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A Prime Rate do sistema financeiro moçambicano está fixada em 15,50% para Novembro, mas o custo do crédito varia significativamente entre as instituições financeiras e as modalidades de financiamento. No crédito à habitação, o Standard Bank apresenta o spread mais baixo entre os bancos comerciais, de 1%, colocando a taxa indicativa em 16,50%. Já no crédito ao consumo, o First Capital Bank apresenta a margem mais elevada, de 12%, enquanto nas instituições de microfinanças os juros indicativos podem atingir 60,95%.

Os dados constam do Comunicado n.º 10/2026 da Associação Moçambicana de Bancos (AMB), de 30 de Outubro, que estabelece as margens de crédito a aplicar durante Novembro. A Prime Rate resulta da soma do Indexante Único, fixado em 9,30%, com o Prémio de Custo, de 6,20%, e constitui a taxa de referência para operações de crédito com juros variáveis.

Na modalidade de financiamento à habitação, o Standard Bank apresenta o spread mais baixo, de 1%, seguido do Millennium BIM, com 1,20%. Em sentido contrário, o Vista Bank e o First Capital Bank apresentam margens de 6%. Considerando a Prime Rate de Novembro, as taxas indicativas para esta modalidade variam entre 16,50% e 21,50%.

No crédito ao consumo, destinado ao financiamento de bens e serviços como viaturas, electrodomésticos e mobiliário, o First Capital Bank apresenta a margem mais elevada, de 12%, seguido do ABSA, com 10,75%, e do FNB, com 10%. O Millennium BIM regista o spread mais baixo, de 3,91%. Neste segmento, as taxas indicativas variam entre 19,41% e 27,50%.

Para as empresas, os custos de financiamento também apresentam diferenças em função do prazo e da finalidade do empréstimo. Nos créditos de curto prazo, até um ano, os spreads dos bancos comerciais variam entre 2% e 5%, correspondendo a taxas indicativas de 17,50% a 20,50%. Estes financiamentos destinam-se sobretudo à aquisição de meios circulantes e à cobertura de necessidades de tesouraria.

Já nos empréstimos de longo prazo, acima de um ano, as margens oscilam entre 1% e 6%, colocando as taxas indicativas entre 16,50% e 21,50%. Esta modalidade destina-se principalmente ao financiamento de investimentos empresariais, podendo o prazo de reembolso atingir sete anos.

É, contudo, no segmento das microfinanças que se encontram os encargos mais elevados. Para empréstimos ao consumo, os spreads variam entre 14% e 45,45%, dependendo da instituição e do prazo de reembolso. Com a aplicação da Prime Rate de 15,50%, as taxas indicativas podem chegar a 60,95%.

A MyBucks Mozambique apresenta uma margem de 45,45% nos empréstimos com prazos de seis e 12 meses, enquanto a Socremo pratica um spread de 44,50% nas mesmas maturidades. O Banco Letshego apresenta uma margem de 14% em todos os prazos de crédito ao consumo divulgados.

Nas operações de financiamento às empresas através das microfinanças, as diferenças também são expressivas. A MAIS – Microbanco de Apoio aos Investimentos apresenta spreads de 4% nos empréstimos de curto prazo e 4,25% nos de longo prazo. A Socremo regista margens de 20,10% e 20,50%, respectivamente, enquanto o Banco Letshego apresenta 19% nas duas modalidades.

ACESSO AO CRÉDITO EXIGE GARANTIAS

Para além dos juros, o acesso ao financiamento está condicionado ao cumprimento de requisitos definidos pelas instituições. Nos bancos comerciais, os clientes devem ter uma relação bancária de pelo menos seis meses, apresentar histórico de transacções e não possuir incidentes por regularizar na Central de Registo de Crédito do Banco de Moçambique. É igualmente exigida uma livrança em branco.

No crédito à habitação, os bancos estabelecem um prazo máximo de 20 anos e exigem uma hipoteca do imóvel com cobertura de 120% do valor financiado. A prestação mensal não pode ultrapassar 30% do rendimento líquido do mutuário, sendo também obrigatórios o seguro de vida e o seguro do imóvel.

