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O Presidente da República, Daniel Chapo, exige que as recomendações apresentadas pelos deputados do Parlamento Infantil sejam efectivamente respondidas e acompanhadas de resultados concretos, defendendo que não basta garantir o acesso das crianças à escola.

Daniel Chapo falava esta quinta-feira, em Maputo, durante o encerramento da VIII Sessão do Parlamento Infantil, onde se mostrou disponível para responder às preocupações levantadas pelos deputados, relacionadas com áreas como saúde, educação e segurança.

O Chefe do Estado chamou a atenção para a responsabilidade das escolas, das famílias e das instituições do Estado na protecção e desenvolvimento das crianças, defendendo que nenhuma deve ser silenciada ou privada do direito de expor as suas preocupações.

Entre os problemas levantados pelos deputados estiveram as gravidezes precoces e as uniões prematuras. Sobre a matéria, Chapo recordou que estas práticas são puníveis por lei, mas reconheceu que persistem dificuldades na denúncia, sobretudo em determinadas comunidades e ambientes sociais.

O Presidente da República destacou igualmente a necessidade de combater a insegurança em Cabo Delgado, apontando o terrorismo como um dos principais obstáculos ao desenvolvimento e à continuidade da educação das crianças afectadas pelos deslocamentos.

“A primeira coisa que eu gostaria de fazer […] é resolver o terrorismo em Cabo Delgado”, afirmou Daniel Chapo, sublinhando que muitas crianças são obrigadas a deslocar-se constantemente, o que compromete a sua permanência na escola.

No encerramento da sessão, o Chefe do Estado determinou ainda que, antes da realização da IX Sessão do Parlamento Infantil, seja apresentado um balanço das recomendações feitas pelas crianças, indicando claramente o que foi cumprido e o que permanece por concretizar.

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A cantora Lenna Bahule lança o novo álbum intitulado “Kumlango”, uma experiência sensorial que a liga às raízes, memórias e recorda a rica herança cultural africana.

O novo disco, que estará disponível a partir do dia 30, nas principais plataformas digitais, significa “portal”, em jaua, língua de um dos principais grupos étnicos e linguísticos da província moçambicana do Niassa, também língua materna da mãe de Lenna Bahule.

“Kumlango” é uma trilogia intercultural, marcada por sons tradicionais de Moçambique e de outras culturas afro, cantados em diferentes línguas como jaua, xitswa, chope, tswa-hlengwe e crioulo da Ilha da Reunião. Mas há também interpretações na língua nómada, autêntica, fruto da criatividade de Lenna para inventar palavras musicais. Baseando-se na música e cultura tradicionais.

O disco ainda explora diferentes texturas sonoras orgânicas e electrónicas para criar uma paisagem de ritmos enraizada no passado, mas olhando para o futuro.

Na sua nova proposta, Lenna Bahule inspira-se na experiência humana universal dos ciclos da vida que repetidamente convidam a passar do mundano e material ao místico, seguindo a vocação. “Portanto, o álbum é uma ode à procura de respostas, ao trabalho árduo e às sincronicidades necessárias para processar e, eventualmente, ao momento de atravessar o portal para um estado de êxtase, euforia e realização”, adianta uma nota de imprensa.

Dividido em três EPs, o disco celebra uma jornada da alma, da ignorância à iluminação, do mundano ao místico. Uma viagem que liga o passado ao presente reconhecendo a herança ancestral, lidando com as questões levantadas e o trabalho envolvido na busca pela realização e, finalmente, atravessando o portal para a alegria da transcendência.

A primeira parte do projecto intitulado Kwisa, saiu em Junho 2024 e representa, claro, o início de uma jornada, a inocência no começo de um ciclo de vida, de uma busca por significado e a reunião para a invocação dos ancestrais, encontrando conexão e orientação através do processo de introspecção e devoção, fortalecendo a alma para a jornada ao desconhecido.

