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Um automobilista morreu carbonizado na madrugada deste sábado, na sequência de uma colisão entre uma viatura ligeira e um camião, na Estrada Nacional Número Um (EN1), no Distrito Municipal da Katembe, Cidade de Maputo. O acidente provocou ainda dois feridos.

O sinistro ocorreu nas primeiras horas da manhã e destruiu completamente a viatura ligeira, que se incendiou após o embate, impossibilitando o condutor de escapar às chamas.

No camião seguiam duas pessoas. Uma sofreu ferimentos graves e a outra contraiu ferimentos ligeiros. Ambas foram socorridas e transportadas para uma unidade hospitalar, onde recebem assistência médica.

O proprietário do camião afirmou que, de acordo com as informações que lhe foram transmitidas, o veículo seguia normalmente no seu percurso quando ocorreu a colisão.

As circunstâncias em que o acidente se deu continuam por esclarecer. Contudo, a Polícia de Trânsito admite, como hipótese preliminar, que o sinistro tenha resultado de uma alegada circulação em contramão por parte do condutor da viatura ligeira. As investigações prosseguem para o apuramento das causas do acidente.

Até ao fecho desta edição, as viaturas sinistradas permaneciam no local do embate, enquanto decorriam os trabalhos das autoridades competentes.

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A Comissão Nacional de Árbitros de Futebol anunciou, esta quinta-feira, os nomes de 84 árbitros que vão ajuizar jogos do Moçambola e Taça de Moçambique neste ano. Ainda assim há mais cinco árbitros que serão avaliados nas próximas semanas para comporem o quadro da Elite para as provas nacionais

São 84 juízes anunciados, dos quais nove são do sexo feminino, sendo 36 árbitros principais e 48 assistentes, que foram seleccionados dentre 139 avaliados, e que vão ajuizar jogos oficiais sob égide da Federação Moçambicana de Futebol neste ano.

Estes números representam um crescimento de cerca de 38% se comparado com o ano 2024, em que tinham sido seleccionados 52 árbitros, dos quais 24 principais, 28 assistentes, e 9 eram mulheres.

A cidade de Maputo, com 18 árbitros, e Nampula, com 10, são as províncias que tem o maior número de juízes, enquanto Zambézia, com apenas três, contribui para o quadro de Elite com menos árbitros.

Dos 84 árbitros seleccionados, 14 deles são internacionais, com destaque para Maria Mabote, Mércio Macaringue, Hermínio Boca e Inocêncio Lourenço, que entram pela primeira vez na classe FIFA.

De acordo com José Luís, representante da Federação Moçambicana de Futebol, os árbitros ora seleccionados devem fazer jus a escolha feita e dignificar a classe com boas actuações.

“A tarefa dos árbitros é bastante exigente, exige, por isso, grande firmeza, grande integridade, grande preparação técnica e física e, acima de tudo, muita coragem num país em que, infelizmente, o respeito pelas regras ainda deve ser cultivado. Hoje, ao apresentarmos os árbitros que estarão no centro de acção nos relvados por todo o país, estamos também a afirmar o nosso compromisso com a elevação da qualidade e da credibilidade das nossas competições. O nosso compromisso como federação é de continuar a investir na formação, no acompanhamento e na valorização dos árbitros, porque temos a plena ciência que, sem uma arbitragem forte, justa e respeitada, não há futebol que cresça de forma sustentável”, disse José Luís.

Por seu turno, Francisco Machel, presidente da Comissão Nacional dos Árbitros de Futebol, CNAF, disse que há ainda mais árbitros que devem reavaliados e que poderão fazer parte da lista de Elite nos próximos meses.

“Nós temos cinco árbitros que temos que submeter à reavaliação. Um árbitro em Chimoio, um em Gaza, dois em Maputo e um na província de Maputo. Estes são árbitros que nós temos que submeter à reavaliação. E se passarem, teremos que entregar e integrar a este grupo”, disse Machel.

Dos árbitros a serem avaliados o destaque vai para Ema Novo, que foi eleita melhor árbitro dos últimos dois anos, que falhou os exames realizados em Fevereiro e Março.

“A Ema Novo é uma das nossas melhores árbitros nos últimos anos e foi a mais regular da primeira volta e no fim do campeonato. Ela fez o teste, está neste grupo em que será reavaliado e se passar o teste vai integrar este grupo. Está dentro dos nossos regulamentos”, disse, ressalvando ainda que os regulamentos defendem a reavaliação dos que reprovaram nos primeiros exames, e “só poderão ser reavaliados, no mínimo, passados seis semanas”.

