

O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, e o Secretário-Geral do Partido Socialista (PS) de Portugal, José Luís Carneiro, defenderam o reforço da cooperação entre Moçambique e Portugal, com particular atenção para a mobilidade de cidadãos, investimento, educação, cultura e criação de oportunidades para as novas gerações.
A mobilidade de cidadãos, investidores e estudantes esteve entre os principais temas discutidos, num encontro em que as partes também reflectiram sobre o futuro da cooperação no âmbito da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).
Falando à imprensa após a reunião, José Luís Carneiro destacou a importância de aprofundar os laços entre os dois países, considerando que a cooperação deve continuar a assentar não apenas na língua e na cultura, mas também no investimento e na criação de oportunidades para os jovens.
O dirigente socialista sublinhou ainda o contributo das empresas portuguesas que investem em Moçambique, assim como dos estudantes e trabalhadores moçambicanos residentes em Portugal, para o desenvolvimento das economias dos dois países.
Sobre a CPLP, Carneiro considerou a organização um instrumento estratégico para reforçar a inserção dos Estados-membros no contexto internacional e promover a cooperação cultural, linguística, empresarial, técnica e científica.
Defendeu igualmente uma maior articulação entre os países lusófonos nas instituições multilaterais, através da concertação de posições sobre matérias de interesse comum.
O Secretário-Geral do PS reiterou, por outro lado, o compromisso dos deputados socialistas na Assembleia da República portuguesa com o desenvolvimento de Moçambique e com a comunidade moçambicana residente nos dois países.
José Luís Carneiro classificou a reunião como “muito positiva” e “construtiva”, considerando que poderá produzir resultados no futuro.
O encontro decorreu em Maputo, no Gabinete do Presidente da República, no âmbito de uma audiência concedida por Daniel Chapo ao líder socialista português, que se fez acompanhar pelo Presidente do Grupo Parlamentar do PS, Eurico Brilhante Dias.
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse hoje a Donald Trump que quer acabar a guerra “rapidamente”, mas com uma “paz duradoura”, horas antes de ser recebido pelo homólogo norte-americano em Washington, onde já se encontra.
“Todos nós temos o profundo desejo de pôr fim a esta guerra de forma rápida e fiável. E a paz deve ser duradoura”, escreveu Zelensky, na rede social X, depois de Trump ter publicado na sua rede social, Truth Social, que o Presidente ucraniano pode pôr fim à guerra com a Rússia “quase imediatamente”.
“O Presidente ucraniano, Zelensky, pode pôr fim à guerra com a Rússia quase imediatamente, se quiser, ou pode continuar a lutar. Lembrem-se de como tudo começou. Não há hipótese de recuperar a Crimeia cedida por Obama (há 12 anos, sem que um único tiro fosse disparado) e NÃO HÁ HIPÓTESE DE A UCRÂNIA ENTRAR NA NATO”, escreveu o Presidente dos Estados Unidos na Truth Social, segundo cita a RTP.
Zelensky, que anunciou estar já em Washington, deverá ser recebido hoje por Trump na Casa Branca, onde chegará acompanhado pelos aliados europeus representantes da `Coligação dos Dispostos`, nomeadamente a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e os líderes de França, Reino Unido, Alemanha, Finlândia e Itália, além do secretário-geral da Aliança Atlântica.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recebe hoje o seu homólogo da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e sete líderes europeus para uma reunião sobre a guerra na Ucrânia.
Segundo agenda divulgada pela Casa Branca, na noite de domingo, citada pela Globo, o presidente americano reúne-se a sós com Zelensky, no Salão Oval da Casa Branca. A conferência ocorre às 13:15 no horário local, 19:15 horário de Moçambique.
Já o encontro com os outros líderes europeus, incluindo Zelensky, está marcado para às 15h (21 horas de Moçambique), na Sala Leste. A reunião deve unir as principais figuras da União Europeia em torno de Kiev.
O Estádio Nacional de Zimpeto, na Cidade de Maputo, está novamente cercado por lixo. Munícipes e vendedores no local pedem ao Município que intervenha com celeridade.
