A Ministra da Educação, Samaria Tovela, apelou à paciência dos professores que reclamam o pagamento de horas extraordinárias em atraso, reconhecendo a legitimidade das suas reivindicações, mas sublinhando que o Estado não dispõe de capacidade financeira para liquidar toda a dívida de uma só vez.
A governante reagia à nova onda de paralisação das aulas protagonizada por docentes que exigem a regularização dos valores em dívida. Apesar de reconhecer o direito dos professores a reclamarem os seus créditos, Samaria Tovela considera que a interrupção das actividades lectivas não constitui a melhor forma de protesto, por prejudicar milhares de alunos.
A ministra alertou ainda que os docentes que aderirem à paralisação poderão enfrentar implicações e procedimentos administrativos previstos na lei.
Recorde-se que o Governo anunciou ter regularizado integralmente o pagamento das horas extraordinárias referentes ao ano de 2022 e parte de 2023. Contudo, continua por liquidar o remanescente desse ano, bem como a totalidade dos valores correspondentes a 2024.
O Ministério de Transporte e Logística anunciou, hoje, a aprovação de um subsídio aos transportadores de passageiros. O Secretário de Estado dos Transportes avançou que o Presidente da República fará a entrega de 190 autocarros movidos a gás, destinados à área metropolitana da Cidade de Maputo.
Um dia após o aumento do preço do combustível, o Secretário de Estado dos Transportes, Chinguane Mabote, anunciou a aprovação de uma compensação aos transportadores de passageiros.
“O valor da compensação será canalizado para cada proprietário da viatura que exerce a actividade de transporte de passageiro e esteja na base de dados”, explicou.
O Presidente da Federação Moçambicana das Associações dos Transportadores Rodoviários (FEMATRO), Castigo Nhamane, explicou que a compensação vai ajudar a não alterar o preço do transporte e vai abranger os transportadores urbanos nas capitais provinciais.
“Todo o transporte urbano nas capitais provinciais será compensado, a partir da zona metropolitana da cidade de Maputo será compensado”, vincou Nhamane.
O subsídio, segundo o Ministério, é de cerca de 35 407 Meticais por mês.
O académico, filósofo e vice-reitor da Universidade Pedagógica de Maputo, José Castiano defende que o maior desafio da unidade nacional e da independência são as desigualdades sociais e que não bastam os discursos e abraços de condolências para que o país conheça a verdadeira paz, reconciliação e unidade nacional. Já o Sociólogo Filimone meigos defende o abandono de discursos belicistas como um dos caminhos para a paz.
José Castiano foi orador numa mesa redonda em Maputo, onde falava dos desafios da unidade nacional moçambicana e fez constatações próprias de um filósofo.
“O maior inimigo da nossa unidade nacional e, por consequência da nossa democracia, que eu chamo reconciliatória, são as extremas desigualdades sociais. Estamos aqui todos com medo de voltarmos à guerra”.
Começou por recordar das negociações de 1992, entre o Governo e a Renamo, que culminaram com o Acordo Geral da Paz, o Processo de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração, DDR e, mais recentemente, o Filósofo recordou da visita do Chefe de Estado a casa de Venâncio Mondlane, para prestar condolências pelo falecimento da sua mãe, com momentos importantes, mas não suficientes para manter a paz e unidade nacional.
“Não basta só haver conversas, não basta só haver apertos de mãos, não basta só haver abraços ou visitas de sentimentos de condolências. Abraçamos aqui e estamos a continuar a visitar-nos, e estamos a continuar a aparecer com comunicação de dados públicos.
Mas é insuficiente. Para estruturar o diálogo, não. Temos que encontrar formas mais profundas”.
Castiano entende que o país persegue uma agenda de reconciliação que se rompe a cada mandato governamental e isso desvaloriza os esforços das equipas que se reúnem para desenhar tais políticas.
“Eu sou da opinião que, no Parlamento devíamos ver e desaguar nessa coisa de estruturar o diálogo, em uma comissão parlamentar de reconciliação para o futuro. O que é que essa comissão vai fazer? Isso pode ser matérias digitadas”.
Castiano tem outras sugestões:
“Começamos com desarmar as mãos e desarmar as mentes. O que é que isso significa? Várias dimensões. Uma delas é educacional, curricular, muita coisa que nós temos que recuperar nas dimensões, principalmente da história, da historicidade de Moçambique.
Educacional em vários sentidos. Requer-se trabalhar nas futuras gerações para que não pensem na arma para resolver os seus conflitos. Como é que vamos fazer isso? Não sei. A segunda dimensão é a ética. A ética do discurso”.
