São, ao todo, cerca de 670 professores e formadores de Gaza, Maputo e Maputo Cidade que reclamam o pagamento de mais de ” 2,5 milhões de meticais em ajudas de custo”. Os beneficiários afirmam ter contraído dívidas para fazer face às despesas durante a formação e acusam o Ministério da Educação e Cultura de não cumprir o pagamento dos subsídios.
Em representação da Direcção Provincial da Educação, o chefe do Departamento de Educação Geral, Licínio Albino, confirma a existência da dívida, mas não avançou detalhes sobre o montante global em causa.
Albino explica que o pagamento ainda não foi efectuado devido a inconsistências nos dados fornecidos pelos professores, incluindo erros nos números de identificação e nas contas bancárias.
“Falha de um dígito, troca de outro dígito”, explicou Licínio Albino, acrescentando que os erros impediram o sistema de identificar correctamente alguns beneficiários.
A instituição diz ter devolvido o processo à origem para a correcção dos dados e garante que a documentação já foi novamente encaminhada à entidade competente para o pagamento.
Entretanto, apesar da pressão dos professores, a Direcção Provincial da Educação em Gaza não consegue indicar uma data concreta para a transferência dos valores, limitando-se a garantir que o pagamento poderá ocorrer “a qualquer momento”.
Licínio Albino reconhece que a demora levou os professores a recorrer aos meios de comunicação social, apresenta desculpas pelo atraso e apela à paciência dos beneficiários.
A Direcção Provincial da Educação diz ainda que cada um dos 645 professores deverá receber 1.800 meticais por dia de participação na formação, mas não avançou o montante global a pagar.
Os professores contestam este valor e afirmam que a ajuda de custo prevista é de 6 mil meticais por dia. Perante a divergência, exigem uma reunião urgente com a ministra da Educação e Cultura para obter esclarecimentos, bem como a responsabilização da directora nacional de Formação de Professores.
O Presidente da República, Daniel Chapo, recebeu, esta terça-feira, em audiência no seu Gabinete de Trabalho, o Presidente do Parlamento Pan-Africano (PAP), Chief Charumbira, que destacou a relevância de Moçambique no processo de reformas em curso na União Africana (UA) e na consolidação do papel do PAP como voz representativa dos povos do continente.
No final do encontro, Chief Charumbira sublinhou que o Chefe do Estado moçambicano, enquanto membro da Assembleia de Chefes de Estado e de Governo da UA, desempenha um papel central no acompanhamento e valorização do trabalho desenvolvido pelo Parlamento Pan-Africano.
Chief Charumbira explicou que a reunião serviu para partilhar com o Presidente da República formas de reforçar a colaboração entre a Assembleia de Chefes de Estado da UA e o Parlamento Pan-Africano, particularmente no quadro das reformas institucionais em curso.
Segundo o Presidente do PAP, a organização está actualmente a submeter actividades e propostas de reforma à Assembleia da União Africana, tendo apelado ao apoio do Presidente moçambicano no sentido de garantir uma melhor compreensão do papel e das competências do Parlamento Pan-Africano.
“Por exemplo, há questões em que nós acreditamos que as pessoas não entendem claramente como o Parlamento funciona”, acrescentou.
Chief Charumbira destacou que o Parlamento Pan-Africano é um órgão independente, com funções que não podem ser confundidas com as do Executivo. Sublinhou ainda a relevância do órgão legislativo na promoção da integração do continente africano, que classificou como uma das suas principais missões.
“O Presidente está muito claro que nós não podemos ter uma União Africana que não seja bem apoiada por um Parlamento. Portanto, um Parlamento Pan-Africano fraco significa que nós estamos desviando dos cidadãos deste continente”, declarou.
Defendendo um Parlamento mais próximo dos cidadãos, o dirigente salientou que a instituição deve ser a voz directa das populações africanas junto da União Africana. “Nós precisamos ouvir as pessoas. Nós precisamos responder às suas aspirações. E você só pode fazer isso através de um Parlamento, porque eles são os representantes dos cidadãos deste continente”, vincou.
Charumbira acrescentou que a reunião com Daniel Chapo reforçou o compromisso de Moçambique em apoiar o fortalecimento do órgão legislativo continental. “E o Parlamento Pan Africano é a sua plataforma. Então o Presidente está acometido a garantir que o PAP seja bem apoiado, para ser capaz de assumir seu papel representativo, de assumir seu mandato, de observar o que a União Africana está fazendo, e se a agenda 2063 está sendo realizada”, concluiu.
