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A Prime Rate do sistema financeiro moçambicano está fixada em 15,50% para Novembro, mas o custo do crédito varia significativamente entre as instituições financeiras e as modalidades de financiamento. No crédito à habitação, o Standard Bank apresenta o spread mais baixo entre os bancos comerciais, de 1%, colocando a taxa indicativa em 16,50%. Já no crédito ao consumo, o First Capital Bank apresenta a margem mais elevada, de 12%, enquanto nas instituições de microfinanças os juros indicativos podem atingir 60,95%.

Os dados constam do Comunicado n.º 10/2026 da Associação Moçambicana de Bancos (AMB), de 30 de Outubro, que estabelece as margens de crédito a aplicar durante Novembro. A Prime Rate resulta da soma do Indexante Único, fixado em 9,30%, com o Prémio de Custo, de 6,20%, e constitui a taxa de referência para operações de crédito com juros variáveis.

Na modalidade de financiamento à habitação, o Standard Bank apresenta o spread mais baixo, de 1%, seguido do Millennium BIM, com 1,20%. Em sentido contrário, o Vista Bank e o First Capital Bank apresentam margens de 6%. Considerando a Prime Rate de Novembro, as taxas indicativas para esta modalidade variam entre 16,50% e 21,50%.

No crédito ao consumo, destinado ao financiamento de bens e serviços como viaturas, electrodomésticos e mobiliário, o First Capital Bank apresenta a margem mais elevada, de 12%, seguido do ABSA, com 10,75%, e do FNB, com 10%. O Millennium BIM regista o spread mais baixo, de 3,91%. Neste segmento, as taxas indicativas variam entre 19,41% e 27,50%.

Para as empresas, os custos de financiamento também apresentam diferenças em função do prazo e da finalidade do empréstimo. Nos créditos de curto prazo, até um ano, os spreads dos bancos comerciais variam entre 2% e 5%, correspondendo a taxas indicativas de 17,50% a 20,50%. Estes financiamentos destinam-se sobretudo à aquisição de meios circulantes e à cobertura de necessidades de tesouraria.

Já nos empréstimos de longo prazo, acima de um ano, as margens oscilam entre 1% e 6%, colocando as taxas indicativas entre 16,50% e 21,50%. Esta modalidade destina-se principalmente ao financiamento de investimentos empresariais, podendo o prazo de reembolso atingir sete anos.

É, contudo, no segmento das microfinanças que se encontram os encargos mais elevados. Para empréstimos ao consumo, os spreads variam entre 14% e 45,45%, dependendo da instituição e do prazo de reembolso. Com a aplicação da Prime Rate de 15,50%, as taxas indicativas podem chegar a 60,95%.

A MyBucks Mozambique apresenta uma margem de 45,45% nos empréstimos com prazos de seis e 12 meses, enquanto a Socremo pratica um spread de 44,50% nas mesmas maturidades. O Banco Letshego apresenta uma margem de 14% em todos os prazos de crédito ao consumo divulgados.

Nas operações de financiamento às empresas através das microfinanças, as diferenças também são expressivas. A MAIS – Microbanco de Apoio aos Investimentos apresenta spreads de 4% nos empréstimos de curto prazo e 4,25% nos de longo prazo. A Socremo regista margens de 20,10% e 20,50%, respectivamente, enquanto o Banco Letshego apresenta 19% nas duas modalidades.

ACESSO AO CRÉDITO EXIGE GARANTIAS

Para além dos juros, o acesso ao financiamento está condicionado ao cumprimento de requisitos definidos pelas instituições. Nos bancos comerciais, os clientes devem ter uma relação bancária de pelo menos seis meses, apresentar histórico de transacções e não possuir incidentes por regularizar na Central de Registo de Crédito do Banco de Moçambique. É igualmente exigida uma livrança em branco.

No crédito à habitação, os bancos estabelecem um prazo máximo de 20 anos e exigem uma hipoteca do imóvel com cobertura de 120% do valor financiado. A prestação mensal não pode ultrapassar 30% do rendimento líquido do mutuário, sendo também obrigatórios o seguro de vida e o seguro do imóvel.

