Um automobilista morreu carbonizado na madrugada deste sábado, na sequência de uma colisão entre uma viatura ligeira e um camião, na Estrada Nacional Número Um (EN1), no Distrito Municipal da Katembe, Cidade de Maputo. O acidente provocou ainda dois feridos.
O sinistro ocorreu nas primeiras horas da manhã e destruiu completamente a viatura ligeira, que se incendiou após o embate, impossibilitando o condutor de escapar às chamas.
No camião seguiam duas pessoas. Uma sofreu ferimentos graves e a outra contraiu ferimentos ligeiros. Ambas foram socorridas e transportadas para uma unidade hospitalar, onde recebem assistência médica.
O proprietário do camião afirmou que, de acordo com as informações que lhe foram transmitidas, o veículo seguia normalmente no seu percurso quando ocorreu a colisão.
As circunstâncias em que o acidente se deu continuam por esclarecer. Contudo, a Polícia de Trânsito admite, como hipótese preliminar, que o sinistro tenha resultado de uma alegada circulação em contramão por parte do condutor da viatura ligeira. As investigações prosseguem para o apuramento das causas do acidente.
Até ao fecho desta edição, as viaturas sinistradas permaneciam no local do embate, enquanto decorriam os trabalhos das autoridades competentes.
Pelo menos 250 antigos guerrilheiros da Renamo, desmobilizados no âmbito do DDR, estão em parte incerta e incontactáveis, o que, segundo o próprio partido, está a condicionar o encerramento do processo de instrução, fixação e pagamento de pensões.
A Renamo, através do seu chefe na Comissão de Assuntos Militares, André Magibire, tornou público, nesta quinta-feira, em Sofala, que 251 antigos guerrilheiros, que foram desmobilizados no âmbito do DDR, estão em parte incerta e incontactáveis.
“Não está a ser fácil a sua localização para efeito deles requererem às suas pensões, porque não estão contactáveis, os números que nós tínhamos (…) estão fora de área, e alguns deles mudaram de residência, mas estão a ser envidados esforços pelo nosso departamento de assuntos sociais, em coordenação com as delegações políticas provinciais e distritais, para que esses combatentes possam tratar as suas pensões”, explicou André Magibire.
De acordo com Magibire, dos 5221 combatentes da Renamo desmobilizados no âmbito do DDR, mais de 4500 já receberam pensões e os restantes estão em processo.
Em relação ao ataque armado ocorrido em Maringue, protagonizado por indivíduos, com idades acima de 50 anos, que se presume serem antigos guerrilheiros da Renamo, Magibire disse que cabe ao Governo clarificar o assunto.
“Quem deve responder isso é o Governo. Não gostaria de me pronunciar sobre isso. Se calhar numa outra conferência de imprensa poderemos nos debruçar sobre isso, se tivermos elementos”, declarou.
Sobre o encerramento das sedes da Renamo e da destruição de material contendo fotos do presidente do partido, protagonizado por antigos guerrilheiros da Renamo, Magibire primeiro criticou o acto.
“Acho que não se deve, nem se pode fechar delegações, porque os membros não gostam do Presidente. Não é a via”.
O antigo Secretário-Geral da Renamo defendeu depois um diálogo interno. “Se nós conseguirmos fazer isso, convocar todos numa reunião e cada um dizer o que lhe preocupa, acredito que a coisa vai mudar. O próprio presidente Ossufo Momade vai-se pronunciar sobre as matérias que ele é acusado”.
André Magibire falava numa conferência de imprensa na cidade da Beira que tinha como principal objectivo actualizar o processo de fixação e pagamento de pensões no âmbito do processo de Desarmamento, desmobilização e reintegração dos combatentes da Renamo.
O brigadeiro da Renamo, Fernando Mafenhure, ameaça atacar a residência de Ossufo Momade, caso não abandone voluntariamente a liderança do partido, nos próximos dias. Mafenhure fez o pronunciamento em Gondola, depois de ordenar que fosse queimado todo material de propaganda política com imagem de Ossufo Momade.
