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A Ministra da Educação, Samaria Tovela, apelou à paciência dos professores que reclamam o pagamento de horas extraordinárias em atraso, reconhecendo a legitimidade das suas reivindicações, mas sublinhando que o Estado não dispõe de capacidade financeira para liquidar toda a dívida de uma só vez.

A governante reagia à nova onda de paralisação das aulas protagonizada por docentes que exigem a regularização dos valores em dívida. Apesar de reconhecer o direito dos professores a reclamarem os seus créditos, Samaria Tovela considera que a interrupção das actividades lectivas não constitui a melhor forma de protesto, por prejudicar milhares de alunos.

A ministra alertou ainda que os docentes que aderirem à paralisação poderão enfrentar implicações e procedimentos administrativos previstos na lei.

Recorde-se que o Governo anunciou ter regularizado integralmente o pagamento das horas extraordinárias referentes ao ano de 2022 e parte de 2023. Contudo, continua por liquidar o remanescente desse ano, bem como a totalidade dos valores correspondentes a 2024.

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Um deslizamento de terras numa mina ilegal de ouro no município de Nambuangongo, na província angolana do Bengo, matou 28 garimpeiros na madrugada de sábado, segundo informações do porta-voz do Serviço de Proteção Civil e Bombeiros (SPCB).

Wilson Baptista, citado pelo Jornal de Angola,  disse que o incidente ocorreu por volta das 05 horas na aldeia do Mucunha, a cerca de 20 quilómetros da comuna de Kicabo, tendo sido resgatados com vida três pessoas, enquanto prosseguem operações de busca para localizar mais desaparecidos.

 Segundo a Rádio Nacional de Angola, entre as 28 vítimas mortais confirmadas, 13 pertencem à mesma família.

Wilson Baptista, porta-voz do Serviço de Proteção Civil e Bombeiros, disse que a insuficiência da rede de comunicação na região está a dificultar o trabalho das equipas no terreno, sobretudo no levantamento de informações e na coordenação das acções de resgate.

A situação está a ser acompanhada pelo delegado provincial do Ministério do Interior no Bengo, Delfim Kalulo, e por autoridades da administração local, que reforçaram o apelo contra a prática de garimpo ilegal e defendem o aumento da fiscalização e de ações de sensibilização.

O garimpo ilegal em várias províncias angolanas tem originado várias tragédias nos últimos anos.

Em Junho de 2025, pelo menos seis pessoas morreram num intervalo de três dias em minas ilegais no Huambo, e 13 garimpeiros morreram soterrados na localidade de Tchikuele, município de Chipindo, na Huíla, numa mina clandestina de extração de ouro e outros minerais.

Registaram-se igualmente desabamentos mortais no Bié e na Lunda-Norte, associados à extração ilegal de diamantes, e em municípios do Huambo como Ukuma e Cuima.

O Governo moçambicano e vários desportistas manifestam confiança na qualificação da selecção nacional de futebol, os Mambas, para o Campeonato Africano das Nações 2027, apesar de reconhecerem a exigência do grupo de apuramento.

Os “Mambas” ficaram inseridos no Grupo J, ao lado de Senegal, Sudão e Etiópia, resultado do sorteio realizado pela Confederação Africana de Futebol. Ainda assim, técnicos, antigos atletas e responsáveis governamentais consideram o grupo “acessível” e com reais possibilidades de passagem à fase seguinte.

O antigo capitão dos Mambas, Dário Monteiro, alertou para a necessidade de cautela, sublinhando que nenhuma equipa deve ser subestimada.

“Não podemos partir para esta fase como se fossem favas contadas. Todas as equipas do grupo acreditam na qualificação”, afirmou.

Já o antigo selecionador nacional, João Chissano, considerou que Moçambique e Senegal surgem como principais candidatos à qualificação, com base no historial recente das selecções.

“É um grupo acessível, e temos possibilidades, porque Moçambique e Senegal são os favoritos a passar”, declarou.

Por sua vez, o desportista Paulo Saveca destacou que a selecção nacional tem mostrado evolução técnica e capacidade competitiva suficiente para enfrentar os adversários do grupo.

Do lado governamental, o Ministério da Juventude e Desporto reafirmou o compromisso de apoiar a selecção nacional na caminhada rumo à qualificação. O secretário permanente, Júlio Mendes, garantiu envolvimento institucional e mobilização do País em torno dos Mambas.

“Temos esperança de voltar ao CAN e vamos trabalhar afincadamente, com apoio do governo e do povo moçambicano”, afirmou.

A preparação da selecção nacional para a dupla jornada de qualificação, em Setembro, está prevista para o dia 9 de Junho, com um jogo amigável diante da Indonésia.

Os desportistas falavam à margem da gala comemorativa dos 10 anos do Instituto Médio de Educação Física e Desporto, evento que reconheceu parceiros estratégicos e reforçou cooperações internacionais para o desenvolvimento do desporto em Moçambique.

A Primeira-Dama da República,  Gueta Chapo, ofereceu, hoje, uma bolsa de estudo ao jovem moçambicano Fernando Armando Cavele, de 25 anos de idade, graduado em arquitetura pela Universidade Eduardo Mondlane e entusiasta da arquitetura espacial. 

