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Um automobilista morreu carbonizado na madrugada deste sábado, na sequência de uma colisão entre uma viatura ligeira e um camião, na Estrada Nacional Número Um (EN1), no Distrito Municipal da Katembe, Cidade de Maputo. O acidente provocou ainda dois feridos.

O sinistro ocorreu nas primeiras horas da manhã e destruiu completamente a viatura ligeira, que se incendiou após o embate, impossibilitando o condutor de escapar às chamas.

No camião seguiam duas pessoas. Uma sofreu ferimentos graves e a outra contraiu ferimentos ligeiros. Ambas foram socorridas e transportadas para uma unidade hospitalar, onde recebem assistência médica.

O proprietário do camião afirmou que, de acordo com as informações que lhe foram transmitidas, o veículo seguia normalmente no seu percurso quando ocorreu a colisão.

As circunstâncias em que o acidente se deu continuam por esclarecer. Contudo, a Polícia de Trânsito admite, como hipótese preliminar, que o sinistro tenha resultado de uma alegada circulação em contramão por parte do condutor da viatura ligeira. As investigações prosseguem para o apuramento das causas do acidente.

Até ao fecho desta edição, as viaturas sinistradas permaneciam no local do embate, enquanto decorriam os trabalhos das autoridades competentes.

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Subiu de 43 para 82 o número de vítimas mortais devido às cheias no estado norte-americano do Texas. Entre as vítimas estão 21 crianças e há dezenas de desaparecidos. Residentes falam de um desastre jamais visto na região.

À medida que as águas vão baixando, as equipas de busca, que trabalham 24 horas sem cessar, têm acesso às zonas mais críticas.

Lorena Guillen, proprietária de um restaurante local, descreve a noite de 3 de Julho como marcada por um vento surpreendente e desastroso.

Muitos dos meus clientes que estiveram cá no dia 3 de Julho estão desaparecidos. Ouvia os gritos, porque não se via nada, estava escuro, mas ouvia-se o clamor das pessoas, crianças a gritar e a pedir ajuda, carros a flutuar com as luzes acesas. Viam-se as luzes e ouviam-se buzinas”, contou Lorena.

A família de Regan Brown perdeu quase tudo e agora procura recuperar o pouco que sobrou para seguir com um futuro incerto.

Estamos a tentar ajudar os nossos vizinhos aqui e começar a retirar as coisas à medida que podemos, salvar o que for possível, num esforço geral de limpeza”, contou.

As últimas informações das autoridades locais apontam para a subida do número de vítimas mortais: de sábado para domingo o total saltou de 43 para 82. O governador do Texas, Greg Abbott, diz que o número pode vir a aumentar.

“A última actualização é que continuamos com o resgate e a recuperação. E digo isto porque nunca desistimos de procurar alguém. Já tivemos tempestades no passado em que as pessoas desceram o rio 16, 24 quilómetros e foram encontradas mais tarde, vivas. As horas, claro, estão a alongar-se agora, mas não desistimos disso.”, garantiu o governador.

Na missa deste domingo, o Papa Leão rezou pelas vítimas. “Gostaria de expressar as minhas sinceras condolências a todas as famílias que perderam entes queridos, em particular às suas filhas, que se encontravam num campo de férias durante o desastre causado pela inundação do rio Guadalupe, no Texas, Estados Unidos. Rezamos por elas”.

As autoridades apontam que mais de 20 pessoas continuam desaparecidas.

A Missão de Assistência Militar da União Europeia em Moçambique (EUMAM MOZ) concluiu o Programa de Manutenção, que visa fortalecer as capacidades técnicas e organizacionais das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) na área de manutenção e apoio operacional. Um total de 17 oficiais das FADM concluíram o programa com sucesso. 

Segundo o texto publicado na página web da EUMAM Moçambique, o treinamento ocorreu na Escola de Condução Militar das FADM, onde os participantes desenvolveram conhecimentos e habilidades essenciais para montar e gerenciar unidades de suporte à manutenção — estruturas essenciais para garantir a prontidão operacional, a sustentabilidade e a autonomia das FADM. 