Em Manica, à semelhança de outros pontos do país, a pressão para retirar Ossufo Momade da liderança da Renamo não para. Desta vez, os desmobilizados da Renamo, liderados pelo brigadeiro Fernando Mafenhure, escalaram a sede distrital da Renamo em Gondola, onde queimaram todo material com cara de Ossufo Momade.
“Nosso trabalho ainda não parou. Nosso objectivo principal, como desmobilizados, é a retirada do próprio Ossufo Momade, já não estamos a precisar. Deste modo, se existem alguns que apoiam Ossufo Momade (…) é da nossa inteira responsabilidade chegar directamente onde ele está, e vamos atacar a sua residência”, disse Fernando Mafenhure.
A liga da juventude da Renamo diz que a organização já não se revê na figura de Ossufo Momade como seu líder.
“Nós queremos esse partido e não o podemos abandonar, como liga da juventude. Estamos aqui a representar o partido, mas fora Ossufo Momade. Estamos cansados nós, como liga da juventude”
Recentemente os desmobilizados da Renamo incendiaram material político-partidário com imagens de Ossufo Momade em Chimoio, onde encerraram, também, a sede provincial do partido.
O presidente do MDM, Lutero Simango, é de opinião que é da responsabilidade de todos os moçambicanos contribuírem na construção de uma sociedade mais justa e tolerante e que a celebração dos 50 de independência nacional deve servir de momento de reflexão sobre a unidade nacional e a busca de caminhos para o bem estar de todos.
Foi numa conferência de imprensa, que o presidente do MDM desafiou a todos os moçambicanos, para a passagem dos 50 anos da independência nacional, a serem celebrados no próximo dia 25 de Junho, a reflictam sobre o diálogo, tolerância política, e reconciliação nacional, pontos que, para ele, são os caminhos para a construção de uma sociedade mais justa.
Simango exige, de forma particular, o fim de assassinatos de cidadãos, supostamente por razões políticas.
Refira-se que há cerca de três meses parte dos membros fundadores do MDM, na Beira, convocaram a imprensa para mostrarem o seu descontentamento em relação à forma como Lutero Simango gere o partido.
Simango não quis entrar em detalhes sobre o assunto, mas garantiu que falou com os membros do seu partido.
O presidente do MDM está em Sofala há mais de uma semana para revitalizar as bases do partido.
No distrito de Gondola, em Manica, operadores furtivos estão a invadir cemitérios para a extracção de madeira em toros. Ao todo são seis cemitérios vandalizados só na região de Pumbuto, interior do distrito.
O cemitério Nhacurerua, nas margens do rio Nhamatope, em Pumbuto. Nele jazem restos mortais do régulo local Pumbuto e outros membros da comunidade. Está a ser alvo de madeireiros furtivos.
Aqui não importa o diâmetro da madeira. Deitam abaixo qualquer tamanho, desde que tenha algum valor comercial. Árvores centenárias, que um dia sombreiam lamentos e orações, agora tombam sob motosserras que não distinguem sagrado de lucro.
Filomena João tem enterrados daqui seus familiares. Lamenta a acção dos furtivos que não só estão a roubar madeira, mas também o silêncio – o último direito dos seus ente-queridos.
A Madeira é extraída durante a noite e transportada em touros em camionetas para a cidade de Chimoio onde é comercializada.
Enquanto gravávamos a reportagem, uma equipa da Agência de Controle de Qualidade Ambiental (AQUA) chegou no local. Reconhece que há crimes que não se medem apenas em termos legais, mas em valores morais e espirituais. Invadir cemitérios por madeira é violar as raízes de uma cultura, daí que promete.