Fernando Armando Cavele foi admitido no Instituto de Arquitetura  Avançada da Catalunha, na Espanha, para o Mestrado em  Arquitetura Avançada e Fabricação Digital, mas corria o risco de perder a vaga por falta de recursos para a inscrição, avaliada  em 3 800 euros (cerca de 285 000 meticais). 

“Reconhecendo o mérito académico e o potencial inovador do  jovem, o Gabinete da Primeira-Dama assumiu o compromisso de  apoiar integralmente o seu percurso através da atribuição de  uma bolsa de estudos completa. O apoio garante o valor  imediato para a inscrição e todas as condições necessárias para  a frequência e conclusão do mestrado”, lê-se no comunicado da Primeira-Dama da República.

Na cidade da Beira, alguns motoristas e cobradores continuam a especular tarifas de chapas-100, apesar da decisão anunciada pelo município e Associação dos Transportadores de em manter a tarifa enquanto se aguarda pelas compensações, cujo processo tem fraca adesão 

Cinco dias depois da Associação dos transportadores da Beira e o Conselho Municipal da Beira terem decidido manter as tarifas dos chapas-100 no Chiveve, sob pretexto de estarem a espera das compensações, que deverão  iniciar na próxima semana, alguns operadores  continuam a especular as tarifas,  sob a alegação de fazer face  aos altos preços dos combustíveis.

Os passageiros exortam ao Governo para que cumpra com o pagamento das compensações, facto que, sob seu ponto de vista, vai contribuir para a reposição das tarifas, que aumentaram em todas as rotas em valores que variam de cinco a 10 meticais.

Quanto ao licenciamento massivo ora em curso na Beira e que deverá terminar na próxima segunda-feira, os transportadores estão reticentes sobre o processo de compensações.

Outros transportadores têm fé no processo de compensação prometido pelo Governo, de tal forma que têm estado a submeter toda a documentação na Associação, como é o caso de Ibraimo Carlos. 

A adesão dos  transportadores a inscrição massiva para se beneficiarem das compensações continua fraca apesar de faltarem apenas dois dias para o processo terminar, e o facto pode estar relacionado com a falta de fé neste processo. 

Na cidade da Beira existem  pouco mais de 500 viaturas, que se dedicam ao transporte de pessoas e bens e destes apenas é que já concluíram com o processo de inscrição para as compensações.

Esselina Macome assumiu, recentemente, a presidência da Associação Moçambicana dos Bancos e foram empossados órgãos sociais da instituição para o triénio 2026-2028.

Na presidência da Associação Moçambicana dos Bancos, Esselina Macome será coadjuvado por Luís Aguiar, vice-presidente da associação, em representação do Banco Comercial de Investimentos (BCI). 

A Direcção da AMB é composta por seis bancos.

Na sua intervenção, Esselina Macome comprometeu-se a dar continuidade ao trabalho realizado pela direcção cessante com vista a “responder aos desafios que o País enfrenta, desde a necessidade de alargar o acesso a serviços financeiros, o apoio ao crescimento das Pequenas e Médias Empresas (PME) até à aceleração da transformação digital do sector bancário”.

Por seu turno, Luís Aguiar é administrador executivo no BCI, com uma experiência bancária de mais de 35 anos, dos quais 10 anos em Moçambique.

Com uma sólida experiência no sector financeiro, Macome é professora associada na Universidade Eduardo Mondlane e directora executiva da Financial Sector Deepening Moçambique (FSDMoç).

O Presidente do Senegal, Bassirou Diomaye Faye, demitiu o Primeiro-Ministro Ousmane Sonko e dissolveu todo o Governo, numa decisão que está a provocar forte agitação política naquele país da África Ocidental. A decisão foi anunciada esta sexta-feira através da televisão estatal senegalesa e marca o fim da aliança política entre os dois líderes que chegaram juntos ao poder em 2024, prometendo reformas profundas, combate à corrupção e mudanças económicas no Senegal.

O Senegal enfrenta uma das maiores crises políticas dos últimos anos. O Presidente Bassirou Diomaye Faye decidiu afastar Ousmane Sonko do cargo de primeiro-ministro e dissolver o executivo, numa altura em que aumentavam sinais de tensão no seio do partido no poder.

Sonko era considerado o principal aliado político de Faye e uma das figuras mais influentes da oposição senegalesa. Impedido de concorrer às presidenciais de 2024 devido a problemas judiciais, foi ele quem apoiou a candidatura de Diomaye Faye, que acabaria eleito presidente da República.

Após a vitória eleitoral, Sonko assumiu o cargo de primeiro-ministro, mas divergências internas começaram a surgir nos últimos meses, sobretudo em relação à gestão da economia, negociações com o Fundo Monetário Internacional e controlo político dentro do governo.

A dissolução do executivo acontece num contexto económico difícil, marcado pelo aumento da dívida pública e pressão social por resultados concretos das promessas feitas durante a campanha eleitoral.

