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O Governo da província de Tete entregou 180 cabeças de gado bovino a produtores dos distritos de Angónia, Tsangano e Macanga, numa iniciativa destinada a aumentar a produção e a produtividade agrícola, bem como a melhorar as condições de vida das famílias rurais.

Do total de animais distribuídos, 60 foram destinados ao distrito de Angónia, 78 a Tsangano e 42 a Macanga. Dos 180 bovinos, 120 destinam-se à tracção animal e 60 fêmeas à reprodução, devendo beneficiar 120 famílias produtoras.

Segundo o governador de Tete, Domingos Viola, o apoio pretende promover a transição da agricultura tradicional, baseada no uso da enxada, para sistemas de produção semi-mecanizados, com recurso à tracção animal, permitindo aos produtores aumentar as áreas de cultivo e reduzir os custos de produção.

Viola apelou aos beneficiários para que utilizem os animais de acordo com os objectivos definidos, de modo a garantir o impacto esperado da iniciativa no aumento da produção agrícola.

O distrito de Tsangano, considerado um dos celeiros agrícolas da província de Tete, está entre os principais beneficiários do programa. Para Alberto Luís, produtor abrangido pela iniciativa, a disponibilização do gado representa uma oportunidade para reduzir os encargos com a contratação de mão-de-obra e tornar a actividade agrícola menos dispendiosa.

A entrega das cabeças de gado enquadra-se no Programa de Cadeias de Valor Agrícolas (PROCAVA), que visa contribuir para a redução da pobreza, o reforço da segurança alimentar e nutricional e a promoção de meios de subsistência resilientes nas zonas rurais.

Implementado em 75 distritos de Moçambique, ao longo de dez anos e em duas fases, o PROCAVA tem como objectivo aumentar o rendimento líquido das famílias rurais através do desenvolvimento de cadeias de valor agro-alimentares resilientes às mudanças climáticas.

O programa abrange, entre outras áreas, a produção de hortícolas sob irrigação, carne vermelha, avicultura, mandioca e leguminosas, privilegiando as cadeias de valor com maior potencial de desenvolvimento em cada província.

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Mais de dois milhões de moçambicanos poderão enfrentar insegurança alimentar severa até ao fim deste ano, devido à acentuada escassez de chuvas, sobretudo no Sul do país. A província de Inhambane, uma das mais afectadas pela estiagem prolongada, está a apostar num programa de acções antecipadas à seca, focado nas áreas de água, saneamento e segurança alimentar, com vista a fortalecer a resiliência das comunidades em zonas áridas.

A cada ano que passa, chove menos — e a zona Sul de Moçambique está no centro da crise. A prolongada estiagem já comprometeu as colheitas em vastas áreas rurais, e, segundo previsões oficiais, mais de dois milhões de moçambicanos poderão enfrentar insegurança alimentar severa até ao fim deste ano.

“Em Moçambique, em particular, estima-se que cerca de 2,3 milhões de pessoas possam enfrentar insegurança alimentar aguda até o final da época de 2024/2025. E também os estudos feitos pelo INGD confirmam esta tendência associada ao fenómeno El Niño com impacto significativo na agricultura e consequentemente na insegurança alimentar”, explicou Cândido Mapute, director do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) na região Sul do país.

Com a seca a agravar-se e a ameaça de fome a crescer, o Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres está a pôr em marcha, na província de Inhambane, programas de acções antecipadas para mitigar os efeitos da estiagem. As intervenções focam-se nas áreas críticas de água, saneamento e segurança alimentar, segundo deu a conhecer o delegado da instituição na província de Inhambane, Gilberto Miguel.

Miguel disse que, neste momento, estão em prática algumas acções, dentre elas “a reabilitação das fontes de água, a transformação de furos de água para os sistemas multifuncionais, a componente de segurança alimentar, que é o aprovisionamento de sementes tolerantes à seca para os estritos, motobombas, dentre outros insumos”.

O delegado do INGD em Inhambane disse ainda que estão em curso acções ligadas ao sistema de aviso prévio.

O programa de acções antecipadas contra a seca está já em implementação nos distritos de Mabote e Funhalouro, dois dos mais vulneráveis à escassez de água em Inhambane.

