As comunidades reassentadas devido à exploração mineira acusam a empresa Dinsheng de incumprir as promessas feitas aquando da sua instalação, exigindo a conclusão do processo de reassentamento e o regresso às suas terras de origem.
Segundo os residentes, a empresa comprometeu-se a criar postos de trabalho, construir infra-estruturas sociais, como escolas e estradas, e melhorar as condições de vida das populações. Contudo, afirmam que nenhuma destas promessas foi concretizada.
Os moradores denunciam ainda as precárias condições das habitações construídas para o reassentamento, alegando que as casas apresentam graves problemas estruturais e não oferecem protecção durante a época chuvosa.
Além das dificuldades habitacionais, as comunidades queixam-se da perda das suas machambas e dos meios de subsistência, situação que, segundo afirmam, agravou as condições de vida de centenas de famílias. Entre as principais preocupações destacam-se a falta de alimentos, o desemprego e as dificuldades enfrentadas por idosos e crianças.
Em resposta às reivindicações, o administrador distrital explicou que o Governo está a trabalhar em conjunto com a empresa Dinsheng e com os representantes das comunidades para concluir o processo de reassentamento e de compensações.
Segundo a mesma fonte, parte das indemnizações acordadas já foi paga, embora persistam divergências que continuam a atrasar a conclusão do processo. O dirigente revelou que decorrem negociações entre o Governo e a empresa para responder às exigências da população e garantir a defesa dos seus interesses.
Por seu turno, o Governador da Província de Zambézia defendeu que a exploração dos recursos minerais não deve prejudicar as populações afectadas, sublinhando que estas têm direito a uma compensação justa pelas terras e árvores de que foram privadas para dar lugar à actividade mineira.
O governante explicou que, após analisar o contrato mineiro celebrado entre o Estado e a empresa, constatou que a Dinsheng está obrigada a investir cerca de 15 milhões de dólares norte-americanos, ao longo de dez anos, em projectos de desenvolvimento comunitário.
Face ao incumprimento desta cláusula, o Governo provincial afirma ter trabalhado com a empresa na definição de um plano de desenvolvimento destinado a promover a criação de emprego, reforçar os meios de subsistência das comunidades e financiar projectos de capacitação local.
Segundo o Governador, apesar de alguns constrangimentos registados durante o processo, as iniciativas deverão arrancar brevemente, uma vez que a empresa manifestou disponibilidade para cumprir os compromissos assumidos.
As autoridades acreditam que a implementação destes projectos poderá contribuir para reduzir o clima de tensão que se verifica entre a empresa mineira e as comunidades afectadas pelo reassentamento.
A Primeira-Dama da República, Gueta Chapo, recebeu, esta Terça-feira, em Maputo, a antiga campeã olímpica Maria de Lurdes Mutola, para discutir formas de reforçar a parceria entre o seu Gabinete e a Fundação Lurdes Mutola (FLM).
A audiência teve como principal foco o desenvolvimento do desporto nacional e o empoderamento de raparigas moçambicanas, com destaque para a realização de duas competições integradas nas celebrações dos 50 anos da Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) e da Independência Nacional.
“Nós viemos aqui convidar a Primeira-Dama para participar na nossa corrida em Chimoio [na província de Manica]. Temos duas competições, uma em Chimoio, no dia 30 de Maio, e temos outra competição no dia 23 de Junho em Songo [na província de Tete], que vai ser a grande final dos 50 anos da HCB”, anunciou Lurdes Mutola, destacando a importância simbólica destes eventos para o país.
Além dos convites, a audiência serviu para consolidar uma colaboração estratégica entre a FLM e o Gabinete da Primeira-Dama, com foco no uso do desporto como instrumento de transformação social.
“Ao mesmo tempo, viemos aqui porque temos uma parceria com o Gabinete da Primeira-Dama, que é para desenvolver o nosso desporto aqui em Moçambique. Fomos bem recebidos e nós esperamos que tudo dê certo e trabalharmos para o desenvolvimento do nosso desporto”, afirmou a antiga atleta.
