lei de proteção de dados que visa regular o acesso a informações pessoais no espaço digital.
Para evitar que a lei avance com elementos que possam concorrer para limitar liberdades de expressão e de jornalismo investigativo, o Misa Moçambique promoveu esta terça-feira um debate sobre os desafios da promoção de um espaço digital livre para o exercício da cidadania.
Estamos a colher contribuições na perspectiva de melhorar a proposta de lei, e preparar espaço para a implementação dela. Existem padrões universais de proteção de dados pessoais e Moçambique ratificou, o que queremos, e que se crie uma entidade que vai trabalhar na perspectiva de supervisão” Explicou Slaide Mutemba, do Misa Moçambique.
Presente na mesa redonda, o governo tranquiliza as partes afirmando que a elaboração da legislação teve em conta os direitos fundamentais salvaguardados pela Constituição da República.
“Nós temos estado a realizar esse trabalho com todos os actores sociais que tenham interesse nesta dimensão de proteção e defesa dos direitos fundamentais do cidadão. Todos os actores da sociedade civil tiveram a oportunidade de participar e viram o documento.” Explicou Lourino Chemane, Presidente do Conselho de Administração do Instituto Nacional de Tecnologias de Informação e Comunicação acrescentando que “a proposta de lei de proteção de dados em Moçambique é elaborada respeitando os comandos da Constituição da República de Moçambique e os direitos fundamentais do cidadão estão consagrados na Constituição da República de Moçambique, portanto, não podia haver uma lei que está em construção mas que viole a lei-mãe da República.” Garantiu
A expansão de sistemas automatizados de processamento de dados, segundo o governo, desafia a adoção com carácter de urgência de uma vasta legislação para proteção de informação das pessoas.
Embora o país esteja avançando em legislação diversa, o Instituto Nacional de Tecnologias de Informação e Comunicação reconhece que a capacidade de armazenamento e processamento de Estado ainda é inferior.
Pelo menos três crianças e três adultos morreram, nesta segunda-feira, no sul da Rússia em ataques com drones atribuídos pelo Kremlin à Ucrânia, que atingiram também instalações da empresa de comércio electrónico Ozon.
“Uma tragédia horrível na região de Krasnodar. Como resultado do ataque maciço vindo da Ucrânia, três adolescentes de 13, 15 e 16 anos foram mortos”, afirmou a provedora russa dos direitos da criança, Maria Lvova-Belova, através da plataforma Telegram.
O governador da região de Krasnodar, Veniamin Kondratiev, denunciou um ataque em grande escala contra “instalações civis, a população civil e as nossas crianças”.
“Os restos de um drone caíram num centro infantil privado”, afirmou Kondratiev, acrescentando que outras sete crianças ficaram feridas e estão a receber assistência médica.
Dois adultos foram igualmente hospitalizados, segundo o governador, que acrescentou que vários edifícios residenciais, incluindo alguns ainda em construção, sofreram danos provocados pela queda de drones.
Kondratiev reportou também um incêndio num armazém, sem identificar as instalações atingidas.
Na região fronteiriça de Belgorod, um homem morreu na localidade de Otradnoe depois de um drone FPV, de curto alcance, ter atingido o veículo em que seguia, segundo as autoridades locais.
Outros dois homens morreram em Tavrovo, depois de um drone ter explodido num centro comercial, informou o Governo regional.
A empresa russa de comércio eletrónico Ozon anunciou, por seu lado, ataques contra três dos seus armazéns, localizados em Adygeysk, na Adiguésia, Makhachkala, no Daguestão, e Nevinnomisse, na região de Stavropol.
Segundo a empresa, não foram registadas vítimas nem danos em Adygeysk e Nevinnomisse, embora os dois armazéns permaneçam encerrados.
Em Makhachkala, a Ozon afirmou que vários trabalhadores ficaram feridos e que deflagrou um incêndio, embora o governador interino do Daguestão, Fyodor Shchukin, tenha indicado que não existiam feridos.
Os ataques contra centros de distribuição da Ozon começaram durante o fim de semana, depois de uma campanha contra instalações de outra grande empresa russa de comércio electrónico, a Wildberries.
O canal independente russo Astra noticiou inicialmente uma queda de 12% das ações da Ozon, enquanto a bolsa de valores de Moscovo informou posteriormente que os títulos da empresa chegaram a recuar 29,09%.
