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Um automobilista morreu carbonizado na madrugada deste sábado, na sequência de uma colisão entre uma viatura ligeira e um camião, na Estrada Nacional Número Um (EN1), no Distrito Municipal da Katembe, Cidade de Maputo. O acidente provocou ainda dois feridos.

O sinistro ocorreu nas primeiras horas da manhã e destruiu completamente a viatura ligeira, que se incendiou após o embate, impossibilitando o condutor de escapar às chamas.

No camião seguiam duas pessoas. Uma sofreu ferimentos graves e a outra contraiu ferimentos ligeiros. Ambas foram socorridas e transportadas para uma unidade hospitalar, onde recebem assistência médica.

O proprietário do camião afirmou que, de acordo com as informações que lhe foram transmitidas, o veículo seguia normalmente no seu percurso quando ocorreu a colisão.

As circunstâncias em que o acidente se deu continuam por esclarecer. Contudo, a Polícia de Trânsito admite, como hipótese preliminar, que o sinistro tenha resultado de uma alegada circulação em contramão por parte do condutor da viatura ligeira. As investigações prosseguem para o apuramento das causas do acidente.

Até ao fecho desta edição, as viaturas sinistradas permaneciam no local do embate, enquanto decorriam os trabalhos das autoridades competentes.

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O secretário de Estado da Ciência e Ensino Superior, Edson Macuacua, defende que a classe académica deve ouvir, ler e escrever mais sobre a Luta de Libertação Nacional para que a história não se perca. Já o escritor moçambicano, Luís Bernardo Honwana, entende que é na academia onde se deve buscar o Espírito Patriota. Os intervenientes falavam no âmbito dos 50 anos da Independência. 

O  Secretário de Estado da Ciência e Ensino Superior, que falava na abertura da Conferência Internacional-Moçambique e as Independências dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa, destacou o importante papel da academia na preservação da história da Luta de Libertação Nacional.   

Edson Macuacua defendeu que enraizar o patriotismo, entre os moçambicanos, é um dos caminhos para a busca de soluçoes conjuntas, para vencer os desafios actuais, ligados ao terrorismo e a pobreza.

“Exortamos aos jovens para que se inspirem nos valores e principios dos jovens de 25 de Setembro, de coragem e nacionalismo para vencer os desafios actuais, como o terrorismo, mudancas climaticas e pobreza, construindo os aliceces para a noss independencia economica”, disse Edson Macuacua.

Reforçou que as próximas gerações não terão a mesma sorte e não irão perdoar a actual geração se não estudar, sistematizar e escrever, publicar a história da Luta de Libertação Nacional e assegurar que ela seja apropriada, para que nela possam buscar referências e inspiração, para enfrentar e superar os desafios do presente e do futuro com patriotismo.

O escritor Luís Bernardo Honwana, um dos oradores no evento, defendeu, por sua vez, a introdução da educação patriótica nas escolas. 

“A escola é que deve ser o centro difusor dos princípios e valores de patriotismo. No processo de ensino e aprendizagem isso deve estar incluído ”, explicou o veterano. 

O evento, que foi organizado pela Universidade Pedagogica de Maputo, contou com a participação de veteranos da Luta de Libertação Nacional,  activistas e académicos.

O investimento directo estrangeiro em África registou um crescimento expressivo de 75% em 2024, atingindo um recorde histórico de 97 mil milhões de dólares, de acordo com o mais recente relatório da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD).

Segundo o documento, citado pela imprensa internacional, este desempenho notável foi impulsionado, em grande parte, por um megaprojecto de desenvolvimento urbano no Egipto. Ainda assim, mesmo excluindo este factor pontual, os fluxos de investimento para o continente aumentaram 12%, totalizando cerca de 62 mil milhões de dólares.

A UNCTAD destaca que o  investimento directo estrangeiro  em África passou a representar 6% do total mundial em 2024, uma melhoria face aos 4% registados no ano anterior. Este crescimento é atribuído, em parte, à adopção de políticas de liberalização e medidas de facilitação de investimentos por vários governos africanos. O relatório refere que 36% das medidas políticas favoráveis aos investidores em 2024 foram adoptadas por países africanos.