Lurdes Mutola sublinhou que a filosofia desta parceria visa o fortalecimento do futebol feminino e do atletismo, como áreas prioritárias para o desenvolvimento integral da juventude.
“A filosofia desta nossa parceria é desenvolver o desporto em Moçambique, particularmente o futebol feminino assim como o atletismo em si”, disse.
Além da vertente competitiva, a iniciativa tem um forte componente social. “É muito importante cuidar das nossas meninas, das nossas raparigas no país, porque como todo mundo sabe Moçambique é um país que tem raparigas desfavoráveis nas famílias, às vezes engravidam muito cedo, e através do desporto nós achamos que era muito importante, o desporto pode ajudar muito a atrasar este processo de gravidezes precoces”, sublinhou.
A antiga campeã olímpica recordou que a Fundação que dirige já desenvolveu projectos de apoio directo a raparigas em situação de vulnerabilidade, como os dois lares construídos em Magude, na província de Maputo.
“Já construímos dois lares em Magude, e os lares acabaram ficando com o Governo Distrital de Magude, e queremos dar continuidade nesta área, para ver se Moçambique continue a crescer”, afirmou.
Durante o encontro, a antiga atleta ficou a conhecer outras iniciativas levadas a cabo pelo Gabinete da Primeira-Dama, sobretudo no domínio da educação.
“Tem dado bolsas de estudo, por exemplo, para muitas raparigas. Têm raparigas que estão a estudar fora do país, que foram atribuídas bolsas aqui pelo Gabinete da Primeira-Dama”, revelou.
Com o apoio da sua fundação, criada em 2001, Lurdes Mutola tem liderado iniciativas como “Desporto da Vida”, “Passabola”, “Mutola Legends” e “Copa Mutola”, que visam o empoderamento feminino e o desenvolvimento de talentos no desporto. “Nós queremos desenvolver o país e também queremos ver as meninas a desenvolver”, concluiu.
A Presidente da Assembleia da República, Margarida Talapa, realiza uma Visita de Trabalho à Federação Russa, à convite da Sua homóloga Valentina Matvienko, Presidente do Conselho da Federação da Rússia, para participar no XI Congresso Ecológico Internacional de Nevsky, em São Petersburgo, subordinado ao tema “Planeta Terra – vivendo em harmonia com a natureza”.
Neste Fórum, a Presidente da Assembleia da República irá partilhar experiências da participação das Mulheres Moçambicanas, como agentes centrais na gestão dos recursos naturais e na protecção dos ecossistemas.
O Congresso Ecológico Internacional de Nevsky é uma Plataforma Parlamentar sobre questões relativas à segurança ambiental e harmonização da legislação ambiental dos países membros da Comunidade de Estados Independentes (CEI).
No âmbito da cooperação inter-parlamentar Moçambique – Rússia, Margarida Talapa tem encontro agendado com a Sua homóloga Valentina Matvienko, no qual passarão em revista as relações entre os órgão legislativos dos dois Países, segundo comunicado da Assembleia da República.
Nesta deslocação à Federação Russa, a Presidente da Assembleia da República far-se-á acompanhar pelos Deputados da Comissão da Agricultura, Economia e Ambiente, Assessores Parlamentares e outros quadros do Secretariado-Geral.
Na próxima sexta-feira, a partir das 18 horas, o Centro Cultural Franco-Moçambicano, na Cidade de Maputo, será palco de um Showcase Musical inserido na programação do Fórum AzgoDialogar 2025.
O showcase, depois das sessões de debate e workshops temáticos, será um dos momentos altos, com um concerto que homenageia os 50 anos de evolução da música moçambicana pós-independência.
Mais do que um espetáculo, adianta um comunicado de imprensa, o showcase é uma celebração da identidade, resistência e criatividade moçambicana, traduzida em som.
Reunindo artistas de diversas regiões e gerações, o palco será um espelho da riqueza cultural do país, com actuações que fundem tradição e inovação, recriando géneros e ritmos que marcam a história da nação.