O Parlamento Pan-Africano é um dos órgãos da União Africana, criado com o objectivo de promover uma maior participação dos povos africanos nos processos de integração económica, política e social do continente, além de fiscalizar a implementação das decisões e metas estabelecidas no quadro da Agenda 2063.
O arranque da exploração das vastas reservas de areias pesadas descobertas em Inhambane continua sem data marcada, apesar do potencial económico que o projecto carrega para o país.
Em 2017, foi confirmada a existência de mais de 4,4 biliões de toneladas deste recurso mineral nos distritos de Jangamo e Inharrime, reservas consideradas estratégicas para a economia nacional e fundamentais para o reforço das exportações.
Dois anos depois, em 2019, o Governo concedeu à empresa Mutamba Mineral Sands uma concessão mineira de 25 mil hectares para a exploração do recurso. No entanto, seis anos depois da concessão, a exploração ainda não arrancou porque a empresa não possui o Direito de Uso e Aproveitamento de Terra (DUAT), documento obrigatório para iniciar qualquer operação mineira.
A falta do DUAT está diretamente ligada à necessidade de reassentar as famílias que vivem na área da concessão, bem como à gestão de locais sensíveis identificados no terreno. O primeiro bloco a ser explorado, com cerca de 400 hectares, alberga atualmente cerca de 70 famílias que terão de ser transferidas para novas zonas, em condições consideradas dignas.
Um processo que, segundo a empresa, exige negociações detalhadas com as comunidades e um plano aprovado pelo governo. O número de famílias poderá aumentar à medida que a exploração avançar para as fases seguintes.
Monteiro Suez, representante da Mutamba Mineral Sands, admitiu que este é o principal entrave que tem atrasado o início das operações e explicou, em detalhe, a complexidade do processo. “Temos todos vontade de arrancar, mas o projeto está condicionado a este aspeto específico, que é o reassentamento das pessoas. Há também a questão da exumação das campas que foram encontradas no local, e estas questões não podem ser tratadas de ânimo leve. É preciso fazer consultas, ouvir as comunidades, trabalhar de forma sensível. Felizmente, temos tido uma grande colaboração das comunidades, e isso tem sido notório ao longo deste período. Mas, por se tratar de processos delicados, não podemos avançar sem cumprir rigorosamente todas as etapas”, sublinhou.
O representante da empresa acrescentou que o plano de reassentamento não será uma ação pontual, mas um trabalho contínuo ao longo de todo o projeto. “Este processo vai ser contínuo. Estamos a discutir agora para esta área onde queremos iniciar, mas, quando for bem implementado, vamos começar a olhar para as áreas de expansão.
Ou seja, não vamos parar; vamos continuar a discutir com as comunidades à medida que o nosso programa de exploração avançar”, explicou.
Do lado do governo, a posição é clara: não haverá concessão do DUAT enquanto não existir um plano detalhado de reassentamento aprovado. A secretária de Estado em Inhambane, Bendita Lopes, garantiu que a parte técnica do projeto já está concluída e que o processo não deverá demorar muito, desde que a empresa cumpra com os requisitos.
“A parte técnica e a implementação do projeto estão prontas. O que falta não vai levar anos; acreditamos que são dois, três meses. Vamos dizer que, até ao final do ano, penso que é possível concluir este processo. Trata-se do relatório que eles têm de terminar e entregar ao governo para que seja atribuído o DUAT. Isso já não é muito trabalho, mas nós não vamos relaxar. Vamos pressionar para que esses documentos sejam finalizados, e estou convicta de que, depois desta conversa que tivemos, no próximo ano a empresa vai iniciar as operações”, assegurou.
Benedita Lopes reforçou ainda que a exigência de um plano de reassentamento tem um propósito claro: garantir dignidade às famílias que serão transferidas. “Queremos assegurar que estas 70 famílias, pelo menos nesta primeira fase, tenham as suas casas garantidas, que sejam devidamente compensadas e reassentadas com condições adequadas. Queremos que sejam elas as primeiras a confirmar que o projeto está a ser implementado com responsabilidade e respeito pelos direitos humanos”, frisou.
Enquanto se aguarda pelo cumprimento destes requisitos, a Mutamba Mineral Sands já tem instalada no distrito de Jangamo uma planta industrial com capacidade para processar até 130 toneladas de areias pesadas por hora, um investimento que demonstra a dimensão e a ambição do projeto. Contudo, essa infraestrutura permanece inativa, aguardando a luz verde para o início das operações.