Com esta intervenção, segundo Gilberto Miguel, o INGD pretende fortalecer a resiliência das comunidades locais aos choques climáticos. “Nós tivemos populações que tiveram a oportunidade de suprir todas as componentes, para não dizer também que tivemos populações que provavelmente poderiam estar numa situação de insegurança alimentar, mas porque houve aprovisionamento de sementes, aprovisionamento de outros insumos de produção, a tempo e hora, tivemos que reduzir aquilo que poderia ser o número da população a precisar de uma assistência alimentar”, garantiu Gilberto Miguel.

Um estudo da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) revela que cada dólar investido em acções antecipadas contra a seca permite poupar até 23 dólares em assistência alimentar de emergência.

A décima edição do Festival Nacional de Hip-Hop ― Punhos no Ar  vai decorrer, no próximo sábado, no Centro Cultural Franco-Moçambicano, na Cidade de Maputo.

Criado em 2016, fruto de uma parceria entre a Nexta-Vida Entertainment, o Café Bar Gil Vicente e o Centro Cultural Franco-Moçambicano (CCFM), o Festival Nacional de Hip-Hop ― Punhos no Ar é um evento anual dedicado à valorização do Hip-Hop moçambicano, promovendo igualmente um espaço de encontro entre artistas de várias províncias, fomentando o intercâmbio, o crescimento conjunto e o fortalecimento dos laços entre os fazedores da cultura Hip-Hop no país.

A décima edição comemorativa afirma-se como especial e histórica, assinalando uma década em que se fez ecoar a voz da juventude, promoveram-se talentos, fortaleceram-se identidades e afirmou-se o Hip-Hop como um movimento de Unidade Nacional.

Para assinalar a efeméride, realizou-se em Abril uma mini-tournée pelas cidades de Tete, Chimoio e Beira. Já no dia 1 de Agosto, durante o cocktail de lançamento da edição, foram homenageadas 34 figuras nacionais que contribuíram de forma significativa para o crescimento do Hip-Hop em Moçambique, num gesto de reconhecimento em vida e valorização da cultura urbana.

Entre os homenageados, destacam-se nomes como Azagaia, MC Roger, Edmundo Galiza Matos Jr, Rappers Unit, Auto Squad, Beat Keepa, DJ Sidney GM, Zema, Zito Face, DJö (GPro), Kandonga, Stripes Gang, Ceeguemba, Ping Pong Clan e Underground Nasty.

Com o tema All☆Star, esta edição reúne os artistas mais destacados das nove edições anteriores, oriundos das três regiões do país e apresenta os cinco elementos fundamentais da cultura Hip-Hop: MC, DJ, Graffiti, Breakdance e Conhecimento. O programa inclui música, poesia, debate, freestyle battle e uma feira dedicada ao universo Hip-Hop, reafirmando o compromisso do festival com a exaltação do Hip-Hop nacional.

O ponto alto do festival será no Sábado, no palco do CCFM, com a participação de artistas das diversas regiões: Gina Pepa, Trez Agah, Khronic, Kloro, Queenz, Sick Brain, Flow Man, Stinky & Skhokho, Katekisso, Mensageiros, Refo, DJ Sidney GM, DJ Kiko, Daniel Savanguane, Mia Couto Jr., Micro 2, Kappacetes Azuis, 9naKonz, Jazz P, Anjo Emanuel, Hell Soldiers, Grupo 3D, DJ Sypoh DM, Vee Chemane, Colectivo B-Town (Drifa, Duplo V, Quatro Ases, Coronel Xerife, Boy Clay), Vila Perygoza (Ray Breyka, Ygrego, Tuz MC, Função Inversa, WJocker, G-Zuz, Arlequeen), Três Folhas, Niga James, Stupa Serious, Epaitxoss One e Rei Bravo, Kays.

Com esta abrangência, o FNHPA reafirma o seu estatuto como o maior Festival de Hip-Hop de Moçambique, mantendo viva a sua missão central: Unidade Nacional.

Os refugiados que estão no Centro de Maratane vivem situações de crise devido à falta de alimentação e outras necessidades básicas para sobrevivência. Os mesmos relatam situações preocupantes, mas que foram minimizadas com a alocação de um serviço especializado de reabilitação para portadores de deficiência ou pacientes que necessitem de consultas desta natureza, no Centro de Saúde de Maratane

A crise humanitária provocada pelas guerras em muitos países africanos empurrou milhares de pessoas para a situação de refugiados. No centro de refugiados em Nampula não só cruzam-se pessoas, como também encontramos histórias de drama, superação e indefinição.