O Ministério da Defesa russo afirmou ter abatido 351 drones ucranianos de asa fixa durante a noite em oito regiões da Rússia, na península da Crimeia, anexada por Moscovo, e sobre os mares Negro e de Azov.
Quatro suspeitos foram detidos pela Polícia sul-africana por alegado envolvimento no assassinato do antigo campeão mundial de boxe Zolani Tete.
O pugilista foi morto na semana passada, quando se encontrava no interior da sua viatura, em frente à sua residência, em Mdantsane, província do Cabo Oriental. Segundo a Polícia, Tete aguardava a abertura do portão da sua casa quando foi surpreendido por dois homens armados e encapuzados, que abriram fogo contra a viatura.
Uma mulher que se encontrava no interior do veículo ficou ferida durante o ataque e foi posteriormente encaminhada para uma unidade sanitária.
De acordo com as autoridades, um dos quatro suspeitos foi detido há dois dias e deverá comparecer em tribunal esta segunda-feira. Os restantes três deverão ser presentes à Justiça em datas posteriores.
Zolani Tete conquistou o título mundial dos pesos-mosca da Federação Mundial de Boxe (WBF), entre 2007 e 2008, e sagrou-se campeão mundial dos pesos-galos da Organização Mundial de Boxe (WBO), em 2017 e 2019.
A Polícia prossegue com as investigações para esclarecer as circunstâncias do homicídio e determinar a eventual participação dos detidos no crime.
A ONU alertou, nesta segunda-feira, que as reservas alimentares para o Sudão se esgotam em Outubro e a ajuda económica será suspensa em Setembro, caso não receba financiamento imediato, o que deixará 1,5 milhões de pessoas sem apoios.
Segundo o último relatório do Programa Alimentar Mundial (PMA), a organização necessita urgentemente de 288 milhões de dólares para manter os seus níveis mínimos de assistência durante os próximos seis meses, sem ser obrigada a reduzir as rações nem a excluir beneficiários.
No entanto, para operar na escala necessária e cumprir o plano anual completo no país africano, o orçamento necessário ascende a 624 milhões de dólares, indicou a agência da Organização das Nações Unidas (ONU).
Apesar do défice financeiro e dos crescentes obstáculos no terreno, o PAM conseguiu prestar assistência, em Julho, a 3,7 milhões de pessoas em todo o país, atingindo, assim, o seu nível de cobertura mensal mais elevado desde o início do ano.
Deste número, um milhão de beneficiários recebeu alimentos em zonas classificadas como estando em risco iminente de fome, enquanto 1,3 milhões de pessoas beneficiaram de ajudas económicas directas para adquirir alimentos em mercados locais que ainda se mantêm em funcionamento.
As operações humanitárias continuam gravemente prejudicadas pelo recrudescimento do conflito armado – que inclui ataques com drones e confrontos entre comunidades em Darfur (região fronteiriça a oeste) e no Cordofão (centro-sul) –, bem como pelos graves obstáculos burocráticos e pelo impacto da estação das chuvas torrenciais.
No estado do Cordofão do Norte, os combates em torno de Al-Obeid – cidade estratégica que liga Cartum e o centro do país a Darfur – continuam a provocar deslocações em massa da população, enquanto nas regiões de Kassala, Gedaref, Nilo Branco e Nilo Azul, as graves inundações danificaram infra-estruturas essenciais e bloquearam a passagem de comboios.
A estes obstáculos junta-se o bloqueio de dezenas de camiões com milhares de toneladas de alimentos retidos nas estradas do interior.
Apesar disso, a agência conseguiu reativar vários postos fronteiriços essenciais, alargar a assistência médica e nutricional a mulheres e crianças e retomar a distribuição de alimentos nas escolas após a sua reabertura.
A guerra no Sudão entre o Exército e o grupo paramilitar Forças de Apoio Rápido (RSF, na sigla em inglês) causou dezenas de milhares de mortos desde o seu início, em 15 de Abril de 2023, e forçou o êxodo de cerca de 14 milhões de pessoas na pior crise de deslocamento e fome do mundo, segundo a ONU.
Tomás Salomão deixou um alerta duro em Chimoio. No fim da sessãoda Comissão Política da Frelimo, o quadro sénior disse que a corrupção atrasa qualquer economia e defendeu medidas dolorosas para pôr cobro ao problema.