A cerimónia de encerramento foi presidida pelo Tenente-Coronel Jorge João Bata, representante da Escola de Condução Militar, e pelo Capitão-de-Mar-e-Guerra Pais Neto, Chefe do Grupo Consultivo da EUMAM MOZ. 

O Programa de Manutenção concentrou-se na integração e implementação de estruturas de manutenção nas FADM para apoiar a regeneração e a preparação das forças moçambicanas. Foi dada especial atenção à implementação do Centro Operacional de Manutenção (CMO) em Nampula, bem como de outros subcentros nas áreas circundantes. 

A EUMAM MOZ garante que os oficiais treinados estão preparados para implementar serviços e procedimentos essenciais de manutenção em todas as unidades da FADM, contribuindo para a autossuficiência e resiliência operacional das Forças Armadas. 

A EUMAM MOZ é uma missão não executiva com mandato até Junho de 2026. Concentra-se no ciclo de formação e manutenção operacional, oferecendo também formação especializada para permitir que as Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) se tornem auto suficientes no combate à insurgência. Esta missão da União Europeia inclui militares de 11 nacionalidades diferentes.

O duelo Ferroviário de Maputo vs Textáfrica de Chimoio, inserido na jornada 5 do Campeonato Nacional de futebol, Moçambola 2025, foi adiado pela segunda vez. Inicialmente agendado para sexta-feira, 4 de Julho, às 14h45, no campo do Afrin, o encontro foi reagendado para o dia seguinte, uma vez que os “fabris do planalto” ainda não haviam desembarcado na capital do país.

Já no sábado, o Textáfrica de Chimoio não conseguiu seguir a tempo, tendo pernoitado no Aeroporto Internacional da Beira.

A delegação do primeiro campeão nacional de futebol somente desembarcou no Aeroporto Internacional de Maputo às 6h00 deste domingo, tendo dado entrada no Hotel às 7h00.

Oficialmente, a meio da manhã deste domingo, a Liga Moçambicana de Futebol anunciou que o embate ficava adiado para esta segunda-feira, às 14h45, no mesmo recinto.

A Polícia de Protecção está proibida de fazer a fiscalização de automóveis na via pública. A PRM diz que a medida visa reforçar a legalidade e disciplina no exercício das funções policiais. 

A decisão do Comando Polícia da República na cidade de Maputo foi forçada pelos recorrentes relatos sobre a realização de fiscalização de veículos automóveis na via pública por agentes da Polícia de Protecção sem competência ou autorização para tal. 

Através deste documento, a PRM ao nível da capital do país, ordena que a fiscalização de automóveis deverá ser feita exclusivamente pela Polícia de Trânsito 

Esta é a segunda vez nos últimos cinco anos que a Polícia de Protecção é proibida de fazer a fiscalização de automóveis na via pública. Em 2021, através da instrução com número 20/CGPRM/GCG/100/2021, o comandante-geral da PRM, na altura Bernardino Rafael, instruiu os comandantes provinciais a impor disciplina nas actividades de fiscalização rodoviárias.

O documento indicava que nos postos de fiscalização a tarefa de dar sinal de paragem obrigatória de viaturas a serem fiscalizadas era exclusivamente para a Polícia de Trânsito. O mesmo documento proibia ainda a presença dos fiscais das Associações dos Transportadores nos postos fixos de controlo rodoviário. 

Na altura, o comandante-geral da PRM tomou essa decisão devido às constantes reclamações dos automobilistas, que se queixam de serem alvos de cobranças ilícitas por parte dos agentes da Polícia de Trânsito nos postos de fiscalização na via pública. 

A recente instrução do comando da PRM da cidade de Maputo pode indiciar uma recorrente desobediência aos comandos emanados pela direcção máxima da polícia por parte dos agentes da polícia na via pública.

Subiu para 51 o número de mortos pelas cheias no estado norte-americano do Texas, incluindo 15 crianças, segundo autoridades do condado de Kerr, zona central do desastre.

A tempestade de sexta-feira fez com que as águas do rio subissem oito metros em apenas 45 minutos antes do amanhecer, mas o perigo ainda não passou. 

As chuvas torrenciais continuaram a atingir no sábado comunidades nos arredores de San Antonio, tendo as autoridades lançado alertas e avisos de enchentes repentinas que permanecem activos. 