Estabilidade política e social são essenciais para paz
Quem também emprestou os seus conhecimentos à causa da paz e reconciliação foi o docente e sociólogo Filimone Meigos, quem toma os dois conceitos como vítimas de constantes ameaças.
“A mim parece que estamos na situação do cabrito, que é a guerra recrudece, em Cabo Delgado, corrupção aumenta, temos a lógica do “Nhoga”, aumento de intolerância, aumento da exclusão social e, eventual, retorno à guerra. Nós estamos em Guerra, ainda que não admitamos, cabo Delgado está em Guerra. Neste cenário a variável determinante cujo retrocesso tem implicações significativas sobre o futuro, o nosso futuro, o futuro de Mocambique é o da deterioração das condições que envolvem a variável determinante da estabilidade política e social”.
Na sua visão, o diálogo deve envolver todos os segmentos da sociedade.
Os académicos falavam durante a mesa redonda sobre Reconciliação e Unidade nacional.
O académico moçambicano e antigo reitor da Universidade Eduardo Mondlane, Brazão Mazula, passa a contar, desde esta quinta-feira, com uma fundação que pretende preservar e expandir o seu legado intelectual, científico e humanista em Moçambique.
A Fundação Brazão Mazula, inaugurada na Cidade de Maputo, surge por iniciativa de cidadãos admiradores do percurso académico e político do patrono, com o objectivo de promover educação, pesquisa científica, cidadania e formação tecnológica, numa altura em que o País enfrenta desafios ligados à transformação digital e à inclusão do conhecimento científico.
Durante a cerimónia de lançamento, realizada no bairro de Laulane, o presidente da fundação, Rafael Sapato, afirmou que a criação da instituição representa uma forma de dar continuidade ao contributo de Brazão Mazula para o desenvolvimento intelectual do País.
“A Fundação Brazão Mazula resulta da admiração ao seu patrono por parte de alguns cidadãos e da necessidade de ver continuado o seu legado, sobretudo na educação, formação, pesquisa científica e contributo social”, declarou.
Sapato explicou que a ideia começou a ser desenhada em 2021, durante o período da pandemia da Covid-19, inicialmente como uma associação voltada ao desenvolvimento científico e cultural.
Segundo o responsável, a evolução do projecto levou os promotores a concluírem que uma fundação seria o modelo mais adequado para assegurar maior alcance institucional e sustentabilidade.
“Inspirada no seu patrono, a fundação pretende combinar tecnologia e humanidade, em vista a criar um Moçambique novo. Países que apostaram numa cultura científica rigorosa, sem esquecer a humanidade, conseguiram alcançar estabilidade”, afirmou.
A aposta na tecnologia e na formação digital foi destacada como um dos pilares centrais da nova instituição. Brazão Mazula defendeu que a transformação digital e a segurança cibernética serão determinantes para o futuro das sociedades modernas.
“A transição digital e a segurança cibernética são o futuro da humanidade. A fundação aposta na formação de uma nova geração capaz de dominar os meios digitais com espírito crítico para o bem do País e da humanidade”, afirmou o académico.
Mazula sublinhou ainda que a fundação terá uma vocação cultural e educativa, funcionando através de contribuições, doações e legados.
“Uma fundação vive de doações e legado. Não é uma fábrica nem uma empresa comercial. O seu objectivo é compreender melhor o mundo que nos rodeia e contribuir para a sociedade”, acrescentou.
A criação da Fundação Brazão Mazula acontece num momento em que cresce o debate sobre a necessidade de reforçar a investigação científica, a inovação tecnológica e a produção de conhecimento em Moçambique, sobretudo entre os jovens universitários.
A província de Nampula enfrenta sérios desafios no sector da saúde, com cerca de 90 mil crianças excluídas do programa de vacinação nos últimos tempos, devido à insuficiência de recursos financeiros, fragilidade das actividades comunitárias e insegurança em algumas zonas da região.
Os dados foram divulgados pelas autoridades provinciais de saúde, que alertam para o risco de aumento de doenças evitáveis por vacinação caso não sejam reforçadas urgentemente as campanhas de imunização.
Com mais de 200 unidades sanitárias distribuídas pelos 23 distritos da província, o sistema de saúde continua a enfrentar dificuldades logísticas e operacionais para garantir cobertura vacinal universal, sobretudo nas comunidades remotas e em áreas afectadas por instabilidade.
A directora provincial de Saúde em Nampula, Celma Chavier, reconheceu que a fraca mobilização comunitária e os constrangimentos financeiros comprometeram o alcance das metas definidas pelas autoridades sanitárias.
