Skip to main content

O País – A verdade como notícia


ÚLTIMAS

Destaques

NOTÍCIAS

O Presidente chinês, Xi Jinping, chegou terça-feira ao Egipto para a sua primeira visita ao país desde 2016, numa altura em que Cairo e Pequim celebram 70 anos de relações diplomáticas e procuram aprofundar a cooperação em novas áreas.

A visita ocorre num momento de crescente aproximação entre os dois países, cuja parceria deixou de estar centrada apenas no comércio e nas grandes infra-estruturas, passando a abranger sectores como tecnologia, defesa e cooperação estratégica, com implicações para a região.

Desde a última deslocação de Xi Jinping ao Cairo, vários dos grandes projectos financiados ou executados com participação chinesa passaram a integrar a paisagem egípcia.

Entre os principais exemplos está o distrito central de negócios da Nova Capital Administrativa do Egipto, cuja construção contou com a participação da China State Construction Engineering Corporation. O complexo é constituído por 20 arranha-céus e inclui a Iconic Tower, com 385,8 metros de altura, considerada o edifício mais alto de África.

A cooperação entre os dois países também se estendeu aos transportes. Um sistema de metro ligeiro, construído com participação chinesa, liga a periferia oriental do Cairo aos novos centros urbanos.

Perto do Canal do Suez, a zona industrial China-Egipto acolhe actualmente mais de 200 empresas. Dados chineses indicam que o empreendimento já permitiu criar mais de 10 mil empregos directos, enquanto os meios de comunicação chineses estimam o investimento total em mais de 4,7 mil milhões de dólares, equivalentes a cerca de 4,05 mil milhões de euros.

Agora, Pequim e Cairo procuram alargar ainda mais a cooperação económica e estratégica.

A inteligência artificial, a produção avançada e a transferência de tecnologia assumem um peso crescente na agenda bilateral. Paralelamente, a área da defesa ganha também destaque, com aviões de combate chineses e egípcios a participarem em exercícios conjuntos, estando em curso o segundo exercício aéreo combinado entre os dois países.

Pequim define a relação com o Cairo como uma “parceria estratégica abrangente”, sinalizando a intenção de aprofundar a presença chinesa no Egipto e de reforçar a cooperação num contexto de crescente importância estratégica do país no Médio Oriente e em África.

Vídeos

NOTÍCIAS

O Governo promete para breve a aprovação da política de seguro agrário para a regulamentação e coordenação de actores ligados ao sector agrário, bem como permitir que os pacotes de seguros existentes no mercado possam beneficiar os pequenos agricultores.

O instrumento já havia sido montado no Governo passado e precisou de voltar a ser mexido para acomodar a nova reorganização dos ministérios. 

Em mesa redonda, vários actores ligados ao sector agrário discutem saídas para melhores mecanismos de gestão da crise em tempos de seca e ciclônicas. Muitas vezes, a recuperação da produção assolada é assegurada por empresas de seguro, e o Governo promete que vai arcar com o instrumento para regulamentar o sector. 

Apesar de reconhecer haver menos pessoas envolvidas no seguro agrário, o centro de excelência de sistemas agroalimentares na Universidade Eduardo Mondlane, afirma ser necessária a aprovação do instrumento.

Estima-se que cerca de 4 milhões de agricultores no país já acionaram os serviços de seguros agrários e destes 40 mil são pequenos agricultores. 

Por: Eduardo Quive

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura – UNESCO – divulgou na quarta-feira, 18 de Junho, uma publicação intitulada “A indústria editorial africana: tendências, desafios e oportunidades de crescimento”.
Um documento que se mostra importante para percebermos como vai a vida literária nos 54 países do continente. Uma leitura genérica ao documento e a olhar para Moçambique, faz soar o alerta sobre o que está por ser feito e sobre o  estranho” rumo que a produção de livros que o meu país tomou”.