Para já, contabilizam-se 43 mortos. As equipas de resgate continuam a vasculhar as margens do rio Guadalupe, na região de Texas Hill Country, à procura das 27 raparigas que participavam num acampamento cristão e continuam desaparecidas, descreveu a agência de notícias Associated Press.

As autoridades também ainda não esclareceram se os acampamentos e os residentes em locais muito vulneráveis a inundações receberam os avisos adequados e se foram feitos preparativos suficientes.

A Associação Kulemba, em parceria com Cornelder de Moçambique, abriu, no 11 de Abril de 2025, as inscrições para a 3ª edição do Prémio Literário Mia Couto, que distingue as melhores obras literárias publicadas anualmente por autores moçambicanos. Para o efeito, foi constituído um colectivo de júri, que, esta sexta-feira, apresentou a lista de 10 finalistas do concurso.

Para a categoria de poesia, foram seleccionadas as seguintes obras: As coisas do morto, de Francisco Guita Jr.; Instalação do corpo, de Léo Cote; O pouso do casco, de Lino Mukurruza; Tocar o ser, de Sánia Iacuti; e Um umbigo arde na boca, de M. P. Bonde.

Já para a categoria de prosa, foram escolhidos os livros: A queda do Macombe Chipapata: tramas e revoltas, de Celestino Joanguete; As origens, de Lavimó da Verónica; Névoa na Sala, de Mélio Tinga; O código das serpentes, de Hélder Muteia; e Última Memória. Entrevista com Sthoe, de Lucílio Manjate.

O anúncio das obras vencedoras será feito em Agosto e a cerimónia de premiação terá lugar no dia 05 de Setembro do corrente ano, na cidade da Beira. Cada vencedor do Prémio Literário Mia Couto será agraciado com valor pecuniário na ordem de 400.000 MZN (quatrocentos mil meticais), financiado pela empresa Cornelder de Moçambique.

O júri da 3ª edição do Prémio Literário Mia Couto é constituído por Nataniel Ngomane (presidente), Teresa Noronha, Vanessa Riambau Pinheiro, Joaquim Arena e Marcelo Panguana.

Centenas de pessoas prestaram a última homenagem aos dois irmãos, em Gondomar. As urnas foram levadas da Capela da Ressurreição para a Igreja Matriz por vários colegas de equipa, seleção nacional e amigos.

A cerimónia fúnebre do jogador do Liverpool e da selecção de Portugal, Diogo Jota, e seu irmão André Silva, jogador do Penafiel, teve lugar na manhã deste sábado, em Gondomar, e foi marcada por uma multidão que se juntou à porta da igreja para prestar a última homenagem aos dois jogadores.

Os familiares, desde a esposa, os familiares mais próximos, amigos, colegas de profissão, incluíndo o plantel do Liverpool e jogadores de outros clubes de Portugal e de fora, concentraram-se para prestar a última homenagem ao jogador.

Do lado exterior, muitos admiradores, em silêncio e visivelmente emocionados, pararam para se despedirem de um dos nomes mais acarinhados do futebol português.

Entre os momentos mais comoventes da cerimónia, destacou-se Rúben Neves que ajudou a transportar a urna do amigo e colega da selecção nacional, num gesto de profunda amizade e respeito.

O culto, no interior da Igreja, levou pouco mais de uma hora, com a homilia a destacar os feitos dos dois jogadores dentro e fora das quatro linhas.

Depois do culto, um cortejo fúnebre seguiu para o cemitério onde foram depositados os restos mortais de Diogo Jota e André Silva, numa cerimónia mais restrita, a pedido da família, somente com amigos próximos e alguns colegas de profissão.

O Chelsea e o Fluminense qualificaram-se às meias-finais do Mundial de Clubes após vitórias sobre o Palmeiras e Al Hilal, pelo mesmo resultado de 2-1. Ingleses e brasileiros marcam encontro na terça-feira.

Havia fortes possibilidades de um cruzamento entre equipas brasileiras nas meias-finais, bastando para isso que Palmeiras vencesse Chelsea e Fluminense derrotasse Al Hilal, nos jogos dos quartos-de-final.

Mas o Chelsea tratou de evitar esse encontro e Cole Palmer abriu o marcador num remate à entrada da área, aos 16 minutos.