Para o crédito ao consumo, o prazo máximo é de cinco anos. O requerente deve ter contrato de trabalho por tempo indeterminado e apresentar uma declaração da entidade empregadora que confirme as suas funções e rendimentos. A prestação também não pode exceder 30% do rendimento líquido mensal.

No financiamento empresarial, os bancos exigem garantias com cobertura mínima de 120% do valor do crédito pretendido, bem como contas auditadas dos últimos três anos ou, no caso dos empréstimos de longo prazo, um plano de negócios.

O comunicado estabelece ainda condições para operações de leasing, modalidade utilizada para financiar a aquisição de activos como máquinas, veículos e imóveis. No leasing mobiliário, os spreads dos bancos comerciais variam entre 2,50% e 5%, enquanto no imobiliário os valores divulgados oscilam entre 0% e 4,50%. O financiamento pode cobrir até 90% do valor de avaliação do bem.

A Prime Rate é calculada com base em dois componentes. O Indexante Único é determinado mensalmente pelo Banco de Moçambique, tendo em conta a média ponderada das operações de liquidez realizadas no Mercado Monetário Interbancário para o prazo de um dia útil. O Prémio de Custo é calculado trimestralmente pela AMB e considera factores como a classificação de risco do país, o crédito em incumprimento, o crédito saneado e o coeficiente de reservas obrigatórias.

O modelo resulta do Acordo sobre o Indexante Único do Sistema Bancário Moçambicano, que procura reforçar a transparência na fixação dos juros variáveis e melhorar a transmissão da política monetária ao mercado. A divulgação dos spreads permite aos clientes comparar as condições oferecidas pelas instituições, embora a taxa final dependa sempre da avaliação de risco e das condições específicas de cada operação.

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Um total de sete indivíduos, dos quais dois agentes da Polícia da República de Moçambique, foram detidos, nesta terça-feira, quando tentavam vender sete pontas de marfim na cidade de Chókwè, província de Gaza. Os meliantes, provenientes de Magude, foram surpreendidos com armas de fogo, munições e vários telemóveis com falsas identidades.

Dois agentes da Polícia da República de Moçambique e outros cinco supostos caçadores furtivos foram detidos, nesta terça-feira, na posse de sete pontas de marfim na província de Gaza. Os membros do grupo, na sua maioria provenientes do distrito de Magude, na Província de Maputo, foram surpreendidos quando negociavam a venda dos troféus, na cidade de Chókwè.

De acordo com Zaqueu Mucambel, porta-voz do Serviço Nacional de Investigação Criminal, SERNIC, em Gaza, os indivíduos foram surpreendidos com pontas de marfim de quatro animais.

“Dois dos elementos deste grupo são supostos membros da PRM, um na situação de reserva e o outro no activo. Foi neste âmbito que SERNIC os flagrou na posse de seis, sete pontas de marfim, o correspondente a quatro animais. A verdade é que parte das pontas de marfim alegam que conseguiram na província de Maputo, no distrito de Magude”, começou por esclarecer Zaqueu Mucambel.

Ainda de acordo com o porta-voz do SERNIC em Gaza, os mesmos pretendiam comercializar as pontas de marfim no distrito de Chókwè, onde foram detidos nesta terça-feira.

Ademais, na viatura em que seguiam os sete indivíduos com idades entre 30 e 60 anos de idade, foram encontradas duas armas de fogo, 23 munições e vários telemóveis supostamente usados em incursões de caça furtiva no Sul do país.

O porta-voz do Serviço Nacional de Investigação Criminal em Gaza, Zaqueu Mucambe, diz que as armas podem ter sido usadas para a execução de vários crimes.

“Acção adicional far-se-á para apurar-se até que ponto o Estado ficou lesado com o abate desses quatro animais. E a detenção resultou também na apreensão de duas armas de fogo, tipo caçadeiras, uma de calibre 12 e a outra de 270. Dizer que há uma apreensão também de uma viatura e várias munições”, anotou.

Um dos indiciados negou a sua ligação com o crime e afirmou desconhecer as causas da sua detenção, e os restantes não aceitaram prestar declarações à imprensa.

“É o que estão a ver. Não tive envolvimento no abate, apenas fui detido”, disse, aceitando, entretanto, que as pontas de marfim estavam na sua posse: “Sim, na nossa posse”.