Ainda esta quinta-feira, a Casa do Futebol anunciou Nadir Narotan como novo seleccionador nacional de Futsal, que se prepara para as eliminatórias ao Campeonato Africano.

Nadir Narotan substitui no cargo Faruk Ismael, que ano passado falhou o acesso ao CAN de Futsal, diante da Zâmbia.

ÁRBITROS DE ELITE DA CNAF

CABO DELGADO
José Amisse Árbitro principal
Latifo Alane Árbitro principal
Rachide Assuba Árbitro Assistente
Chabane Wissu Árbitro Assistente
Felisberto Nalelo Árbitro Assistente

NIASSA
Cacilda Fernando Árbitro principal
Nélson Uanasse Árbitro principal
Amamo Fortunato Árbitro principal
Hortêncio Peneu Árbitro principal
Olívio Saimone Árbitro Assistente
Messias de Jesus Árbitro Assistente
Sérgio Yamuaca Árbitro Assistente
Nildo Domingos Árbitro Assistente

ZAMBÉZIA
Nélson Valdez Árbitro principal
Isac Domingos Árbitro Assistente
Dorival Lequetiwa Árbitro Assistente

NAMPULA
Feliciano Santos Árbitro principal
Paulo Afito Árbitro principal
Ayuba Hilário Árbitro principal
Danilo Calaveto Árbitro principal
Nelsa Jeque Árbitro Assistente
Macário Gaveto Árbitro Assistente
Abacar Murchide Árbitro Assistente
Cássimo Essimela Árbitro Assistente
Isidro Bolacha Árbitro Assistente
Estêvão Samuel Árbitro Assistente

TETE
Chinai Jarson Árbitro principal
Venâncio Waya Árbitro principal
António Macuate Árbitro Assistente
Óscar Solha Árbitro Assistente
Faroque Couve Árbitro Assistente

MANICA
Berton Lifiando Árbitro principal
Cláudio Benedito Árbitro principal
Zeca Namara Árbitro principal
Lucas Machamba Árbitro principal
Besmuldo Lucas Árbitro Assistente
Benedito Lucílio Árbitro Assistente
Filimone Fernando Árbitro Assistente

SOFALA
Artur Alfinar Árbitro principal
Guilherme Malagueta Árbitro principal
Gomes Amisse Árbitro principal
Alifa Manzine Árbitro principal
Nélson Chicoche Árbitro Assistente
Raimundo Tabular Árbitro Assistente
Arsénio Raiva Árbitro Assistente
António Lisboa Árbitro Assistente
Maria da graça Árbitro Assistente

INHAMBANE
Celso Alvação Árbitro principal
António Chivavel Árbitro principal
Andilo Djafar Árbitro principal
Eugénio Nhatave Árbitro principal
Inocêncio Lourenço Árbitro Assistente
Castro Betane Árbitro Assistente
Fernando Tauzene Árbitro Assistente
Luísa Brasilão Árbitro Assistente

GAZA
Hermínio Boca Árbitro principal
Eduardo Chissano Árbitro principal
Roda Mondlane Árbitro Assistente
Gília Matavele Árbitro Assistente
Rogério Mazuze Árbitro Assistente

MAPUTO PROVÍNCIA
Fernando Júnior Árbitro principal
Fernando Judite Árbitro principal
Arsénio Maringule Árbitro Assistente
Zacarias Balói Árbitro Assistente
Eugénio Machaieie Árbitro Assistente
Eurico Mavume Árbitro Assistente

MAPUTO CIDADE
Simões Guambe Árbitro principal
Maria Mabote Árbitro principal
Filimão Correia Árbitro principal
Zefanias Chijamela Árbitro principal
Jone Armindo Árbitro principal
Dique Muchanga Árbitro principal
Elídio Magaia Árbitro principal
Venestâncio Cossa Árbitro Assistente
Mércio Macarringue Árbitro Assistente
Cláudio Macamo Árbitro Assistente
Arão Machava Árbitro Assistente
Morreira Machava Árbitro Assistente
Alda Vembane Árbitro Assistente
Joana Guambe Árbitro Assistente
David Wambala Árbitro Assistente
Alcídes Dombe Árbitro Assistente
Lúcio Namarroi Árbitro Assistente
Alexandre Moiane Árbitro Assistente

As zonas centro e norte disputam, este fim-de-semana, os jogos dos oitavos-de-final da Taça de Moçambique ZAP, com jogos aliciantes e de destaque. No sul joga-se pelo play-off que vai ditar o quinto jogo, numa região em que o Incomáti de Xinavane garantiu lugar nos “oitavos” e vai defrontar o Costa do Sol

Dez jogos corporizam a disputa dos oitavos-de-final da Taça de Moçambique ZAP, a segunda maior competição futebolística do país, com jogos de destaque e que vão fazer cair alguns dos colossos do futebol moçambicano.