A nível regional, o Norte de África liderou o aumento nos fluxos de IDE, sobretudo devido ao investimento significativo no Egipto. Já a África Austral, que inclui países como Angola e Moçambique, viu os investimentos crescerem 44%, passando de 7 para 11 mil milhões de dólares.

Em contrapartida, a África Ocidental, onde se encontram países como Cabo Verde e Guiné-Bissau, registou uma ligeira retração nos investimentos, com uma descida de 7%, situando-se agora em 15 mil milhões de dólares , face aos 16 mil milhões em 2023.

No que diz respeito à origem dos investimentos, a Europa mantém-se como a principal fonte de IDE em África, seguida pelos Estados Unidos e pela China. Os investidores têm mostrado interesse crescente em sectores como o farmacêutico e o da transformação alimentar.

O relatório sublinha, por fim, que, apesar das incertezas globais, África tem conseguido atrair mais capital estrangeiro devido a reformas e iniciativas que tornam o continente cada vez mais atrativo para os investidores internacionais.

Um grupo de profissionais de media de África, Ásia, América Latina e do Oriente Médio participa numa viagem imersiva a Xinjiang, na China. A iniciativa designada “China Up Close” ou “China de perto”, em português, promete revelar de perto as transformações de uma das regiões mais emblemáticas do país.

Com música, cores, aromas e sabores, a cidade de Xinjiang recebeu jornalistas de quatro cantos do mundo para mais uma edição do “China Close Up”. O evento é basicamente uma viagem de campo, que permite uma visão profunda da riqueza cultural e histórica da cidade maioritariamente muçulmana, que fica a quatro horas de voo da capital chinesa, Pequim.

A viagem imersiva começou, de facto, no sábado. O grupo selecto de profissionais teve, neste dia, um encontro, diga-se, com a música tradicional chinesa, com os aromas e sabores da região, ao visitar o Grande Bazar de Xinjiang, o maior mercado da cidade, onde também habita o maior edifício da região. O mercado oferece aos mais de um milhão de visitantes anuais um pouco de tudo, desde vestuário até gastronomia, artesanato, entre outros.

No domingo, antes de o sol nascer em Moçambique, que tem uma diferença de 6 horas com a China, o grupo já estava em mais uma actividade do itinerário, que no total compreende a visita a cinco cidades chinesas.

De 15 a 22 de Junho, ou seja, durante sete dias, os jornalistas serão guiados pelos ventos da história. O roteiro não é só uma viagem, é uma travessia por séculos de cultura viva, em que o passado e o presente se encontram.

De Turpan a Hami, o grupo conhece aldeias tradicionais que ainda respiram os seus costumes, visita hospitais e centros religiosos que misturam fé e ciência e museus que guardam memórias milenares, como as Cavernas dos Mil Buda.

Para os participantes, a imersão, que junta jornalistas de televisão, rádio, imprensa escrita e media sociais, serve ainda para trocar experiências sobre as características, desafios e oportunidades das suas profissões em seus respectivos países.

Cerca de 60 crianças estão em tratamento da anemia falciforme, no Hospital Central de Maputo, uma doença hereditária. O sistema de saúde não tem dados nacionais, mas garante esforços para controle dos pacientes. A anemia falciforme é recordada todos os anos no dia 19 de Junho. Na capital do país, a data foi celebrada com debates, palestras e sensibilização para mais e melhores cuidados aos pacientes com esta doença.

A Anemia falciforme é uma doença que passa dos pais para os filhos e é caracterizada pela alteração dos glóbulos vermelhos do sangue, que têm sua membrana alterada e rompem-se mais facilmente, causando anemia. É uma doença que se manifestar de forma diferente, e Faizana Amodo apresenta alguns dos sintomas da doença: “a criança se sente pálida e fica com menos quantidade de célula vermelha, uma célula que tem a função de oferecer oxigênio aos tecidos, sendo que por ter pouco oxigênio, a criança fica com isquemia, desenvolve dores, dores articulares, que é uma das manifestações mais comuns da anemia falciforme. A criança fica com os olhos muitas vezes amarelados, pode ter infecções de repetição e muitas outras complicações que são derivadas da anemia falciforme”. 