“Não há desenvolvimento sustentável. Não se podem fazer as coisas de forma sustentável, enquanto o elemento corrupção, seja ele na administração pública, seja ele no sector privado, seja onde for, seja uma regra e uma forma de estar”, alerta.
Para Salomão, nenhum país se desenvolve na base de cartéis. A solução passa por agir e por decisões que doam, mas que tragam ordem.
“Não há economia, não há país que se desenvolva quando as coisas são feitas na base de cartéis e a corrupção aqui e acolá. Não. Então, há que agir para se pôr cobro a isto. Que há de doer, que é preciso tomar medidas dolorosas, que seja.”
A autocrítica veio fortemente. O dirigente admitiu que o problema pode estar dentro do próprio partido e defendeu uma limpeza interna para garantir que só ficam na Frelimo aqueles que reúnem os requisitos.
“Essa é uma actividade interna que o partido tem de fazer, no sentido de em primeiro lugar ver quais são, se eu reúno os requisitos para ser membro do partido. Não há dúvida que há uma limpeza que é preciso realizar-se dentro de nós.”
Outro ponto levantado foi a punição. Para Tomaz Salomão, não faz sentido quem cometeu crime voltar a ter convívio social normal. A exigência é de justiça que sirva de exemplo.
“Não faz sentido que hoje eu roubo, vou ficar alguns anos na cadeia e depois venho cá para fora, passear a minha classe. Este fez este dano social a todos nós e hoje está aí a ter um convívio social como se fosse uma pessoa normal que não é.”
Salomão apelou ainda para que cada membro encare com sinceridade a nova era. “Quem não estiver preparado deve renunciar. A mensagem é de total responsabilidade. Se eu não estiver preparado para fazer face a este desafio, então é melhor que eu diga: olhe, eu não estou preparado.
Prefiro retirar, renunciar ou ir embora, mas não fique aqui a fazer confusão”, anota.
Sobre Cabo Delgado, Tomaz Salomão disse que é preciso minimizar o sofrimento da população e que não se pode perpetuar 10 anos de guerra. Todas estas contribuições seguem agora para o Comité Central, que se reúne no dia 26 de Agosto aqui, em Chimoio.
Gueta Chapo diz que a Organização da Mulher Moçambicana deve parar de depender de apoios de terceiros para execução das suas actividades. A presidente da organização falou em Chimoio depois de visitar as futuras instalações do centro de sustentabilidade da mulher.
Gueta Chapo visitou na tarde desta segunda-feira em Manica um espaço que vai receber diversos empreendimentos comerciais da Organização da Mulher Moçambicana, OMM. Trata-se de um complexo que, segundo Gueta Chapo, “deve reverter a situação financeira” do braço femenino da Frelimo e trazer-lhe autonomia.
“Este centro deve fazer dinheiro. Nossa organização deve parar de andar a pedir dinheiro.”
Desafiou cintando empreendimentos comerciais a serem edificados para sustentar partido. “Vamos fazer hotel grande da OMM; precisamos de um salão de eventos, quem quer organizar casamento vai alugar; mas também precisamos de um internato para as nossas meninas que vivem longe, além de um lugar para o lazer das nossas crianças.” Enumerou
A iniciativa é do comitê provincial da OMM em Manica, mas Gueta espera que seja replicado pelas outras províncias.
“Os nossos distritos devem copiar aqui, mas também as outras províncias podem buscar experiências. E ainda podemos criar um mecanismo de juntar investimentos para desenvolver o projecto em uma província de cada vez, até completarmos.” Sugeriu.
Falou ainda do Fundo Pró-Mulher, e apelou às mulheres a organizarem-se em cooperativas para beneficiar da iniciativa presidencial.
“O fundo é para as mulheres. Precisamos nos organizar em grupos para receber o dinheiro. Elaborar projectos viáveis, porque do contrário, o dinheiro irá para aqueles que estão organizados.” Alertou.
Os trabalhos de edificação do Centro de Sustentabilidade da Mulher iniciam num futuro breve, segundo a presidente da organização.
A redução do financiamento internacional está a afectar programas de protecção infantil em vários países, incluindo Moçambique, onde organizações humanitárias registam perdas de pessoal e redução dos serviços destinados a crianças vulneráveis.
Uma análise do Global Protection Cluster (GPC), baseada num inquérito realizado entre Março e Maio de 2026 em 22 operações humanitárias, revela que 87% dos actores afectados registaram redução de pessoal da linha da frente, enquanto 84% reportaram cortes nos serviços e actividades e 78% perda de cobertura geográfica.