A começar, o relatório fala da indústria editorial no seu todo, do livro escolar à ficção, leis e políticas culturais para a área do livro, iniciativas de promoção e estímulo ao mercado editorial. A informação foi obtida a partir de fontes governamentais do sector, organizações e através de entrevistas aos que estão envolvidos na indústria. Em Moçambique, não podemos deixar de assinalar a busca de informação que se fez na plataforma cultural independente Catalogus, que tem se dedicado a divulgação de conteúdos sobre eventos e iniciativas literárias em Moçambique.

Segundo os dados recolhidos pela UNESCO em 2023 Moçambique contava com 61 editoras registadas, com 300 títulos publicados, 14 livrarias em funcionamento, 37 bibliotecas públicas e 1.600 empregos gerados pelo sector editorial. Segundo a publicação, há uma livraria por cerca de 900 mil habitantes, numa população total de cerca de 33 milhões.

O relatório alerta para a ausência de políticas públicas que estimulem o crescimento da indústria editorial. No caso de Moçambique, menciona a Política Cultural e a sua Estratégia de Implementação aprovada em 1997, que estabelece os procedimentos básicos para a produção e comercialização de livros em Moçambique. Este instrumento apela à comercialização de livros a preços reduzidos, a fim de permitir um leque mais alargado de leitores e estimular o interesse pela leitura e pela literatura.

Refere-se igualmente à Lei do Mecenato, de 1999 que estabelece os princípios básicos que permitem às pessoas singulares ou coletivas, públicas ou privadas, desenvolver atividades ou apoiar financeira e materialmente atividades no domínio
das artes, da literatura, da ciência, da cultura e da ação social.

Importa referir que estes instrumentos, a Política Cultural, a Lei do Mecenato e ainda a Política Nacional do Livro, esta última aprovada em 2011, não surtem o devido efeito para contribuir para mudança do cenário cultural moçambicano, pois, pese embora a idade da sua aprovação, não estão regulamentos, por forma que o seu peso se consubstancie na prática.

Adicionalmente, os dois primeiros instrumentos genéricos, referem-se ao sector cultural no seu todo, ignorando as especificidades que o sector do livro tem. O mais próximo que se tem de específico para o livro é a Lei n.º 32/2007 (de 2007) que isenta o pagamento de imposto sobre o valor acrescentado (IVA) à importação e exportação de livros. Na verdade, tem sido muito devido a essa lei que se tem observado a uma dinâmica acelerada de edição e publicação de livros em
Moçambique, incluindo o surgimento e sobrevivência de pequenas editoras, que têm sido responsáveis por trazer ao mercado grande parte de obras que hoje circulam no país. É que os custos de impressão de livros em Moçambique são demasiado elevados e levaria a que o “apelo” feito pelo governo através da política cultural de 1997, não fosse tido em conta. Outra verdade é que sequer ocorre às editoras essa lei, já que ela não é seguida de acções concretas que influenciem maior produtividade e baixo custo, seja na produção e também na venda.

Resumindo, sai mais barato imprimir fora do que dentro e é ainda possível imprimir pequenas quantidades, com qualidade gráfica e rapidez. E os dados não enganam.

A pesquisa da UNESCO que provoca esta reflexão indica que em 2023, o valor total das importações no sector editorial, abrangendo livros impressos, brochuras, folhetos e materiais impressos semelhantes, atingiu aproximadamente US$ 31
milhões, dinheiro canalizado para as gráficas de África do Sul, Índia, Portugal, seguidos pela China e Hong Kong.

Se aos escritores, poetas e editores a preocupação centra-se nas questões relativos à publicação e venda de livros, aos leitores o custo e a qualidade, há actores que podem ver nisto outro um sinal de alerta, como fazer com que tanto dinheiro que provém da produção de livros seja canalizado à indústria gráfica nacional?