No entanto, para as autoridades do SERNIC, não restam dúvidas do seu envolvimento nos crimes de que são acusados, e, neste momento, decorrem investigações para a detenção do oitavo membro que fugiu durante a operação.

“O facto de ser funcionário ou membro da PRM constitui um agravante em relação aos demais, porque, como guardiões da lei, eles não o fizeram e, com certeza, serão responsabilizados. Podem até ser responsabilizados disciplinarmente”, esclareceu Zaqueu Mucambel, acrescentando que “diligências continuarão com vista à identificação e neutralização de outros supostos criminosos, membros deste grupo”.

Dados da Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC) indicam que o país tem mais de dez mil elefantes alvo de ataques de caçadores furtivos, que procuram marfim para a comercialização.

 

Subiu para sete o número de vítimas mortais em consequência da explosão de um camião-cisterna na última sexta-feira no distrito de Vandúzi, em Manica. Três pessoas, todas mulheres, perderam a vida nas últimas 24 horas.

Assim, das 11 vítimas que deram entrada no Hospital Provincial de Chimoio, oito ainda lutam pela vida e a maior parte estão com queimaduras de até 90 por cento do corpo, segundo confirmação de Juvenal Chithovele, director-clínico da unidade sanitária.

“Recebemos 11 pacientes vítimas de queimaduras extensas. Os pacientes vinham graves e estabilizámos e estamos a tratar. Neste momento, tivemos, infelizmente, óbitos em número de três pacientes de sexo feminino e ainda há pacientes com queimaduras extensas, cujo prognóstico não é bom. Apesar de todo o esforço que estamos a fazer, continuam graves e os próximos dias vão ser importantes para determinar o resultado”, disse Juvenal Chithovele.

O director-clínico do Hospital Provincial de Chimoio confirmou ainda que alguns dos pacientes estão em estado moderado, ou seja, “têm queimaduras de 20%”, e “essas é que temos a esperança de poder salvar, e estamos a tratar as feridas”.

Em relação aos feridos graves que se encontram internados na unidade sanitária, Juvenal Chithovele diz que não haverá necessidade de serem transferidos para a unidade sanitária de referência, no caso, o Hospital Central da Beira, uma vez que Hospital Provincial de Chimoio dispõe de todo o material para o seu tratamento.

A Moz Environmental, empresa que faz gestão de resíduos considerados tóxicos na cidade de Pemba, vai transferir as suas instalações para um outro lugar, de modo a evitar conflitos com as comunidades locais, que se queixam de poluição ambiental.

Pouco depois de o município de Pemba ter ameaçado processar a Moz Environmental por alegada poluição ambiental na cidade, a empresa de gestão de resíduos tóxicos decidiu mudar as suas instalações para um outro lugar longe das pessoas.

A informação foi confirmada pelo representante da empresa, Alfredo Zandamela, que diz que a mesma compreende que a zona onde está a operar, neste momento, deixou de ser uma zona exclusivamente industrial, até porque começou a haver muitas residências à volta.

“Isso é devido ao crescimento da cidade de Pemba, mas o que nós sempre pedimos foi tempo para reinvestirmos num outro espaço para podermos sair. Então, sair é algo que já está decidido, não é questão apenas de documentação”, disse.

A desactivação das instalações poderá levar cerca de dois anos, mas a Moz Environmental vai tomar algumas medidas imediatas para evitar mais reclamações das comunidades que vivem à volta da empresa.

“A incineradora vai ser a primeira unidade a ser transferida, dentro de dois meses, no máximo, e o assunto das águas também. Essa transferência e tratamento acelerado que estamos a fazer”, disse, acrescentando que estava a fazer concertação com a equipa técnica da empresa, que entretanto “não garantiram que também dentro de dois meses essa transferência das águas vai acontecer”.

A Moz Environmental  reconhece o desconforto criado pelo fumo e pelo mau cheiro resultante do processamento dos resíduos considerados tóxicos, mas a empresa  garante que não está a poluir o meio ambiente.

