Um automobilista morreu carbonizado na madrugada deste sábado, na sequência de uma colisão entre uma viatura ligeira e um camião, na Estrada Nacional Número Um (EN1), no Distrito Municipal da Katembe, Cidade de Maputo. O acidente provocou ainda dois feridos.
O sinistro ocorreu nas primeiras horas da manhã e destruiu completamente a viatura ligeira, que se incendiou após o embate, impossibilitando o condutor de escapar às chamas.
No camião seguiam duas pessoas. Uma sofreu ferimentos graves e a outra contraiu ferimentos ligeiros. Ambas foram socorridas e transportadas para uma unidade hospitalar, onde recebem assistência médica.
O proprietário do camião afirmou que, de acordo com as informações que lhe foram transmitidas, o veículo seguia normalmente no seu percurso quando ocorreu a colisão.
As circunstâncias em que o acidente se deu continuam por esclarecer. Contudo, a Polícia de Trânsito admite, como hipótese preliminar, que o sinistro tenha resultado de uma alegada circulação em contramão por parte do condutor da viatura ligeira. As investigações prosseguem para o apuramento das causas do acidente.
Até ao fecho desta edição, as viaturas sinistradas permaneciam no local do embate, enquanto decorriam os trabalhos das autoridades competentes.
O Director adjunto do Gabinete Central de Combate a Corrupção defende que o fim da corrupção no país depende da mudança de mentalidade e envolvimento de todos, e não na aprovação de leis que, apesar de necessárias, são insuficientes para resolver o problema. Nazimo Mussá fez o apelo à mudança durante a sua visita a Cabo Delgado.
Para o Director adjunto do Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC), as leis aprovadas pelo Estado são necessárias para controlar a corrupção no país, mas a solução do problema está na própria sociedade. Nazimo Mussá diz que é preciso resgatar a ética.
O diretor adjunto do Gabinete Central de Combate a Corrupção defende ainda mudanças na administração da justiça.
Nazimo Mussá está de visita a Cabo Delgado, uma província que se prepara para acolher as cerimónias centrais do dia africano de combate à corrupção que se assinala no próximo dia 11 de Julho.
O Internacional moçambicano, Reinildo Mandava, diz que é o realizar de um sonho jogar na liga inglesa, e promete dar 120% de si para ajudar o Sunderland a alcançar os seus objectivos. Mandava foi apresentado esta terça-feira no clube inglês.
Dúvidas dissipadas. O adeus à Espanha e a chegada a Inglaterra foi confirmada com a apresentação de Reinildo Mandava no recém-promovido Sunderland. Para Reinildo Mandava é a realização de um sonho disputar a Premier League.
“Para mim, é um sonho. É um sonho realizado porque é meu sonho jogar na Premier League. É um sonho jogar no maior clube da Inglaterra. Então, é um prazer para mim estar aqui hoje. Estou muito feliz”, começou por dizer Reinildo na primeira entrevista com a camisola do clube inglês.
O internacional moçambicano contou ainda que já falava de jogar na Inglaterra desde criança e que chegado a Europa, não escondeu esse sonho. “É um sonho realizado porque quando eu era criança, sempre vivemos o futebol no meu país. Então, quando cheguei à Europa, eu disse: meu sonho é jogar na Premier League”, realçando que “o Sunderland me deu essa oportunidade”.
Disse estar “muito animado” e que não pode esperar para estar com o resto do plantel, “lutar, dar tudo de mim pelo clube”.
O lateral esquerdo torna-se, assim, no primeiro moçambicano a jogar na Premier League e quer aproveitar a oportunidade para mostrar suas valências no maior campeonato europeu.
“Para mim, é uma oportunidade, é mais uma oportunidade de mostrar às pessoas como fazer história. É outro campeonato, é outra maneira de jogar. Tive uma óptima oportunidade de representar um grande clube como o Sunderland, então estou feliz, vou agarrá-la como uma oportunidade”, frisou.
Mandava diz mesmo que ama a Premier League, embora nunca antes tenha jogado num clube inglês.
Com o Sunderland, Reinildo Mandava assinou um contrato válido por duas épocas e aos adeptos garante que chegou para mandar, até porque “eu sou a pessoa que trabalha 120% todos os dias, dou tudo em campo pelo meu clube, pelos meus colegas”.
Para já, o Rei que chegou para mandar no Sunderland espera que os adeptos apoiem a equipa até ao fim, porque “lutaremos até ao fim pelo clube e pelos adeptos, por todos”.