Outro dado que não deixa de ser intrigante é o facto de o financiamento para a edição de livros, segundo o relatório, vir apenas do Fundo Nacional de Investigação (FNI), com um orçamento estimado em dois milhões de meticais. Ou seja, esses
recursos vão para obras científicas. A ficção essa muitas vezes fica por ser patrocinada por empresas, sendo de destacar, a banca. Do Estado, distante está o tempo do Fundo para o Desenvolvimento Artístico e Cultural a quem se deve a
publicação de vários autores que são referência na literatura moçambicana. Mas hoje pouco se sabe sobre o papel desta instituição, se tem dinheiro e a quem se destina esse dinheiro. Aliás, o relatório sequer menciona o FUNDAC quando se
refere ao dinheiro que financia a actividade editorial.

Podemos ir mais longe, a partir do momento que foi extinto o Instituto Nacional do Livro e do Disco (INLD) deixou de haver uma instituição pública dedicada exclusivamente ao livro, pois as atribuições do Instituto Nacional das Indústrias
Culturais (INICC) são generalistas. Por um lado, a tutela ao livro escolar está com o Ministério da Educação (que tem de lidar sempre com as indefinições identitárias, de Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano à altura do relatório, 2023, para Ministério da Educação e Cultura, em 2025), os livros doutras categorias, nomeadamente a ficção, estão incluídos num pacote que se resume só ao registo pela instituição tutelada pelo Ministério da Cultura (outra instituição que varia de tempos em tempos, de Ministério da Cultura e Turismo, em 2023, para Ministério da Educação e Cultura em 2025), através do INICC. Esta instituição pelas suas atribuições e competências, devia ser o braço público que atribui recursos para impulsionar o sector editorial, incluindo o financiamento, como aliás faz com o cinema. O INICC devia ser mais actuante nas propostas de leis de incentivo, bem como captação de recursos para iniciativas de promoção e divulgação da literatura nacional, que neste momento, a acontecer, é de visibilidade nula, até para os que actuam activamente no sector.

Seguindo ainda a linha de instituições que poderiam ser relevantes no sector editorial, está uma AEMO (Associação dos Escritores Moçambicanos) que embora seja mencionada como promotora de eventos (debates, prémios, etc), quanto à
advocacia ou mesmo iniciativas para a melhoria do campo de produção literária não se faz sentir. Mais concretamente, a “pressão” junto do Governo para que a Política Nacional do Livro e outras leis, sejam implementados, a busca de recursos e meios para financiar a actividade literária, seja na componente de escrita ou na publicação, são alguns exemplos. Tudo isto é sobre o trabalho do escritor, que pela sua natureza seria membro da AEMO.

No meio disto tudo, é de notar o trabalho que grupos e instituições independentes tem desenvolvido e que dinamizam a indústria editorial no país. O relatório, no capítulo dedicado as instituições, menciona a Fundação Fernando Leite Couto, a
Associação Moçambicana de Autores (SOMAS), a Federação Moçambicana das Indústrias Culturais e Criativas e a Associação Moçambicana de Médicos, Escritores e Artistas, como organizações que promovem o livro e protegem os direitos do
autor.

Mas maior mérito do cenário dinâmico, ainda que pouco sustentável, que o país vive, está para as pequenas editoras que não sendo capaz de mencionar todas, facilmente se destacam, Fundza, Ethale Publishing, Trinta Zero Nove, Gala-Gala
Edições, Kulera, a editora da Fundação Fernando Leite Couto (que promove um prémio literário para novos autores), a Associação Kulemba (que promove feiras de livros e dois prémios literários importantes, um para livros infanto-juvenis e outro para os melhores livros do ano), a Xitende (que promove festivais literários), a Fundação Carlos Morgado (que através de um prémio literário publica novos autores) e a Catalogus, que além de plataforma de informação, também edita.
Escusado será afirmar o papel importante da Alcance Editores que publica grandes nomes da literatura moçambicana e outras entidades que, não sendo moçambicanas têm contribuído para a literatura nacional, a Escola Portuguesa (com
vários títulos de infanto-juvenis) e o Camões – Centro Cultural Português em Maputo (com residências literárias para escritores moçambicanos).

