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Um automobilista morreu carbonizado na madrugada deste sábado, na sequência de uma colisão entre uma viatura ligeira e um camião, na Estrada Nacional Número Um (EN1), no Distrito Municipal da Katembe, Cidade de Maputo. O acidente provocou ainda dois feridos.

O sinistro ocorreu nas primeiras horas da manhã e destruiu completamente a viatura ligeira, que se incendiou após o embate, impossibilitando o condutor de escapar às chamas.

No camião seguiam duas pessoas. Uma sofreu ferimentos graves e a outra contraiu ferimentos ligeiros. Ambas foram socorridas e transportadas para uma unidade hospitalar, onde recebem assistência médica.

O proprietário do camião afirmou que, de acordo com as informações que lhe foram transmitidas, o veículo seguia normalmente no seu percurso quando ocorreu a colisão.

As circunstâncias em que o acidente se deu continuam por esclarecer. Contudo, a Polícia de Trânsito admite, como hipótese preliminar, que o sinistro tenha resultado de uma alegada circulação em contramão por parte do condutor da viatura ligeira. As investigações prosseguem para o apuramento das causas do acidente.

Até ao fecho desta edição, as viaturas sinistradas permaneciam no local do embate, enquanto decorriam os trabalhos das autoridades competentes.

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O Conselho de Ministros reuniu-se nesta terça-feira na sua 15ª sessão ordinária para apreciar matérias de interesse para o país. Dentre as matérias apreciadas, destaque para o acolhimento de Moçambique da XIII edição dos Jogos da Juventude do Conselho Superior do Desporto da União Africana, Região 5, AUSC-R5.

A prova vai decorrer em Maputo, entre Novembro e Dezembro de 2026, depois de o país ter desistido de acolher a competição em 2024, quando a mesma foi atribuída a Moçambique.

Na ocasião, o Governo de Moçambique desistira de acolher a edição de 2024 dos Jogos da Região 5 da União Africana devido ao alto custo da organização, que era de cerca de 1,3 mil milhões de Meticais, num ano em que o país também tinha outras obrigações desportivas importantes. 

Zimbabwe acabou por ser indicado como país alternativo, depois da desistência de Moçambique. 

Fazem parte dos Jogos da Juventude do Conselho Superior do Desporto da União Africana, Região 5, AUSC-R5 todos países da região, nomeadamente Angola, Botswana, Lesotho, Malawi, Moçambique, Namíbia, África do Sul, Eswatini, Zâmbia e Zimbabwe.

Outro tema apreciado pelo Conselho de Ministros é o da época chuvosa e ciclónica 2024/2025, com destaque para os principais impactos e as acções de resposta realizadas e em curso, com vista a minimizar o sofrimento da população afectada.

A época chuvosa e ciclónica 2024/2025 foi caracterizada por chuvas abundantes e inundações em algumas províncias, para além do aumento de casos de malária, principalmente nas regiões Centro e Norte.

A época iniciou-se com um défice financeiro para dar resposta às emergências, num valor de 11 mil milhões de Meticais, mas o Governo conseguiu encontrar formas de minimizar os estragos em alguns pontos.

O balanço intermédio das visitas de trabalho do Chefe do Estado às províncias de Cabo Delgado, Niassa, Nampula, Inhambane e Tete, de 24 de Fevereiro a 24 de Abril deste ano foi outro ponto apreciado pelo Conselho de Ministros.

Por fim, o Conselho de Ministros apreciou a informação sobre o relatório de Petições, Queixas e Reclamações Tramitadas na Administração Pública do segundo semestre do ano passado.

A Empresa Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) aumentou o número de aeronaves de passageiros e de carga nas suas operações.

De acordo com a instituição, a aeronave do tipo Boeing 737-500, integra temporariamente a frota da LAM. O avião começou a operar nesta terça-feira e poderá aliviar a pressão dos voos diários da companhia. 

Com capacidade para transportar 134 passageiros, a aeronave em referência tem também a vantagem de acomodar mais volumes e carga. 

Com esta solução, a Linhas Aéreas de Moçambique passa a operar com quatro aeronaves.  