Está restabelecida a ligação rodoviária entre Nampula e Cabo Delgado. Entretanto, a circulação será das seis às 22 horas. A reabilitação da ponte sobre o rio Monapo e a construção do desvio está orçada em 700 milhões de meticais.
O desvio já foi concluído e já se passa no rio Monapo, na Estrada Nacional Número 1, em Namialo. Trata-se de um trabalho de emergência, mas paralelamente estão em curso as obras de reconstrução dos acessos à ponte sobre o rio Monapo.
As embarcações que garatiam a travessia foram substituídas pela caminhada que já é possível fazer, para quem não tem necessidade de apanhar o transporte semi-colectivo de passageiros.
Mas dentro da província de Nampula ainda há distritos com problemas de acesso, devido ao corte de estradas e à destruição de pontes.
Estima-se que as obras na ponte vão levar três meses.
Os Naparamas juntaram-se à população afectada pela exploração de grafite de Balama, em Cabo Delgado, para impedir que a operadora volte a reabrir as portas sem o pagamento de justa indemnização às famílias que ocupavam a área mineira.
As barricadas as entrada da TWIGG Exploration and Minigg Limitada, a mineradora que explora grafite no distrito de Balma, foram colocadas pela população afectada pelo projecto em Setembro de 2024, para exigir justa indemnização pelas terras ocupadas e despedimentos de trabalhadores sem justa causa, e, agora, os naparamas passaram a controlar a área para evitar uma tentativa de reabertura da mineira antes da solução do problema.
O governador de Cabo Delgado, Valige Tauao, reuniu-se com as comunidades afectadas pelo projecto de exploração de grafite de Balama, com o governo distritos e os representantes para encontrar uma solução pacífica, mas não conseguiu convencer os manifestantes.
Foi a terceira vez que o Governador de Cabo Delgado tenta sem sucesso convencer as comunidades afectadas pela exploração de grafite de Balama a reabrir a mina que está fechada há quase sete meses, devido a suposta justa indemnização pelas terras ocupadas e por causa do despedimento de trabalhadores sem justa causa.
A Kuvaninga Cartão d’arte, plataforma de produção de livros com capas de cartão reaproveitado, lança, esta quinta-feira, às 14h, o livro da escritora e mediadora portuguesa Inês Blanc, intitulado “O Cantar da Chuva”.
A sessão de lançamento será em forma de oficina de pintura e produção de livros artesanais no Centro de Teatro do Oprimido (CTO), na Feira de Hulene, em Maputo.
De acordo com a nota de imprensa da Kuvaninga, trata-se de um conto infanto-juvenil inédito que conta a história de um pássaro solitário e tímido que vivia num embondeiro muito alto e não se misturava com os outros animais mais abaixo, mas tudo muda quando chega a seca e o pássaro teve que voar mais alto para as nuvens suplicando pela chuva.
O texto, acompanhado por desenhos da autoria também de Blanc, carrega um ensinamento profundo sobre a coragem, superação do medo e empatia colectiva.
“O livro o “Cantar da Chuva” tem apenas quatro páginas, mas transmite ensinamentos cruciais sobre a importância de sair da zona de conforto, a força que nasce das dificuldades e a conexão com os outros. A oficina de pintura e de produção de livros com capas de cartão reaproveitado será dirigida a um universo de 30 crianças. Trata-se de membros do Centro de Teatro do Oprimido, crianças da comunidade e filhos de catadores de lixo da Lixeira de Hulene”, adianta a nota de imprensa.
Durante a oficina, com a duração de 45 minutos, cada participante, juntamente com a autora, irá produzir cerca de quatro livros, onde cada livro ficará com o oficinando e outros serão distribuídos pelos parceiros do projecto.
O lançamento e a oficina de livros com capas de cartão reaproveitado é uma actividade que conta com o apoio do Camões – Centro Cultural Português e o Centro do Teatro do Oprimido.