Em Outubro de 2024, a artista lançou o segundo capítulo desta trilogia musical, Nadawi, no qual se encontra meio ao processo de lidar com as questões e respostas que foram levantadas anteriormente. “É uma fase confusa e catártica dos ciclos da vida, quando você sente que não consegue ver o fim do túnel. Até que o façamos. Este é o tempo necessário para processar, rezar, curar e realizar o trabalho interno e externo que nos permite estabelecer uma conexão profunda com nós mesmos e com a nossa ancestralidade. É um momento precioso para nos recolhermos à introspecção, buscando compreender nossas próprias jornadas. É através deste processo de autorreflexão e cura que fortalecemos os nossos laços com a nossa essência mais profunda e com a sabedoria transmitida de geração em geração. É uma jornada de autodescoberta e reconexão, essencial para nutrir nosso crescimento pessoal e espiritual”, adianta ainda a nota de imprensa.

O último EP, Mate, que chegou às plataformas em Março 2025, resume a euforia de finalmente descobrir a felicidade plena, onde as respostas se alinham sem esforço. “É uma sensação semelhante a voar alto, onde as preocupações se dissipam e reina uma paz suprema. Imagine rituais de colheita, onde a abundância da terra é celebrada com reverência e as bênçãos da chuva são recebidas com gratidão. Neste estado de euforia, cada respiração soa como uma sinfonia e cada batimento cardíaco ressoa com o ritmo do universo. É um momento de alegria pura e desenfreada, onde as fronteiras entre o mundano e o extraordinário se confundem, deixando apenas um profundo sentimento de admiração e encantamento”.

Neste momento, Lenna Bahule prepara um concerto para 14 de Junho, em Maputo.

Organizações e hospitais no Haiti alertam para uma crise iminente no tratamento de pacientes com HIV/AIDS, após os EUA cortarem drasticamente a ajuda externa da USAID. A decisão de Donald Trump eliminou mais de 90% do financiamento, afectando directamente instituições que dependem desse apoio.

Mais de 150 mil haitianos vivem com HIV, mas especialistas acreditam que o número real é maior. A fundadora da ONG CHOAIDS, Marie Denis-Luque, que cuida de órfãos soropositivos em Cap-Haïtien, diz que os medicamentos só duram até julho. 

O fim do financiamento de mais de  165 mil dólares por ano deixou essas unidades sem alternativa. Manifestações recentes em Porto Príncipe reuniram dezenas de pessoas com HIV, que pedem ação urgente do governo. Especialistas temem um aumento das infecções num contexto já agravado pela violência e pobreza.

O alto-comissário de Moçambique no Malawi defende que a 35 feira internacional de comércio que decorre naquele país, deve servir para expositores do nosso país, buscar parcerias no capítulo de comércio regional. As províncias da Zambézia, Tete e Sofala estão a representar o país no evento.

A 35ª Feira Internacional de Negócios do Malawi decorre em Blantyre, e Moçambique marca a presença com uma delegação robusta, composta por representantes governamentais e empresariais das províncias da Zambézia, Tete e Sofala.

O Alto Comissário de Moçambique no Malawi, Alexandre Manjate, destacou a importância estratégica do evento, sublinhando que a participação moçambicana representa uma oportunidade para consolidar trocas comerciais e parcerias, aproveitando a proximidade geográfica entre os dois países.

A delegada provincial da APIEX na Zambézia, Maira Trindade, realçou a diversidade da oferta moçambicana e o interesse já demonstrado por investidores malawianos nos produtos nacionais.

Já o expositor Raul Paruque enalteceu o intercâmbio cultural e empresarial, mas defendeu maior investimento em logística e valorização da cultura e turismo.

Para a directora provincial da Indústria e Comércio da Zambézia, Regina Ngonde, a feira é também uma plataforma para reforçar o papel do Porto de Quelimane como corredor logístico essencial para o comércio com o Malawi.

Com negócios em andamento, contactos estabelecidos e a ambição de parcerias sólidas, Moçambique encerra mais um capítulo de presença ativa no comércio regional.

O Estádio do Jamor recebe, este domingo, às 18h15 de Maputo, mais uma final da Taça de Portugal. Sporting e Benfica lutam pelo troféu num dérbi eterno que vai acontecer pela quarta vez esta temporada. 

Os Leões procuram a dobradinha, que foge há mais de 20 anos, e o Benfica tenta amenizar a perda do campeonato para o grande rival.

Esta será a nona final entre as duas equipas de Lisboa. A última aconteceu há 29 anos, no célebre jogo do very light que vitimou um adepto do Sporting.

