O Ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, anuncia a conclusão das obras de reabilitação da estrada Quelimane–Namacurra, com cerca de 70 quilómetros de extensão. Segundo o governante, faltam apenas neste momento observar um troço de 4,6 quilómetros na entrada da cidade de Quelimane.
As obras arrancaram no segundo semestre de 2020 e tinham conclusão prevista para 2023. No entanto, diversos constrangimentos, sobretudo fenómenos climáticos extremos, condicionaram o cumprimento dos prazos inicialmente estabelecidos.
O ministro dos transportes e logística, João Matlombe, deslocou-se ao local para avaliar o andamento dos trabalhos e anúncio a conclusão dos trabalhos.
No âmbito do programa Mais Estradas, o ministro visitou igualmente o troço Malei–Maganja da Costa, com o objetivo de aferir o nível de preparação da província para o arranque das obras. O projeto encontra-se atualmente na fase de concurso público.
Ainda em Quelimane, Matlombe visitou a área destinada à implantação de um terminal de combustíveis, uma infraestrutura prevista no âmbito do projeto de concessão do Porto de Quelimane, recentemente aprovado pelo Conselho de Ministros.
De acordo com o ministro, o terminal será estratégico para reforçar a capacidade logística da região e responder à procura crescente de combustíveis, incluindo para o mercado do Malawi.
O ministro da Saúde reuniu-se, esta sexta-feira, com os médicos para discutir as preocupações da classe. E, apesar de reconhecer dificuldades, Ussene Isse pediu que não se descarte esforços para oferecer os melhores serviços ao povo.
No encontro cujo objectivo era a partilha de experiências, desafios e prioridades do sector da Saúde, o ministro de saúde, Ussene Isse, disse que o MISAU vai fazer tudo o que estiver ao seu alcance para melhorar a oferta dos serviços ao povo.
O ministro referiu ainda que haverá uma separação entre o Serviço Nacional da Saúde e o Sistema Nacional da Saúde, o que vai trazer diferenças no país e minimizar os diversos problemas levantados pelos médicos durante o encontro.
Entre as preocupações levantadas pelos médicos, destaca-se a falta de condições adequadas, sobretudo equipamentos imprescindíveis, o que para eles limita as suas capacidades e a qualidade no trabalho.
Virgínia Albino, Psicóloga do Hospital Central de Quelimane, disse que a falta de condições de trabalho adoece os médicos e se reflete na fragilização do Sistema Nacional de Saúde.
A falta de emprego para os formados na área, os salários baixos, a falta de subsídios e a impunidade em casos de infrações, foram também pontos levantados na reunião que segundo o ministro poderá ser realizada mais vezes.
Os governos de Mapai, Chigubo e Mabalane, na província de Gaza, debatem saídas face ao problema que afecta 12 mil pessoas. A governadora de Gaza defende o reforço da segurança e a retirada das populações das áreas críticas.
Os líderes comunitários de Mabalane, Chigubo e Mapai descrevem um ambiente tenso nos últimos três meses e dizem que a movimentação dos paquidermes fez soar o alarme, além de extensas áreas de produção devastadas nas aldeias de Gerez, Madliwa, Hoxane.
“Passamos fome por conta disto, mas vivíamos bem e na base da produção. Os elefantes invadiram e devastaram toda a colheita em duas comunidades, Madliwa, Hoxane. Pedimos clareza na delimitação dos parques”, considerou o líder comunitário André Chaúque.
A situação está a preocupar os governos dos três distritos, que apontam a crescente frequência dos ataques de elefantes, em zonas baixas e próximas de cursos de água, áreas que também são seu habitat natural.
“Para o caso de Mabalane, temos cerca de dois ou três casos no tribunal que até agora não temos o desfecho. São as famílias que meteram queixa contra o Parque Nacional do Limpopo, por causa de conflitos, devastação de animais”, considerou o representante de Mabalane, Mauro Sumbane.
Por seu turno, a administradora de Mapai, Maria Helena, avançou que “eu acredito que, se os nossos parques estivessem bem delimitados, os animais não passariam para as zonas de produção agrícola, mas nós também estamos toda a hora a ser agredidos pela população, dentro da sua razão. Acho que há algo que tem de ser revisto”, apelou.
Já o administrador de Chigubo, Almeida Guelume, defende ser urgente reforçar o efectivo na garantia da fiscalização.
“Também queríamos pedir para não sermos reactivos, mas sermos produtivos, a questão do aumento dos fiscais nos nossos parques, porque sentimos que o número dos fiscais que estão nos parques é reduzido para responder à actual demanda da circulação da nossa população.”