 

carta a Spinoza

Por M.P.Bonde

 

Caro Spinoza, os pingos que, agora, aprecio pela janela onde lhe escrevo trazem alguma esperança nestes tempos de cólera! Todavia a fome esse monstro das horas mortas continua a arrastar o seu convênio diante da inoperância de quem deveria prover o básico. A fome! A fome, sempre ela, a ensinar os ilustres mundanos a serem mais afectivos.

Escrevo ainda com os miolos queimados! É tanta a maldade nesta geração de espectáculo, tudo é capturado sob o prisma de um self ou um post na fábrica de sonhos inalcançáveis como disse o poeta com umbigo ancorado nas terras de muhipiti.

O tempo, caro pensador das lentes, separa-nos por mais de 348 anos de volta ao sol! Verde é o semblante do gato pendurado na telha da manhã, franzinho, com as ossadas cambaleando sob a folga da cauda, ficamos pelos 45 anos que abraçam meus cabelos neste instante, os mesmos anos com que deixaste as asas da vida sob a âncora desta terra.

Há muitas inovações neste momento, como as que ouviste algures sob a batuta do grande Da Vinci. No entanto, para nós que vimos o virar do outro milénio, sempre à espera do Nazareno, adoptamos as redes sociais como mecanismo de manutenção da nossa existência face ao distanciamento entre os homens.

Assim sendo, as redes sociais da minha pequena aldeia não falam de outra coisa senão uma indemnização milionária, 4 milhões de meticais para ser preciso! Pois é, esse valor para ressarcir os danos morais por conduta indevida de um jovem que se fez artista com o beneplácito do silêncio. Será lícito criar critérios para a criatividade humana, seja ela para o bem ou para mal? Quem ditou a precisão da arte maior não estará excomungado nos dias de hoje, onde tudo que se diz, pode ser conotado com inveja?

Sei que não fazes ideia! Deixa-me contar. Há dias, deixou-nos o Mário de um país com nome de ave apreciada no Natal. Sim, esse último mago das terras andinas e registou dedico a você o meu silêncio como que a profetizar o seu fim. Quando já não temos nada a provar, o silêncio parece ser a única forma de mostrar a nossa resignação ou alheamento como fez o Bernardo Soares no epílogo do seu desassossego.

Onde encontro a ética, caro Spinoza? Onde habita a ética? Que pedra dança pulsação do ritmo cardíaco? Que Deus a noite desvenda quando não sonho?

Não lhe maço mais, o tempo urge e as manhãs continuam a espraiar a luz que esconde o cheiro da morte.

Até breve, do seu admirador.

 

A actual vice-presidente da Confederação das Associações Económicas, CTA, Maria de Assunção Abdula, iniciou, hoje, a sua campanha eleitoral. Assunção promete uma CTA dinâmica, transparente e inclusiva.

 

Maria de Assunção Abdula, actualmente Vice-Presidente da CTA no actual elenco de Agostinho Vuma, iniciou esta terça-feira a sua campanha eleitoral, rumo à presidência da agremiação.

“A minha candidatura está ancorada em valores essenciais como inclusão, transparência  e inovação. Quero construir uma CTA mais próxima de todos os membros, que seja realmente uma plataforma de fortalecimento das nossas empresas e um motor para o desenvolvimento do País e, para isso, vamos implementar uma governação inclusiva e transparente”, disse De Assuncao. 

Encabeçando a Associação Comercial de Moçambique, Da Assunção promete uma CTA representativa.

“Compreendo que Moçambique é vasto e que cada região possui realidades únicas.

Por isso, proponho a criação de três antenas regionais, Centro, Norte e Sul, para fortalecer a representatividade e descentralizar a gestão da CTA. Estas antenas regionais serão responsáveis por atuar como bordes regionais com liderança atribuída a vice-presidentes regionais”.

Uma das propostas da candidata é a criação do dia nacional do associado e das conferências empresariais regionais, a fim de reforçar o envolvimento e escuta activa dos membros. 