“Primeiro, reconhecemos que esta zona deixou de ser uma zona industrial, e, segundo, reconhecemos que existe o assunto do cheiro por causa de alguns produtos químicos que manuseamos. Então, é nosso interesse também estarmos numa zona que cria menos ruído, e é por causa disso que vamos mudar”, disse Alfredo Zandamela.

Para este, a mudança de local da empresa não é no sentido de culpa, “é no sentido apenas de mantermos a harmonia e boa convivência com as comunidades à nossa volta”.

Apesar da decisão de transferência das instalações, a Moz Environmental continua a aguardar as provas da acusação feita pelo presidente do município de Pemba sobre alegada poluição ambiental na cidade, segundo vincou Alfredo Zandamela, representante da empresa.

“Se o município quer processar, seja a Moz ou outras entidades, caberá ao ele dizer qual é a base que leva para fazerem isso, mas nós reiteramos que somos uma empresa séria, que opera dentro daquilo que são padrões legais e aceitáveis internacionalmente”, esclareceu Zandamela.

O caso de suposta poluição ambiental em Pemba começou no ano passado. Já foi analisado por especialistas ambientais e até chegou ao Tribunal Administrativo provincial, em Cabo Delgado, mas até agora, pelo menos oficialmente, ainda não há provas de existência de poluição ambiental com resíduos considerados tóxicos na cidade.

A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) iniciou, nesta terça-feira, na Vila Ponta do Ouro, em Maputo, a XXII Reunião de Directores da Política de Defesa ou Equiparados, com o objectivo de reforçar a cooperação estratégica no domínio da defesa e preparar propostas a submeter à próxima reunião dos Ministros da Defesa da organização.

O encontro, que decorre até amanhã, junta representantes de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste, bem como o Secretariado Permanente para os Assuntos de Defesa e o Centro de Análise Estratégica da CPLP.

A delegação moçambicana é chefiada pelo Brigadeiro Anastácio Zaqueu Barassa, Director Nacional de Política de Defesa, acompanhado pelo Coronel Assane Cachimo, Oficial de Cooperação do Estado-Maior General, e pela Major Marta António Jorge Muando Licussa, Chefe do Departamento de Relações Multilaterais.

Na sua intervenção, o Brigadeiro Barassa referiu que o encontro decorre num contexto internacional desafiante, marcado pela instabilidade geopolítica, pelo terrorismo e pelas mudanças climáticas. Estes factores, segundo afirmou, exigem maior coordenação estratégica entre os países da CPLP, tendo realçado a importância do reforço da cooperação multilateral para a consolidação da segurança colectiva e promoção da paz e do desenvolvimento sustentável.

A agenda de trabalhos inclui a análise do ponto de situação da 3.ª Reunião dos Serviços de Informações Militares, da implementação do Plano de Acção 1325 sobre a Agenda “Mulheres, Paz e Segurança”, do balanço das formações realizadas no Colégio de Defesa e no Curso CIMIC, bem como a apreciação da proposta de revisão dos estatutos e do regimento do Centro de Análise Estratégica da CPLP.

Consta igualmente da agenda a calendarização das actividades conjuntas para 2026, com destaque para o Exercício FELINO, considerado um dos principais marcos da cooperação multilateral entre as Forças Armadas dos países de língua portuguesa.

A Presidente da Assembleia da República, Margarida Talapa, desafiou os dois deputados do Partido PODEMOS empossados hoje a trabalhar pela pacificação dos moçambicanos, promovendo o diálogo, a reconciliação e o respeito mútuo entre os cidadãos.

“Caros Deputados, cada gesto, cada decisão e cada palavra proferida nesta casa deve reflectir o respeito e o amor que temos por Moçambique”, disse a Presidente da Assembleia da República, dirigindo-se aos seus pares, António Pedrito Marques Furuma e Faizal Anselmo Gabriel, que tomaram posse, numa cerimónia presenciada pelos Vice-Presidentes da Assembleia da República, Hélder Ernesto Injojo e Fernando Tomé Jone.

A décima Legislatura, segundo Talapa, traz consigo grandes desafios, mas também imensas oportunidades.