Durante um encontro em Xai-Xai, foram apontadas saídas para amenizar o sofrimento das comunidades próximas das áreas de conservação naqueles distritos.
“Se tivermos um sistema de aviso prévio, um sistema baseado em telefones celulares, baseado nas nossas rádios comunitárias, vai permitir que as comunidades tenham comunicação sobre a movimentação desses animais nas suas zonas de produção, (…) semear, ao mesmo tempo vai facilitar que o parque tenha zonas críticas para o controlo”, defendeu Mauro Sumbane.
Como resposta, a governadora de Gaza, Margarida Mapandzene, adiantou que estão a ser equacionadas soluções a nível central para mitigar o problema e garantir a segurança da população, sem comprometer a sua sobrevivência.
“São vidas humanas que, às vezes, perdemos por conta desses animais. Então, essa preocupação é grande, mas a solução definitiva seria a vedação deste parque e a retirada também da população que vive dentro dos parques que até agora estão a mobilizar recursos. Temos acções em curso em termos de construção de casas, mas que ainda não são suficientes. Estamos à espera de melhores momentos ou melhores acções que possam, de facto, tirar-nos dessa situação que nós temos”, concluiu.
Nas zonas-tampão que rodeiam os parques, vivem mais de 500 mil pessoas em 504 comunidades em todo o país.
A Organização Internacional para as Migrações (OIM) estima que cerca de 2900 pessoas tenham abandonado as suas casas devido a uma nova série de ataques terroristas ocorridos nos distritos de Muidumbe e Mocímboa da Praia, em Cabo Delgado, desde o final de Agosto.
Segundo um relatório da agência das Nações Unidas, consultado hoje pela Lusa, entre 25 de Agosto e 9 de Setembro, a intensificação da violência e o medo crescente provocados por Grupos Armados Não Estatais levaram à fuga de aproximadamente 796 famílias. Deste total, 2.158 pessoas (611 famílias) deslocaram-se dentro do distrito de Muidumbe entre 25 de Agosto e 8 de Setembro, enquanto 766 pessoas (185 famílias) saíram de Mocímboa da Praia ou se movimentaram dentro do distrito para Mueda entre 7 e 8 de Setembro.
A OIM indica ainda que continua a acompanhar em tempo real os movimentos da população, para apoiar o planeamento humanitário e garantir respostas baseadas em dados concretos.
Esta nova vaga de violência surge após os ataques registados no final de Julho, que provocaram mais de 57 mil deslocados no distrito de Chiúre. Desde então, a província tem enfrentado um aumento de incursões armadas, com incidentes reportados em Chiúre, Muidumbe, Quissanga, Ancuabe, Meluco e, mais recentemente, em Mocímboa da Praia.
No último dia 6 de Setembro, pelo menos seis pessoas foram mortas e várias machambas foram saqueadas durante um ataque em Muidumbe. Já no domingo, um outro ataque em Mocímboa da Praia resultou em quatro mortes.
O Governo moçambicano lamentou os episódios de violência e garantiu que as Forças de Defesa e Segurança permanecem activas na região, com operações coordenadas pelos ministros da Defesa e do Interior.
O presidente, Luiz Lula da Silva, afirmou que o governo federal vai actuar contra qualquer proposta de amnistia aos envolvidos na tentativa de golpe de Estado de 8 de Janeiro, no qual está incluído o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Este posicionamento foi expresso, esta quinta-feira, durante entrevista de Lula da Silva a um Jornal brasileiro, onde garantiu que o seu governo vai trabalhar contra a amnistia dos envolvidos no caso de tentativa de golpe de estado.
O presidente brasileiro falava no contexto das articulações da direita no Congresso que tentam aprovar projectos de amnistia para Jair Bolsonaro e outros 7 reus.
Lula foi directo ao responsabilizar Bolsonaro pelo trama golpista.
O processo de Bolsonaro segue aberto a recursos, o que pode atrasar a execução da pena.
O ex-Primeiro-ministro, Adriano Maleiane, lançou, esta quinta-feira, o livro “Agenda Nacional”, em Maputo. Segundo o ex-governante, o livro versa sobre riqueza e cultura mocambicana, com foco na inclusão.
Falar coisas difíceis de forma artística é o que o autor da obra “Agenda Nacional (Moça+mbique = Moçambique)”, Adriano Maleiane, leva aos leitores. Lançada nesta quinta-feira, a obra propõe a inclusão dos moçambicanos na riqueza nacional e valorização da cultura.