“Por isso, promoverei programas de capacitação técnica, apoio na gestão financeira e desenvolvimento institucional das associações. A capacitação será uma das nossas maiores prioridades para que todos os membros possam operar de maneira eficiente e sustentável. Transparência operacional. A transparência não será apenas um princípio, mas uma prática diária para garantir que todos os membros da CTA estejam sempre informados”, defendeu a esposa do empresário Salimo Abdula.

As associações membros da CTA, Maria de Assunção Abdula pede votos para tornar a agremiação mais dinâmica e transparente.

 

 

Está num nível crítico a liberdade de imprensa no país, considera o MISA – Moçambique. De acordo com a organização,  em 2024, foram registados 34 casos de transgressões, com destaque para o aumento de violações a jornalistas.

O ano de 2024 foi marcado por vários atropelos à liberdade de Imprensa, em parte devido ao processo eleitoral, considera o Misa-Moçambique. Na sua maioria, os casos foram registados na cidade de Maputo. Confisco de material de trabalho, uso abusivo da força, impedimento de cobertura de eventos públicos, são algumas das violações.  

“No ano passado registamos uma subida do número de casos, tendo em conta que em 2023 registamos 28, em 2024 foram 34 casos. Parte dos casos estão ligados às manifestações pós-eleitorais e envolvem a PRM e agentes do SISE. Um fenómeno que cresceu no ano passado foi o de confisco de material, sejam telemóveis, câmaras profissionais e depois arrancar a memória de modo a extrair o conteúdo. Em todas as situações houve tentativa de usar a força para exercer a censura”, disse Ernesto Nhanale, director executivo do Misa. 

Os dados constam do Relatório sobre o Estado da Liberdade de Imprensa e da Desinformação em Moçambique em 2024, publicado, esta terça-feira,  pelo MISA. 

Tais violações, segundo a organização, limitam o exercício da actividade jornalística. 

“O jornalista identifica-se aqui em Moçambique através do crachá emitido na sua instituição. A mesma é reconhecida e tem licença do estado moçambicano para praticar o jornalismo. Houve muitas artimanhas para limitar o trabalho do jornlsita”, explicou Nhanale. 

De acordo com o relatório, o estágio actual da liberdade de imprensa em Moçambique é crítico, devido às sucessivas ameaças ao exercício pleno da actividade.

“No facebook e whatsapp circulavam mensagens de ódio e de ataque contra jornalistas, vimos como as autoridades não estão preparadas, seja sob ponto de vista comportamental, técnico da própria polícia, que foi capaz de deitar fogo contra jornalistas”. 

Na publicação do relatório em Maputo, participaram jornalistas, que pedem acções urgentes para acabar com as violações à liberdade de imprensa.

Subiu de 30  para 35 mil pessoas  em risco de fome severa na sequência de inundações e estiagem no norte de Gaza. No distrito de Chigubo, 18 comunidades estão com celeiros vazios, situação agravada pela falta de sementes para relançar a produção. A informação foi avançada pelo administrador do distrito, Hermenegildo Infante.

Queda irregular de chuva compromete a produção agrícola e deixam mais de 18 comunidades sem comida no distrito de Chigubo, região norte de Gaza. 

 “E as culturas queimaram, não resultaram em nada. Leva a pensar que o problema de fome vai prevalecer. Nós tínhamos planificado a nível do distrito cerca de 10 mil hectares para culturas e lavramos 9 mil e perdemos grande parte desta área. Conseguimos, digamos, colher apenas em cerca de 2 mil hectares. E a nossa produção, que prevíamos 12 mil toneladas de produtos diversos, apenas conseguimos produzir 2.800 toneladas. Isso significa que temos e vamos ter problemas de fome.”

O administrador do distrito de Chigubo,Hermenegildo Infante diz que mais de 5  mil produtores enfrentam além da fome. São 18 comunidades a nível do nosso distrito. Estamos a distribuir alguma comida para estas populações. Mas devo dizer que o próximo mês termina e as culturas não estão maduras. Temos que nos preparar, temos que nos reinventar. Há falta de insumos agrários para relançar a produção, pôs perdas.

A falta de insumos agrários para relançar a produção após perdas é outro problema.