As autoridades e a empresa concordam que o projeto tem um peso estratégico não só para a província de Inhambane, mas também para o país. A exploração de areias pesadas pode gerar receitas significativas em impostos, criar centenas de postos de trabalho diretos e indiretos e dinamizar a economia local, além de posicionar Moçambique como um dos principais produtores deste recurso a nível regional.
No entanto, para que essa promessa se torne realidade, é necessário resolver as pendências relacionadas ao reassentamento e à atribuição do DUAT.
Para já, o calendário aponta para uma possível emissão do título até ao final deste ano, o que permitiria à Mutamba Mineral Sands avançar para a fase inicial do projeto em 2026.
Mas a concretização deste cronograma depende do cumprimento rigoroso das etapas exigidas por lei e da conclusão das consultas comunitárias.
O caso da Mutamba Mineral Sands ilustra o desafio de conciliar a exploração de recursos naturais com a salvaguarda dos direitos das comunidades. O sucesso ou fracasso deste projeto poderá definir o padrão para futuras concessões mineiras em Moçambique, onde a pressão para acelerar investimentos deve ser equilibrada com a responsabilidade social e ambiental.
O Estado tem uma dívida de 300 milhões de meticais para com os empreiteiros em Nampula. Enquanto isso, há obras que foram abandonadas pelos profissionais, algumas com pagamento a 100%. Sobre este assunto, a Associação de Empreiteiros divide a culpa entre os donos das obras e a irresponsabilidade de alguns construtores
É mais uma dívida do Estado, desta vez para com os empreiteiros que têm contratos para a construção, reabilitação ou melhoramento de estradas e construção de edifícios públicos em Nampula.
O presidente da Associação dos Empreiteiros de Nampula explica que, do trabalho que tem com a Administração Nacional de Estradas (ANE), a dívida está fixada em 153 milhões de meticais, contando com os municípios e distritos que têm cumulativamente uma dívida de cinco e 14 milhões, respectivamente.
Além da ANE, outras instituições do estado têm dívidas com os empreiteiros, fazendo com que o valor esteja a rondar os 300 milhões de meticais. Segundo Mário Albano, as dívidas têm, em média, um ano, e os empreiteiros estão na expectativa de receber pelo que já foi feito ou mesmo para executar as obras.
A situação motivou um encontro entre a Associação dos Empreiteiros, o governador de Nampula e o delegado provincial do Fundo de Estradas, que garantiu que estava a trabalhar no sentido de garantir que as dívidas sejam pagas.
Apesar desse encontro, o Estado ainda não liquidou as dívidas, limitando-se, explica Mário Albano, a lançar mais concursos públicos, facto que para ele não tem nenhuma explicação.
Em muitos casos o Estado é o devedor, mas, em determinadas obras, o Estado aparece como lesado, devido a obras abandonadas, algumas com pagamento feito a 100%.
Sobre o assunto, o presidente da Associação dos Empreiteiros em Nampula diz não conhecer as causas, mas reafirma que há problemas de pagamento e aponta também o problema de gestão de alguns empreiteiros desonestos. Para resolver o problema, Mário Albano defende uma negociação com o Estado.
Em relação à segunda faixa de rodagem da Av. Eduardo Mondlane, na cidade de Nampula, mal executada pela ECRAM Construções, aponta o baixo preço como uma das causas.
“Temos conhecimento do assunto e, para já, penso que há duas questões que devemos levar em conta: a parte técnica que ainda não foi esclarecida e a componente de execução. É verdade que não temos todo o dossier para termos uma posição clarividente, mas só pelo valor da obra dá para aferir que não corresponde à via”, explica.
Mário Albano falava à margem do seminário de auscultação pública para a criação da Inspecção-Geral do Estado e Inspecção-Geral de Segurança Alimentar e Económica, esta última deverá implicar a extinção da INAE.
O Município de Pemba já começou com as obras de tapamento de buracos e requalificação de quase todas as vias de acesso asfaltadas da cidade e que estão numa situação considerada crítica
As obras deveriam ter começado logo após a época chuvosa para permitir que fossem concluídas antes do dia 18 de Outubro próximo quando Pemba completar 69 anos de elevação à categoria de cidade, mas, por razões burocráticas, só agora foi possível iniciar os trabalhos.
“Todos os buracos da cidade de Pemba serão intervencionados com este projecto Pemba Yethu. Podemos não cumprir na totalidade até ao dia 18 de Outubro, porém o processo vai continuar”, garante o edil de Pemba, Satar Abdulgani.
As obras de melhoramento das vias de acesso, de acordo com o edil de Pemba, incluem a requalificação de algumas ruas da cidade que estão a sofrer desgastes nas laterais por falta de protecção.