Para o crédito ao consumo, o prazo máximo é de cinco anos. O requerente deve ter contrato de trabalho por tempo indeterminado e apresentar uma declaração da entidade empregadora que confirme as suas funções e rendimentos. A prestação também não pode exceder 30% do rendimento líquido mensal.

No financiamento empresarial, os bancos exigem garantias com cobertura mínima de 120% do valor do crédito pretendido, bem como contas auditadas dos últimos três anos ou, no caso dos empréstimos de longo prazo, um plano de negócios.

O comunicado estabelece ainda condições para operações de leasing, modalidade utilizada para financiar a aquisição de activos como máquinas, veículos e imóveis. No leasing mobiliário, os spreads dos bancos comerciais variam entre 2,50% e 5%, enquanto no imobiliário os valores divulgados oscilam entre 0% e 4,50%. O financiamento pode cobrir até 90% do valor de avaliação do bem.

A Prime Rate é calculada com base em dois componentes. O Indexante Único é determinado mensalmente pelo Banco de Moçambique, tendo em conta a média ponderada das operações de liquidez realizadas no Mercado Monetário Interbancário para o prazo de um dia útil. O Prémio de Custo é calculado trimestralmente pela AMB e considera factores como a classificação de risco do país, o crédito em incumprimento, o crédito saneado e o coeficiente de reservas obrigatórias.

O modelo resulta do Acordo sobre o Indexante Único do Sistema Bancário Moçambicano, que procura reforçar a transparência na fixação dos juros variáveis e melhorar a transmissão da política monetária ao mercado. A divulgação dos spreads permite aos clientes comparar as condições oferecidas pelas instituições, embora a taxa final dependa sempre da avaliação de risco e das condições específicas de cada operação.

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A Hyundai Moçambique lançou uma campanha que promete redefinir a experiência de condução no país. A iniciativa, apresentada nesta segunda-feira, em Maputo, resulta de uma parceria estratégica entre a Hyundai Moçambique, a Galp e a Índico Seguros e oferece combustível e seguro automóvel por um ano a todos os clientes que adquirirem o novo Hyundai Exter durante os próximos três meses.

A assinatura do memorando de entendimento entre as três empresas teve lugar na capital, marcando o início de um programa que alia tecnologia, economia e conforto, três valores que a Hyundai procura associar à sua presença no mercado moçambicano.

“O nosso objectivo é oferecer mais do que um veículo. Queremos proporcionar tranquilidade, segurança e conforto em cada quilómetro percorrido”, afirmou Janine Viseu, representante da Hyundai Moçambique, destacando que a campanha é parte do compromisso da marca em “criar experiências de mobilidade completas e sustentáveis”.

O Hyundai Exter, lançado recentemente no país, é o mais novo SUV compacto da marca sul-coreana, desenvolvido para responder às necessidades das famílias e dos condutores urbanos. O modelo combina design moderno, economia de combustível e tecnologia de ponta, adaptando-se às condições das estradas moçambicanas.

Com um motor eficiente e de baixo consumo, o Exter foi projectado para oferecer desempenho robusto com custos reduzidos de manutenção. O interior do veículo tem acabamentos de alta qualidade, sistema multimédia com ecrã táctil, conectividade Apple CarPlay e Android Auto, além de ar-condicionado automático e múltiplos sistemas de segurança activa e passiva, como travagem assistida, controlo de estabilidade e airbags múltiplos.

“O Exter é um SUV compacto, mas com o espírito de um grande aventureiro. É ideal para quem procura um carro prático, moderno e preparado para todos os caminhos de Moçambique”, acrescentou Janine Viseu, sublinhando que o modelo traz ainda garantia de cinco anos, reforçando a confiança e fiabilidade associadas à marca Hyundai.

Durante o período da campanha, cada cliente que adquirir o Hyundai Exter receberá um ano de seguro automóvel contra todos os riscos, oferecido pela Índico Seguros.