Moçambique não tem dados sobre a doença que ataca muito crianças das regiões centro e norte do país, segundo confirmou Faizana Amodo, especialista em Hemato Oncologia Pediátrica. “Na verdade, nós não temos dados do país. Existem algumas iniciativas de tentar fazer a medição da anemia falciforme em diferentes partes do país, porque segundo literaturas internacionais, a maior parte das pessoas com anemia falciforme vivem na África Subsaariana”, disse. 

O que se tem feito no país, de acordo com a especialista em Hemato Oncologia Pediátrica, é o diagnóstico de uma forma geral, “mas precisamos de fazer o diagnóstico mais específico para definirmos as intervenções específicas para estas crianças e o diagnóstico mais específico, que é o padrão ouro, é feito apenas no Hospital Central de Maputo”, onde neste momento cerca de 60 crianças estão em tratamento.

Crianças com anemia falciforme e famílias dos doentes dizem não ser fácil viver com a doença, que exige muitos cuidados.

Maira Rafael, de 18 anos de idade, vive com a doença desde a nascença e diz ser um martírio não poder realizar muitas das actividades que gostaria de fazer, muitas vezes porque a doença é mais forte do que ela.

“Conviver com a anemia falciforme é viver com uma espécie de sombra, às vezes silenciosa, às vezes esmagadora, é acordar sem saber se o corpo vai colaborar hoje, é planejar uma semana e cancelar tudo no meio, porque uma crise apareceu sem aviso”, revela a doente.

Maira aproveitou a oportunidade para contar como tem agido a doença no seu organismo. “Tive momentos em que a dor me imobilizou, outros em que eu só queria que me vissem além do sorriso forçado, da presença educada em sala de aula ou do corpo que estava ali, mas exausto por dentro. Já me senti culpada por precisar descansar, já me culpei por não conseguir acompanhar, por não ter energia e por faltar às aulas, como se tudo fosse culpa minha, mas não é”, conta. 

Por seu turno, a mãe de um dos doentes da anemia Falciforme, conta que muitas vezes teve que passar mais tempo no hospital do que em sua casa.

“Ele fez um turbilhão de exames médicos e no final de tudo, em Agosto de 2014, ele teve o diagnóstico. E desde essa altura, temos feito seguimento com a Dra. Faizana. E o nosso trajecto não foi fácil, foi muito difícil mesmo. Eu passei os primeiros cinco anos de vida do meu filho no hospital. Eu ficava internada de duas em duas semanas. Ficava muito pouco tempo em casa, mais tempo no hospital. Eu estudei, fiz a minha faculdade internada no hospital. Eu fazia o trajecto de faculdade, hospital, hospital a faculdade. A minha cama era a cama da pediatria”, revela.

O ministério da Saúde diz ser um momento triste quando de celebra esta data porque os principais intervenientes no processo, que tem responsabilidades de cuidado dos pacientes, muitas vezes não se tem lembrado dos doentes, que ficam esquecidos, “não do ponto de vista de falta de cuidados, mas porque pensamos que pode ser outra doença, quando são doenças mais graves”, segundo disse Luísa Panguene, Directora Nacional da Assistência Médica.

Para Luísa Panguene, o dia que se reflecte sobre a Anemia Falciforme é importante porque “nos recorda que devemos sempre nos lembrar destes doentes com problemas hematológicos”.

A Directora Nacional da Assistência Médica reconhece as fragilidades em gerir a doença, mas garante continuar a criar condições de assistência e tratamento aos mesmos.

“Devemos pensar na massificação para que possamos fazer o diagnóstico o mais rápido possível e na possibilidade de dispormos de insumos, como medicamentos e outros, para podermos controlar, porque há medicamentos que não temos no sistema de saúde e as famílias são as que sempre tem que se desdobrado para procurar essa medicação”, disse Luísa Panguene, acrescentando ainda que “como MISAU queremos deixar claro que estamos sempre comprometidos em garantir melhores condições para pacientes com este tipo de doenças e reforçar o compromisso de continuar a trabalhar e melhorar a assistência”.

As promessas e depoimentos foram dados durante a celebração do dia mundial da anemia falciforme que se comemora a 19 de Junho de cada ano.

Uma pessoa morreu supostamente por linchamento no bairro Inguide, na Katembe. Os moradores negam ter praticado o acto e dizem que o malogrado era um catador de sucatas. 