Após a leitura deste relatório fica patente o desafio que os actores do sector livreiros estão sujeitos em Mocambique, o mesmo país que nos anos 80 publicava livros com tiragens acima de 3000 exemplares (actualmente a média é de 500) e, passados mais de 40 anos, num contexto aparentemente favorável, o Estado demitiu-se das suas funções, citando o escritor Rogério Manjate, qual “Coelho que fugiu da história”.

O Pavilhão de Moçambique na Expo Osaka 2025 em Osaka, no Japão, atingiu o marco de um milhão de visitantes desde a sua abertura a 13 de Abril. 

Quando Yoshimi Shibayama, natural de Quioto, Japão, foi visitar a exposição moçambicana, não esperava sair com o título de visitante número um milhão.

“Quando decidi vir à Expo hoje, não sabia que iria visitar o Pavilhão de Moçambique mas fiquei curiosa e decidi entrar. Estou satisfeita por ser uma visitante especial. Estou surpreendida”, disse Yoshimi Shibayama, um dos visitantes.

Yoshimi recebeu um prémio simbólico pelo marco.Para os organizadores, receber um milhão de visitas em dois meses mostra que o Pavilhão eleva a responsabilidade de toda a sua equipa na promoção da imagem do País.

Moçambique expõe iniciativas tecnológicas e espera atingir até ao fim da Expo, 3 milhões de visitantes.

Palmeiras-Botafogo e Benfica-Chelsea são os jogos que marcam o arranque dos oitavos-de-final do Mundial de Clubes que decorre nos Estados Unidos, este sábado. No encerramento da fase de grupos, o Manchester City goleou a Juventus por 5-2.

A fase de grupos do Mundial de Clubes só encerrou na madrugada desta sexta-feira com a realização dos últimos dois jogos, nos quais o Wydad Casablanca de Marrocos somou mais uma derrota diante do Al Ain ao perder duas bolas a uma.

Nos jogos de destaque, o Real Madrid venceu o Salzburg por 3-0 com Vinicios Jr a abrir o marcador aos 40 minutos, antes de Valverde ampliar ainda na primeira parte. Na segunda parte, Gonzalo Garcia fechou as contas dos merengues e garantiu a liderança do grupo H.

Já o Manchester City goleou a Juventus por 5-2, com golos de Doku, Kalulu, Haaland, Phil Foden e Savinho para os ingleses, e Koopmeiners e Vlahovic para os italianos.

Assim, os oitavos-de-final, que começam a ser disputados este sábado, têm o seguinte quadro de jogos:

Sábado: Palmeiras e Botafogo irão protagonizar o derby brasileiro e o Benfica terá pela frente o Chelsea.

Domingo: PSG defronta Inter Miami no reencontro de Messi com antiga equipa e Flamengo cruza caminho do Bayern de Munique.

Segunda-feira: Inter de Milão joga com Fluminense e Manchester City defronta Al Hilal dos Emirados Árabes Unidos.

Terça-feira: Real Madrid e Juventus jogam e Borussia Dortmund terá pela frente o Monterrey do México. O Mundial de Clubes termina a 13 de Julho próximo.

Quatro pessoas morreram e outras 13 ficaram feridas na sequência de um violento acidente de viação, envolvendo um transporte semi-colectivo, no distrito de Nhamatanda, na EN6. Excesso de velocidade e problemas mecânicos são apontados como  causas do acidente.

A imprudência de alguns automobilistas de transporte semi-colectivo de passageiros, vulgo chapa 100, continua a ceifar vidas e a provocar elevados danos materiais, tal como aconteceu nesta quinta-feira no distrito de Nhamatanda, em Sofala.

Uma viatura, que fazia o trajeto Chimoio – Beira e que circulava a uma velocidade excessiva, segundo a polícia, estourou um dos pneus, quando chegou à localidade de  Tica, distrito de Nhamatanda,  próximo a ponte sobre o rio Pungue.