Maleiane aponta que é necessário eliminar a corrupção no país, motivada por problemas de carácter, através da estruturação da família e fiscalização.
O autor da obra sugere que se deve institucionalizar a família para maior inclusão na riqueza nacional. Na ocasião, a Primeira-ministra, Benvinda Levi, referiu que espera colher experiência do livro para seu percurso governativo.
Além da recente obra, Maleiane tem outras, entre elas, “Banca e Finanças” e “A Visão de Samora Machel sobre a Economia de Moçambique no Pós-independência”, com propostas de soluções para os desafios do país.
O Presidente da República, Daniel Chapo, recebeu hoje Cartas Credenciais de novos Chefes de Missões Diplomáticas, ocasião em que destacou a importância de fortalecer os laços de amizade, solidariedade e cooperação entre Moçambique e os respectivos países, com especial enfoque na promoção do intercâmbio económico e criação de oportunidades de emprego para os jovens moçambicanos.
Apresentaram Cartas Credenciais Chefes de Missões Diplomáticas provenientes da Zâmbia, Maurícias, Guiné, Indonésia, Arábia Saudita, Portugal, Noruega, Suécia, Suíça, Rússia e Canadá.
Em declarações à imprensa em torno da cerimónia, a ministra moçambicana dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Maria dos Santos Lucas, disse que, durante as audiências de acreditação, o Chefe do Estado manifestou a sua satisfação pelo curso normal das relações de amizade e cooperação e encorajou os diplomatas a “trabalhar com o incremento do intercâmbio com a República de Moçambique”.
Ademais, instando-os ainda a promover e dinamizar cada vez mais as relações de cooperação com vista a atingir novos patamares, especialmente com uma cooperação económica mais activa.
Na audiência com o Alto-Comissário da Zâmbia, Derick Livune, o Presidente Chapo enfatizou a necessidade de preservar e aprimorar “as excelentes relações históricas de humanidade, amizade, solidariedade, cooperação e de boa vizinhança e de respeito mútuo entre os dois países” e augurou um incremento da cooperação nos sectores de transportes e comunicações, comércio, gestão de recursos hídricos e agricultura.
Com a Alta-Comissária da República das Maurícias, Anne Marie Danielle Perrier, o realçou a relevância de consultas bilaterais contínuas como mecanismo para monitorar e promover o intercâmbio e incentivou a diplomata a empenhar-se para avançar a cooperação nos domínios económicos, destacando também as áreas do turismo e da agricultura, onde as Maurícias possuem experiência significativa, nomeadamente na produção de açúcar.
No encontro com o Embaixador da Guiné, Muriba Alain Kone, o Presidente moçambicano sublinhou o desejo de “continuar a privilegiar o diálogo e aprofundamento da troca de ideias e visões sobre desenvolvimento” e a necessidade de expandir a cooperação para novas áreas de interesse mútuo, incluindo a educação, aproveitando a experiência histórica de professores guineenses em Moçambique.
O Embaixador da Indonésia, Kartika Candra Negara, reforçou compromissos assumidos a nível bilateral, incluindo a criação de uma Força Tarefa Conjunta Moçambique-Indonésia para galvanizar a cooperação nos sectores estratégicos prioritários, especialmente em óleo e gás, educação e bolsas de estudo. Da mesma forma, com o Embaixador do Reino da Arábia Saudita, Ahmad Mohammad Al Wohaib, o estadista destacou a importância de consolidar e expandir a cooperação económica e empresarial, incluindo apoio técnico e investimentos na área de óleo e gás.
Em relação aos países europeus, com o Embaixador de Portugal, José Manuel da Cunha Monteiro, enfatizou-se a importância da troca de visitas de alto nível e o desejo de elevar a cooperação multissectorial; com a Noruega, Egil Thorsa, foram abordadas energias renováveis, óleo e gás e fundos soberanos; com a Suécia, Andrés Jato, priorizou-se o envolvimento do sector privado e o apoio humanitário e à segurança alimentar; e com a Suíça, Nicolas Randin, destacou-se o apoio à pacificação de Moçambique, incluindo na implementação do processo de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração (DDR) dos antigos guerrilheiros da RENAMO; saúde; educação e desenvolvimento rural.
O Embaixador da Federação Russa, Vladmir Nicolaevich Taravov, teve uma audiência focada nos laços históricos de amizade e solidariedade, com ênfase na cooperação económica, participação do sector privado russo e bolsas de formação para cidadãos
moçambicanos. Já com o Alto-Comissário do Canadá, Anderson Blanc, foi reforçado o compromisso com a cooperação político diplomática e o intercâmbio de visitas de alto nível, marcando este ano o 50.º aniversário do estabelecimento de relações diplomáticas com Moçambique.