Na ocasião, Margarida Talapa reafirmou o compromisso de aprofundar a democracia e a governação  inclusiva, assegurando que as decisões políticas tenham sempre como centro o bem-estar do povo;   legislando com qualidade e transparência, garantindo que cada lei aprovada contribua efectivamente para o desenvolvimento econômico, social e humano do País; fiscalizando a acção governativa com responsabilidade, em nome da ética pública e da boa gestão dos recursos humanos; e promover políticas que garantam a justiça social, a igualdade do gênero, o empoderamento dos jovens, o fortalecimento das instituições e sustentabilidade ambiental.

“Tudo isto exige de nós um Parlamento activo e comprometido com a verdade, com a solidariedade e com o progresso”, vincou Talapa, desejando, aos empossados um mandato profícuo, íntegro e inspirado, honrando o Povo que representam, dignificando a Assembleia da República e contribuindo para a edificação de um Moçambique mais unido, próspero e em paz.

O Parlamento do Gana aprovou a ractifição dos acordos bilaterais sobre isenção  de vistos em passaportes diplomáticos, de serviço e em passaportes ordinários  com a República de Moçambique. 

Esta ratificação e a aprovação para a isenção dos vistos, que visa reforçar a  cooperação e promover o intercâmbio entre os dois países e povos, garante a  mobilidade dos cidadãos moçambicanos de e para a República do Gana, assim como a facilitação de transações comerciais e turísticas. 

Refira-se que o Acordo sobre a Isenção de Vistos em Passaportes Diplomáticos  e de Serviço foi assinado em 2022, em Gana, e a proposta para a isenção de vistos  em Passaportes Ordinários foi apresentada pelo Alto Comissariado de  Moçambique naquele país, em Julho do Presente ano.

Três pessoas estão detidas, na Matola, pelo suposto envolvimento no assassinato de um motorista de táxi por aplicativo. O Serviço Nacional de Investigação Criminal diz já ter identificado o principal mandante e já emitiu o mandado de captura.

Um cidadão de 40 anos de idade, motorista de táxi por aplicativo, foi assassinado, no município da Matola, há cerca de duas semanas. 

A vítima foi encontrada numa mata, com sinais de agressão física e membros superiores e inferiores amordaçados. 

Esta terça-feira, o Serviço Nacional de Investigação Criminal disse haver avanços nas investigações sobre o assassinato. 

“Com relação a este assunto o SERNIC está mesmo a trabalhar e temos tido bons resultados. Um caso prático é o do motorista de táxi por aplicativo, Egas Bié, já temos 3 detidos e um mandado de captura contra o principal suspeito”, explicou Judite Nhanengue, porta-voz da instituição, na província de Maputo.

Os acusados foram detidos na semana passada. 

Sobre o assassinato de agentes da polícia, o Sernic diz ainda haver investigações em curso. 

Judite Nhanengue falava após apresentar quatro indivíduos acusados de tráfico de drogas, que estava a ser transportada nesta viatura, com destino ao mercado grossista Zimpeto e outra que era vendida disfarçada de doces. 

“Com três detidos foi possível encontrar uma quantidade repartida em três saquetas de 8 quilos, que continha uma substância que submetida a perícia constatou-se que se trata de cannabis sativa, vulgo suruma, que estava a ser transportada disfarçada dentro de uma camioneta que tinha duas toneladas  de maçaroca. Eles foram detidos no dia 27 de Outubro na zona da Matola Rio e a mercadoria usada para ser descarregada no mercado Zimpeto. O quarto cidadão foi detido na posse de uma quantidade de 1 kg de cannabis sativa, uma parte da qual estava no modo normal e outra processada, convertida em rebuçados  ”

Os indiciados assumem o seu envolvimento, afirmando que “o que está embrulhado é cannabis, usava para consumir ”. 

Os detidos têm idades entre 28 e 35 anos. 

A Hyundai Moçambique lançou uma campanha que promete redefinir a experiência de condução no país. A iniciativa, apresentada nesta segunda-feira, em Maputo, resulta de uma parceria estratégica entre a Hyundai Moçambique, a Galp e a Índico Seguros e oferece combustível e seguro automóvel por um ano a todos os clientes que adquirirem o novo Hyundai Exter durante os próximos três meses.

A assinatura do memorando de entendimento entre as três empresas teve lugar na capital, marcando o início de um programa que alia tecnologia, economia e conforto, três valores que a Hyundai procura associar à sua presença no mercado moçambicano.