O   motorista, segundo o cobrador, não conseguiu controlar o veículo imediatamente. Aliás, ao travar a viatura derrapou cerca de 44 metros e foi tombar na faixa contraria, A viatura capotou e foi arrastada por mais 24 metros. 

Foram depois transferidos no total seis doentes para o Hospital Central da Beira, tendo um deles perdido a vida. 

José Luís, um dos sobreviventes, indicou que a viatura estava a circular a uma velocidade excessiva. Houve três sobreviventes que saíram ilesos do acidente.   

Cinco vítimas do acidente continuam internadas no hospital central da Beira, com fracturas nas pernas e braços, contudo estão fora de perigo. 

O Presidente da República, Daniel Chapo, recebeu, esta quinta-feira, em Maputo, a presidente da  Assembleia Nacional de Angola, Carolina Cerqueira, que trazia uma mensagem do Chefe do Estado angolano, João Lourenço.

A  audiência decorreu no quadro das comemorações dos 50 anos da  Independência Nacional de Moçambique, tendo servido para  reafirmar a amizade e a cooperação bilateral entre os dois países.

Em declarações à imprensa após o encontro, Carolina Cerqueira disse  sentir-se “muito honrada” por participar nas festividades em  representação do povo angolano. “Trazemos a solidariedade e  amizade do povo angolano para com os nossos irmãos do Índico”,  afirmou. 

A presidente do Parlamento angolano recordou a história comum que  une os dois países, desde as lutas de libertação até à reconstrução  nacional, passando pela reconciliação. “Temos a mesma trajectória  de luta contra o colonialismo, de proclamação da independência há  50 anos, reconstrução nacional, reconciliação nacional”, referiu,  destacando os desafios actuais de desenvolvimento, integração regional e solidariedade entre os povos. 

Segundo Cerqueira, as lideranças de Angola e Moçambique estão  alinhadas em torno da construção de um futuro mais próspero.  “Pensamos que as lideranças dos dois países estão atentas, estão  preocupadas com um futuro melhor para as nossas populações”,  afirmou, valorizando a importância da cooperação política e  institucional a nível bilateral e regional. 

Ao transmitir a mensagem do Presidente João Lourenço, a dirigente  sublinhou que foi reafirmada “a amizade e a importância da  cooperação bilateral entre os dois países, para no contexto regional  da África Austral, SADC, e a nível internacional possamos continuar a  avançar a favor da paz”. 

Cerqueira sublinhou que sem paz não é possível alcançar outros  objectivos nacionais. “Sem paz não há desenvolvimento, sem paz não  há justiça social, sem paz não há prosperidade”, declarou, 

defendendo que este é um dos pilares mais importantes das agendas  políticas de Moçambique e Angola. 

A representante do parlamento angolano afirmou que os dois países  devem continuar a ser uma presença activa nas grandes agendas  internacionais. “Devemos ser uma voz forte e uma presença efectiva  nas agendas, tanto regionais como internacionais, a favor da paz e da  prosperidade”, reforçou. 

No mesmo contexto, Carolina Cerqueira revelou que Angola prepara se para celebrar o seu próprio cinquentenário, e adiantou que  Moçambique estará representado ao mais alto nível, conforme  garantido pelo Presidente Daniel Chapo durante a audiência. 

“Somos irmãos não só no âmbito da CPLP [Comunidade dos Países de  Língua Portuguesa], mas também no âmbito da SADC e de uma  cooperação profícua e solidária entre os nossos povos e os nossos  países. Podem contar com Angola, e estamos certos também que  Angola pode contar com Moçambique”, concluiu.

A Associação Black Bulls recebe, no domingo, o Costa do Sol, em partida de cartaz da quarta jornada do Moçambola-2025. Na antevisão ao jogo, os treinadores das duas equipas mostraram-se confiantes na vitória.