Trata-se de uma das maiores infra-estrutura desportiva do país, mas encontra-se em situação preocupante.
O Estado Nacional do Zimpeto tem sido escolhido regularmente para a realização de várias actividades desportivas nacionais e internacionais, e o seu brilho vem sendo ofuscado pelo lixo.
Acontece que há lixo depositado ao lado do Estádio e ao longo da avenida de Moçambique. O lixo exala mau cheiro, que afecta aos que vivem e vendem próximo ao local, e também àqueles que passam por lá, para além de alterar a estética do local.
A situação que persiste desde o ano passado, preocupa os munícipes e vendedores, que revelam ser parte de alguns deles que causam a imundice.
Face ao cenário os munícipes sugerem colocação de caixotes de lixo, e ou uma acção por parte da edilidade capaz de colocar ponto final desta problemática no local.
Ao longo da Avenida de Moçambique, por exemplo, até existem contentores de lixo, porém não são usados. Aliás, alguns estão cheios, outros vazios.
Recorde-se que este problema não é de hoje, mas mesmo depois da retirada de várias toneladas de resíduos sólidos e colocação de murro pelo município para impedir a prática, as pessoas continuam a depositá-lo de forma clandestina.
Face ao cenário persistente, a nossa equipa de reportagem procurou o Município para ouvir o seu posicionamento diante da problemática, porém ainda não se disponibilizou a falar.
A banda musical Djaaka lançou, esta sexta-feira, na cidade da Beira, um filme de curta-metragem intitulado Laura, no qual desencoraja as uniões prematuras.
Reconhecida por uma rica composição musical, desta vez, a Banda Djaaka decidiu surpreender os seus seguidores com um filme de curta-metragem. Intitulado “Laura”, conta a história de uma adolescente de treze anos de idade, que vê a sua infância interrompida por um casamento forçado, numa tentativa de retratar, com sensibilidade e realismo, o impacto destas práticas na vida das raparigas e combater as uniões prematuras.
“Escrevemos a letra e fizemos o vídeo clip da tal música, porque queremos repudiar, para desencorajar as pessoas mais velhas a parar de perseguir as nossas irmãs, nossas crianças”, disse o vocalista da renomada banda, Júlio Chissico, que argumenta que as raparigas têm o direito de estudar até que chegue a idade certa para o casamento.
A opinião foi partilhada pelo seu colega Orlando Chitsumba, que sustenta que esta iniciativa, mesmo que não resolva o problema por definitivo, no mínimo vai ajudar no combate.
Para os espectadores presentes no lançamento, é preciso continuar a difundir a mensagem contra as uniões prematuras. “A mensagem precisa ser difundida para mais locais, escolas, comunidade, para o conhecimento de todos no sentido de ganharmos consciência de que é um mal para a nossa sociedade”, disse Mame Breula. Inácio Chitsumba disse que incentiva a banda a criar com iniciativas do género, porque no seu entender educam a sociedade.
Mas para que a iniciativa traga resultados abrangentes, os seguidores dos Djaaka também devem abraçar a causa, defendeu Júlio Cézar, um dos espectadores. “Se os seguidores dos Djakas, nós os outros que conhecemos o impacto desta actividade, de falar sobre uniões prematuras, combatermos para que isto reduza, eu penso que teremos resultados abrangentes”, defendeu.
Fundada na cidade da Beira, nos anos 2000, a banda Djaaka possui três álbuns, dos quais o último se chama Apasswa Na Mulungo, ou seja, Abençoado por Deus, onde faz parte a música Tangue Yanji, que significa porque agora transformada em filme curta-metragem com título Laura.
A Igreja Metodista Unida de Malhangalene homenageou, hoje, Alfredo Chamusso, de 100 anos de idade, com uma biblioteca que leva o seu nome. A obra marca também os 50 anos de serviço pastoral do ancião, reconhecendo décadas de contribuição à fé e à educação da comunidade.