É o caso de Kilamwina Ngombe, de 64 anos, que deixou a sua terra natal, Congo, em 2013, depois de perder o marido e o filho de 28 anos, vítimas do conflito armado entre Ruanda e Congo.

Conta que quando perdeu o marido, estava um pouco abalado, contando que o filho a pudesse ajudar, mas agora perdeu mais um filho.

Agora deixou três filhos para trás e conseguiu fugir apenas com a mais nova, que na altura tinha 13 anos. Hoje, com 25 anos, essa filha tem 4 crianças, sendo que uma delas sofreu danos há cinco anos, depois de ter apanhado meningite e malária cerebral.

Com o corte de apoios por parte da Agência das Nações Unidas para os Refugiados, ACNUR, a vida no centro de refugiados de Maratane, em Nampula, tornou-se muito complicada para muitos. 

É por isso que aqui a prostituição é elevada, porque os refugiados estão a sofrer, uma vez que nesse tempo não tem comida, não capinam e não tem o que comer. Por isso, uma mãe que se respeita, vai procurar um marido para poder ter comida, é uma vergonha o que está a acontecer”, contou, Kilamwina Ngombe.

Mwamini Ataya é outra congolesa que carrega traumas do conflito armado, mas o maior drama é de ver o neto de 8 anos a perder a visão progressivamente a cada dia. O diagnóstico feito no Hospital Central de Nampula diz que o problema só pode ser solucionado fora do país.

“Até ela costuma pedir para eu orar e pedir a Deus para dar a benção dele abrir o olho, para poder ver. Isso me doi na alma e no coração”, conta Mwamini Ataya, congolesa que está a requerer asilo no país.

A ACNUR tem conhecimento das dificuldades por que passam muitos refugiados e dá a entender que a conjuntura política global não é favorável neste momento.

José Catunda, chefe do escritório da ACNUR no Norte de Moçambique, diz que há uma tentativa de ajudar os refugiados e todas as comunidades. “Passou o desafio do ACNUR, o desafio também que a comunidade humanitária também está confrontada. E nós achamos que estamos a tentar contribuir para ver que nós avançamos, que nós continuamos também a apoiar, não só apoiar os refugiados, mas também apoiar a comunidade”, disse.

No Centro de Saúde de Maratane há muito que se clamava por um serviço especializado de reabilitação para portadores de deficiência ou pacientes que necessitem de consultas desta natureza. Esta terça-feira, finalmente, foi inaugurado um centro para esse propósito.

“Em 2024, até agora, assistimos mais ou menos 180 pessoas que estão a seguir serviços de fisioterapia, terapia da fala, terapia ocupacional, ortoprotesia, que estão sendo assistidos aqui. Antes, eles era assistidos em Nampula”, revelou Eduardo Machava, da “Humanity & Inclusion”.

O Centro de Refugiados de Maratane conta, neste momento, com 7.839 pessoas provenientes, na sua maioria, do Congo, Burundi, Ruanda e Somália.

A Associação Cultural Converge+ e o Projecto Festival Raiz anunciaram o arranque do ciclo de apresentações públicas dos resultados da Formação para a Profissionalização de Bailarinos Tradicionais em Contexto Contemporâneo, com a estreia da performance de dança contemporânea intitulada Prematuro, nesta quinta-feira, às 18h, no Projecto Utopia Mafalala, em Maputo.

Prematuro, interpretado pelos bailarinos Martina Schiattarella, Malton Dos Banto e Diogo Igor Amaral, aborda, com sensibilidade e força poética, a realidade de muitas meninas em Moçambique. Num país onde ser menina é, por vezes, sinónimo de uma infância interrompida.

A performance expõe a dor de quem foi moldada como objecto, silenciada pela pobreza e conduzida a um destino injusto e precoce.

Uma obra que atravessa o corpo, a história e a urgência de existir. O corpo desafia, escuta e responde. Entre passos e provocações, o caminho da tradição encontra o presente.