“O nosso objectivo é oferecer mais do que um veículo. Queremos proporcionar tranquilidade, segurança e conforto em cada quilómetro percorrido”, afirmou Janine Viseu, representante da Hyundai Moçambique, destacando que a campanha é parte do compromisso da marca em “criar experiências de mobilidade completas e sustentáveis”.

O Hyundai Exter, lançado recentemente no país, é o mais novo SUV compacto da marca sul-coreana, desenvolvido para responder às necessidades das famílias e dos condutores urbanos. O modelo combina design moderno, economia de combustível e tecnologia de ponta, adaptando-se às condições das estradas moçambicanas.

Com um motor eficiente e de baixo consumo, o Exter foi projectado para oferecer desempenho robusto com custos reduzidos de manutenção. O interior do veículo tem acabamentos de alta qualidade, sistema multimédia com ecrã táctil, conectividade Apple CarPlay e Android Auto, além de ar-condicionado automático e múltiplos sistemas de segurança activa e passiva, como travagem assistida, controlo de estabilidade e airbags múltiplos.

“O Exter é um SUV compacto, mas com o espírito de um grande aventureiro. É ideal para quem procura um carro prático, moderno e preparado para todos os caminhos de Moçambique”, acrescentou Janine Viseu, sublinhando que o modelo traz ainda garantia de cinco anos, reforçando a confiança e fiabilidade associadas à marca Hyundai.

Durante o período da campanha, cada cliente que adquirir o Hyundai Exter receberá um ano de seguro automóvel contra todos os riscos, oferecido pela Índico Seguros.

“Trata-se de um projecto ousado, que reforça a nossa missão de inovar e dar mais valor ao cliente. Queremos que o condutor se sinta protegido em todas as circunstâncias”, declarou Rúben Chivale, CEO da Índico Seguros, salientando que esta parceria se traduz num novo padrão de relacionamento entre seguradoras, concessionárias e consumidores.

A oferta inclui ainda um tanque cheio de combustível por mês durante 12 meses, benefício garantido pela Galp, que vê na iniciativa uma oportunidade para aproximar-se ainda mais dos automobilistas moçambicanos.

“Com esta parceria, cada viagem começa com energia e confiança. O apoio mensal em combustível representa uma poupança real para o cliente, num contexto em que os custos de mobilidade são cada vez mais relevantes”, afirmou Francisco Ferreira, Chefe de Operações da Galp, destacando que o programa se enquadra nos esforços da empresa para apoiar soluções de mobilidade sustentáveis e acessíveis.

A campanha “Hyundai Exter, Combustível e Seguros por 1 Ano” estará disponível durante três meses, em todos os concessionários Hyundai do país, e visa, não apenas impulsionar as vendas, mas também reforçar a confiança dos consumidores na marca.

“Mais do que vender automóveis, a Hyundai quer construir relações duradouras com os seus clientes. Esta parceria com a Galp e a Índico Seguros mostra que, juntos, podemos criar soluções inovadoras que oferecem segurança, conforto e economia”, concluiu Janine Viseu, no encerramento da cerimónia.

Com este lançamento, a Hyundai Moçambique dá um passo à frente no mercado automóvel nacional, apostando num modelo moderno, acessível e adaptado à realidade local, ao mesmo tempo que entrega vantagens concretas aos seus clientes, uma verdadeira combinação de mobilidade inteligente e economia sustentável.

O seleccionador nacional de futebol, Chiquinho Conde, anunciou a pré-convocatória da selecção nacional, os Mambas, para a Data-FIFA de 10 a 18 de Novembro de 2025, inserida no ciclo de preparação a 35ª edição do Campeonato Africano das Nações a ter lugar em Marrocos, de 21 de Dezembro de 2025 a 18 de Janeiro de 2026. Dominguez e Luís Miquissone estão na lista que volta a não ter o nome de Bruno Wilson, jogador descartado pelo técnico moçambicano.

A lista anunciada por Chiquinho Conde, nesta segunda-feira, integra 40 jogadores que actuam tanto no campeonato nacional como em clubes estrangeiros, evidenciando a aposta do seleccionador na continuidade, competitividade e valorização do talento moçambicano dentro e fora do país.