Foi naquela igreja que Alfredo Chamusso deu os primeiros passos para a edificação da Igreja Metodista Unida de Malhangalene. Hoje, o ancião de 100 anos retorna ao mesmo local, desta vez numa marcha lenta que revela a grandeza de uma vida dedicada à comunidade.
Porque nunca caminhou sozinho, foi construída uma biblioteca em sua homenagem. Um espaço físico com a extensão da sua história.
Ao contemplar a biblioteca que agora leva o seu nome, Alfredo Chamusso definiu-se como alguém que ama a família e a aprendizagem.
“Eu não me conhecia de mim mesmo, mas através desta obra já me conheço também. Quero agradecer aos meus filhos por este sacrifício para me fazer tirar tudo o que está no meu coração para fora. Por isso, muito obrigado meus filhos e meus netos e todos que trabalharam até haver este edifício”, agradeceu o ancião da igreja metodista.
As rugas no rosto denunciam o peso do tempo, mas também um homem com hábitos próprios.
“Pela vontade de Deus, eu sou um homem que não gosta de copos. Sou um homem que gosta de ter uma mulher. Sou um pai que gosta de filhos que gostam de aprender”, disse Alfredo Chamusso.
Para a Igreja, o gesto simboliza reconhecimento a quem, durante décadas, contribuiu não só para o crescimento espiritual da comunidade, mas também para a formação de gerações.
“A homenagem desta biblioteca é uma contribuição. É uma homenagem, principalmente, do senhor Alfredo Chamusse, um ancião que contribuiu muito para o crescimento de toda a igreja Metodista Unida no geral, mas também desta paróquia de Malhangalene, em particular”, sublinhou Xavier Guambe, pastor da igreja
A celebração coincidiu com o jubileu dos 50 anos de cargo pastoral, outro marco que reforça o legado de Alfredo Chamusso.
Entre cânticos, orações e memórias partilhadas, a comunidade destacou que a nova biblioteca é também uma semente para o futuro, um espaço onde o conhecimento florescerá para além da sua vida.
O município de Chibuto nega prover água e energia a mais de 40 famílias que invadiram, parcelaram e ergueram casas na reserva de aeródromo e da empresa chinesa Dingsheng minerais há 7 meses. Enquanto isso, em Bilene mais de 300 vendedores contestam a ordem de embargo das obras numa propriedade supostamente pertencente à sociedade moçambicana de turismo.
São infraestruturas que ganham forma à luz do dia e roubam espaço da reserva do aeródromo de Chibuto e da Dingsheng minerais, empresa que explora as areias pesadas, na província de Gaza.
As 40 famílias, que se recusam a deixar o bairro Canhanda, são obrigadas a viver na escuridão, bem como, a percorrer mais de 10 quilómetros em busca de água, há 7 meses.
Alfredo Adriano, de 35 anos de idade, reconhece a ilegalidade do seu espaço, mas afasta a possibilidade de sair, aliás, admite que pode abandonar mas mediante condições.
O município de Chibuto diz que estas construções são um peso não programado nos planos de urbanização e, por isso, vai manter a decisão de, entre outros, não prover água e energia.
E, porque mais pessoas chegam para ocupar a área, Jacinto Ernesto alerta para medidas mais duras a partir de Setembro próximo.
Enquanto isso, na vila turística de Bilene, a invasão de um espaço de mais de 100 hectares para construção de um mercado continua a gerar confusão, deixando mais de 300 vendedores na mira da justiça.
O facto é volvido 7 meses após invadirem uma propriedade, supostamente pertencente à Sociedade Moçambicana de Turismo, SOTUR, um grupo de munícipes avançou com a construção de barracas no local.
O tribunal judicial de Bilene decidiu embargar as obras para a revolta do grupo que se diz injustiçado. As autoridades municipais de Bilene, entretanto, repudiam a ocorrência e apelam ao respeito da lei.
Apesar da ordem de embargo e apelos do Município de Bilene, a comissão dos vendedores decidiu manter o decurso das obras e a tensão segue instalada.