Pela zona sul serão dois jogos do play-off que vai definir o último jogo dos oitavos-de-final, com o Maxaquene a ter pela frente o Bila Shoping da Massinga, este sábado, no campo do Costa do Sol. Fernando Judite será o árbitro do encontro.

Na Matola, concretamente na Arena Lalgy, no domingo, será o encontro entre os Desportivos: o da Matola contra o de Maputo. Um embate de muitas incertezas onde um deles vai cair, podendo a equipa do Moçambola (Desportivo da Matola) ou o histórico do futebol moçambicano (Desportivo Maputo). Eduardo Chissano é o homem escolhido para ajuizar o jogo.

Quem garantiu presença nos oitavos-de-final é o Incomáti de Xinavane, que no play-off de acesso venceu o ESFA de Boane, na quarta-feira, por 5-4 na marca das grandes penalidades, depois do empate a um golo no tempo regulamentar. Os “açucareiros” vão defrontar o Costa do Sol nos oitavos-de-final da prova.

Matchedje de Mocuba vs UD Songo aquece zona centro
Na região centro joga-se o acesso aos quartos-de-final com um apetecível jogo entre Matchedje de Mocuba e União Desportiva de Songo, domingo em Quelimane.

Pese embora sejam favoritos a vencer o jogo, os “hidroeléctricos” terão que provar em campo a sua supremacia e prova de ser equipa do Moçambola, diante dos “militares” que vão montar todo arsenal para parar toda energia da HCB.
Um jogo que será ajuizado por Feliciano dos Santos e que vai ditar a saída de uma equipa que tem aspirações de chegar longe, independentemente de quem seja.

O Chingale de Tete, por seu turno, tem um teste de doer na sua caminhada à estreia no Moçambola, quando receber, no domingo, o Estrela Vermelha da Beira, uma equipa acostumada a dar luta aos seus adversários.

Deverão fazer das tripas os corações os “canarinhos”, caso queiram avançar na competição, num jogo com pito de Berton Lifiando.

Quem tem tarefa quase facilitada é o Textáfrica de Chimoio que recebe em casa, na Soalpo, no domingo, a desconhecida equipa do Planície de Mpánduè de Tete. Os “fabris” do Planalto tem todas condições para sairem com a vitória e a qualificação na mão, num jogo que terá Artur Alfinar como árbitro.

Por seu turno, o Ferroviário da Beira tem um jogo não menos facilitado quando receber o Matchedje de Chimoio, este domingo no Chiveve. Akil Marcelino tem a oportunidade de rodar os jogadores, sem descurar de possíveis surpresas que podem acontecer na Taça de Moçambique, diante de uma equipa que quer surpreender. António Chivavel foi nomeado para este jogo.

Equipas do Moçambola digladiam entre si no norte
No norte do país é onde haverá, certamente, choros e dissabores, tendo em conta que há dois jogos entre equipas do mesmo escalão, nomeadamente dois jogos de equipas do Moçambola e um jogo de equipas da segunda divisão.

Em Nacala, o Desportivo local recebe o Baía de Pemba, num jogo em que uma das equipas do Moçambola vai dizer adeus a uma das competições para se concentrar no campeonato nacional. Trata-se de duas equipas que já se defrontaram quatro vezes, a dividirem entre si vitórias, com duas para cada lado, e curiosamente pelo mesmo resultado de 1-0. Nélson Valdez terá, de certo, muitas dificuldades para ajuizar a partida, no sábado.

Já no domingo, também em Nacala, há embate entre dois Ferroviários: de Nacala e de Lichinga. Também duas equipas do Moçambola que vai ditar a queda de uma delas. No confronto directo, os “locomotivas” de Lichinga tem vantagem, já que venceram quatro dos seis jogos disputados com o seu adversário, incluíndo o último jogo disputado em Nacala.