O bairro de Inguide, na Katembe, acordou, nesta quinta-feira, no meio de gritos. Eram gritos de socorro, quando as pessoas se aproximaram ao local, cá estava um indivíduo estatelado e amarrado. 

“Eu também não sei o que aconteceu. Eu estava na minha casa, quando apareceu uma senhora de lá, quase Mapongue, e disse que tinha um homem amarrado ao poste, que morreu. Saí, acordei o senhor em casa dele (um vizinho) e disse: Mano dizem que tem uma pessoa amarrada, que morreu”, disse uma testemunha, apelando que o acto não se perpetue no bairro. 

Trindade Félix, morador do bairro Inguide, condenou o acto e disse estar preocupado com o acontecimento. “Na verdade, ninguém sabe o que realmente aconteceu, porque só nos vieram acordar quando eram sete horas e disseram que aqui na zona tem uma pessoa que foi amarrada e que está morta (…) Estamos com o coração fechado. Porque aconteceu este tipo de acto, enquanto nós temos autoridade para resolver”, questionou. 

Não se sabe  ao certo o que terá, mas suspeita-se que se trata de linchamento. O chefe do quarteirão acredita que o malogrado seja catador de sucatas.

“Quando houve isto, eu comuniquei a polícia, e estamos aqui para saber o que aconteceu. Ninguém da população sabe ou disse quem fez isso. Ainda não temos nada,  mas estamos a ver, pela carinha dele, que era daqueles homens que compram ferros usados. Agora, o que aconteceu, estamos à espera da polícia dizer”, disse Alino Zibia, chefe do quarteirão. 

O Presidente da República,  Daniel Chapo, recebeu mensagens de felicitações endereçadas pelos homólogos da República de Cuba, Miguel  Diaz-Canel Bermudez, e, do Malawi, Lazarus Chakwera, alusivas ao 50º aniversário da Independência Nacional da República de Moçambique. 

Na mensagem, o Presidente de Cuba, Miguel Diaz-Canel  Bermudez, refere que por ocasião da comemoração do 50º aniversário da Independência da República de Moçambique,  endereça cordiais felicitações em nome do povo e do Governo  Cubano.

“Tenho a honra de reiterar a vontade de continuar  a fortalecer as  relações de amizade e de cooperação entre os nossos países”, lê se na mensagem do governante cubano. 

Por seu turno, o Presidente Lazaruz Chakwera, do Malawi, realça  que por ocasião da efeméride, o Governo e o povo da República  do Malawi juntam-se para estender as felicitações e os melhores  votos ao Presidente moçambicano, Daniel Chapo, o Governo e ao povo  moçambicano. 

“Ao celebrar os 50 anos do seu país ser uma República, é meu  desejo que os laços de amizade e cooperação que felizmente  existem entre nossos dois países sejam ainda mais fortalecidos  para o benefício mútuo de nossos dois povos. A nossa  cooperação, conforme consagrado no quadro da Comissão  Conjunta Permanente de Cooperação, é uma ferramenta perfeita  para consolidar os laços fraternos”, sublinhou o Governante  malawiano, desejando melhores votos de saúde e felicidade  pessoal, paz e prosperidade contínuas para o povo amigável de  Moçambique.

O Governo espera espera reconstruir, nos próximos doze meses, um mínimo de duas mil casas, e gerar perto de três mil empregos e oportunidades de negócio aos empreendedores dos municípios de Nampula, Nacala, Pemba e Montepuez, no âmbito do “Melhoria Habitacional”, com a implementação do Projecto de Desenvolvimento Urbano do Norte de Moçambique (PDUNM).

 Cada um dos quatro municípios beneficiará de reconstrução de um mínimo de 500 casas em bairros previamente seleccionados. Para a reconstrução das casas, o projecto não contratará os empreiteiros tradicionais, mas recrutará nas próprias comunidades beneficiários pedreiros, carpinteiros, ferreiros, serralheiros e ajudantes, os quais serão inicialmente treinados. Ao todo, serão contratados cerca de oito mil jovens nos quatro municípios.

 A estes juntar-se-ão cerca de 560 jovens que serão contratados para serem inquiridores do censo sócio-demográfico nos quatro municípios. 