“O problema de semente é que nós, desde janeiro, começamos a lançar a semente da terra. Então, por causa da chuva, caía, lançava uma semente e imediatamente o solo abria. Então, aquela semente toda perdeu. Há populações que fizeram cinco vezes sementeira. Agora não tem semente. Então, estamos apenas, estamos recebendo desses nossos parceiros. Eu que estamos a distribuir pouco a pouco para ver se conseguimos minimizar este problema da fome no nosso distrito.Nós tínhamos programado para pôr a semente, precisávamos de 5 mil toneladas. Não conseguimos. Depois vimos que, por causa da escassez, conseguimos pelo menos, como a humidade está desaparecendo, se conseguimos 5 toneladas, poderia fazer face a essa situação. Mas nem isso conseguimos”.

 Para além de ter arrasado a produção, a estiagem  coloca em risco mais 5 mil cabeças de Gado no interior das comunidades.

“Não só teríamos boa cultura, como também poderíamos ter esperança de que nos próximos tempos o nosso gado teria água para o treinamento. Ora, da forma como a chuva caiu aqui no nosso distrito, as nossas baixas, as nossas lagoas, não conseguiram concentrar água. Então, esse é outro problema que nós estamos a prever nos próximos tempos. Porque o período chuvoso termina amanhã, hoje, literalmente, de que venha a cair alguma coisa, mas já não é muita coisa”.

Os distritos de Mapai, Chicualacuala, Massangena, Chigubo, Mabalane, Massingir,são os mais abalados pela seca extrema na província de Gaza

 

A Temporada de Música Clássica Xiquitsi, deste ano, inicia neste mês de Maio, com a primeira série de concertos 2025. “Será uma sessão histórica que reflecte o seu impacto transformador na inserção social e formação de adolescentes e jovens. Neste contexto, de 8 a 11 de Maio, Maputo volta a ser palco da excelência artística da Orquestra, Coro e Percussão Xiquitsi, num alinhamento que une gerações e celebra a música tradicional moçambicana e a clássica do mundo”, lê-se no comunicado de imprensa.  

A série transporta para o palco a moçambicanidade pelos músicos envolvidos, com o calor de convidados internacionais. Por outro lado, reflecte a maturidade do projecto Xiquitsi e os frutos de 12 anos de investimento no ensino colectivo de música, com vários antigos alunos que, actualmente, actuam como músicos profissionais, professores ou estudantes de prestigiadas escolas no país e no estrangeiro.

Para abrir a temporada, será realizado um Concerto de Gala, no dia 08 de Maio, às 19h00, no Salão Nobre do Conselho Municipal de Maputo. 

O Concerto de Gala vai apresentar um rico repertório com obras de Vivaldi, Mozart, Halvorsen, Sibelius e arranjos de compositores moçambicanos como José Barata, Xixel Langa e ainda a estreia em Moçambique da obra do jovem compositor moçambicano, Estevão Chissano. 

O concerto contará ainda com interpretações a solo dos jovens xiquitsianos, Inérzio José Macome, formado com distinção (20v) na Escola Superior de Música de Lisboa e Alexandre Munguambe, ainda em formação no Xiquitsi.

No dia 10 de Maio, às 19h00, no Centro Cultural Moçambique – China, vai acontecer a “Noite Fora de Série”, que este ano ganha um carácter especial. É que, pela primeira vez, o projecto acolhe o mestre de valimba, Pai Leão, artista da Beira. O concerto será dividido em dois actos, o primeiro contempla a actuação da Orquestra, Coro e Percussão Xiquitsi e o segundo, o universo sonoro da valimba em diálogo com outros instrumentos e artistas moçambicanos. 

Além do concerto, Pai Leão vai orientar um workshop sobre a história, construção e técnica deste instrumento tradicional, numa iniciativa pioneira rumo à valorização da valimba em Moçambique.

O encerramento da série será com o acolhedor e tradicional concerto denominado “Tarde para Pais e Filhos”, a acontecer no dia 11 de Maio, às 15h, no Montebelo Indy Congress, onde se explora o ambiente familiar e didáctico. O momento vai para além de obras clássicas, destacar temas moçambicanos e homenagear Edilson da Conceição, antigo aluno do Xiquitsi falecido em 2018. A peça de homenagem terá o arranjo de Estêvão Chissano e representa um dos momentos mais emotivos do concerto, simbolizando a união entre o passado, o presente e o futuro do projecto.