O lateral esquerdo, que vezes sem conta tem sido utilizado como central na selecção nacional, falou das suas ambições na sua nova aventura, pela Inglaterra. “Em primeiro lugar, é ajudar a equipa, o clube, a atingir seu objectivo, jogar mais, aproveitar a Premier League, aproveitar com meus colegas, trabalhar duro todos os dias e vencer os jogos”.
Este é o sétimo clube de Reinildo Mandava na Europa, depois das passagens pelo Benfica B, Fafe, Sporting Covilhã, B SAD, Lille e Atlético Madrid, onde disputou 257 jogos, apontou nove golos e fez três assistências.
O Presidente da República manifestou hoje o seu comprometimento com o Diálogo Público-Privado, com vista a acelerar as reformas e melhoria do ambiente de negócios no país.
O Chefe do Estado falava durante uma audiência concedida à Confederação das Associações Económicas (CTA), com o objectivo a apresentação do novo corpo directivo da agremiação, bem como dos pelouros que constituem os grupos
de Trabalho Sectoriais já em pleno funcionamento.
Na ocasião, Daniel Chapo expressou a abertura do Governo em colaborar com o sector privado na agenda de reformas para atrair investimentos, aumentar a produção nacional e impulsionar as exportações.
Chapo exortou a CTA a apresentar propostas de reformas concretas, de acordo com as dificuldades que enfrentam no seu dia-a-dia.
Durante a apresentação do novo corpo directivo do agremiação, o Presidente do CTA, Álvaro Massinga, fez saber que a agenda de trabalho da equipa recentemente formada está ancorada num Manifesto estruturado em cinco áreas estratégicas, nomeadamente, a Promoção de Reformas Económicas Estruturantes; Promoção do Desenvolvimento Associativo e Institucional, Participação Activa do Sector Privado nas Infra estruturas e Serviços Públicos; Participação Activa do Sector Privado nas Infra-estruturas e Serviços Públicos e; Desenvolvimento do Capital Humano e Promoção do Conteúdo Local. Álvaro Massinga fez saber, igualmente, a realização ainda este mês do Conselho de Monitoria do Ambiente de Negócios (CEMAN), a ser liderado pela Primeira-Ministra e da Conferência do Sector Privado (CASP), entre os meses de Outubro e Novembro, evento tradicionalmente presidido pelo Chefe do Estado.
O Governo do Distrito de Quissanga desmente a informação que dá conta da obrigação da presença de professores nas zonas consideradas inseguras, devido aos ataques terroristas.
O administrador de Quissanga, Sidónio José, convocou uma conferência de imprensa para desmentir o suposto regresso de professores às zonas consideradas de alto risco de ataques terroristas.
Além de desmentir o suposto regresso forçado dos professores às zonas consideradas inseguras, o Governo do Distrito de Quissanga acusa a classe de propagar ondas de desinformação.
Para demonstrar a normalização da segurança e incentivar o regresso voluntário dos professores às zonas de origem, o Governo de Quissanga vai, brevemente, deixar a cidade de Pemba, onde esteve a funcionar desde o último ataque terrorista registado em Março de 2024.
Quissanga fica a cerca de 100 quilómetros da Cidade de Pemba e, actualmente, está na lista dos distritos vulneráveis aos ataques terroristas em Cabo Delgado.
O filme “O Ancoradouro do Tempo”, realizado por Sol de Carvalho, estreou no dia 26 de Junho, em salas de cinema de várias cidades portuguesas. A longa-metragem é uma adaptação do romance “A Varanda do Frangipani”, da autoria de Mia Couto, e integra as comemorações dos 50 anos da independência de Moçambique.
Segundo um comunicado de imprensa, as sessões de exibição decorreram em sete cidades, com destaque para os debates promovidos com o realizador e convidados. Segundo Sol de Carvalho, “os debates foram riquíssimos, mas constatei uma grande falta de informação sobre a realidade moçambicana e o dia a dia das pessoas”.
A mesma nota adianta que o cineasta sublinhou a importância de promover mais conhecimento e representação da actualidade moçambicana: “É preciso pensar em formas de promover informação real sobre o país”, Sol de Carvalho.
A digressão pelas cidades portuguesas terminou em Tomar, num encontro marcado pela forte participação do público e pelo interesse demonstrado nas questões sociais, culturais e políticas de Moçambique.
A estreia oficial de “O Ancoradouro do Tempo” em Moçambique está prevista para muito em breve, com planos para levar o filme a diferentes regiões do país.
O realizador explicou os motivos que levaram à estreia em Portugal: “No contexto das comemorações dos 50 anos da independência e por obrigações contratuais, o filme foi lançado primeiro em Portugal, mas a estreia no país está para muito breve”, reiterou.