A curadoria do evento destaca projectos que exploram o cruzamento entre linguagens musicais tradicionais e sonoridades contemporâneas, revelando como a música moçambicana se reinventa e dialoga com o mundo sem perder o seu enraizamento local.
Subirão ao palco os músicos Cheny Wa Gune, Xixel Langa, Radjha Ally, Banda Marrove e Banda Kassimbos.
O concerto oferecerá uma experiência imersiva para programadores, curadores, produtores e profissionais da indústria musical nacional e internacional, revelando o potencial universal da música moçambicana e a sua capacidade de contar histórias, cruzar tempos e conectar geografias.
O Showcase do Fórum AzgoDialogar 2025 não é apenas uma vitrine artística — é também uma plataforma estratégica que posiciona Moçambique como um laboratório criativo de inovação cultural em África.
No âmbito de mitigação dos elevados acidentes de viação provocados por moto-táxis, na cidade da Beira, os reguladores de trânsito iniciaram, nesta terça-feira, uma vigorosa campanha para forçar os taxistas a cumprir as regras básicas de trânsito, apontadas como a principal causa dos sinistros, tendo em conta que 90% mais de 4500 moto-taxistas não têm cartas de condução. Só esta terça-feira, foram apreendidas 200 motos devido a ilegalidades.
Tem estado a subir, nos últimos três anos, de forma vertiginosa, o número de acidentes de viação envolvendo moto-táxis. De acordo com dados do Hospital central da Beira, há cerca de cinco anos deram entrada, por dia, naquela unidade hospitalar três a cinco casos de acidentes envolvendo moto-taxistas.
Actualmente dão entrada diariamente cerca de 20 casos de acidentes de viação envolvendo moto-táxis e o facto, tal como já fizemos referência, está a sufocar o hospital tanto nos recursos humanos, como no material médico cirúrgico.
Para mitigar o mal os reguladores de trânsito, liderados pela polícia iniciaram nesta terça-feira, de forma aprimorada, a fiscalização destes meios de transportes Foram feitas também campanhas de interacção com os moto-taxistas, para apelar ao cumprimento das regras de trânsito e uso de capacetes e coletes reflectores.
Só nesta terça-feira foram apreendidas mais de 200 motos-táxi, por irregularidades, segundo avançou a Polícia de trânsito. Os moto-taxistas reconheceram que cometeram irregularidades e garantiram que irão mudar de atitude.
A accão da Polícia acontece três dias depois de a corporação ter iniciado a distribuição de capacetes e coletes reflectores.
O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) prevê a ocorrência de ventos com rajadas fortes, a partir da tarde de amanhã, na região sul do país. Serão afectados alguns distritos das províncias de Maputo, Gaza e Inhambane.
Na província de Maputo serão afectados os distritos de Matutuine, Namaacha, Boane, Moamba, Magude, Manhiça, Marracuene, cidades de Maputo e Matola. Já em Gaza, serão afectados os distritos de Massingir, Chókwe, Chonguene, Bilene, Limpopo, Mandlakazi, Chicualacuala, Mapai, Massangena, Mabalane, Chigubo, Chibuto , Guijá, Chongoene e cidade de Xai-Xai. E, em Inhambane, os distritos afectados serão Zavala, Inharrime e Panda.
O INAM apela a Tomada de medidas de precaução e segurança face aos ventos fortes.
O Misa Moçambique e a Embaixada do Reino da Noruega assinaram, hoje, um acordo de parceria para o reforço da liberdade de imprensa, a promoção dos direitos humanos e a verificação de factos em Moçambique.
Segundo o comunicado do Misa, o acordo será implementado nos próximos três anos, e vai permitir ao Misa Moçambique expandir acções estratégicas nas áreas de monitoria da liberdade de imprensa, capacitação de jornalistas, promoção de transparência e combate a desinformação, num contexto nacional marcado por desafios crescentes à comunicação social.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, reiterou que o seu país está pronto para um cessar-fogo total e para negociações directas com Moscovo. Zelensky defendeu ainda sanções sobre a Rússia, de forma a pressionar o país para uma “paz efectiva”. As declarações surgem em reação ao telefonema de segunda-feira entre o presidente norte-americano, Donald Trump, e o homólogo russo, Vladimir Putin.