A Formação para a Profissionalização de Bailarinos Tradicionais em Contexto Contemporâneo teve a duração de quatro semanas, de 2 a 27 de Junho de 2025 e contou com a participação de dezoito (18) bailarinos, com o objectivo de desenvolver competências técnicas, teóricas e criativas, promovendo uma aproximação entre as danças tradicionais moçambicanas e práticas contemporâneas.

Ao longo do programa, os formandos participaram em sessões práticas e teóricas conduzidas por reconhecidos profissionais da dança, produção e cultura. Horácio Macuácua dirigiu todas sessões do Módulo Prático, que decorreu de 2 a 13 de Junho, no Espaço Projecto Utopia Mafalala. O Módulo Teórico, que decorreu de 16 a 27 de Junho, foi orientado por Quito Tembe, Sara Machado, Rogério Manjate, Virgílio Sitole, Júlia Novela, Mélio Tinga, Gil Gune e Ernesto Mabjaia.

A performance Prematuro representa um momento-chave deste percurso, pois condensa e revela tudo o que foi aprendido, experimentado e construído ao longo da formação.

O programa é financiado pelo Fundo Création Africa – Moçambique, da Embaixada de França em Moçambique, e é implementado pela Associação Cultural Converge+ e o Projecto Festival Raiz, com o apoio do Centro Cultural Franco-Moçambicano.

 

O Presidente da República, Daniel  Chapo, recebeu hoje em audiência, no seu Gabinete de  Trabalho, o líder religioso Onório Cutane, num encontro centrado na  promoção da reconciliação nacional, da paz e da dignidade  humana. 

Falando à imprensa à saída do encontro, o líder religioso manifestou o  seu apreço pela abertura demonstrada pelo Presidente da República.  “Hoje tive uma sessão de conversa com o Presidente da República de  Moçambique, Sua Excelência o Presidente Daniel Chapo”, afirmou,  sublinhando que a audiência foi motivada pela preocupação com as  crises sociais que recentemente abalaram o país. 

“Como um líder cristão e congregacional, vendo o país a ser  devastado por várias crises, das quais as crises sociais que vivenciamos  há pouco tempo, sentimos uma necessidade de nos aproximarmos  para podermos deixar uma palavra de aconselhamento e de oração  à Sua Excelência o Presidente da República e também ao Governo  de Moçambique”, disse. 

O líder religioso destacou ainda a necessidade urgente de o país  ultrapassar os ciclos de violência que se repetem em períodos  eleitorais. “Moçambique é um país que está ciclicamente a passar por  violências. Em cada eleição há violência, são guerras, sangue  derramado inocentemente e o país precisa de cura”, advertiu. 

Para o líder cristão, a solução reside na reconciliação nacional, no  amor ao próximo e na valorização da vida humana. “A cura só é  possível quando houver reconciliação nacional, quando houver 

valorização da dignidade da vida humana, da vida dos  moçambicanos”, afirmou, acrescentando que “só com amor no  coração e com união e com perdão e reconciliação podemos  desenvolver o nosso país”. 

Onório Cutane considera que o Presidente Chapo merece o apoio de  todos os moçambicanos na missão de construir uma nação  reconciliada e próspera. “É alguém que é mesmo aberto para os  problemas do país, para o bem dos moçambicanos e que precisa de  uma chance [oportunidade] para mostrar que é possível reconciliar os  moçambicanos e tornar Moçambique um país uno, desenvolvido e  para o bem de todos os moçambicanos”, defendeu. 

No final das declarações, Onório Cutane deixou uma bênção à  Nação: “O Presidente aceitou a nossa oração, nossos conselhos e,  acima de tudo, para o bem de Moçambique, que é Moçambique de  todos nós. Deus abençoe o Presidente, abençoe o Governo de  Moçambique e abençoe o povo de Moçambique”.

A Polícia deteve hoje, na cidade de Xai-Xai, um indivíduo de 45 anos de idade, indiciado por violar a filha, desde 2022 . A vítima, agora com 16 anos de idade, cansada dos abusos sexuais do pai, decidiu denunciar  o caso  à Polícia.

Em  lágrimas a uma menor de 16 anos de idade, que contou que tem sofrido, com frequência, violações  sexuais por parte do pai, desde os 12 anos  de idade. A vítima contou ainda que o pai ameaçava matá-la, caso contasse o que acontecia.