Rodado na histórica Fortaleza de São Sebastião, na Ilha de Moçambique, o filme acompanha Izidine (interpretado por Tomás Bié), um jovem inspector da polícia encarregado de investigar o assassinato de Vasto Excelêncio, director de um asilo situado numa antiga fortaleza colonial. Combinando realismo mágico, crítica social e introspecção histórica, a obra propõe uma leitura profunda da memória colectiva e da identidade moçambicana.
A direcção do filme é de Sol de Carvalho e o roteiro de Mia Couto e Sol de Carvalho.
Quanto ao elenco, o filme conta com Maria Adamugy, Tomas Bie, Horácio Guiamba, Mário Mabjaia, Josefina Massango.
A produção é da Real Ficção, co-produção é da Promarte (Moçambique), Autentika Films (Alemanha), Gamboa & Gamboa (Angola) e Caméléon Production (Maurícias).
“Sussurros do tempo – lendas e mitos” é a exposição que se segue na Galeria da Fundação Fernando Leite Couto, Cidade de Maputo.
A inauguração está marcada para esta quarta-feira, às 18 horas. A mostra reúne obras de pintura e desenho de autoria de Bruno Chichava e tem a curadoria de Yolanda Couto.
Trata-se da terceira exposição individual de Bruno Chichava, um artista multifacetado, actuando nas áreas de pintura, desenho, ilustração, design gráfico e grafíti (arte urbana).
De acordo com a nota de imprensa da Fundação Fernando Leite Couto, em “Sussurros do tempo – lendas e mitos” há uma atmosfera que conduz a um universo amplo da visão do artista, entre obras monocromáticas de desenho ou a pinturas que oscilam entre o suave e o grotesco.
Nos desenhos, adianta a Fundação Fernando Leite Couto, Bruno Chichava prefere a linguagem dos corpos, o traço, a silhueta, a nuance, ao tijolo ou ao betão armado a edificar palavras com o peso que elas transportam.
Bruno Chichava, moçambicano, nascido em Maputo no Bairro da Mafalala, Cidade de Maputo, é formado em Artes Gráficas pela Escola Nacional de Artes Visuais. Tem obras com coleccionadores de arte de Moçambique, Senegal, África do Sul, Suécia, Estónia, Inglaterra e Portugal. Participou em diferentes exposições, festivais e oficinas de arte.
A União Europeia (UE) aprovou, hoje, uma medida de assistência às Forças Armadas de Cabo Verde com um valor de 12 milhões de euros para um período de dois anos, para reforço da capacidade militar do país.
Segundo um comunicado do Conselho da UE, citado pela RTP, a primeira medida de assistência ao abrigo do Mecanismo Europeu de Apoio à Paz para Cabo Verde tem ainda como meta a proteção da soberania do arquipélago no mar e melhorar a segurança marítima regional.
A medida de assistência reforçará igualmente a cooperação de Cabo Verde com as marinhas dos Estados-Membros da UE, nomeadamente no âmbito da iniciativa Presença Marítima Coordenada.
A decisão de hoje insere-se no quadro da Parceria Especial UE – Cabo Verde e no apoio ao seu pilar de estabilidade e segurança.
O Mecanismo Europeu de Apoio à Paz fornecerá às Forças Armadas de Cabo Verde equipamento e serviços relacionados com o patrulhamento e a vigilância, incluindo a entrega de um navio de patrulha oceânica e atividades de formação.
O Município de Maputo dá um ultimato de sete dias para que os vendedores informais abandonem os passeios na Praça dos Combatentes. Se não o fizerem de forma voluntária, a edilidade diz que vai procurar formas de proibir a venda. Os comerciantes pedem que lhes seja indicado um espaço para exercerem a sua actividade.
Da Praça dos Combatentes à praça dos que estão no combate diário para ganhar dinheiro e sobreviver a todo o custo, onde quer que seja. E no meio disto, a postura municipal da Cidade de Maputo não é respeitada.
O comércio informal voltou aos passeios da Praça dos Combatentes, depois de terem sido quase desactivado entre 2020 e 2021. E o número de comerciantes que cá está cresce à velocidade da luz…tudo está abarrotado.
E as razões que os levam a vender nos passeios são as de costume. “Não tenho condições para continuar os meus estudos. Não tenho casa própria. Minha mãe criou-me com base nesse negócio. Cresci nisto. Gostaríamos de sair para o mercado, mas não existe outro mercado. Por isso, estamos nos passeios”, refere Maida António, comerciante nos passeios da Praça dos Combatentes, secundada por Emília, que afirma que: “se nós estamos aqui (nos passeios), não é por falta de algo a fazer lá em casa, mas é porque precisamos de dinheiro para sustentar os nossos filhos”.