“Perdemos perto de 90 mil crianças que não foram vacinadas completamente. É um número muito grande e temos de conseguir abranger todas elas para evitar doenças provenientes da falta de vacinação”, afirmou.
Perante o cenário, o Governo provincial e parceiros de cooperação lançaram um projecto de fortalecimento do sistema de distribuição de vacinas, iniciativa que deverá abranger inicialmente cinco distritos considerados críticos em termos de cobertura vacinal.
O governador de Nampula, Eduardo Abdula, explicou que o projecto pretende alcançar perto de 100 mil crianças, reforçando o acesso aos serviços de vacinação em zonas de difícil alcance.
“Com esta iniciativa iremos reforçar a cobertura vacinal nos cinco distritos abrangidos, alcançando comunidades mais remotas e garantindo que as crianças recebam integralmente as vacinas previstas no calendário nacional”, declarou.
Além do reforço da vacinação, o projecto prevê melhorias nos sistemas de recolha e gestão de dados sanitários, considerados essenciais para identificar crianças fora do sistema de imunização e melhorar o planeamento das campanhas.
“Vamos igualmente melhorar a qualidade dos dados do sistema de informação em saúde, assegurando registos mais fiáveis e actualizados”, acrescentou o governador.
A iniciativa contempla ainda a formação de mais de 90 profissionais de saúde e a criação de brigadas móveis que deverão intensificar as campanhas comunitárias de vacinação.
Organizações ligadas à saúde defendem que, além do financiamento, o sucesso das campanhas dependerá também do reforço da sensibilização comunitária, do combate à desinformação e da melhoria das condições de segurança em algumas regiões da província.
O Governo poderá avançar, nos próximos tempos, com um novo levantamento da suspensão das actividades mineiras na província de Manica, medida que vigora desde Setembro do ano passado, devido aos elevados níveis de degradação ambiental, sobretudo a poluição de rios causada pela exploração mineira.
A decisão está ainda em avaliação, mas as autoridades provinciais consideram existirem sinais de melhoria no cumprimento das exigências ambientais impostas às empresas mineiras após oito meses de restrições.
A suspensão das licenças foi decretada a 30 de Setembro do ano passado, numa altura em que o Executivo denunciava graves danos ecológicos provocados por operadores mineiros, além do incumprimento das obrigações de responsabilidade social junto das comunidades locais.
Representantes de algumas empresas garantem agora estar a implementar medidas correctivas exigidas pelo Governo.
“Realizámos a deposição dos solos e temos a nossa situação regularizada. Pretendemos manter reuniões constantes com os líderes comunitários para identificar outras áreas que podemos apoiar”, afirmou um representante mineiro durante um encontro com as autoridades provinciais.
O secretário de Estado na província de Manica, Lourenço Lindonde, reconheceu que as avaliações feitas pelas equipas de fiscalização apontam para melhorias significativas no cumprimento das normas ambientais.
“Penso que haverá um terceiro levantamento, porque temos estado sempre a avaliar as empresas através de uma comissão multissectorial. Sentimos que, pelo menos ao nível do cumprimento do decreto, não há problema”, declarou.
Segundo Lindonde, o Governo prepara-se para autorizar mais um grupo de empresas a retomar as operações mineiras na província, embora ainda sem anunciar data.
O dirigente acrescentou que o relacionamento entre o Governo e as empresas mineiras permanece estável, mas alertou para o crescimento da mineração ilegal, apontado actualmente como um dos maiores desafios do sector extractivo em Manica.
“O grande problema, neste momento, é o garimpo ilegal. Isso nunca chegou a parar. Temos estado a dialogar com os garimpeiros para obedecerem a algumas regras e evitar problemas de degradação ambiental”, explicou.
As autoridades reconhecem dificuldades em controlar a actividade de mineradores artesanais que invadem áreas concessionadas, muitas vezes sem observância de normas ambientais e de segurança.
Dados do Governo indicam que o levantamento da suspensão já ocorreu em duas fases. A primeira beneficiou empresas que não exploram ouro, enquanto a segunda abrangeu apenas seis empresas ligadas à exploração aurífera.
O Instituto Superior de Estudos de Defesa Tenente-General Armando Guebuza desafia as Forças Armadas de Defesa de Moçambique a privilegiarem a cooperação civil-militar para lograr sucesso no teatro operacional norte. A escola de estudos de defesa alerta para a observância escrupulosa dos direitos humanos nas operações militares.