“Quando eu tinha 12 anos. Ele dormia comigo, ele me encontrava no quarto. Se eu falasse, ele disse que ia me matar, eu e a minha mãe. Foram muitas vezes”, contou.

A menor revela ainda que o último caso foi consumado, por volta das 16 horas, desta segunda-feira, quando se encontravam a sós com o pai,  em casa, visto que a mãe e outros membros  da família estavam na igreja e no mercado.

O indiciado de 45 anos,  entretanto, refuta os actos que lhe são imputados, alegando que se trata de um menor que não lhe reserva respeito.

A Polícia assegura  que as investigações preliminares indicam que houve contacto sexual, na sua residência do indiciado, em Fenicelene.

“Um trabalho foi feito, não foi coisa de um dia. Foi um trabalho multissetorial, envolvendo toda a Saúde, Educação, Polícia e Acção Social. Fomos lá, tentamos entender e vimos que havia fortes indícios da prática deste crime.  Ele violou a sua filha, e foi uma violação sistemática, desde os 12 anos até agora que a menor tem 16 anos. Então, foi uma violação dolorosa, que levou muito tempo”, esclareceu a  Chefe de departamento de atendimento à família e menores vítimas de violência da PRM, Noémia Dinis.

Nesta terça-feira,  desesperada, a menor decidiu contar os abusos de que era vítima por parte do pai aos professores e estes denunciaram o caso às autoridades policiais.

Cerca de oito pessoas, incluindo os ministros da Defesa e do Ambiente do Gana morreram, esta quarta-feira, após a queda de um helicóptero.  A informação foi confirmada pela presidência daquele país. 

A Força Aérea de Gana informou na manhã da última quarta-feira, que um helicóptero militar desapareceu do radar logo após a decolagem de Acra, com destino a Obuasi, a noroeste da capital. 

Na tarde do mesmo dia, a presidência do Gana  tornou pública a ocorrência da queda do helicóptero que ceifou as vidas dos ministros da Defesa, Edward Omane Boamah e do Ambiente do Gana, Ibrahim Murtala Muhammed. 

A bordo estavam mais 3 tripulantes e 3 passageiros, nomeadamente o coordenador adjunto da segurança nacional e antigo ministro da Agricultura, Alhaji Muniru Muhammad, vice-presidente do partido Congresso Nacional Democrático, John Mahama e Samuel Sarpong, que também não sobreviveram.

O chefe de gabinete da presidência, Julius Debrah,  em nome do governo que considerou o acidente uma tragédia nacional, expressou condolências e solidariedade às famílias das vítimas.

O acidente ocorreu no distrito de Adansi Akrofuom, onde a aeronave, um helicóptero militar chinês modelo Z-9, caiu por causas ainda desconhecidas.

Na sequência do acidente de aviação, as autoridades de Gana abriram investigações para esclarecer o caso e declararam três dias de luto nacional a partir de quinta-feira, no qual todas as bandeiras devem estar a meia haste.

 

Uma mulher foi detida pela Polícia no distrito de Changara, em Tete, acusada de encomendar a morte da rival, alegadamente por ciúmes.  A vítima sobreviveu e diz estar a ser alvo de perseguição.

O crime ocorreu na semana passada, quando esta mulher, cujo nome e a idade não quis revelar, decidiu solicitar um indivíduo para  matar a rival, alegadamente porque o marido deixou de a amar e passou a ser mais prestativo na segunda esposa. 

A indiciada está detida nas celas do Comando Distrital de Changara e explica que vivia em constantes brigas com a vitima, mas nega ter sido ela quem programou o assassinato.

“O Nosso relacionamento nunca esteve saudavel, mas não fui eu quem encomendou o assassinato da minha minha rival”, disse a acusada. 

Além da suposta mandante do crime, também está detido um jovem de 22 anos de idade suspeito de ser o executor. O mesmo confessa o crime e alega ter aceito a proposta em troca de 14 mil meticais.

A vítima diz que o executor usou catana e machado para desferir golpes contra si quando se encontrava a dormir e explica  que sobreviveu graças à pronta intervenção do irmão mais velho.

“Faz muito tempo que não nos entendemos. Por isso, tenho a máxima certeza que foi ela quem programou a minha morte, uma vez que não foi a primeira vez”, acusou a vítima.