Mais de 11 milhões de pessoas forçadas a fugir dos seus países correm o risco de perder ajuda crucial para a sua sobrevivência, este ano, devido a cortes significativos no financiamento pelos países doadores, em particular os Estados Unidos da América. O alerta é da Agência das Nações Unidas para Refugiados, ACNUR.
As mais de 11 milhões de pessoas correm o risco de perder ajuda para a sua sobrevivência representam cerca de um terço da população que a ACNUR apoia.
No ano passado, a agência apoiou 36 milhões de pessoas em 135 países, número que se espera que reduza drasticamente. Entre a população mais afectada consta a das regiões de Chade e Sudão.
Nos campos de refugiados, os sudaneses deslocados dizem que a vida é muito difícil e o abrigo é um luxo, num cenário em que as organizações de ajuda humanitária têm muito pouco para distribuir.
A situação de vulnerabilidade é crítica principalmente em crianças e mulheres, que correm o risco de contrair várias doenças, sobretudo por causa das precárias condições de vida e higiene.
O julgamento do ex-presidente brasileiro, Jair Bolsonaro e de outros sete aliados, acusados de liderar uma alegada tentativa de golpe de Estado, terá início no dia 02 de Setembro, determinou o Supremo Tribunal Federal do Brasil.
Cristiano Zanin, presidente de uma das secções do Supremo Tribunal Federal do Brasil, decidiu, também, que, se necessário, as audiências serão realizadas nos dias 03, 09, 10 e 12 de Setembro, para apurar o envolvimento ou não do líder da extrema-direita brasileira.
Jair Bolsonaro e outros sete aliados são acusados de orquestrar uma suposta tentativa de golpe de Estado para Bolsonaro permanecer no poder após a derrota nas eleições presidenciais de 2022.
Zanin determinou a data do julgamento a pedido do relator do caso no mais alto tribunal do Brasil, Alexandre de Moraes, que apresentou a sua solicitação na última quinta-feira, depois de os oito réus terem apresentado as suas alegações finais.
Além de Bolsonaro, quatro ex-ministros do seu governo entre 2018 e 2022 são réus do mesmo processo.
Igualmente, serão julgados como responsáveis do alegado plano de golpe, o ex-comandante da Marinha brasileira, o ex-director da Agência Brasileira de Informações e ex-assessor pessoal de Bolsonaro, quando este era Presidente da República.
Todos os réus respondem pelos crimes de golpe, tentativa de abolição do Estado de Direito, associação armada para cometer crimes, danos ao património público e deterioração do património público.
Afinal a Mozal quer comprar energia da HCB a 48 dólares o MWh contra 64 dólares MWh que a HCB exige. A Mozal está a tentar fugir ao aumento do preço por parte da Eskom de actualmente vende a energia a 37 dólares MWh e quer subir para 91 dólares MWh.
Desde a sua criação a Mozal usa integralmente energia eléctrica fornecida pela empresa sul-africana Eskom a um preço fixo de 37 dólares MWh e sem qualquer relação com a energia da HCB. O contrato termina em Março do próximo ano e os sul-africanos querem aumentar o preço para 91 dólares MWh. por achar achar o valor alto, a Mozal foi bater às portas à HCB na tentativa de mudar de fornecedor.
E porque a Mozal não aceita o preço da HCB está a pressionar o Estado moçambicano, accionista maioritário da HCB para forçar a aceitar o seu preço.
Para o economista Mukthar Abdul Carimo, a empresa está a chantagear o Governo ao ameaçar abandonar o mercado nacional, considerando, no entanto, positiva a postura assumida pelo Executivo.
Muktar diz que o momento é próprio para que Moçambique e a Eskom revejam as suas estratégias de negócio, e a Mozal deve pagar o preço justo pelo serviço requerido. O economista salienta que por muito tempo a multinacional andou a reboque da Eskom que em parte subsidiou a quase cem por cento o preço de energia da Mozal.
Quem também está atento às negociações entre a Mozal e a HCB é o economista Egas Daniel, que diz que o país deve negociar tendo em conta os custos e benefícios.