“Não é ao tapamento de buracos, vamos fazer as correcções nas laterais onde não havia protecção de betão e acabava de partindo quando as viaturas saíssem da estrada para as bermas. Então, agora vamos colocar betão e lancis nas laterais. Em princípio vamos intervencionar cerca de 42 quilómetros de estrada”, assegura.
Segundo garante, os buracos nas ruas da cidade serão tapados com betão asfáltico e não com areia ou cimento de construção civil, como tem acontecido todos os anos.
“Para estas obras, prevemos usar cerca de 21 mil metros cúbicos de betão asfáltico e além de tapamento de buracos vamos colocar novo asfalto nos troços considerados críticos. Tudo isso vai custar cerca de 40 milhões de meticais”, disse o edil de Pemba, sem revelar a fonte do financiamento das obras.
Além da requalificação e tapamento de buracos nas ruas asfaltadas da cidade, o edil de Pemba promete melhorar algumas vias de acesso de terra batida localizadas nos bairros suburbanos.
“Depois de terminarmos aqui o município está a preparar-se para entrar nas estradas subjacentes, nos suburbios, para ver como podemos melhorar. Algumas delas serão intervencionadas com saibro e outras com massa de betão molhado, prometeu Satar Abdulgani.”
O edil de Pemba garantiu a melhoria de quase todas as vias de acesso da cidade, mas não chegou a falar sobre as previsões da retoma das obras da estrada ANE-Chuiba, que estão paralisadas há vários anos.
O Município da cidade de Manica instalou uma portagem numa estrada asfaltada de 500 metros, forçando os camionistas a pagar uma taxa que varia de 1500 a 2000 meticais. Os automobilistas não concordam com a taxa, mas a edilidade diz que a medida visa evitar que a via fique degradada precocemente.
As taxas partem de 400 meticais para motoniveladoras e retroescavadeiras, até os 2500 meticais para camiões articulados de mercadoria, sendo 1500 meticais quando vazios e 2500 meticais com carga. Os camionistas dizem estar a somar prejuízos.
“Estamos a encontrar essa dificuldade, o dinheiro é muito. Neste caso, pagamos 4 mil meticais por camião, ida e volta. Nós temos 10 camiões que vão para esse lado, e é muito dinheiro que pagamos por dia. Estamos a falar de 40 mil meticais”, reclamou um camionista.
Maiba Wache é membro da Assembleia Municipal de Manica, diz que a taxa foi aprovada naquele órgão deliberativo por entender que são camiões e maquinaria pesada de empresas mineradoras que mais danos causam às estradas.
O edil de Manica, Jilani Armando, diz que essa é também a forma que o município encontrou para tirar proveito dos recursos naturais que são explorados no distrito.
A organização internacional de liberdade de imprensa, Repórteres Sem Fronteiras (RSF), condena veementemente o mais recente assassinato de jornalistas em Gaza por Israel, num ataque que matou 20 pessoas. Ao todo são 246 jornalistas mortos em Gaza desde Outubro de 2023.
O ataque ao Hospital Nasser em Khan Younis na segunda-feira, que causou a morte de 20 pessoas, incluindo seis jornalistas, gerou uma indignação global.
A organização Repórteres Sem Fronteiras também condenou o ataque e disse que os jornalistas palestinianos foram alvos deliberados.
Na sua mensagem de repúdio, disse igualmente que é preciso permitir a abertura da Faixa de Gaza à imprensa internacional e acabar com o ciclo de impunidade dos crimes cometidos contra jornalistas palestinianos.
O Primeiro Ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, lamentou o incidente, sublinhando que valoriza o trabalho dos jornalistas e profissionais de saúde mortos no local.
Israel proibiu os meios de comunicação internacionais de cobrir a guerra. Para mostrar ao mundo o que se passa no terreno, os órgãos de comunicação social ao nível global dependem em grande parte dos jornalistas locais em Gaza, bem como dos residentes locais.
No entanto, a protecção dos jornalistas é garantida pelo direito internacional, incluindo em tempo de guerra.
Desde o início do conflito, há quase dois anos, cerca de 246 jornalistas foram mortos pelas tropas israelitas.
Botswana declara emergência de saúde pública, devido à uma crise sanitária que coloca os hospitais e clínicas sem medicamentos e mantimentos. O país está com dificuldades para tratar doenças como hipertensão, cancro e diabetes.
A emergência sanitária que assola o Botswana está a colocar o país em condições cada vez mais difíceis na prestação dos serviços básicos de saúde à população. Pacientes com doenças como hipertensão, cancro e diabetes são os mais afectados, devido a ruptura de stok de medicamentos.