Em Moçambique, foram registadas oito respostas relacionadas com a redução da capacidade de protecção infantil, incluindo perdas de pessoal envolvido na gestão de casos. O país está entre os contextos onde foram identificadas dificuldades nas áreas de coordenação, supervisão técnica, gestão de informação e acompanhamento das crianças.
O GPC alerta que os cortes comprometem serviços essenciais, como a gestão de casos, reunificação familiar, apoio psicossocial, monitoria de violações e encaminhamento para assistência especializada. As organizações locais e nacionais estão entre as mais afectadas, representando 43,9% das respostas sobre impactos na protecção infantil.
A situação é particularmente preocupante num país afectado pela insurgência armada em Cabo Delgado e por fenómenos climáticos extremos. Em 2025, Moçambique registou 552 violações graves contra 355 crianças, sobretudo em Cabo Delgado, incluindo raptos, recrutamento forçado, violência sexual e ataques contra escolas, segundo as Nações Unidas.
O GPC adverte que a actual crise de financiamento pode enfraquecer estruturas de protecção infantil que poderão levar anos a reconstruir.
O Presidente do ANC, Cyril Ramaphosa, prometeu impor consequências aos municípios que aprovarem orçamentos sem financiamento e advertiu que a má conduta financeira e os gastos irresponsáveis deixarão de ser tolerados nos governos locais liderados pelo ANC.
Ramaphosa falava no comício de apresentação do manifesto do ANC para as eleições locais, este domingo, no Riverside Park, em Joanesburgo, a estreitar as balizas para as eleições de 4 de novembro.
Ramaphosa afirmou que o ANC vai acabar com a prática de aprovação de orçamentos sem financiamento e reforçaria a fiscalização financeira nos municípios. “Os municípios em situação de dificuldades financeiras serão obrigados a implementar planos de recuperação credíveis, com prazos definidos, e a prestar publicamente informações sobre os progressos alcançados. Iremos proteger os trabalhadores dos municípios, garantindo que os salários sejam pagos atempadamente e que as contribuições para a pensão, a assistência médica e as deduções legais sejam pagas integralmente”.
Estamos a afirmar que já não podemos aceitar uma situação em que um município não paga aos seus trabalhadores. Os trabalhadores que prestam serviço ao município têm de ser pagos, porque estão a trabalhar para promover e defender os interesses dos residentes.
O manifesto compromete ainda os municípios a publicar os orçamentos, informações sobre processos de contratação pública, decisões dos conselhos municipais, resultados das auditorias e informações sobre o desempenho, em formatos acessíveis, para permitir que os residentes acompanhem a forma como os fundos públicos são geridos.
As declarações surgem num momento em que cerca de 45% dos municípios aproximadamente 116 conselhos municipais continuam a aprovar orçamentos sem financiamento, contribuindo para mais de 142 mil milhões de rands em despesas irregulares acumuladas.
Atravessar a EN7 continua a representar um risco para muitos peões na cidade de Tete, apesar da existência de pontes pedonais construídas para facilitar a travessia em segurança. Nas proximidades dos mercados Cambinde e Canongola, vários munícipes continuam a atravessar directamente a estrada, expondo-se ao risco de atropelamentos.
A situação preocupa igualmente os automobilistas, que são frequentemente obrigados a reduzir a velocidade ou a travar bruscamente para permitir a passagem de peões, aumentando o risco de acidentes.
As pontes pedonais foram construídas para garantir uma travessia segura e contribuir para a redução dos acidentes de viação ao longo da EN7, uma das estradas com maior circulação na cidade de Tete.
Contudo, no dia-a-dia, muitos peões continuam a ignorar estas infra-estruturas. Nos mercados Cambinde e Canongola, a nossa reportagem constatou a travessia directa da EN7 por vários munícipes, mesmo com viaturas a circularem nos dois sentidos.
Entre os motivos apontados pelos utentes estão a pressa e o esquecimento. Alguns munícipes apontam também a actuação de cobradores de transporte semicolectivo, que, segundo relatam, por vezes chamam passageiros em pontos próximos da estrada, contribuindo para que estes atravessem directamente a via.
As pontes pedonais foram instaladas pelo Conselho Municipal de Tete entre 2023 e 2025, como parte das medidas destinadas a melhorar a segurança rodoviária na cidade.