Ao término das audiências, a ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação destacou que o Presidente da República encorajou a todos os embaixadores a fortalecer e alavancar a cooperação económica com Moçambique, com vista à criação do bem-estar, mas também à criação do emprego para os jovens, e convidou também os diplomatas a trazerem o sector privado dos respectivos países para investirem em Moçambique.
Moçambique promove turismo de natureza na Feira Internacional do turismo no Zimbabwe
Moçambique participa na maior feira Internacional do turismo no Zimbabwe, através do Instituto nacional do turismo, administração nacional das áreas de conservação (ANAC) e províncias de Manica e Sofala, o nosso país quer promover o turismo baseado na natureza para atrair investidores.
A maior feira internacional do turismo que decorre no Zimbabwe, concretamente em Mutare designa-se por Sanganai. É aqui onde o nosso país, estão a promover turismo baseado na natureza, atrair investidores e estabelecer parcerias estratégicas que contribuam para áreas de conservação e desenvolvimento do país. Nesta tenda, o presidente Zimbabweano fez abertura oficial.
A feira internacional de sanganai é a principal feira anual do turismo do Zimbabwe, e é uma plataforma importante para apresentar as ofertas turísticas mais atrativas de África.
Dos que participam neste evento destacam-se investidores e jornalistas de diversos cantos do mundo, tal é o caso de EUA, Reino Unido, China, Austrália e toda a África.
Moçambique promove turismo de natureza na Feira Internacional do turismo no Zimbabwe
Moçambique participa na maior feira Internacional do turismo no Zimbabwe, através do Instituto nacional do turismo, administração nacional das áreas de conservação (ANAC) e províncias de Manica e Sofala, o nosso país quer promover o turismo baseado na natureza para atrair investidores.
A maior feira internacional do turismo que decorre no Zimbabwe, concretamente em Mutare designa-se por Sanganai. É aqui onde o nosso país, estão a promover turismo baseado na natureza, atrair investidores e estabelecer parcerias estratégicas que contribuam para áreas de conservação e desenvolvimento do país. Nesta tenda, o presidente Zimbabweano fez abertura oficial.
A feira internacional de sanganai é a principal feira anual do turismo do Zimbabwe, e é uma plataforma importante para apresentar as ofertas turísticas mais atrativas de África.
Dos que participam neste evento destacam-se investidores e jornalistas de diversos cantos do mundo, tal é o caso de EUA, Reino Unido, China, Austrália e toda a África.
Inhambane é muitas vezes descrita como terra de boa gente e de trabalho árduo, referência turística e cultural de Moçambique. Mas por trás dessa imagem de hospitalidade e de desenvolvimento esconde-se uma dura realidade: a província tem uma das mais elevadas taxas de suicídio do país.
Em apenas dez anos, mais de 800 pessoas colocaram termo à própria vida, deixando famílias desfeitas e comunidades inteiras mergulhadas num silêncio doloroso.Só nos primeiros seis meses deste ano, já foram registados oficialmente 16 casos de suicídio, um número que acende o alerta das autoridades e de várias organizações sociais.
Homens jovens e adultos continuam a liderar a lista das vítimas, e os distritos de Massinga, Inharrime e Jangamo surgem entre os mais críticos. Problemas financeiros, desilusões passionais, abandono familiar e até fatores ligados a crenças culturais estão entre as principais razões apontadas para justificar este fenómeno.
Na linha da frente desta luta está Bendita Lopes, Secretária de Estado na província de Inhambane, que em entrevista ao “O Pais” detalhou a dimensão do problema e as medidas em curso para tentar inverter este cenário alarmante.Segundo a governante, só no primeiro trimestre deste ano, depois de várias campanhas de sensibilização, palestras comunitárias e vigilância reforçada, ainda assim nove pessoas, na sua maioria jovens, perderam a vida por suicídio. “Esses nove casos foram oficialmente registados nos nossos serviços de saúde, principalmente nos distritos de Massinga, Funhalouro e Govuro. Mas sabemos que há outros casos que não entram de imediato nas estatísticas. Por isso, estamos a trabalhar na criação de um banco de dados mais robusto e atualizado, que reflita a real dimensão do problema na província”, explicou Bendita Lopes defende que o combate ao suicídio exige ciência, organização e proximidade às comunidades.