“Trata-se de um projecto ousado, que reforça a nossa missão de inovar e dar mais valor ao cliente. Queremos que o condutor se sinta protegido em todas as circunstâncias”, declarou Rúben Chivale, CEO da Índico Seguros, salientando que esta parceria se traduz num novo padrão de relacionamento entre seguradoras, concessionárias e consumidores.

A oferta inclui ainda um tanque cheio de combustível por mês durante 12 meses, benefício garantido pela Galp, que vê na iniciativa uma oportunidade para aproximar-se ainda mais dos automobilistas moçambicanos.

“Com esta parceria, cada viagem começa com energia e confiança. O apoio mensal em combustível representa uma poupança real para o cliente, num contexto em que os custos de mobilidade são cada vez mais relevantes”, afirmou Francisco Ferreira, Chefe de Operações da Galp, destacando que o programa se enquadra nos esforços da empresa para apoiar soluções de mobilidade sustentáveis e acessíveis.

A campanha “Hyundai Exter, Combustível e Seguros por 1 Ano” estará disponível durante três meses, em todos os concessionários Hyundai do país, e visa, não apenas impulsionar as vendas, mas também reforçar a confiança dos consumidores na marca.

“Mais do que vender automóveis, a Hyundai quer construir relações duradouras com os seus clientes. Esta parceria com a Galp e a Índico Seguros mostra que, juntos, podemos criar soluções inovadoras que oferecem segurança, conforto e economia”, concluiu Janine Viseu, no encerramento da cerimónia.

Com este lançamento, a Hyundai Moçambique dá um passo à frente no mercado automóvel nacional, apostando num modelo moderno, acessível e adaptado à realidade local, ao mesmo tempo que entrega vantagens concretas aos seus clientes, uma verdadeira combinação de mobilidade inteligente e economia sustentável.

O seleccionador nacional de futebol, Chiquinho Conde, anunciou a pré-convocatória da selecção nacional, os Mambas, para a Data-FIFA de 10 a 18 de Novembro de 2025, inserida no ciclo de preparação a 35ª edição do Campeonato Africano das Nações a ter lugar em Marrocos, de 21 de Dezembro de 2025 a 18 de Janeiro de 2026. Dominguez e Luís Miquissone estão na lista que volta a não ter o nome de Bruno Wilson, jogador descartado pelo técnico moçambicano.

A lista anunciada por Chiquinho Conde, nesta segunda-feira, integra 40 jogadores que actuam tanto no campeonato nacional como em clubes estrangeiros, evidenciando a aposta do seleccionador na continuidade, competitividade e valorização do talento moçambicano dentro e fora do país.

Os jogadores fazem parte de uma lista que será reduzida nos próximos dias, em função da prestação de cada um nos próximos jogos, bem como da sua condição física nas vésperas.

O combinado nacional prepara a sua participação no Campeonato Africano das Nações, CAN, de Marrocos, sendo um dos jogos de preparação será, justamente, com o anfitrião da prova, o Marrocos, no dia 14 de Novembro, na cidade de Agadir.

A Federação Moçambicana de Futebol garante estar a envidar esforços no sentido de encontrar um outro adversário para mais um particular dos Mambas em terras marroquinas, na Data-FIFA, como forma de reforçar o compromisso em proporcionar ao combinado nacional maior competitividade e ritmo internacional.

Assim, e depois da ausência de quatro jogos dos Mambas, Dominguez volta a ser chamado para a pré-convocatória, numa clara mensagem de poder vir a ser levado ao CAN, onde poderá colocar ponto final à sua rica e positiva passagem pelos Mambas, com mais de 20 anos de representação.

Quem também regressa é Luís Miquissone, actualmente o melhor marcador do Moçambola, com oito golos, que dá mostras de regressar aos poucos, não só aos Mambas, mas a uma carreira promissora no futebol profissional.

Assim, Chiquinho Conde chamou seis guarda-redes, com José Guirrugo a entrar para a lista dos “habitués”, tal como Teixeira Nhanombe, guarda-redes da Associação Black Bulls. Na defesa, Conde chamou 12 jogadores, com destaque para Guebuza, do Académico de Viseu, mas sem Bruno Wilson, jogador que não faz parte das contas de Chiquinho Conde.