Muitas vezes é na companhia de filhos menores que homens e mulheres buscam sustento nos passeios da Cidade de Maputo. “Estou aqui na Praça desde 2021 a vender porque não trabalho, não tenho marido. Vivo com base no comércio. Tenho dois filhos. O mais novo tem dois anos e o pai faleceu enquanto ele tinha quatro meses na gravidez. De lá a esta parte, estou aqui na Praça”, contou Lurdes Bié, comerciante nos passeios de Xiquelene, Praça dos Combatentes.
Aqui na Praça há, também, comerciantes que se formaram em algumas áreas, mas, por falta de oportunidades de emprego, argumentam eles, se refugiaram no comércio. “Sou formada em electricidade e gestão de recursos humanos, mas estou em casa sentada. No ano passado, eu tentei submeter documentos na contratação de agentes sazonais, mas disseram que este ano não vão contratar ninguém. Estou aqui (nos passeios) a vender para poder dar de comer ao meu filho e pai”, justificou Sónia Pedro, comerciante.
Mas isto, entende o Município de Maputo, não deve colocar em causa a postura municipal. É, por isso, que nesta segunda-feira entrou para a última fase de sensibilização para a retirada dos vendedores que estão nos passeios.
“A Praça dos Combatentes, vulgo Xiquelene, está ocupada até aos passeios e uma parte da faixa de rodagem e na prossecução do objectivo de devolver a Praça dos Combatentes em condição de circulação livre de pessoas e, por isso, estamos a fazer a última fase de sensibilização”, revelou Naftal Lay, porta-voz da Polícia Municipal da Cidade de Maputo.
E esta última fase de sensibilização terá a duração de sete dias. Depois disso, revela o porta-voz da Polícia Municipal na Cidade de Maputo, serão tomadas outras medidas.
“Haverá uma segunda fase e, nela, a Polícia vai proibir a venda neste local. A sensibilização nunca vai faltar e a atribuição de espaços nos mercados, também não vai faltar, mas a Polícia não vai permitir que as condições de venda sejam as que se vivem neste momento”, sentenciou Naftal Lay.
Para que os comerciantes abandonem os passeios, Natfal Lay garante que o Município de Maputo já identificou alguns mercados para albergar os vendedores. “O mercado Mo Coreano não é o único. Mesmo a 100 metros da Praça dos Combatentes, temos o mercado 01 de Junho que, também tem lá condições para os vendedores exercerem a sua actividade. Temos o mercado compone e outros que dispõem de espaços”, garantiu o Polícia Municipal da Cidade de Maputo.
Entretanto, os comerciantes não têm o mesmo entendimento. Dizem que os referidos mercados não estão em condições. “Não é só dizerem saiam e contactem o mercado mais próximo. Os mercados estão cheios. Se é para nós sairmos dos passeios, que nos levem onde há condições e que permita que nós trabalhemos”, rebateu Emília, com um argumento reforçado por Sónia Pedro: “Vai ser difícil para a gente sair dos passeios. No mercado mocoreano não vamos caber todos. Esse mercado é longe da paragem. Os nossos clientes são passageiros. Não há clientes que irão até lá”.
“O País” esteve nos dois mercados mais próximos da Praça dos Combatentes. O primeiro, mais conhecido por senta-baixo, já não tem espaço para acolher comerciantes.
“O mercado está cheio, mas também passamos mal quando chove. Os que vivem nos arredores, abrem a água das suas casas de banho”, confirma Glória Castigo, comerciante que está no mercado senta-baixo.
O outro mercado, o Coreano, está sem comerciantes….Tudo porque dizem que preferem correr riscos na estrada, que é onde conseguem vender.
Lembre-se, a edilidade de Maputo tinha dito que não ia retirar os informais das ruas, enquanto as condições não estivessem criadas para o efeito.
Os ataques terroristas e a falta de meios de transporte para a deslocação dos técnicos está a condicionar a extensão agrária em Cabo Delgado, uma província com extensas áreas agrícolas abandonadas devido à insegurança.
Alguns extensionistas agrários de Cabo Delgado trabalham a pé devido a falta de meio de transporte para deslocação aos campos de produção.
Outro problema que está a afectar a extensão agrária em Cabo Delgado é o terrorismo, uma situação que também condiciona a mobilidade dos extensionistas.
Para minimizar os problemas que afectam a extensão agrícola em Cabo Delgado e garantir assistência aos camponeses, o Governo, através do Fundo do Fomento Agrário e Extensão Rural, adquiriu mais 88 motorizadas para os extensionistas.

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