O Palmeiras só conseguiu a reacção já no início da segunda parte quando Estêvão restabeleceu o empate num remate cruzado, aos 53 minutos.

O vencedor só ficou definido aos 83 minutos e num infortúnio de Agustín, a desviar um cruzamento de Gustavo para o fundo das malhas.

No outro jogo do dia, houve emoção no minuto de silêncio em memória de Diogo Jota, mas já com a bola a rolar o Fluminense foi mais forte. Martinelli lançou um míssil que só parou nas malhas de Bounou, aos 40 minutos.

O Al Hilal ainda tentou cavar uma grande penalidade neste lance, mas depois da intervenção do VAR houve reversão do castigo máximo.

Na segunda parte chegou o empate aos 51 minutos por Marcos Leonardo, que na cara de Fábio atirou a contar.

O Fluminense não se deixou abalar e sentenciou o resultado por Hércules, aos 70 minutos.

Fluminense marca encontro com Chelsea na terça-feira, no jogo que decide o primeiro finalista.

Sector da Educação em Sofala avançou que existem mais de 700 turmas ao relento na província. Só nas Escolas Primária de Matadouro e Metodista, cerca de 300 alunos estudam, desde o início do ano, em condições deploráveis e são obrigados a levar para as salas de aulas  bancos, capulanas ou outros tipos de objectos para ser usados como assento. 

Desde o arranque das aulas no presente ano lectivo, cerca de 300 crianças, que estudam em salas anexas da Escola Primária de Matadouro e Escola Metodista,  vêem-se obrigadas a  transportar, para as salas de aulas,  nas suas mochilas escolares, capulanas,  além dos seus livros, cadernos e outro material escolar.

As capulanas são usadas nas salas de aulas como carteiras, uma realidade que condiciona o processo de ensino e aprendizagem, tendo em conta a posição que são obrigados a sentar para 

Uma das salas da Escola Primária de Matadouro foi construída pela comunidade local, que pretendia encurtar a distância que os seus filhos percorriam para terem aulas, evitando que as crianças atravessassem todos os dias a EN6.  

Lucrencia Tome, professora, lamentou as condições. “O quadro, mandamos guardar numa casa aí, para sempre levar e devolver. Não temos onde deixar o quadro, porque se deixarmos aqui, pode ser roubado. Quando chove, a tendência é de não termos aulas (…) Além disso, quando chove esse quintal enche água, então as crianças ficam em casa”, disse a professora, apelando por ajuda. 

Os pais lamentam igualmente a precariedade nas suas salas de aulas, onde os alunos são, algumas vezes, feridos pelas estacas. “É muito triste ver as crianças assim, sentadas no chão e sem carteira. Elas até podem aprender,  porque no nosso país é tudo improvisado”, lamentou um encarregado de educação. 

Outra sala anexa da escola Metodista é usada um local para culto aos fins de semana. No local  são usados blocos e capulanas como assento. Os alunos clamam por melhores condições.

O sector da Educação em Sofala disse que está a par das dificuldades enfrentadas pelos alunos e professores nas duas  salas anexas e lamenta a situação, indicando que é um problema nacional.

“As infra-estruturas escolares não acompanharam o crescimento da população (…) Sabemos quantos conflitos armados tivemos e, se calhar, os recursos não tinham como ser canalizados para os sectores  sociais. Por conta disso, a província de Sofala tem 708 turmas ao relento (…) Também temos as 924 salas de aulas que foram assoladas pelo Idai, que ainda não tiveram parceiros”, explicou   Romão Senda, Porta-voz da Educação em Sofala. 

O sector da Educação garantiu que, através do governo provincial e central,  continua em contacto com diversos parceiros nacionais e estrangeiros, para a busca de soluções a curto e longo prazo, de forma a tirar os alunos da precariedade. 

Romão Senda lembrou  que no semestre findo  foram entregues a várias comunidades quatro escolas primárias, num total de 79 salas de aulas.  Contudo, há ainda o desafio das carteiras. Os dados oficiais apontam para um défice de cerca de 46 mil carteiras e 167 mil degradadas. A solução passa pela mobilização de recursos para aquisição de novas carteiras e reabilitação das degradadas com recursos próprios.

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