Mas taça é taça e todas equipas querem vencerem, por isso avizinha-se uma partida difícil, não só para as duas equipas, mas também para Amisse José, que vai apitar.

Teste de fogo terá o Ferroviário de Nampula nesta eliminatória, quando for a Lichinga defrontar as Águias Especiais locais, uma vez que terá que provar a sua grandeza e estatuto de favorito, perante uma equipa pronta a surpreender. Cacilda Fernando é chamada a fazer uma boa actuação como juíza do encontro.

Finalmente o embate entre equipas da segunda divisão, entre Desportivo de Pemba e Sporting de Nampula. Claramente sem vencedor antecipado, até porque as duas equipas são principais nas respectivas províncias.

Será Nélson Uanasse a ajuizar o jogo e vai ter que estar de olhos abertos para não ser surpreendido pelas equipas.

Os transportadores, que fazem o trajecto Maputo-Matola, paralisaram, na manhã desta quinta-feira, as suas actividades em reivindicação contra as injustiças praticadas na portagem da TRAC. A situação forçou os passageiros a fazerem uma parte do percurso a pé.

De novo, houve confusão na portagem de Maputo. É que os transportadores que fazem as rotas que partem da Matola para a Cidade de Maputo e vice-versa, usando a Portagem de Maputo, gerida pela TRAC, decidiram suspender a actividade em reivindicação contra injustiças praticadas por aquela instituição.

Além de não terem explicação das razões das multas, os transportadores exigem, também, a redução da tarifa, que pagam na Portagem de Maputo.

A cobrança coerciva da tarifa de portagem e a detenção de alguns transportadores foi a outra causa por trás da paralisação de actividades.

Com a paralisação do transporte público, os passageiros desembarcavam cerca 500 metros da Portagem de Maputo e faziam parte do percurso a pé.

A Polícia esteve posicionada ao longo da Estrada Nacional Número Quatro para garantir a ordem e segurança públicas, sensibilizando os transportadores a não obstruir a via.

Dezasseis vidas foram tragicamente perdidas nas praias de Inhambane nos últimos meses, vítimas de afogamentos. As autoridades alertam que muitas destas tragédias poderiam ter sido evitadas, se não fosse a imprudência de quem ignora os avisos colocados em zonas perigosas e impróprias para banhos.

Pessoas atraídas pelas águas quentes e convidativas da província muitas vezes ignoram os avisos colocados pelas autoridades, expondo-se a riscos que poderiam ser evitados. A imprudência tem custado caro, pois nos últimos meses, várias vidas foram perdidas em afogamentos registados em diferentes praias da região.

Para mudar o cenário preocupante, uma iniciativa foi tomada. Agentes da polícia lacustre, membros do corpo de salvação pública e fiscais marítimos participaram num rigoroso treinamento, onde aprenderam técnicas de natação e salvamento, ferramentas cruciais para resgatar banhistas em situações de emergência.

Com o novo grupo devidamente capacitado, espera-se que os agentes actuem com dedicação e responsabilidade, ajudando a evitar novas tragédias e assegurando que os momentos de lazer não se transformem em cenários de dor.

Os agentes treinados estarão posicionados nas principais praias de Inhambane, locais com maior concentração de banhistas.

Cerca de cinco mil alunos das escolas do ensino público serão formados em robótica e inteligência artificial em todo o país, uma iniciativa que visa dotá-los com conhecimentos alinhados aos desafios da actualidade, escreve a Agência de Informação de Moçambique (AIM). 

A formação, que arranca agora com um número de 50 alunos do ensino primário e secundário, inclui, também, formação nas áreas de drones (objectos voadores não tripulados), ciência espacial e experimental, visando estimular a criatividade, imaginação e inovação no seio dos alunos.

O projecto de formação é implementado no Parque de Ciências e Tecnologias de Maluana, numa parceria que junta os governos da Índia, através do seu Alto Comissariado e de Moçambique, através do ministério das Comunicações e Transformação Digital.

“É com grande entusiasmo que anunciamos que, com o apoio continuado do Ministério das Comunicações e Transformação Digital, vamos formar cerca de cinco mil alunos ao final de 2025, abrangendo todas escolas públicas de todo o país”, disse o director executivo da STEMMOZ, Akshay Kumar.