Leões e encarnados  protagonizam no Jamor uma partida que não acontecia há quase 30 anos.

O Bandirmaspor da segunda liga Turquia, equipa onde actua o internacional moçambicano Mexer Sitoe, qualificou-se para a final do play-off de acesso à primeira liga daquele país asiático.

Para chegar ao jogo decisivo, a equipa de Mexer venceu o Boluspor por 1-0 no jogo da segunda mão das meias-finais do play-off, fixando o agregado da eliminatória em 5-1.

Assim, a equipa de Mexer Sitoe vai defrontar o Karagumruk na final do play-off, a disputar-se na próxima quinta-feira. Em caso de vitória, Mexer vai disputar a primeira liga turca na próxima temporada, feito falhado na época passada, quando perdeu nas meias-finais do play-off.

Ferroviário da Beira e Costa do Sol protagonizam o jogo de destaque da segunda jornada do Moçambola-2025, este domingo no caldeirão do Chiveve. O Ferroviário de Maputo vai a Maxixe defrontar a Associação Desportiva de Vilankulo. Os treinadores dizem ser deslocações difíceis, mas vão para somar os três pontos.

A segunda jornada do Moçambola já rodou dois jogos, um na sexta-feira e outro este sábado. No derby de Nacala, o Desportivo venceu o Ferroviário por duas bolas sem resposta, alcançando a primeira vitória na prova. Já este sábado, Textáfrica do Chimoio e Chingale de Tete terminaram sem golos.

Este domingo, a jornada terá três jogos, nomeadamente: Ferroviário da Beira vs Costa do Sol, Associação Desportiva de Vilankulo vs Ferroviário de Maputo e Baía de Pemba vs Black Bulls.

Os treinadores das equipas forasteiras estão cientes das dificuldades, mas assumem o desejo de regressarem com os três pontos.

Com 75 anos de idade, uma bibliotecária reformada empurra, todas as semanas, um carrinho-de-mão cheio de livros, que leva para as crianças do bairro Mafalala, na Cidade de Maputo, lerem. Enquanto faz isso, Cecília Mate, sonha com uma biblioteca comunitária com seu nome  e livros para todas as crianças do bairro.

Maputo ainda era Lourenço Marques, quando a paixão pelos livros tomou Cecília Mate, ou melhor a vovó Cecília, como todos a chamam em Mafalala.

Havia poucos livros de leitura lúdica e quase nenhuma biblioteca.

Em 1978, fez parte de um curso que formou os primeiros bibliotecários de Moçambique pós-independente, o que aumentou a sua conexão com os livros.

Em 2014, a avó Cecília tomou uma decisão que terminaria com a sua foto na capa do jornal “O País”. Aos 65 anos, a bibliotecária teve uma ideia: com um carrinho de mão, de beco em beco, a tornar o acesso aos livros possível e fácil para quem não tem condições de os comprar.

Os livros ficam num depósito, antigo quarto dos seus pais, na casa da família. Ali, a avó Cecília estima ter mais de 500 livros.

Com 65 anos, José Mate, irmão da avó Cecília, fala mais de três idiomas e escreve poemas. Diz que tudo tem a ver com o gosto pela leitura que tem desde a infância, por isso aplaude a iniciativa da sua irmã.

Casada, com 4 filhos, 12 netos e 4 bisnetos, a avó Cecília sempre teve apoio da sua família sobre a biblioteca móvel. No entanto, fora de casa, a ideia não foi bem recebida no princípio.

Há 10 anos que a avó Cecília leva livros para os seus netos adotados na Mafalala. Estima que, em média, 70 crianças leiam na sua biblioteca móvel.

Estima-se que existam, em Moçambique, pouco mais de 40 bibliotecas públicas para cerca de seis milhões de estudantes, um número que não satisfaz as necessidades de leitura.

A avó Cecília começou a biblioteca com livros próprios. Agora recebe doações, como a que resulta de uma campanha de um mês feita pela Fundação Fernando Leite Couto.

Cecília Mate nasceu, cresceu e ainda vive em Mafalala.  A bibliotecária reformada sonha com “A Biblioteca Comunitária Avó Cecília”, sem notar que ela é uma biblioteca viva do histórico bairro de Mafalala.