Jogo de cartaz entre candidatos ao título do campeonato nacional de futebol. Black Bulls e Costa do Sol protagonizam o embate mais importante da quarta jornada, este domingo, na Arena Lalgy.

Trata-se de um jogo com pouca história, mas com bastante simbolismo para as duas equipas, olhando para o histórico de confrontos, onde a Black Bulls leva vantagem, já que ainda não perdeu diante do Costa do Sol.

Em 10 jogos disputados, os “touros” venceram sete e empataram três, sendo por isso um jogo que Hélder Duarte quer consolidar a superioridade no confronto directo, apesar de reconhecer a nova versão canarinha.

Já Baciro Candé diz ter estudado o seu adversário e mesmo reconhecendo as dificuldades que vai enfrentar, vai a Tchumene para vencer.

A QUARTA JORNADA TERÁ OS SEGUINTES JOGOS:

No sábado, o Textáfrica de Chimoio recebe o Ferroviário de Nampula. Domingo, para além do jogo Black Bulls vs Costa do Sol, o Desportivo de Nacala recebe o Ferroviário de Maputo, Associação Desportiva de Vilankulo defronta Desportivo da Matola, União Desportiva de Songo terá pela frente o Ferroviário de Lichinga. A jornada encerra segunda-feira com Baía de Pemba a receber Chingale de Tete.

A jornada arranca esta sexta-feira com os Ferroviários da Beira e de Nacala a cruzarem caminhos no Chiveve.

A escassez das vacinas BCG e VAP em hospitais das cidades de Xai-Xai e Chimoio, nas províncias de Gaza e Manica, respectivamente, está a criar preocupação entre as parturientes e profissionais de saúde.

Consideradas essenciais nos primeiros dias de vida para prevenir doenças como tuberculose, poliomielite e sarampo, as vacinas estão em falta há semanas em algumas unidades sanitárias.

No Hospital Provincial de Xai-Xai, a maior referência na província de Gaza, mães relatam que os recém-nascidos estão a deixar a maternidade sem receber a vacina BCG, aplicada normalmente nas primeiras 24 horas de vida.

Márcia Changule deu à luz no dia 21 de Junho e, uma semana depois,  relata que sua filha ainda não foi vacinada.

“A minha filha ainda não apanhou a vacina BCG e ainda não recebi nenhuma recomendação dos médicos. A vacina é tão importante para o crescimento e prevenção de doenças nas crianças”, lamentou.

Por sua vez, Joice Matavel está há três dias no hospital à espera da vacina para o seu bebé e receia que o mesmo possa contrair doenças por conta da não administração do imunizante.

“Facilmente ela pode ter tuberculose. É muito importante que o Ministério da Saúde nos forneça essas vacinas.”

Apesar dos relatos de várias mães, a direcção do Hospital Provincial de Xai-Xai nega haver ruptura.

“Penso que não temos ruptura do ‘stock’ de vacinas”, afirmou Stélio Tamele, responsável da unidade, reforçando que “os técnicos de medicina preventiva deviam explicar o tipo de vacinas que estão sendo administradas. Nunca recebi informação de que há escassez da BCG”.

Já em Chimoio, capital da província de Manica, o cenário é ainda mais preocupante. Segundo o director do Serviço Distrital de Saúde, Mulher e Ação Social, o distrito enfrenta uma escassez prolongada, que já dura cerca de oito meses.

“Estamos com escassez desta vacina, e o esforço para conseguirmos aplicar as doses às crianças tem sido contínuo. Temos recebido pequenas quantidades, que não cobrem toda a demanda”, declarou o director, Alberto Diomba.

Ele confirmou que as vacinas BCG e VAP — fundamentais para a imunização dos bebés — são as mais afectadas. Contudo, garantiu que há previsão de normalização da situação já no próximo mês.

A vacina BCG é a primeira a ser administrada aos recém-nascidos e tem como principal objectivo prevenir formas graves de tuberculose. A VAP, por sua vez, protege contra a poliomielite, uma doença viral que pode causar paralisia permanente.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que ambas sejam aplicadas nas primeiras semanas de vida. A ausência delas pode aumentar consideravelmente os riscos de surtos de doenças.