O Ministério da Saúde atribui a crise aos desafios financeiros. O Presidente Dumo Boko diz que o aumento dos custos de aquisição e os sistemas de distribuição ineficientes levaram a perdas, desperdícios e danos.
No início de agosto, o Ministério da Saúde alertou para o esgotamento dos stocks e adiou todas as cirurgias não urgentes, mas a crise prevalece.
Desde então, o Ministério das Finanças aprovou 250 milhões de pulas que equivalem a 1.1 mil milhões de meticais em fundos de emergência para material médico.
O orçamento do Botswana tem estado sob pressão este ano, em grande parte devido à queda prolongada do mercado global de diamantes, uma das bases da sua economia.
Mais de 300 famílias do posto administrativo de Savane, no distrito de Dondo, província de Sofala, passam a ter água potável com a inauguração de um fontanário construído pelo Standard Bank no âmbito das celebrações dos 130 anos do banco.
O novo fontanário é composto por uma lavandaria comunitária equipada com quatro tanques. O administrador de Dondo, Adamo Ossumane, destacou alguns benefícios, como a redução das distâncias percorridas pela população.
Para a presidente do Conselho de Administração do banco, Esselina Macome, a infra-estrutura é uma resposta aos desafios da população no acesso à água potável.
Com a entrada em funcionamento do fontenário, o distrito passa a contar com 19 sistemas de abastecimento de água potável, beneficiando cerca de 23.700 dos 250.766 habitantes
O presidente francês, Emmanuel Macron, considerou “intolerável” o ataque ao hospital Nasser, em Gaza, e instou Israel a respeitar o Direito internacional, salientando que “civis e jornalistas devem ser protegidos em todas as circunstâncias”.
“Os meios de comunicação social devem poder cumprir a sua missão de forma livre e independente para cobrir a realidade do conflito”, disse Macron após uma conversa telefónica com o Emir do Qatar, cita Lusa.
Vários países, a par da França, condenaram o ataque israelita ao hospital Nasser, em Khan Yunis, no sul da Faixa de Gaza, que matou pelo menos 20 pessoas, incluindo cinco jornalistas.
O chefe da diplomacia do Qatar, Mayed al-Ansari, condenou estes ataques, que disse constituírem “um novo episódio na série de crimes odiosos cometidos pela ocupação contra o povo palestiniano irmão e uma violação flagrante do direito internacional”.
Al-Ansari sublinhou que ataques contra jornalistas e pessoal médico requerem “uma acção internacional e decisiva”.
Também a diplomacia alemã manifestou o seu choque com a morte de jornalistas, de equipas de salvamento e de civis, defendendo que o ataque deve ser investigado.
De acordo com o ministro dos Negócios Estrangeiros alemão, Johann Wadephul, Israel deve “permitir imediatamente o acesso de meios de comunicação estrangeiros independentes e garantir a proteção dos jornalistas em Gaza”.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano descreveu o ataque como um “crime odioso”.
O Vaticano, através do cardeal Pietro Parolin, diz-se “atordoado com o que está a acontecer em Gaza”, apesar da “condenação mundial”.
“Também aqui parece que não há atualmente nenhuma esperança de solução e que a situação está a tornar-se cada vez mais complicada, sobretudo do ponto de vista humanitário”, acrescentou.
Também os chefes da diplomacia dos 57 países-membros da Organização para a Cooperação Islâmica (OCI), que se reuniram hoje, afirmaram que Israel deve ser responsabilizado pelo Direito internacional por “crimes de guerra e genocídio” na Faixa de Gaza.
Os países apresentaram uma resolução em que exigem responsabilização e ação penal ao abrigo do direito internacional numa reunião extraordinária realizada na cidade saudita de Jeddah.
Em Novembro passado, o Tribunal Penal Internacional (TPI) emitiu três mandados de captura para o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, o antigo ministro da Defesa de Israel Yoav Gallant e o líder do Hamas, Mohammed Deif – entretanto morto – pelas acções realizadas na Faixa de Gaza e nos ataques do Hamas a 7 de Outubro de 2023, que desencadearam a ofensiva israelita no território palestiniano.
Israel bombardeou o hospital Nasser, esta manhã e, quando jornalistas e socorristas chegaram ao local para ajudar as vítimas e documentar o que aconteceu, voltou a bombardeá-lo, segundo o Ministério da Saúde de Gaza, numa técnica conhecida como “golpe duplo”.
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, definiu o ataque como “um trágico acidente”.