O seleccionador nacional chamou ainda 10 médios e outros 12 avançados para esta empreitada.

Eis a lista dos pré-convocados por posição:

Guarda-redes (6): Ernan Siluane (Associação Black Bulls), Fasistêncio Faza “Fazito” (Ferroviário de Nampula), Teixeira Nhanombe (Associação Black Bulls), Ivane Urrubal (Ferroviário de Nacala), Kimiss Zavala (Marítimo – Portugal), José Ventura Guirrugo (Ferroviário de Maputo).

Defesas (12): Domingos Macandza “Mexer” (Associação Black Bulls), Edmilson Dove (Al-Quwa Al-Jawiya – Iraque), Bruno Langa (Pafos FC – Chipre), Reinildo Mandava (Sunderland AFC – Inglaterra), Infren Matola (UD Songo), Diogo Calila (Santa Clara – Portugal), Oscar Cherene (UD Songo), Manuel Cumbane “Guebuza” (Académico de Viseu – Portugal), Francisco Muchanga “Chico” (Costa do Sol), Edson Sitoe “Mexer” (Ankara Keçiorengucu – Turquia), Feliciano Jone “Nené” (Abu Salim SC – Líbia), Fernando Chambuco (Associação Black Bulls).

Médios (10): Alfonso Amade (Dunfermline Athletic – Escócia), João Bonde (Ferroviário da Beira), Ricardo Guimarães “Guima” (Zira FK – Azerbaijão), Manuel Kambala (Polokwane City – África do Sul), Keyns Abdala (GD Chaves – Portugal), Ezequiel Machava (Ferroviário de Maputo), Pedro Santos “Pepo” (Caldas SC – Portugal), Shaquille Nangy (Sagrada Esperança – Angola), Elias Pelembe “Domingues” (UD Songo), Sapane Zunguze “Sampaio” (Ferroviário de Maputo).

Avançados (12): Clésio Bauque (Associação Black Bulls), Geny Catamo (Sporting CP – Portugal), Witiness Quembo “Witi” (Nacional da Madeira – Portugal), Gildo Vilanculos (Tandamon Sour Club – Líbano), Stanley Ratifo (Chemie Leipzig – Alemanha), Faizal Bangal (AC Mestre – Itália), António Sumbane (Associação Black Bulls), Ângelo Cantolo (Chingale de Tete), Luís Miquissone (UD Songo), Elias Macamo (Ferroviário de Maputo), Chamito Alfandega (Académico de Viseu – Portugal), Melque Alexandre (UD Songo).

A Secretária de Estado das Artes e Cultura apelou aos artistas moçambicanos para que aproveitem as oportunidades existentes no país, de modo a reforçarem a sua visibilidade e promoverem a interação com o mercado internacional. Matilde Muocha falava esta segunda-feira, durante o lançamento da quinta edição da Gala dos Prémios Mozal Artes e Cultura 2025.

No total, 111 artistas submeteram as suas candidaturas, tendo sido 20 nomeados para a gala final, nas categorias de Cinema e Audiovisuais, Dança, Fotografia, Teatro, Design de Moda e Vestuário, e Música. Durante o evento, a Secretária de Estado das Artes e Cultura destacou a importância de os criadores nacionais fortalecerem a sua presença dentro e fora do país.

“Que utilizem as nomeações a que foram sujeitos, dentro de um rol de candidatos muito bem apresentado, como uma plataforma para reforçar a vossa visibilidade a nível nacional e internacional. Afinal, os prémios são também uma estratégia para a consolidação das carreiras artísticas e para o engrandecimento dos próprios artistas e das suas criações enquanto marcas”, afirmou Matilde Muocha, Secretária de Estado das Artes e Cultura.

A iniciativa é coordenada pela Associação para o Desenvolvimento Cultural Kulungwana, que organiza o evento desde a sua primeira edição. Segundo a diretora da Kulungwana, Eni Matos, o número crescente de participantes demonstra o carácter inclusivo e nacional do concurso.