Todas as obras de estradas do projecto Move, no município da Matola, estão atrasadas. A edilidade aponta as manifestações, o incumprimento de alguns procedimentos por parte do empreiteiro chinês e o acidente de trabalho como algumas das razões por trás da demora. 

Em Agosto do ano passado, foi lançada a primeira pedra para a construção de três estradas, na cidade da Matola, no contexto do Projecto Move. 

São, ao todo, cerca de 11,4 quilômetros de estradas que seriam construídas num prazo máximo de nove meses. Entretanto, já quase no fim do prazo estabelecido, nada foi além do que está escrito nestas placas.

O empreiteiro está a agilizar o processo, mas os munícipes estão impacientes e queixam-se de estar a inalar poeiras. E estas obras forçaram, também, a interdição de algumas vias, o que deixa revoltados os munícipes, que não conseguem meter carros nas suas próprias casas e estabelecimentos. 

Além da dificuldade para terem acesso às suas casas, conduzir pelas vias cujas obras estão atrasadas tem sido um exercício difícil e revoltante, segundo dizem os munícipes. E quem não conhece as vias alternativas para ter acesso à estrada passa por muitos transtornos. 

Os condutores reclamam e pedem celeridade das obras. Para o caso do troço Intaka-Boquisso, os moradores contam que os trabalhos estão parados desde sábado, dia em que um trabalhador chinês perdeu a vida num acidente laboral. 

Já o Município da Matola reconhece que as obras estão atrasadas e aponta as manifestações pós-eleitorais como uma das causas. 

Passada esta fase, o empreiteiro das três obras teve outras situações que forçaram a suspensão das obras. Um acidente de trabalho e constrangimentos com planos de gestão ambiental.

Com os primeiros prazos já vencidos, a edilidade da Matola acordou novas datas com a China Jiangxi International Economic and Tecnical Cooperation. 

O Projecto Move também atribui a culpa pelo atraso das estradas da Matola às manifestações pós-eleitorais. 

Financiadas pelo Banco Mundial no valor de 1,4 milhões de dólares, as estradas da Matola, nomeadamente: Khongolote-Molumbela, Intaka-Boquisso e Matlemele-Matibwana, foram atribuídas ao empreiteiro China Jiangxi International Economic and Tecnical Cooperation. 

A adjudicação destas obras aos chineses foi contestada pela Federação Moçambicana de Empreiteiros, que denunciava uma série de irregularidades no processo de contratação, como, por exemplo, viciação do mapa de quantidades e o facto de estarem a concorrer duas empresas distintas, sem que se tenha formado um consórcio. 

Aliás, o então Ministério dos Transportes e Comunicações tinha sido comunicado sobre a existência de duas empresas no mesmo projecto e posicionou-se: 

“Na tomada de decisão pelo júri, foram desconsiderados totalmente os documentos apresentados pela empresa moçambicana (China Jiaxing Cooperation for International Economic and Technical Cooperation-Mozambique, Limitada) por entender que a mesma não faz parte do concurso e, apesar de na proposta constarem as duas [empresas], foi assumido não se tratar de um consórcio. Somente foram considerados documentos da China Jiaxing Internacional Technical Cooperation CO. Limitada”, lê-se no documento.

E a agremiação dos empreiteiros submeteu todas essas queixas à Procuradoria-Geral da República, através de um ofício de Janeiro deste ano.

A Secretaria do Estado em Sofala ofereceu seis bolsas de estudo a raparigas necessitadas da província. A iniciativa da Associação Kulemba inclui um programa de apetrechamento de bibliotecas escolares. 

Na celebração de uma década de existência da Associação Cultural Kulemba, a Secretaria do Estado de Sofala ofereceu seis bolsas de estudo a raparigas desfavorecidas. 

Com a oferta das bolsas, a Secretária do Estado de Sofala juntou-se à iniciativa da Kulemba, que vai distinguir mais raparigas que se destacaram nos concursos literários da associação. 

Uma das várias entidades que se envolveu na causa das raparigas foi o Município da Beira. 

Além de bolsas de estudo, a iniciativa da Kulemba conseguiu, num leilão de artes plásticas, que contou com apoio de empresas locais, arrecadar fundos para o apetrechamento da biblioteca da Escola Básica do Aeroporto.

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