Oficiais superiores das Forças Armadas de Defesa de Moçambique reuniram-se junto do Alto-Comissariado das Nações Unidas na primeira conferência sobre os direitos humanos promovida pelo Instituto Superior de Estudos de Defesa Tenente-General Armando Guebuza. A escola de estudos de defesa recomenda a observância escrupulosa dos direitos humanos nas operações militares.
“Uma das formas é no respeito ao ser humano na realização das funções ou nas operações militares, respeito ao ser humano, preservando o direito à vida àquele que não estiver em situações de operações. Vou dar um exemplo: numa situação em que há uma certa comunidade, está deslocada, vou considerar assim, deslocada do centro urbano, do distrito, por exemplo, e esta comunidade, estando numa situação inofensiva ou numa situação de busca de salvação diante do inimigo, o que as Forças Armadas fazem é salvar esse povo, salvar essa comunidade, trazendo a paz sem criar alguma violência ou alguma operação militar, vou dizer assim, a essa comunidade”, explicou o coronel Elias Hachimo.
O secretário permanente do Ministério da Defesa Nacional desafiou as Forças Armadas e Defesa de Moçambique a privilegiarem sempre a cooperação civil-militar para lograr sucesso no teatro operacional.
“Esta iniciativa insere-se no quadro dos esforços conjuntos que o sector da Defesa e o Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos vêm desenvolvendo para reforçar e aprimorar a integração dos direitos humanos nas funções das Forças Armadas de Defesa de Moçambique. Neste contexto, importa lembrar que os progressos alcançados nos últimos anos incluem a formação em Direitos Humanos e o apoio técnico para a produção de materiais pedagógicos para o uso nos estabelecimentos de ensino e formação militar e representam passos concretos no aprimoramento do quadro institucional das Forças Armadas de Defesa de Moçambique, no âmbito dos direitos humanos. É precisamente para consolidar esses avanços e reflectir sobre os desafios persistentes que esta conferência se realiza, sob o lema ‘Garantir a conformidade e respeitar os direitos humanos através de parcerias estratégicas’”, avançou Casimiro Mueio, secretário permanente do Ministério da Defesa.
Para o Alto-Comissariado das Nações Unidas, a promoção dos direitos humanos deve merecer uma coordenação interinstitucional.
“A promoção e protecção dos direitos humanos constituem uma responsabilidade partilhada que exige cooperação interinstitucional, capacitação contínua, mecanismos eficazes para assegurar a sua efectiva implementação. É neste âmbito que as agências das Nações Unidas têm vindo a estabelecer uma cooperação estreita com agências de defesa e segurança em Moçambique”, disse Catherine Sozi, representante do Alto-Comissariado das Nações Unidas, destacando a importância da “conversa entre o Alto-Comissariado da ONU para os Direitos Humanos e o Ministério da Defesa Nacional, orientada para a contínua integração dos direitos humanos nas funções das Forças Armadas de Defesa de Moçambique”.
A primeira Conferência sobre os Direitos Humanos e as Forças Armadas e Defesa de Moçambique termina nesta terça-feira.
O Presidente a Assembleia Nacional de Angola, Adão Francisco Correia de Almeida, disse estar convicto que a Assembleia Parlamentar da Comunidade dos Países da Língua Portuguesa (AP-CPLP), sob a liderança de Moçambique, pode dar um contributo relevante para que esta comunidade promova uma mobilidade mais fácil, tornando-se assim um organismo capaz de promover mais trocas comerciais e desenvolvimento dos países membros.
Almeida, que falava nesta segunda-feira, em Sessão Solene na Sede do Parlamento moçambicano, por ocasião da sua visita oficial à Maputo, sublinhou que Luanda está pronta para acolher a XV Assembleia Plenária da AP- CPLP, sendo uma oportunidade para que os parlamentos dos estados membros reafirmem o pilar económico como determinante para o futuro da CPLP.
“É essencial que trabalhemos com celeridade para que a nossa instituição seja formalmente constituída em sede da Cimeira dos Chefes de Estado e de Governo condição essencial para a sua normalização” disse Almeida acrescentando que é importante que as agendas parlamentares priorizem temas que afligem o povo.
O Presidente do Parlamento angolano destacou, ainda, a redução das desigualdades sociais, a construção de sociedades capazes de gerar oportunidades iguais para todos, a segurança alimentar, a redução da pobreza, o aumento do acesso e a melhoria da qualidade dos serviços de educação e de saúde, o aumento do acesso a água e a energia, a construção de mais infra-estruturas como questões essenciais para o desenvolvimento económico.