A STEMMOZ é uma instituição focada na capacitação das próximas gerações, nomeadamente nas áreas de desenvolvimento em competências do século XXI e promovendo a criatividade, colaboração e paixão pela aprendizagem.

Por sua vez, o ministro das Comunicações e Transformação Digital, Américo Muchanga, diz que o início deste ciclo de formações marca o embrião de uma revolução que se pretende para o país, sublinhando que a robótica e a inteligência artificial é parte estruturante para a transformação digital e do futuro.

“Esta cerimónia de lançamento de projecto de formação em robótica e STEM [Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática], marca o início um marco significativo para o desenvolvimento do conhecimento técnico científico no nosso país”, disse Muchanga.

Aliás, Muchanga sublinha que Moçambique não pode estar fora da considerada quarta revolução industrial, onde a robótica, a automação e a inteligência artificial, se afiguram como uma das áreas mais promissoras das indústrias e da transformação digital.

“O inclusão desta formação é um sinal inequívoco do nosso compromisso em preparar a futura geração para os desafios e oportunidades do futuro”, disse.

Nesta fase inicial, a formação abrange 50 estudantes, do posto administrativo de Maluana, no distrito da Manhiça.

17 jovens do Programa de Liderança para a Conservação de Moçambique (PLCM) foram recebidos, esta semana, pela Embaixadora da Suécia, Mette Sunnergren, na residência oficial da Suécia, em Maputo. 

O evento designado FIKA, que em sueco significa uma pausa para tomar café, teve como objectivo a partilha de ideias e a inspiração dos futuros líderes.

No encontro, os futuros líderes tiveram a oportunidade de dialogar com a embaixadora, tendo partilhado as suas motivações para escolher a área de conservação, planos para o futuro e como pretendem contribuir para a conservação e sustentabilidade em Moçambique.

Ao todo, 73 jovens — dos quais 42 mulheres — integram actualmente o PLCM, com apoio da Suécia. Os estagiários foram distribuídos por 26 centros de estágio em todo o país, onde aplicarão os seus conhecimentos académicos e ganharão experiência prática em gestão de áreas de conservação, investigação, educação ambiental e desenvolvimento comunitário durante um período de seis meses.

O FIKA também serviu para sublinhar a cooperação entre a Suécia, a Fundação para a Conservação da Biodiversidade (BIOFUND), a Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC) e o Instituto Nacional de Emprego (INEP), com a finalidade de formar a próxima geração de guardiões da biodiversidade moçambicana.

Durante o evento, a Embaixadora da Suécia teve a oportunidade de ouvir as ideias dos jovens, destacou que “A Suécia tem orgulho em financiar o PLCM. Acreditamos que os jovens desempenham um papel essencial na protecção de paisagens e espécies. Cada pequena acção conta; desejamos que este estágio impulsione as suas ambições e enriqueça o seu currículo.”

Para Sean Nazerali, Director de Financiamentos Inovadores da BIOFUND, “Os estagiários representam uma verdadeira injecção de capital humano nas Áreas de Conservação — uma injecção de talento, ideias frescas e compromisso que revitaliza o sector e impulsiona a inovação”

Mohamed Harum, representante da ANAC, motivou os estagiários com as seguintes palavras: “Acreditem no vosso potencial e abracem as oportunidades que surgem. A conservação precisa de mentes jovens, criativas e comprometidas. Participar em programas como o PLCM pode ser o primeiro passo para uma jornada impactante, onde não só protegemos a biodiversidade, mas também transformamos o sector da conservação e inspiramos futuras gerações.”

Além de discutir sobre a conservação e aprender um pouco sobre a cultura sueca, os participantes ouviram testemunhos de antigos estagiários e exploraram oportunidades de carreira. 

Está instalada uma confusão na mina de turmalinas de Nhampassa. Populares que tomaram a mina há cerca de seis meses, já criaram uma cooperativa para explorar o minério, num espaço que tem concessão mineira até 2040.

A recente invasão da mina de turmalinas em Nhampassa por populares foi motivada pelo facto de os residentes locais alegarem que a empresa Sociedade Mineira de Nhampassa, Sominha Limitada não estava a cumprir com a sua responsabilidade social, o que motivou a ocupação da área concessionada e com título de exploração válido até 2040.