Os jogadores fazem parte de uma lista que será reduzida nos próximos dias, em função da prestação de cada um nos próximos jogos, bem como da sua condição física nas vésperas.

O combinado nacional prepara a sua participação no Campeonato Africano das Nações, CAN, de Marrocos, sendo um dos jogos de preparação será, justamente, com o anfitrião da prova, o Marrocos, no dia 14 de Novembro, na cidade de Agadir.

A Federação Moçambicana de Futebol garante estar a envidar esforços no sentido de encontrar um outro adversário para mais um particular dos Mambas em terras marroquinas, na Data-FIFA, como forma de reforçar o compromisso em proporcionar ao combinado nacional maior competitividade e ritmo internacional.

Assim, e depois da ausência de quatro jogos dos Mambas, Dominguez volta a ser chamado para a pré-convocatória, numa clara mensagem de poder vir a ser levado ao CAN, onde poderá colocar ponto final à sua rica e positiva passagem pelos Mambas, com mais de 20 anos de representação.

Quem também regressa é Luís Miquissone, actualmente o melhor marcador do Moçambola, com oito golos, que dá mostras de regressar aos poucos, não só aos Mambas, mas a uma carreira promissora no futebol profissional.

Assim, Chiquinho Conde chamou seis guarda-redes, com José Guirrugo a entrar para a lista dos “habitués”, tal como Teixeira Nhanombe, guarda-redes da Associação Black Bulls. Na defesa, Conde chamou 12 jogadores, com destaque para Guebuza, do Académico de Viseu, mas sem Bruno Wilson, jogador que não faz parte das contas de Chiquinho Conde.

O seleccionador nacional chamou ainda 10 médios e outros 12 avançados para esta empreitada.

Eis a lista dos pré-convocados por posição:

Guarda-redes (6): Ernan Siluane (Associação Black Bulls), Fasistêncio Faza “Fazito” (Ferroviário de Nampula), Teixeira Nhanombe (Associação Black Bulls), Ivane Urrubal (Ferroviário de Nacala), Kimiss Zavala (Marítimo – Portugal), José Ventura Guirrugo (Ferroviário de Maputo).

Defesas (12): Domingos Macandza “Mexer” (Associação Black Bulls), Edmilson Dove (Al-Quwa Al-Jawiya – Iraque), Bruno Langa (Pafos FC – Chipre), Reinildo Mandava (Sunderland AFC – Inglaterra), Infren Matola (UD Songo), Diogo Calila (Santa Clara – Portugal), Oscar Cherene (UD Songo), Manuel Cumbane “Guebuza” (Académico de Viseu – Portugal), Francisco Muchanga “Chico” (Costa do Sol), Edson Sitoe “Mexer” (Ankara Keçiorengucu – Turquia), Feliciano Jone “Nené” (Abu Salim SC – Líbia), Fernando Chambuco (Associação Black Bulls).

Médios (10): Alfonso Amade (Dunfermline Athletic – Escócia), João Bonde (Ferroviário da Beira), Ricardo Guimarães “Guima” (Zira FK – Azerbaijão), Manuel Kambala (Polokwane City – África do Sul), Keyns Abdala (GD Chaves – Portugal), Ezequiel Machava (Ferroviário de Maputo), Pedro Santos “Pepo” (Caldas SC – Portugal), Shaquille Nangy (Sagrada Esperança – Angola), Elias Pelembe “Domingues” (UD Songo), Sapane Zunguze “Sampaio” (Ferroviário de Maputo).

Avançados (12): Clésio Bauque (Associação Black Bulls), Geny Catamo (Sporting CP – Portugal), Witiness Quembo “Witi” (Nacional da Madeira – Portugal), Gildo Vilanculos (Tandamon Sour Club – Líbano), Stanley Ratifo (Chemie Leipzig – Alemanha), Faizal Bangal (AC Mestre – Itália), António Sumbane (Associação Black Bulls), Ângelo Cantolo (Chingale de Tete), Luís Miquissone (UD Songo), Elias Macamo (Ferroviário de Maputo), Chamito Alfandega (Académico de Viseu – Portugal), Melque Alexandre (UD Songo).

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