“As candidaturas revelaram a diversidade de origens e linguagens que o país abarca, e deixaram-nos mais conscientes de que o caminho que pretendemos seguir  o de premiar essa diversidade  é possível. Este ano, tivemos pela primeira vez a participação de todas as províncias nas diferentes áreas, um crescimento exponencial face a 2023, quando apenas quatro províncias participaram”, destacou Eni Matos.

O representante do parceiro da iniciativa, Dias Bande, reafirmou o compromisso da empresa em continuar a apoiar o desenvolvimento da cultura moçambicana através de prémios monetários.

“Com esta gala, pretendemos reforçar cada vez mais o nosso reconhecimento aos artistas moçambicanos, que trabalham arduamente para garantir o bem-estar da nossa sociedade. Esta iniciativa inspira-se na riqueza das manifestações culturais do nosso belo Moçambique”, declarou Dias Bande, em representação da Mozal.

A quinta edição da Gala dos Prémios Mozal Artes e Cultura 2025 terá lugar a 6 de novembro, em Maputo.

Mulweli Rebelo, filho de um dos fundadores da Frelimo, decidiu afastar-se do partido por desilusão. Numa carta aos camaradas, Rebelo admite não se rever mais na forma como o partido trabalha e é gerido actualmente.

De novo, Mulweli Rebelo, filho de uma das principais reservas morais da Frelimo, Jorge Rebelo, decidiu deitar a toalha ao chão e dizer um basta ao partido que o viu nascer.

Em 2023, já havia mostrado a sua insatisfação ao afirmar que “a Frelimo tornou-se num partido ignorante e arrogante”, mas desta vez foi um pouco mais longe.

“Caros irmãos e irmãs, camaradas, depois de muita reflexão, decidi afastar-me das atividades políticas e partidárias da Frelimo. A minha motivação em militar sempre esteve ligada ao desejo de dar continuidade ao trabalho dos nossos pais, que acreditaram num país justo e progressista — mas, infelizmente, até eles, hoje, estão desiludidos com o rumo que Moçambique tomou”.

É assim que o camarada, ou melhor, ex-camarada escreve no início da sua carta. Explica que após viver de perto as eleições e o período pós-eleitoral, ficou desnorteado.

“Percebi o quanto não me revejo na forma como o partido trabalha e é gerido: estruturas antiquadas, pouca abertura para a modernização e uma cultura ditatorial, de manter o poder a todo custo. Continuamos a ver atropelos de gestão, mau uso de fundos e ausência de responsabilização, enquanto o país anda para trás”.

Faz referência às características das reuniões do partido nos últimos anos, que na sua percepção muitas vezes, começam com atrasos e são preenchidas de cantigas e danças que, embora sejam momentos bonitos de camaradagem, pouco contribuem para a produção de conteúdo útil que ajude a resolver os problemas reais do povo.

“Saio de cabeça erguida, com respeito e gratidão por todos os camaradas, mas com a convicção de que o futuro de Moçambique depende de novas ideias, ética e coragem para mudar. Continuarei a dedicar as minhas energias em projectos de desenvolvimento, com o compromisso de sempre: contribuir para o progresso do nosso Moçambique”, escreve no documento.

Termina a carta e assina o membro dissidente do partido no poder, Mulweli Rebelo, filho de um dos críticos da nova Frelimo. Na verdade, o pensamento de Mulweli não foge muito de como o pai pensa. Numa entrevista publicada há 15 anos, Jorge Rebelo, criticou a discussão sobre gerações, vigente na altura, por considerar que em nada vale discutir sobre gerações sem resolver problemas do povo.

Entre várias funções, Jorge Rebelo foi secretário de informação da Frelimo.

O antigo atleta de judo, Nilton Mujovo, é um dos candidatos à presidência da Federação Moçambicana de Judo. Com as eleições agendadas para esta quarta-feira no Comité Olímpico de Moçambique (COM), Mujovo intensifica a sua campanha para garantir votos e, por via disso, a confiança para dirigir os destinos da modalidade no país.

O seu projecto é alicerçado pela necessidade de massificar o judo, através da aposta na formação de atletas de excelência, com foco nas parcerias estratégicas internacionais.