“A empresa não cumpriu com os deveres que tinha. Não construiu hospitais, nem deu emprego”, disse um garimpeiro

No entanto,  as imagens no terreno contrastam com essas alegações. Houve várias acções comunitárias realizadas pela empresa, entre as quais a construção de habitações, a edificação do mercado de Nhampassa, a construção da Escola Primária de Nhadue, a reabilitação de salas de aula em Nhampassa. Sobre as casas serem pequenas, a Sominha Limitada diz que as mesmas destinam-se a pessoas carenciadas.

“Naquele sítio tem 250 a 260 talhões. Então vai se construir, por ano, dez casas, são casas para pessoas velhas, idosas ou aquelas viúvas que estão sozinha e não têm a ajuda de ninguém. Por isso foram feitas aquelas casas com dois compartimentos, porque ela está sozinha (…)”, explicou  Shiraj Nadat, representante da Sominha Limitada.

Além dessas acções a concessionária ofereceu duas ambulâncias, uma ao Hospital Rural de Catandica e outra ao Centro de Saúde local.

Entretanto, os populares podem ter agido de má fé, com o intuito de se apoderarem da mina, precisamente no momento em que a Sociedade Mineira de Nhampassa, que já gastou mais de 100 milhões de meticais se preparava para iniciar a fase de extracção, após anos de preparação, desde o início das suas actividades em 2013.

Aliás, um grupo de indivíduos criou uma cooperativa mineira denominada Manoassaca, conforme atesta um Boletim da República, que tem como objectivo explorar o recurso na mesma área da concessionária Sominha, limitada.

Sobre o assunto, o advogado André Júnior diz que a Cooperativa mineira ora criada não pode operar numa área concessionada.

A empresa de empresários nacionais diz que a invasão da sua mina compromete os seus planos de exploração, embora mantenha o compromisso de desenvolver projectos que beneficiem a população local.

A cantora Elvira Viegas vai celebrar os seus 50 anos de carreira artística. Depois de um adiamento forçado pelas manifestações que marcaram o país nos últimos tempos, o concerto de celebração dos 50 anos de carreira de Elvira Viegas, ícone da música moçambicana, já tem nova data: 29 de Agosto de 2025, sexta-feira, às 18h00, no Centro Cultural Moçambique-China, em Maputo.

O espetáculo produzido pela Khuzula representa não apenas a celebração de um talento incontestável, mas também um tributo à dedicação e ao impacto duradouro de Elvira Viegas no panorama musical moçambicano. 

A organização garante que os bilhetes previamente adquiridos permanecem válidos para esta nova data, garantindo assim o acesso de todos os fãs e admiradores que já tinham marcado presença para a data anterior.

“A artista promete uma noite inesquecível, repleta de emoção, memórias e uma viagem pelos maiores sucessos dos seus seis álbuns, nomeadamente “Ndzi Xikala Vitu”, “Tlanga U Pimela”, “Kusuhi na Mine”, “The Best of Elvira Viegas”, “Tsendeleka” e o mais recente “Ora Chegou”. O seu impressionante portfólio conta com mais de 100 músicas registradas, sendo que 99% das composições nasceram de poemas em português, que Elvira Viegas transformou pessoalmente em canções com alma e autenticidade”, adianta a nota de imprensa da Khuzula.

A caminhada rumo à grande celebração contará com uma série de eventos especiais, incluindo encontros com fãs e acções promocionais. O primeiro desses momentos será no dia 10 de Maio, no evento “Celebrando Vida”, a ter lugar Casa d’ Artista Kutenga – um espaço de celebração e conexão cultural. No evento inaugural, os fãs poderão adquirir bilhetes, conhecer mais sobre os bastidores da carreira da artista e iniciar oficialmente o aquecimento para uma das maiores noites da música nacional.

Moçambique e Nigéria, duas referências obrigatórias do basquetebol feminino, voltam a travar argumentos, desta feita no grupo D  do “Afrobasket” 2025, prova a decorrer de 26 de Julho a 3 de Agosto, na Costa do Marfim. O sorteio ditou, ainda, que o Ruanda será um dos adversários neste grupo. Quem são, afinal, estas selecções? 

Em Agosto de 2023, precisamente no dia 2, Moçambique e Nigéria cruzaram caminho nos quartos-de-final do “Afrobasket”, num duelo em que as nigerianas venceram por 59-52 (Ingvild Mucauro destacou-se com 11 pontos e 7 ressaltos). 

Foram oponentes, entre vários despiques interessantes, na final do “Afrobasket” 2003, em Maputo, duelo ganho pela Nigéria por 69-63.  