Num outro desenvolvimento do seu discurso, Almeida sublinhou que uma sociedade que discrimina as mulheres coloca de lado um dos principais activos para a promoção do desenvolvimento, por isso defende ser importante que se continue adoptando políticas com vista à promoção da mulher, como meio de corrigir desequilíbrios forjados pela história.
“No Parlamento angolano existem 89 Deputadas representando cerca de 40 porcento de presença feminina”, disse, afirmando que a mulher é um pilar estruturante para estabilidade social e uma verdadeira guardiã da paz, jogando um papel extraordinário nas famílias e nas comunidades onde actua como motor de coesão social.
O deputado apelou, em seguida, aos parlamentos para que continuem a ser vozes activas e órgãos incentivadores da adopção de políticas e medidas para a geração de mais emprego, habitação, formação profissional e capazes de preparar os jovens para desafios do presente e futuro.
Para De Almeida, os legisladores devem acompanhar a revolução digital de modo a proteger a economia, a cultura e as nossas nações, para não correr o risco de os algoritmos definidos a milhares de distância determinem o curso do nosso destino.
“Uma abertura ao mundo da informação global que não seja capaz de proteger o interesse nacional será uma abertura ao neocolonialismo”, disse De Almeida, acrescentando que os parlamentos devem ser guardiões da democracia representativa, defendendo ameaças de novos tempos que minam a credibilidade das instituições democráticas.
De Almeida destacou a importância de os parlamentos participarem na resolução pacífica de vários conflitos erguendo firme a sua voz no exercício da diplomacia parlamentar para que as armas cedam espaço ao diálogo e se compreenda que o mundo precisa mais de cooperação do que competição.
“Enquanto parlamentos juntemos energias nas diferentes plataformas parlamentares globais e regionais a favor de reformas profundas no sistema de governação global e África não pode continuar a assistir pela televisão, merece ser participante directo e relevante nos mais diferentes espaços de decisão estratégica global”, disse.
A visita do Presidente da Assembleia Nacional de Angola termina na próxima quinta-feira, dia 30 de Abril.
Persistem dificuldades de circulação na cidade de Tete devido à degradação das vias, com prejuízos para automobilistas. O Conselho Municipal admite falta de recursos e falhas dos empreiteiros na qualidade das obras.
A degradação acentuada de várias vias de acesso na autarquia, está a gerar crescente insatisfação entre automobilistas e residentes, que denunciam dificuldades de circulação e prejuízos constantes nas suas viaturas.
Os munícipes questionam a qualidade das obras de asfaltagem, realizadas, recentemente, alegando que a sua durabilidade não ultrapassou um ano, e o caso da estrada que liga o bairro Canongola ao maior mercado grossista da província. Outro ponto crítico é o percurso entre o Instituto de Ciências de Saúde e a Escola Castro Teófilo, no bairro Matema, o troço que parte da Shoprite até à Escola Ngungunhane, que também não foge à regra.
O Conselho Municipal da cidade de Tete, através do vereador de Infra-estruturas e Trânsito, admite limitações financeiras para a utilização de material de maior durabilidade, mas aponta falhas por parte dos empreiteiros no cumprimento dos padrões exigidos.
O vereador afirmou que decorrem trabalhos de manutenção de rotina em algumas vias de acesso, ao longo de vários bairros da cidade de Tete.
Três pessoas foram linchadas até à morte no distrito de Namacurra, na localidade de Muceliua, posto administrativo de Macuse, após serem acusadas de provocar o suposto atrofiamento de órgãos genitais em jovens. Já em Quelimane, outras sete pessoas estão em contas com a polícia por incitamento a violência.
A Polícia da República de Moçambique já reagiu e esclarece que não há qualquer evidência que sustente as acusações, classificando o caso como resultado de boatos e desinformação.
Na cidade de Quelimane, sete jovens estão detidos, acusados de agredir fisicamente um cidadão de 55 anos, também suspeito de estar ligado à mesma prática.
Os acusados afirmam que a vítima seria responsável por casos de “atrofia do sistema genital masculino”, uma situação que, segundo explicaram, gerou pânico e culminou em agressões públicas no último domingo.
As autoridades voltam a apelar à população para evitar a disseminação de rumores e rejeitar actos de violência, lembrando que a justiça deve ser feita pelas vias legais.
Ainda neste domingo, a polícia confirmou a detenção de dois altos quadros do sector da Educação, no distrito de Mocuba, suspeitos de envolvimento na morte de uma criança e ferimento de outras, durante os jogos escolares da fase distrital.

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