Nilton Mujovo pretende ainda, caso seja eleito, implantar um Centro de Alto Rendimento de Judo no país, de modo a garantir que os atletas sejam dotados das melhores ferramentas de trabalho.

Sob o lema: Sustentabilidade e Desenvolvimento do Judo Moçambicano, Nilton Mujovo acredita que seja a alternativa certa para o futuro da modalidade em Moçambique, facto alicerçado pela sua larga experiência como atleta e dirigente.

Além de ter sido atleta que durante muitos anos carregou a bandeira de Moçambique em várias competições nacionais e internacionais, Mujovo já assumiu vários cargos de direcção, com o destaque para o de vice-presidente da Federação Moçambicana de Judo, presidida pelo antigo ministro da Juventude e Desportos, Fernando Sumbana Jr.

A nível internacional, Nilton Mujovo é vice-presidente da Confederação Austral de Judo (SAJC), ao mesmo tempo que é membro executivo da Associação de Judo dos Países da Commonwealth.

O ministro dos Negócios Estrangeiros da China, Wang Yi, afirmou hoje que o mundo está a caminhar para uma “ordem multipolar” e apelou ao fim das guerras comerciais, dias antes do encontro entre Xi Jinping e Donald Trump.

Durante um fórum realizado em Pequim, Wang criticou “a politização das questões económicas e comerciais, a fragmentação artificial dos mercados globais e o recurso a guerras comerciais e batalhas tarifárias”, numa referência velada ao protecionismo dos Estados Unidos.

“O sentido da História não pode ser revertido e um mundo multipolar está a emergir”, afirmou o diplomata, que alertou ainda contra a “retirada frequente de acordos, a inversão de compromissos e a formação entusiástica de blocos e alianças”, ações que, segundo disse, colocam o multilateralismo sob “desafios sem precedentes”.

As declarações surgem na véspera da chegada do líder norte-americano, Donald Trump, à Coreia do Sul, onde está agendada para quinta-feira uma reunião com o homólogo chinês, Xi Jinping, à margem da cimeira da Cooperação Económica Ásia-Pacífico (APEC), na cidade de Gyeongju.

O antigo Presidente dos EUA, que regressou ao poder em Janeiro de 2024, manifestou optimismo quanto à possibilidade de alcançar um “bom acordo” com a China, após meses de tensão comercial renovada entre as duas maiores economias do mundo.

No domingo, o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, afirmou que os dois líderes deverão validar um compromisso em torno das exportações chinesas de terras raras e da compra de soja norte-americana por Pequim.

O representante chinês para o Comércio Internacional, Li Chenggang, garantiu que os dois países alcançaram um “consenso preliminar”. Está actualmente em vigor uma trégua tarifária entre os dois lados, que expira a 10 de Novembro.

Durante a cerimónia de lançamento da sua obra  intitulada “Interpretação do significado dos versículos do nobre Alquran”, o Sheik Aminudim fez uma reflexão sobre os desafios morais e sociais enfrentados pela sociedade moçambicana, apontando a necessidade de maior coerência e coragem por parte das autoridades, destacando o papel do Governo e dos Legisladores.

O religioso disse que, apesar de os males do consumo de bebidas alcoólicas e dos jogos de azar serem amplamente conhecidos, as autoridades continuam relutantes em adoptar medidas firmes. 

Segundo o sheik, “os governos reconhecem que há pecado e prejuízo, eles reconhecem que isto é um mal, temos problemas todos os dias, mas ninguém tem coragem, ninguém tem coragem de proibir aqui. Porquê? Porque que tem benefícios, pois isso gera muitos impostos para o Estado. Tanto dinheiro que aquilo dá como impostos para o Estado”.

Aminuddin comparou a abordagem islâmica com a forma como as leis humanas são aplicadas, explicando que o Alcorão preparou primeiro a mentalidade das pessoas antes de proibir o álcool, o que resultou numa mudança profunda e voluntária. 

“Hoje, os nossos legisladores fazem leis de um dia para o outro, sem preparar o terreno, e por isso as pessoas procuram sempre formas de fugir às regras”, afirmou.