A Polícia diz que a acção dos indiciados foi planejada e tinham intenção de matar.

Dois menores de oito anos de idade estão a ser ouvidos pelo Tribunal Judicial do distrito de Gondola, acusados de violar sexualmente uma menor de nove anos.

Os dois menores de oito anos chegaram no Tribunal Judicial de Gondola para responder o processo contra si aberto e registado sob o número 4/2025, acompanhados pelos respectivos país.

Sobre eles recai a acusação de terem, no passado dia 24 de Julho, violado sexualmente uma outra menor de nove anos de idade, no recinto da Escola Primária 7 de Abril, em Gondola, onde frequentam na 3ª classe, uma colega de 9 anos de idade.

Os pais dos indiciados entendem que na violação sexual não há suposição e exigem elementos que provem que seus filhos praticaram tal acto contra uma outra menor.

“Estávamos em casa quando, de repente, recebemos uma notificação do tribunal, alegando que o tribunal notificou os menores de 8 anos para serem julgados, e que o julgamento seria hoje dia 16 de agosto. Agora eu digo, primeiro, quais são os procedimentos usados para que as crianças fossem notificadas?”, questiona a mãe de um dos menores

Já o pai do outro menor diz não entender os motivos do julgamento, até porque “a polícia não chegou a notificar, abriu o processo. Porque o normal, que eu tenho conhecimento, a criança violada tinha que ir fazer exame”, considera, acrescentando que esses exames seriam o motivo da acusação.

Por força da Lei e com vista a proteger a vítima, a sessão decorreu à porta fechada. O advogado Francisco Massambo avança que mesmo a ter que se provar diante do tribunal que os menores cometeram o crime não podem ser responsabilizados.

“As pessoas que não são imputadas criminalmente, elas têm um outro tratamento ao nível da nossa organização judiciária. Os processos não são hábitos como processos de crime, são sim processos de prevenção criminal. Os processos de prevenção criminal têm um outro tratamento”, disse o advogado.

Para justificar a sua afirmação, Francisco Massambo diz que “as audiências não são públicas, são secretas. Não se chama normalmente uma audiência de julgamento, uma audiência de conferência ou de inquérito. E tem um caráter urgente”, explica.

Ou seja, “o tribunal deve tomar uma decisão sobre este caso no período mais curto possível”, explica o advogado.

Por outro lado, segundo Massamba, “estes processos de prevenção criminal permitem que o tribunal adopte, pelo menos lhe estabeleça um horizonte de mais ou menos 11 ou 10 medidas aplicáveis e não são medidas de cumprimento de uma pena. Não tem que se recolher a criança ou o menor para um estabelecimento penitenciário, mas sim, há medidas para repreensão registada, por exemplo, ou então medidas que fazem com que o menor seja acompanhado por algum psicólogo ou esteja em liberdade vigiada, entre outras medidas”, frisa.

Leis à parte. A Saúde diz que não é possível menores de oito anos ganharem erecção a ponto de conseguir violar uma mulher, segundo disse Juvenal Chithovele, director clínico do Hospital provincial de Chimoio.

“Pode haver ocasionalmente alguma erecção, principalmente nas manhãs, mas que não é suficiente para uma relação sexual efectiva. Sendo assim, consideramos muito pouco provável que menores de 8 anos violem alguém”, explica. 

Entretanto, Juvenal Chithovele diz que é necessário que, na suspeita de violação, a vítima seja encaminhada para o serviço de medicina legal para ser avaliada se houve ou não penetração. 

A mãe da vítima, uma técnica de Saúde em Gondola, é quem passou e entregou as provas de violação sexual ao Tribunal. Juvenal Chithovele diz que não é este o procedimento correcto.

“As autoridades policiais e as judiciais, a procuradoria e o tribunal solicitam avaliação médico-legal. Isso é feito em caráter de urgência, para não atrasarmos e encontrarmos vestígios ainda lá. Mas, sendo uma criança menor de 8 anos, sinais como a laceração do hímen vão estar lá para toda a vida”, argumentou, acrescentado ainda que “é possível mesmo agora encontrar esses vestígios, desde que as autoridades competentes peçam a avaliação”. 

A sentença do processo de prevenção criminal 4-2025 deverá ser conhecida no dia 13 de Agosto corrente.

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