Mfon Udoka, Aisha Mohamed, Funmilayo Ojelabi, Mactabene Amachree,  Patricia Chukwuma e Nguveren Iyorhe, entre outras, foram mais astutas na noite de 28 de Dezembro no pavilhão do Maxaquene.

Duelo de boa memória para os amantes do basquetebol, e individualmente para Leia “Tanucha” Dongue, a selecção nacional de basquetebol sénior feminino venceu a Nigéria, por  77-74, nos quartos-de-final do “Afrobasket” 2013. 

Dongue, que contabilizou 13 pontos, foi determinante com um tiro exterior que decidiu a partida. 

Dominadoras, as ‘D’ Tigress’ conquistaram o certame em 2023 (Ruanda), 2021 (Camarões), 2019 (Senegal) e 2017 (Mali).  

As nigerianas açambarcaram a medalha de bronze em três ocasiões, designadamente em 2015 (nos Camarões), 1999 (África do Sul) e 1997 (Quénia).

O seu potencial e manancial, diga-se, reflecte-se na presença nos quartos-de-final dos Jogos Olímpicos de Paris, façanha conseguida depois de vitórias sobre a  Austrália, por 75-62,  e Canadá, por 79-70.

No acesso às meias-finais, em Paris, França, as nigerianas perderam com os EUA, por 88-74, num duelo em que, em alguns quartos, condicionaram as campeãs olímpicas. 

Inspirada  por Rena Wakama, “head coach”, que tinha apenas dois anos quando a República Democrática do Congo se tornou o primeiro país africano a representar o continente nas Olimpíadas, há 28 anos, a Nigéria fez história.

Wakama conta com nomes como Ezine Kalu, Promise Amukamara, Elizabeth Balogun, Tomi Taiwo, Lauren Ebo, Ifunanya Okoro, Nikole Enabosi, Adebola Adeyeye, Murjanatu Musa, Amy Okonkwo, Pallas Kunaiyi, entre outras.

No “ranking” da FIBA, a Nigéria surge como a melhor selecção  africana de basquetebol sénior feminino, encontrando-se na posição 11. E tem um recorde: nao perdem há 24 jogos em África. 

Sexagésima sexta posicionada no ranking feminino da FIBA, a selecção do Ruanda Ruanda ocupou o quarto lugar no “Afrobasket” 2025. 

No duelo de atribuição do terceiro lugar, na Arena de Kigali, as ruandesas caíram aos pés do Mali com quem perderam por 89-51.

No duelo das meias-finais, nao tiveram argumentos para travar a super-Nigéria que venceu por 79-48.  Numa partida decidida no limite, nos quartos-de-final, o Ruanda derrotou o Uganda por cinco pontos: 66-61.  Antes desta fase a eliminar, as ruandesas perderam com Angola (74-68) e venceram a Costa do Marfim (64-35).

Doze anos antes, ou seja, em 2011, o Ruanda quedou-se no oitavo lugar na 20.ª edição do   “Afrobasket” com um saldo de três vitórias e quatro derrotas. 

Inseridas no grupo B, juntamente com Senegal (vencedor com cinco vitórias em  igual número de jogos), Angola, Nigéria, Camarões e Guiné Conacri, as ruandesas ocuparam o quinto lugar com uma vitória e quatro derrotas.

O único triunfo foi diante da Guiné Conacri, por 69-35, em desafio da jornada 1 do grupo B disputado a 23 de Setembro.  

Na 19.ª edição do certame, em 2029, no Madagascar, o Ruanda alcançou, igualmente, a  9.ª posição na prova.  Estreou-se com uma derrota diante de Angola (66-54), seguindo-se novo desaire frente à Nigéria (79-49). 

Vieram, depois, derrotas com o Mali (48-72), Tunísia ( 53-59) e Costa do Marfim (64-60).

Os primeiros classificados de cada grupo apuram-se directamente para os quartos-de-final, enquanto o segundo e terceiro posicionados disputam o acesso a esta fase a eliminar do “Afrobasket”.

Na última edição do “Afrobasket”, em Kigali, Ruanda, a selecção nacional ocupou a quinta posição, após derrotar os Camarões, por 74-65.

Composição dos grupos:

GRUPO A: Costa do Marfim, Egipto e Angola 

GRUPO B: Mali, Camarões e Sudão do Sul 

GRUPO C: Senegal, Uganda e Guiné 

GRUPO D: Nigéria, Moçambique e Ruanda 

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