Depois da demissão, Ousmane Sonko reagiu nas redes sociais, numa publicação interpretada como sinal claro do rompimento definitivo entre os dois antigos aliados políticos.

Agora, o país aguarda pela nomeação de um novo governo, enquanto cresce a incerteza sobre o futuro político do Senegal.

O Conselho da União Europeia (UE) alargou esta sexta-feira o  quadro das sanções impostas ao Irão e a pessoas e instituições implicadas em ações que ameacem a liberdade de navegação no Médio Oriente, em particular no estreito de Ormuz.

A informação consta de um comunicado, recentemente, divulgado pela  Conselho da UE de acordo com o qual “as ações do Irão contra navios que transitam pelo estreito de Ormuz são contrárias ao direito internacional. 

É uma decisão que alarga o regime restritivo estabelecido em julho de 2023, originalmente para responder ao apoio militar iraniano à Rússia na Ucrânia.

A medida incorpora um novo critério de designação: a vinculação a ações que impeçam a passagem em trânsito ou a passagem inocente pelo estreito de Ormuz, incluindo direitos consagrados pelo direito internacional do mar. 

O quadro de sanções alterado passa também a visar pessoas e entidades envolvidas em ações e políticas do Irão que ameacem a liberdade de navegação no Médio Oriente.

Das medidas anunciadas com o alargamento das sanções, constam a proibição de entrada ou trânsito no território da UE, congelamento de bens e o veto para que cidadãos e empresas europeias ponham fundos à disposição dos visados. 

O Presidente da República, Daniel Chapo, atribuiu, a título póstumo, o título honorífico de Herói da República de Moçambique ao Tenente-General na Reserva Joaquim João Munhepe Muhlanga, em reconhecimento pelo seu contributo na Luta de Libertação Nacional e na construção do Estado moçambicano.

Segundo um comunicado da Presidência da República divulgado terça-feira, a distinção foi atribuída ao abrigo das competências conferidas pela Constituição da República e da legislação sobre títulos honoríficos do Estado.

O Chefe do Estado destaca o percurso patriótico, revolucionário, militar e político de Joaquim Munhepe Muhlanga, descrito como uma figura histórica da Luta de Libertação Nacional, dirigente das antigas Forças Populares de Libertação de Moçambique (FPLM) e combatente pela independência, unidade nacional, soberania e defesa da pátria.

A Presidência refere igualmente que o veterano desempenhou um papel relevante desde os primeiros anos da luta armada, no seio das estruturas político-militares da Frente de Libertação de Moçambique, com destaque para a organização dos centros de preparação político-militar, estruturação das comunicações das FPLM e consolidação operacional da luta de libertação.

Pelo seu contributo à causa nacional, Joaquim Munhepe Muhlanga foi anteriormente distinguido com a Ordem Eduardo Mondlane de 2.º Grau, a Medalha de Veterano da Luta de Libertação Nacional e a Medalha dos 20 Anos da FRELIMO.

De acordo com o comunicado, a atribuição do título visa igualmente preservar e valorizar o legado de patriotismo, disciplina, coragem e dedicação deixado pelo veterano, cuja acção “permanece inscrita na história da República de Moçambique e na memória colectiva do povo moçambicano”.

O candidato a presidente da Liga Moçambicana de Basquetebol (LMB), Pascoal Isaías, anunciou, há dias, que concorre ao cargo com objectivo de revolucionar a instituição e a modalidade.

Pascoal “Zolas” Isaías, que concorre à sucessão de António Madeira Jr no pleito do próximo dia 4 de Junho, ambiciona inovar, trazer espectáculo aos campos do basquetebol, promovendo a modalidade e atraindo mais público aos pavilhões.

Outro dos desafios a que se propõe, caso seja eleito presidente da LMB, é a proximidade aos clubes filiados, acção que irá facilitar o diálogo e  desenvolvimento da modalidade da bola ao cesto.

 O candidato a presidente da LMB projecta, outrossim, transformar a agremiação e a prova  numa referência desportiva e de entretenimento na região.  

Pascoal Isaías defende, ainda,  apoio institucional, ou melhor, suporte aos clubes no processo de reestruturação interna e um trabalho conjunto na busca de patrocínios locais para os mesmos.

Pascoal Isaías promete, por outro lado,  valorizar todos os intervenientes e ou cadeia do basquetebol  com a realização de uma gala anual de premiação que se transforme no maior evento desportivo do país.

Outra aposta de Páscoa Isaías pretende-se com a redução de barreiras, facilitação de inscrições e transição para novos emblemas que ambicionam abraçar o projecto da LMB.

O antigo praticamente e, actualmente dinamizador do basquetebol, quer criar  canais directos de comunicação, abrindo espaço para discussões abertas com dirigentes para colher sensibilidades sobre o basquetebol.

Pascoal Isaías sonha com uma  uma liga competitiva que consiga atrair atletas estrangeiros de qualidade e nacionais que evoluem fora do país.

No seu elenco, constam figuras conhecidas e referências da modalidade: Carla Silva da Costa, Martinho Sobrinho, Pedro Sinai Nhatitima , Kátia Machai, Cândido Langa, Francisco Faustino, entre outras.

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