Nesta quinta-feira, pelas 11h, a cerimónia de apresentação do livro “Metamiserismo – uma nova escola literária”, da autoria da Deusa d’África e Dom Midó das Dores, na Universidade Save de Chongoene, vai marcar a abertura da Festa do Livro em Gaza (FELGA).
Nesta edição da Festa do Livro em Gaza (FELGA), que inclui uma feira do livro na Biblioteca Provincial, o autor homenageado será Sebastiao Alba, com uma produção poética consolidada e pelo poder que confere e a autoridade que exerce sobre a palavra.
Com efeito, também são também actividades da FELGA, as oficinas de escrita criativa a realizar-se nos dias 21 e 22 de Abril, na Escola Secundária Joaquim Chissano e a Secundária de Xai-Xai; a apresentação de “Distante Proximidade”, livro de Almeida Cumbane, com moderação de Elísio Miambo, na Escola Secundária Joaquim Chissano, no dia 29 de Abril; o lançamento de “Todo o Alba”, livro de Sebastião Alba (a título póstumo), com comentários de Cheina (irmão do autor homenageado) e moderação de Deusa d’África; um workshop intitulado: Afectos e Desafectos na poética de Elísio Miambo – diálogo sobre o livro “Brumas Desfeitas, Clausuras Desnudadas”, com a moderação do escritor Otildo Justino, no dia 03 de Maio, na Biblioteca Provincial de Gaza, pelas 16h00.
A FELGA inclui a realização da feira do livro de 17 de Abril a 03 de Maio no espaço da Biblioteca Provincial de Gaza.
Na Universidade Save, “Metamiserismo – uma nova escola literária”, de Deusa d’África e Dom Midó das Dores, será apresentado pelo ensaísta e jornalista José dos Remédios.
A FELGA realizar-se-á em todos os meses de Abril, alusiva ao mês em que se celebra o Dia Mundial do Livro e Direitos Autorais.
Pelo menos 22 pessoas morreram num naufrágio, na terça-feira, após o barco em que viajavam se ter incendiado no rio Congo, no noroeste da República Democrática do Congo (RDC), anunciaram hoje as autoridades.
“Ainda não temos todos os pormenores do incidente que ocorreu ontem [à tarde” declarou o chefe de Comissão Fluvial do Équator, província da RDC, Compétent Mboyo, citada por Notícias ao Minuto.
De acordo com o chefe das autoridades fluviais locais, o incêndio “fez com que muitas pessoas saltassem para a água para se salvarem”, sendo que muitas “não sabiam nadar”.
Muitas das vítimas que foram resgatadas deram entrada no Hospital Geral de Wangata, na capital da província, Mbandaka, enquanto o barco ficou completamente queimado, o que sugere que transportava bidões de gasolina, segundo as autoridades.
“Assim que fomos informados, mobilizámos rapidamente a equipa de salvamento”, disse Mboyo.
A embarcação não tinha uma lista completa de passageiros, o que dificultou o trabalho das autoridades ao tentarem saber o número de pessoas a bordo no momento do acidente.
Na semana passada, aconteceu outro naufrágio no mesmo local, perto de Mbandaka, que fez 72 vítimas, incluindo estudantes que se dirigiam para visitar as suas famílias na Páscoa.
Em 17 de Dezembro, pelo menos 42 pessoas, incluindo crianças, morreram quando um outro barco se afundou, devido a uma aparente sobrecarga, no lago Mai-Ndombe, na província com o mesmo nome, que foi também palco, em 09 de março, de um outro naufrágio que matou 35 pessoas.
Do mesmo modo, pelo menos 38 pessoas perderam a vida num outro acidente fluvial ocorrido em 20 de Dezembro na província de Équator.
O naufrágio de embarcações é frequente na RDC porque os rios e os lagos são utilizados diariamente como meio de transporte num país com poucas infraestruturas e florestas densas.
As embarcações, muitas vezes precárias, estão frequentemente muito carregadas e a sinalização é quase inexistente.

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