“Estamos a apostar em estudos científicos realizados pelas nossas universidades e centros de pesquisa. Esses estudos são fundamentais porque nos permitem compreender as motivações reais das pessoas e, a partir daí, elaborar planos de ação que se ajustem às especificidades locais.
Cada distrito tem as suas próprias causas e dinâmicas, e precisamos de respostas adaptadas”, disse. Entre os factores identificados, a Secretária de Estado destaca ciúmes passionais, muitas vezes descontrolados, que transformam relações em cenários de posse e conflito; jogos de azar, como a popular aplicação aviador, que leva jovens a perderem dinheiro e esperança; e ainda situações de feitiçaria e abandono familiar.
“Temos registado adultos e idosos que se suicidam porque sentem-se rejeitados pelos filhos, acusados injustamente de feitiçaria ou simplesmente esquecidos depois de anos de sacrifício. Este sentimento de inutilidade e exclusão é devastador”, sublinhou.
A governante acrescentou que, para além da mobilização comunitária, o Estado está a estruturar um plano provincial de prevenção e combate ao suicídio. Este plano prevê a criação de um banco de dados unificado, coordenação interinstitucional e parcerias com várias entidades, desde as rádios comunitárias até ao Conselho Cristão de Moçambique e à Associação dos Médicos Tradicionais. “Estamos a trabalhar com todos, desde os psicólogos, sociólogos e antropólogos até às lideranças religiosas e comunitárias. Só assim podemos levar mensagens de esperança e de valorização da vida às zonas mais recônditas da província”, reforçou.
Bendita Lopes destacou ainda a necessidade de mudar a forma como se fala do suicídio. “O lema do nosso triênio 2024-2026 é mudar a comunicação sobre o suicídio e começar a conversar.
Queremos quebrar o silêncio, porque muitas vezes a falta de diálogo e de escuta ativa agrava o sofrimento das pessoas. Precisamos que as famílias, as escolas, os serviços e até os colegas de trabalho estejam atentos aos sinais de risco e ofereçam suporte a quem mais precisa”, afirmou.
No plano prático, a província está a desenvolver campanhas de sensibilização nas comunidades, ações de capacitação para gestores e profissionais, e iniciativas que envolvem diretamente os jovens, identificados como um dos grupos mais vulneráveis.
“O alto custo de vida, a pressão social e a falta de oportunidades fazem com que muitos jovens prefiram desistir da vida em vez de enfrentar os desafios. É uma realidade dolorosa que temos de enfrentar com coragem e determinação”, disse a governante. As acções, segundo a Secretária de Estado, têm sido intensificadas ao longo de setembro, mês mundialmente dedicado à prevenção do suicídio, mas não se esgotam neste período. Marchas, palestras, encontros comunitários e programas de rádio têm sido usados como veículos para espalhar mensagens de esperança.
“O objetivo é que cada pessoa perceba que a vida é valiosa, que cada um é importante e amado, e que desistir nunca deve ser a solução”, concluiu Bendita Lopes. Apesar dos esforços, os números continuam preocupantes. Cerca de 80 pessoas por ano decidem pôr fim à vida em Inhambane, uma média que faz soar alarmes e exige respostas urgentes. A luta contra o suicídio, defendem as autoridades, não se resume apenas a estatísticas, mas passa pela construção de comunidades mais solidárias, pela valorização da saúde mental e pelo resgate da autoestima de cada cidadão.

| Cookie | Duração | Descrição |
|---|---|---|
| cookielawinfo-checbox-analytics | 11 months | This cookie is set by GDPR Cookie Consent plugin. The cookie is used to store the user consent for the cookies in the category "Analytics". |
| cookielawinfo-checbox-functional | 11 months | The cookie is set by GDPR cookie consent to record the user consent for the cookies in the category "Functional". |
| cookielawinfo-checbox-others | 11 months | This cookie is set by GDPR Cookie Consent plugin. The cookie is used to store the user consent for the cookies in the category "Other. |
| cookielawinfo-checkbox-necessary | 11 months | This cookie is set by GDPR Cookie Consent plugin. The cookies is used to store the user consent for the cookies in the category "Necessary". |
| cookielawinfo-checkbox-performance | 11 months | This cookie is set by GDPR Cookie Consent plugin. The cookie is used to store the user consent for the cookies in the category "Performance". |
| viewed_cookie_policy | 11 months | The cookie is set by the GDPR Cookie Consent plugin and is used to store whether or not user has consented to the use of cookies. It does not store any personal data. |