 Os benefícios abarcam também os produtores e fornecedores locais de materiais de construção, que também serão seleccionados e treinados para se ajustarem aos padrões pretendidos no projecto. 

 O principal critério de selecção dos dois mil beneficiários é a vulnerabilidade sócio-económica, segundo critérios das instituições do Estado moçambicano, designadamente, em termos cumulativos, pobreza multidimensional, famílias vulneráveis segundo os padrões do INAS, deslocados internos e casas muito degradadas.

 Para apurar os beneficiários, será realizado um inquérito sócio-demográfico em cada bairro de implementação do projecto e constituídos comités de selecção, que terão a última palavra na escolha dos beneficiários. Este comité será constituído por representantes do Fundo de Fomento à Habitação (FFH), implementador do projecto; de cada município, do Instituto Nacional de Acção Social (INAS), do Instituto Nacional de Gestão de Desastres (INGD), secretários dos bairros e dois representantes das comunidades beneficiárias.

 Além da reconstrução de casas, o PDUNM contribuirá na elaboração de projectos de urbanização e na regularização da titularidade das casas.

 O PDUNM é um projecto do Governo de Moçambique, implementado pelo Fundo de Fomento à Habitação e financiado pelo Banco Mundial em 140 milhões de dólares.

A poetisa, escritora e activista social moçambicana Énia Lipanga é a representante de Moçambique na Conferência Internacional sobre Indústrias Culturais e Criativas Inclusivas, nas Ilhas Maurícias. O encontro vai reunir representantes de indústrias culturais e criativas para promover a igualdade de género e prevenir as violências no sector cultural e artístico.  

A conferência, organizada pela Comissão do Oceano Índico com o apoio da Agência Francesa de Desenvolvimento, reúne representantes das Indústrias Culturais e Criativas de seis países da região: Comores, Madagáscar, Maurícias, Moçambique, Reunião e Seicheles.

Énia Lipanga, conhecida pelo seu activismo social na defesa dos direitos humanos, inclusão da pessoa com deficiência e pelo uso da arte como ferramenta de transformação social, participa como oradora e convidada especial nas mesas redondas e actividades culturais do evento.

Durante a conferência, são discutidos temas-chave como: a compreensão aprofundada da violência sexual e de género nas ICC; a valorização de boas práticas e desconstrução de estereótipos; a criação de recomendações operacionais para ambientes culturais seguros e equitativos; a disseminação de ferramentas produzidas, como diagnósticos regionais e cursos online (MOOCs), junto aos profissionais, instituições e meios académicos.

Equipes técnicas de Ruanda e da República Democrática do Congo rubricaram um rascunho de acordo de paz que deve ser assinado na próxima semana, visando o fim dos conflitos no leste do Congo. Segundo a Reuters, o anúncio foi feito pelos dois países e pelos Estados Unidos, esta quarta-feira. 

O acordo provisório foi alcançado após três dias de negociações e, segundo a Reuters,  aborda a integridade territorial e a proibição de hostilidades, além do desligamento, desarmamento e integração condicional de grupos armados não estatais.

O acordo também inclui disposições sobre o estabelecimento de um mecanismo de segurança conjunto que incorpora uma proposta discutida pelas partes no ano passado sob mediação angolana.

A assinatura ministerial do acordo está marcada para 27 de Junho.

Especialistas ruandeses e congoleses chegaram a um acordo duas vezes no ano passado, sob mediação de Angola, sobre a retirada das tropas ruandesas e operações conjuntas contra o grupo rebelde hutu ruandês FDLR, mas os ministros de ambos países não endossaram o acordo.

Angola renunciou em Março à sua posição de mediadora entre as partes envolvidas na crescente ofensiva rebelde apoiada por Ruanda no leste do Congo. 

Os combates no leste do Congo intensificaram-se neste ano, quando os rebeldes do M23 realizaram um avanço que os levou a tomar as duas maiores cidades da região. 

O Congo diz que Ruanda está a apoiar o M23 através do envio de tropas e armas.

Ruanda nega há muito tempo ajudar o M23, e diz que as suas forças estão a agir em legítima defesa contra o exército do Congo e milicianos da etnia hutu ligados ao genocídio de Ruanda em 1994, que matou cerca de um milhão de pessoas, a maioria tutsis.

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