O sheik disse também que a verdadeira transformação social só é possível quando as leis são acompanhadas por educação e mudança de consciência, e não apenas por proibições formais.

O livro “Interpretação do significado dos versículos do nobre Alqur’an foi lançado este sábado,  em Maputo.

Na obra o autor faz uma interpretação moderna e contextualizada do Alcorão, com o objectivo incentivar as pessoas a compreenderem e praticarem os seus ensinamentos, como solução dos desafios actuais. 

O lançamento da obra contou com a presença da Presidente da Assembleia da República, Margarida Talapa, que reconheceu a importância da obra pelas mensagens que transmitem. 

A Associação Black Bulls encerrou, hoje, a sua participação na Liga dos Campeões Africanos, após perder diante do River United da Nigéria por 3-1, em jogo da segunda mão da segunda eliminatória de acesso à fase de grupos da prova.

Os “touros”, que levavam uma vantagem de um golo ao solo nigeriano, após a vitória em Maputo no jogo da primeira mão, não conseguiram resistir durante os 90 minutos.

Em desvantagem na eliminatória, o River United logo cedo procurou reverter o cenário, tendo chegado ao primeiro golo aos 16 minutos, por intermédio de Mclyn. 

O mesmo atleta voltou a estremecer a baliza de Ernani Siluane ao apontar o segundo golo a dois minutos do fim da primeira parte, ou seja, à passagem do minuto 43. 

Moctar Diallo reacendeu a esperança da Black Bulls ao reduzir a desvantagem no minuto 50, golo que colocava o representante moçambicano em vantagem na eliminatória. O senegalês tinha sido o responsável pelo golo que deu vitória à Black Bulls em Maputo.

Os “touros” até tentaram conservar a vantagem, mas Timothy voltou a colocar a sua equipa à frente do marcador, fixando o resultado final em 3-1. 

Termina, assim, a participação do campeão moçambicano nas competições africanas, selando um percurso diferente da época passada, em que chegou à fase de grupos da Taça Nelson Mandela. 

O outro representante nacional nas Afrotaças, no caso o Ferroviário de Maputo, vai procurar alcançar a fase seguinte da Taça Nelson Mandela este domingo, diante da AS Otôho da República Democrática do Congo, em jogo da segunda mão da segunda eliminatória da competição. 

No jogo da primeira mão os “locomotivas” da capital perderam por 0-1, em Maputo.

O Presidente da República, Daniel  Chapo, endereçou uma mensagem de condolências a Igreja Católica, pela  morte do Padre Vicente Berenguer Lliopis, ocorrida no dia 21 de Outubro de  2025, em Teulada, Espanha. 

Na sua mensagem, o Chefe do Estado, em nome do Povo e do Governo da  República de Moçambique, e em seu próprio nome, apresentou à Sua  Santidade e a toda a comunidade cristã, em especial à moçambicana, os  sentimentos de profundo pesar pela perda deste missionário, que dedicou  grande parte da sua vida ao serviço do povo moçambicano.

O Padre Vicente Berenguer serviu em Moçambique desde 1967 até à sua  aposentação em 2023, tendo-se destacado pela sua coragem e dedicação à  causa da justiça, nomeadamente ao denunciar ao mundo o Massacre de  Wiriyamu, ocorrido em Tete, no dia 16 de Dezembro de 1972, onde pereceram  mais de 300 moçambicanos indefesos. 

Durante a sua longa permanência em Moçambique, o Padre Vicente deu um  contributo inestimável à educação, apoiando a construção de infra-estruturas  escolares e a formação de crianças desfavorecidas, movido pela convicção de  que a educação do homem é a principal arma para o desenvolvimento do país.  O seu trabalho foi amplamente reconhecido, tendo recebido diversas distinções  internacionais pelo seu compromisso com o bem comum. 

Neste momento de luto, o Presidente da República expressa as sinceras  condolências do Governo e do Povo Moçambicano à Igreja Católica e a todos  os que se sentem órfãos da presença do Padre Vicente Berenguer, reafirmando  que o Governo de Moçambique saberá honrar o legado de dedicação e  humanismo que o missionário deixou.

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