“Se os russos não estão dispostos a pôr fim às mortes, devem ser aplicadas sanções mais severas. A pressão sobre a Rússia irá empurrá-la para uma paz efectiva”, defendeu Volodymyr Zelensky, acrescentando que “se Putin apresentar exigências irrealistas, isso significará que a Rússia continua a arrastar a guerra e merece que a Europa, a América e o mundo actuem em conformidade, incluindo com mais sanções”.
Zelensky rejeitou ainda as exigências russas para que a Ucrânia retire as suas tropas das regiões de Donetsk, Luhansk, Kherson e Zaporizhia, que Moscovo afirma ter anexado mas que ainda não controla totalmente.
“Ninguém vai retirar as nossas tropas dos nossos territórios“, afirmou o líder ucraniano aos jornalistas.
Por fim, Zelensky instou os Estados Unidos a não se “afastarem das conversações e da procura da paz”, já que “o único que beneficiaria com isso seria Putin”.
O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) estima que quase 2100 pessoas fugiram de duas aldeias, devido a recentes ataques de grupos armados numa área protegida no norte do país.
De acordo com o mais recente relatório de campo da ACNUR, citado por Notícias ao Minuto, com dados até aos primeiros dias de Maio, “os ataques e os crescentes receios de violência”, na província do Niassa causaram a fuga de pelo menos 2 085 pessoas dos distritos de Macalange e Mbamba.
Em causa estão ataques contra a Reserva Especial do Niassa de supostos terroristas, que causaram dois mortos e dois desaparecidos. Contudo, o Estado Islâmico reivindicou nos últimos dias, pelos seus canais de propaganda, três mortos num ataque naquela província.
O acampamento de caça desportiva de Mariri, área com 42 mil quilómetros de terra em oito distritos, incluindo Mbamba, que abrange também a província de Cabo Delgado, foi invadida por homens armados na tarde de 29 de Abril. Tratou-se do segundo caso de alegadas movimentações terroristas, tendo o primeiro sido registado em 24 de Abril.
Durante os ataques, “uns fugiram para o mato e outros iniciaram uma longa viagem a pé” para aldeias vizinhas, e o destino da maioria dos deslocados era a cidade de Mecula, segundo a ACNUR.
“No dia 09 de Maio, os líderes comunitários estimaram que o número de famílias presentes na cidade de Mecula é de 516. Cerca de 400 famílias estão actualmente alojadas na Escola Primária 16 de Junho, partilhando seis salas de aula, enquanto as restantes 116 famílias estão a ser acolhidas por anfitriões das comunidades”, refere o comunicado da ACNUR.
De acordo com aquela agência da ONU, 60% dos deslocados fugiram pelo medo de um “ataque iminente” dos grupos armados, não podendo recolher os seus pertences durante a fuga..
Só em 2024, pelo menos 349 pessoas morreram em ataques de grupos extremistas islâmicos em Cabo Delgado, um aumento de 36% face ao ano anterior, indicam dados divulgados recentemente pelo Centro de Estudos Estratégicos de África, uma instituição académica do Departamento de Defesa do Governo norte-americano que analisa conflitos em África.
O Presidente angolano, João Lourenço, felicitou, ontem, Luís Montenegro, pela vitória do seu partido nas eleições legislativas, realizadas em Portugal, no domingo, considerando que vai permitir novas perspectivas sobre a cooperação bilateral.
Na sua mensagem de felicitações partilhada na conta de Facebook da presidência angolana, João Lourenço destacou a importância da continuidade de Luís Montenegro à frente do Governo português para o fortalecimento das relações bilaterais, que permitirá “no quadro do estreitamento dos laços de amizade que unem Angola e Portugal, delinear novas perspectivas sobre a cooperação bilateral.”
O Presidente angolano concluiu a mensagem augurando a Montenegro “muitos êxitos” no desempenho das suas funções.

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