A Primeira-Dama da República,  Gueta Chapo, encaminhou, hoje, ao Ministério da Saúde e  ao Ministério da Educação e Cultura um total de 140 bolsas de estudo,  atribuídas ao Gabinete da Primeira-Dama na sequência da sua  recente participação na VII Edição da Iniciativa das Primeiras-Damas,  realizada no Dubai, sob a égide da Fundação Merck. 

O gesto insere-se num memorando de entendimento assinado entre a  Primeira-Dama e a CEO da fundação, Rasha Kelej, visando o reforço 

da formação médica e a promoção da educação inclusiva para  raparigas em situação de vulnerabilidade. 

Durante uma audiência concedida aos dois ministérios, Gueta Chapo  anunciou que das 140 bolsas, 100 são destinadas à formação de  médicos e enfermeiros moçambicanos, em áreas consideradas críticas  para o sistema nacional de saúde, enquanto as restantes 40 visam  apoiar raparigas de comunidades vulneráveis no prosseguimento dos  seus estudos. 

O ministro da Saúde, Ussene Isse, saudou a iniciativa como “uma boa  nova para o sector da saúde” e afirmou que as bolsas irão contribuir  para a formação acelerada de especialistas em áreas prioritárias.  “Temos área de cancro, área médica, área cirúrgica para adultos e  crianças […], cuidados paliativos, hipertensão, diabetes, neurocirurgia,  cuidados intensivos, tratamento da coluna. São valências que o nosso  país precisa”, explicou. 

Para o governante, a formação dos quadros nacionais é uma resposta  directa ao Programa Quinquenal do Governo, nomeadamente no  eixo da transformação social e demográfica, e representa um avanço  importante na redução da dependência externa em matéria de  cuidados especializados. “Com esta oportunidade iremos reduzir  gradualmente esta dependência e vamos tornar o sector de saúde  cada vez mais forte, mais robusto e mais equitativo para o povo  moçambicano”, garantiu. 

Isse assegurou ainda que o processo de selecção será rigoroso e  transparente. “Estes critérios de selecção serão critérios muito  objectivos e transparentes, e serão publicados para todos tomarem 

conhecimento como é que as pessoas serão elegíveis. Teremos que  obedecer e seguir os critérios para haver justiça social”, declarou. 

Já a ministra da Educação e Cultura, Samaria dos Anjos Tovela,  agradeceu as bolsas dirigidas às raparigas carenciadas e destacou o  seu impacto transformador na permanência e sucesso escolar de  estudantes provenientes de contextos desfavorecidos. “Recebemos  informação de bolsas de estudo para as nossas crianças […], principalmente para os nossos alunos mais carenciados”, referiu. 

Segundo Tovela, as bolsas irão abranger estudantes do ensino  primário, secundário e superior, sendo a selecção orientada pelo  mérito académico e vulnerabilidade social. “Estamos a falar de todas  as províncias, vermos quem são as meninas que têm as melhores notas  e que efectivamente também enfrentam dificuldades para a  continuação dos estudos”, adiantou. 

A governante enfatizou que o apoio da Primeira-Dama tem sido  fundamental na inclusão educativa. “Só com a formação é que as  nossas crianças, os nossos jovens, os nossos adultos, podem contribuir  para o seu desenvolvimento pessoal e para o desenvolvimento das  suas famílias […]. A educação é a chave do desenvolvimento do  capital humano”, concluiu. 

Além das bolsas hoje anunciadas, a ministra sabe que o Gabinete da  Primeira-Dama está a mobilizar mais apoios para beneficiar um  universo mais amplo de estudantes. “Há bolsas também ao nível do  Gabinete […], 450 bolsas. É um processo que está a sendo  efectivamente recorrente de mobilização de recursos”, indicou.

+ LIDAS

Siga nos

Galeria