O Xiquitsi, com direcção artística da fundadora do projecto, Kika Materula, reafirma com esta Temporada, o seu compromisso com a valorização da cultura nacional e a transformação social através da música.

 

No próximo sábado, às 20h, o Centro Cultural Franco-Moçambicano vai receber a cantora e compositora Lúcia de Carvalho para um concerto considerado “vibrante” e “emotivo”, inserido na sua  tournée ―Pwanga‖ — palavra que significa “luz” em kimbundu, de Angola.

A Maputo, a artista traz um espectáculo que funde canções dos seus dois álbuns, Kuzola e Pwanga, num percurso musical profundamente enraizado na busca de identidade, pertença e celebração das origens. Com ritmos que cruzam África, Brasil e Europa, a música de Lúcia é, ao mesmo tempo, íntima e universal, espiritual e dançante — uma ponte entre mundos.

O concerto integra uma digressão especial pelos países africanos de língua oficial portuguesa — Angola, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe — no âmbito das celebrações dos 50 anos das independências destes países. 

A iniciativa conta com o apoio do Institut Français e pretende homenagear as histórias, culturas e memórias que unem estas nações e os seus povos.

Com raízes angolanas e uma vida entre Portugal e França, Lúcia de Carvalho mistura voz, percussão e dança numa entrega cheia de energia e autenticidade. 

Em palco, estará acompanhada por uma banda que integra o percussionista Tony Paco, e contará ainda com a participação especial da cantora Onésia Muholove — ambos moçambicanos — que enriquecem o espectáculo com talento local, promovendo, assim, o diálogo musical entre culturas.

O concerto integra também as celebrações dos 30 anos do Centro Cultural Franco-Moçambicano, reforçando o seu compromisso com a diversidade artística e os laços culturais entre África e Europa.

 

SOBRE A ARTISTA

Lúcia de Carvalho nasceu em Angola, cresceu em Portugal e vive em França. A sua arte é uma viagem sonora entre continentes e culturas, guiada pela força do tambor, da voz e do corpo em movimento.

Com Pwanga (luz) e Kuzola (amor), a artista planta canções que são sementes de conexão, cura e partilha. O seu nome diz muito sobre a sua missão: Lúcia é luz; de Carvalho, a força da árvore.

O Centro Cultural Português, a Faculdade de Ciências da Linguagem, Comunicação e Artes da UP-Maputo e o Centro de Língua Portuguesa – Camões, instalado naquela universidade, comemoraram o Dia Mundial da Língua Portuguesa através da realização da Grande Final da 22.ª edição do Prémio Eloquência Camões.

De acordo com uma nota de imprensa, o júri, composto pela actriz Ana Magaia, pela professora universitária Paula Cruz e por José António Marques, Leitor do Camões, ICL, na UP-Maputo, avaliou as habilidades oratórias dos 10 concorrentes finalistas, tendo concedido o primeiro lugar a Antonieta Matsinhe, o segundo lugar a Leonel Maísse e o terceiro lugar a Dionísia Munguambe, estudantes do Curso de Licenciatura em Ensino de Português da UP-Maputo. Foi ainda agraciado com uma Menção Honrosa o estudante do Curso de Literatura Moçambicana na Universidade Eduardo Mondlane, Deus Taímo.

Os dez finalistas, além de terem beneficiado de um curso de formação na arte da expressão oral, ministrado pela actriz Ana Magaia, receberam também um pacote de livros oferecido pela Plural Editores. O Camões – Centro Cultural Português em Maputo atribuiu, ainda, prémios pecuniários aos três primeiros classificados.

Criado em 2002, o Prémio Eloquência Camões pretende motivar os estudantes para a importância da oralidade em português no mercado de trabalho, em áreas tão variadas como a comunicação social, a docência, a publicidade, o teatro, o cinema, entre outras.

 

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